quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Meta do governo é ter um aeroporto a no máximo 150 km de cidades mato-grossenses

01/10/2017 - Olhar Direto

Wesley Santiago

Aeroporto de Sorriso recebeu investimentos e começou a operar com voos regulares
Aeroporto de Sorriso recebeu investimentos e começou a operar com voos regulares

O secretário de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo Duarte, apresentou nesta sexta-feira (29), durante o 1º Workshop de Aeroportos e Aeródromos Regionais de Mato Grosso, um ousado plano do Governo para o setor aeroviário. A intenção é que o Estado tenha um aeroporto apto a receber voos a no máximo 150 quilômetros de cada sede municipal. O trabalho será a longo prazo, mas poderá render muitos bons frutos para os cidadãos, principalmente do interior.

“Tenho dito o seguinte: o desenvolvimento não chega somente de carro. A gente percebe que todas as cidades de Mato Grosso que tiveram a visão de desenvolver um aeroporto no seu início, hoje tem universidades, empresas, estudos internacionais. O aeródromo traz esta oportunidade e cria condições para o desenvolvimento. Através dos voos é que chegam empresários, investidores e saem doentes para hospitais também”, explicou o secretário.

A intenção do governo é ter pelo menos um voo regional em nove regiões do Estado. O objetivo é criar hubs [designação dada ao aeroporto utilizado por uma companhia aérea como ponto de conexão para transferir seus passageiros/carga para o destino pretendido] regionais que atendam a uma grande população de cidades próximas. Com isto, cada sede municipal teria pelo menos um aeródromo com voos a, no máximo, 150 quilômetros de distância.

“Dom Aquino, por exemplo, pode ser um dos hubs regionais no Vale do São Lourenço. Existem muitos outros que poderão atender a grandes regiões, que tem vários municípios próximos”, explicou o secretário.

Em Mato Grosso, são 25 aeroportos homologados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e 17 contam com pista de asfalto. Porém, só sete deles tem balizamento e podem ter operações noturnas. Com o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) dos aeroportos, a estimativa é de receber R$ 20 milhões por ano. Parcerias Público-Privada também são outros meios para auxiliar na reforma e ampliação dos terminais.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

MODERN Logistics começa a operar voos regulares

13/09/2017 - Aeroflap

A partir desta semana, a MODERN Logistics começa a operar voos regulares, além dos voos fretados
que já realiza para atender as demandas dos clientes. O Boeing 737-400F da empresa voará todas as semanas entre Campinas (Aeroporto Internacional de Viracopos), Brasília e Manaus.

“A maior novidade para o mercado é o serviço cargueiro regular entre Campinas e Brasília e entre Manaus e Brasília, que mostra a proposta da empresa de ir além do que já existe e oferecer ao mercado novas alternativas”, disse Gerald Lee, CEO da MODERN Logistics.

Idealizada há 5 anos, a MODERN Logistics começou a operar há dois, primeiro na área de armazenagem e transporte rodoviário. Desde junho passado, com a assinatura do contrato de concessionária de serviços públicos de transporte aéreo regular com a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a empresa começou a oferecer voos com sua própria aeronave completando o pool de
serviços que a companhia oferece para seus clientes.

A empresa é resultado de um investimento de US$ 75 milhões e tem como meta chegar a 2020 com  15 aeronaves. Até o fim do ano serão dois Boeing 737-400 F e a empresa também vai voar com modernos ATR-72F, para conectar as cidades de menor porte aos maiores centros e assim atender a demanda dos clientes.



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Aeroportos têm pouco movimento

07/08/2017 - O Estado de S. Paulo.

Renée Pereira, Agência Estado

A combinação entre investimentos bilionários, dívida alta e uma expectativa de demanda que nem de longe se confirmou jogou os aeroportos licitados entre 2011 e 2013 numa grave crise financeira. Levantamento feito pelo Estado, com base em informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostra que, em média, a demanda de passageiros está quase 30% abaixo do que era projetado na época dos leilões. Na prática, isso representa uma frustração de demanda que somava 32 milhões de passageiros no ano passado e que não viraram receita para as concessionárias.

Hoje os seis aeroportos concedidos - Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Brasília (DF), Galeão (RJ), Confins (MG) e Natal (RN) - convivem com a ociosidade. Em alguns casos, esse indicador beira os 80%, como é o caso de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Em Viracopos, Confins e Galeão, a ociosidade supera os 50%. O cenário é difícil até mesmo nos dois maiores aeroportos do País. Em Guarulhos, os investimentos elevaram a capacidade para 50 milhões de passageiros, mas a movimentação foi de 36 milhões no ano passado; em Brasília, a capacidade é de 25 milhões para 18 milhões de passageiros.

Especialistas afirmam que o cenário atual de demanda não era esperado nem no pior dos mundos. Na época dos leilões, o ambiente era de forte crescimento da economia, com as famílias viajando cada vez mais de avião dentro e fora do País. Pouco tempo antes, o Brasil havia enfrentado o chamado "caos aéreo", que revelou a carência de investimentos no setor e abriu espaço para a entrada da iniciativa privada. Nos leilões, o governo aproveitou para exigir pesadas quantias para modernizar e ampliar os terminais nacionais, e os investidores entraram no jogo, oferecendo ágios bilionários pelas concessões.

"Ninguém podia imaginar que o buraco seria tão grande", afirma Allemander Pereira, ex-diretor da Anac. Com a forte recessão econômica, a curva projetada foi ficando mais distante da realidade vivida nos aeroportos. As receitas caíram e provocaram um descompasso entre o caixa e as obrigações das concessionárias.

Nos leilões de licitação, os vencedores jogaram alto para arrematar as concessões e aceitaram pagar outorgas bilionárias ao governo. Teve ágio de até 673%, como foi o caso do Aeroporto de Brasília. No Galeão, a oferta foi menor, de 294%, mas o grupo se comprometeu a pagar R$ 19 bilhões, divididos em 24 anos, à União. Mas, com a mudança do cenário econômico, esses compromissos ficaram pesados demais para o tamanho do negócio. O resultado foi que quase todas as concessionárias atrasaram o pagamento da outorga por falta de caixa. Outras preferiram fazer o depósito em juízo até que algumas pendências sejam avaliadas pela Anac.

Devolução

Nesse ambiente, a concessionária de Viracopos, cuja movimentação está quase 40% abaixo da projetada na época do leilão, iniciou um processo de relicitação da concessão, ou seja, vai devolver o ativo ao governo para ser leiloado novamente. Com um sócio envolvido na Lava Jato e em recuperação judicial (a UTC), outro em recuperação extrajudicial (a Triunfo) e com problemas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a concessionária ficou sem caixa para pagar a outorga de 2016, de R$ 178 milhões - a Anac executou o seguro-garantia do aeroporto.

O Aeroporto do Galeão passou pelos mesmos problemas, mas conseguiu resolver os percalços, pelo menos, por enquanto. A chinesa HNA, sócia da Azul, comprou a participação da Odebrecht no grupo e aportou recursos para honrar os compromissos atrasados. A concessionária ficou alguns meses sem pagar a outorga de mais R$ 1 bilhão ao governo, mas acertou um acordo para o reperfilamento das parcelas. "Os sócios colocaram mais dinheiro e, assim, vamos antecipar o pagamento da outorga, que soma mais de R$ 3,5 bilhões", afirma o presidente da Riogaleão, Luiz Rocha. As informações são do jornal

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Aeroporto 'Eduardinho' será desativado até 1º de agosto em Manaus, diz Infraero

06/07/2017 - G1 AM

Mudança ocorre dois anos após obras de ampliação e reforma do espaço em Manaus.

Por Ive Rylo

Terminal 'Eduardinho' (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)
Terminal 'Eduardinho' (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O terminal 2 do Aeroporto Eduardo Gomes, o "Eduardinho", será desativado a partir do dia 1º de agosto deste ano, segundo anunciou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) nesta semana. As atividades realizadas no local serão transferidas para o Terminal 1. A mudança A ocorre dois anos após obras de ampliação e reforma do espaço. Empresários do setor que operam no terminal criticam a data prevista para a mudança.

De cordo com informações repassadas pela Infraero, a mudança ocorre após estudo realizado pela Diretoria de Aeroportos, com apoio das Diretorias de Operações e Segurança.

“A alteração traria mais conforto para os atuais usuários do terminal 2 devido à infraestrutura e serviços disponíveis no terminal 1, além de ganhos de eficiência operacional e econômica para as atividades do aeroporto”, apontou nota.

No “Eduardinho” operam duas empresas aéreas, a Total e a Map. De acordo com dados da Infraero, passam pelo terminal 360 pessoas diariamente. Tanto o fluxo de passageiros como o operacional do terminal 2 serão absolvidos no terminal 1.

“O complexo inteiro tem capacidade operacional para receber 13,5 milhões de passageiros por ano, sendo que a capacidade do terminal 2 é de 2 milhões de passageiros por ano. Em 2016, o Eduardo Gomes recebeu 2,61 milhões de passageiros, contando embarques e desembarques”, afirmou a empresa.

Segundo a empresa de aviação, nenhum funcionário do terminal 2 será demitido e não haverá prejuízo para as empresas do ramo de táxi aéreo que operam no “Eduardinho”. O órgão estuda alternativas para a utilização do espaço do terminal 2 para outras atividades.

Reforma

O terminal 2 foi reformado e ampliado entre os anos de 2013 e 2015. Foram investidos aproximadamente R$ 20 milhões na transformação do espaço que teve a capacidade de receber 2 milhões de passageiros por ano. Houve a mudança do piso, pé direito que passou de 5 metros para 8 metros, cobertura em aço galvanizado e climatização dos ambientes.

Também foram ampliadas as salas de embarque, desembarque e os banheiros. Uma parede de vidro foi instalada na sala de embarque para que os passageiros pudessem acompanhar a movimentação das aeronaves no pátio. As vagas no estacionamento saltaram de 131 para 267.

Prazo

O diretor comercial da empresa MAP, Décio Assis, questiona o prazo apontado pela Infraero para que seja feita a transferência. Ele diz que a empresa precisa de um tempo maior para se adequar.

“Comercialmente atender o ‘Eduardinho’ no terminal 1 não tem grande mudança. Para o passageiro, a alteração é apenas uma questão de ter tempo para absolver o novo endereço. Mas operacionalmente é uma coisa que não pode ser feita a toque de caixa, é uma mudança que envolve toda uma estrutura operacional”, disse Décio.

Ele acredita que a mudança repentina poderá trazer transtornos para a empresa taxou como “inviável” o prazo de 1º de agosto.

“Isso ser feito agora para 1º de agosto já estar no outro terminal é praticamente inviável. Vai trazer transtornos para toda nossa área de manutenção. É preciso saber como que vai ficar o acesso dos nossos funcionários aos hangares, que hoje é feito através do terminal 2. Tudo que tem aqui, vai ter que ser transferido para la, toda a operação, todos os equipamentos vão ter que ser transferidos para o terminal 1 e isso não é feito com a simplicidade que estão pensando”, analisou o diretor da MAP.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Passaredo Linhas Aéreas é vendida para o grupo de transporte rodoviário Itapemirim

03/07/2017 - G1 Ribeirão e Franca

Valor da negociação não foi informado. Novos gestores dizem que vão adquirir 20 aeronaves até 2018 e ampliar de 20 para 80 os destinos aéreos no interior do país.

Passaredo Linhas Aéreas tem sua operação baseada em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)
Passaredo Linhas Aéreas tem sua operação baseada em Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV) 

A Passaredo Linhas Aéreas anunciou na noite desta segunda-feira (3) a venda da empresa para o Grupo Itapemirim, conglomerado de transporte rodoviário de cargas e passageiros, que atua em 22 estados e conta com 1,2 mil ônibus. O valor da negociação não foi divulgado.

Em nota, a assessoria da Passaredo informou que a gestão da empresa será compartilhada pelos próximos dois meses, durante o "cumprimento de condições suspensivas", mas o comando executivo ficará nas mãos do empresário Sidnei Piva de Jesus, sócio da Itapemirim.

Atualmente, a Passaredo possui sete aviões e atende 20 cidades em nove estados brasileiros. O grupo Itapemirim anunciou que vai ampliar para 80 os destinos aéreos no interior do país e adquirir 20 novas aeronaves até o final do próximo ano.

A integração entre as malhas aérea e terrestre atingirá cerca de 2,5 mil cidades brasileiras.

Também em nota, a Passaredo informou que as operações firmadas em codeshare, com a Latam Linhas Aéreas, e em contrato interline, com a Gol Linhas Aéreas, continuam funcionando normalmente. Isso significa que as empresas seguem operando de forma complementar.

Passaredo Linhas Aéreas tem sede em Ribeirão Preto (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)
Passaredo Linhas Aéreas tem sede em Ribeirão Preto (Foto: Claudio Oliveira/EPTV) 

Em recuperação judicial há quatro anos, a Passaredo chegou a demitir 200 funcionários em junho do ano passado e ainda deixou de atender os municípios de Dourados (MS) e Uberlândia (MG), como parte de um processo de reestruturação diante da crise econômica.

Antes disso, em julho de 2012, a empresa já havia demitido 113 colaboradores, após encerrar os voos entre o Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), e cidades de Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Cascavel (PR) e Londrina (PR).

"O novo controlador quer investir para o crescimento sustentável do negócio, para que, gerando receita, a própria empresa possa liquidar seu passivo", diz nota enviada pela Passaredo.

O grupo Itapemirim, por sua vez, é formado pela Viação Itapemirim, que também está em processo de recuperação judicial, diante de um quadro de dívidas trabalhistas e com fornecedores da ordem de R$ 330 milhões e de um passivo tributário de R$ 1 bilhão.

Garagem da Viação Itapemirim em Cariacica, ES (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)
Garagem da Viação Itapemirim em Cariacica, ES (Foto: Bernardo Coutinho/ A Gazeta)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Aeroporto de Jericoacoara receberá voo da Azul

03/07/2017 - Diário do Nordeste

A nova rota ligará o Litoral Leste do Estado ao Recife aos domingos

por Redação Diário do Nordeste

Aeroporto de Jericoacoara
O Aeroporto Regional de Jericoacoara tem capacidade para receber 600 mil passageiros por ano ( Foto: Helene Santos )

A partir do dia 16 de julho, o Aeroporto de Jericoacoara irá receber um novo voo, desta vez vindo do Recife. A companhia aérea Azul recebeu, nesta segunda-feira (3), autorização para operar voos diretos saindo da capital pernambucana para o destino no Litoral Oeste do Ceará.

De acordo com o assessor de Infraestrutura Aeroportuária do Departamento Estadual de Rodovias do Ceará (DER), coronel Paulo Edson Ferreira, a empresa ganhou autorização para operar, inicialmente, com voos charters. O voo vai sair do Recife aos domingos, às 13h10, e pousar no Aeroporto  de Jericoacoara, às 14h40. A volta será às 15h10, com chegada às 16h45. As viagens serão em jato Embraer 195, de 118 assentos.

A informação sobre o novo voo foi publicada pelo governador Camilo Santana, em sua página no Facebook. “A novidade significa cada vez mais oportunidades de emprego e desenvolvimento para o nosso Estado”, disse. O governador acredita que, ainda no início das operações, o aeroporto possibilite aumento de 7% no número total de turistas da região. Ao longo de três anos, o número deve chegar a 20%, segundo o governador.

O equipamento, inaugurado no dia 24, já recebe voos diretos vindo de Congonhas, São Paulo, operados GOL,  aos sábados. Na última sexta-feira (30), a Secretaria do Turismo anunciou que a GOL vai operar um segundo voo semanal, às quartas-feiras, ligando a capital paulista ao Litoral Oeste cearense.

O Aeroporto Regional de Jericoacoara tem capacidade para receber 600 mil passageiros por ano.


   


   



domingo, 2 de julho de 2017

Em um ano, Azul transportou 100 mil passageiros a Lisboa

30/06/2017 - Aviação

Ana Luiza 

Azul levou 100 mil passageiros para Lisboa em um ano
Azul levou 100 mil passageiros para Lisboa em um ano

A Azul celebrou um ano de operações em Lisboa, com 100 mil clientes transportados na rota que liga Campinas (SP) à capital portuguesa.

Única empresa brasileira a operar voos diretos para Portugal, a Azul começou a rota em junho de 2016 com três operações semanais. Em maio deste ano, a companhia ampliou as frequências entre as duas cidades, tornando o voo diário.

“Estamos muito satisfeitos com a demanda desses voos e, por isso, tornamos as nossas operações diárias”, destacou o presidente da Azul, Antonoaldo Neves.

A Azul liga mais de 50 cidades brasileiras a Campinas. Em Lisboa, os clientes contam com voos da Tap e Tap Express para mais de 80 destinos em 35 países, por meio do codeshare firmado entre as companhias.

A aeronave da rota para Portugal é a A330, maior da frota da companhia e que oferece as classes Buniness, Economy Xtra e Economy, além do Sky Sofa, espaço na aeronave em que um grupo de quatro poltronas se transforma em uma cama.