sexta-feira, 15 de abril de 2016

Embraer aumenta em 37,5% a entrega de aeronaves no primeiro trimestre do ano

13/04/2016 - Jornal Floripa

A Embraer entregou 44 aeronaves no primeiro trimestre de 2016, o que representa um aumento de 37,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram entregues 32 aviões, divulgou hoje a empresa brasileira de aviação.

Embraer aumenta em 37,5% a entrega de aeronaves no primeiro trimestre do ano

Embraer aumenta em 37,5% a entrega de aeronaves no primeiro trimestre do ano

A companhia entregou 21 jatos para o mercado de aviação comercial e 23 para o de aviação executiva ao longo do primeiro trimestre do ano, referiu num comunicado a Embraer.

No setor de aviação executiva foram entregues 12 jatos leves e 11 jatos grandes no primeiro trimestre de 2016. No campo da aviação comercial foram entregues 19 jatos do modelo Embraer 175 (E175) e dois do Embraer 195 (E195).

Em 31 de março, a carteira de pedidos firmes a entregar (‘backlog’) totalizava 21,9 mil milhões de dólares (19,4 mil milhões de euros).

O principal destaque do trimestre foi a apresentação pública do E190-E2, primeiro modelo da segunda geração da família de E-Jets de jatos comerciais.

Além disso, o trimestre teve o início das operações de E-Jets pela Austrian Airlines (a companhia aérea começou a incorporar 17 jatos usados do modelo E195 à frota), de acordo com a nota.

Sobre o acordo assinado nesta semana com a Horizon Air, subsidiária da Alaska Air, a Embraer sublinhou que se todas as opções forem exercidas serão incluídas na carteira de pedidos do segundo trimestre de 2016.

O acordo prevê 30 jatos E175, com opções de compra para outras 33 aeronaves do mesmo modelo, num total de 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros).

Na aviação executiva, o destaque foi o anúncio da parceria com a Across para comercialização de jatos executivos no México.

Pelo acordo, a provedora de serviço ‘VIP’ para aviação executiva, localizada no aeroporto internacional de Toluca (AIT), nos arredores da Cidade do México, tornou-se um representante da Embraer.

Já o Phenom 300 conquistou pela terceira vez consecutiva a posição de jato executivo mais entregue do mundo.

A Embraer tem duas fábricas em Évora, um investimento de 180 milhões de euros, e um centro de engenharia e tecnologia que entrou em funcionamento em 2014.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Aeroporto de Congonhas terá terminal ampliado e novo estacionamento

RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

10/04/2016  - Folha de São Paulo

Mais opções

Uma concorrência pública a ser aberta no segundo semestre pela Infraero prevê reformar e ampliar o aeroporto de Congonhas, na zona sul de SP e o terceiro mais movimentado do país. As obras, segundo a previsão, seriam concluídas até 2018 ou 2019.

A principal intervenção será o aumento do terminal, dos atuais 64,5 mil m² para 100,8 mil m², o que ampliará em 46% a capacidade de abrigar passageiros –de 17,1 milhões para 25 milhões anuais.

Marlene Bergamo/Folhapress
Passageira no aeroporto de Congonhas, onde plano da Infraero prevê reforma até 2019
Passageira no aeroporto de Congonhas, onde plano da Infraero prevê reforma até 2019

A medida, quando concluída, jogará pressão para aumentar os voos no aeroporto.

Haverá, ainda, dez novas pontes de embarque; hoje são 12. As pontes ligam o terminal aos aviões e reduzem o inconveniente dos passageiros.

Atualmente, boa parte das aeronaves em Congonhas estaciona em posições chamadas de "remotas" –nas quais o avião fica parado em pátio afastado do terminal ao lado da pista, e ônibus são usados para embarque e desembarque das pessoas.

Outra medida prevista é a exploração de duas áreas ociosas do aeroporto, hoje usadas como estacionamento de táxis. Em uma delas, seria construído um novo edifício-garagem com ao menos 3.000 vagas. O atual espaço tem 2.554 vagas.

Ao lado, estão reservados 10,7 mil m² para um empreendimento comercial –um hotel, um centro empresarial ou shopping; a decisão ficará a cargo do vencedor dessa concorrência pública.

A ampliação de Congonhas mais recente foi feita em 2006.
Folhapress

SOLUÇÃO

Em situação financeira crítica desde que o governo federal concedeu os aeroportos mais lucrativos do país à iniciativa privada, a Infraero não tem condição de bancar as obras –no ano passado, por exemplo,o prejuízo da estatal foi de R$ 3 bilhões.

Agora, a empresa pretende obter o dinheiro para a reformulação de Congonhas concedendo à iniciativa privada apenas a área comercial do aeroporto, mesmo modelo que pretende adotar no Santos Dumont, do Rio.

A vencedora, assim, ficaria com as receitas comerciais por 25 anos e, em troca, faria as obras no local.

A partir da assinatura do contrato, a empresa terá um ano para obter as licenças da obra e outro para executá-la –como, segundo a Infraero, a concorrência pública deve ser lançada em julho ou agosto, a conclusão ficaria para daqui pouco mais de dois anos.

A empresa espera arrecadar R$ 3,5 bilhões durante esse período com parte do lucro obtido pelo futuro administrador, segundo André Luís Marques de Barros, diretor comercial da Infraero.

A previsão é elevar as receitas comerciais da empresa, na comparação com as atuais, em 50% a 70%.

Em cenário de recessão, a empresa aposta que conseguirá atrair investidores pela importância de Congonhas –principal aeroporto executivo do país, abriga a ponte aérea para o Santos Dumont (Rio), a rota mais movimentada do Brasil.

Em apresentações prévias a potenciais interessados, o projeto foi bem recebido, disse o diretor da Infraero.

INTERESSADOS

Segundo a estatal, entre os interessados estão administradores de shopping center, concessionários de aeroportos e fundos de investimento. Empreiteiras poderão participar desde que comprovem experiência com gestão de áreas brutas locáveis –como centros comerciais.

O projeto piloto para essa iniciativa aconteceu em Goiânia. Em janeiro, a empresa Socicam se comprometeu a pagar R$ 97,6 milhões para gerir a área comercial do aeroporto da cidade por 11 anos, também em troca de obras de expansão.

PRESSÃO

A decisão de expandir o terminal de passageiros de Congonhas jogará pressão sobre a limitação ao número de voos do aeroporto, em vigor desde o acidente com um Airbus da TAM em 2007.

O aeroporto tem capacidade para abrigar 41 voos por hora, segundo a Aeronáutica. Na prática, esse número não costuma ser atingido –de 32 a 33 voos são da aviação regular (TAM, Gol, Azul e Avianca). O restante é destinado à aviação geral e executiva.

Até o desastre de nove anos atrás, que matou 199 pessoas, Congonhas tinha 48 pousos ou decolagens por hora.

Mas, desde então, uma das duas pistas deixou de ser usada pela aviação regular, o que acabou reduzindo a capacidade do aeroporto.

Questionada sobre os planos da Infraero, a Aeronáutica diz não haver previsão de aumentar a capacidade da pista. A ampliação do aeroporto, porém, abre espaço para pressão nesse sentido, pois as companhias aéreas sempre tiveram interesse em operar em mais voos ali.

"Não há dúvidas de que a atenção dos investidores do negócio estará diretamente relacionada à possibilidade de aumento deste número", diz Érico Santana, consultor em negócios aeroportuários. "Elevando-se o número de operações [pousos e decolagens], o número de passageiros e a receita comercial aumentam", afirma.

Para ele, outra maneira de tornar o investimento no aeroporto mais atrativo para o setor privado seria o retorno dos voos internacionais.

A Infraero, porém, diz que a medida não está nos planos da estatal neste momento.

Os novos planos para Congonhas deixam reticentes moradores do entorno, como os que integram a Amam (Associação dos Moradores e Amigos de Moema).

"A Amam não quer de maneira alguma o fechamento de Congonhas, mas crê que qualquer ampliação no número de passageiros deve levar em conta o princípio básico que norteia todo aeroporto: a segurança de quem voa e de quem é vizinho", afirma José Roosevelt Júnior, presidente da entidade.

Também é preciso levar em conta estudos de impacto de vizinhança e ambiental e a criação de mecanismos para reduzir o ruído nos bairros do entorno de Congonhas, diz.

Outro empecilho tem relação com o patrimônio histórico. Congonhas é tombado pelo Conpresp, órgão municipal que regula o setor. Qualquer intervenção deve ser submetida ao conselho. 

Aeroporto de Navegantes registra maior crescimento de tráfego aéreo do Brasil em 2015

11/04/2016 - Flap Internacional

Aeroporto de Navegantes registra maior crescimento de tráfego aéreo do Brasil em 2015
Os aeroportos de Navegantes/SC, Foz do Iguaçu/PR, Confins/MG, Congonhas/SP e Goiânia/GO, nesta ordem, registraram em 2015, o maior crescimento de tráfego aéreo entre os 33 aeroportos com maior movimentação de aeronaves do País, de acordo com estudo do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA). Os números consideram pousos, decolagens e outros movimentos (cruzamentos, toques e arremetidas) da aviação comercial (regular e não-regular), geral (executiva e experimental) e militar. Segundo o Anuário Estatístico de Tráfego Aéreo 2015, o Aeroporto Internacional de Navegantes, o segundo em número de passageiros no estado de Santa Catarina, registrou crescimento de 6,4% nos movimentos de aeronaves, passando de 32.490 em 2014 para 34.567 no ano passado. Cerca de 13,5% da movimentação do aeroporto refere-se à aviação comercial e 55% à aviação geral. No entanto, a aviação militar foi a que mais cresceu em Navegantes: variação de 12,6% ante 2014. Em seguida, aparecem os aeroportos de Foz do Iguaçu (+6%), Confins (+5,9%), Congonhas (+2,5%) e Goiânia (+ 2,1%). A computação dos dados do aeroporto de São José dos Campos (SP) não foi processada no período de janeiro a maio de 2015 devido a uma atualização do sistema da torre de controle. Se considerados apenas os meses com resultado tabulado, o crescimento alcança a marca de 35%. O estudo também ajuda a identificar os períodos de maior e menor fluxo de aeronaves nos últimos três anos, segundo informações do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). Em janeiro de 2015, o Aeroporto de Navegantes registrou 4.484 movimentos de aeronaves, o melhor número mensal do aeródromo catarinense na série histórica iniciada em janeiro de 2013. O dado foi fortemente impactado pela alta na aviação geral, que respondeu por 3.214 movimentos no período. Para vizualizar todas as informações do relatório, acesse o portal www.aviacao.gov.br. 

Companhias aéreas apostam em entretenimento durante a viagem


De TV a wi-fi, a diversão está garantida durante o voo. Outro avanço é a liberação de equipamentos eletroeletrônicos no modo avião

10/04/2016 - JC Online

Azul oferece TV ao vivo durante os voos graças a parceria com a SKY / Foto: Azul/Divulgação
Azul oferece TV ao vivo durante os voos graças a parceria com a SKY / Foto: Azul/Divulgação

Da Editoria de Economia

Passar horas em um avião já não é mais tão cansativo como antes. As companhias aéreas estão investindo em tecnologias para proporcionar aos passageiros entretenimento durante a viagem. Entre as opções estão TV a cabo, wi-fi e aplicativos próprios que permitem acesso a livros e filmes, por exemplo.

Para as empresas de aviação brasileira, a aposta está em plataformas personalizadas, como por exemplo a TAM Entertainment. O passageiro baixa o sistema em lojas virtuais antes de embarcar e depois tem acesso a 50 filmes e 42 episódios de séries, além do mapa do voo. Já a companhia portuguesa TAP possui quiosque digital com jornais e revistas. O número total de publicações a que cada pessoa tem acesso varia de acordo com a classe e a tarifa.

A Azul Linhas Aéreas oferece TV ao vivo em parceria com a Sky na maioria dos jatos Embraer 190 e 195. São 48 canais ao vivo e até nove canais com programação gravada gratuitos para todos os usuários. O serviço foi importado dos Estados Unidos, devido a parceria entre a JetBlue (que é como a Azul nos EUA) e a DirecTV (dona da Sky).

Para os usuários, principalmente aqueles que utilizam o meio de transporte com regularidade, as tecnologias são bem-vindas. É o que diz o servidor público federal Abelardo Lopes, 52 anos. “Viajo uma média de 10 vezes por ano pelo País. Quanto mais diversão for implantada, melhor, porque o voo passa mais rápido”, relata.

Mesmo com tantas opções disponíveis, o serviço mais desejado é o wi-fi a bordo. A Gol será a primeira empresa brasileira, da América do Sul e Central a oferecer o acesso a internet por wireless, com conexão via satélite. A primeira aeronave com esta tecnologia está prevista para entrar em operação ainda este ano. A previsão é de que em menos de três anos, toda a frota da Gol tenha o sistema disponível. A TAP já oferece nas rotas entre a Europa e a América do Norte e do Sul, com custo que varia de acordo com a velocidade utilizada, que vai de 4MB (€5) e 40MB (€30). A TAM e a Azul estudam a viabilidade de implantação.

O bancário Breno Gomes, 22, já usou wi-fi a bordo e afirma que a experiência é diferenciada. “Em voos internacionais, ajuda a ficar menos tenso, já que são mais longos. Uma vez, usei wi-fi em uma viagem de Chicago para Miami, nos Estados Unidos, e consegui conversar com minha família. Já nos trechos nacionais, utilizo TV a cabo ou aplicativos próprios das companhias que disponibilizam jogos”, relata.

Outro avanço é a liberação de celulares, tablets e notebooks no modo avião durante o voo. A função desliga qualquer transmissão ou recepção de sinal pelos aparelhos, o que poderia causar algum tipo de interferência com os sistemas da aeronave. Dessa forma, os usuários podem usar o pacote de dados de internet ou escutar música durante as viagens. Atualmente, as empresas brasileiras Avianca, TAM e Gol autorizam o uso de aparelhos eletroeletrônicos e todas as fases da viagem. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), só após a realização de testes que comprovaram a segurança das aeronaves, foi concedida a permissão.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Azul estreará operações em Sorriso (MT) com voo diário

01/04/2016 - www.viracopos.com.br

Sorriso, no interior de Mato Grosso, será a nova cidade servida pela companhia aérea a partir de 8 de junho – a quinta no estado de Mato Grosso.

A cidade ganhará um voo diário com destino a Cuiabá, ofertado com os modernos turboélices ATR 72-600, de 70 assentos. A companhia encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil* a solicitação para os voos na nova base e aguarda aprovação do órgão.

"O foco na aviação regional é um dos pontos fortes da atuação da Azul. O anúncio das operações em Sorriso reflete exatamente este aspecto, que garantirá acesso ampliado do interior de Mato Grosso para todas as regiões do Brasil. O início da operação ainda dependerá da conclusão de novo acordo de ICMS sobre combustível de aviação no estado e homologação de procedimento de voo por instrumentos no aeroporto de Sorriso. Estamos confiantes no sucesso destas operações, que reforçarão, ainda, nossa posição de liderança no estado", afirma Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul.

A intenção da Azul é que a aeronave decole de Cuiabá às 22h00 e pouse em Sorriso por volta de 23h10. O turboélice, então, faz pernoite no interior do estado e parte no dia seguinte às 8h00, com chegada à capital às 9h06. A oferta semanal nesta rota será superior a 800 assentos.

A Azul garantirá rápidas conexões em Cuiabá aos clientes que partem de Sorriso, com ligações para São Paulo (Campinas e Guarulhos), Sinop, Rondonópolis e Brasília, além de mais opções como Porto Velho, Alta Floresta, Vilhena, Belo Horizonte (Confins), Goiânia e Londrina.

A companhia é líder de operações em Mato Grosso, com mais de 30 decolagens diárias. Somente em Cuiabá, a maior base da Azul no Centro-Oeste do Brasil, são cerca de 25 voos por dia para 17 destinos.

As demais cidades atendidas pela Azul em Mato Grosso atualmente, além da capital estadual, são: Alta Floresta, Sinop e Rondonópolis.

O destino – A cidade de Sorriso está localizada na região norte de Mato Grosso. Com aproximadamente 80 mil habitantes – população constituída por pessoas de todo o país, mas, sobretudo, Sul e Nordeste –, está entre os dez maiores municípios do estado.

A economia local ganha força no agronegócio, com amplas áreas de cultivo de diversas culturas ao longo de todo o ano – este aspecto deve nortear a operação da Azul em Sorriso. Em relação a turismo, estão entre pontos a serem visitados o Salto Magessi do Rio Teles Pires e diversas cachoeiras na região próprias para banhistas.

*As tarifas e venda de passagens para a nova rota somente serão lançadas após a aprovação da operação pela Anac. 


Por www.viracopos.com.br

Aeroporto de São José sofre com concorrência, diz especialista


Proximidade com Guarulhos inviabiliza operação de companhias aéreas

01/04/2016 - Meon Notícias

Henrique Macedo

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Aeroporto de São José passou por reforma com investimento de R$ 16 milhões
Flávio Pereira/Meon

Um grande saguão vazio. Essa é a situação do Aeroporto Professor Umberto Stumpf, em São José dos Campos. Nenhuma companhia aérea opera mais na cidade considerada o berço da indústria aeroespacial brasileira. A TAM, que tinha voos regulares para Brasília, comunicou que vai deixar a cidade a partir do dia 1º de junho. Em dezembro de 2014 foi a Azul que encerrou a operação no aeroporto de São José após quatro anos. A empresa alegou que o baixo movimento de passageiros tornava a manutenção das atividades inviável.

A Prefeitura de São José dos Campos, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, informou que "irá procurar a empresa [TAM] e a Secretaria de Aviação Civil para tentar reverter a decisão. A prefeitura também continuará trabalhando em parceria com a Infraero, administradora do aeroporto, para atrair outras empresas interessadas em operar em São José".

Nos últimos oito anos, o Aeroporto de São José perdeu voos comerciais de quatro companhias: Azul, Gol, OceanAir e TAM.

Obras

Em 2013, a Infraero investiu cerca de R$ 16 milhões em uma reforma que aumentou a capacidade atual do terminal de passageiros, passando de 864 m² para cerca de 5 mil m². A área de embarque recebeu novos portões e a de desembarque a instalação de duas esteiras de restituição de bagagem. Também foram instalados novos balcões de check-in e criadas 320 vagas de estacionamento. 

Para o professor titular do Departamento de Transporte Aéreo do ITA, Cláudio Pinto Alves, o problema de São José é a proximidade com Guarulhos, o que acaba inviabilizando a permanência das companhias aéreas. "O Aeroporto Internacional de Guarulhos é o maior terminal do Brasil, um polo gigantesco que irradia voos para todo lugar do mundo. A vocação de São José tem um lado industrial, uma vocação militar, associada ao DCTA e ensaios em voo, tem atividade razoável nesse campo. No passado, tentou-se transformar São José no aeroporto-indústria, fazer com que as empresas ficassem no entorno, mas acabou não se viabilizando. É um conceito que só Confins (MG) conseguiu adotar com relativo sucesso".

Carga 

O aeroporto também tentou seguir a vocação de terminal de cargas, para escoar a produção das indústrias do Vale e região. Não vingou. "Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos (Campinas) têm muita oferta de voos de carga. Teve uma época que se chegou a fazer o translado da carga do Vale para Guarulhos ou Viracopos de graça. Em São José, havia uma oferta de voos muito pequena, uma vez por semana. Então as indústrias do Vale e região continuaram utilizando os terminais de carga de Guarulhos e Viracopos pela maior oferta de voos", observa o professor.

Cláudio lamenta ver o terminal parado. "É uma pena ver uma instalação tão interessante como a que existe hoje e que vai voltar a ficar ociosa. Esse compartilhamento com a indústria e com o próprio setor militar é difícil de prosperar. Eu vejo num futuro, quando a economia melhorar, que uma rota natural seria para o Rio de Janeiro. Essa é a grande ligação regional", conclui.

Subsídio 

O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, do Governo Federal, que prevê um subsídio às companhias aéreas para custear até 60 passageiros transportados em voos regionais, está parado. O incentivo, que quando aprovado deve iniciar pela Amazônia e depois se estender por todo o interior do Brasil, pode ajudar a incentivar a aviação regional.

Para o coordenador do Gedesp (Grupo de Estudos do Desenvolvimento Econômico Social e Político), de São José dos Campos, Ivair de Paula, um dos problemas é o custo das passagens em São José. "As empresas aéreas deveriam ter uma política de preços diferenciada em São José para atrair moradores do Vale e Sul de Minas. Fica mais barato ir para Guarulhos, por exemplo, por causa do custo das passagens".

terça-feira, 5 de abril de 2016

Embraer lança avião mais econômico e com capacidade para até 106 passageiros

01/03/2016 - R7

Família E2 traz novidades para os modelos da indústria aeronáutica nacional


Novo E190-E2, da Embraer, é lançado em São José dos Campos (SP)

Mais longe e mais potente. Essas duas expressões podem resumir o novo modelo de aeronave E190-E2, lançado pela Embraer. Durante evento na sede da empresa, em São José dos Campos (SP), o roll-out (apresentação) do avião atraiu um grupo de investidores, compradores estrangeiros, imprensa e os próprios funcionários da empresa.

A família E2 traz diversas inovações para o mercado aeronáutico. Uma das principais é o sistema de voo full fly-by-wire, que permite a pilotagem completamente computadorizada. O motor do E190-E2 também foi atualizado, com tamanho maior que o anterior, obrigando a aeronave a fazer mudanças em suas dimensões.

As asas também foram alteradas a fim de ter um desempenho aerodinâmico melhor. Essas alterações resultarão em melhoras significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

Embora o primeiro exemplar tenha sido lançado agora, o primeiro voo da aeronave só está previsto para o segundo semestre de 2016, com entrada em serviço prevista para 2018. Este é o primeiro dos quatro protótipos que serão usados na campanha de certificação da aeronave.

O E190-E2 terá o mesmo número de assentos do atual E190, podendo ser configurado com 97 lugares em duas classes de serviço, ou 106 em classe única. Outro ganho significativo do modelo E2 é a ampliação no raio de alcance da aeronave. Agora, serão 800 quilômetros a mais de distância que podem ser percorridos, com capacidade cobrir distâncias de mais de 5.000 km.

“Hoje demos mais um passo para o futuro da aviação comercial da Embraer com a apresentação mundial da nossa segunda geração de E-Jets”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente da Embraer Aviação Comercial.

Durante a cerimônia de lançamento, compareceram diversas autoridades, como o tenente-brigadeiro Rossato, comandante da Aeronáutica, e Juniti Saito, ex-comandante da Aeronáutica, entre outros. Um pequeno show aéreo com as aeronaves produzidas pela Embraer antecedeu o rollout. Durante a apresentação, o EDA (Esquadrão de Demonstrações Aéreas), a famosa Esquadrilha da Fumaça, fazia manobras nos céus, acompanhada do KC-390, o maior avião fabricado no Brasil.

O programa E2 foi lançado em junho de 2013, com investimento de US$ 1,7 bilhão. Até hoje, já foram 640 pedidos, sendo 267 firmes e 373 opções de compra. A família de E-Jets da Embraer tem cerca de 70 clientes em 50 países, com participação de mais de 50% no mercado global de aeronaves entre 70 e 130 assentos.

* O repórter viajou a São José dos Campos (SP) a convite da Embraer