segunda-feira, 10 de junho de 2013

Neeleman pode se associar ao BNDES em oferta pela TAP

10/06/2013 - Valor Econômico

Por Assis Moreira

O empresário David Neeleman, controlador da companhia aérea Azul, quer definir participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fazer uma oferta de compra pela TAP, uma das principais empresas do programa de privatização português, segundo fonte do governo brasileiro.

O Valor apurou que o empresário está em conversas com o BNDES sobre a necessidade de capital para a operação, com pelo menos duas hipóteses: pedir à instituição que entre como sua sócia para comprar uma participação na TAP, ou que o banco entre com o financiamento da aquisição.

O governo brasileiro "gostaria que uma empresa brasileira se interessasse" pela privatização da aérea portuguesa, inclusive pela rede ampla de ligações com as principais cidades brasileiras.

No entanto, a fonte diz que o Palácio do Planalto "não está forçando a mão" para que alguém entre na operação. E avisa que, em todo caso, o projeto da Azul precisará ser muito bem embasado e a operação vai demandar profundo estudo técnico por parte do BNDES.

Autoridades portuguesas querem discutir a privatização da TAP hoje com a presidente Dilma Rousseff, em sua visita a Lisboa. Os portugueses têm insistido para o governo brasileiro dar "sinais de confiança" ao país, que atravessa uma das piores crises econômicas de sua história. E isso passaria por uma participação brasileira mais ativa nas privatizações.

A Avianca, do empresário Germán Efromovich, de passaportes brasileiro, boliviano e polonês, não está participando da atual rodada de discussões. Numa primeira tentativa, quando viu que nenhuma outra companhia fazia proposta pela TAP, a Avianca baixou sua própria oferta, rejeitada pelo governo português.

A TAP tem uma dívida estimada em € 1,3 bilhão e precisa desesperadamente ser capitalizada. No ano passado, o grupo fechou com prejuízo de € 42,2 milhões, ante € 6,8 milhões em 2011.

Entre alguns membros do setor privado em Lisboa, os comentários são de que os brasileiros exageram na desvalorização dos ativos portugueses.

Um exemplo foi a privatização da operadora aeroportuária portuguesa ANA - Aeroportos de Portugal e suas subsidiárias. O consórcio formado pelas brasileiras CCR e Odebrecht Transport foi inferior em € 1 bilhão em relação à proposta vencedora, da francesa Vinci, que pagou € 3,080 bilhões.

Ontem, em Lisboa, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse a jornalistas que se empresas brasileiras quiserem participar das privatizações portuguesas "vamos examinar ajuda. Mas primeiro é preciso manifestação de interesse das empresas", afirmou.

Aeroporto de Lages voltará a ter voos comerciais a partir de 10 de junho

08/06/2013 - G1

Retomada da operação em Lages foi adiada, pelo menos, quatro vezes.
Aeronave tem capacidade para 19 passageiros; passagens custam R$ 238.


Larissa Vier
Do G1 SC




Aeroporto Correia Pinto, em Lages (Foto: Reprodução/RBS TV)

Depois de quatro anos, voos regulares serão oferecidos novamente no aeroporto Correia Pinto, em Lages, na Serra de Santa Catarina. As operações vão iniciar nesta segunda-feira (10). O voo inaugural vai sair de Concórdia e deve chegar a Lages às 9h10. O prefeito Elizeu Mattos deve embarcar no primeiro voo com destino a Florianópolis.

A retomada da operação dos voos comerciais em Lages foi adiada, pelo menos, quatro vezes. A última data estipulada tinha sido para o começo de maio. O principal argumento para o atraso era a demanda de voos no Oeste do estado. A empresa não tinha aeronaves suficientes para cobrir o itinerário. Além disso, a ANAC não havia liberado a rota.

A expectativa é de que até o fim do ano seja implantada a rota entre Lages e São Paulo. A empresa já possui outra aeronave cadastrada junto a ANAC. A aeronave utilizada tem capacidade para 19 passageiros. As passagens, que estão sendo vendidas por R$ 238, podem ser adquiridas pelo site da empresa.



sexta-feira, 7 de junho de 2013

Arik Air solicita voos do Brasil para a Nigéria

07/06/2013 - Melhores Destinos

DENIS CARVALHO

A companhia aérea nigeriana Arik Air solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorização para voar da Nigéria ao Brasil. Se os voos forem aprovados – e devem ser – a empresa dividirá a rota com a GOL, que já foi autorizada a operar entre os dois países, mas ainda está definindo detalhes dos voos.

Segundo a Anac informou ao Melhores Destinos, o processo de solicitação da Arik Air está ainda no início. Após receber a autorização inicial, a companhia ainda deverá solicitar à agência os horários dos voos no Aeroporto de Guarulhos, que segundo tem anunciado será o seu destino no Brasil caso tudo dê certo.

Voo SP-Filadélfia da US Airways pode ter início em 2014

06/06/2012 - Panrotas

A US Airways trouxe alguns de seus principais executivos ao Brasil para o trabalho de promoção do voo direto entre São Paulo e Charlotte, que tem estreia marcada para o próximo domingo (9). Durante coletiva de imprensa realizada há pouco, eles disseram que a companhia pediu em março, ao US Department of Transportation, a autorização para começar a operar voos diários também entre a capital paulista e a Filadélfia.

“Estamos no processo de aprovação e, se tudo der certo, acreditamos que poderemos começar a voar no segundo semestre de 2014”, comentou o diretor global de Vendas da aérea, Michael Schmeltzer.

Alex Souza

US Airways inicia operações SP-Charlotte neste domingo

06/06/2013 - Mercado & Eventos

Arthur Stabile

São Paulo terá sua primeira ligação diária com o aeroporto de Charlotte, na Carolina do Norte (EUA), operado pela US Airways a partir desde domingo, dia 9. A aeronave Boeing 767-200 será utilizada entre os destinos, levando um total de 204 passageiros. “Para esta rota, atuaremos no Terminal 2 do aeroporto de Guarulhos”, afirmou Eric Mathieu, diretor de Vendas Internacionais da US Airways.

A nova frequência vai operar sem escalar para o principal hub da aérea, localizado na costa leste do país, onde se concentra a maior parte de seus destinos americanos. Em São Paulo, a intenção é atrair o mercado nacional, entre corporativo e lazer. “Esperamos que 90% de passageiros sejam brasileiros”, explicou Eric, que acrescentou ter aproximadamente 60% de público nacional em voos no Rio de Janeiro.

O voo, "aguardado há anos", segundo Michael Schmeltzer, diretor de Vendas da companhia, contará com partidas do Douglas International Airport, em Charlotte, realizadas às 5:50 e chegam ao Brasil às 4:30 do dia seguinte. A viagem em caminho inverso terá decolagem de São Paulo prevista para 8:25, com pouso para às 5:25 nos Estados Unidos.

Novas rotas – Com mais esta frequência, a US Airways chega a segunda rota no Brasil, que atua no Rio de Janeiro desde 2009. A pretensão é que este número cresça ainda mais. “Estamos negociando um voo entre São Paulo e Filadélfia com frequência diária”, disse Michael Schmeltzer, diretor de Vendas da companhia.

Segundo Schmeltzer, a expectativa é que esta nova rota entre em operação no segundo semestre de 2014, entre agosto e outubro, mas ainda “não tem uma data certa”. Caso confirmado, o voo São Paulo – Filadélfia será a terceira frequência diária da US Airways em solo brasileiro e seria implementada com uma escala

Retomada do setor nos EUA já puxa vendas da Embraer

07/06/2013 - Valor Econômico, Guilherme Serodio

O presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, comemorou ontem a recuperação da economia americana que puxou o aumento de encomendas de jatos comerciais da empresa no primeiro semestre de 2013.

"É uma recuperação importante para as operações da empresa", afirmou Curado ao Valor PRO, serviço de tempo real do Valor. Este ano as companhias aéreas dos Estados Unidos foram responsáveis por 117 das 119 encomendas de jatos comerciais da companhia.

Segundo o executivo, o faturamento da Embraer com a venda de aviões comerciais pode representar até 58 % da receita global da empresa, estimada por ele entre US$ 5,5 bilhões e US$ 6 bilhões para 2013. A empresa espera faturar US$ 3,5 bilhões com jatos para aviação comercial.

No fim de maio, a Embraer confirmou a encomenda de 40 jatos para a companhia aérea americana SkyWest, um contrato de US$ 4,1 bilhões que pode chegar a US$ 8,3 bilhões se confirmadas as dez opções de compra previstas. As encomendas de jatos comerciais este ano já superam em sete vezes os pedidos do primeiro semestre de 2012.

"Na aviação comercial já está garantido que vamos ter um aumento da carteira em relação ao ano passado", afirmou Curado, que aposta em superar as encomendas de 2012.

"Estamos indo bem, já estamos com uma boa proporção entre encomendas e entregas e nossa carteira [de encomendas] está subindo", frisou. "Como perspectiva de futuro este é um momento positivo para a gente."

As entregas das novas encomendas devem ser feitas entre 2014 e 2016. Em 2013, no entanto, o número de entregas de aeronaves comerciais deve cair. A previsão da Embraer é entregar entre 90 e 95 aviões este ano. Em 2012, foram 106 entregas.

O fortalecimento do dólar também favorece a empresa. Atualmente, a Embraer exporta cerca de 90% de sua produção de jatos. A maior parte, cerca de 60% das encomendas, para os países da América do Norte e Europa, enquanto a Ásia é responsável por 10% a 15% das encomendas, ao lado da América Latina.

Para curado, a valorização da moeda americana, no entanto, é fruto da pressão externa e não é exclusividade do quadro econômico brasileiro. "Este é um fenômeno muito mais externo do que interno, é resultado das declarações do Fed [Banco Central americano]", disse. "O dólar está se fortalecendo no mundo e o tesouro americano está sendo o grande criador dessa volatilidade", afirmou. Segundo ele, o cenário macroeconômico brasileiro de baixo crescimento não preocupa. "Enquanto o resultado da balança comercial está caindo, ainda temos muitas reservas", afirmou. "Eu não prevejo um cenário de descontrole."

Azul investe em centro de manutenção

07/06/2013 - Valor Econômico,  Guilherme Serodio

A Azul ainda não definiu se pretende recorrer da multa de R$ 3,5 milhões aplicada
pelo Cade esta semana, referente ao processo de fusão com a Trip

A Azul vai investir cerca de R$ 70 milhões na construção de um centro de manutenção de aeronaves especializado nos aviões Embraer operados pela empresa. O centro será construído em Viracopos até meados de 2014.

A companhia aérea assinou ontem um financiamento no valor de RS 100 milhões com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com contrapartida de mais R$ 19, 9 milhões da empresa para investimentos em projetos de inovação nos próximos três anos.

Além do centro de manutenção, os recursos da Finep também vão financiar investimentos na Universidade Azul, um centro de treinamento para comissários e pilotos com simuladores de voo inaugurado em Campinas em maio. Atualmente formado por três simuladores, até o fim do ano o centro deve receber um quarto equipamento.

"Este será o maior centro de treinamento de voo de uma empresa aérea da América do Sul", afirmou ao Valor o vice-presidente financeiro da Azul, John Rodgerson.

De acordo com Rodgerson, a Azul ainda não definiu se pretende recorrer da multa de R$ 3,5 milhões aplicada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a companhia por omitir informações durante o processo de fusão com a Trip, acerca do compartilhamento de voos desta última com a TAM.

"Eu acho que foi uma falta de entendimento dos dois lados", disse. "Nós não concordamos com a multa mas ainda não definimos [se vamos recorrer]".

O financiamento da Finep foi tomado com juros de 5% ao ano e 24 meses de carência. O valor deve ser pago em até nove anos.

A construção dos centros de treinamento e de manutenção trazem um benefício indireto para a Embraer, afirmou o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. Para ele, as duas estruturas especializadas nas aeronaves da companhia vão trazer uma vantagem competitiva para a fabricante para atrair potenciais clientes no país ou na América do Sul.

"Este será um diferencial no processo decisório das companhias pois é muito mais barato alguém mandar treinar pilotos ou fazer manutenção no Brasil do que mandar para os Estados Unidos ou Europa", afirmou Curado. "Quanto mais a Azul de expandir no Brasil, maior será o "footprint" [a presença] dos nossos produtos no Brasil".

Atualmente, 68 das 118 aeronaves da Azul são Embraer. A companhia aérea ainda deve receber este ano mais sete aeronaves da fabricante brasileira.

Congonhas poderá receber mais voos

07/06/2013 - O Estado de S.Paulo

Pela primeira vez, Anac admite que estuda a possibilidade de ampliar operações de pousos e decolagens no aeroporto mais rentável do País
Renan Carreira

Domínio.Líderes de mercado, TAM e Gol têm cerca de 95% dos espaços em Congonhas

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Pacheco dos Guaranys, disse ontem, em entrevista exclusiva ao ‘Broadcast’, serviço em tempo real da ‘Agência Estado’, que o órgão estuda ampliaras operações de pousos e decolagens no aeroporto de Congonhas, o mais rentável do País. Essa é a primeira vez que uma autoridade do setor aéreo admite que poderá ampliara capacidade de Congonhas, reduzida em 2007 após o acidente da TAM.

Hoje, há autorização para 30 voos por hora de aviação regular (de grandes empresas, como Gol e TAM) e 4 para aviação geral, de jatos executivos e táxis aéreos. “Estamos estudando mais voos para a aviação regular, mantendo alguma capacidade para a aviação geral”, afirmou Guaranys, negando que haja discussão sobre retirar os slots (horários de pousos e decolagens) da aviação geral para concedê-los à aviação comercial. Ele disse que o aumento dos voos em Congonhas depende de estudos e não fez estimativas. “É preciso analisar as questões de segurança e a própria infraestrutura do terminal.”

A Anac está avaliando novas regras para distribuição de slots em aeroportos que operam no limite da capacidade, como Congonhas, Brasília e Santos Dumont. Segundo Guaranys, a Anac vai finalizar neste mês a resolução que determina as novas regras. Os novos procedimentos para uso de slots devem tornar mais rígidas as exigências para as companhias aéreas manterem seus espaços nesses aeroportos.

A Secretaria de Aviação Civil (SAC) estuda, ao mesmo tempo, uma proposta diferente para distribuir os slots especificamente no aeroporto de Congonhas. A proposta da SAC é que as autorizações para pouso ou decolagem sejam concedidas às empresas áreas de acordo com novos critérios, como participação de mercado, realização de voos regionais e eficiência operacional.

Tanto a proposta da SAC quanto a da Anac pretendem viabilizar a entrada de novas companhias aéreas no principal aeroporto do País, principalmente a Azul, que tem cerca de 17% do mercado de voos domésticos, mas tem autorização para fazer apenas um voo semanal de Congonhas. Hoje, as líderes de mercado TAM e Gol detêm cerca de 95% dos voos que partem ou chegam em Congonhas.

A regra em discussão na Anac prevê uma transferência de slots gradual às novas entrantes, conforme as empresas que operam no aeroporto percam os espaços por ineficiência operacional. Já a SAC propôs uma redistribuição imediata, implementada em três fases.

Concorrência. Guaranys disse ainda que não vê com preocupação uma eventual ampliação da participação de capital estrangeiro nas companhias aéreas que realizam voos internos no Brasil. “Não vemos com preocupação. Isso pode trazer mais investimentos. O que importa é o controle da Anac sobre as empresas”, afirmou Guaranys.

O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, disse em entrevista ao Estado, na quarta-feira, que o importante é incentivar a entrada de mais companhias no mercado brasileiro, pouco importando o porcentual acionário. O Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1986, limita a participação em 20%.

Vistoria.Diretores da Anac iniciaram ontem a vistoria dos aeroportos das cidades-sede da Copadas Confederações: Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza e Rio. Eles também estiveram no aeroporto de Guarulhos e em Viracopos, em Campinas, por serem portas de entrada de turistas e delegações estrangeiras. O objetivo é checar se ações definidas há quatro meses para preparar os aeroportos para o evento foram cumpridas.

Guaranys iniciou a visita ontem no aeroporto de Guarulhos e disse que os “aeroportos estão preparados”. Ele disse que ainda faltam investimentos, mas que isso está ocorrendo e leva um certo tempo. / COLABOROU MARINA GAZZONI

Ampliação de Congonhas é pleito de empresas aéreas

● A ampliação da capacidade do aeroporto de Congonhas é um pleito antigo das empresas aéreas e foi solicitada ao governo formalmente pela Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) em fevereiro. As empresas defendem que a capacidade operacional do aeroporto é superior a 34 voos por hora. Até 2001, o aeroporto voava com 54 slots por hora. No entanto, até então, o governo vinha afirmando que a ampliação de Congonhas não estava em avaliação. O aumento da capacidade é a solução defendida pelas empresas aéreas para aumentar a concorrência em Congonhas. Isso permitiria, por exemplo, que a Azul ganhasse espaço no aeroporto sem que o governo tivesse de confiscar slots de Gol e TAM. Outra possibilidade seria transferir às empresas áreas os slots da aviação geral – uma discussão que irritou empresas de aviação executiva

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Obras de 270 aeroportos só começarão em 2014

06/06/2013 - Diário da Manhã - GO

AGÊNCIA ESTADO

LU AIKO OTTA

As obras em 270 aeroportos regionais com os recursos obtidos por meio da concessão de aeroportos à iniciativa privada só começarão em 2014.

A previsão da Secretaria de Aviação Civil (SAC) é que os próximos meses serão consumidos num estudo detalhado sobre os investimentos necessários em cada um dos aeroportos e na elaboração dos projetos de engenharia. Esse trabalho deve se estender até o fim do ano.

Só então começarão a ser contratadas as empresas para construir ou reformar os terminais, pistas e outras instalações. Os editais têm de estar na rua até o fim de julho, para observar as restrições da legislação eleitoral. A estimativa inicial é de investimentos de R$ 7,3 bilhões.

'Estamos investindo na qualidade dos projetos', diz a diretora de gestão do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos, Fabiana Todesco. Ela argumenta que é melhor consumir um pouco mais de tempo no planejamento da obra, pois é uma garantia contra eventuais problemas com o Tribunal de Contas da União (TCU), que analisará o programa. A falta de bons projetos é apontada por gestores do setor público como principal explicação para a lentidão do governo em investir.

Banco. Foi publicado ontem (5) decreto da presidente Dilma Rousseff que sacramenta o Banco do Brasil como administrador do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), de onde sairão os recursos para os aeroportos regionais e para investimentos a cargo da Infraero. A decisão contrariou parlamentares do Norte e Nordeste, que incluíram na Medida Provisória 600, que regulou o Fnac, a possibilidade de os recursos serem administradas pelo Banco do Nordeste ou Banco da Amazônia.

A partir da publicação do decreto será assinado contrato entre a SAC e o BB, ainda este mês. A instituição ficará encarregada de contratar a elaboração dos projetos de engenharia para 241 aeroportos. Os 29 restantes são da Infraero, e para eles o processo será tocado pela estatal.

Segundo Fabiana, o governo estuda contratar os projetos em três ou cinco lotes. Elaborar os projetos será uma empreitada de fôlego que só poderá ser assumida por grandes empresas. Ela acredita que assim garantirá rapidez e qualidade.

Para ganhar tempo, os projetos dos terminais de passageiros serão padronizados. Haverá quatro modelos, o menor para 50 mil pessoas por ano em 2020 e o maior para até 600 mil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Solenidade marca voo direto entre Confins e Buenos Aires

06/06/2013 - Estado de Minas

Geórgea Choucair

A ligação entre Belo Horizonte e Buenos Aires ganhou reforço no dia 1º, quando entrou em operação o voo diário da Aerolineas Argentinas de Belo Horizonte a Buenos Aires. Ontem à noite ocorreu o descerramento da placa do voo inaugural, em solenidade no Museu da Companhia Vale do Rio Doce.

Desde 2008, Minas Gerais conta com voos diretos para Miami (EUA), Cidade do Panamá (Panamá) e Lisboa (Portugal). Além de Buenos Aires, Confins deve receber em breve voos diretos para Montevidéu, capital uruguaia. O governo do Uruguai planeja o retorno dos voos da Pluna Linhas Aéreas Uruguaias da capital para Belo Horizonte. A retomada faz parte dos planos de reestruturação da companhia aérea, que poderá voltar a operar dentro de dois meses com o novo nome de Dyros e a possibilidade de gestão compartilhada com os empregados.

Todos os voos da Pluna foram suspensos em Confins em julho do ano passado, por determinação do governo do Uruguai, ao assumir a empresa em momento de forte crise econômico-financeira. O governo uruguaio estuda ainda conexão em Montevidéu do voo que a Aerolíneas Argentinas começou a operar entre Buenos Aires e Confins.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Azul terá Porto Alegre-Maringá (PR) a partir do dia 16 de junho

05/06/2013 - Panrotas

A Azul recebeu autorização da Anac para operar um novo que ligará Porto Alegre a Maringá, no norte do Paraná. A frequência, que estreará no próximo dia 16, será diária.

Além da nova rota, a empresa inaugurou hoje uma terceira ligação diária entre Londrina e Curitiba. Para mais informações: www.voeazul.com.br.

Anac autoriza empresa uruguaia a operar no Brasil

04/06/2013 - Mercado & Eventos,  Lisia Minelli

A diretoria da Anac autorizou a empresa de transporte aéreo uruguaia Los Cipreses Sociedad Anónima a operar no teritório nacional, oferecendo serviço aéreo de transporte regular internacional de passageiro, carga e mala postal, com fundamento no art. 212 da Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986. A decisão entrou em vigor no dia 3 de junho, data da publicação do comunicado no Diário Oficial da união, com base no outorgada pelos art. 11, inciso III, da Lei nº 11.182, de 27 de setembro de 2005, tendo em vista o disposto nos art. citado acima, e considerando o que consta do processo nº 00058.056560/2012-03.

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Anac vai cobrar tarifa de até R$ 7 por passageiro para voo com conexão

04/06/2013 - G1

Reguladora diz não acreditar em impacto significativo no preço das passagens porque somadas, tarifas representam 3% no custo da empresa.

Bom Dia Brasil

 A Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, vai cobrar das empresas aéreas mais uma tarifa para os voos com conexão.

O problema é que esse custo a mais acaba sempre sobrando para o bolso do passageiro.
Diretamente o consumidor paga taxa de embarque, mas existem outras, e são muitas taxas e tarifas, pagas pelas companhias aéreas. Uma nova será cobrada nos voos em conexão. Tudo isso tem um preço final do preço da passagem.

Embarcar, desembarcar, esperar e depois entrar em outro avião. Quem costuma pegar vôos com conexão sabe o quanto é cansativo.

“O melhor é que não tenha conexão. Se precisa haver uma conexão é pela necessidade da companhia aérea”, declara Ariane Guerreiro, psicóloga.

A partir de agora, os aeroportos administrados pela Infraero vão receber por cada vôo de conexão. O valor varia de acordo com o aeroporto, mas poderá chegar a R$ 7 por passageiro. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, a nova tarifa terá que ser paga pela empresa.

“É claro que não. Isso daí com certeza a companhia vai repassar para o consumidor e nós, mais uma vez, vamos pagar”, diz Ilan Teles, funcionária publica.

O consumidor paga a tarifa de embarque, que é de R$ 21 no vôo doméstico e de R$ 37 mais US$ 18 no internacional. Mas ainda tem tarifa de pouso, de pátio de manobras, e a de permanência, que dependem do peso do avião, além das taxas de navegação aérea, que as empresas pagam.

Em nota, a Anac diz não acreditar em impacto significativo no preço das passagens porque somadas todas as tarifas representam, no máximo, 3% no custo das empresas.

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias já informou que vai recorrer à justiça para poder separar o valor da taxa de conexão do preço da passagem aérea, assim como é feito hoje com a taxa de embarque.
Para este economista, o impacto pode até ser pequeno, mas a empresa deve, sim, repassar o custo.

“Em ultima analise é sempre o usuário, o consumidor final é quem vai pagar esse custo, como aliás é da natureza não só das tarifas, mas dos tributos indiretos”, declara o economista Roberto Pisciteli.

Nos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos, que já foram concedidos à iniciativa privada, a tarifa é um pouco mais alta porque foi estabelecida nos contratos de concessão. A nova tarifa de conexão deve entrar em vigor em 45 dias.

Governo defende abertura do mercado para companhias aéreas estrangeiras

05/06/2013 - O Estado de S.Paulo

Segundo Moreira Franco, o que importa é que a empresa tenha sede no País e obedeça a legislação local

Anne Warth
Eduardo Rodrigues /BRASÍLIA

Depois de conceder os principais aeroportos do País para a iniciativa privada e anunciar investimentos em aeroportos regionais, o governo pretende abrir de vez o mercado para atuação de companhias aéreas estrangeiras. Em entrevista ao Estado, o ministro de Aviação Civil, Moreira Franco, prometeu que o governo vai defender o fim da restrição a capital estrangeiro no setor.

O assunto está há anos na pauta do Congresso Nacional, que revisa o Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1986. Anterior à Constituição, o texto limita a 20% a participação de capital de fora nas companhias que realizam voos internos no País. O governo já chegou a defender o teto de 49%, mesmo porcentual previsto na Constituição para o restante da economia.

Segundo Moreira Franco, o importante é incentivar a entrada de mais companhias aéreas no mercado brasileiro, pouco importando o porcentual acionário. Em busca de maior competição, o ministro defende o fim de limites ao capital, desde que as empresas obedeçam à lei. Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

● A proibição de empresas formadas por fundos de pensão nos leilões de Confins e Galeão não reduz a competição?
Não houve uma proibição dos fundos de pensão. Eles, junto com a OAS, constituíram uma empresa que tem uma presença na área de logística e que foi vitoriosa em Guarulhos. Mas naquele certame, houve a regra de que nenhum competidor poderia arrematar os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, mas apenas um deles. Esse princípio busca garantir que possamos superar a fase do monopólio. Todo o setor, durante muitos anos, foi monopolizado. O que se quer agora é, pela competição, garantir ao usuário melhor qualidade de serviços, preços, segurança, conforto e, evidentemente, numa estrutura monopolizada, essa possibilidade fica muito reduzida.

● Isso foi feito para que cada uma pudesse investir em seu próprio aeroporto e não dividir sua capacidade de investimento?
Não é um problema de capacidade de investimento, mas de capacidade de competição. Se você coloca dois aeroportos que concorrem, há opção de um ou outro, um não vai ficar prejudicado, e quem é o prejudicado? É o cliente.

● Como não deixar os aeroportos se canibalizarem?
Estamos falando de dois grandes aeroportos com vocação internacional e de carga, Guarulhos e Galeão, que historicamente concorrem. Não estamos falando de todos os aeroportos e de toda a infraestrutura aeroportuária.

● Essa restrição pode ser retirada em futuras licitações de aeroportos menores?
Sim, claro. Não há uma proibição como princípio. O princípio é garantir a concorrência. Havendo demanda por aviação regional, aeroportos e dinheiro, faltam as empresas aéreas.

● O governo estuda abrir o setor?
Tenho discutido esse assunto e tenho falado disso para o governo também. É extremamente positivo ter uma logística e infraestrutura aeroportuária adequadas, mas você precisa de companhias de aviação robustas e saudáveis. Você não faz isso sem companhias de aviação – tanto grandes quanto regionais. De certa maneira, enfraquecemos os aeroclubes, perdendo uma das bases de sustentação da aviação. Se você compara com outros países, a aviação no Brasil sempre foi muito forte porque tínhamos uma estrutura de aeroclubes espalhada pelo Brasil inteiro. E para o orçamento do ano que vem, vamos restabelecer essa estrutura de aeroclubes. Se você vai fortalecer a aviação regional, não vai fazer com jatos grandes. A Embraer e o BNDES terão papel importante, porque precisamos aproveitar mercado para desenvolver uma política industrial.

● Qual deve ser o limite de capital estrangeiro em companhias aéreas?
O que realmente importa é que a empresa seja brasileira: instalada no Brasil, obedecendo a legislação brasileira e que respeite as nossas regras trabalhistas. Ou seja, uma companhia regulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sujeita ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e as demais autoridades nacionais. O problema da composição acionária está em outro plano. Essa limitação, por exemplo, não existe para a Embraer. Como o mercado também mudou em muitos aspectos, o próprio critério de controle por porcentual no capital também envelheceu. A maneira como um sócio comanda a companhia não está mais tão diretamente relacionada com seu porcentual acionário. Isso tem que ser incorporado ao código.

● O novo código não está entre as prioridades da base do governo no Congresso. Como trazer isso de volta para o radar das lideranças parlamentares?
Temos que estimular o debate em torno deste tema. Tenho o interesse em fazer isso andar. Não precisamos fazer tudo de uma vez só, mas temos que pegar os pontos principais do novo código e fazê-lo avançar. Em termos de competição, mercado, infraestrutura e tecnologia na aviação no Brasil, estamos como estavam os Estados Unidos na década de 60.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Aerolíneas faz 1º voo BH-BUE com 60% de ocupação

02/06/2013 - Panrotas


A aeronave Embraer 190 no aeroporto de Ezeiza

BARILOCHE (Argentina) – Nesta madrugada, a Aerolíneas Argentinas, por meio de sua subsidiária Austral, inaugurou a rota Belo Horizonte (Confins) – Buenos Aires (Ezeiza). O voo parte diariamente da capital mineira às 1h45, chegando na Argentina às 5h45. No sentido inverso, sai às 21h55, chegando no Brasil às 1h05. Na primeira experiência, a aeronave Embaer 190, com 96 lugares, contou com 60% de ocupação. Os passageiros do voo inaugural puderam brindar com espumante.

A companhia aérea, em parceria com a entidade de promoção turística da Argentina, Emprotur, convidou representantes do trade mineiro para o voo inaugural, acompanhado do promotor de Vendas da companhia, Wilson Campanelli. Participam desta viagem, Rogério Lanza, da CVC, Priscilla Santos, da Flytour, Felipe Bezerra, da Oikos Tour Operator, Alessandro Dias, da Master Viagens, e Rogéria Affonso, da Otur . De Buenos Aires, a turma partiu para Bariloche, onde está tendo a oportunidade de conhecer as atrações e as novidades da temporada de inverno.

“O principal desse benefício deste voo é a possibilidade de conexão para os passageiros mineiros. Antes não era possível sair de Minas e chegar na Patagônia Argentina, por exemplo, no mesmo dia. Precisaria dormir uma noite em Buenos Aires ou uma noite em São Paulo. Agora vai diminuir o custo da viagem. Sem contar as tarifas convidativas da Aerolíneas. Este voo aumenta a possibilidade de vendas também para pacotes de fim de semana em Buenos Aires”, comente Bezerra, da Oikos (operadora especializada em turismo de natureza).

MAIS UM VOO
Com a entrada de Belo Horizonte para a malha da Aerolíneas, a aérea passa a ter saídas de cinco cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Florianópolis) para a Argentina. Brasília será a sexta capital do Brasil a entrar na rota da companhia. A inauguração do voo da capital do Brasil para Buenos Aires está prevista para 1º de agosto.

O Portal PANROTAS viaja a convite da Aerolíneas Argentinas e Emprotur

Savia Reis

Alitalia suspende voos entre Fortaleza e Roma

31/05/2013 - Mercado & Eventos, Pamela Mascarenhas

A Alitalia encerrou ontem (30/05) os dois voos diretos e semanais entre Fortaleza e Roma, realizados às segundas e quintas-feiras. A aérea italiana ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. Os voos tiveram início em 14 de janeiro deste ano.

O secretário de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, declarou pelo Twitter ao colunista do site Diário de Bordo que, desde o início dos voos, a Alitalia havia avisado que os mesmos seriam suspensos em junho ou setembro deste ano, em função de compromissos com voos para EUA. Recentemente, a companhia aérea adicionou novos voos à rota Roma e Nova York.

Em março, a companhia também havia anunciado uma mudança no horário dos voos entre o destino brasileiro e o italiano, para o período de 4 de abril a 30 de maio de 2013. Na ocasião as frequências que eram realizadas nas segundas e quartas foram transferidas para as segundas e quintas-feiras.

Passaredo anuncia nova rota ligando Cuiabá a Sinop

31/05/2013 - Jornal de Turismo

A partir do dia 04 de junho, a Passaredo Linhas Aéreas passa a operar voos diretos noturnos entre Cuiabá (MT) e Sinop (MT). A nova rota será operada com aerovane ATR 72-600, com capacidade para 72 passageiros. Os horários da nova operação são: saída de Cuiabá às 0h05 e chegada em Sinop às 1h05. Já o trecho de volta Sinop/Cuiabá sairá às 2h30 com chegada às 3h37.

A companhia já opera em Sinop com voos diários para Brasília (DF) e possibilidades de conexões com as cidades: Ribeirão Preto (SP), São Paulo (GRU), São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). Em Cuiabá os destinos operados são: Goiânia (GO), Ribeirão Preto (SP), Uberlândia (MG), Palmas (TO) e Araguaína (TO).

“A previsão é de que este ano a Passaredo amplie seus voos em vários destinos brasileiros. A curto prazo a empresa também deve receber novas aeronaves”, explica Ricardo Merenda, diretor de planejamento da companhia.

Aeroporto de Lages divulga data para voos comerciais na Serra de SC

31/05/2013 - G1

Companhia aérea diz que, a partir do dia 10 de junho, voos iniciam.

Passagens estão à venda; aeronave tem capacidade para 19 pessoas.
Do G1 SC

 Dia 10 de junho é a data divulgada pelo aeroporto de Lages para o início da operação de voos regulares na região. O primeiro avião fará o trajeto Concórdia, no Oeste, até Florianópolis.

As passagens estão à venda a partir de R$238. A aeronave tem capacidade para 19 pessoas. A companhia aérea afirma que a procura já é grande. "O voo deve fazer uma rota, a princípio, experimental, saindo de Curitiba, seguindo para Florianópolis e depois para Lages", explica.

A data foi adiada várias vezes. A última data estipulada era para o início de maio. A justificativa da empresa é que havia alta demanda de voos no Oeste, e que a empresa não tinha aviões suficientes para cobrir a rota Lages, Florianópolis e Porto Alegre. Além disso, a Agência Nacional de Avião Civil, a Anac, não havia liberado a rota. "Foi passado pela Brava, a partir do dia 10 de junho, que a primeira aeronave vai pousar no aeroporto", comenta. A expectativa da empresa é que, até o fim do ano, seja implantada a rota entre Lages e São Paulo.

Trem-bala é ameaça à ponte aérea Rio-SP, dizem especialistas

01/06/2013 - O Estado de S.Paulo

Entrada em operação do TAV deve ser mais um fator de redução da rentabilidade das companhias aéreas

WLADIMIR DANDRADE , LUCIANA COLLET

O trem de alta velocidade (TAV) está previsto para começar a operar no fim da década em um trecho muito sensível para as companhias de aviação e, num primeiro momento, deve ser mais um fator de redução da rentabilidade das empresas aéreas. A ponte aérea Rio-São Paulo estará ameaçada assim que o TAV iniciar o transporte regular de passageiros na rota, afirmam especialistas consultados pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Para as companhias aéreas, há demanda suficiente para ambos os modais e o trem-bala pode, até mesmo, alavancar o crescimento, ao alimentar os aeroportos das principais cidades do País com passageiros.

A ponte aérea Rio-São Paulo é a terceira mais movimentada do planeta, de acordo com estudo da Amadeus, empresa global de tecnologia em transações comerciais para agências de turismo. Em 2012, movimentou 7,7 milhões de passageiros, atrás apenas dos trechos Sapporo-Tóquio (Japão) e Jeju-Seul (Coreia do Sul).

Os últimos dados fornecidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que a ponte aérea registrou, em março, 3.651 voos por TAM, Gol, Azul e Avianca, número que equivale na média do mês, a 121 operações diárias. É nesse mercado que o trem-bala brasileiro vai entrar em 2020, data prevista pelo governo. "Onde o trem-bala conseguiu entrar ele destruiu a ponte aérea", diz o diretor da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) Hélio Mauro França.

Dados da União Internacional de Ferrovias (UIC, na sigla em inglês) mostram que o trem de alta velocidade conseguiu abocanhar 45,6% do mercado na rota Madri-Barcelona em 2011, três anos depois de entrar em operação nesse trecho, um dos mais movimentados do continente. O mesmo ocorreu entre Osaka e Tóquio (Japão), Colônia e Frankfurt (Alemanha) e entre Paris e Lyon (França).

"A tendência, por causa do conforto, da pontualidade e da segurança do trem-bala, é de que a ponte aérea desapareça", diz França. "Além disso, os aeroportos são mal conectados."

Pesquisa da Secretaria de Aviação Civil (SAC) de janeiro a março com 21,2 mil passageiros informa que a maioria das pessoas que viajam de avião no País chega ao aeroporto de carro particular, e mesmo quem opta pelo transporte público dois em cada três vão de táxi.

Aéreas. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, entende que a perda ocorrerá em um primeiro momento, quando passageiros testarão a nova opção, mas no curto prazo TAV e aéreas tendem a conseguir passageiros suficientes para a convivência entre os dois meios. "A princípio não estamos encarando o trem-bala como um concorrente."

Já o professor de Estratégia da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente, trata o TAV como substituto da ponte aérea. "O trem-bala do Brasil pode não acabar com a ponte aérea de imediato, mas no longo prazo tende a levar para esse caminho."

Entretanto, para que isso ocorra o TAV deve ser eficiente e pontual e ter preços competitivos - o edital do primeiro leilão do trem-bala, que vai escolher o operador do sistema, estipula tarifa-teto de R$ 0,49 por quilômetro, o que leva a cerca de R$ 200 na classe econômica.

O governo já tentou licitar o trem-bala em 2011. Por ser muito caro - está orçado em cerca de R$ 35 bilhões - e oferecer riscos elevados ao investidor em relação às taxas de retorno oferecidas, o leilão fracassou com a falta de interessados. O governo federal, então, decidiu dividir o projeto em duas etapas. Na primeira fase, cujo leilão ocorrerá em setembro, escolherá o operador do TAV e, em um momento posterior, vai contratar as obras de infraestrutura.

Privativação Empresário brasileiro pressionado por Dilma para adquirir TAP

03/06/2013 - http://www.destakes.com

O empresário David Neelman estará a ser pressionado por parte do governo brasileiro, liderado pela Presidente Dilma Rousseff, no sentido de avançar com uma proposta relativa à aquisição da TAP, indica o jornal Folha de São Paulo. Não obstante, Neelman, fundador da Jet Blue não estará interessado no negócio.

“O Governo dá sinais de que gostaria que o empresário David Neeleman, dono da companhia aérea Azul, comprasse a portuguesa TAP”. Assim se pode ler numa coluna do jornal Folha de São Paulo datada desta segunda-feira.

Segundo a publicação, “o BNDES [Banco de Desenvolvimento Brasileiro] já ofereceu uma linha de crédito para viabilizar a operação”, sendo que, caso o empresário decida assumir os destinos da companhia aérea portuguesa, “teria de assinar um cheque de, pelo menos, 1,5 mil milhões de dólares, valor da dívida da TAP”, o que equivale sensivelmente a 1,15 mil milhões de euros.

No entanto, quem não parece estar propriamente interessado na compra da companhia aérea nacional será Neelman. “O empresário não quer fazer o negócio”, relata a Folha de São Paulo.

A Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, estará em Portugal no próximo dia 10 de Junho, sendo que a aquisição da TAP poderá mesmo ser um dos temas a marcar a agenda desta visita oficial.

Recorde-se que, no ano passado, a privatização da TAP, processo no qual estava envolvido apenas um empresário, a saber, o presidente da Avianca, Germán Efromovich, ficou hipotecada à luz do argumento de que o empresário não apresentara as garantias bancárias exigidas pelo Executivo de Pedro Passos Coelho para que a transacção fosse fechada.