sábado, 7 de julho de 2012

Pluna confirma suspensão de todos os voos por tempo indeterminado 06/07/2012 - Eulina Oliveira, da Agência Estado Atual situação econômico-financeira da companhia aérea uruguaia torna impossível a garantia de um serviço adequado; empresa oferecia voos em São Paulo e em mais sete cidades brasileiras SÃO PAULO - A Pluna Líneas Aéreas Uruguayas confirmou, por meio de nota publicada em sua página na internet, a suspensão de todos os seus voos por tempo indeterminado em função de a situação econômico-financeira da empresa tornar impossível a garantia de uma operação adequada. Os voos serão suspensos ao meio-dia de hoje, no horário de Brasília. Os passageiros no Brasil podem entrar em contato com a Pluna pelo telefone (11) 3711- 9158, segundo a companhia. Segundo o comunicado, com data de ontem, 5, a companhia, que também tem operações no Brasil, "destinará todos os seus recursos disponíveis para contatar os passageiros afetados por essas circunstâncias de modo a buscar a melhor solução possível". O governo do Uruguai decidiu ontem liquidar a Pluna, conforme informações da imprensa do país. A decisão foi anunciada após uma reunião entre os ministros uruguaios Fernando Lorenzo, da Economia, e Enrique Pintado, dos Transportes, com o vice-presidente Danilo Astori e líderes políticos do país. A Pluna tem uma frota de 13 aviões que conectam Montevidéu a cidades de Argentina, Brasil e Chile. No País, a companhia mantinha voos para Rio, Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Florianópolis e Foz do Iguaçu. A Pluna ainda não decidiu como ressarcirá os passageiros afetados. O sindicato dos funcionários da companhia fez uma paralisação na quarta e na quinta-feira em defesa dos empregos, o que obrigou o cancelamento de 60 voos. No Brasil, a Agência Nacional Civil (Anac) havia informado na quarta-feira a intensificação do monitoramento da prestação de assistência aos passageiros atendidos pela Pluna, em todos os aeroportos que a empresa opera. A companhia uruguaia havia interrompido os serviços no último dia 3, e a previsão inicial era de retomar as operações a partir do meio-dia de hoje. "A situação econômico-financeira da empresa torna impossível garantir uma operação adequada", informou a companhia no comunicado. Segundo fontes ouvidas pelo Búsqueda, o presidente José Mujica, ao ser consultado a respeito da crise por que passava a Pluna, teria declarado que "que não é partidário de continuar perdendo dinheiro" na empresa. De acordo com a reportagem, o governo pode tentar recuperar parte do dinheiro investido na companhia vendendo ativos, como seus aviões. O Estado uruguaio é o único administrador da Pluna desde meados de junho, quando o fundo de investimento que detinha 75% da companhia abandonou sua participação após se negar a capitalizá-la. A Pluna registrou prejuízo de mais de US$ 100 milhões entre 2007 e 2012 em razão da queda da demanda de passageiros, consequência da desaceleração das economias da região, do alto preço do combustível e de problemas de tráfego aéreo. O governo buscou em vão um novo sócio para a problemática companhia. A empresa era insolvente e sua situação atual está muito comprometida. Não se pode financiar a operação, não há liquidez, e nesta situação (a Pluna) não pode continuar voando, disse à agência de notícias Reuters uma fonte do Poder Executivo que não quis se identificar. O Conselho de Ministros do Uruguai deve elaborar na segunda-feira um projeto de lei com um chamado aos interessados para criar uma nova companhia aérea com participação estatal. "Não temos como continuar voando. Não há norma que permita ao governo colocar dinheiro dentro da empresa. A única maneira era com a capitalização do setor privado e o Estado colocando a sua parte", disse a fonte do governo. 

06/07/2012 - Eulina Oliveira, da Agência Estado

Atual situação econômico-financeira da companhia aérea uruguaia torna impossível a garantia de um serviço adequado; empresa oferecia voos em São Paulo e em mais sete cidades brasileiras

SÃO PAULO - A Pluna Líneas Aéreas Uruguayas confirmou, por meio de nota publicada em sua página na internet, a suspensão de todos os seus voos por tempo indeterminado em função de a situação econômico-financeira da empresa tornar impossível a garantia de uma operação adequada. Os voos serão suspensos ao meio-dia de hoje, no horário de Brasília. Os passageiros no Brasil podem entrar em contato com a Pluna pelo telefone (11) 3711- 9158, segundo a companhia.

Segundo o comunicado, com data de ontem, 5, a companhia, que também tem operações no Brasil, "destinará todos os seus recursos disponíveis para contatar os passageiros afetados por essas circunstâncias de modo a buscar a melhor solução possível".

O governo do Uruguai decidiu ontem liquidar a Pluna, conforme informações da imprensa do país. A decisão foi anunciada após uma reunião entre os ministros uruguaios Fernando Lorenzo, da Economia, e Enrique Pintado, dos Transportes, com o vice-presidente Danilo Astori e líderes políticos do país. A Pluna tem uma frota de 13 aviões que conectam Montevidéu a cidades de Argentina, Brasil e Chile. No País, a companhia mantinha voos para Rio, Brasília, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Florianópolis e Foz do Iguaçu.

A Pluna ainda não decidiu como ressarcirá os passageiros afetados. O sindicato dos funcionários da companhia fez uma paralisação na quarta e na quinta-feira em defesa dos empregos, o que obrigou o cancelamento de 60 voos.

No Brasil, a Agência Nacional Civil (Anac) havia informado na quarta-feira a intensificação do monitoramento da prestação de assistência aos passageiros atendidos pela Pluna, em todos os aeroportos que a empresa opera. A companhia uruguaia havia interrompido os serviços no último dia 3, e a previsão inicial era de retomar as operações a partir do meio-dia de hoje.

"A situação econômico-financeira da empresa torna impossível garantir uma operação adequada", informou a companhia no comunicado. Segundo fontes ouvidas pelo Búsqueda, o presidente José Mujica, ao ser consultado a respeito da crise por que passava a Pluna, teria declarado que "que não é partidário de continuar perdendo dinheiro" na empresa.

De acordo com a reportagem, o governo pode tentar recuperar parte do dinheiro investido na companhia vendendo ativos, como seus aviões. O Estado uruguaio é o único administrador da Pluna desde meados de junho, quando o fundo de investimento que detinha 75% da companhia abandonou sua participação após se negar a capitalizá-la.

A Pluna registrou prejuízo de mais de US$ 100 milhões entre 2007 e 2012 em razão da queda da demanda de passageiros, consequência da desaceleração das economias da região, do alto preço do combustível e de problemas de tráfego aéreo. O governo buscou em vão um novo sócio para a problemática companhia.

A empresa era insolvente e sua situação atual está muito comprometida. Não se pode financiar a operação, não há liquidez, e nesta situação (a Pluna) não pode continuar voando, disse à agência de notícias Reuters uma fonte do Poder Executivo que não quis se identificar.

O Conselho de Ministros do Uruguai deve elaborar na segunda-feira um projeto de lei com um chamado aos interessados para criar uma nova companhia aérea com participação estatal. "Não temos como continuar voando. Não há norma que permita ao governo colocar dinheiro dentro da empresa. A única maneira era com a capitalização do setor privado e o Estado colocando a sua parte", disse a fonte do governo. 

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