sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aeroporto da JHSF pode se tornar internacional

24/05/2013 - O Estado de S.Paulo

Negociação passa por 5 ministérios; aeroporto ficará a 60 km de São Paulo em área 25% maior que a de Congonhas

Luciana Collet

O Novo Aeroporto Executivo de São Paulo (Naesp/Catarina), projeto privado da incorporadora JHSF, pode se tornar um aeroporto internacional.

“Estamos em interlocução com todas as áreas de governo envolvidas”, disse Francisco Lyra, sócio no projeto e da consultoria CFly Aviation. A negociação passa por cinco ministérios: Secretaria de Aviação Civil (SAC); Ministério da Fazenda; Ministério da Justiça; Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

De acordo com Lyra, o projeto daria um alívio aos aeroportos da capital – Guarulhos e Congonhas. “Hoje há muitos voos vazios de aviação executiva que chegam a Guarulhos ou a Congonhas, o que significa um desperdício no uso da capacidade aeroportuária”, disse.

O Naesp faz parte de um empreendimento da JHSF composto de um shopping, oito torres corporativas, um condomínio residencial, um centro educacional e um complexo hospitalar, com uma área de 7 milhões de metros quadrados. Uma área de aproximadamente 2 milhões de metros quadrados será utilizada para o aeroporto, segundo Lyra – um terreno 25% maior do que o de Congonhas.

O aeroporto ficará a cerca de 60 quilômetros de São Paulo e terá acesso pela Rodovia Castelo Branco.

Longa distância. O projeto prevê duas pistas, sendo uma de 2.470 metros e outra de 2 mil metros, além de áreas destinadas a hangares e pátio. A extensão das pistas permitirá que jatos executivos que operam longa distância utilizem o aeroporto. Este tipo de avião precisa de pistas longas e usa instrumentos para o pouso. O valordo investimento não foi informado.

Segundo Lyra, a companhia fará encontros com investidores nas próximas semanas, voltados a fundos de investimentos para o projeto do aeroporto.

● Infraestrutura
“Muitos voos vazios chegam a Guarulhos ou a Congonhas, um desperdício no uso do aeroporto.”
Francisco Lyra

SÓCIO DA CFLY AVIATION

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