terça-feira, 27 de agosto de 2013

Airbus negocia parceria com Embraer para serviços de reparo e manutenção de aviões militares

08/04/2013 - O Globo

Unidade de defesa da empresa europeia tem contrato de US$ 500 milhões com governo brasileiro

DANIELLE NOGUEIRA

RIO - A Airbus Military, divisão militar da companhia, está negocianco com a Embraer uma possível parceria para oferecer serviços de reparo e manutenção no Brasil. A ideia é abrir um escritório ou oficina com mão de obra brasileira para prestar este tipo de serviço a clientes do braço militar da Airbus no país. A decisão será tomada ainda neste ano, quando a empresa concluirá a entrega dos últimos três aviões P3 Orion, encomendados pela Força Aérea Brasileira. Este modelo é desenhado para fazer patrulha marítima e tem autonomia de voo de 10 horas.

A Airbus Military tem 110 aviões em operação na América Latina, dos quais 18 no Brasil. Até o fim do ano, serão entregues mais três unidades ao governo brasileiro referentes a uma encomenda de nove P3 Orion firmada em 2005 e avaliada em cerca de US$ 500 milhões. Todos eles são fabricados em uma unidade na Espanha.

— Estamos buscando parcerias. A Embraer é uma das empresas com quem estamos convesando. No momento, também estamos ampliando a base de fornecedores nacionais para nossos aviões — disse Segundo o diretor regional de vendas para a América Latina da Airbus Military, Eduardo Pérez Valverde, que veio ao Rio para participar da LAAD, feita internacional da área de defesa, que começa hoje no Rio centro.
Segundo Valverde, não há perspectivas no curto prazo de abrir uma fábrica no Brasil, mas fontes do setor dizem que a companhia poderá seguir os passos da Helibras, fabricante de helicópteros que pertence ao mesmo grupo da Airbus, o EADS.

Grupo desenvolverá helicóptero no Brasil

Presente no Brasil há 35 anos, a Helibras também fazia serviços de manutenção e montagem, mas acaba de ampliar sua fábrica em Itajubá (SP) para atender à demanda do governo brasileiro, com que fechou uma encomenda de 50 helicópteros até 2015. A empresa, que tinha 260 funcionários em 2009, vai ampliar o quadro de pessoal para mil pessoas em 2014, alcançando um faturamento de US$ 1 bilhão no ano seguinte. Atualmente, a receita da Helibras gira em torno de 30 milhões anuais.

Além das entregas previstas para o governo brasileiro, a companhia tem na carteira uma encomenda de 14 helicópteros para a Leader, com o objetivo de atender a indústria de óleo e gás e se prepara para desenvolver o primeiro helicóptero brasileiro, ou seja, con engenharia nacional. Eduardo Marson Ferreira disse que a novidade está programada para a década de 2020 e que a ideia é que a empresa exporte os modelos que já fabrica aqui e o novo modelo que será projetado.

— Não sabemos ainda se será um helicóptero militar ou civil. Estamos consultando governos e empresas para mapear a demanda — afirmou Ferreira.

O grupo EADS é um grupo europeu de capital misto (espanhol, alemão e francês) e tem sob seu guarda-chuva — além da Airbus e da Helibras — a Cassidian, braço de defesa e segurança, e a Astrium, que atua na tecnologia espacial e se prepara para disputar licitação de satélites no Brasil. O grupo faturou € 1 bilhão em 2012 no Brasil.

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