sexta-feira, 29 de julho de 2011

Embraer pode desenvolver jatos maiores

29/07/2011 - Webtranspo

Empresa deve concorrer em novo segmento

Companhia analisa ampliar fuselagem do 195.
O mercado de aviação comercial está passando por transformações em decorrência de motores que prometem economia de consumo de combustível, de 10% a 15%. Tanto Boeing e Airbus já anunciaram que aplicarão a nova motorização em suas aeronaves, analisando este cenário, a Embraer já estuda possibilidade de lançamento de um novo avião.

Segundo Frederico Curado, diretor presidente da empresa brasileira, não existe uma definição para o lançamento deste novo produto. “Estamos esperando as variáveis para avaliar a oportunidade de mercado”, afirmou. Contudo, o novo modelo deve ter uma configuração maior que os atuais da empresa e entraria para concorrer com o A319 e o Boeing 737-700, aviões com capacidade para mais de 120 passageiros.

No caso de um novo produto, a Embraer considera a possibilidade de alongar o seu modelo 195 que comporta até 118 passageiros. Curado foi claro ao ressaltar que não há nenhuma definição por enquanto, porém não está descartada a possibilidade de reconfigurar o modelo já existente. “Um 195 adaptado com mais motor, mais asa, pode ter a fuselagem alongada e ser um player competitivo no mercado internacional”, comentou.

O executivo também ponderou quais são os prós e contras em se reconfigurar uma aeronave em comparação em ter um projeto completamente novo. O presidente salientou que criar um avião do zero flexibiliza o desenvolvimento do produto, porém o alongamento de fuselagem é mais simples, pois se utiliza de uma plataforma que já é conhecida.

Quando indagado se uma possível adaptação do modelo 195, para receber mais passageiros, não poderia fracassar igual o alongamento feito no CRJ da Bombardier, que não teve grande aceitação do mercado, Curado afirmou que se trata de situações diferentes. De acordo com ele, o avião brasileiro é mais moderno do que era o canadense quando foi adaptado.

Outro aspecto abordado pelo dirigente foi o baixo sucesso de vendas do modelo 195. “A proximidade desse com o 190, em termos de capacidade, acaba afetando negativamente o primeiro, um possível afastamento da paridade destes modelos poderia aumentar as vendas do 195, isso seria mais um argumento para ampliar a fuselagem”, afirmou.

Além disso, o executivo afirmou que um novo produto não deve fugir dos padrões impressos pela linha já adota pela companhia, que segundo ele, atende os interesses do mercado. “Mesmo que façamos uma família nova, essa seria baseada na E-Jet. Qualquer coisa que venhamos a fazer para atender nossos clientes pelo mundo levaria em consideração parâmetros que já oferecemos”, comentou.

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