sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Grupo paranaense planeja aeroporto de R$ 3,5 bilhões

26/11/2014 - Valor Econômico

O governo federal recebeu neste ano um pedido de autorização para construção e exploração de um grande aeroporto privado próximo a Ponta Grossa, no interior do Paraná (a 75 km de Curitiba). Com foco na movimentação de cargas, o empreendimento da Companhia Aeroportuária Campos Gerais (CACG) teria investimentos totais calculados em R$ 3,5 bilhões. 

Mas o projeto já encontra entraves. Nos planos dos controladores, o aeroporto seria construído em uma área de 50 quilômetros quadrados e integraria os sistemas rodoviário e ferroviário. Ficaria na divisa dos municípios de Palmeira e Ponta Grossa e ainda abrigaria uma área alfandegária. A ideia do grupo é que as empresas instaladas na área do terminal importem componentes sem impostos. De acordo com informações da CACG, o empreendimento está em fase de licenciamento ambiental. Estão previstas pelos idealizadores do projeto quatro etapas de obras. 

Na primeira, seriam construídas duas pistas de pousos e decolagens e instalação dos sistemas de segurança, pátios de estacionamentos de aeronaves, armazéns e hangares para cargas, além de um terminal de passageiros "para atender à demanda inicial". O terminal, em longo prazo, teria quatro pistas de operação simultânea para pousos e decolagens, com 3,5 quilômetros de extensão cada, com capacidades para receber as maiores aeronaves comerciais do mundo, como o Airbus A380. Os controladores apresentam o projeto dizendo que ele será o maior terminal de cargas e passageiros da América Latina e que pode alcançar um tráfego de 750 mil pousos e decolagens por ano. O aeroporto de Guarulhos (SP), atualmente o maior do país, tem cerca de 300 mil pousos e decolagens anuais. Mas transformar o projeto em realidade pode não ser uma tarega fácil. 

Os controladores do aeroporto fizeram a solicitação à Secretaria de Aviação Civil (SAC) em agosto na modalidade "outorga de aeródromo civil público por meio de autorização". Nesses moldes, o empreendimento é liberado apenas para certos voos, como os executivos e de táxi aéreo. Em agosto, a documentação começou a ser analisada pela SAC. Neste mês, o procurador federal Moises Rubbioli Cordeiro, chefe adjunto da assessoria jurídica junto à SAC, emitiu parecer afirmando que o plano de negócios está baseado na operação de uma atividade (voos regulares de cargas e passageiros) não permitida para aeroportos privados sob regime de autorização. A regulamentação para aeroportos que operem voos regulares está sendo discutida na esfera federal, com envolvimento tanto do Palácio do Planalto como de parlamentares do Congresso. 

Por enquanto, aeroportos privados que movimentem voos comerciais regulares não podem ser liberados. Os grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também estão interessados na nova regulamentação. Ele têm planos para construir o Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), empreendimento de R$ 5 bilhões, com capacidade para 50 milhões de passageiros ao ano (mais que Guarulhos, que atualmente comporta 42 milhões). Além do problema da legislação, o parecer emitido pelo procurador federal sobre o aeroporto dos Campos Gerais apontou problemas na apresentação de documentos sobre a propriedade do terreno onde o empreendimento seria erguido. O Valor entrou em contato com o presidente da Companhia Aeroportuária Campos Gerais, Edison Morozowski, que não concedeu entrevista até o fechamento desta edição. 

Fonte: Valor Econômico
Publicada em:: 26/11/2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Azul recebe seu segundo A330-200

26/08/2014 - Aviação Brasil

Foto: Marcos Junglas
Foto: Marcos Junglas

Ostentando a bandeira do Brasil em sua fuselagem e batizada de “Nação Azul”, a segunda aeronave Airbus A330-200 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras já está no Brasil e fez sua internacionalização no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte. O avião, de matrícula PR-AIV, partiu de Lake Charles, nos Estados Unidos, e segue em preparação para operar voos domésticos e internacionais. Outros cinco modelos A330-200 arrendados pela companhia chegarão ao Brasil nos próximos meses para reforçar a frota.

“Essa iniciativa é uma nova homenagem que fazemos a todos os brasileiros e uma forma de reforçar a imagem do nosso país em terras estrangeiras. Chegar aos Estados Unidos com a bandeira do Brasil estampada em um de nossos A330-200 será um momento muito especial. Além disso, damos continuidade à tradição da companhia de personalizar aeronaves e oferecer uma experiência especial aos Clientes”, afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Cultura da Azul. Além da pintura especial no A330-200, arte inspirada pode ser vista em um dos modelos Embraer E195 da companhia. Batizado de “Brasil” e registrado com a matrícula PR-AYV, a aeronave também leva a bandeira nacional em sua fuselagem, desde 2011.

Em abril deste ano, a Azul anunciou a aquisição de sete A330-200 para voos internacionais a partir de 1º de dezembro. Os destinos serão Fort Lauderdale/Miami e Orlando, nos Estados Unidos, com voos diários e diretos a partir de Campinas para cada uma das cidades norte-americanas. Além disso, em 2017, a companhia receberá cinco modelos A350-900, uma das aeronaves mais modernas do mundo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Dois anos atrasado, trem até Cumbica só sai em 2016

04/11/2014 - O Estado de S. Paulo

Inicialmente prevista para 2014, a Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que ligará São Paulo ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, só deve ser entregue em 2016.

O novo prazo foi anunciado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nesta terça-feira, 4.

Outra linha da empresa que sofreu alterações no cronograma é a 9-Esmeralda, na sua extensão até Varginha, na zona sul da capital paulista. Isso faz com que ambas estejam dois anos atrasadas.

A administração tucana culpa uma suposta demora na remessa de recursos do governo federal para as duas obras.

Além disso, no caso da Linha 13, que será feita em elevado e conectará a Estação Engenheiro Goulart, na atual Linha 12-Safira, à região do Terminal 4 de Cumbica, o problema de contaminação no terreno do campus da USP Leste, por onde um trecho do ramal passará, contribuiu para a demora.

É o que disse também nesta terça-feira o presidente da CPTM, Mário Bandeira.

Sempre tínhamos trabalhado com 18 meses (para a conclusão da obra), após todas as interferências e as licenças ambientais concluídas. Passamos por várias áreas de interferência. Tivemos problemas ali com a USP Leste. Não é culpa é nossa e não vou dizer que a culpa é da USP Leste, mas, na realidade, aquela questão do embargo da USP acabou, de uma certa forma, gerando alguns reflexos no nosso projeto.

Ainda segundo o dirigente, na semana que vem ele irá a Brasília para tentar fazer avançar o projeto da transposição da Rodovia Presidente Dutra, na Agênica Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Nós temos interferências de travessia junto à(s Rodovias) Ayrton Senna e Dutra e temos que aprovar isso junto às duas agências, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e a ANTT. Então, na realidade, 18 meses a gente conta quando nós tivermos todos os projetos e todas as aprovações concluídas. Alguns atrasos aconteceram por força disso.

Questionado se o prazo de 18 meses para a construção da Linha 13 já começou a ser contado, ele disse que sim.

Já contou, mas acontece que as obras não trabalham de uma forma concatenada.

Em setembro do ano passado, o governador Alckmin havia dito que as obras durariam 18 meses a partir daquela data, quando assinou a ordem de serviços para o início da construção.

Em 2012, o governo prometeu a Linha 13 para 2014.

Essas duas linhas, tanto a 13 quanto a 9, têm recursos do OGU (Orçamento Geral da União). Só que não chegaram até agora. Então, a nossa parte já acabou. Agora seria a parte federal, estamos esperando assinar nos próximos dias. Então Linha 13 a gente calcula 18 meses (até ficar pronta) e Linha 9, menos tempo, 14 meses, disse Alckmin nesta terça-feira.

De acordo com ele, a extensão da Linha 9 até Varginha, que acrescentará duas estações ao ramal, também deve ser entregue em 2016. O duro é você começar a obra, porque tem que fazer projeto, licenciamento ambiental, licitação, assinatura de contrato... Agora, está no ritmo que não termina mais. Então, 18 meses a nova linha para Cumbica e 14, 12, 15 meses, nessa faixa, o prolongamento até Varginha (na Linha 9).

Custos

No ano passado, a gestão Alckmin tinha prometido esse prolongamento de 4,5 km da linha até o fim de 2014.

A previsão do governo do estado é que 110 mil passageiros usem as Estações Mendes-Vila Natal e Varginha quando elas passarem a funcionar.

A obra custará R$ 633 milhões.

Por sua vez, a Linha 13-Jade, até Cumbica, terá 12 km e três estações: Engenheiro Goulart, Guarulhos-Cecap e Aeroporto.

A obra, que seguirá o eixo da Rodovia Hélio Smidt, custará R$ 2,1 bilhões. Ao todo, a expectativa é de 120 mil usuários por dia nesse ramal.