terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Problemas de engenharia desativam pontes de embarque do aeroporto

12/12/2012 - G1 AL

Equipamentos que deveriam oferecer conforto estão parados há meses.
Sem o suporte passageiros seguem a pé ou de ônibus até a aeronave.

Waldson Costa

Com defeito, pontes de embarque ficam inutilizadas e passageiros são obrigados a
seguir pela pista até o saguão. (Foto: Cortesia/Luiza Barreiros)

Independente do horário e das condições climáticas, quem for embarcar ou desembarcar no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo, terá que estar preparado para fazer o trajeto do saguão até aeronave caminhando pela pista. O motivo é que devido a problemas de engenharia nos fingers (pontes que ligam as salas de embarque até as aeronaves), os equipamentos foram desativados.

Desde a instalação dos fingers no terminal, foram realizados constantes reparos até a desativação por completo dos quatro equipamentos. O defeito, que não tem prazo para ser resolvido, foi provocado, segundo o superintendente do Aeroporto Zumbi dos Palmares, Adilson Pereira, por um problema de engenharia que acelera o desgaste de um parafuso gigante (fuso), localizado no eixo central do equipamento que liga as salas de embarque e desembarque até as aeronaves.

"Os parafusos foram comprados, mas não instalados porque a empresa que confeccionou eles fez com especificações erradas que não encaixam da forma correta nas pontes do aeroporto de Maceió. Como a empresa alega que o problema está na ponte, e não no fuso, a Infraeroentrou com uma ação judicial para que a questão seja resolvida. Portanto, a previsão é que os fingers fiquem parados ainda por alguns meses", relata Pereira ao expôr que só após o fim do impasse judicial a Infraero poderá realizar uma nova licitação para compra de fusos que atendam as especificações dos equipamentos.

Diante do impasse, técnicos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da empresa responsável pela confecção de engenharia dos fusos se reúnem nesta quinta-feira (13), em Salvador (BA), para discutir uma saída para o problema.

Segundo informações do superintendente, a Infraero comprou 10 "fusos", oito deles para a instalação imediata nos equipamentos e dois sobressalentes, como reserva. O preço médio de mercado de cada parafuso é de aproximadamente R$ 30 mil.

Não é uma ponte que vai impedir o crescimento
do turismo alagoano"
Adilson Pereira, superintendente do Aeroporto

Desconforto
Apesar das constantes reclamações dos passageiros que fazem o embarque e desembarque na pista e seguem até o saguão caminhando, ou com o auxílio de ônibus, o superintendente Adilson Pereira enfatiza que o terminal aeroportuário de Maceió possui o conforto necessário para os usuários.

"Reconhecemos o problema com os fingers e pode ter certeza que estamos fazendo de tudo para reativá-los. Entretanto, posso afirmar que o Zumbi dos Palmares é um terminal confortável e seguro, e que o procedimento de não utilizar as pontes não o diminui em nada diante dos demais aeroportos, até porque o equipamento não é um item obrigatório, e outros terminais bem maiores que o nosso também fazem embarque e desembarque na pista", disse Pereira ao declarar que Alagoas é privilegiada e que "não é uma ponte que vai impedir o crescimento da economia e do turismo alagoano".

Por outro lado, passageiros que circulam pelo Aeroporto Zumbi dos Palmares enfrentam o incômodo no embarque e desembarque. A situação é ainda pior quando o procedimento é feito com pessoas que possuem dificuldade de locomoção, já que o acesso a aeronave é feito através de escada.

O desconforto, provocado pela ausência dos fingers, é repercutido de forma constante nas redes sociais pelos usuários do Aeroporto. Em uma das ocasiões, durante viagem de férias a jornalista Luiza Barreiros, postou no Facebook a queixa ao presenciar os equipamentos parados e passageiros trafegando a pé pela pista até a sala de embarque.

Essa situação prejudica muito a imagem
do destino turístico"
Luiza Barreiros, passageira

"Considero um absurdo que todos os fingers do aeroporto estejam sem funcionar. E não é por comodismo ou por achar que não podemos fazer uma breve caminhada, mas por constatar que um aeroporto internacional, relativamente novo, não tenha manutenção planejada de modo prévio, deixando de oferecer aos passageiros, especialmente os idosos, o conforto que deveria. Essa situação prejudica muito a imagem de destino turístico de Maceió, principalmente nesta época da alta temporada", disse Luiza Barreiros.

Recorde
Em plena alta temporada a estimativa para este ano é de recorde para o setor turístico de Alagoas. A projeção é que o fluxo de passageiros no Aeroporto Zumbi dos Palmares cresça 10,5% em relação a 2011, e chegue até o final de 2012 a registrar mais 1,7 milhão de embarques e desembarques.

Quanto as próximas temporadas, as projeções ainda são mais otimistas para o terminal aéreo de Alagoas. O equipamento turístico será usado como suporte para as cidades sede da Copa de 2014, Recife e Salvador, aumentando desta forma, consideravelmente, os números de embarque e desembarque de turistas nacionais e internacionais.

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