quarta-feira, 22 de maio de 2013

Aéreas dos EUA brigam por voos para o Brasil

22/05/2013 - O Estado de S.Paulo

Grandes companhias aéreas disputam concorrência do governo americano para ampliar frequências para o Brasil

Altamiro Silva Júnior

As maiores empresas aéreas dos Estados Unidos estão na disputa para ampliar voos das principais cidades norte-americana para o Brasil. Delta Air Lines, American Airlines e US Airways estão participando de uma concorrência aberta pelo Departamento de Transportes dos EUA para conseguir novas frequências de voos para São Paulo. A US Airways inaugura seu primeiro voo para a capital paulista no próximo dia 8 de junho e já pediu uma nova rota ligando a capital à cidade da Filadélfia, de acordo com um documento público do governo dos EUA sobre o processo de concorrência das novas rotas.

A Delta, segunda maior empresa aérea dos EUA, é a mais agressiva na concorrência. A empresa se inscreveu para novos voos diários a partir de dezembro de São Paulo para Atlanta e Nova York e ainda manter seu voo diário para Detroit. Com isso, a empresa teria dois voos diários de Atlanta e Nova York para a capital paulista. Além de se inscrever na disputa, a Delta entregou na semana passada ao Departamento de Transportes uma carta assinadapor29membrosdoCongresso apoiando sua decisão de ampliar voos para o Brasil.

No documento entregue pela Delta, os congressistas ressaltam que São Paulo é a maior e mais importante cidade do Brasil e que as novas frequências da Delta vão trazer maior competitividade e opções a esse mercado. Outras autoridades, como o governador do Estado de Michigan, Rick Snyder, também escrevam cartas de apoio à empresa. Na sexta-feira, a Delta inaugura seu novo terminal no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, no qual investiu US$ 1,4 bilhão, um dos maiores investimentos já feitos pela companhia aérea norte-americana.

Em2011, o Brasil e os EUA assinaram um acordo que libera os espaços aéreos dos dois países até 2015. Esse acordo é conhecido no mundo da aviação como “open skies” (céus abertos). Na prática, as companhias aéreas vão poder definir livremente o número de voos, cidades, tarifas e horários entre voos ligando os dois países.

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