quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TAM antecipa voo inaugural entre Rio de Janeiro e Orlando

29/08/2012 - Jornal de Turismo

Para melhor atender as expectativas de seus clientes, a TAM Linhas Aéreas antecipou a data de inauguração dos voos entre Rio de Janeiro/Galeão e Orlando: as operações diárias entre as duas cidades iniciarão em 29 de outubro, 15 dias antes da data divulgada anteriormente. Com tarifas promocionais a partir de R$ 2.109*, os passageiros poderão viajar na mais nova rota da companhia.

De acordo com dados publicados pelo Visit Orlando, organização responsável pelo marketing e pela promoção dessa cidade norte-americana, em 2011, Orlando bateu recorde como o destino mais visitado dos Estados Unidos. No período, a localidade recebeu 55,1 milhões de turistas, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior.

Confira abaixo os horários da rota entre Rio de Janeiro e Orlando, inédita na história da aviação.

As passagens estão disponíveis para vendas pelo call center (4002-5700, para as capitais, ou 0800 570 5700, para todo o Brasil), nas agências de viagens, nas lojas da TAM nos aeroportos e no site www.tam.com.br. Os clientes viajarão a bordo da aeronave Airbus A330, com capacidade para 223 passageiros, sendo quatro lugares na Primeira Classe, 36 assentos na Executiva e 183 na Econômica.

Governo quer operadora estrangeira com Infraero

30/08/2012 - Valor Econômico

Por Cristiano Romero

O governo quer convencer uma grande operadora internacional de aeroporto a ser sócia minoritária da estatal Infraero para gerir terminais como os do Galeão, no Rio, e de Confins, em Belo Horizonte. Em missão liderada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, um grupo de autoridades embarcou ontem à tarde para a Europa, onde manterá conversas com operadores como a alemã Fraport, a espanhola BAA, a francesa ADP e a holandesa Schipol.

O plano do governo é criar uma subsidiária da Infraero - a Infrapar -, para ser sócia majoritária em associações com operadoras estrangeiras. A Infrapar teria até 60% do capital dos aeroportos e o sócio estrangeiro, o restante.

A gestão dos aeroportos seria estatal, mas, a exemplo do que fez com a Petrobras, o governo daria à Infrapar a possibilidade legal de ter maior flexibilidade nas licitações. A ideia é liberar a nova estatal de obrigações burocráticas previstas na Lei 8.666.

O governo decidiu consultar as operadoras internacionais porque não tem certeza da viabilidade do modelo idealizado. A princípio, essas empresas não têm interesse em ser sócias minoritárias de uma estatal brasileira que não conhecem. Os críticos da proposta, dentro do próprio governo, alegam que as operadoras dificilmente serão atraídas para um negócio no qual não vão mandar e entrarão apenas com o know-how.

A ideia de associação com operadoras estrangeiras é uma opção ao modelo de concessão ao setor privado adotado nos leilões dos terminais de Brasília, Campinas (SP), Guarulhos (SP) e São Gonçalo do Amarante (RN). Se as empresas consultadas rejeitarem a proposta, o governo estudará opções, como a adoção de parceiras público-privadas. Neste momento, o modelo de concessão está descartado.

Após fusão com Trip, marca Azul prevalece

30/08/2012 - Valor Econômico

Por Alberto Komatsu

Só o nome Azul será usado nos aviões e na comunicação com o consumidor, mas novo logotipo da empresa resultante
da fusão fará referência visual à Trip

A Azul Trip S.A., holding da fusão entre a Azul Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas, anunciam hoje que a marca que prevalecerá da união entre as duas companhias será Azul. O nome Trip será descontinuado, mas haverá uma referência gráfica, visual, da companhia regional no novo logotipo. As duas empresas também deverão divulgar que receberam autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar um acordo de compartilhamento de voos (do jargão em inglês "codeshare").

A Anac informou ao Valor que comunicou à Azul e à Trip o seu aval ao codeshare no dia 20 de agosto. O pedido de autorização para esse acordo foi divulgado publicamente uma semana antes, no dia 13 de agosto.

Levantamento no site da Anac mostra que Azul e Trip, juntas, protocolaram 380 pedidos de alteração de horários de transporte (hotran, no jargão do setor aéreo, que são autorizações para que as empresas possam operar voos regulares).

Essas solicitações de mudanças de voos podem incluir de um a sete voos por semana. Elas são consequência do pedido de codeshare entre a Azul e a Trip e foram protocoladas após o anúncio da fusão societária entre as duas, divulgada em 28 de maio. Juntas, as duas operam 800 voos por dia.

Do total de pedidos de alteração de voos, 129 são da Azul. Eles foram protocolados entre os dias 24 de julho e 20 de agosto. As datas em que essas solicitações poderão entrar em vigor variam de 4 de setembro a 4 de outubro.

No caso da Trip, são 251 pedidos de alteração de voos. Eles foram protocolados entre os dias 19 de julho e 24 de agosto. Poderão entrar em vigor entre os dias 1 de setembro e 2 de outubro. A Anac informa que todas as solicitações estão sendo analisadas pela área técnica da agência.

Azul e Trip permanecem operando de forma independente até obterem as autorizações necessárias para a fusão entre as duas. Da Holding Azul Trip S.A., os acionistas da Azul terão 67% do capital e os da Trip ficarão com os 33% restantes.

Executivos da Azul Trip S.A. também deverão apresentar oficialmente hoje sua nova estrutura administrativa. O fundador e presidente da Azul, David Neeleman, reassumiu a presidência executiva da companhia, enquanto Azul e Trip operam de forma independente. Neeleman permanece como presidente do conselho de administração da Azul e será o presidente-executivo da empresa resultante da fusão, que agora será conhecida apenas como Azul.

A nova empresa também terá um comitê executivo, presidido pelo atual presidente-executivo da Trip, José Mario Caprioli. Ele tambem será o principal executivo operacional da nova companhia (COO, do inglês Chief Operating Officer).

John Rodgerson, atual vice-presidente financeiro da Azul, será o principal executivo de finanças da nova empresa (da sigla em inglês CFO, ou Chief Financial Officer). Trey Urbahn, atual vice-presidente de planejamento da Azul, será o principal executivo de gestão de receita e malha aérea (CRO, da sigla em inglês Chief Revenue Officer).

Pedro Janot, que ocupava a presidência-executiva da Azul, passará a integrar o conselho de administração, em dois comitês específicos. A sede das duas empresas deverá ser unificada em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. A Trip foi fundada em Campinas, interior de São Paulo.

Infraero inicia sábado obras no aeroporto de Cuiabá (MT)

29/8/2012 - Panrotas

Diego Verticchio

Está previsto para este sábado, dia 1º, o início das obras de recapeamento da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Cuiabá/Marechal Rondon (MT). Os trabalhos serão realizados das 2h05 às 8h05, diariamente, sendo que nos finais de semana os serviços serão estendidos, iniciando às 20h de sábado até às 8h de domingo. Nesses períodos, o aeroporto estará fechado para pousos e decolagens.

Com previsão de investimentos da ordem de R$ 5,9 milhões, as obras terão duração de 150 dias e têm como objetivo ampliar os níveis de segurança de pousos e decolagens no local. Segundo a Infraero, um total de 28 voos serão afetados. Desses, quatro foram suspensos e os demais tiveram seus horários alterados.

“As obras de revitalização do pavimento são necessárias para que o aeroporto mantenha o nível de segurança operacional nas operações de pousos e decolagens, proporcionando também uma melhoria na infraestrutura que atenderá à demanda da Copa de 2014”, afirmou o superintendente do Aeroporto de Cuiabá, João Marcos Coelho.

Governo errou em primeiro leilão de aeroportos 

30/08/2012 - Folha de São Paulo

ENTREVISTA - BERNARDO FIGUEIREDO
PRESIDENTE DA EPL, QUE COMANDARÁ PROJETOS DE INFRAESTRUTURA, DIZ QUE O QUE IMPORTA NÃO É O CONTROLE, MAS A QUALIDADE DOS SÓCIOS
FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

O presidente da recém-criada empresa que comandará investimentos de R$ 133 bilhões em cinco anos em ferrovias e rodovias, Bernardo Figueiredo, diz que o governo errou na primeira fase de concessão de aeroportos.

Para ele, teria sido necessário buscar empresas que tivessem mais experiência, o "estado da arte", para administrar aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas, concedidos no primeiro semestre deste ano.

Em entrevista à Folha e ao UOL, o presidente da EPL (Empresa de Planejamento e Logística) afirmou que essa exigência fará parte dos novos leilões. Cita o caso do trem-bala entre São Paulo e Rio: "A gente não está aceitando operador com menos de dez anos de experiência".

Figueiredo, 61, é um dos operadores mais prestigiados no governo da presidente Dilma Rousseff. Mineiro, tem sete filhos de dois casamentos e mora em uma fazenda a 40 minutos do centro de Brasília. Fuma uma média de seis cigarros de palha por dia.

Os projetos serão formatados em conjunto com o Tribunal de Contas da União e com o Ibama. A ideia é evitar embargos posteriores de ordem legal ou ambiental.

Os dados de execução das obras serão colocados on-line em um site na internet.

Em março, Figueiredo teve seu nome rejeitado no Senado para mais um mandato na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O revés foi comandado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR). Indagado se o paranaense equivocou-se nesse episódio, o presidente da EPL respondeu: "Em todos eu acho que ele está equivocado".

A seguir, trechos da entrevista (a íntegra está nos sites da Folha e do UOL), na qual Figueiredo afirma ainda que o Brasil dobrará o volume de carga transportada em ferrovias nos próximos cinco anos.

Folha/UOL - O governo vai interromper o modelo de concessão de aeroportos e dará preferência a um sócio privado com a Infraero, que se manteria majoritária?

Bernardo Figueiredo - A discussão é se é 49% ou se é 51% [do controle do aeroporto a cargo da Infraero]. Não me parece ter essa decisão já. O cuidado que vai se tomar é de a Infraero se associar com a tecnologia de ponta.

A qualificação dos operadores nas próximas concessões, seja em qualquer modelo for, vai ser um item importante.

O governo ficou insatisfeito com o resultado das concessões dos três aeroportos (Guarulhos, Brasília e Campinas)? Algo deu errado?

Agora no trem de alta velocidade [o TAV, apelidado de "trem-bala"] nós estamos tomando o cuidado para trazer para esse processo, a ponta... o estado da arte naquela área.

Isso não aconteceu nas licitações de aeroportos até agora?

Não houve essa exigência de qualificação de empresas para entrar no processo, que elas fossem o que há de melhor em termos de operação.

Então foi um erro?
É... foi um erro.

Nos próximos haverá a exigência?
É só tomar esse cuidado. É só não cometer de novo o mesmo erro.

Como se corrige o erro?
É exigir qualificação de quem vai participar. O fato de ter grupos que são menores ou não operam grandes aeroportos não quer dizer que isso vá ser um fracasso.

Não foi o desejável...
Não era... A Infraero tinha a oportunidade de trazer a tecnologia de ponta de operação de aeroporto no mundo. E não trouxe.

Não quer dizer que esses operadores sejam ruins. Quer dizer só que perdeu uma oportunidade de ser mais seletivo nessa operação. A gente está fazendo no trem de alta velocidade: não está aceitando operador com menos de dez anos de experiência.

O Senado rejeitou em março sua recondução para a ANTT. O governo tem maioria no Congresso. Não houve empenho?
Não sei. Vi a votação pela TV. Acho que se criou um ambiente falso a meu respeito.

O senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, trabalhou contra o sr. Por quê?
Não tenho uma relação com ele.

Ele alega que houve divergência com o sr. a respeito da construção de uma ferrovia, quando ele era governador [do Paraná]. É isso mesmo?

Isso eu tive a oportunidade de explicar no processo que o ministro Paulo Bernardo [das Comunicações] moveu contra ele [Requião] e que ganhou na Justiça.

Quando lançou-se o PAC, existia a necessidade de melhorar o acesso a Paranaguá. Havia duas opções. Uma ligação que já existia e uma outra, que era a construção de uma ferrovia nova.

Fomos eu e o ministro Paulo Bernardo discutir com ele [Requião] qual era a melhor opção. E ele começou a dizer: "Ah, vocês querem fazer isso, isso e isso". Foi uma reunião que acabou rápido.

Nós nos retiramos. Ele insistia: "Quer ver que esse negócio custa R$ 150 milhões e não R$ 500 milhões?". Nós não tínhamos o valor.

Há risco agora de o Senado rejeitar a medida provisória que criou a EPL?
Seria lamentável. Isso afronta o que a sociedade toda e todos os agentes que estão envolvidos em logística acham que deve ser feito.

Nesse episódio, o senador Requião está equivocado?
Em todos eu acho que ele está equivocado.

O sr. já tomou bronca da presidente Dilma Rousseff? Como é sua relação com ela?
Minha relação com ela não é uma relação do dia a dia. Eu só encontro com a presidente em reuniões de trabalho.

Nessas reuniões ocorrem discussões. Eventualmente nós levamos projetos que têm fragilidades. E as broncas são em função de a gente não ter os cuidados necessários para levar um projeto mais consistente.

NA INTERNET
Assista à entrevista e leia a transcrição
folha.com/no1145392

FRASES

"A Infraero tinha a oportunidade de trazer a tecnologia de ponta no mundo. E não trouxe"

"Só encontro com a presidente em reuniões de trabalho. Eventualmente levamos projetos com fragilidades. As broncas são em função de a gente não ter os cuidados necessários"

RAIO-X: BERNARDO FIGUEIREDO

IDADE
61 anos

ORIGEM
Sete Lagoas (MG)
Foi para Brasília aos dez anos

FORMAÇÃO
Graduação em economia, pela UNB (1973)

CARREIRA
Trabalhou na Geipot (1973)
Trabalhou na Siderbrás (1977)
Trabalhou na Valec (2004)
Assessor de Dilma Rousseff na Casa Civil (2005)
Diretor da ANTT (2007)
Presidente da EPL (2012)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Avianca, Trip e Tam crescem; Gol cai em julho

27/08/2012 - Pantotas

Julho pode não ter sido muito bom para as operadoras de turismo, mas as companhias aéreas nacionais não têm do que reclamar. Segundo a Anac, as empresas brasileiras aumentaram a oferta em 2,06% no sétimo mês do ano, e a demanda cresceu 7,86%. Os maiores crescumentos ficaram com a Avianca (70,22%), Trip (68,66%) e Tam (10,11%), enquanto a Gol, em relação a julho de 2011, caiu 7,07%.

No acumulado do ano, as nacionais ainda estão perdendo: aumentaram a oferta em 7,47%, mas a demanda subiu um pouco menos: 7,39%. Os dados foram divulgados hoje pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Tam lidera doméstico com 41,87% de share

27/08/2012 - Panrotas

Em julho passado, segundo dados da Anac, a Tam liderou mais uma vez em participação de mercado, com 41,87% dos passageiros transportados, seguida pela Gol, com 32,95%. De janeiro a julho a Tam acumula 40,03% e a Gol 33,92%. As demais companhias somam 25,19%, contra 20,75% em julho de 2011. No período de janeiro a julho de 2012, a participação de mercado das demais empresas acumulou alta de 30,76% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), Avianca e Trip registraram o maior crescimento na participação de mercado em julho de 2012 quando comparada com o mesmo mês de 2011, passando de 3% para 4,74% (crescimento de 57,82%) e de 3% para 4,68% (crescimento de 56,37%), respectivamente.

Aeroporto de Aracaju foi o que mais cresceu no Nordeste

25/08/2012 - Panrotad, Danilo Teixeira Alves

ARACAJU – Com o intuito de incrementar o número de turistas corporativos na capital e em todo o Estado, o Aracaju Convention & Visitors Bureau, em parceria com a Empresa de Turismo Sergipana e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esporte (Funcaju), realizam desde ontem um famtour com a participação de empresas organizadoras de eventos de todo o País. 

De acordo com o diretor-presidente da Emsetur, Paulo Henrique Sobral, que acompanhou o grupo durante o dia de hoje, a ideia é aumentar em 30% o número de turistas de negócios na cidade, em comparação com o ano passado. “Nosso destino está pronto para receber cada vez mais eventos de médio porte. A rede hoteleira de Aracaju é uma das mais completas e o nosso diferencial está na proximidade entre um hotel e outro, além do jeito sergipano de receber visitantes”, disse. 

MOVIMENTO
O superintendente da Infraero em Aracaju, Luiz Alberto Bittencourt, revelou que o aeroporto da capital sergipana foi o que mais obteve crescimento entre todos os aeroportos administrados pela empresa na região Nordeste. Em 2011, registrou-se um movimento de 1,09 milhão de passageiros”, disse. Continuar crescendo é a previsão do executivo para o segundo semestre. “Considerando o acumulado do ano, o trânsito de passageiros em Aracaju já incrementou 28%”, completou.

Além disso, Bittencourt afirmou também que a capital sergipana receberá investimentos para obras de ampliação da pista, pátio e a construção de um novo terminal de passageiros; 

Atualmente, o aeroporto recebe 28 voos diários, distribuídos entre as empresas, Avianca, Azul, Gol, Tam e Trip.

O Portal PANROTAS viaja a convite do Aracaju Convention & Visitors Bureau, Empresa de Turismo Sergipana (Emsetur) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esporte (Funcaju)

Comissão avalia nove aeroportos e aponta deficiências em projetos

25/08/2012 - Mercado & Eventos

Luiz Marcos Fernandes

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle encerrou o programa de fiscalização sobre irregularidades em obras em aeroportos brasileiros constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A medida estava prevista na Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) 54/08, de autoria do deputado Dr. Pinotti, já falecido. O relatório prévio à PFC previa a realização de auditoria operacional na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) pelo TCU com o objetivo de avaliar o desempenho daquela empresa, sobretudo nos processos relativos à construção e reforma de aeroportos. Também previa o encaminhamento de informações à comissão, pelo TCU, sobre a situação das obras relativas aos aeroportos de Brasília (DF), Congonhas (SP), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Guarulhos (SP), Macapá (AP), Porto Alegre (RS), Santos Dumont (RJ) e Vitória (ES), além do aeroporto de Ribeirão Preto (SP), que, na discussão, foi excluído.

O TCU apontou como a principal causa de irregularidades a deficiência na elaboração dos projetos. “Não contando com os projetos básicos consistentes, as obras acabaram por reclamar revisões amplas e profundas do objeto contratado e a elaboração de incontáveis termos aditivos, muitas vezes com a completa descaracterização do objeto, abrindo caminho para irregularidades”, informou o tribunal.
Garotinho assinalou que o TCU determinou à Infraero a elaboração de projetos básicos que representem projeção detalhada e precisa das futuras contratações e que reveja sua metodologia de cálculo da remuneração de empresas projetistas.

O TCU informou ainda à comissão que a Infraero vem promovendo alterações na sua estrutura funcional que, aparentemente, têm contribuído para melhorar a distribuição de atribuições e competências e para o maior envolvimento do corpo técnico da Infraero no processo de contratação de obras.

Azul sobe posições

28/08/2012 - Portal IG

Trip e Avianca também tiveram avanço em participação de mercado em julho
Regiane de Oliveira - Brasil Econômico

A estratégia da Gol de reduzir número de voos para tentar reequilibrar seu resultado financeiro já deu frutos, mas, por enquanto, os beneficiados foram Avianca, Trip e Azul. As três empresas lideraram o maior crescimento em participação no merca do em julho de 2012 quando comparada com o mesmo mês de 2011. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Gol perdeu 5,2 pontos percentuais em participação por número de passageiros por quilômetro transportados, ficando com 32,95%. No período, o número de assentos por quilômetro da companhia caiu 9,31%.

Enquanto isso, a Avianca e a Trip passaram de 3% para 4,74% e de 3% para 4,68%, respectivamente. O Grupo Tam, que consolida os resultados de Tam e Pantanal, ficou estável, com participação de 41,87% no mercado, contra 41,01%. A Azul fechou o período com um aumento de 1 ponto percentual na participação, que fechou a 10,03% do mercado. “Vivemos um momento ímpar da aviação nacional, em que os voos estão cheios, mas as empresas não dão resultado”, afirma Enio Dexheimer, comandante aposentado da Varig e professor de indústria aeronáutica da PUC-RS. “E até o final do ano, quando a demanda é maior, apenas Azul e Trip estão se preparando para absorver a procura, mantendo as encomendas”, diz. A assessoria de imprensa da Azul informou que a companhia, que tem hoje 56 aeronaves, prevê fechar o ano com 63 equipamentos.

De acordo com projeção da Tendências Consultoria , o fluxo de passageiros nos aeroportos no terceiro trimestre terá alta de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e de 2,8% na margem. “A elevação deverá ser concentrada nas linhas nacionais, uma vez que a desvalorização cambial deve ter impacto negativo sobre a demanda por viagens ao exterior”, informou a consultoria. Para o ano, a consultoria manteve a projeção de alta de 7%.

Em julho, a Gol havia divulgado que sua oferta doméstica teve queda de 6,7% comparado ao mesmo período do ano anterior, por conta da estratégia de racionalização de voos iniciada em março de 2012, que teve como resultado a descontinuação de aproximadamente 100 voos diários. “A rentabilidade dos voos foi o principal fator para definir os cortes, em que os trechos mais longos e voos noturnos foram os mais impactados”, segundo a empresa.

Voos internacionais

Apesar da redução nos voos domésticos, a Gol conseguiu ter um leve crescimento de participação em voos internacionais, em que saiu de 10,49% para 12,89% do mercado. A Tam, apesar da união com a LanChile, teve queda de 0,9 ponto percentual, para 87,11% de participação no mercado.

As empresas brasileiras não conseguiram se beneficiar do mês de férias escolares. Dados da Anac mostram que a demanda do transporte aéreo internacional para as aéreas caiu 2,33% em julho de 2012 em relação a julho de 2011. De janeiro a julho, houve crescimento da demanda em 0,59%, mas a oferta teve redução de 1,79%.

Azul e Tam registram mais de 80% de ocupação

27/08/2012 - Panrotas

Artur Luiz Andrade

Além do crescimento da demanda maior que o da oferta em julho passado, as empresas aéreas nacionais, segundo dados da Anac, registraram taxa de ocupação nos voos domésticos de 79,45%, contra 75,18% no mesmo mês de 2011. O percentual foi o melhor para o mês de julho desde o início da série dos Dados Comparativos da Anac em 2000. No período de janeiro a julho de 2012, a taxa ficou praticamente estável (71,41%) em relação o mesmo período de 2011 (71,47%).

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), as maiores taxas de ocupação em julho de 2012 foram alcançadas por Azul e Tam, com 82,42% e 81,43%, respectivamente.

Empresas aéreas nacionais fecham julho com recorde

28/08/2012 - Gazeta Digital

Números foram positivos para taxa de ocupação, oferta e demanda nos voos
SÃO PAULO/AE

Demanda e a oferta do transporte aéreo doméstico de passageiros e a taxa de ocupação de julho de 2012 foram recordes para o mês, informa a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A demanda transporte aéreo doméstico de passageiros cresceu 7,86% em julho de 2012 quando comparada com igual mês de 2011. Já a oferta aumentou em 2,06% no mesmo período. Conforme a Anac, os níveis de demanda e de oferta do transporte aéreo doméstico foram os maiores para o mês de julho desde o início da série dos Dados Comparativos da agência em 2000.

No acumulado do ano (janeiro a julho de 2012), a demanda subiu 7,39% em relação a igual período de 2011, enquanto a oferta ampliou-se em 7,47%. Entre as 6 empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1%, Avianca e Trip destacaram-se com as maiores taxas de crescimento da demanda em julho de 2012 em relação a julho de 2011, de 70,22% e 68,66%, respectivamente. A TAM registrou crescimento de 10,11% na demanda de julho de 2012 quando comparada com igual mês de 2011, e a Gol registrou redução de 7,07% no mesmo período.

TAM e Gol representaram 87,11% e 12,89%, respectivamente, do total de operações de empresas brasileiras no transporte internacional, em julho de 2012

A taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros alcançou 79,45% em julho de 2012, contra 75,18% em igual mês de 2011, com crescimento de 4,27 pontos percentuais. Segundo a agência, o percentual também foi o melhor para o mês de julho desde o início da série, em 2000. No período de janeiro a julho de 2012, a taxa ficou praticamente estável (71,41%) em relação o mesmo período de 2011 (71,47%) Entre as 6 empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1%, as maiores taxas de ocupação em julho de 2012 foram alcançadas por Azul e TAM, com 82,42% e 81,43%, respectivamente.

Participação de Mercado -TAM e Gol lideraram o mercado doméstico em julho de 2012 com participação de 41,87% e de 32,95%, respectivamente. No acumulado do período de janeiro a julho de 2012, a participação das líderes alcançou 40,03% e de 33,92%, respectivamente. A participação das demais empresas no mercado doméstico subiu de 20,75% em julho de 2011 para 25,19% em julho de 2012. No acumulado de janeiro a julho de 2012, a participação de mercado das demais empresas cresceu 30,76% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Anac.

Entre as 6 empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1%, Avianca e Trip registraram o maior crescimento em julho de 2012 quando comparada com o mesmo mês de 2011, passando de 3% para 4,74% e de 3% para 4,68%, respectivamente. Ainda de acordo com a Anac, a demanda do transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras caiu 2,33% em julho de 2012 em relação a julho de 2011. A oferta também caiu 1,34%, no mesmo período.

De janeiro a julho de 2012, entretanto, houve alta na demanda em 0,59%, mas a oferta reduziu 1,79% em relação a 2011. A TAM registrou redução de 3,33% na demanda internacional em julho de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas a Gol obteve expansão de 20% no mesmo mês.

Demanda tem menor avanço desde 2008

28/08/2012 - Valor Econômico

Por Alberto Komatsu

A demanda por voos domésticos cresceu 7,86% em julho, na comparação anual. Apesar de ser um bom desempenho, por causa das férias escolares, foi o resultado mais fraco para julho desde 2008, quando o indicador subiu 7%. Nos mesmos meses de 2011, 2010 e 2009, o fluxo teve aumentos de 20,07%, 18,5% e 9,43%, respectivamente. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Esse cenário de crescimento menor da demanda, porém, não impediu que os voos domésticos atingissem, em julho, o maior nível mensal, em termos absolutos, desde o início da série histórica da Anac, em 2000. O principal índice do setor aéreo (RPK), que multiplica o número de passageiros pagantes pela quantidade de quilômetros voados, somou 8,2 bilhões.

A desaceleração do crescimento da demanda doméstica já havia sido apurada por TAM e Gol, que revisaram para baixo projeções de demanda e oferta para o encerramento deste ano. Para elas, a aviação doméstica vai crescer, no máximo, 9% até dezembro. De janeiro a junho, a expansão foi de 7,4%.

O aumento de capacidade dos aviões no país, de 2,06% em julho, é o mais baixo em sete anos. Só ganha de julho de 2006, quando a oferta de assentos mostrou recuo de 2,7%, ante igual mês de 2005. O resultado foi impactado pela estratégia de TAM e Gol de reduzir a oferta para aumentar taxa de ocupação dos aviões.

Pelos dados da Anac, essa estratégia começa a surtir efeito. Isso porque a taxa média de ocupação dos aviões, de 79,45% em julho, foi a maior desde o início da série histórica da Anac. A taxa de ocupação dos aviões da TAM nos voos domésticos ficou em 81,43%, um crescimento de 8,48 pontos percentuais. Na Gol, por sua vez, a taxa foi de 77,62%, um recuo de 1,87 ponto percentual em relação a julho de 2011.

A TAM teve expansão de 10,11% na demanda por voos domésticos no mês passado. Na Gol, houve recuo de 7,07%. As maiores taxas de expansão de demanda foram verificadas pelas companhias de médio porte, fenômeno que tomou corpo desde meados do fim do ano passado.

A Avianca teve alta de 70,22% no fluxo de passageiros em julho, ante igual período de 2011. A Trip, que está em processo de fusão com a Azul, registrou crescimento de 68,66%, na mesma base de comparação. Na Azul, a expansão foi de 20,55%.

O cenário de desaceleração do mercado doméstico também tem impacto forte nos voos ao exterior, operados por companhias brasileiras. Esse índice teve recuo de 2,33% em julho, diante de igual mês de 2011. Foi o pior resultado desde julho de 2009, quando a redução nesse indicador foi de 10,15%.

De janeiro a julho deste ano, a demanda internacional ficou estável, com variação positiva de 0,59%. O desempenho acumulado de 2012 só é melhor do que o registrado em 2009, quando a variação acumulada ficou negativa em 6,36%, segundo a Anac.

Voar é estratégico para o desenvolvimento

28/08/2012 - Valor Econômico

Por Eduardo Sanovicz

Falar de transporte aéreo no Brasil hoje significa dizer que o avião se transformou em um grande meio de transporte de massa e, por consequência, um grande empregador direto e indireto, com aproximadamente 984 mil trabalhadores, e fundamental para o crescimento econômico. O setor contribui com cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo recente estudo da International Air Transport Association (Iata), feito em parceria com a Oxford Economics. Voar, portanto, é integrar o país e estratégico para o seu desenvolvimento.

No ano passado, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 86 milhões de passageiros usaram o modal aéreo como meio de transporte, 70% mais consumidores do que cinco anos antes e mais do que o dobro em uma década. Seu crescimento foi tão expressivo que, desde 2010, mais brasileiros embarcam a partir de aeroportos do que de estações rodoviárias - cerca de 67 milhões em viagens interestaduais em 2010, número em queda nos últimos anos, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Números da Iata mostram que o Brasil, hoje, já tem o quarto maior mercado aéreo doméstico, menor apenas que Estados Unidos, China e Japão, cenário que era previsto apenas para 2014. Tal crescimento se dá por inúmeras razões e, vale frisar, é amplamente inclusivo. Além do aumento da renda do brasileiro, outros fatores vêm permitindo que mais pessoas passem a se deslocar de avião: preços menores, acesso direto a canais de venda, viagem mais rápida, melhores condições de pagamento, maior oferta de voos, e programas de milhagem, entre outros.

É preciso obter condições para que o sistema aéreo seja mais competitivo, ampliado e modernizado

Face não menos importante do transporte aéreo é seu papel na distribuição de produtos de alto valor agregado e tecnológico e baixo peso. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), a corrente de comércio brasileira em 2011 chegou a US$ 482,2 bilhões, sendo que 10,5% desse valor foi transportado por via aérea.

Ao mesmo tempo, são muitos os desafios que as companhias aéreas - e o setor, de um modo geral - enfrentam para sustentar e ampliar esse quadro, seja no transporte de pessoas ou de cargas. A revisão do cálculo do preço do querosene em nosso país, para reduzir os custos do setor, é tema hoje fundamental, visto que ele chega a impactar em até 40% no valor da passagem. Cálculos do Iata mostram que no Brasil o preço dos combustíveis são, em média, 12% maiores que na América Latina e 17% superiores quando comparados à média global.

Outras questões, urgentes de discussão, são a desoneração fiscal das empresas aéreas por meio da redução dos encargos sobre folha de pessoal; a política de tarifação aeroportuária e aeronáutica; a revisão da política alfandegária no que se refere à importação e exportação de equipamentos e serviços-reparos aeronáuticos (custos e procedimentos).

Por fim, mesmo com o aumento extraordinário no número de passageiros nos últimos anos, apenas 130 cidades recebem voos regulares, segundo dados da Anac. Entretanto, 79% da população brasileira mora hoje a menos de 100 quilômetros de distância de um dos 129 aeroportos com oferta de voos comerciais. Conta com nosso apoio a iniciativa do governo federal de ampliar o número de aeroportos e também de cidades atendidas pela aviação civil regular.

O crescimento no volume de passageiros também passa pelo barateamento dos bilhetes aéreos que ocorreu nos últimos dez anos, quando os preços caíram pela metade. Ainda assim, nosso país está na terceira posição, entre outros 139, no que diz respeito a impostos de ingressos e taxas aeroportuárias, segundo as estatísticas do Fórum Econômico Mundial 2011 e o Relatório de Competitividade do Turismo.

Uma das consequências é que o brasileiro faz cerca de 0,31 viagem aérea por ano, número abaixo de outros países com características semelhantes, como o México. Para que alcancemos patamares superiores, é preciso obter condições para que o sistema aéreo como um todo seja mais competitivo, além de ampliado e modernizado.

Nosso grande compromisso é com quem viaja de avião. Entendemos que ganhos em escala garantem, na ponta, passagens e serviços mais baratos, beneficiando sobremaneira o consumidor.

Tais medidas, se discutidas e implementadas, terão reflexo imediato no desenvolvimento do setor aéreo e da atividade econômica de maneira geral, contribuindo de forma direta para a geração de novos empregos e renda. Irão possibilitar, também, que se mantenha o ritmo de inclusão dos novos consumidores no modal aéreo, o que é fundamental para um país continental como o Brasil, onde esse tipo de transporte pode encurtar distâncias.

Além de passageiros e cargas, é graças à aviação que muitas vidas são salvas. De acordo com o Ministério da Saúde, só neste ano já foram transportados gratuitamente pelas empresas aéreas brasileiras mais de 2.880 órgãos, fato pouco divulgado, mas de extrema importância para milhares de brasileiros.

É neste cenário que nasce a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), formada pelas cinco maiores companhias brasileiras: Avianca, Azul, Gol, TAM e Trip. Com a experiência de cinco empresas que empregam mais de 57 mil pessoas, dispõem de mais de 450 aeronaves e fazem cerca de 2.700 voos diários, a associação buscará contribuir para modernizar o setor aéreo brasileiro, em permanente diálogo com o poder público, a iniciativa privada, entidades de classe e o público consumidor.

Somadas, Avianca, Azul, Gol, TAM e Trip representam a quase totalidade da oferta de voos no Brasil. Juntas, elas se transformam agora em ator importante na discussão de medidas que de fato tornem o Brasil um player relevante no mercado aéreo mundial.

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, foi presidente da Embratur, responsável pela implantação do Plano Aquarela e pela criação da Marca Brasil.
Desembarques batem recorde em julho

25/08/2012 - Mercado & Eventos

O turismo interno brasileiro bateu recorde em julho e ultrapassou a barreira dos oito milhões de desembarques domésticos. Segundo 
o Ministério do Turismo, os aeroportos registraram 8,1 
desembarques domésticos mês passado, 9,4% a mais que o registrado no mesmo 
período de 2011.

Viracopos ampliará infraestrutura para passageiros até início de 2013

25/08/2012 - Folha de São Paulo

Espaço atual para embarque vai mais do que dobrar até ano que vem

MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (a 93 km de São Paulo), ampliará em 142% a área atual de embarque do terminal de passageiros até março de 2013, com três novos espaços para aguardar a entrada na aeronave.

O espaço passará de 2.400 m² para 5.800 m². Também serão construídos novos banheiros nessas áreas. A concessionária ainda pretende instalar guaritas elevadas nos estacionamentos.

A informação foi divulgada ontem pela Concessionária Aeroportos Brasil Viracopos para representantes de empresas aéreas.

Reformas emergenciais estão sendo feitas no aeroporto para adequar a capacidade de passageiros.

A estrutura atual pode receber 6 milhões de passageiros por ano, mas em 2011 já passaram pelo local 7 milhões de pessoas, e a expectativa é que, em 2012, o número chegue a 9 milhões.

Com as reformas, a concessionária afirma que será possível "garantir maior nível de conforto" e chegar a 26 posições de aeronaves. Atualmente, segundo a Infraero, são 21.

As obras vão ocorrer paralelamente à construção do novo terminal, que ainda não teve início. O local está previsto para a Copa de 2014.

Com as alterações, após passar pelo detector de metais o passageiro terá quatro opções para aguardar o embarque: a atual área, uma extensão dela no mezanino do prédio, uma área separada em parte do atual conector e um terminal temporário.

Assim que receber a licença ambiental da Cetesb (agência ambiental paulista), a concessionária vai iniciar as obras de ampliação do aeroporto, com um novo terminal para 14 milhões de passageiros por ano e 28 pontes de embarque até a Copa de 2014.

sábado, 25 de agosto de 2012

Movimento nos aeroportos regionais cresce mais de 60% em sete meses 2012

22/08/2012 - Assessoria de Imprensa 

 Este aumento é alavancado por 18 dos 31 aeroportos administrados pelo Daesp; O aeroporto que puxa o ranking é o de Marília

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) registrou aumento de mais de 60 % na movimentação dos aeroportos regionais em 2012. Este aumento é alavancado por 18 dos 31 aeroportos administrados pelo Daesp. O aeroporto que puxa o ranking é o de Marília (Frank Miloye Milenkowichi), que cresceu 156 %, comparando-se janeiro a julho de 2011 ao mesmo período de 2012.  Passaram pelos terminais de Marília 55.486 passageiros em 2012, contra 21.613 passageiros em 2011.
 
Outro aeroporto que opera voos regulares (comerciais) que também se destacou foi o de Bauru/Arealva (Moussa Nakhal Tobias) com aumento de 82% nos primeiros sete meses de 2012, quando recebeu 103.510 passageiros, frente a 56.840 de 2011.
 
O terceiro lugar no ranking foi Araçatuba (Dario Guarita). De janeiro a julho de 2012, passaram pelo aeroporto 96.159 passageiros contra 62.657 em 2011, um aumento de 53%. Já o aeroporto de Presidente Prudente cresceu 27% na movimentação em 2012, com 171.150 passageiros e São José do Rio Preto (Prof. Eriberto Manoel Reino), 20%, registrando 450.059 usuários nos primeiros sete meses deste ano.
 
O aumento na movimentação de passageiros nos aeroportos regionais do Estado, de acordo com Ricardo Volpi, superintendente do Daesp, é atribuído "ao crescimento na demanda de cada região, aliada à entrada de novas companhias aéreas. A concorrência de mercado gerou tarifas mais acessíveis e atrativas aos usuários".
 
Outra fatia do mercado atendida pelos aeroportos do Daesp, que é a aviação geral (executiva) também impulsionou este crescimento. O aeroporto de Jundiaí (Com.Rolim Adolfo Amaro) registrou aumento de cerca de 22% nos pousos e decolagens, de 56.909 (2012) contra 47.023 (2011).
 
No total, os 31 aeroportos administrados pelo Daesp receberam, nos primeiros sete meses do ano, 1.661.925 passageiros.
 
Assessoria de Imprensa 
Secretaria Estadual de Logística e Transportes 
Tel. (11) 3702-8111 a 8116

Novo aeroporto de Natal será concluído em março de 2014, diz consórcio

22/08/2012 - Portal 2014

Para diretor do consórcio Inframérica, ritmo intenso de obras vai antecipar de prazo de entrega

Novo aeroporto estará pronto antes da Copa do Mundo (crédito: Divulgação)

Criado para substituir o aeroporto Augusto Severo e ser um dos maiores do país, o aeroporto de São Gonçalo do Amarante deverá estar pronto em março de 2014, a três meses da Copa. 

Esta é a garantia do diretor executivo do consórcio Inframérica (formado pela construtora Infravix, do grupo Engevix, e pela empresa argentina Corporación America), Antônio Dorghetti, que revelou a antecipação do prazo de entrega em encontro com a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, ontem (21).

Segundo Dorghetti, a previsão inicial de término das obras era dezembro de 2014. Agora, para entregar o empreendimento a tempo para a Copa do Mundo, o consórcio responsável pelo aeroporto garantiu a antecipação do prazo. Em março, promessa semelhante já havia sido feita.

"Aumentamos as frentes de trabalho, contratamos mais pessoas e aceleramos o recebimento de recursos", disse Dorghetti. 

"Passamos de janeiro a junho conseguindo as licenças e alvarás para os projetos de construlão. Fizemos a terraplanagem e agora já demos início à fundação", revelou, antes de acrescentar que "das 700 estacas para o terminal de passageiros, 250 já foram batidas".

No momento, segundo a Inframérica, 500 operários trabalham na obra. No pico dos trabalhos, este número deverá chegar a 2.500. No próximo mês, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deverá anunciar a aprovação do projeto básico da obra.

O aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi o primeiro do Brasil cedido à iniciativa privada no Brasil, em leilão que ocorreu há exatamente um ano. Na sequência, os terminais de Guarulhos, Campinas e Brasília foram privatizados em janeiro deste ano.

A concessão custou R$ 170 milhões, mais de três vezes o preço mínimo estipulado pelo governo, além do compromisso da Inframérica de investir outros R$ 650 milhões nos próximos três anos. 

Para o Mundial de 2014, a Anac prevê que três milhões de passageiros passarão pelo novo aeroporto.

Empresas aéreas lançam associação em Brasília

22/08/2012 - O Estado de S.Paulo

As empresas aéreas lançaram ontem em Brasília a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que terá como missão defender os interesses das empresas com o governo. A associação já trabalha, por exemplo, para evitar que a presidente Dilma Rousseff vete a desoneração da folha de pagamento do setor, incluída por parlamentares na MP 563, e para reduzir os encargos sobre o querosene de aviação.

O setor não era alvo dos benefícios do Plano Brasil Maior, que permitiu a troca da contribuição patronal do INSS, cuja alíquota é de 20%, por um porcentual do faturamento das empresas, variando entre 1% a 2,5%. Mas o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, já se reuniu com representantes do governo para para pedir o benefício. "Nossa demanda é que fiquemos com a alíquota de 1%", disse, / A.W.

Aeroporto privado poderá receber jatinho 

22/08/2012 - O Estado de S.Paulo

Presidente Dilma deverá editar decreto autorizando o uso comercial de pistas particulares, desde que sejam feitos investimentos em infraestrutura.

A presidente Dilma Rousseff vai editar um decreto permitindo que aeroportos privados sejam transformados em pistas de pouso e decolagem de jatos executivos e pequenas aeronaves. A medida constará da nova etapa do Programa de Investimento em Logística, que deve ser anunciada na primeira semana de setembro, desta vez com um pacote de concessões em aeroportos, portos e energia elétrica.

Dilma avalia que a autorização para a iniciativa privada explorar aeroportos particulares, mesmo os localizados em aeroclubes, vai desafogar os terminais de Congonhas, Cumbica e Viracopos, em São Paulo; Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O governo tem informações de que 30% a 35% dos pousos e decolagens realizados em São Paulo são feitos por jatos executivos. A Secretaria de Aviação Civil já recebeu três pedidos de aeroportos particulares, que querem migrar para o novo modelo.

A partir do decreto de Dilma, os donos de aeroportos interessados no negócio terão de arcar com os investimentos necessários para transformar sua pista particular na chamada "aviação geral", que abriga jatos executivos. O governo estuda, porém, a possibilidade de conceder financiamento para a iniciativa privada por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Somente depois de receberem da Infraero a concessão para uso do espaço - por um período que poderá ser de 20 a 30 anos - é que os donos de aeroportos privados poderão cobrar tarifas. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que há no Brasil, hoje, 1918 aeroportos privados e 713 públicos. Neste total estão incluídos os 56 administrados pela Infraero. Há, ainda, 892 heliportos privados e 6 públicos.

Engarrafamento. Na última quarta-feira, quando Dilma lançou a primeira etapa do Programa de Investimento em Logística e anunciou concessões no valor de R$ 133 bilhões para rodovias e ferrovias, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e o empresário Sérgio Andrade chegaram atrasados ao Palácio do Planalto porque seus jatos não conseguiam pousar. O motivo foi o congestionamento no Aeroporto de Brasília.

O presidente da Associação Brasileira da Aviação Geral, Ricardo Nogueira, elogiou o plano do governo de permitir que aeroportos particulares possam cobrar por suas operações. Mesmo assim, avalia que os voos da aviação geral devem continuar a ser operados nos grandes aeroportos. "É uma necessidade", disse. "Não se pode imaginar, por exemplo, que uma empresa de táxi aéreo não esteja presente em um aeroporto internacional"

Voo para pequenas cidades pode ter subsídio

22/08/2012 - Valor Econômico

Daniel Rittner

O governo estuda dar subsídios a companhias aéreas dispostas a fazer novos voos regulares ligando pequenas cidades do interior. A medida pode entrar no pacote para a infraestrutura que a presidente Dilma Rousseff pretende anunciar, no início de setembro, para portos e aeroportos. No Palácio do Planalto, a tentativa é fazer os anúncios no dia 5, incluindo medidas para reduzir as tarifas de energia elétrica.

Nos aeroportos, Dilma encarregou o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, de procurar diretamente pelo menos quatro operadoras europeias para medir o nível real de interesse em um modelo de concessões no qual a Infraero seria mantida como sócia majoritária. Bittencourt ficou com a missão de conversar apenas com gigantes do setor: a alemã Fraport (responsável pelas operações de Frankfurt), a britânica BAA (Heathrow), a holandesa Schipol (Amsterdã) e a francesa Aéroports de Paris (Charles de Gaulle).

A missão atribuída ao ministro é explicar em detalhes esse novo modelo. O Valor apurou que várias operadoras estrangeiras já disseram, às empreiteiras brasileiras com as quais se associaram no último leilão de aeroportos, que não têm interesse em participar das concessões na condição de sócias minoritárias.

Dilma tem preferência pelo modelo de parcerias público-privadas (PPPs) para as novas concessões de aeroportos, fortalecendo o papel da Infraero, mas ainda não tomou uma decisão sobre o tema. O alvo principal das PPPs é melhorar a gestão dos aeroportos, mas uma nova medida pode ser necessária para destravar as obras de infraestrutura.

Com a Infraero no controle, a única forma de acelerar obras de ampliação dos terminais é dispensá-la do regime de licitações públicas, segundo funcionários do governo que acompanham de perto o assunto. Duas estatais, a Petrobras e a Eletrobras, já gozam atualmente desse status e estão dispensadas de cumprir as regras de contratações públicas.

Ambas as empresas são fiscalizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas não precisam seguir a Lei 8.666/93 (Lei de Licitações) para comprar equipamentos. A Petrobras pode fazer isso desde a segunda metade dos anos 90, com a quebra do monopólio da exploração de petróleo.

A Eletrobras ganhou esse benefício em 2009, com a justificativa de que precisava ser mais ágil na compra de grandes equipamentos para a nova leva de usinas planejadas na Amazônia e no exterior. Agora, técnicos do governo sugerem que a Infraero siga o mesmo caminho, caso ela tenha participação majoritária nas novas concessões do setor.

Dilma trabalha em três eixos diferentes para o pacote na área de aeroportos. Todas as medidas estão planejadas para anúncio no dia 5, segundo o cronograma proposto a seus auxiliares. Além das concessões, a presidente deverá assinar um decreto que autorizará a construção de aeroportos privados voltados exclusivamente para a aviação executiva, com a possibilidade de explorá-los comercialmente. Hoje o setor privado pode construir novas pistas para jatinhos, mas sem cobrar tarifas pelo uso delas.

A terceira parte envolve o plano de estímulo à aviação regional. O objetivo é aumentar o número de municípios atendidos por voos comerciais, dos atuais 130 para cerca de 210, com investimentos de até R$ 4 bilhões em três anos. Inicialmente, a ideia do governo era concentrar todos os esforços na ampliação da infraestrutura aeroportuária. Isso envolve ações relativamente simples, como equipamentos para o combate a incêndios e máquinas de raio-X, até obras em terminais e melhorias das pistas de pouso.

Um novo ingrediente foi acrescentado ao plano de aviação regional: a volta de subsídios para viabilizar rotas entre cidades onde a renda baixa impede o desenvolvimento de toda a demanda potencial. Esse tipo de subvenção foi amplamente adotado nas década de 1970 e 1980.

O governo ainda não tem uma estimativa precisa de quanto gastaria com a iniciativa, mas prevê investimento entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões. Para escolher a quem distribuir o subsídio e em que montante, os técnicos propõem uma concorrência pública: leva o incentivo a companhia aérea que pedir menos recursos para viabilizar uma rota nova entre pequenos municípios.

Sem ter conhecimento sobre a existência dessas discussões no governo, a Trip - que anunciou recentemente uma fusão com a Azul - manifestou posição contrária a subsídios para estimular voos regionais, seu principal foco de atuação. "Existem ferramentas mais adequadas", diz o controlador da Trip, José Mário Caprioli. "Para usar recursos de um fundo público, é melhor promover desonerações do que sustentar subsídios", afirma Caprioli.

Segundo ele, políticas como a isenção de taxas aeroportuárias e redução de ICMS sobre combustíveis podem ser mais efetivas.

Azul e Trip definem presidente da companhia aérea resultante da fusão

21/08/2012 - Folha de São Paulo

A companhia aérea Azul, em comunicado conjunto com a Trip, anunciou nesta terça-feira o seu novo presidente-executivo, David Neeleman, fundador e presidente do Conselho da companhia.

Ele também será o presidente da nova companhia resultante da fusão das duas companhias aéreas, que também terá José Mario Caprioli (vice-presidente da nova companhia e atual presidente da Trip), John Rodgerson (à frente do setor financeiro) e Trey Urbahn (à frente do setor de receita, planejamento e vendas).

O processo de fusão ainda está em fase de aprovação pelos órgãos reguladores.

Pedro Janot, que estava à frente da presidência da companhia desde a fundação, passa a integrar o Conselho Administrativo da empresa, liderando o Comitê de Pessoas e Cultura, além de continuar como membro do Comitê de Relações Institucionais.

A companhia disse, em nota, que Janot vinha dividindo seu tempo entre intensos trabalhos de fisioterapia e a companhia desde que ele se acidentou, no final de 2011, ao sofrer uma queda de cavalo. Agora, ele terá mais tempo para se recuperar.

Segundo as empresas, a escolha foi feita para "aproveitar ao máximo os talentos disponíveis nas duas empresas".

Combustível é o principal componente do custo do bilhete aéreo

21/08/2012 - Mercado & Eventos, Natália Strucchi, de Brasília

Entre as principais lutas da recém-criada Abear – Associação Brasileira das Empresas Aéreas - está a que visa baixar os custos das companhias que tange ao combustível. Hoje, o combustível representa 33% do custo do bilhete aéreo, ou seja, os passageiros são diretamente afetados.

Segundo cálculos da Iata, os preços dos combustíveis no Brasil são 12% superiores à média para a região e 17% superiores à média global, o que resulta num valor estimado de custo anual de R$ 800 mi sobre a competitividade do país. Embora o Brasil seja autossuficiente em petróleo bruto e as importações representem apenas 25% de sua necessidade de combustível de aviação, o preço pago aqui é equivalente ao do produto importado do Golfo dos Estados Unidos.

Essa fórmula de preços foi desenvolvida há quase 15 anos, quando a matriz energética brasileira era muito diferente e o volume de importações bem superior ao atual. Outra questão que as empresas aéreas enfrentam no Brasil é a obrigação de pagar tributos sobre todo o combustível consumido no país, bem como o custo teórico de transportá-lo de Houston (Estados Unidos) para São Paulo, embora até 75% dele seja produzido internamente. Além disso, o Imposto Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) é aplicado a 100%do produto utilizado internamente.

Segundo Sanovicz, com o cenário atual, faz-se necessária uma revisão na maneira de fixar os preços do combustível de aviação, alinhada com a realidade internacional. Além disso, de acordo com ele, é preciso rever a política de taxação atual. “O setor aéreo é muito competitivo e por conta da dinâmica adotada, todos os valores pagos a mais pelas companhias acabam sendo transferidos – entre 80% a 90% - para o consumidor. Por isso a necessidade de mudanças nesse processo”, justifica.

Governo quer resgatar subsídio a viagem aérea a destino remoto

22/08/2012 - Folha de São Paulo

Benefício pretende estimular voos a áreas que hoje dão prejuízo

NATUZA NERY
DIMMI AMORA

O governo estuda dar um subsídio às empresas aéreas para que elas ampliem suas rotas a locais de difícil acesso e baixo volume de passageiros. Esse é um dos pontos em debate no plano de aviação regional que a presidente Dilma Rousseff programa lançar em setembro.

Além da ajuda financeira às companhias, o Executivo prepara uma lista de cerca de cem aeroportos regionais em que focará os investimentos públicos. Apesar de previsto para setembro, a presidente não bateu o martelo sobre a maioria das medidas que integrarão o pacote.

Segundo a Folha apurou, uma das propostas em discussão é que a União desembolse uma quantia para cada passageiro que comprar o bilhete para locais de difícil acesso. Com isso, as empresas teriam estímulo para fazer voos em áreas que hoje dão prejuízo.

O benefício seria bancado pelo Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil), abastecido sobretudo por recursos obtidos nas concessões de Guarulhos, Brasília e Viracopos. Esse fundo é vinculado ao Tesouro Nacional.

Segundo interlocutores presidenciais, a proposta de conceder o subsídio foi apresentada à presidente pelo secretário do Tesouro, Arno Agustin. A discussão tem o aval do Palácio do Planalto, mas ainda não há decisão final a respeito.

A falta de voos e os preços abusivos dos bilhetes são uma das mais frequentes reclamações de políticos do Norte junto ao governo.

A concessão do subsídio já foi feita no passado. Na década de 1970, um percentual de cada passagem era repassado a um fundo que servia para pagar empresas para voarem para áreas remotas. O sistema acabou porque as empresas recebiam, mas não faziam os voos.

Para evitar o problema, a proposta atual prevê o pagamento do subsídio nos casos de passagem já vendidas.

Aeroporto de Juazeiro está entre futuras PPPs do governo

22/08/2012 - Diário do Nordeste

Recursos devem vir com o objetivo de reformar e modernizar o terminal; possibilidade de privatização foi negada

São Paulo/Fortaleza. O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, localizado em Juazeiro do Norte, deverá fazer parte de um pacote de parcerias público-privadas (PPPs) a ser lançado pelo governo federal na primeira quinzena de setembro. O pacote inclui 15 aeroportos de médio porte (fluxo de 400 mil a 1 milhão de passageiros) espalhados por todo o Brasil, e, conforme informou a Secretaria de Aviação Civil (SAC), consiste em um plano de investimentos para modernizar os terminais por meio de recursos públicos e da iniciativa privada.

O Aeroporto de Juazeiro atende às regiões do Centro-Sul do Ceará, Noroeste de Pernambuco, Alto Sertão da Paraíba e Sudoeste do Piauí FOTO: ELIZANGELA SANTOS

Os detalhes do plano, que incluem de que forma o aeroporto cearense irá receber tais incentivos, ainda seguem em estudo pela própria SAC.

Menor movimentação

De todos, o equipamento do Cariri é o que possui o menor fluxo, calculado em 343 mil passageiros, de janeiro a dezembro de 2011. O terminal é responsável por atender as regiões do Centro-Sul do Ceará, o Noroeste de Pernambuco, o Alto Sertão da Paraíba e o Sudoeste do Piauí. E apenas as companhias Gol e Oceanair atuam no aeroporto. No Nordeste, além dele, estão inclusos, em ordem de movimentação, os equipamentos de Aracaju (SE), Teresina (PI), Ilhéus (BA) e Petrolina (PE).

Privatização negada

Apesar dessa participação da iniciativa privada no setor aeroportuário brasileiro, a possibilidade de novas privatizações ainda parece distante, segundo declarou a assessoria de comunicação da SAC, que negou ontem que isso estivesse sendo estudado pelo governo federal.

A especulação surgiu depois da imprensa paulista divulgar que os mesmos 15 aeroportos estivessem sendo inclusos em um processo de privatização, também por meio de parcerias público-privadas.

Infraestrutura

Além disso, a ministra das Relações Internacionais, Ideli Salvatti, afirmou ontem que a presidente Dilma Rousseff está trabalhando para fechar o pacote de infraestrutura direcionado a portos e aeroportos, a exemplo do pacote lançado na última semana voltado para rodovias e ferrovias brasileiras.

A ministra explicou, acompanhada do secretário de Fomento de Ações de Transportes, Daniel Sigelmann, a deputados da bancada nordestina na Câmara os detalhes de medida provisória que, entre outras ações, cria a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que irá gerenciar e acompanhar as ações e projetos do pacote lançado na semana passada. "A presidenta está terminando a parte também de aeroportos, portos, que tem uma interligação. O pessoal de ferrovia e rodovia, todo esse plano de investimento em logística tem uma intermodalidade muito forte", disse Ideli à bancada composta por nordestinos.

Movimentação

343 mil passageiros foi o fluxo do Aeroporto de Juazeiro do Norte em 2011, o menor dentre todos os terminais incluídos no pacote planejado pelo Governo

Passagens aéreas devem aumentar

Brasília. Os presidentes das duas maiores companhias aéreas do país, TAM e GOL, disseram ontem que a tendência dos próximos meses é de alta nos preços das passagens aéreas.

Segundo Bologna, presidente da TAM, o repasse às tarifas dependem de como o consumidor vai reagir, já que o mercado é aberto e competitivo FOTO: ALEX COSTA

Marco Antonio Bologna, da TAM, e Paulo Sérgio Kakinoff, da Gol, estavam no lançamento da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), órgão que vai unir as cinco maiores empresas do setor.

Segundo os presidentes, o aumento dos custos provocado pela depreciação do real em relação ao dólar terá que ser repassado ao consumidor porque as empresas já fizeram ajustes internos no início do ano e têm pouca margem para mais cortes.

Ajustes

"Uma recuperação tarifária deverá acontecer", disse o presidente da TAM. Bologna não falou em prazos para esse eventual ajuste dos preços das tarifas, mas disse que dificilmente os custos serão reduzidos. Para ele, o setor sofreu um "choque de custos relevante", pois a valorização do dólar impacta os custos das empresas. Além da variação cambial, o aumento do preço da querosene da aviação e a elevação das tarifas aeroportuárias e de navegabilidade afetaram o balanço das empresas. Juntas, TAM e GOL tiveram prejuízo de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre.

O presidente da GOL, Paulo Sérgio Kakinoff, disse que o aumento de tarifas é questão de tempo. "O setor não pode absorver, por longos períodos, um cenário como esse", disse Kakinoff. "É uma questão de tempo para se ver na posição inevitável de aumentar as tarifas."

Apesar da pressão sobre os custos, ele disse que ainda não há nenhuma decisão tomada sobre o assunto.

Repasse ao consumidor

Segundo Bologna, o repasse às tarifas dependem de como o consumidor vai reagir, já que o mercado é aberto e competitivo. O aumento do valor da tarifa tende a reduzir o número de passageiros, segundo dados do setor.

O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, também disse que a companhia deve registrar um resultado melhor no segundo semestre, mas ainda insuficiente para voltar ao lucro. Kakinoff disse que a Gol trabalha internamente para reverter esse quadro por meio da redução de custos, sinergia e maximização de receitas. Kakinoff participa do "Aviation Day", em Brasília.

"No caso específico da Gol, nós prevemos um resultado melhor no segundo semestre do que no primeiro, como produto da redução e racionalização de voos e redução do quadro ligado diretamente a essa operação. Temos normalmente uma demanda maior no segundo semestre e teremos também o efeito da racionalização dos custos sendo verificados nesse período", disse.

"Mas como não há também nenhuma projeção de valorização do real frente ao dólar ou ainda de redução significativa do querosene de aviação, não podemos ainda falar em retorno de lucratividade. Teremos algo entre prejuízo e equilíbrio, variando mês a mês em razão da demanda", acrescentou. O executivo disse que o setor viveu nos últimos meses uma conjunção de fatores que pode ser classificada como a mais adversa da história da aviação e da Gol.

Obras em São Gonçalo terminam antes da Copa

23/08/2012 - Valor Econômico

O aeroporto de São Gonçalo do Amarante, nas imediações de Natal (RN), deverá estar funcionando na Copa do Mundo de 2014. "Adiantamos o nosso cronograma para inaugurá-lo a tempo", disse Antônio Droghetti Neto, vice-presidente da Infravix, empresa do grupo brasileiro Engevix ,que se associou à argentina Corporación América e detém a concessão do novo aeroporto.

Pelo contrato, o empreendimento só precisa operar a partir de dezembro de 2014, mas o interesse da concessionária é antecipar as obras para aumentar o fluxo de receitas. A pista já foi concluída pelo Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, que também tem a missão de construir o de pátio de aeronaves, até o fim de 2013.

A Inframérica iniciou a fundação das estacas para o futuro terminal de passageiros. Com a aceleração do cronograma, o projeto pode ser aberto em março ou abril de 2014, dois meses antes do pontapé inicial da Copa. Natal é uma das 12 cidades-sedes e o aeroporto atual, em Parnamirim, será desativado para voos comerciais assim que Amarante puder começar suas operações.

A expectativa da concessionária é liberar o financiamento do BNDES ao projeto até dezembro, junto com o empréstimo para as obras no aeroporto de Brasília.

Na terça-feira, Droghetti inspecionou as obras em São Gonçalo do Amarante junto com a governadora Rosalba Ciarlini. As autoridades locais prometeram pagar, até o fim do ano, as desapropriações que ainda estão com pendências. A Anac deverá aprovar o projeto básico do aeroporto nas próximas semanas. (DR)

Galeão fica fora da privatização

23/08/2012 - O Globo

Confins também não entrará nas concessões. Governo estuda parceria com estrangeiros
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br
DANIELLE NOGUEIRA
danielle.nogueira@oglobo.com.br

GENILSON ARAÚJO

De fora. Vista aérea do Galeão: governo desistiu de privatizar o terminal, que não entrará no pacote de concessões
de portos e aeroportos a ser anunciado no próximo mês

-BRASÍLIA E RIO- O governo desistiu de privatizar os aeroportos do Galeão, no Rio; e Confins, em Belo Horizonte, nos mesmos moldes de concessão adotados em Guarulhos (SP), Brasília, Viracopos (Campinas) e no novo terminal de São Gonçalo do Amarante (RN). Mas, diante da pressão por melhoria na gestão do Galeão e dos gargalos em Confins, o Palácio do Planalto trabalha com a alternativa de uma espécie de Parceria Público- Privada (PPP) com um grande gestor aeroportuário estrangeiro, que atuaria em parceria com a Infraero. A ideia é que a estatal incorpore novas práticas de gestão e sistemas tecnológicos mais avançados.

O objetivo é atrair um grande parceiro privado, com experiência em administrar aeroportos com movimento superior a 30 milhões de passageiros por ano. Esta é a posição mais recente do Executivo e tem como justificativa o fato de que a Infraero, estatal que administra Galeão e Confins, passará a ter prejuízo, se perder esses dois aeroportos, que são muito importantes para a manutenção das suas receitas.

GOVERNO QUER INFRAERO RENTÁVEL
Uma fonte do governo garante que o entrave a uma concessão tradicional do Galeão e de Confins é financeira, e não ideológica. Não interessa ao governo deixar que a Infraero fique deficitária, porque a estatal tem uma rede de 63 aeroportos para administrar, inclusive terminais não lucrativos, porém importantes para o país.

Segundo dados da Infraero, o Galeão registrou em 2011 lucro líquido de R$ 59,24 milhões e Confins, R$ 39,8 milhões. Congonhas (SP), um dos mais rentáveis da rede, teve lucro de R$ 123,58 milhões e Santos Dumont, de R$ 29,55 milhões.

Além de perder receitas com uma eventual concessão dos maiores aeroportos do Rio e de Belo Horizonte, a estatal tem agora compromissos pesados pela frente, alegam fontes envolvidas nas discussões. A partir do próximo mês, quando repassará o comando de Guarulhos, Viracopos e Brasília para os sócios privados, a Infraero passará a ter que acompanhar as empresas nos investimentos obrigatórios e no pagamento das outorgas, pois ficou com 49% de participação no negócio. O leilão dos três, realizado em fevereiro deste ano, teve ágio de 347%.

Uma nova reunião para tratar do destino dos dois aeroportos com a presidente Dilma Rousseff está marcada para a próxima semana, pois o governo quer lançar o pacote para aeroportos e portos na primeira quinzena de setembro. Segundo uma fonte, o Executivo aguarda o resultado de uma sondagem que a Infraero está fazendo no exterior com possíveis interessados. Conversas estão sendo mantidas com a francesa Aéroports de Paris (ADP), a alemã Fraport e outras gigantes.

A decisão de Dilma põe fim a uma acirrada briga que vinha sendo travada nos bastidores do governo. De um lado, o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, batia o pé para que Galeão e Confins fossem concedidos dentro do modelo usado na privatização de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Mudar as regras para a concessão dos novos aeroportos seria um atestado de fracasso, já que Bittencourt deixou a diretoria do BNDES em 2011 e assumiu a SAC, por indicação do presidente do banco Luciano Coutinho, com a incumbência de tocar o plano de privatização.

A presidente já começou um processo de esvaziamento do poder de Bittencourt. No início do mês, ela exonerou o então secretário-executivo da SAC Cleverson Aroeira da Silva, funcionário de carreira do BNDES e braço-direito de Bittencourt. Para seu lugar, foi nomeado Guilherme Walder Mora Ramalho, ligado à ministra do Planejamento Miriam Belchior, muito próxima de Dilma. Ramalho estava à frente do Departamento de Infraestrutura para a Copa de 2014 no Ministério do Planejamento. Caberá a ele comandar a nova modelagem das PPPs.

AEROPORTOS TERÃO REGIME ESPECIAL
Para minimizar o receio do setor privado em ficar preso à maior amarra das empresas públicas, a lei de licitações, o governo pretende ampliar o RDC (regime diferenciado de contratações, que libera as estatais de fazer licitações) aos aeroportos. Os detalhes de como seria a atuação da Infraero ainda estão sendo fechados. Está certa a criação da Infrapar — uma subsidiária da Infraero que fará a gestão das participações da estatal nos aeroportos concedidos, inclusive Galeão e Confins.

O governo pretende deixar em aberto a possibilidade de novas concessões, mas, segundo fontes, até agora não apareceram interessados em outros aeroportos, como Salvador, Fortaleza e Manaus e muito menos nos terminais regionais.

Para esses casos, a solução em análise é oferecer subsídios para as companhias aéreas que quiserem operar rotas, ligando cidades do interior. Várias formas de subsídios estão em análise (como passagens vendidas, ICMS e tarifas aeroportuárias). O argumento do setor é que não há demanda suficiente nesses locais para cobrir o preço da operação. São cotadas para receber algum tipo de subsídio empresas que operam com aviões menores, como Azul-Trip e Avianca.

As diferenças

CONCESSÃO. Modelo usado em Guarulhos, Brasília e Viracopos. A gestão dos três aeroportos foi transferida ao setor privado por um prazo entre 20 e 35 anos. As empresas terão que ampliar a capacidade, serão remuneradas por tarifas e terão que pagar ao Estado o valor de outorga (R$ 24,5 bilhões). A Infraero ficou com 49% de participação no negócio.

PPP: Com Galeão e Confins, o governo quer adotar um novo modelo de Parceira Público- Privada (PPP), sem a transferência do serviço ao setor privado, mas com a gestão compartilhada entre o Estado e um grande administrador aeroportuário estrangeiro. A Infraero seria dispensada de licitações.

Infraero assina contrato para modernização de Teresina

22/08/2012 - Panrotas, Claudio Schapochnik

A Infraero assinou no dia 16 contrato para realização das obras de reforma e adequação do terminal de passageiros do Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella (PI). Serão investidos R$ 4,3 milhões nos trabalhos, que devem ser concluídos em até 300 dias após a emissão da Ordem de Serviço.

As melhorias contemplam a reforma de todo o terminal de passageiros, com recuperação do forro, nova pintura, substituição da cobertura do terminal e recuperação de todo o sistema elétrico. O aeroporto também ganhará novos balcões de check-in – passando de nove para 16 posições – e novos banheiros, além da reforma dos atuais.

Companhias aéreas criam associação

23/08/2012 - Webtranspo

ABEAR surgiu para estimular o crescimento da aviação civil brasileira

Para apoiar ações e programas que promovam o crescimento da aviação civil de forma consistente e sustentável, tanto para o transporte de passageiros como para o de cargas, as cinco maiores companhias aéreas do Brasil – Avianca, Azul, GOL, TAM E TRIP – lançaram oficialmente nesta terça-feira, 21, a ABEAR (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). O evento aconteceu, em Brasília (DF), durante o Aviation Day , celebrado pela IATA (International Air Transport Association).

Além de contribuir para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva da aviação, a entidade atuará em constante relacionamento junto aos setores público e privado, entidades de classe e consumidores. “Nosso grande compromisso é com quem viaja de avião. Queremos que a experiência de viajar seja boa, considerando todas as etapas da viagem, ainda que elas não sejam de responsabilidade apenas das companhias aéreas”, diz Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR.

A criação da entidade se deu a partir de um estudo da Fundação Dom Cabral, a pedido do SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), em 2011, que identificou a necessidade de uma reorganização da forma como as companhias aéreas dialogam com os diversos públicos, assim como outros setores, em um momento em que o total de usuários de avião já supera o de transporte rodoviário. A partir de agora, a ABEAR tratará das questões institucionais e das relacionadas à segurança e operação de voo do setor aéreo, e o SNEA passa a se dedicar exclusivamente aos temas trabalhistas e jurídicos.

“Vamos apresentar propostas e soluções inovadoras, que sejam discutidas com o setor público e com a sociedade. Desejamos promover, assim, projetos de alta relevância para o desenvolvimento socioeconômico do país”, enfatiza Sanovicz. A linha de atuação da ABEAR será conduzida a partir de dois comitês: um Institucional, que discute estratégias e ações de relacionamentos institucionais e corporativos da entidade; e um de Comunicação, destinado a dialogar com diversos públicos de interesse.

“Os temas de interesse comuns às empresas associadas serão consolidados pela ABEAR e levados a debates junto aos respectivos atores do Governo, entidades e consumidores. Estaremos atentos a várias questões e algumas delas já estão na nossa pauta, como os preços de combustíveis, a alíquota de ICMS e encargos sobre folha (INSS)”, explica José Mario Capriolli dos Santos, presidente do Conselho Deliberativo da ABEAR e presidente da TRIP.

NÚMEROS DO SETOR E DAS ASSOCIADAS
Os dados mais recentes, divulgados em um estudo da IATA e Oxford Economics, do ano passado (2011), dão conta de que o setor de aviação no Brasil contribui com R$ 32 bilhões (1%) para o PIB brasileiro. Além disso, há uma contribuição indireta de mais R$ 9,9 bilhões por meio do turismo, totalizando um peso de 1,3% no PIB.

O setor proporciona quase um milhão de empregos (938 mil) no Brasil, sendo 684 mil empregos diretos e indiretos, e um incremento de 254 mil empregos, se considerarmos a cadeia produtiva do turismo e negócios que tenham o transporte aéreo como facilitador. O setor aéreo também recolhe anualmente R$ 5,3 bilhões em tributos.

Em 2011, segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), foram vendidos 86 milhões de bilhetes aéreos no Brasil. Desde 2010, mais brasileiros usam o modal aéreo do que o ônibus (considerando linhas interestaduais – com mais de 75 quilômetros de distância).

As cinco empresas associadas, que juntas representam 99% do mercado, empregam 57 mil pessoas, dispõem de mais de 450 aeronaves e fazem cerca de 2.700 voos diários. Em breve, a ABEAR passará a divulgar com regularidade dados das suas associadas – Dados e Fatos.

A diretoria da ABEAR é composta por Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo; Adrian Alexandri, diretor de Comunicação; e Antônio Augusto do Poço Pereira, diretor Administrativo Financeiro.

O site da entidade, ainda em construção, é www.abear.com.br.


 

Prefeitura propõe municipalização do Aeroporto Estadual de Piracicaba, SP

24/08/2012 - G1

Prefeito encaminhou pedido ao governo paulista para assumir gestão.
Manutenção mensal custa R$ 25 mil, valor que é suprido pela receita.
Do G1 Piracicaba e Região

Aeroporto de Piracicaba abriga base do helicóptero
Águia da PM (Foto: Base Aérea/Divulgação)

A Prefeitura de Piracicaba (SP) encaminhou ofício ao Governo do Estado de São Paulo para assumir o gerenciamento do Aeroporto Pedro Morganti, atualmente sob responsabilidade do Departamento Aeroviário do Estado do São Paulo (Daesp). O documento, assinado pelo prefeito Barjas Negri (PSDB), chegou ao gabinete do secretário de Transportes do Estado, Saulo de Castro Abreu Filho, na última sexta-feira (17). No entanto, a Prefeitura divulgou a informação somente na noite desta quinta-feira (24).

A municipalização do aeroporto é discutida há pelo menos um ano, de acordo com o Executivo. Em reunião recente com representantes do Daesp, o secretário de Governo de Piracicaba, José Antônio de Godoy, foi informado que o departamento preparava a formação de lotes com o objetivo de privatizar os 31 aeroportos sob seu controle no Estado, incluindo o de Piracicaba.

Custo de manutenção
De acordo com a Prefeitura, o custo mensal de manutenção do aeroporto gira em torno de R$ 25 mil, valor que é suprido pela receita, que poderia ser ampliada com a construção de mais hangares no local. "Preliminarmente, estima-se que poderão ser construídos 60 deles. Esses hangares seriam explorados por concessão, tornando viável a manutenção do aeroporto", relatou, em nota, a assessoria de imprensa do Executivo.

"Com o envio desse ofício ao secretário, foi dado oficialmente o primeiro passo. Agora aguardamos uma manifestação favorável, que também depende de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil", disse Godoy. Conforme o secretário municipal de Governo, o principal entrave que desestimula a construção de hangares é o curto prazo de concessão oferecido pelo Daesp nas licitações. Com a municipalização do aeroporto, a Prefeitura pretende rever e ampliar esse prazo.

Base da PM
Além de pousos e decolagens de aeronaves de pequeno e médio portes, o Aeroporto Estadual Pedro Morganti, instalado em área nas proximidades do bairro Monte Alegre, abriga o Aeroclube de Piracicaba e a base de radiopatrulha da Polícia Militar, que é onde fica o helicóptero Águia.

Azul celebra um ano de operações em Juiz de Fora (MG)

23/08/2012 - Panrotas, Danilo Teixeira Alves

A Azul comemorou ontem (quarta-feira, dia 22) um ano de operações em Juiz de Fora (MG). Desde o início das operações no Aeroporto Itamar Franco, em agosto do ano passado, já foram transportados aproximadamente 30 mil passageiros de e para a capital mineira, com média de quatro mil pessoas por mês.

As operações da Azul em Minas Gerais têm crescido muito desde 2009, quando a companhia chegou em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, o segundo hub da companhia. Hoje já são seis destinos atendidos pela companhia no Estado. Confira: Confins, Uberaba, Juiz de Fora, Ipatinga, Montes Claros e Uberlândia.

Aeroporto com obras retomadas

24/08/2012 - Diário do Nordeste

As obras do Aeroporto Internacional do Polo Turístico de Jericoacoara, no município de Cruz (Litoral Oeste), de responsabilidade da Secretaria do Turismo, Setur, serão retomadas hoje, conforme já havia sido divulgado em julho.

Depois de pronto, o terminal de Jericoacoara receberá voos
internacionais, sem a necessidade de conexão com o
Aeroporto Pinto Martins FOTO: DIVULGAÇÃO

O terminal vai facilitar o trajeto feito entre Fortaleza e uma das praias mais famosas do Ceará, diminuindo para apenas uma hora o tempo de viagem. Atualmente, por via terrestre, leva-se cerca de cinco horas.

Apesar de receber o nome da praia, o aeroporto vai ficar a 25 Km da localidade, já que o ponto turístico é cercado pelo Parque Nacional das Dunas do Parque de Jericoacoara, um dos entraves para quem viaja por terra. A construção do equipamento foi viabilizada por meio de um total de recursos na ordem R$ 45 milhões, disponibilizados pelo governo estadual. Segundo o Secretário Bismarck Maia, além do forte impacto do benefício para o Ceará, o aeroporto servirá para a exportação de produtos da região, notadamente das flores da Serra da Ibiapaba.

Voos internacionais

Somado a isso, estão previstas áreas para alfândega, Polícia Federal e um Hangar, o que significa que aeroporto vai receber voos internacionais diretos, sem a necessidade de conexão no Pinto Martins. A pista terá comprimento de 2,2 mil metros e 45 metros de largura, o que permite o pouso e decolagem de aeronaves de grande porte.

Ampliação vai ficar para depois da Copa

24/08/2012 - O Estado de S.Paulo

Infraero diz que Congonhas, 2º terminal mais movimentado do País, não é 'fundamental'

Prometida para 2013, a ampliação do Aeroporto de Congonhas ficou para depois da Copa. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) vai começar uma obra para aumentar em 6 mil m² a área de check-in do aeroporto, a um custo de R$ 83 milhões. A reforma, porém, só começa "entre 2014 e 2015", segundo a Infraero, e vai durar dois anos.

O projeto de ampliação está em fase inicial de elaboração na área técnica da Infraero em Brasília e significa uma mudança de planos da estatal. Em 2010, a Infraero elaborou um plano de obras baseado em um estudo da consultoria McKinsey, que havia sugerido o aumento de 25% de balcões de check-in - passariam dos atuais 80 para 100. A reforma foi prometida para fevereiro deste ano e serviria principalmente para desafogar o aeroporto para a Copa.

Mas o mesmo estudo sugeria que Congonhas - e também o Santos Dumont, no Rio, e Pampulha, em Belo Horizonte - não era "fundamental" para a Copa como os aeroportos internacionais. A Infraero então fez um novo planejamento e excluiu da lista de prioridades o aeroporto doméstico de São Paulo, o segundo do Brasil em número de passageiros: 16,7 milhões por ano. Perde apenas para Cumbica, em Guarulhos (30 milhões).

Em todo o pacote de obras para Congonhas entre 2009 e 2013, a Infraero previa gastar R$ 284 milhões. Mas a única que vingou foi a construção de uma nova torre de controle, que ficou pronta com dois anos de atraso e vai ser inaugurada no mês que vem. Custou R$ 14 milhões.

Uma revitalização do pavimento das pistas e das saídas de táxi, que custaria R$ 1,5 milhão, e obras de ampliação do terminal de passageiros (R$ 250 milhões), com previsão para dezembro do ano que vem, saíram dos planos, pelo menos até a Copa de 2014.

Outras propostas. Não é a primeira vez que o governo muda de ideia em relação à ampliação de Congonhas, um aeroporto cuja localização polêmica, no meio da cidade, ficou ainda mais evidente depois do acidente da TAM, há cinco anos. Além disso, está sempre na mira dos vizinhos, que reclamam do barulho dos aviões.

Em 2009, um ano depois de anunciar uma ampliação de pistas do aeroporto - que exigiriam a desapropriação de cerca de 2 mil imóveis para a criação de uma área de escape -, o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, redimensionou o projeto para afetar um número menor de vizinhos.

Por pressão das associações de moradores, a obra jamais saiu do papel. Outro entrave é que, até então, o aeroporto não tinha nem alvará de funcionamento - e por isso não podia pleitear reformas. Somente no fim de 2009 a Prefeitura de São Paulo aprovou o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) apresentado pela Infraero e concedeu a Licença Ambiental de Operação ao aeroporto.

Mais voos. Em abril, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou mais 119 pousos e decolagens nos fins de semana em Congonhas, acréscimo dentro do permitido, mas que até então as companhias aéreas não tinham tido interesse em utilizar. / NATALY COSTA

SP vai municipalizar três aeroportos para concessão à iniciativa privada

25/08/2012 - Folha de São Paulo

Três dos 31 aeroportos geridos pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) devem ser transferidos para as prefeituras de suas cidades antes de serem concedidos à iniciativa privada. Um deles é o de Barretos (423 km de São Paulo), que ganhou aval do órgão para ser municipalizado.

Aeroportos da região de Ribeirão Preto entram em pacote de 'privatização'
A Secretaria de Estado de Logística e Transportes afirmou que estão em estudos outros dois terminais, mas não divulgou quais são eles porque o processo ainda está em análise pelos órgãos federais e estaduais.

O processo de municipalização inclui a assinatura de convênios entre a SAC (Secretaria de Aviação Civil), do governo federal, e as prefeituras interessadas em assumir o controle dos aeroportos.

Um estudo encomendado pela Abetar (Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional) indica que seriam necessários R$ 2,4 bilhões em investimentos nos 174 principais aeroportos de pequeno e médio portes do país.

O levantamento estima que só no Estado de SP teriam de ser investidos R$ 445 milhões em 11 cidades, entre elas Ribeirão Preto (313 km de SP), Barretos, Franca (400 km de SP) e Araraquara (273 km de SP).

Edson Silva/Folhapress

Pessoas observam avião parado na área de embarque do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto

MERCADO

De olho na modernização de aeroportos regionais, tanto estaduais como federais, empresas aéreas já começam a fazer investimentos para atuar mais fortemente na aviação de curta distância.

É o caso da Passaredo, que recentemente anunciou a compra de 26 turboélices (US$ 580 milhões) até 2015 para focar suas operações em em aeroportos regionais.

De acordo com a secretaria de Logística e Transportes, a infraestrutura é adequada constantemente. Para a pasta, porém, "não é só a infraestrutura que gera demanda. A demanda é gerada pelo mercado".

SP vai municipalizar três aeroportos para concessão à iniciativa privada

25/08/2012 - Folha de São Paulo

Três dos 31 aeroportos geridos pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) devem ser transferidos para as prefeituras de suas cidades antes de serem concedidos à iniciativa privada. Um deles é o de Barretos (423 km de São Paulo), que ganhou aval do órgão para ser municipalizado.

Aeroportos da região de Ribeirão Preto entram em pacote de 'privatização'
A Secretaria de Estado de Logística e Transportes afirmou que estão em estudos outros dois terminais, mas não divulgou quais são eles porque o processo ainda está em análise pelos órgãos federais e estaduais.

O processo de municipalização inclui a assinatura de convênios entre a SAC (Secretaria de Aviação Civil), do governo federal, e as prefeituras interessadas em assumir o controle dos aeroportos.

Um estudo encomendado pela Abetar (Associação Brasileira de Empresas de Transporte Aéreo Regional) indica que seriam necessários R$ 2,4 bilhões em investimentos nos 174 principais aeroportos de pequeno e médio portes do país.

O levantamento estima que só no Estado de SP teriam de ser investidos R$ 445 milhões em 11 cidades, entre elas Ribeirão Preto (313 km de SP), Barretos, Franca (400 km de SP) e Araraquara (273 km de SP).

Edson Silva/Folhapress

Pessoas observam avião parado na área de embarque do aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto

MERCADO

De olho na modernização de aeroportos regionais, tanto estaduais como federais, empresas aéreas já começam a fazer investimentos para atuar mais fortemente na aviação de curta distância.

É o caso da Passaredo, que recentemente anunciou a compra de 26 turboélices (US$ 580 milhões) até 2015 para focar suas operações em em aeroportos regionais.

De acordo com a secretaria de Logística e Transportes, a infraestrutura é adequada constantemente. Para a pasta, porém, "não é só a infraestrutura que gera demanda. A demanda é gerada pelo mercado".

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Pequenas ganham com consumo descentralizado

21/08/2012 - Valor Econômico

Por Andréa Háfez

O mercado aéreo brasileiro está se espalhando para outros pontos do território nacional, além dos grandes centros urbanos tradicionais. Juntamente com a expectativa de um crescimento próximo a 7% no volume total de passageiros transportados neste ano em comparação a 2011, o cenário favorece a desconcentração do setor. Pequenas empresas ganham participação sem tirar o público das grandes, mas por meio de conquista dos novos espaços abertos.

Neste movimento, a infraestrutura aeroportuária tem um papel relevante. Ao contrário de companhias que já tinham uma fatia importante nas operações do setor - como a TAM e a Gol - a estratégia das menores foi buscar aeroportos pouco utilizados e com capacidade disponível, e atender a demandas ainda não supridas. De 2010 para 2011, somente nas etapas domésticas, houve um aumento de mais de 17% na quantidade de passageiros transportados por companhias aéreas nacionais: de 71,641 milhões para 83,912 milhões.

Clique na imagem para ampliar

 De acordo com o analista Felipe Queiroz, da Austin Asis, as empresas tradicionais davam preferência às grandes rotas, com rentabilidade maior, centralizando operações em aeroportos como os de Guarulhos, Congonhas, Galeão, Confins e Brasília. "No entanto, a população que viaja hoje no país está presente em outros lugares. A renda cresceu fora dos grandes centros urbanos, o que levou ao aumento da demanda pelo serviço aéreo em outros municípios", afirma.

As empresas que estavam atentas aproveitaram a oportunidade: cresceram nesses novos nichos e ganharam participação, o que deu início à desconcentração do mercado. "O consumo descentralizou e ofereceu chances de crescimento em cima de mercados pouco explorados, os regionais", diz o analista. "O aumento na fatia do mercado não se deu pela perda das outras empresas, mas pela conquista do que ainda não estava explorado", afirma.

De acordo com a economista Cláudia Oshiro, da Tendências Consultoria Integrada, a expectativa é de que o crescimento da demanda em 2012 seja de 7%, com um fluxo de passageiros perto de 115 milhões. "É menor em comparação a 2011, quando houve um aumento de 15% sobre o ano anterior, mas é preciso lembrar que o patamar de comparação está elevado", diz.

Para Cláudia Oshiro, o aumento da massa salarial, estimado em 5,4% para este ano, dará suporte ao crescimento dos passageiros em viagem de turismo; enquanto a evolução da atividade econômica - 2,5% do PIB, segundo a Tendências - sustentará as viagens de negócios. "Esse crescimento ainda é viável dentro dos limites atuais da infraestrutura ofertada, mas há gargalos", diz.

O fato de os aeroportos dos grandes centros estarem com sua infraestrutura muito utilizada contribuiu para o deslocamento da oferta e abriu espaço para as pequenas empresas como a Azul, Avianca e da Trip.

Se em 2008, a TAM e a Gol respondiam por 92% do volume de passageiros transportados no mercado aéreo doméstico, em 2011 esse percentual passou para 78%. Neste ano, no acumulado de janeiro a abril, as duas grandes atenderam a uma fatia de 73,96% da demanda, enquanto a Azul respondeu por 9,92%, a Avianca por 5,01% e a Trip por 4,20%. A redistribuição de passageiros transportados entre as companhias fica evidente.

Esse novo desenho ainda é recente, mas já tem impacto no índice de concentração no mercado. Quanto menos concentrado e melhor distribuído, melhor para os consumidores pois a concorrência cresce. Em 2008, o índice era de 0,44, em 2011 passou para 0,32. O índice de 0,18 sinaliza um mercado moderadamente concentrado. "Estamos no caminho para sair de um perfil altamente concentrado e tornar a competição entre as empresas mais acirrada", afirma Felipe Queiroz.

"As empresas estão mais preparadas e a concorrência será para manter o espaço conquistado e ganhar mercado". Entre as pequenas, afirma, a disputa será maior, pois qualquer tem impacto maior. "Neste momento não há um modelo único de empresa aérea operando. Há operações diferentes para demandas diferentes", afirma.

Mais Linhas Aéreas busca parceiros no mercado

20/08/2012 - Panrotas

Enquanto define os locais de rota e aguarda autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para poder voar regularmente, a Mais Linhas Aéreas segue em busca de operadoras que queiram fretar voos para dentro do Brasil.

Em paralelo, a equipe comercial da nova empresa aérea está programando uma série de visitas a operadoras e consolidadoras para incluir a Mais dentro do sistema de venda dessas empresas.

“Precisamos estar preparados para quando recebermos autorização da Anac para operação regular. A ideia é já comercializar passagens no dia seguinte ao recebimento da autorização, para isso precisamos estar dentro dos sistemas das consolidadoras e operadoras”, explica a diretora comercial da companhia, Rosele Fernandes, lembrando que para as agências basta gerar um login e uma senha para eles efetuarem a compra.

A Mais Linhas Aéreas recebeu na semana passada concessão para operação de transporte de passageiros e cargas. A empresa conta atualmente com duas aeronaves Focker 100, que atualmente estão no Centro Tecnológico da Tam passando por revisão.

Empresas aéreas reduzem voos para o Nordeste para diminuir prejuízos

18/08/2012 - O Estado de São Paulo

MARINA GAZZONI 

A eliminação de voos pelas principais companhias aéreas impactou, principalmente, a região Nordeste. O tráfego de aeronaves nos aeroportos nordestinos caiu 0,53% no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2011, segundo levantamento do 'Estado' com base em dados dos 56 aeroportos administrados pela Infraero. O movimento de passageiros na região subiu apenas 1,94% no período, o menor crescimento do País.

No Brasil, a demanda por voos continuou a crescer no primeiro semestre deste ano. A Infraero registrou 93 milhões de embarques e desembarques no primeiro semestre, 7,94% a mais do que em 2011. O maior crescimento no volume de passageiros foi na região Sudeste, que já concentra 53% do tráfego do País. Nos seis primeiros meses do ano, o número de embarques e desembarques somou 49,3 milhões, uma expansão de quase 11%. Os aeroportos de Viracopos, Galeão e Confins crescerem, respectivamente, 22%, 21% e 18%.

A maior retração entre as capitais brasileiras ocorreu em Salvador, onde o movimento de aviões caiu 1,28% e, o de passageiros, 6,56%. O tráfego de aeronaves também caiu em outras capitais nordestinas, como Maceió, Natal, João Pessoa e Recife.

"Isso é reflexo da mudança de malha de TAM e Gol", disse o consultor em aviação Nelson Riet. As empresas somam cerca de 75% do mercado doméstico.

Depois de fechar o ano passado com prejuízo, as líderes Gol e TAM passaram a adotar uma postura mais conservadora em 2012. As duas empresas revisaram para baixo seu plano de frota e vão colocar menos passagens à venda no Brasil neste ano. No início do mês, a Gol informou que reduzirá em até 4,5% sua oferta de assentos em 2012. Na TAM, o corte será de até 3%.

As empresas tentam reduzir rotas para conseguir aumentar preços e recuperar sua rentabilidade. Só no segundo trimestre, Gol e TAM registraram prejuízo líquido de R$ 715 milhões e R$ 928 milhões, respectivamente.

"O passageiro que viaja a lazer é mais sensível a preço do que quem viaja a negócios. A redução das rotas considerou isso", disse o diretor do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, Elones Ribeiro.

Mais de 60% das pessoas que viajam de avião no Brasil estão a trabalho, segundo estimativas do vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Leonel Rossi Júnior. Apesar dos cortes de voos no Nordeste, Rossi estima que o mercado de turismo, que é o forte da região, ainda está aquecido. "Existem passageiros, as companhias aéreas é que tinham excesso de voos", diz.

TAM e Gol mantiveram todos os destinos, mas reduziram as frequências em mercados menos maduros para operar as rotas com aeronaves mais cheias. Em Maceió, por exemplo, o tráfego de aeronaves caiu 19% no primeiro trimestre, mas o movimento de passageiros subiu 3,38% no período.

A Gol reduziu neste ano cerca de 130 voos diários. Na apresentação dos resultados do segundo trimestre, a companhia informou que os cortes ocorreram em todas as regiões, mas foram mais intensos no Norte e no Nordeste, onde as frequências caíram 25% e 18%, respectivamente. A rotas do Sudeste foram as menos afetadas - apenas 5% de retração. Procurada pelo Estado, a Gol não se pronunciou.

A TAM confirmou que cortou voos em todas as regiões do País, mas não informou o tamanho da redução por região. A companhia disse, em comunicado ao Estado, que a decisão de cortar uma rota considera a demanda na região, as reformas nas pistas dos aeroportos e o aumento de custos na operação de voos. "Especificamente para a região Nordeste, levamos ainda em conta a sazonalidade característica da região", informou a TAM.

Infraero lança edital para obra do T3 de Confins (MG)

20/08/2012 - Panrotas 

Claudio Schapochnik

A Infraero publicou nesta sexta-feira (dia 17), no Diário Oficial da União, o edital para as obras de construção do terceiro terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Confins/Tancredo Neves (MG), localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O empreendimento será contratado pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), na forma eletrônica, e todas as etapas serão processadas pela internet, por meio do site do Banco do Brasil. A abertura da licitação está prevista para o dia 14/9, às 9h.

A OBRA
O terceiro terminal do Aeroporto de Confins terá área de 11,5 mil m² e capacidade para 5,8 milhões de passageiros ao ano, além de pátio de aeronaves próprio com área de 28,4 mil m². O prazo para execução dos serviços é de 455 dias a partir da emissão da Ordem de Serviço. De acordo com o planejamento da Infraero, a obra está prevista para ser entregue em dezembro de 2013.

Embraer inicia obras de centro para jatos em Sorocaba

20/08/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

Perspectiva artística de como será o centro (imagem divulgação)

Quatro meses após o anúncio do novo centro de serviços para jatos executivos no Brasil, a Embraer iniciou as obras no aeroporto Bertram Luiz Leupolz (SOD), em Sorocaba, no interior paulista.

Com 20 mil metros quadrados de área, o Centro de Serviços da Embraer incluirá hangares, salas vip, salas de reunião para clientes e salas de descanso para tripulação, além de escritórios administrativos. Oferecerá uma ampla variedade de serviços de manutenção, reparos e revisão, assim como terminais de embarque e desembarque de passageiros. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2013.

“Essa iniciativa reforça nosso compromisso de servir bem nossos clientes brasileiros”, disse o diretor de Suporte e Serviços ao Cliente da Embraer – Aviação Executiva, Edson Carlos Mallaco.

O projeto do centro é resultado de um estudo de mercado com clientes, autoridades do governo e especialistas em marketing de aviação, a fim de definir conceitos e um padrão de serviços que atendessem plenamente as necessidades dos clientes. Com um investimento estimado em US$ 25 milhões nos primeiros cinco anos, a unidade gerará até 250 empregos diretos.

A Unidade Sorocaba ampliará o apoio da Embraer à crescente frota de jatos executivos no País, somando-se ao Centro de Serviços Embraer, já em operação em São José dos Campos, e aos outros quatro autorizados em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Goiânia.