domingo, 4 de agosto de 2013

Com encomendas, Embraer tem maior valor de mercado

16/07/2013 - Embraer

Pedidos efetivos somam US$ 17 bi, US$ 3,8 bi acima do registrado em março

A fabricante de aviões Embraer fechou ontem em alta de 1,18% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a R$ 21,45, seu maior valor histórico, favorecida pela divulgação da carteira de pedidos efetivos (backlog), que totalizou US$ 17,1 bilhões em 30 de junho, aumento de US$ 3,8 bilhões em relação a março. A cifra é a mais elevada desde o terceiro trimestre de 2009. Em valor de mercado, a empresa é avaliada hoje em R$ 15,8 bilhões, segundo a Bloomberg.

Em maio, a Embraer anunciou um acordo para a venda de 40 jatos regionais modelo 175 à americana SkyWest, com opções de compras adicionais, que podem levar a um contrato que supera US$ 8 bilhões.

Com a United, o acordo anunciado no fim de abril considera a venda de 30 jatos Embraer 175, em um negócio avaliado em mais de US$ 1 bilhão.

"O backlog do segundo trimestre inclui também os pedidos já anunciados para 40 jatos E175, vendidos para a Skywest, bem como 30 jatos E175 para a United Airlines, entre outros", informou a fabricante em comunicado divulgado ontem.

A Embraer informou ainda que entregou 51 aviões no segundo trimestre, sendo 22 para a aviação comercial e 29 para a executiva. Com isso, as entregas da companhia este ano totalizam 80 aeronaves, sendo 39 de aviação comercial e 41 da aviação executiva.

Entre abril e junho, o destaque foi o modelo E190, da aviação comercial, com 14 entregas, enquanto na aviação executiva os jatos leves responderam por 23 entregas.

BNDES FINANCIARÁ VENDAS
Em mais uma notícia positiva para a Embraer, a americana Republic Airways anunciou ontem que fechou acordo com o BNDES para o financiamento da compra de 47 jatos. Os aviões modelo 175 serão operados sob a bandeira American Eagle, da American Airlines.

Em junho, na abertura da Paris Air Show, maior feira mundial do setor, a Embraer lançou a segunda geração de seus aviões comerciais E-Jets e divulgou encomendas potenciais de 365 jatos, estimadas em US$ 18 bilhões, entrando num segmento que a rival canadense Bombardier está apostando.

A fabricante brasileira investirá US$ 1,7 bilhão nos próximos 8 anos para atualizar a família de aviões, com tecnologia avançada e motores mais econômicos. ●

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