segunda-feira, 27 de julho de 2015

Voos internacionais são extintos

26/07/2015 - Gazeta de Alagoas

Há um ano, Zumbi dos Palmares não tem voo para fora do País

Por: MAURÍCIO GONÇALVES – REPÓRTER

O Aeroporto Zumbi dos Palmares é internacional só no nome. Inaugurado em 2005 como um dos mais modernos do País, com tecnologia pioneira de cogeração de energia elétrica, o aeroporto de Maceió renasceu com a promessa de incrementar o fluxo de passageiros estrangeiros para Alagoas. Só que desde o ano passado, a quantidade de voos regulares de outros países caiu literalmente para a estaca zero e não saiu mais de lá.

O anuário estatístico operacional da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) aponta um declínio acentuado na quantidade de voos internacionais. Não que Maceió já tenha sido um grande polo receptor, ao ponto de concorrer com Recife ou Salvador, mas chama atenção a decadência dos 72 voos regulares que havia em 2010, que chegou ao lúgubre índice de voo zero em 2014 e no primeiro semestre de 2015.

A queda começou em 2011 (de 72 para 52 voos) e não parou mais, com 18 voos em 2012, meia dúzia em 2013 e nenhuma mais desde então. Isto contando a soma de pousos e decolagens. O movimento anual de passageiros embarcados e desembarcados nestes voos despencou de 7.373 em 2010 para 6.053 em 2011, 2.117 em 2012, 593 em 2013 ao redondo zero ano passado e neste.

O argumento da crise europeia direciona os discursos e fica na ponta da língua de órgãos responsáveis pelo turismo, mas é difícil entender porque o mesmo fenômeno não acontece no Aeroporto São Gonçalo do Amarante, em Natal. A capital que tem uma população menor que Maceió recebeu, no ano passado, mais de 100 mil passageiros de voos internacionais, que lotam hotéis potiguares, fazem investimentos imobiliários e movimentam a economia local.

Por aqui, sobram as migalhas dos chamados voos não regulares, os chamados charters ou fretamentos. Mesmo assim, também diminuíram. O boletim estatístico aponta que foram 131 em 2010 contra apenas 28 no ano passado. Segundo a Infraero, foram apenas 3 pousos e decolagens este ano, em Maceió, todos vindos de Lisboa, com a empresa aérea Hi Fly. Até mesmo os voos com procedência de Córdoba, da LAN-Argentina, foram interrompidos.

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