terça-feira, 27 de abril de 2010

Com tarifas mais baratas e pagamento em até 60 vezes, companhias menores ampliam a participação no mercado




Karla Mendes - Correio Braziliense
Publicação: 27/04/2010 07:00
As companhia aéreas “nanicas” estão revolucionando o mercado de aviação no Brasil. Ao focar nas classes C e D, com bilhetes de baixo custo e parcelamento de passagens em até 60 meses, começaram a roubar clientes das gigantes do setor. Quem ganhou foi o consumidor, que tem conseguido viajar de avião pagando menos, resultado da guerra constante de preços travada entre as empresas. Tanto que, em 2009, a tarifa média dos bilhetes vendidos foi de R$ 322, bem abaixo dos R$ 444 contabilizados em 2008, conforme levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na visão de Felipe Queiroz, consultor de aviação da Austin Rating, está havendo uma mudança estrutural no mercado, consequência não só da entrada de novos concorrentes no setor aéreo, mas também da ascensão social. “Além de novos atores na aviação comercial, a classe C está entrando com tudo no mercado, beneficiada pela maior oferta de crédito e pelo controle da inflação, fatores que mantêm o poder de compra em alta”, disse. Ele ressaltou que essa nova realidade fez com que as empresas deixassem de olhar apenas para as classes A e B, até então as suas tradicionais clientes.

“As classes C e D, que antes viajavam de ônibus para o Nordeste vão hoje de avião, pagando tarifas menores”, afirmou Queiroz. O parcelamento dos bilhetes em diversas vezes é outro forte atrativo. “Como a inflação está controlada, os consumidores dividem os valores com segurança, pois sabem que não correm risco de aumento de preços nem do desemprego”, acrescentou.

Para ele, a companhia que mais tem aproveitado essa conjuntura é a Azul, que estreou em dezembro de 2008 e, ao fim do ano passado, já havia conquistado 3,82% de participação no mercado doméstico. A Webjet, por sua vez, ampliou a sua fatia de 2,46% para 4,46% no mesmo período, e a Avianca (ex-OceanAir), de German Efromovich, pretende elevar a sua parcela de 2,5% para 4% até o fim deste ano (leia matéria abaixo). “O foco (dessas empresas) é reduzir o preço das passagens e aumentar a ocupação do avião”, assinalou o analista. Já a TAM, atual líder, viu seus índices caírem de 50,4% para 45,6% ao fim de 2009. E a Gol encolheu de 42,38% para 41,37%.

A perspectiva é de que, daqui para frente, ocorram mais mudanças no ranking de mercado, em decorrência da realização, no Brasil, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “Cada cliente será disputado com unhas e dentes”, ressaltou Queiroz. A tendência é não só o aquecimento do mercado doméstico, mas também que um maior número de turistas estrangeiros venham para o Brasil.

Apesar da perda de participação no mercado, as gigantes mantiveram elevados índices de rentabilidade. Levantamento da consultoria Economática mostra que a TAM registrou, no ano passado, o maior lucro líquido entre as companhias aéreas das Américas: US$ 771,04 milhões, seguida pela Gol, com US$ 529,36 milhões.

Azul chega em agosto
As linhas aéreas Azul devem começar suas operações em Brasília a partir de 1º de agosto, disse ao Correio o diretor de marketing da empresa, Gianfranco Beting. Segundo ele, a companhia espera começar a venda de passagens em meados de julho, mas não tem como estabelecer uma data, pois ainda depende da aprovação dos voos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Inicialmente, a Azul fará voos de Brasília para Campinas, em quatro horários: 7h, 11h16, 15h44 e 20h21. De Campinas para a capital federal, as decolagens serão às 8h42, 13h25, 17h55 e 21h50. (Mariana Ceratti)

» OceanAir vira Avianca
Deco Bancillon


São Paulo — Dentro de sua estratégia de aumentar a participação no mercado doméstico de 2,5% para 4% até o fim deste ano, a OceanAir, quinta maior companhia aérea do país, adotou uma postura radical. Abandonou o seu nome e assumiu a marca da companhia aérea mais antiga em operação nas Américas, a colombiana Avianca. Fundada há 90 anos, a Avianca é controlada pelo grupo Synergy, pertencente à família Efromovich. A empresa também anunciou investimentos de US$ 250 milhões até dezembro próximo, dos quais US$ 200 milhões serão usados na compra de quatro aeronaves Airbus A319. A primeira delas fará os trajetos entre Brasília, Porto Alegre, Guarulhos e Salvador.

Segundo o presidente da Avianca, José Efromovich, irmão de German, o controlador do grupo Synergy, as novas aeronaves ampliarão em 30% a oferta de assentos pela empresa. “Em Brasília, particularmente, o número de lugares disponíveis nos voos aumentará 10%, pois, no mês passado, a oferta já havia sido ampliada em 30% por dia”, disse. Ele lembrou que a frota atual da companhia é de 14 Fokker MK28.

Ao Correio, Renato Pascowitch, diretor-executivo da Avianca, disse que a ideia do grupo Synergy é investir até US$ 1 bilhão no Brasil nos próximo três anos. “Vai depender do mercado. Mas estamos dispostos a avançar no país”, assinalou. O dinheiro virá da financeira americana Sky e, muito provavelmente, do lançamento de ações (IPO, na sigla em inglês), operação que vem sendo estudada desde 2008, mas que não se concretizou devido à crise mundial.

A Avianca também planeja atuar em rotas internacionais partindo do Brasil. “Temos a intenção de fazer, mas não nos próximos 60 ou 90 dias. Compramos os aviões e temos condições para nos ajustar à demanda”, afirmou José Efromovich.

O repórter viajou a convite da Avianca

quinta-feira, 22 de abril de 2010

UE teme efeito prolongado sobre economia



22/4/2010
Folha de S.Paulo

Enquanto os aeroportos europeus começam a retomar as atividades, cabe aos viajantes e empresários prudentes indagar: e se isso voltar a acontecer?
   
A erupção anterior do Eyjafjallajokull, em 1821, durou 13 meses. Para que o mundo deveria se preparar caso as nuvens de cinzas se projetem intermitentemente pelos céus da Europa por seis meses ou um ano, fechando repetidamente os aeroportos, com aviso prévio de apenas algumas horas?
   
O importantíssimo setor de turismo será devastado. Os supermercados disporão de menos produtos fora de época. Empresas como os serviços de entregas terão de improvisar. E tudo custará mais caro.     A recuperação da Europa depois da recessão econômica provavelmente será zerada. Os bancos e governos, preocupados com uma disparada da inflação, podem apertar o crédito. Ferrovias e rodovias ficarão sobrecarregadas com o tráfego de cargas e passageiros.
   
Passados cinco dias do início da crise, uma fábrica da BMW na Alemanha e uma fábrica da Nissan no Japão tiveram de suspender temporariamente suas atividades porque a nuvem de cinzas estava impedindo a chegada de componentes. Perturbações prolongadas nas cadeias de suprimentos podem ter efeito profundo sobre a indústria e o comércio mundiais.
   
Os efeitos psicológicos da incerteza podem ser entorpecedores. Enquanto o vulcão continuar rosnando, pouca gente se disporá a arriscar novos atrasos e pesadelos como longas esperas em aeroportos ou hotéis.
   
Viagens e turismo respondem por 5% do movimento da economia europeia. Mesmo que o número de viajantes caia em apenas 20%, a Europa pode esquecer a recuperação econômica que esperava para esse ano, disse a analista econômica Vanessa Rossi.
   
Os efeitos derivativos de uma forte queda no turismo e nas viagens reduziriam em 1% a 2% o PIB europeu.
   
Países como Grécia e Portugal, que já enfrentam crises de dívida, contam com seus setores de turismo para ajudá-los a retomar o crescimento, mas esses planos agora estão em risco.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Estado tem pressa para liberar obra



20/4/2010
Correio Popular - SP

O secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, disse ontem que o governo do Estado tem pressa em liberar a licença prévia para a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, mas isso, segundo ele, não irá eliminar o rigor ambiental com que o projeto será analisado.

Graziano recebeu as respostas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) aos questionamentos feitos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e os estudos pedidos na requisição de informações complementares (RIC) e vai discutir o assunto hoje em reunião com o prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e representantes da Infraero.

Os relatórios da Infraero, onde estão propostas mudanças no projeto de ampliação, para reduzir os impactos ambientais da construção da segunda pista e novos terminais, formam um volume grande de documentos, que ainda não foram analisados por Graziano. Ele disse que receberá uma avaliação inicial de sua equipe antes de se reunir com o prefeito.

Hélio solicitou a reunião para pedir ao governo rapidez na análise dos documentos e liberação da licença, uma vez que, segundo ele, o projeto interessa a Campinas e ao Estado. O prefeito acredita que a revisão feita pela Infraero no projeto inicial reduziu os impactos ambientais e já não haveria mais motivos para que a licença ambiental prévia, que atestará a viabilidade ambiental do projeto de ampliação, não seja emitida.

Entre as mudanças propostas pela Infraero para atenuar os impactos ambientais da ampliação do aeroporto está o deslocamento da futura pista em 400 metros na direção da Rodovia Santos Dumont e em 200 metros na direção da pista atual. Com isso, a terceira pista, cuja construção está prevista na segunda fase de ampliação, em 2025, também será deslocada em 200 metros. A segunda pista terá 3,6 mil metros de comprimento por 60 metros de largura, com a correspondente pista de rolamento paralela ao longo de sua extensão. Essa pista de rolamento deverá possuir uma largura de 25 metros e acostamentos de 17,5 metros.

A estatal decidiu também manter o traçado da ferrovia que integra o corredor de exportação. A intenção inicial era fazer um desvio de 6,5 quilômetros, mas a empresa optou por passar os trilhos, em túnel, embaixo da futura pista do aeroporto. A estatal obteve o aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para essa solução.

O número - R$ 6,4 bilhões. É a previsão de investimentos no Aeroporto Internacional de Viracopos até 2015.

Objetivo é deixar pista pronta até a Copa de 2014 - As dificuldades para obter o licenciamento ambiental levaram a Infraero a alterar a agenda de obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, mantendo, no entanto, a entrega da maioria das obras da primeira fase da ampliação para 2014, quando ocorrerá a Copa do Mundo. O início das obras estava previsto inicialmente para agosto de 2009 e foi adiado para 2011.

Segundo a Infraero, para estar pronta até a Copa, a segunda pista precisará começar a ser construída no máximo em julho de 2011. A empresa não tem o licenciamento das obras, as desapropriações necessárias ainda estão em curso e o levantamento social das áreas a serem desapropriadas é objeto de licitação. Além disso, por orientação do Ministério Público Federal, suspendeu as licitações para contratações dos estudos que estavam em curso, até que a licença prévia seja liberada.

O Plano Diretor de Viracopos, desenvolvido em 2007, adotou como premissa de planejamento que a partir de 2013, ano provável de saturação do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o tráfego internacional de passageiros, excedente da Grande São Paulo, começará a ser transferido para o Aeroporto de Viracopos. Assim, a previsão da Infraero é de que em 2014 deverão ser transferidos de Guarulhos, 3,4 milhões de passageiros. Com isso, Viracopos totalizará 5,2 milhões de passageiros por ano.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Aeroportos são a maior preocupação do COB para os Jogos de 2016



20/04/2010
A maior preocupação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro é com os aeroportos do país. Foi o que disse nesta segunda-feira o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, à Comissão de Infraestrutura do Senado, durante audiência pública para debater os preparativos necessários ao evento. A informação é da “Agência Brasil”.
“É uma preocupação que o Comitê Olímpico Internacional já nos transmitiu. Ela é enorme, inclusive temos uma Copa do Mundo antes. Para os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro e São Paulo são vitais. Como estão hoje, eles [os aeroportos das duas cidades] dificilmente vão atender às necessidades. Nós temos ainda alguns anos pela frente, mas esses anos nos preocupam e apertam o coração”, disse.
O presidente da comissão, senador Fernando Collor, respondeu ao presidente do COB que a última audiência na Comissão de Infraestrutura vai justamente para tratar da estrutura aeroviária do país visando ao atendimento, entre outros eventos, da Olimpíada de 2016.
Nuzman informou à comissão que representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) estarão no Brasil no próximo mês para saber como estão indo os preparativos para os Jogos. “O Comitê Olímpico Internacional, que virá em maio ao Brasil, vai nos questionar e nós vamos trabalhar em conjunto. E eu quero dar ao Comitê Olímpico Internacional o resultado do que aqui foi tratado”.
De acordo com o presidente do COB, a Comissão de Coordenação do Comitê Olímpico Internacional virá ao Brasil entre os dias 18 e 20 de maio, para inspecionar os preparativos das Olimpíadas de 2016, e a questão dos aeroportos é vital.
“Acho que os aeroportos necessitam de uma melhoria grande. De uma maneira geral, devem ser reestruturados e modernizados. Não existe nenhum segredo, ninguém quer fazer nada diferente daquilo que foi feito em aeroportos de cidades que organizaram a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos”, disse.
Nuzman também falou sobre a preocupação com os problemas causados pelas recentes chuvas no Rio de Janeiro. Segundo ele, os grandes eventos como as Olimpíadas acontecem extraordinariamente. E lembrou que a Europa, agora “vive um clima de dificuldade por causa do vulcão na Islândia. Um prejuízo enorme. Isso são coisas extraordinárias, que ninguém pode prever nem lutar contra a natureza”.

domingo, 18 de abril de 2010

Aéreas pressionam e UE cogita reabrir aeroportos


domingo, 18 de abril de 2010 18:00
Tamanho de texto: AAAA


ANDREI NETTO  Agencia Estado

PARIS - A anulação de 63 mil voos entre a quinta-feira e o domingo, o prejuízo estimado em US$ 200 milhões por dia e a insatisfação de 6,8 milhões de passageiros afetados reduziram com a paciência das maiores companhias aéreas da Europa ontem. Depois de realizarem voos de teste na França, Alemanha, Inglaterra e Holanda, as empresas passaram a defender a reabertura, ao menos parcial, dos aeroportos. Pressionados, ministros de Transporte dos 27 países se reúnem amanhã, por teleconferência, para decidir pela retomada de até 50% voos.
O final de semana marcou uma clara mudança de postura das companhias aéreas em relação ao suposto perigo representado pela nuvem de cinzas expelida pelo vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, desde a noite de quarta-feira. Até a noite de hoje, 96 horas depois dos primeiros distúrbios, 30 países haviam fechado total ou parcialmente seus espaços aéreos, entre os quais Grã-Bretanha, França, Alemanha e Holanda, onde se situam os maiores entroncamentos aéreos da Europa.
Insatisfeitas com a cascata de cancelamentos de voos - 8 mil no primeiro dia, contra 19 mil de hoje - e com o caos nos aeroportos, as principais companhias aéreas deram início à uma discreta ofensiva política pela liberação progressiva do espaço aéreo. Pela manhã, Air France, na França, Lufthansa, na Alemanha, KLM, na Holanda, e British Air, na Grã-Bretanha, realizaram voos nacionais, sem passageiros, nos quais testaram a resistência dos componentes mecânicos e eletrônicos das aeronaves, quando em contato com as partículas de cinzas abrasivas. O resultado impulsionou as empresas à reação contra as autoridades políticas de Bruxelas.
Em nota oficial, representantes da Associação Europeia de Companhias Aéreas (AEA) e do Conselho Internacional dos Aeroportos (ACI), órgão que reúne operadores aeroportuários, pediram a imediata liberação do tráfego. "Voos de verificação realizados por diversas de nossas companhias não indicaram nenhuma irregularidade. Isso confirma nosso pedido de que outras opções sejam postas em prática para avaliar o risco genuíno", afirmou Ulrich Schulte-Strathaus, secretário-geral da AEA. "Empresas aéreas devem ser autorizadas a voar onde é seguro. É o que nossos passageiros estão nos pedindo."
Olivier Janovec, diretor-geral da ACI Europa, apelou para o argumento econômico ao defender a liberação do espaço aéreo. "Com 313 aeroportos paralisados até o momento, o impacto já é maior do que o 11 de Setembro", argumentou, valendo-se do mesmo diagnóstico feito pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI). "Ainda que a segurança continue sendo uma prioridade não-negociável, ela não é incompatível com o nosso legítimo pedido de que as restrições sejam reconsideradas."
Postas contra a parede, algumas autoridades de aviação civil da União Europeia já tiravam o corpo fora da linha de tiro das companhias. Por meio de seu twitter oficial, a Eurocontrol, entidade que reúne em Bruxelas os escritórios nacionais de controle do tráfego da Europa, afirmou que "nós não tomamos as decisões de abrir ou fechar o espaço aéreo". O órgão alega se basear em projeções meteorológicas e dados científicos para amparar suas recomendações.
Também provocados a reagir, os ministros de Transportes da UE realizarão uma reunião extraordinária na tarde de amanhã para "discutir os problemas causados pela nuvem de cinzas". Hoje mesmo, entretanto, algumas autoridades já recuavam. "Segundo as previsões meteorológicas, a metade dos voos previstos na Europa poderia ser afetada amanhã", afirmou Diego Lopez Garrido, secretário de Relações Exteriores da Espanha - país que exerce a presidência rotativa da UE. A disposição engendra uma contradição: enquanto a atividade do vulcão aumenta, o número de voos saltaria de 20,9% do total, no domingo, para 50%, na segunda.
Os governos também anunciaram as medidas para mitigar os efeitos da paralisação. Na França, uma linha imaginária foi traçada entre as cidades de Nice e Bordeaux, no sul do país. Nove aeroportos civis e cinco militares situados abaixo do limite serão abertos. No início da noite, a Air France confirmou o voo AF 4176, realizando em caráter excepcional o trajeto Toulouse-São Paulo, às 23h59 de hoje. Para tanto, os passageiros terão de deixar Paris às 7h da manhã de hoje, em ônibus, em um percurso de mais de seis horas de duração.
Enterro de presidente polonês
Em razão do risco causado pela nuvem de cinzas, quatro dos chefes de Estado e de governo mais esperados na Polônia para o funeral do presidente Lech Kaczinski, morto em um acidente aéreo no sábado, 10, na Rússia, não puderam comparecer à cerimônia.
Os presidentes Barack Obama, dos EUA, e Nicolas Sarkozy, da França, além da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e do presidente do Conselho da Itália, Silvio Berlusconi, desistiram de realizar a viagem. Já o presidente russo Dmitri Medvedev compareceu.

sábado, 17 de abril de 2010

Cinzas vulcânicas cancelam voos na Europa pelo terceiro dia


17/04/2010
LONDRES (Reuters) - O caos aéreo na Europa agravou-se neste sábado à medida que uma imensa nuvem de cinzas vulcânica se espalhava pelo continente, impedindo três a cada quatro voos e detendo milhares de passageiros em todo o mundo.
A agência de aviação Eurocontrol disse que nenhum pouso ou decolagem era possível para aeronaves civis em grande parte do norte e do centro da Europa, devido à nuvem formada pela erupção de um vulcão na Islândia.
A agência espera apenas 6.000 voos no espaço aéreo europeu, ou 27,3 por cento do nível normal para um sábado. Na sexta-feira, houve 10.400 voos, ou 35,9 por cento do número habitual para o dia.
"As previsões indicam que a nuvem de cinzas vulcânicas persistirá e que o impacto continuará pelo menos pelas próximas 24 horas", disse a agência em comunicado.
A coluna de fumaça que subiu para as partes mais altas da atmosfera, onde pode causar destruição das turbinas e estrutura dos aviões, está custando às companhias aéreas mais de 200 milhões de dólares por dia e arruinou planos de viagem ao redor do mundo.
A erupção parece estar arrefecendo neste sábado, mas pode continuar por dias ou até meses, disseram autoridades. Não há fim previsto para o problema aéreo, que coincidiu com o fim do feriado de Páscoa na Europa.
A França informou que os aeroportos de Paris devem permanecer fechados pelo menos até as 3 horas (horário de Brasília) da segunda-feira. A British Airways, atingida por greves no mês passado, que já custaram cerca de 70 milhões de dólares à empresa, cancelou todos os voos saindo e chegando da Europa neste domingo.
A TUI Travel, maior operadora de turismo da Europa, disse que estava cancelando todas as viagens pelo menos até as 5 horas (horário de Brasília) do domingo.
Os problemas se espelharam pela Ásia, onde dezenas de voos com destino à Europa foram cancelados, e hotéis de Pequim a Cingapura tiveram dificuldade para acomodar milhares de passageiros.
Em Cingapura, uma importante rota para passageiros com destino à Europa, 22 voos foram cancelados no começo deste sábado, disse à Reuters Ivan Tan, porta-voz do Aeroporto de Changi.
"Não sabemos aonde ficar", reclamou o alemão Dirk Kronewald. "Os hotéis de Cingapura estão lotados."
Os militares norte-americanos tiveram que refazer a rota de muitos voos, incluindo aqueles que retiravam feridos do Afeganistão e do Iraque, disse um porta-voz do Pentágono.
Chefes financeiros europeus se desdobraram para encontrar uma forma de voltar para casa depois de um encontro na capital espanhola, Madri. O Intercontinental Hotel, onde o chefe do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e outros ministros das Finanças se reuniam, está cobrando 4.000 euros (5.600 dólares) por um carro com chofer até Paris.
A interrupção nos voos é a pior desde os ataques de 11 de setembro de 2001 a Nova York e Washington, quando o espaço aéreo norte-americano ficou fechado por três dias e companhias aéreas europeias foram forçadas a suspender todos os serviços transatlânticos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Europa suspende mais de 50% dos voos por nuvem vulcânica



Mais países anunciaram fechamento de aeroportos; transtornos afetarão fim de semana.

16 de abril de 2010 | 14h 21 - Estado de São Paulo
A nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull, na Islândia, causou a suspensão de mais da metade dos voos na Europa, de acordo com a agência que controla o tráfego aéreo na região, a Eurocontrol.
"Efetivamente, vamos perder mais de 50% do movimento normal de passageiros na Europa hoje (sexta-feira)", afirmou nesta sexta-feira o vice-chefe de operações da Eurocontrol, Brian Flynn.
Flynn informou em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira em Bruxelas que normalmente a Europa tem, por dia, cerca de 28 mil voos.
"Ontem tivermos 8 mil cancelamentos de voos como resultado da nuvem de cinzas vulcânicas (...). Hoje a situação se deteriorou", afirmou.
Segundo a agência, os problemas devem continuar pelo menos no sábado, pois a nuvem está se movendo para sul e para o leste. Centenas de milhares de passageiros já foram afetados.
Prejuízo
A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês), que representa 230 empresas aéreas, disse que as suspensões de voos estão provocando um prejuízo de mais de US$ 200 milhões por dia para as companhias.
A associação estabeleceu um centro de emergência no Canadá para lidar com a situação.
Entre os últimos países que anunciaram fechamentos de aeroportos estão Hungria, Suíça, Romênia (que deve fechar seu espaço aéreo no noroeste do país).
E a Grã-Bretanha vai estender o fechamento de seu espaço aéreo até as 6h de sábado (hora local, 2h de Brasília).
As restrições aéreas já tinham sido ampliadas nesta sexta-feira, atingindo também aeroportos na Alemanha, Polônia, Lituânia e Áustria.
Camas no aeroporto
A erupção do vulcão na Islândia, que começou na quarta-feira, está lançando cinzas na atmosfera pelo segundo dia consecutivo.
A República da Irlanda, Grã-Bretanha, Dinamarca, Noruega, Suécia, Finlândia, Bélgica e Holanda fecharam seu espaço aéreo. Na França, 24 aeroportos foram fechados (inclusive o Charles de Gaulle, em Paris), e na Alemanha os aeroportos de Hamburgo e Berlim foram fechados.
No aeroporto de Frankfurt, Alemanha, foram instaladas camas de armar para que os passageiros possam dormir enquanto aguardam seus voos.
Especialistas temem que as cinzas contidas na fumaça entrem nos motores do avião entupindo as turbinas. Quando isso acontece, o motor para de funcionar em pleno voo.
As cinzas, no entanto, não apresentam risco grave para a saúde das pessoas. Segundo autoridades de saúde na Escócia, onde a previsão era de que as cinzas começassem a cair na noite de quinta para sexta-feira, a expectativa é de que a concentração de partículas seja baixa.
O serviço de meteorologia britânico Met Office afirmou que qualquer partícula que tocasse o chão seria praticamente invisível.
Ásia
As empresas Qantas, Japan Ailines, Korean Air, Singapore Airlines e Cathay Pacific também cancelaram voos vindos da Ásia e Oceania para a Europa.
"Nossa opinião pessoal é de que pode demorar até domingo" para que os voos sejam retomados, disse o porta-voz da Qantas David Epstein.
O governo da Polônia teme que alguns líderes mundiais não consigam comparecer ao funeral do presidente Lech Kaczynski, no domingo, se a situação não melhorar. Kaczynski morreu em um acidente aéreo no sábado passado.
Vários monarcas europeus não conseguiram viajar para as comemorações pelo aniversário de 70 anos da rainha Margrethe, da Dinamarca, que começaram na quinta-feira.
Erupção
A segunda erupção do vulcão da geleira de Eyjafjallajoekull em um mês começou na quarta-feira, lançando uma nuvem de fumaça a uma altura de 11 quilômetros na atmosfera. Uma fissura de 500 metros apareceu no topo da cratera.
O calor do vulcão derreteu parte do gelo em volta, provocando enchentes na região na quarta-feira.
Cerca de 800 pessoas tiveram que deixar suas casas, mas as informações são de que, na quinta-feira, as águas tinham baixado. O vulcão, no entanto, continuou emitindo nuvens de poeira em direção à Europa.
Especialistas não sabem quanto tempo esta erupção deve durar. A última erupção vulcânica debaixo da geleira, antes deste ano, começou em 1821 e continuou por dois anos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Aeroportos: obras são apontadas



AddThis Social Bookmark Button
Snea revelou principais problemas enfrentados
Terminal de Congonhas precisa de melhorias para suprir demanda
No início deste ano, o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) realizou um estudo no qual indica as obras que demandam mais urgência nos aeroportos das 12 cidades sedes da Copa de 2014.
São Paulo possui hoje o maior complexo do País: o aeroporto de Guarulhos. Entretanto, está longe do desempenho de outros aeroportos do mundo. O complexo de Londres, por exemplo, que é 28º maior do mundo movimentou, apenas em 2008, 34.124.474 passageiros. No mesmo período, o aeroporto paulista registrou 20.400.304 usuários.
Para especialistas, a principal porta de entrada e saída do Brasil precisa de intervenções urgentes. Os pontos mais críticos da infraestrutura de Guarulhos referem-se à construção do terceiro terminal de passageiros; a ampliação do pátio para aeronaves – com a construção de mais posições para estacionamento dos aviões – e o prolongamento da pista.
De acordo com a pesquisa do Snea, com a realização da Copa do Mundo de 2014, o aeroporto terá um aumento expressivo da demanda. Para se ter uma ideia, a movimentação de passageiros – que hoje é de aproximadamente 20,5 milhões de pessoas – passará para, pelo menos, 27,3 milhões. Até o evento esportivo, o complexo deverá ter recebido aportes do Governo Federal – por meio da Infraero – de aproximadamente 1,3 bilhão.
Em Viracopos, não há "fingers" para movimentação de passageirosEm Congonhas, na capital paulista, a situação é similar. No complexo, para os técnicos, as prioridades devem ser aumentar o número de posições de estacionamento no pátio de aeronaves. Além disso, a ampliação no terminal de passageiros precisa receber atenção especial.
Até 2014, a demanda por parte dos passageiros deverá crescer de 13 milhões, volume atual, para 15 milhões. O complexo deverá receber aportes R$ 284 milhões.
No interior do Estado, Viracopos – que deve no futuro receber boa parte da demanda dos voos destinados à capital – as intervenções mais necessárias são: construção da segunda pista de pouso e decolagem; de saídas rápidas para os aviões; ampliação do pátio de estacionamento para os jatos; além da ampliação do terminal de passageiros.
Segundo as previsões do Snea, a demanda deverá passar de 2,9 milhões de passageiros para 4,1 milhões de usuários. Ao todo, o aeroporto contará com investimentos, por parte da Infraero, na ordem R$ 936 milhões.
Distrito FederalNo DF, filas chegam à calçada
Na capital do País, os problemas que precisam – com mais urgência – serem solucionados referem-se à falta de posições de estacionamento para as aeronaves e o terminal de passageiros, no qual as filas são formadas do check-in até a calçada, de acordo com o estudo. Além disso, faltam cadeiras o que gera desconforto aos passageiros que, muitas vezes, aguardam os voos sentados no chão.
De acordo com as previsões do sindicato, a demanda no complexo deverá saltar dos atuais 11,6 milhões de passageiros – 1,6 milhão a mais de sua capacidade - para 18 milhões. As melhorias, se forem concluídas a tempo, possibilitarão ao aeroporto atender, de forma satisfatória os usuários.
Com as Olimpíadas, preocupação com o RJ é ainda maiorRio de Janeiro
No Galeão, que além da demanda da Copa 2014 também atenderá o público das Olimpíadas de 2016, demanda de melhorias que revitalizem, modernizem e expandam os terminais de passageiros.
Além disso, conforme a análise do Snea, é necessária a recuperação e revitalização das pistas de pouso e táxi no complexo. Outra necessidade é a construção de novas posições de estacionamento de aeronaves próximo ao terminal 2.
Já em Santos Dumont, a entidade vê a necessidade de obras de recuperação de parte do pátio de aeronaves, que, segundo o Snea, está cedendo. Além disso, é preciso complementar as pistas de táxi de aeronaves, sem contar a construção de saídas rápidas.