quarta-feira, 29 de abril de 2015

Investimentos garantem vôos mais baratos para SP no Aeroporto de Dourados

28/04/2015 - A Crítica de Campo Grande – MS


Fonte: Prefeitura de Dourados

Foto: A. Frota


A Azul tem vôos diários com partidas de Dourados às 3h20, 14h03 e 18h35 para Campinas e mais 100 destinos no Brasil

Reestruturado, o aeroporto Francisco de Matos Pereira, de Dourados, ampliou o numero de vôos e hoje oferece condições para que uma região de 1 milhão de habitantes possam acessar o Brasil de norte a sul. São pelo menos 100 destinos nacionais.

Muitas pessoas ainda não sabem que com planejamento custa mais barato voar de Dourados do que por Campo Grande. Nesta segunda-feira, 20, o trecho entre Dourados e São Paulo pela Passaredo custava a partir de R$ 119,00 + taxas. Já pela Azul era possível comprar o trecho neste dia a partir de R$ 129,90 + taxas.

A Passaredo voa para Guarulhos e a Azul para Campinas. De Campinas para o centro de São Paulo a Azul disponibiliza ônibus. Os vôos são feitos em aeronaves ATR 72 500 e 600, de última geração. Os turboélices (turbinas com hélices expostas) utilizados pelas companhias Azul e Passaredo são aeronaves novas e muito seguras.

Mas, para conseguir melhores preços nas passagens é preciso planejamento, ou seja, comprar com pelo menos 30 dias de antecedência. Esse sistema é ideal para viagens a passeio, férias, participação em congressos, feiras e outros eventos. Já no caso das viagens executivas raramente é possível comprar com grande antecedência. Mesmo assim, comprando com uma semana de antecedência, os preços não são altos.

A Azul tem vôos diários com partidas de Dourados às 3h20, 14h03 e 18h35 para Campinas e mais 100 destinos no Brasil e alguns internacionais. Já a Passaredo tem uma partida diária para Guarulhos às 11h55 e aguarda autorização da Anac (Agência de Aviação Civil) para uma segunda, às 18h10, com previsão de início em junho. A Passaredo oferece vôos para 13 destinos.

O prefeito Murilo aguarda a licitação das obras do novo terminal de passageiros, a ampliação da pista e a implantação da nova estrutura de segurança área, que permitirão a operação de aeronaves de até 180 passageiros. Com isso, novas companhias áreas que já tem estudo de viabilidade para Dourados passarão a operar na cidade.

Dourados está inserido prioritariamente no PIL Aeroportos (Programa de Investimento em Logística: Aeroportos) do Governo Federal. Falta apenas a finalização da licença ambiental pela empresa responsável para que o Banco do Brasil licite as obras.

Desde que era vice-governador do Estado Murilo intervém e faz gestões para melhorias no aeroporto de Dourados. Agora, com a ampliação, que vai custar em torno de R$ 40 milhões, o aeroporto ficará pronto para atender toda a região, inclusive na área de cargas.

"Nós sabemos da importância desse aeroporto para o desenvolvimento de uma região de 1 milhão de habitantes. Por isso temos trabalhado tanto para ampliá-lo e melhorá-lo sempre. Hoje a população da região não precisa mais ir a Campo Grande para voar. E estamos trabalhando para cada vez mais nosso aeroporto oferecer mais serviços", afirma Murilo.

Rotas regionais garantem rentabilidade crescente às empresas aéreas no Brasil

28/04/2015 - O Globo


Destinos do interior apresentam maior demanda e ocupação de voos, dizem executivos do setor


POR GLAUCE CAVALCANTI

RIO – Manter a operação focada nas linhas de maior rentabilidade — em que a alta demanda garante elevadas taxas de ocupação — vem exigindo das empresas aéreas brasileiras uma gestão da malha de voos mais precisa. A procura por linhas regionais vem garantindo rentabilidade em diversas regiões do país, afirmam executivos do setor, levando a substituição de rotas para cidades como Brasília.


Movimentos no segmento vão depender da liberação dos recursos do Programa para o Desenvolvimento da Aviação Regional

A partir do mês que vem, a Azul terá 13 novas rotas nesse segmento, enquanto a Gol já avalia rever sua estratégia de manter uma frota padronizada, composta por aviões Boeing, que poderia limitar a atuação na aviação regional. A TAM aposta com força na parceria com a Passaredo, chegando a mais nove destinos no país, como Araguaína (TO) e Sinop (MT).

— O interior do Brasil tem crescido mais que as capitais. No momento, a fórmula da Gol de ter uma frota única é acertada. Mas não significa que não possamos ver outros aviões para voar para outros destinos. Primeiro, precisamos avaliar para quais podemos operar com nossos aviões — conta Alberto Fajerman, diretor de Relações Institucionais e Alianças da companhia.

A gestão da malha já demonstra o interesse da Gol no regional. Este ano, a companhia iniciou operações em Ribeirão Preto (SP), Juiz de Fora (MG), além de ter ampliado a oferta de voos em Carajás e Altamira, no Pará, e em Manaus.

Os grandes movimentos no segmento, porém, vão depender da liberação dos recursos previstos no Programa para o Desenvolvimento da Aviação Regional, que concederá subsídios às companhias. Esses recursos virão do Fundo Nacional de Aviação Civil, alimentado pelas outorgas dos aeroportos concedidos à iniciativa privada.

— Investimos onde a proposta de mercado é mais competitiva, oferecendo melhores produtividade e serviço, com a melhor relação custo benefício — explica Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

As novas rotas da companhia, continua ele, têm como norte a ativação do mercado regional.

— Estamos fazendo isso mesmo antes do processo de regulamentação do plano (da aviação regional). São mais nove ATRs este ano e sete jatos Embraer. A rentabilidade da empresa não espera o processo de regulamentação do plano, que já é lei — diz Neves.

OPERAÇÕES FOCADAS EM RESULTADO

Com a grande expansão do mercado doméstico na última década no país, a base de passageiros das aéreas já está elevada. Como o câmbio subiu, puxando os custos das companhias aéreas, que são altamente atrelados ao dólar, pode estabilizar um pouco a evolução do setor, diz Mário Bernardes Junior, analista da BB Investimentos. O momento é de ajuste preciso na malha de voos.

Nesse sentido, a Azul fez ajustes como a substituição de quatro voos do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, para Brasília por outros quatro para Uberlândia e Belo Horizonte, em Minas Gerais, Navegantes e Florianópolis, em Santa Catarina. O Galeão terá saídas para Macaé. Em Guarulhos, São Paulo, houve redução na oferta para Cuiabá, Fortaleza (CE) e Brasília, abrindo linhas para Cascavel e Maringá, no Paraná, e Joinville (SC). Em aeroportos mineiros, Confins contará com voos para Cabo Frio e para Ilhéus (BA); Pampulha, para Brasília. De São Luís do Maranhão haverá rotas para Belém (PA) e Fortaleza.

A Azul, no entanto, vai suspender as operações em Campina Grande (PB) e Araguaína (TO).

— Há uma seleção de dez a 15 cidades no país em que a viabilidade das operações depende do plano da aviação regional, como São José dos Campos ou Araguaína e Campina Grande, onde apostamos por um ano.

A ideia é não deixar as cidades de onde a empresa deixa de operar desatendida. Araguaína está entre os destinos cobertos pela Passaredo, que fechou um acordo de code-share com a TAM. A voadora do grupo Latam inicia também este ano operações em Bauru e São José dos Campos, no interior de São Paulo, Jaguaruna (SC) e Juazeiro do Norte (CE).

terça-feira, 28 de abril de 2015

Maior avião comercial, A380 completa 10 anos

27/04/2015 - Diário Catarinense

Vendas estão abaixo da expectativa de mercado, com 317 pedidos efetuados e 150 aviões pintados com as cores de 13 companhias aéreas. Não há nenhum voo regular para o Brasil

FOTO: JUSTIN TALLIS / AFP

A Emirates é a maior cliente do A380, com 50 encomendas. A rota para Londres é uma das operadas com o modelo

No início do projeto, havia dúvidas se companhias aéreas iriam comprar um avião com tamanho do Airbus A380, com capacidade média (de acordo com a configuração interna) para 525 passageiros. Passados 10 anos do voo inaugural, o mercado ainda está abaixo da expectativa da fabricante. A projeção da Airbus era chegar a 1,5 mil unidades por volta de 2020.

Das 317 encomendas recebidas até o momento, a fabricante já entregou pouco menos da metade. Cerca de 150 A380 são operados por 13 companhias aéreas, transportando 2 milhões de passageiros por mês. Em algum lugar do mundo, um A380 decola ou pousa a cada quatro minutos. O maior comprador é Emirates, com 50 pedidos realizados em 2013.

A perspectiva de crescimento do tráfego aéreo internacional, principalmente para a Ásia, norteou o projeto do superjumbo. Hoje, o avião opera em quase cem rotas, para 45 destinos, ligando grandes aeroportos. Não há nenhum voo para o Brasil. O jato fez apenas demonstrações para potenciais clientes no aeroporto de Guarulhos, logo depois do lançamento do modelo.

As diferentes combinações internas permitem até uma classe executiva com suítes privadas de três cômodos. Na parte econômica, a configuração garante 11 assentos por fileira.

— Temos algumas inovações de cabine que visam uma ainda maior otimização do espaço, permitindo adicionar mais assentos nas classes executiva e econômica premium — afirma Frank Vermeire, chefe do marketing da empresa.

Nesse caso, o número de assentos médio passaria para 600, aumentando a receita das companhias aéreas.

O A380 tem preço de tabela de cerca de US$ 430 milhões, mas analistas do setor afirmam que compradores costumam garantir descontos para confirmar o negócio. A Airbus investiu US$ 15 bilhões no projeto e pretendia obter retorno do investimento depois de ter 250 pedidos em mãos. Mas como não obteve esse resultado, transferiu a perspectiva de entrar no azul para este ano.

O voo experimental decolou da pista da fábrica, em Toulouse, na França, no fim de abril de 2005. A estreia em linha regular ocorreu em 25 de outubro de 2007, entre Singapura e Sydney, pela Singapore Airlines.
*Zero Hora

Avião com primeiro voo comercial de Jaguaruna decola nesta segunda

27/04/2015 - G1

Solenidade para marcar voo foi marcada por protesto de professores.

Todas passagens foram vendidas, segundo Tam; voos serão diários.


Do G1 SC


Muitos moradores estiveram no local para ver o avião decolar

O primeiro voo comercial do Aeroporto Regional de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, decolou na tarde desta segunda-feira (27), às 15h20. Autoridades estiveram presentes na solenidade e houve tumulto.

Segundo a assessoria de imprensa da Tam, o Airbus A319 partiu lotado. No total, 144 passageiros compraram as passagens do voo de Jaguaruna para Congonhas. Os voos serão operados cinco vezes por semana.

O secretário de Infraestrutura de Santa Catarina, João Carlos Ecker, o secretário de Estado de Assuntos Estratégicos, Geraldo Althoff, deputados e prefeitos estiveram na solenidade.


Idoso precisou ser atendido no aeroporto

Tumulto

Houve tumulto quando alguns políticos deixaram o avião que chegou de São Paulo e depois partiu novamente, com destino a Congonhas. A Polícia Militar utilizou esprei de pimenta contra professores estaduais em greve que estavam no local e pediam negociação com o governo do estado.

Muitos moradores da cidade estiveram no aeroporto para ver o pouso e decolagem do avião. Devido à aglomeração de pessoas do saguão do aeroporto, um idoso passou mal e precisou ser atendido no local.

Aeroporto

O acesso e o terminal ficaram prontos há quase cinco anos. Porém, ainda faltavam licenças e autorizações de liberação, por isso, o terminal continuou fechado. Foram investidos quase R$ 70 milhões. São mais de 300 hectares e 2,5 quilômetros de pista.

Esses voos que vão levar passageiros de Jaguaruna para São Paulo permitem mais de 900 conexões. Da capital paulista, o passageiro pode ir para diversas outras cidades do Brasil e até pra fora do país. Uma oportunidade que deixa empresários de todos os setores animados.

"É um momento novo para nós, passageiros, cidadãos, para nós empresários, para o nosso trabalho, é muito importante. Facilita, baixo custo, ganhamos tempo, é mais seguro do que se deslocar pra Florianópolis ou Porto Alegre", afirmou o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Murilo Bortoluzzi.

A expectativa é de alavancar o desenvolvimento no Sul do estado. "Uma multinacional, ou mesmo de outra região do país, não vai se instalar numa região em que não houver um aeroporto de porte", afirmou o secretário Geraldo Althoff.

O setor imobiliário de Sangão e Jaguaruna já sente os reflexos. Os preços dos terrenos perto do aeroporto estão supervalorizados. "Nós começamos com R$ 2 mil o hectare. Hoje, se for lá ao redor do aeroporto, vão pedir R$ 100 mil o hectare", afirmou o presidente da Associação Empresarial de Jaraguna e Sangão (Acirj), Evaldo Ávila.

Aéreas ampliam voos internacionais para reduzir risco cambial

28/04/2015 - O Globo

Empresas adotam novas rotas e centros de distribuição para elevar ganho em dólar

GLAUCE CAVALCANTI

glauce@oglobo.com.br

Com 60% dos custos atrelados ao dólar, as companhias aéreas nacionais se esforçam para elevar a receita em moeda estrangeira. Precisam fazer frente a obrigações em dólar em paralelo à volatilidade do real. A Azul avalia iniciar mais dois voos para a Flórida em outubro e reforçou as operações para os EUA em períodos de alta temporada. A Gol ampliou o acordo de code-share (compartilhamento de voos) com a Air France/KLM e passou a vender diretamente bilhetes para destinos de França e Holanda. Em breve, incluirá Inglaterra, Itália e Alemanha no portfólio de destinos. Já a TAM anunciou um novo hub (centro de distribuição de rotas) de voos nacionais e internacionais no Nordeste para o fim de 2016.

bloomberg/dado galdieri/31-3-2015

Flórida. Jato da Azul pousa no Rio: forte no regional, aérea amplia voos para EUA


Esses projetos são estratégias para aliviar a pressão cambial no caixa das empresas, conta Mário Bernardes Junior, analista da BB Investimentos:

— A alta cambial é oportunidade para elevar as viagens internacionais. É um nicho de passageiros menos suscetíveis à variação de preço e ciclos econômicos, fatores que pressionam a demanda.

'A PRESSÃO TARIFÁRIA EXISTE'

Com a alta do dólar nos últimos meses, as empresas devem trabalhar para manter a margem de lucro e focar nas rotas mais rentáveis, ajustando a malha de voos no Brasil e no exterior, explica o analista:

— O preço médio da passagem no Brasil está caindo e é preciso voar com os aviões cheios. O problema da guerra tarifária parecia ter sido superado. Com a acomodação da demanda, a briga por preço voltou. Mas havia gordura a ser queimada.

A Azul, que iniciou suas operações internacionais em dezembro, com dois voos diários ligando Campinas a Fort Lauderdale/ Miami e a Orlando (EUA), avalia ter mais dois voos para a Flórida a partir de outubro, diz o presidente Antonoaldo Neves:

— Anunciamos Nova York para outubro, mas mudamos para março de 2016. Para um voo diário para Nova York, teríamos que ter dois aviões na ligação noturna entre Brasil e EUA, cada um voando num sentido. A Flórida aceita voo diurno, permitindo fazer bate e volta. Com dois aviões, teremos o dobro da oferta que teríamos para Nova York.

A decisão, diz ele, é exemplo da permanente gestão da malha aérea. A Azul reforçou a oferta para a alta temporada. Terá frequências adicionais nas férias de julho para Orlando. E, de 2 de dezembro e 14 de fevereiro de 2016, saídas extras para Miami. Neves reconhece que a queda do preço médio das passagens no Brasil é uma realidade:

— A pressão tarifária existe. É bom, permite que mais gente voe. Mas tem que ter rentabilidade. Metade dos clientes em Viracopos já vem de outras cidades do país: 25% do interior de São Paulo e 25%, da capital paulista. Isso fortalece o conceito de hub da Azul em Campinas.

A Azul não tem planos de comprar a portuguesa TAP, diz:

— Quem acompanha de perto o processo é David Neeleman, criador da Azul. E há, claro, interesse pelas sinergias com o Brasil.

LINHA PARA CUBA

A Gol planeja fechar 2015 com 16% da receita vindo da área internacional, ante 13% hoje, diz Alberto Fajerman, diretor de Relações Institucionais e Alianças da empresa. A voadora chegou a destinos da Europa, com a expansão do code-share com Air France/KLM. A Gollog, unidade de transporte de carga da Gol, também fechou acordo com o grupo estrangeiro.

— As companhias têm alta dependência do dólar, com combustível, leasing e outros custos em moeda americana. Quando o dólar sobe, o custo em real aumenta — explica Fajerman, destacando que a Gol tem dois terços da receita internacional garantidos por operações próprias, sobretudo para América do Sul e Caribe, enquanto EUA e Europa são atendidos por parcerias.

A Gol opera voos para 16 destinos no exterior e obteve permissão para iniciar uma linha para Cuba. No começo de 2014, passou a operar para Tobago. Em julho, voará de São Paulo para Mendoza, Argentina. E pediu autorização para voar Natal-Buenos Aires no segundo semestre.

A TAM anuncia até dezembro em que cidade do Nordeste (Fortaleza, Natal ou Recife) ficará seu novo hub, projeto de US$ 1,3 bilhão. A ideia é gerar demanda para o Nordeste e ampliar voos do grupo entre América do Sul e Europa.

Este ano, a TAM começou a operar novo voo entre Recife e Buenos Aires e inaugurou uma linha para Toronto, no Canadá. Em junho, ligará Brasília a Orlando e Buenos Aires. No mês seguinte, a linha Brasília-Miami será diária. Já em outubro, inicia a rota São Paulo-Barcelona.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Governo e Infraero querem ampliar voos na Pampulha

26/04/2015 - Hoje em Dia - MG

Giulia Mendes – Hoje em Dia

Carlos Henrique/Hoje em Dia

Desde a transferência de voos para Confins, a Pampulha apresenta volume reduzido de passageiros

O aeroporto da Pampulha, que funciona com movimento reduzido há dez anos, desde que voos com aeronaves de maior porte e entre as capitais foram transferidos para o aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, já tem o aval do governo de Minas para ampliar a operação. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso, o terminal da Pampulha passará por reformas estruturais para receber mais passageiros. Hoje, comporta até 2,2 milhões de pessoas/ano.

Segundo a Infraero, responsável pelo terminal, um ciclo de obras acaba de ser concluído. O terminal ganhou nova torre de controle, reforço do pavimento do pátio 2 e nova subestação de energia.

E com a transferência da unidade do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (Ciaar), que hoje funciona na Pampulha, para Lagoa Santa, novas reformas e ampliações serão definidas.

"Estamos fazendo estudos sobre a capacidade do aeroporto da Pampulha para saber com quantos voos ele pode operar. A ideia é otimizar a área que é utilizada hoje para taxiar aeronaves. E a área do Ciaar também poderá ser um local para abrigar aeronaves que irão pernoitar. Precisamos definir alguns passos para que o Pampulha volte a operar grandes aviões", disse Altamir.

A Infraero informou, por meio de nota, que já atualizou o plano diretor do aeroporto para realizar a expansão e que aguarda parecer do Comando da Aeronáutica, já que as instalações são compartilhadas com a Força Aérea Brasileira (FAB).

Para dar início às obras será necessário incorporar a área militar à área atual do aeroporto. O texto da Infraero diz ainda que o assunto está sendo estudado entre a direção da empresa e a FAB e que o crescimento da demanda também definirá as possibilidades de desenvolvimento.

"O aeroporto da Pampulha tem condições de trabalhar com outras companhias. Os empresários que vêm de capitais como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Vitória costumam reclamar que não podem descer no aeroporto de Belo Horizonte. Pampulha pode operar neste sentido sem prejudicar a eficiência do aeroporto de Confins", explica o secretário.

Analista acredita que terminal mantém limitações estruturais

Para o coordenador do curso de Ciências Aeronáuticas da Universidade Fumec, Deusdedit Reis, especialista em segurança de voo e infraestrutura aeroportuária, a Pampulha não tem condições estruturais para operar como antes.

"Seria uma regressão. Não vejo problema em liberar voos nos horários em que o aeroporto está um pouco mais ocioso, afinal, o terminal tem uma boa estrutura para movimentos pequenos. Mas como era antes, na década de 1990, início dos anos 2000, não há estrutura. A razão da transferência para Confins foi justamente essa, Pampulha não dava conta do volume de voos e passageiros que tinha", disse.

"Se os voos voltarem para a Pampulha será uma competição desigual, todo mundo prefere não sair de BH para pegar seus voos", completou Deusdedit.

Na pista de pouso e decolagem do aeroporto da Pampulha, não são necessárias reformas para receber aviões de grande porte, segundo o especialista Deusdedit Reis.

"A presidente Dilma Rousseff quando vem a Belo Horizonte desce no aeroporto da Pampulha com aviões Airbus e Embraer, portanto não é inseguro. A pista não tem problema, existe apenas uma dificuldade. Pampulha não tem aproximação de precisão para voo de instrumento. Ou seja, enquanto em Confins pode-se descer até 200 pés (60 metros) quando o tempo está ruim, na Pampulha o pouso do avião só pode ser feito com uma descida de até 800 pés (240 metros). Numa situação como esta, se não tiver visibilidade, o piloto precisa arremeter, não tem outra alternativa, mas isso não é um voo inseguro. Mas não há como melhorar isso com reforma ou equipamento, que seria uma espécie de rampa de três graus, porque de qualquer maneira os obstáculos no entorno da pista não permitiriam uma aproximação segura", explicou.

Em 2007, a Anac proibiu que aeronaves com mais de 50 assentos operassem na Pampulha. Também estabeleceu que para sair de Belo Horizonte para outra capital, o avião teria que fazer uma escala dentro de Minas Gerais. Essa portaria foi anulada em 2010 e ficou definido que os critérios seriam avaliados caso a caso pela agência. Os voos atualmente autorizados são para aeronaves de até 70 assentos. "A limitação da Anac para aeronaves que comportam apenas 70 passageiros refere-se mais à capacidade do aeroporto de receber essas pessoas e não à segurança da pista", afirmou Deusdedit.

TAM e Gol já avaliam criar partidas de Belo Horizonte

Questionadas pela reportagem sobre a possibilidade de voltar a operar no aeroporto da Pampulha, as companhias aéreas Gol e TAM informaram, por meio de nota, que não descartam ampliar suas operações e que novos voos estão sendo avaliados.

A TAM disse ainda que segue trabalhando para operacionalizar o acordo assinado com a empresa Passaredo para oferecer aos clientes mais nove destinos no país, incluindo Pampulha e Uberaba.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou 41 novos voos nacionais diretos do Aeroporto da Pampulha que vão operar ainda em 2015, segundo o deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB). Ivair pediu uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que será realizada no dia 5 de maio, às 15h30, para discutir o "novo plano de desenvolvimento do aeroporto da Pampulha" com representantes da Anac, da Infraero, do Estado, da prefeitura de Belo Horizonte e de outros órgãos envolvidos.

"Qualquer grande metrópole tem que ter no mínimo dois aeroportos em funcionamento total. Queremos saber os reais objetivos do governo", disse o deputado. Ainda conforme Ivair, a Anac analisa pedidos de 12 novos voos solicitados pela Passaredo e pela Azul Linhas Aéreas.

Neste mês, a Azul lançou a rota entre BH e Vitória, no Espírito Santo. Já no dia 4 de maio, a companhia irá fazer os primeiros voos do terminal com destino a Brasília. No mesmo dia 11, será inaugurado o voo da Azul da Pampulha para o Rio de Janeiro, aeroporto Santos Dumont. Além disso, a companhia aérea Passaredo já iniciou a venda de passagens para voos sem escalas da Pampulha para Porto Seguro, na Bahia, a partir do dia 2 do mês que vem.

Voo inaugural nesta segunda-feira marca o início das operações no Aeroporto de Jaguaruna, no Sul do Estado

26/04/2015 - Diário Catarinense

Expectativa da empresa que administra o aeroporto é de movimentar 6,5 mil passageiros ao mês no primeiro ano de linhas comerciais


Kiara Domit
kiara.domit@diario.com.br


Estudos para viabilizar o aeroporto em Jaguaruna começaram em 2000

Foto: Ulisses Job / especial


O primeiro voo do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, de Jaguaruna, decola nesta segunda-feira. A linha JJ3819 sai do Sul do Estado, às 15h05min, levando 144 passageiros com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O voo é da TAM, primeira companhia a operar em Jaguaruna. Outro, que sai de São Paulo às 13h10min, pousa às 14h30min em Jaguaruna. Voos diários de ida e volta, entre São Paulo e Jaguaruna, estarão disponíveis de segunda a sexta.

A expectativa da RDL, empresa que administra o aeroporto, é de movimentar 6,5 mil passageiros ao mês no primeiro ano de linhas comerciais. A proposta é embarcar 1 milhão de pessoas nos oito primeiros anos de atuação. Como a demanda de passageiros é grande na região, existe uma expectativa de que, em um curto prazo, outras linhas sejam ofertadas. Segundo o gerente de operações da RDL, Fernando Castro, a Gol já demonstrou interesse em Jaguaruna. A companhia aérea informou, por meio de assessoria, que por enquanto não há novidade sobre o assunto.

As conversas entre lideranças e estudos para viabilizar o aeroporto começaram em 2000. Um estudo técnico decidiu pela instalação em Jaguaruna, cidade de 18 mil habitantes localizada a 20 quilômetros de Tubarão, no Sul do Estado. Apesar da definição, a primeira parte da obra só ficou pronta em 2006, com a conclusão da pista. Pronto para operar desde 2013, o empreendimento aguardou quase um ano pela homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), quando foi inaugurado, no dia 1o de abril de 2014, e mais um ano por licenças obrigatórias para operar comercialmente, paralelas a negociações com a TAM.

R$ 60 milhões em investimento

Foram cerca de R$ 60 milhões em investimentos. O 22o aeroporto de Santa Catarina e o sétimo a entrar para a lista dos que operam voos comerciais no Estado, o Aeroporto de Jaguaruna deve beneficiar cerca de 900 mil pessoas de 48 municípios do Sul de SC, de acordo com o governo do Estado. Uma das grandes vantagens do terminal é o acesso via BR-101, diferencial sobre o Aeroporto Diomício Freitas, de Forquilhinha, que opera no Sul do Estado desde 1979 e hoje dispõe de voos diários da Azul.

Uma das obras de infraestrutura mais aguardadas e importantes da região Sul, ao lado da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, a duplicação da BR-101 e a via rápida, em Criciúma, o aeroporto promete facilitar o acesso a São Paulo. Juntas, as obras abrem caminho para empresas e indústrias explorarem o potencial do Sul de SC.

"Será um catalisador", diz associação

O presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), César Smielevski, acredita que o aeroporto abrirá uma janela para que empresas olhem o Sul de Santa Catarina com o objetivo de instalação. Para ele, o aeroporto funcionará como um catalisador para a vinda de outras empresas e indústrias para cá.

Smielevski avalia que será crucial para a economia do Sul do Estado estar ligado por um voo direto, de cerca de uma hora e meia, a São Paulo. Outro fator importante para o Sul de SC é a Via Rápida, ainda em obras, que facilitará o acesso do centro de Criciúma à BR-101 e ao aeroporto.

— As obras estruturais estão chegando ao fim e tudo isso está convergindo para melhorar as condições do Sul — completa.

Aeroportos comerciais de SC

l Serfain Enoss Bertaso (Chapecó)

l Diomício Freitas (Forquilhinha/Criciúma)

l Hercílio Luz (Florianópolis)

l Lauro Carneiro de Loyola (Joinville)

l Ministro Victor Konder (Navegantes)

l Santa Terezinha (Joaçaba)

l Humberto Ghizzo Bortoluzzi (Jaguaruna)


Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

Nova Rio-SP nos céus

26/04/2015 - O Globo

Ancelmo Gois

oglobo.com.br/ancelmo

O tempo de voo entre Rio e São Paulo pode ser encurtado de cinco a dez minutos.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) pretende adotar uma nova aerovia, estrada virtual nos céus, ligando as duas cidades.

O problema é…

Esta nova aerovia conta com a oposição da Embraer.

É que este novo traçado passa pela região onde a empresa realiza seus testes com aviões novos. Teria que transferir o treinamento para uma área mais distante.

No setor aéreo, a hipocrisia voa alto

27/04/2015 - O Estado de S.Paulo

Mercado está repleto de protecionismo, inclusive nos EUA; solução para o problema é o fim dos incentivos

THE ECONOMIST

george frey/reuters

Ajuda. Aéreas americanas, como a Delta, também receberam subsídios

Foi um trabalho formidável de detetive. Investigadores contratados por três grandes companhias aéreas americanas levantaram informações fornecidas a agências reguladoras de todo o mundo por três concorrentes que vêm se expandindo de forma acelerada – Emirates, Etihad e Qatar. Todas as três são estatais de países do Golfo Pérsico. E o resultado do levantamento é o retrato mais detalhado já feito sobre os instrumentos a que os governos desses países recorrem para favorecer suas empresas aéreas.

Segundo as empresas americanas, que na semana passada tornaram públicos os documentos em que baseiam suas alegações, as aéreas de Dubai, Abu Dabi e do Qatar desfrutam de um número sem-fim de benefícios, incluindo ajudas financeiras, "empréstimos" sem juros ou qualquer cronograma de pagamento e serviços prestados a preços abaixo do custo em aeroportos estatais. Ao longo dos últimos dez anos isso representou um auxílio de US$ 42 bilhões.

Delta, American e United Airlines, as companhias que encomendaram a investigação, ficaram escandalizadas – sem brincadeira – ao descobrir que algumas empresas do setor aéreo recebem assistência governamental. Mas, ao apontar os problemas que viram nas concorrentes, chamaram atenção para suas próprias fragilidades. Um outro lobby, representante dos passageiros que viajam a negócios, resgatou um estudo realizado em 1999 pelo serviço de pesquisas do Congresso americano. O documento mostra que, desde o nascimento da aviação comercial no país, em 1918, o governo americano ofereceu todo tipo de auxílio às companhias aéreas, de subsídios diretos à construção de aeroportos e torres de controle, totalizando a fortuna de US$ 155 bilhões.

Grande parte desse pacote de generosidades foi estancado há muito tempo. Mas uma isenção de impostos sobre o combustível para a aviação, que beneficiou a Delta em dezenas de milhões de dólares ao ano, só foi revogada este mês, depois de uma decisão da Assembleia Legislativa do Estado da Geórgia, onde fica a sede da companhia. E se a proibição à formação de sindicatos nos países do Golfo, que mantém baixos os gastos com mão de obra, constitui uma vantagem "artificial", como sustentam as aéreas americanas, o mesmo também não se poderia dizer da lei de falências em vigor nos Estados Unidos, que permitiu a elas se desobrigar do pagamento de pensões e de outros compromissos financeiros?

As três maiores aéreas internacionais dos Estados Unidos têm boas razões para se preocupar: as chamadas "super-conectoras" do Golfo vêm abocanhando participações de mercado das companhias europeias, avançam em mercados africanos cada vez mais atrativos e começam a progressivamente expandir suas malhas de rotas para cidades americanas. Mas há muitas boas razões, além da generosidade de seus acionistas-controladores estatais, que explicam as razões de as super-conectoras se saírem tão bem: a localização vantajosa de suas bases de operação entre a Europa e a Ásia; a qualidade superior de seus serviços e o apelo de seu marketing; e suas frotas de aeronaves novas e eficientes.

Desde 1918, governo dos EUA já ofereceu US$ 155 bilhões em incentivos às empresas aéreas

Essas discussões a respeito de que companhias se beneficiam de quais subsídios são apenas o mais recente capítulo de uma história deprimente. Apesar de todo o discurso sobre "céus abertos", o setor aéreo é e sempre foi marcado por protecionismo e favorecimento, operações de socorro e ajudas financeiras movidas a dinheiro público. No passado eram as ferrovias americanas que se queixavam da concorrência desleal do nascente setor aéreo. Agora são as companhias aéreas do país, ou pelo menos algumas delas, que reclamam da concorrência desleal de suas rivais estrangeiras. E o tempo inteiro, são os interesses dos produtores que ocupam o centro do palco, deixando os interesses dos consumidores e contribuintes em segundo plano.

Em vez de usar as queixas das companhias aéreas como justificativa para adotar mais medidas protecionistas, os Estados Unidos fariam mais por seus cidadãos se eliminassem as restrições à participação acionária de estrangeiros nas áreas do país e liberalizassem de uma vez e por completo a operação de voos domésticos.

Vantagem. Assim como os contribuintes americanos sairiam ganhando se a torneira dos subsídios governamentais fosse fechada, os consumidores americanos também se beneficiariam, mesmo não havendo reciprocidade por parte dos governos do Golfo e de outros países. Se a Etihad, a Ryanair ou qualquer outra empresa quiser operar voos entre Dallas e Los Angeles, não há por que impedi-las de fazer isso. As agências antitruste deveriam obrigar os aeroportos americanos a abrir "slots" e balcões de check-in para a entrada de novos concorrentes no mercado. A mesma lógica vale para a Europa – e também para os países do Golfo.

Os benefícios econômicos da existência de céus verdadeiramente abertos, em lugar dos céus apenas um pouco entreabertos que se tem hoje, mais do que compensariam os eventuais prejuízos causados a uma ou outra empresa aérea em particular. Estudo feito em 2006 por encomenda do setor de viagens revela que uma liberalização integral de apenas 320 dos 2 mil acordos bilaterais de aviação, então identificados, geraria ganhos econômicos do tamanho da contribuição que a economia brasileira deu naquele ano ao crescimento do PIB mundial. Por mais que as aéreas do Golfo sejam tratadas a pão de ló por seus governos, favorecer companhias que não têm condições de competir é uma vitória do protecionismo sobre os passageiros. E isso tem de acabar.

© 2015 THE ECONOMIST NEWSPAPER LIMITED. DIREITOS RESERVADOS. TRADUZIDO POR ALEXANDRE HUBNER, PUBLICADO SOB LICENÇA. O TEXTO ORIGINAL EM INGLÊS ESTÁ EM The Economist - World News, Politics, Economics, Business & Finance

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Azul Linhas Aéreas completa sua frota de A330

22/04/2015 - Mercado & Eventos

Companhia recebeu as últimas duas aeronaves de um total de sete unidades dedicadas aos voos internacionais

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras recebeu mais duas unidades do Airbus A330-200, completando sua frota de sete aeronaves do modelo, dedicadas aos voos internacionais. Dois aviões já entraram em processo de modernização (ou retrofit no jargão da indústria), os quais receberão um novíssimo interior, com o que há de mais avançado em termos de conforto e tecnologia. As demais aeronaves passarão pelo mesmo processo, de forma gradual, até novembro deste ano.

"Estamos trabalhando para colocar em operação a primeira aeronave com o novo produto da Azul até agosto. As demais entrarão gradativamente até novembro. Vamos oferecer aos nossos Clientes muito conforto a bordo, com poltronas espaçosas e boas opções de entretenimento", diz Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Cultura da Azul.

As recém chegadas aeronaves vêm com pinturas especiais. Uma delas é dedicada ao programa de vantagens da companhia, o TudoAzul. Já a outra, carrega em sua fuselagem uma pintura nas cores da Azul Viagens, operadora de turismo da Azul.
Rafael Massadar

Anac aprova concessão de 10 anos à ABSA para transporte de passageiros e cargas

23/04/2015 – Paraná-online

ESTADÃO conteúdo

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) outorgou concessão para exploração de serviço de transporte aéreo público regular de passageiros e cargas à empresa ABSA Aerolinhas Brasileiras. O prazo de concessão à companhia, que tem sede social em Campinas (SP), será de 10 anos. A decisão está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 23.

Azul lança quatro rotas domésticas

23/04/2015 - Folha de São Paulo

A Azul começa a operar, a partir do próximo dia 11 de maio, quatro novas rotas domésticas. Serão dois voos saindo de Guarulhos –um para Maringá (PR), outro para Joinville (SC)–, que custam a partir de R$ 89,90; e outros dois que partem do Rio de Janeiro: um para Uberlândia (MG), via Santos Dumont, por R$ 99,90, e outro para Macaé (RJ), via Galeão, a R$ 119,90.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Gol inicia vendas de voo direto São Paulo-Mendoza

17/4/2015 - Panrotas

Rodrigo Vieira

A Gol começou hoje a vender passagens de seu voo direto de São Paulo (GRU) para Mendoza, na Argentina, que será operado a partir de 4 de julho. Será um voo às quarta-feiras e outro aos sábados que sai às 10h10 da capital paulista e chega às 14h na capital argentina. A volta sai de Mendoza às 16h45 e chega em São Paulo às 20h.

Mendoza é o quinto aeroporto com voo da Gol na Argentina, ao lado dos dois principais de Buenos Aires (Ezeiza e Aeroparque), além de Rosário e Córdoba. Trata-se da 72ª base e do 16º destino internacional da aérea brasileira. A companhia, aliás, será a única a ter voo direto entre Mendoza e o Brasil. Os trechos serão realizados com aeronaves Boeing 737-800.

Mendoza é uma das principais cidades turísticas da Cordilheira dos Andes, conhecida pela grande quantidade de vinícolas locais. Outro destaque é o Cerro Aconcágua, a maior montanha do planeta fora da Ásia, com mais de seis mil metros de altitude. Além disso, é sede das estações de esqui Los Penitentes, com mais de 20 pistas de diferentes graus de dificuldade.

Depois de Cubana interromper voos, rota SP-Havana deve voltar pela Gol

19/04/15 - O Tempo – MG

Autorização da Anac prevê que companhia aérea realize até três viagens semanais para a capital cubana

FOLHAPRESS

SÃO PAULO, SP – A companhia aérea Gol recebeu, nesta semana, autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para realizar voos entre o Brasil e Cuba. A decisão, publicada no 'Diário Oficial' desta terça-feira (14), prevê a realização de até três viagens semanais para a capital cubana, Havana.

"Dias e horários serão estudados com o início do plano estratégico comercial e operacional da nova base", informou a empresa, em comunicado. Não há, portanto, previsão para o início da operação ou informações sobre os aviões usados e preços.

A rota Guarulhos-Havana foi atendida pela Cubana de Aviación entre 1993 e 2005, tendo sido retomada em julho de 2013 os voos regulares da companhia, que eram semanais, no entanto, voltaram a ser interrompidos em fevereiro deste ano.

O escritório da Cubana no Brasil, ainda em funcionamento, vende apenas voos esporádicos, segundo o aeroporto.

Governo quer aéreas na disputa pela TAP

22/04/2015 - O Estado de S.Paulo

REUTERS

O governo brasileiro está incentivando empresas nacionais a participarem na privatização da TAP-Air Portugal. Foi o que disse, ontem, em Lisboa, o vicepresidente do Brasil, Michel Temer, após uma reunião com o vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas.

Portugal quer privatizar a TAP ainda neste semestre, e os interessados têm até dia 15 de maio para apresentar propostas vinculantes.

Temer disse que tem falado do assunto com algumas empresas, citando Gol, a Azul, a Avianca e a TAM, do grupo Latam. "No caso do Brasil temos, naturalmente, incentivado as empresas brasileiras a participarem nesta privatização", disse. "Esta é uma questão privada, mas o objetivo é este: se as empresas brasileiras puderem participar na TAP, vão se sentir em casa", disse Temer. "Já há uma integração extraordinária entre a aviação portuguesa e o turismo, porque isto naturalmente incrementa o turismo de parte a parte, do Brasil e de Portugal."

Esta é a segunda tentativa de privatização da TAP. Em 2012, o governo português recusou a única proposta de compra, feita pela Synergy do magnata German Efromovich que controla a Avianca. O processo foi relançado em novembro."

sábado, 18 de abril de 2015

Azul terá quatro novas rotas domésticas em maio

16/04/2015 - Panrotas

Diego Verticchio

A Azul lançará a partir de 11 de maio quatro novas rotas domésticas, duas com saídas do Rio de Janeiro e outras duas saindo de São Paulo. Da capital carioca, a empresa aérea terá uma ligação entre o Aeroporto do Galeão para Macaé, com 11 voos por semana, sendo dois (de manhã e à noite) durante semana e um voo à noite aos domingos. Ainda do Rio de Janeiro, a Azul inicia a rota para Uberlândia através do Aeroporto do Santos Dumont. A operação será feita de domingo a sexta-feira, às 21h12.

De São Paulo, os dois novos voos da Azul partem de Guarulhos para Joinville e Maringá. Para a cidade catarinense a operação será feita seis vezes na semana, de domingo a sexta, decolando às 12h35. Já para a cidade paranaense a rota será realizada 12 vezes na semana, sendo dois diários de segunda a sexta e um diário nos finais de semana

Embraer fecha trimestre com queda de US$ 500 milhões em pedidos de jatos

16/04/2015 - Folha de São Paulo

DA REUTERS

A Embraer entregou 20 jatos comerciais e 12 executivos no primeiro trimestre do ano, com sua carteira firme de pedidos fechando março em US$ 20,4 bilhões, um recuo de US$ 500 milhões contra dezembro.

Apesar do crescimento no número de aeronaves comerciais entregues –foram 14 no mesmo período de 2014– o segmento representa maior pressão nas margens da Embraer, na avaliação de analistas. Ao mesmo tempo, no segmento executivo houve queda ante os 20 jatos entregues de janeiro a março de 2014.

As 20 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2015 na aviação comercial foram jatos E175, enquanto, na executiva, a companhia entregou 10 jatos leves e 2 jatos grandes.

A concentração das entregas de jatos comerciais exclusivamente no E175 mostra uma deterioração significativa do mix de vendas nesse segmento, na visão de analistas do Itaú BBA, já que no primeiro trimestre de 2014 os E-Jets menores responderam por 64% das entregas nesse segmento.

"Esse é o primeiro trimestre desde que a linha completa de E-Jets entrou em serviço (2006) que todas as entregas estão concentradas em um único modelo", afirmaram.

O cenário tende a se repetir daqui em diante. Do total de 454 pedidos firmes a entregar no segmento comercial da Embraer, 177 correspondem aos jatos comerciais de menor porte E170 e E175 da primeira geração e 100 unidades ao E175 da segunda geração.

Os analistas do Itaú BBA acrescentaram que as entregas, consideradas fracas, apontam para mais um trimestre ruim para a empresa, que também deve ser impactado pela deterioração no capital de giro.

O governo federal liberou o pagamento de cerca de R$ 120 milhões à Embraer, parte de uma dívida total entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões com a fabricante, principalmente relacionada ao cargueiro KC-390, mas não deu data para que o restante da dívida seja quitado, a depender do ajuste fiscal.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Embraer entregou 32 jatos no primeiro trimestre

16/04/2015 - G1

Foram 20 para aviação comercial e 12 para a executiva.

No período, empresa teve pedidos firmes da KLM e da Republic Airways.


Do G1, em São Paulo

Aeronave modelo E175 (Foto: Divulgação/Embraer)


A Embraer comunicou nesta quinta-feira (16) que entregou 32 jatos no primeiro trimestre de 2015. Desses, 20 foram para aviação comercial – todos do modelo E175 –, e 12 para executiva. Em 31 de março, a carteira de perdidos firmes a entregar totalizou US$ 24 bilhões.

Neste início de ano, a fabricante de aeronaves anunciou o pedido firme de 15 jatos E175 pela KLM Cityhopper, subsidiária regional da holandesa KLM. O contrato também inclui opções para 17 E-Jets adicionais, e tem valor estimado em US$ 764 milhões.

No mesmo período, a Embraer assinou contrato com a Republic Airways Holdings Inc para cinco jatos E175, com valor estimado de US$ 22 milhões, e previsão de entrega para meados de 2016.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Companhia aérea da Nova Zelândia já pode operar no Brasil

15/04/2015 - Folha de São Paulo
 
DA REUTERS

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou o funcionamento no Brasil da companhia da Nova Zelândia Air New Zealand, que poderá atuar na venda de bilhetes de passagem ou de carga.

O aval foi publicado na edição extra do Diário Oficial da União da última sexta-feira (10).

Com o interesse no turismo para a nação do Pacífico Sul em ascensão, a Air New Zealand tem expandido suas rotas globais, aumentando voos para a China e outros países asiáticos.

A Air New Zealand transportou 1,1 milhão de passageiros em fevereiro, alta de 5 por cento sobre o mesmo período do ano passado.

Empresa aérea terá três frequências semanais para Cuba

15/04/2015 - O Estado de S.Paulo

REUTERS

● A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alocou três frequências semanais para a companhia aérea Gol realizar serviços aéreos entre o Brasil e Cuba. A decisão consta em portaria da edição do Diário Oficial da União publicada ontem. Na região do Caribe, a Gol já voa para República Dominicana e Aruba.

No último dia 9, a aérea informou que havia iniciado o projeto de voar para Havana, com o envio da solicitação à Anac. Na ocasião, informou que o próximo passo é solicitar um horário de voo, conhecido como Hotran. Como o voo depende da autorização da Anac, a companhia aérea não sabe informar quando terá início a operação e nem se o trajeto será feito com voos diretos ou com escalas.

O aval da Anac à Gol foi anunciado dias depois da Cúpula das Américas, que pela primeira vez teve a participação de Cuba. O encontro dos países americanos ocorreu nos dias 10 e 11 de abril, no Panamá.

Em dezembro, Cuba e Estados Unidos anunciaram a retomada das relações diplomáticas após mais de 50 anos de cisão.

Em fevereiro, a companhia Cubana de Aviación cancelou os voos semanais que tinha entre São Paulo e Havana.

Desde então, a principal opção para o trajeto passou a ser a Copa Airlines, que faz escalas no Panamá.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Empresa Sete quer fazer voos regulares entre Teresina e São Raimundo Nonato

13/04/2015 - Portal O Dia – PI

Geysa Silva

(geysacsilva@hotmail.com)

A empresa Sete Linhas Aéreas está interessada em explorar uma linha de voo passando na rota Teresina, Floriano e São Raimundo Nonato, saindo da cidade de Imperatriz, no Maranhão. A informação é do deputado estadual Fábio Novo (PT), que esteve em São Raimundo Nonato na última quinta-feira (09) e conheceu a estrutura do aeroporto que agora passa por uma adequação exigida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Novo conversou com o secretário de Transportes do Estado, Guilhermano Pires, e destaca que reparos na pista estão sendo feitos, de acordo com as normas da ANAC, de modo que o aeroporto passe a receber voos de empresas que queiram explorar a linha.



"O objetivo é fazer as adequações do aeroporto através de algumas intervenções nas cabeceiras da pista. Também será instalada uma cerca de concreto em toda a área e um sistema de água para atender à casa de passageiros", pontua o deputado.

Segundo o secretário de Transportes Guilhermano Pires, a Sete Linhas Aéreas deseja fazer voos regulares alternados, ou seja, dia sim, dia não. O avião escolhido é o modelo Cessna Caravan, com capacidade para transportar nove pessoas, além da tripulação.

"Essa é uma boa notícia para o Piauí, especialmente para São Raimundo Nonato, pelo grande potencial turístico que essa região possui. Vamos, agora, aguardar que sejam feitos esses ajustes para que o aeroporto comece a operar normalmente, gerando empregos, renda e trazendo divisas para o nosso Estado", conclui Fábio Novo.

O aeroporto

Com uma pista de pouso tem 1.650 metros, o aeroporto de São Raimundo Nonato, localizado na zona rural do município, já estão recebendo voos privados e pode operar, inclusive, no período noturno. Toda a estrutura, incluindo a parte hidráulica, elétrica, iluminação, elevador interno, piso, cobertura, forro, vidros, bancadas, área de quiosques e lojas está pronta.
Edição: Geysa Silva

Companhias aéreas anunciam voos diários entre MA e outros 4 Estados

13/04/2015 - G1

Sete Linhas Aéreas anuncia ligações para TO e PI nesta segunda (13).

Em março, Azul havia anunciado frequências para CE e PA.

Do G1 MA

A Sete Linhas Aéreas anunciou, nesta segunda-feira (13), novas rotas de voos diários operados no Maranhão. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur).

De acordo com o diretor comercial da companhia Décio Assis, a partir do dia 15 de junho, haverá voos diários partindo de Palmas (TO), com parada em Imperatriz (MA) e chegada a São Luís (MA). O retorno é de São Luís, com parada em Imperatriz e chegada a Palmas.

Também haverá voo diário entre Teresina (PI) e São Luís, com passagem por Imperatriz. Segundo a empresa, os voos serão realizados em aeronaves de 30 lugares.

Ceará e Pará

Em março, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras havia anunciado a oferta de novos voos a partir de São Luís. A companhia solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para retomar a operação diária para Belém (PA), que era oferecido somente na alta temporada de verão, e para incluir uma ligação para Fortaleza (CE).

A previsão de início das operações é 11 de maio, segundo a companhia. As novas frequências serão realizadas por turboélices ATR 72, equipados com 70 assentos. Atualmente, a Azul oferece voos para Belém, Belo Horizonte (MG), Fortaleza e Teresina.

Incentivo

A ampliação da malha aérea seria resultado de uma redução da alíquota do ICMS do querosene determinada pelo governo estadual com o objetivo de tornar o Estado mais competitivo no setor.

A secretária de Turismo Delma Andrade informou que houve o aumentou de incentivos para as companhias aéreas, com carga tributária de 17% para operações em aeroportos maranhenses, 12% para operações em dois aeroportos e 7% para três ou mais aeroportos ou promoção de voos internacionais a partir do Maranhão. A alíquota praticada anteriormente era de 25% para todas as empresas.

Andrade também afirmou que a expansão pretende anunciar voos para Carolina, na Chapadas das Mesas, com saída de Brasília e parada em Pamas.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Licitação fica para setembro e obras no Leite Lopes devem acabar em 2016

13/04/2015 - G1

União confirma investimento para ampliar aeroporto de Ribeirão Preto (SP).

Obras federal e estadual devem ser realizadas simultaneamente, diz Daesp.


Adriano Oliveira

Do G1 Ribeirão e Franca


Pista do Aeroporto Leite Lopes será ampliada para receber aviões de grande porte

A internacionalização do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), deve continuar no papel pelo menos até o fim do ano. Isso porque, o processo de licitação das obras deve ser iniciado "a partir de setembro", segundo informou a Secretaria de Aviação Civil (SAC), após encontro do ministro Eliseu Padilha com a prefeita Dárcy Vera (PSD) e vereadores locais, em Brasília (DF).

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), por sua vez, comunicou que depende da abertura da licitação por parte do Governo Federal, para licitar as obras que lhe cabem no projeto – desapropriação da área onde a pista será ampliada e construção de um túnel na Avenida Thomaz Alberto Whatelly. "Da nossa parte, não há nenhuma pendência", disse o superintendente Ricardo Volpi.

Incluído no programa de aviação regional do Governo Federal, o Leite Lopes receberá cerca de R$ 521 milhões em investimentos, como readequação da pista para operação de aeronaves maiores, que fazem rotas internacionais e transporte de cargas, construção de uma nova seção contra incêndio e de um novo terminal de passageiros com 30 mil metros quadrados, além de ampliação do pátio de aeronaves.

De acordo com o cronograma apresentado pelo ministro na última quinta-feira (9), a previsão é de que o Plano de Controle Ambiental, uma espécie de licença para que as obras sejam realizadas, fique pronto em junho. Já o anteprojeto deve ser finalizado em setembro, para só então ser encaminhado para aprovação.

Padilha também defendeu que as obras dos governos Federal e Estadual sejam feitas paralelamente, destacando que a ampliação da pista – que cabe à União – só poderá ser feita após a desapropriação da área e do deslocamento da Avenida Thomas Alberto Whatelly, que passará embaixo da pista do aeroporto, em direção à Rodovia Anhanguera (SP-330), projeto chamado "mergulhão".


Projeto de internacionalização do Aeroporto Leite Lopes custará cerca de R$ 521 milhões à União, Estado e Prefeitura

Tudo em dia

Em entrevista ao G1, o superintendente do Daesp, Ricardo Volpi, também defendeu que as obras federal e estadual sejam realizadas simultaneamente. Por isso, ele disse que o Estado licitará as obras que são de sua competência, assim que a SAC iniciar a licitação da parte que lhe cabe. "Nós vamos iniciar juntos, a ideia é essa. Vamos seguir o cronograma que o ministro anunciou", disse.

Volpi explicou que o projeto executivo do "mergulhão", que custará R$ 70 milhões aos cofres estaduais, foi protocolado em junho de 2013. O licenciamento ambiental também já teria sido apresentado à SAC em julho de2014. Quanto ao Decreto de Utilidade Pública (DUP) para desapropriação da área – 390 mil metros – também está pronto e aprovado.

"Nós estamos prontos para iniciar. Está tudo em dia, tudo aprovado. A expectativa anunciada pelo ministro é que em setembro poderemos licitar. Assim que o Governo Federal falar 'nós vamos licitar tal dia', nós também licitamos", afirmou o superintendente do Daesp.

Um encontro entre representantes da SAC e do Daesp para tratar da aprovação preliminar do anteprojeto do terminal de passageiros e definição das obras a serem executadas pelo Estado foi agendada para maio.

Sem crédito, Viracopos já tem atraso de quase um ano em obras

12/04/2015 - O Globo

Consórcio espera empréstimo do BNDES. Sócia faz parte da Lava-Jato

LINO RODRIGUES

lino.rodrigues@sp.oglobo.com.br

"Temos orgulho do que fizemos até agora. Falta só um terço das obras" Luiz Alberto Küster

Presidente da Aeroportos Brasil

Perto de completar um ano de atraso na entrega das obras, que deveriam ter sido concluídas em maio de 2014, um mês antes da Copa do Mundo, a Aeroportos Brasil, concessionária do aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, ainda depende de um segundo empréstimo de R$ 600 milhões junto ao BNDES para cumprir o que prometeu quando assinou o contrato de concessão, em fevereiro de 2012. A empresa admite que os problemas da sua sócia, a UTC Participações, alvo da operação Lava-Jato, da Polícia Federal, têm prejudicado não só a liberação do dinheiro do BNDES, como a obtenção de crédito no mercado. Procurado, o BNDES não comenta o assunto.

michel filho


Aniversário. Prestes a completar um ano de atraso, obras do aeroporto de Viracopos estão incompletas. Gastos na primeira etapa já superam R$ 3,3 bilhões

INAUGURAÇÃO ÀS PRESSAS

O descumprimento do prazo também já rendeu um auto de infração após uma inspeção técnica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e que pode acabar em multa de até R$ 170 milhões, conforme a previsão máxima para este tipo de irregularidade. A conclusão das obras, agora prevista para setembro, segundo o presidente da concessionária, Luiz Alberto Küster, só irá acontecer se o BNDES liberar o financiamento ainda este mês. Sem os recursos do banco de fomento, fornecedores — que estão com pagamentos atrasados há meses — e passageiros terão que continuar esperando.

Inaugurado às pressas para atender ao cronograma de desembarques de algumas seleções que vieram para a Copa (Portugal e Japão, entre elas), em junho do ano passado, o novo terminal permanece inacabado. Exclusivo para operação internacional, os problemas são muitos e, no mínimo, atrapalham a ainda pequena movimentação de usuários que desembarcam ou embarcam em um dos sete voos diários (37 por semana).

Eles têm que desviar de tapumes, atravessar passagens improvisadas, caminhar por corredores escuros e dividir o espaço com operários em plena atividade. Falta também colocar o forro na estrutura de metal do prédio, que está com a fiação e canos do ar-condicionado aparentes, e terminar a área que abrigará os voos nacionais, cujas portas de entrada ainda estão cobertas por tapumes. Até setembro, se tudo correr como espera Küster, os guichês das viagens domésticas deverão migrar do terminal antigo, que também passou por reformas no primeiro ano de concessão, para o novo.

— Temos orgulho do que fizemos até agora. Falta só um terço das obras — tenta justificar Küster, um dos mais otimistas no início das obras e que chegou a dizer que o "novo" aeroporto de Campinas seria entregue dois meses antes do prazo previsto.

O primeiro ciclo de obras, que inclui a construção do terminal de passageiros, que deveria ser entregue em 11 de maio de 2014, já consumiu R$ 3,3 bilhões, valor bem acima da previsão de R$ 2,6 bilhões. No total, terão quer ser investidos R$ 9,52 bilhões nos 30 anos da concessão.

MUDANÇA NO PROJETO

Para Küster, as reformas da pista e pátios, a construção de taxiways (faixas de pista em que o avião pode taxiar para um hangar, terminal ou pista) e de novos acessos, que permitiram atender com folga o tráfego de passageiros e de jatos particulares durante a Copa, foram entregues no prazo. O mesmo aconteceu com o novo edifício garagem.

— Levamos 22 meses construindo coisas que demandariam de três a quatro anos para construir — disse ele, embora os prazos para a entrega das obras fossem conhecidos desde a apresentação do edital de licitação.

O problema do terminal de passageiros, alega Küster, teria sido a mudança no projeto que aumentou a capacidade do aeroporto de 14 milhões para 25 milhões de passageiros/ano. Além do atraso, que já soma 11 meses, as alterações resultaram em aumento do custo da obra. O executivo diz que notificou a Anac e pediu um prazo maior, mas que o órgão fiscalizador não teria se manifestado, o que acabou gerando a ameaça de multa. Além disso, diz que mudanças exigidas por órgãos públicos, paralisações de funcionários, acidentes (um deles com vítima fatal) e várias autuações do Ministério Público do Trabalho (MPT) contribuíram para o atraso.

Além da UTC, que está com seu presidente, Ricardo Pessoa, preso na Lava-Jato, suspeito de pagar propina para obter contratos com a Petrobras, a Aeroportos Brasil tem como sócios a Triunfo Participações (45%) e a francesa Egis Airport ( 10%). Juntas, elas detêm 51% do capital. A Infraero, estatal que administra os aeroportos públicos, também participa da sociedade com os 49% restantes.