sábado, 25 de agosto de 2012

Combustível é o principal componente do custo do bilhete aéreo

21/08/2012 - Mercado & Eventos, Natália Strucchi, de Brasília

Entre as principais lutas da recém-criada Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas - está a que visa baixar os custos das companhias que tange ao combustível. Hoje, o combustível representa 33% do custo do bilhete aéreo, ou seja, os passageiros são diretamente afetados.

Segundo cálculos da Iata, os preços dos combustíveis no Brasil são 12% superiores à média para a região e 17% superiores à média global, o que resulta num valor estimado de custo anual de R$ 800 mi sobre a competitividade do país. Embora o Brasil seja autossuficiente em petróleo bruto e as importações representem apenas 25% de sua necessidade de combustível de aviação, o preço pago aqui é equivalente ao do produto importado do Golfo dos Estados Unidos.

Essa fórmula de preços foi desenvolvida há quase 15 anos, quando a matriz energética brasileira era muito diferente e o volume de importações bem superior ao atual. Outra questão que as empresas aéreas enfrentam no Brasil é a obrigação de pagar tributos sobre todo o combustível consumido no país, bem como o custo teórico de transportá-lo de Houston (Estados Unidos) para São Paulo, embora até 75% dele seja produzido internamente. Além disso, o Imposto Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) é aplicado a 100%do produto utilizado internamente.

Segundo Sanovicz, com o cenário atual, faz-se necessária uma revisão na maneira de fixar os preços do combustível de aviação, alinhada com a realidade internacional. Além disso, de acordo com ele, é preciso rever a política de taxação atual. “O setor aéreo é muito competitivo e por conta da dinâmica adotada, todos os valores pagos a mais pelas companhias acabam sendo transferidos – entre 80% a 90% - para o consumidor. Por isso a necessidade de mudanças nesse processo”, justifica.

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