quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aeroportos: obras são apontadas



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Snea revelou principais problemas enfrentados
Terminal de Congonhas precisa de melhorias para suprir demanda
No início deste ano, o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) realizou um estudo no qual indica as obras que demandam mais urgência nos aeroportos das 12 cidades sedes da Copa de 2014.
São Paulo possui hoje o maior complexo do País: o aeroporto de Guarulhos. Entretanto, está longe do desempenho de outros aeroportos do mundo. O complexo de Londres, por exemplo, que é 28º maior do mundo movimentou, apenas em 2008, 34.124.474 passageiros. No mesmo período, o aeroporto paulista registrou 20.400.304 usuários.
Para especialistas, a principal porta de entrada e saída do Brasil precisa de intervenções urgentes. Os pontos mais críticos da infraestrutura de Guarulhos referem-se à construção do terceiro terminal de passageiros; a ampliação do pátio para aeronaves – com a construção de mais posições para estacionamento dos aviões – e o prolongamento da pista.
De acordo com a pesquisa do Snea, com a realização da Copa do Mundo de 2014, o aeroporto terá um aumento expressivo da demanda. Para se ter uma ideia, a movimentação de passageiros – que hoje é de aproximadamente 20,5 milhões de pessoas – passará para, pelo menos, 27,3 milhões. Até o evento esportivo, o complexo deverá ter recebido aportes do Governo Federal – por meio da Infraero – de aproximadamente 1,3 bilhão.
Em Viracopos, não há "fingers" para movimentação de passageirosEm Congonhas, na capital paulista, a situação é similar. No complexo, para os técnicos, as prioridades devem ser aumentar o número de posições de estacionamento no pátio de aeronaves. Além disso, a ampliação no terminal de passageiros precisa receber atenção especial.
Até 2014, a demanda por parte dos passageiros deverá crescer de 13 milhões, volume atual, para 15 milhões. O complexo deverá receber aportes R$ 284 milhões.
No interior do Estado, Viracopos – que deve no futuro receber boa parte da demanda dos voos destinados à capital – as intervenções mais necessárias são: construção da segunda pista de pouso e decolagem; de saídas rápidas para os aviões; ampliação do pátio de estacionamento para os jatos; além da ampliação do terminal de passageiros.
Segundo as previsões do Snea, a demanda deverá passar de 2,9 milhões de passageiros para 4,1 milhões de usuários. Ao todo, o aeroporto contará com investimentos, por parte da Infraero, na ordem R$ 936 milhões.
Distrito FederalNo DF, filas chegam à calçada
Na capital do País, os problemas que precisam – com mais urgência – serem solucionados referem-se à falta de posições de estacionamento para as aeronaves e o terminal de passageiros, no qual as filas são formadas do check-in até a calçada, de acordo com o estudo. Além disso, faltam cadeiras o que gera desconforto aos passageiros que, muitas vezes, aguardam os voos sentados no chão.
De acordo com as previsões do sindicato, a demanda no complexo deverá saltar dos atuais 11,6 milhões de passageiros – 1,6 milhão a mais de sua capacidade - para 18 milhões. As melhorias, se forem concluídas a tempo, possibilitarão ao aeroporto atender, de forma satisfatória os usuários.
Com as Olimpíadas, preocupação com o RJ é ainda maiorRio de Janeiro
No Galeão, que além da demanda da Copa 2014 também atenderá o público das Olimpíadas de 2016, demanda de melhorias que revitalizem, modernizem e expandam os terminais de passageiros.
Além disso, conforme a análise do Snea, é necessária a recuperação e revitalização das pistas de pouso e táxi no complexo. Outra necessidade é a construção de novas posições de estacionamento de aeronaves próximo ao terminal 2.
Já em Santos Dumont, a entidade vê a necessidade de obras de recuperação de parte do pátio de aeronaves, que, segundo o Snea, está cedendo. Além disso, é preciso complementar as pistas de táxi de aeronaves, sem contar a construção de saídas rápidas.

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