sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

‘Efeito Miami’ faz Viracopos ampliar voos ao exterior

09/01/2015 - Folha de São Paulo

Rotas internacionais no aeroporto de Campinas saltaram de 3 para 40 por semana; 28 têm a Flórida como destino

LUCAS SAMPAIO

DE CAMPINAS

Com a abertura parcial do novo terminal de passageiros, o aeroporto de Viracopos, em Campinas (a 93 km de São Paulo) começou a ficar, de fato, internacional.

Desde dezembro, o número de voos para o exterior foi multiplicado por 13: passou de três por semana, na época do antigo terminal, para 40.

O número de companhias aéreas saltou de uma para cinco, e os destinos, de um para sete, a maioria na Flórida (EUA) e no Caribe.

"A 'Miami-dependência' está muito grande", diz Aluizio Margarido, diretor comercial da Aeroportos Brasil Viracopos, que administra o aeroporto desde 2012.

Dos voos internacionais, 11 passam pela América Central e 28 têm como destino a Flórida (Fort Lauderdale, Miami ou Orlando). Apenas a TAP vai para a Europa e não faz voos para a América Latina.

Para atrair os voos internacionais, a Aeroportos Brasil Viracopos ofereceu incentivos como isenção de taxas para pousos e decolagens.

"A época é muito boa, por ser alta temporada, mas a ocupação está acima do esperado por serem voos novos", afirma Dílson Verçosa Júnior, diretor regional de vendas da American Airlines, que opera um voo diário para Miami e três semanais para Nova York. Além da American e da TAP, estão no novo terminal as companhias Azul, Gol e Copa Airlines.

A avaliação dos passageiros é positiva, embora eles apontem problemas. "O serviço ainda está um pouquinho incompleto. Você chega e não tem forro no embarque. Dá uma má impressão", diz a Mari Sugueno, 41, que é de Americana (SP) e escolheu Viracopos pela distância.

"O aeroporto só não ganha nota dez porque falta sinalização", afirma Samuel Espíndola, 55, empresário que viajou com a mulher e os dois filhos também para Miami.

INFRAESTRUTURA

Apenas um terço do novo terminal foi inaugurado até agora –a outra parte abrigará os voos nacionais, que devem migrar do antigo terminal para o novo até março.

Há apenas uma farmácia no saguão principal, um café e um DutyFree no embarque e outro no desembarque.

Um McDonald's no embarque e uma Starbucks no desembarque devem ser inaugurados ainda neste mês.

Sobre a falta de acabamento e sinalização, o diretor comercial admite que "algumas coisas realmente estão faltando". "O dano visual não afeta a operação porque está tudo funcionando. Preferimos abrir assim", afirma.


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