segunda-feira, 4 de maio de 2015

Aeroporto internacional de Macapá Alberto Alcolumbre parece ter “cabeça de burro” enterrada

30/04/2015 - Aqui Amapá

Escrito por Super User


Desde quando foi lançada a ideia de construção de um novo terminal que se sucedem problemas e se acumulam decepções.

O Aeroporto Internacional de Macapá – Alberto Alcolumbre faz parte da Rede de Aeroportos da Infraero desde 1º de fevereiro de 1979.

A história do aeroporto começou a ser escrita na década de 1930, durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo dos Estados Unidos, com vistas ao controle estratégico do Atlântico Sul, buscou composição com o governo brasileiro, que autorizou a construção de bases aéreas militares em diferentes pontos do território amazonense.

No entanto, a sistematização da frequência dos voos só foi consolidada a partir de 1953, com a instalação do Serviço de Aeronáutica (Saer), composto por um hangar, um avião "Bonanza Beechcraft A 36″ e um campo de pouso.

A pista oficial ficava localizada onde hoje é o centro da cidade, entre as avenidas FAB e Procópio Rola. O avião foi adquirido com o objetivo de atender com mais rapidez a cobertura dos serviços administrativos do governo e, ao mesmo tempo, auxiliar a população no transporte de medicamentos para o interior ou de pessoas doentes para Belém do Pará.

O hangar foi erguido no mesmo terreno onde, atualmente, está instalada a Secretaria de Estado da Infraestrutura.

Nos primeiros anos do antigo Território Federal do Amapá, o então governador Pauxi Nunes, convidou o coronel Belarmino Bravo, da Força Aérea Boliviana, para fundar o Aeroclube de Macapá, que desenvolveu, basicamente, atividades na área social e recreativa e, em 1956, criou o curso de piloto de aeronaves.

Em 1958, ocorreu a transferência das atividades aeroportuárias do campo de pouso então existente na Avenida FAB para a atual base do Aeroporto Internacional de Macapá.

O aeroporto de Macapá, desde sua criação, está integrado ao desenvolvimento da capital do estado e torna-se estratégico no contexto local devido à criação da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, possibilitando oportunidades de negócios para a economia do Amapá, principalmente, na indústria, comércio e turismo, com foco nas relações com a América Central, América do Norte e a Europa, viabilizadas pelas vias de acesso aéreo e fluvial (rios Amazonas, Oiapoque, Jari, Araguari e Maracá).

Em suas dependências existem obras de artes em exposição permanente, tais como um busto em bronze em homenagem a Coaracy Monteiro Nunes, primeiro deputado federal pelo Amapá; uma pintura de 9,60 x 2,15m doada pelo autor, Raimundo Braga de Almeida, em 1980, que retrata a capital, vista sob o ângulo principal da Fortaleza de São José, além de um monumento em miniatura da mesma Fortaleza, que serve como convite para conhecer o belo monumento militar construído pelos portugueses no século XVIII.

Em 2004, o então governador Waldez Góes autorizou o início da obra do novo aeroporto de Macapá, a obra abrangia uma mudança significativa no setor aeroportuário do estado.

Um preço inicial previsto de R$ 113 milhões, onde a maior parte financeira era de responsabilidade da Infraero, e a outra parte era de contrapartida do estado, R$ 17 milhões.

A obra civil de edificação e todos os elementos relacionados ao terminal são de responsabilidade da Infraero; o governo do estado era responsável pelos acessos ao terminal do aeroporto, incluindo pavimentação, sinalização e urbanização.

Pelo cronograma, as obras no aeroporto deveriam ficar prontas dentro do prazo de 30 meses. Isso não aconteceu.

A Polícia Federal abriu inquérito no dia 17 de junho para investigar a ampliação do aeroporto internacional de Macapá. A PF averigua irregularidades detectadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

A ampliação parou após o tribunal descobrir problemas no contrato e na execução, entre eles, um sobre preço de pelo menos R$ 17 milhões.

Incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o empreendimento estava orçado em R$ 113 milhões.

A obra transformou-se em um imenso esqueleto de concreto, ficou paralisada por vários anos, tomado pelo mato e, segundo auditoria, com sinais de deterioração.

Os primeiros indícios de irregularidades foram apurados na Operação Navalha, deflagrada em abril de 2007 para investigar fraudes em licitações de obras públicas.

O principal alvo da polícia foi Zuleido Veras, dono da Gautama, vencedora, em consórcio com a Construtora Beter, da licitação para o novo aeroporto, em 2004. Zuleido, executivos e lobistas da Gautama foram presos e indiciados por formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência.

Adotado com a finalidade de reduzir os problemas existentes em vários setores no atual aeroporto, a Infraero concluiu a obras dos terminais modulares, conhecido popularmente como "puxadinhos".

Segunda a Infraero, os terminais modulares são usados em aeroportos de vários países, por se tratar de soluções de engenharia rápida e de baixo custo. O objetivo é dar mais espaço e conforto aos passageiros.

Os terminais contam com ar condicionado, isolamento termo-acústico, sistemas de informação e de som.

Com os terminais, o aeroporto de Macapá ganhou uma área construída de mais 2.500 metros.

Em 2012, cerca de 500 mil passageiros circularam pelo aeroporto de Macapá. Com a obra, o local será capaz de receber 1,4 milhões de passageiros, quase que triplicando a sua capacidade de circulação de passageiros.

Anúncios 10.06.2013 (blog do senador Randolfe Rodrigues)

De acordo com o superintende da Infraero no Amapá, David Oliveira, o novo Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre deverá ser inaugurado no primeiro semestre de 2015. A informação foi repassada durante a visita do senador Randolfe Rodrigues a sede da instituição no Amapá.

Desde o inicio do mandato o senador Randolfe tem cobrado o andamento das obras do novo aeroporto da capital, que no período de 2007 a 2009 foram paralisadas. Sem o retorno das obras, por impedimentos judicias em decorrência da operação Gautama da Polícia Federal, a Infraero iniciou o processo de construção de dois módulos de embarque e desembarque do aeroporto, inaugurados no mês de maio.

Dados da Infraero mostram que em 2012, cerca de 500 mil passageiros circularam pelo aeroporto Alberto Alcolumbre, com os novos módulos o local poderá receber 2,1 milhões de passageiros por ano, quadruplicou a capacidade do aeroporto. "É outra realidade.

Esta estrutura não perde em nada para os demais aeroportos do Brasil, mas não vamos descansar enquanto não for finalizada a obra do novo aeroporto", afirmou o senador.

A área de terminal foi ampliada de 2,9 milm² para 5,4 milm². Os módulos operacionais duas esteiras, maiores que a anterior. O embarque tem cinco gates (portões), quatro para embarque nacional e um para o internacional e, ainda, estão previstos espaços para lanchonetes, revistarias e afins.

Conclusão

Foi mais um cronograma desobedecido ou foi mais uma informação dada sem sustentação e que não foi cumprida.

No próximo dia 10 de junho, portanto, completa 2 anos a última promessa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário