terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aeródromo de Maricá é retomado em ato simbólico na última quinta

20/09/2013 - O Fluminense - RJ

Previsão é que sejam realizados cerca de 120 voos de helicóptero por dia. A medida está entre as atribuições do convênio renovado pelo Governo Federal com o município


Funcionários da Secretaria de Obras fizeram limpeza no entorno da pista.
Foto: Divulgação / Paulo Polônio


Em um ato simbólico, que marca a retomada do controle municipal do aeródromo de Maricá, o prefeito Washington Quaquá, todo o secretariado, o presidente da Câmara Municipal Fabiano Horta e vários vereadores estiveram no complexo aeroportuário na última quinta-feira. A visita foi o ponto inicial de um processo de reordenamento de toda a área, possibilitado pela decisão tomada no último dia 11, de suspender, por tempo indeterminado, qualquer atividade administrativa, técnica, a circulação de pessoal e de bens no local.

A medida, já formalmente comunicada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), está entre as atribuições do convênio renovado pelo Governo Federal com o município por mais 35 anos.

Todas as empresas instaladas no aeroporto funcionavam sem qualquer licença legal há mais de um ano e terão de deixar os imóveis que ocupam. O prefeito se reunirá, nos próximos dias, com uma comissão de funcionários dessas empresas, hoje impossibilitados de trabalhar. A intenção é realizar um cadastro desses profissionais para que a prefeitura possa absorver essa mão de obra em funções municipais. Além disso, funcionários da Secretaria municipal de Obras já começaram a fazer intervenções no entorno da pista e dos pátios, com corte do mato e limpeza.

O prefeito explica a importância da retomada da administração. "Por ser um patrimônio público, é fundamental estabelecer a ordem e segurança desse espaço, controlar e fiscalizar a movimentação das aeronaves e, principalmente, desenvolver um projeto aeroportuário que contribua efetivamente para o desenvolvimento da cidade, principalmente diante do potencial trazido com as operações offshore", explicou Quaquá, frisando que nenhuma das empresas irregulares instaladas no aeródromo recolheu qualquer tipo de imposto aos cofres municipais.

"A previsão é que sejam realizados cerca de 120 voos de helicópteros por dia para plataformas de petróleo. O que direta e indiretamente será capaz de gerar trinta vezes mais empregos do que atualmente é oferecido aqui, e direcionados para a população de Maricá", destacou.

O FLUMINENSE

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