quarta-feira, 25 de julho de 2012

Aeroportos perto de São Paulo dobram movimento em cinco anos

24/07/2012 - Portal Uol

Matheus Lombardi
Do UOL, em São Paulo

Movimento de pousos e decolagens no aeroporto de Jundiaí cresceu 157% no 1º semestre

O crescimento da aviação executiva nos últimos cinco anos tem mais que dobrado o movimento nos aeroportos que ficam num raio de até 100 km de distância da cidade de São Paulo.

Com a saturação dos grandes aeroportos do Estado (Congonhas, Guarulhos e Viracopos) e o aumento no número de aviões, as empresas de manutenção e locação migraram para os aeroportos próximos da capital. 

O principal exemplo desse aumento na demanda é o aeroporto de Jundiaí (a 58 km de distância de São Paulo). Segundo dados do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), nos últimos cinco anos o movimento de pousos e decolagens no local teve crescimento de 178% no primeiro semestre (passando de pouco mais de 18 mil para aproximadamente 50 mil por mês).

“No aeroporto de Jundiaí, por exemplo, o crescimento se deu além dos pousos e decolagens, mas também na construção de hangares – passando de 19, em 2006, para 28 hangares, em 2012”, diz o superintendente do Daesp, Ricardo Volpi. 

Outros aeroportos com grande destaque são os de Sorocaba (99 km de São Paulo), Campo dos Amarais (em Campinas, a 93 km de São Paulo) e Bragança Paulista (85 km de São Paulo). O crescimento nesses aeroportos quase dobrou nos últimos cinco anos.

Segundo o Daesp, serão investidos R$ 70 milhões em obras de infraestrutura e melhorias nos aeroportos do Estado neste ano, principalmente para sistemas de iluminação e de comunicação. 

Empresa usa aeroporto para desafogar demanda de Congonhas
Estar nos aeroportos menores é mais uma opção de ficar próximo dos clientes, segundo o presidente da Colt Aviation, Alexandre Eckmann.

"Nossa demanda de voos para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro é bastante grande, e, muitas vezes, os aeroportos de Jundiaí e Sorocaba servem de auxílio para desafogar a grande demanda de Congonhas", afirma.

A empresa, que está entre as quatro maiores do mercado de aviação executiva do Brasil, construirá um hangar no aeroporto de Sorocaba e já possui um hangar com sala vip, em Jundiaí.

Empresa de manutenção de aviões estima crescimento de 40%
A empresa de manutenção de jatos e turboélices Japi Aeronaves estima um crescimento de até 40% na movimentação em 2012. Fundada há 16 anos, a empresa recebe cerca de 350 aviões por ano, em média.

"Nos últimos anos, aumentou muito o movimento nos aeroportos do interior. O espaço em Congonhas é muito caro e você precisa agendar os horários para os voos. Aqui, em Jundiaí, há duas oficinas e escolas de aviação, que garantem o movimento durante todo o ano", diz, o gerente comercial da empresa, André Bernstein.

Nordeste é novo foco de empresas do setor
O crescimento da aviação civil no país já vem repercutindo em outras regiões, com destaque para o Nordeste. Representante dos jatos da Cessna e dos helicópteros da Bell no Brasil, a TAM Aviação Executiva, pretende inaugurar no próximo ano uma base de operações na região de Fortaleza, no Ceará.

"O Nordeste vem se destacando significativamente como uma região de grande crescimento econômico. Os jatos da Cessna, representam hoje 49% da atual frota de aviões executivos no Brasil, sendo que 15% deles estão no nordeste", afirma o diretor comercial da TAM Aviação Executiva, Leonardo Fiuza.

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