quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Aéreas investem em Wi-Fi como serviço e fonte de receita

Para atrair e fidelizar passageiros, empresas apostam na tecnologia
  
POR DANIELLE NOGUEIRA 

18/10/2015 - O Globo

RIO — Após a guerra de tarifas que durou boa parte do primeiro semestre, as companhias aéreas estão investindo em tecnologia para atrair e fidelizar passageiros. A ideia é fisgá-los não apenas pelo preço — já que as tarifas baixas comprometem a rentabilidade dos voos — mas pelo serviço extra de cada empresa.

A grande vedete da nova etapa da disputa por clientes é o uso da internet a bordo, serviço que já está disponível em muitas companhias americanas e europeias, que cobram até US$ 19 pela navegação ilimitada em voos internacionais. Aqui, as empresas ainda avaliam quanto vão cobrar dos usuários.

ENTRETENIMENTO E INTRANET

No Brasil, a Gol se tornou a primeira aérea brasileira a oferecer Wi-Fi a bordo. O serviço estará disponível em alguns aviões a partir do primeiro semestre de 2016. A expectativa é que 100% da frota estejam configurados em menos de três anos, segundo Paulo Miranda, diretor de Produtos da Gol. A plataforma que vem sendo desenvolvida pela Gol vai oferecer entretenimento — canais de televisão, programação por streaming com filmes, desenhos, séries e jogos, além de música e mapa de voo — e acesso livre à internet. O entretenimento é gratuito.

Já a navegação na rede mundial de computadores, por meio da qual será possível acessar e-mails pessoais e sites de notícias, entre outros, será cobrada, embora ainda não haja valor definido. Nos dois casos — entretenimento e uso da internet — o acesso é feito por celular, tablet ou notebook.

— Decidimos investir nisso porque é o que o passageiro quer. A cobrança ainda está em análise e só deve ser definida ano que vem — disse Miranda.

TAM e Azul avaliam implementar a internet durante o voo, mas não há previsão de início. A TAM, porém, acaba de lançar um serviço de entretenimento a bordo com base no sistema Wi-Fi. A diferença é que, no caso da TAM, ele funciona como uma intranet. Não é possível acessar e-mails pessoais ou redes sociais, apenas o que a aérea oferece na plataforma.

O serviço é gratuito e é acessado a partir dos dispositivos móveis dos passageiros. A empresa já possui 30% das aeronaves equipadas com o sistema e espera equipar mais 230 aviões que atendem voos nacionais e de curta distância para destinos da América do Sul até 2016.

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No exterior, a internet sem fio já é realidade há algum tempo. A espanhola Iberia fornece Wi-Fi em todos os voos de longa distância, em 25 destinos na América Latina. O preço varia de € 4,95 (para contratação de 4MB, suficiente para uso de WhatsApp) a € 29,95 (50MB).

NOS EUA, PASSE MENSAL

Na United Airlines, o Wi-Fi está disponível em mais de 700 aviões. Nos voos para o Brasil, apenas a rota entre São Paulo e Houston não tem Wi-Fi. O preço varia de US$ 1,99 a US$ 3,99 por hora e há taxa fixa de US$ 17,99 para voos de longa duração. Na American Airlines, há três perfis de tarifas nos voos internacionais (US$ 12 a cada duas horas, US$ 17 por quatro horas e US$ 19 o voo todo). Nos voos domésticos nos EUA, o serviço é tão pop que há a opção de passe mensal para quem viaja muito (US$ 49,95 mais taxas para uso ilimitado).

— Na década passada, houve uma onda de investimento em tecnologia que visava à eficiência no transporte, com redução no consumo de combustível. Agora, vivemos uma segunda onda, com foco em melhoria de serviço ao cliente. O Wi-Fi é tendência mundial. Não sei se haverá muita adesão por causa da cobrança — disse Allemander Pereira Filho, consultor e ex-diretor da Agência Nacional de Aviação Civil.

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