domingo, 30 de setembro de 2012

SATA regressa ao mercado brasileiro com voos para Bahia

27/09/2012 - Jornal de Turismo

A SATA inicia hoje o seu regresso ao mercado brasileiro, através de uma operação em formato semanal. Com partida as quintas-feiras e regresso as sextas-feiras de Lisboa para Bahia, Salvador.

Para o Presidente da SATA, António Menezes, a operação para o Brasil constitui "um passo importante na estratégia de crescimento e, ao mesmo tempo, uma grande aposta no mercado brasileiro que, com a sua economia emergente, registra taxas de crescimento muito interessantes para o negócio da aviação comercial".

O primeiro voo que se realiza nesta quinta-feira está lotado e os próximos já registram expectativas e procuras bastante positivas nos canais de distribuição, tanto no "site" da SATA quanto na rede de Agentes de Viagens.

Iniciada ampliação do Aeroporto de Macapá

27/09/2012 - Jornal de Turismo

A Infraero assinou na quarta-feira (26/9) a Ordem de Serviço para implantação de dois módulos operacionais no Aeroporto Internacional de Macapá/Alberto Alcolumbre (AP). Os módulos funcionarão como salas de embarque e desembarque, e contarão com toda a infraestrutura necessária para oferecer funcionalidade e bem-estar a passageiros e usuários, como climatização, isolamento termoacústico, sistemas de informação e de som, sanitários, além de espaços para lojas de conveniência.

O módulo de embarque terá área de 1,3 mil m², enquanto o de desembarque terá 1,2 mil m², este contando com duas novas esteiras de restituição de bagagens. No total, o terminal de passageiros terá a sua área construída ampliada de 2,9 mil m² para 5,4 mil m². O valor do investimento é de R$8,250 milhões.

De acordo com o contrato firmado entre a Infraero e a LL Construtora Ltda., o prazo estabelecido é de 270 dias, contados a partir da assinatura de Ordem de Serviço, sendo 180 para a realização das obras e 90 para a entrega do objeto. Assim, tudo deverá estar concluído até junho de 2013.

"Os módulos operacionais aperfeiçoarão as operações do Aeroporto de Macapá, e oferecerão conforto e espaço para os passageiros e usuários", destacou Sebastião David de Oliveira, superintendente do terminal.

Os módulos operacionais são estruturas utilizadas em aeroportos do mundo inteiro para ampliar os níveis de conforto dos terminais. Até o momento, a Infraero já implantou instalou módulos nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos (SP), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Teresina (PI), Imperatriz (MA), Vitória (ES), Goiânia (GO) e Cuiabá (MS).




TAP vê potencial maior para a Capital

12/06/2012 - Zero Hora

Rota entre Porto Alegre e Lisboa tem taxa média de ocupação de 81%

CAIO CIGANA
caio.cigana@zerohora.com.br

Apesar de recém ter iniciado a operar com o quarto voo semanal, a TAP enxerga no Estado um potencial bem maior do que os 83 mil passageiros transportados entre a Capital e Lisboa entre junho de 2011 e o mês passado. A primeira ligação sem escalas entre Porto Alegre e Europa completa hoje um ano com taxa média de ocupação de 81%, uma das cinco melhores que a empresa tem no Brasil.

No dia 12 de junho do ano passado, a TAP começou a fazer a rota para a capital gaúcha três vezes por semana. No fim de maio passado, colocou mais uma aeronave no trecho. Apesar de a recente alta do dólar ter inibido a procura, o diretor da TAP para a América do Sul, Mario Carvalho, afirma que há espaço para dobrar a movimentação de passageiros na operação Lisboa-Porto Alegre.

– O quinto voo não está distante. O nosso objetivo é ter voos diários, mas isso só vai acontecer de acordo com a demanda – diz o executivo, se esquivando em falar de prazos.

Para Carvalho, além do viajante gaúcho, os voos a partir do aeroporto Salgado Filho podem atrair mais passageiros de Santa Catarina e de países vizinhos como Uruguai e Argentina, onde a TAP não opera. Mas a deficiência de estrutura do Salgado Filho, sustenta o executivo, também contribui para que o tráfego não deslanche ainda mais.

Agentes apontam busca de conforto e economia

Das 83 mil pessoas transportadas no período no trecho, cerca de 65 mil foram originadas na Capital. Para agentes de viagem, o voo direto entre Porto Alegre e Lisboa virou sinônimo de conforto e economia de dinheiro e tempo para quem pretende viajar para a Europa. Simulações com outras rotas que obrigam o passageiro a fazer escala em aeroportos brasileiros e da Europa mostram que, em regra, a tarifa da TAP fica mais em conta. Quando aparece uma mais barata, no entanto, o tempo de até chegar ao destino é o dobro. A presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens no Estado (Abav/RS), Rita Vasconcelos, lembra que, quando há escala em outro aeroporto do país e há emissão separada dos bilhetes dos trechos, o passageiro ainda perde o direito da franquia da bagagem maior.

– Além do conforto, a TAP está com as tarifas bem competitivas. E chegar a Lisboa é uma boa opção mesmo para quem pretende ir para outros países da Europa – diz Abrahão Finkelstein, diretor da agência Mercatur.

Depois da TAP, é a vez da panamenha Copa Airlines completar na sexta-feira um ano de operação no Salgado Filho. A empresa, que faz a ligação direta entre Porto Alegre e o Panamá, iniciou com quatro voos semanais. Em dezembro do ano passado, devido ao movimento na época das férias de verão no Brasil, a companhia começou a ter partidas diariamente. Segundo a companhia, a continuidade do movimento levou à decisão de manter os voos todos os dias.

Direto ou com escala



Marcelo Almirante
69 - 9985 7275

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Passaredo entrega jatos, reduz frota para apenas quatro aviões e cancela voos

27/09/2012 - Melhores Destinos

A Passaredo Linhas Aéreas suspendeu hoje a operação de seus sete jatos Embraer ERJ-145 e reduziu sua frota de onze para apenas quatro aviões – todos turboélices ATR. Com isso, todos os voos para Ji-Paraná foram cancelados e vários outros foram suspensos ou reduzidos. A companhia informou que pretende retomar alguns desses horários até dezembro, quando receberá mais um avião.
Segundo a companhia, o voo São José do Rio Preto a Brasília e o trecho Brasília/Araguaína/Carajás/Belém foram temporariamente suspensos com previsão de retorno até dezembro. Já o trecho Ribeirão Preto/Brasília/Sinop passará por adaptações em seus horários e datas. O voo que partia e retornava diariamente de Ribeirão Preto, passa a operar somente às terças, quintas, sábados e domingos. A previsão da empresa é de que até o final deste ano a operação volte a ser diária. De acordo com a Passaredo, a reestruturação de frota trará melhor custo/beneficio nas operações regionais características da empresa.
Os clientes que compraram passagens para este período terão seu dinheiro devolvido pela empresa ou poderão ser reacomodados em outros voos. Mais informações de atendimento ao cliente: 16 – 3604 7126 ou através do e-mail acomodacao@voepassaredo.com.br .
Voos alterados (ida e volta)
Ribeirão Preto/ Goiânia/ Palmas/ Araguaína – disponível para as segundas, quartas e sextas-feiras
Ribeirão Preto/ Brasília/ Sinop – disponível para terças e quintas-feiras, sábados e domingos
Rio de Janeiro (Galeão)/ Ribeirão Preto/Uberlândia/Goiânia/Cuiabá – disponível de segunda-feira a sábado
Rio de Janeiro (Galeão)/ Ribeirão Preto / São José do Rio Preto – disponível de domingo a sexta-feira
Voos suspensos temporariamente com previsão de retorno após dia 17 de novembro
Ribeirão Preto/Belo Horizonte (Pampulha)
São José do Rio Preto/Brasília
Brasília/ Araguaína/ Carajás / Belém
Voo cancelado
Ji –paraná



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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Delta abre, em Brasília, loja com Gol e Ancoradouro

25/09/2012 - Panrotas

Na home, Christophe Didier (Delta) e Marcus Silveira (Gol); acima, os dois durante brinde com Tim Lotter (Delta), Juarez Cintra Neto (Ancoradouro), Anderson Wolff (Gol), Rosângela Ricci (Ancoradouro), Marcia Skaf (Delta), Daniel Castanho (Ancoradouro) e Luiz Teixeira (Delta)
BRASÍLIA – A Delta Air Lines inaugurou hoje, na Capital Federal, sua primeira loja no País. A unidade é fruto de parceria com a Gol e será gerida operacionalmente pela Ancoradouro, GSA da aérea americana há 13 anos no Brasil e há cinco em Brasília.

"Estamos muito felizes de poder mostrar ao público uma ação concreta da parceria entre as duas companhias", afirmou Christophe Didier, diretor da Delta no Brasil. "Hoje é um marco para nós: depois de anunciarmos no ano passado investimento de US$ 100 milhões na Gol, ou 3% das ações, estamos trabalhando juntos para proporcionar a melhor experiência aos clientes americanos, brasileiros e de qualquer lugar do mundo", disse, acrescentando que a escolha por Brasília se dá por uma série de razões – entre elas, o fato de eixo Rio – São Paulo estar saturado. "O mercado de Brasília é o que mais cresce no país. Temos um voo diário daqui para Atlanta e o poder aquisitivo do brasiliense já ultrapassou o de paulistas e cariocas", disse o diretor.

De acordo com o gerente geral de Estratégias Comerciais da Gol, Marcus Silveira, a loja vai atender a todo tipo de público: "É o pontapé inicial a partir do qual avaliaremos o modelo para uma possível expansão. Temos uma expectativa muito boa, estamos ofertando uma solução completa ao cliente e os resultados daqui balizarão futuras decisões em termos de expansão do projeto ou do formato utilizado".

Diretor geral da Ancoradouro, Juarez Cintra Neto explica a participação da empresa na ação: "A loja é parte do GSA, somos GSA da Delta em Brasília há cinco anos e operacionalmente somos os responsáveis pela unidade".

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Publicada em 25/9/2012 19:04:00
Delta abre, em Brasília, loja com Gol e Ancoradouro

Na home, Christophe Didier (Delta) e Marcus Silveira (Gol); acima, os dois durante brinde com Tim Lotter (Delta), Juarez Cintra Neto (Ancoradouro), Anderson Wolff (Gol), Rosângela Ricci (Ancoradouro), Marcia Skaf (Delta), Daniel Castanho (Ancoradouro) e Luiz Teixeira (Delta)
BRASÍLIA – A Delta Air Lines inaugurou hoje, na Capital Federal, sua primeira loja no País. A unidade é fruto de parceria com a Gol e será gerida operacionalmente pela Ancoradouro, GSA da aérea americana há 13 anos no Brasil e há cinco em Brasília.

"Estamos muito felizes de poder mostrar ao público uma ação concreta da parceria entre as duas companhias", afirmou Christophe Didier, diretor da Delta no Brasil. "Hoje é um marco para nós: depois de anunciarmos no ano passado investimento de US$ 100 milhões na Gol, ou 3% das ações, estamos trabalhando juntos para proporcionar a melhor experiência aos clientes americanos, brasileiros e de qualquer lugar do mundo", disse, acrescentando que a escolha por Brasília se dá por uma série de razões – entre elas, o fato de eixo Rio – São Paulo estar saturado. "O mercado de Brasília é o que mais cresce no país. Temos um voo diário daqui para Atlanta e o poder aquisitivo do brasiliense já ultrapassou o de paulistas e cariocas", disse o diretor.

De acordo com o gerente geral de Estratégias Comerciais da Gol, Marcus Silveira, a loja vai atender a todo tipo de público: "É o pontapé inicial a partir do qual avaliaremos o modelo para uma possível expansão. Temos uma expectativa muito boa, estamos ofertando uma solução completa ao cliente e os resultados daqui balizarão futuras decisões em termos de expansão do projeto ou do formato utilizado".

Diretor geral da Ancoradouro, Juarez Cintra Neto explica a participação da empresa na ação: "A loja é parte do GSA, somos GSA da Delta em Brasília há cinco anos e operacionalmente somos os responsáveis pela unidade".



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Após anunciar RJ, Condor vai aumentar frequências em Recife

19/09/2012 - Mercado & Eventos

Anderson Masetto

Após anunciar que passará a voar duas vezes por semana entre o Rio de Janeiro e Frankfurt – que terão início em novembro -, a Condor quer aumentar a sua presença na região Nordeste. A companhia já conta com dois voos por semana de Salvador e um de Recife e quer ter mais uma frequência da capital pernambucana. A informação é o gerente de vendas para o Brasil da Aviareps (empresa que representa a companhia no País), Klaus Becker (foto).

De acordo com o executivo, a expectativa é de que o novo voo se viabilize em janeiro de 2013. "Temos um foco grande no Nordeste e vamos continuar crescendo na região", disse. Os voos da aérea para o Brasil são operados com Boeings 767-300, com capacidade para 265 lugares em três classes. Segundo Becker, o mercado brasileiro responde por cerca de 30% dos passageiros dos voos da companhia para o País.



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Demanda cresce em agosto, e Tam lidera com 40,55%

25/09/2012 - Panrotas

Tam permanaceu na liderança com 40,55% dos passageiros transportados
A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros (passageiros-quilômetros pagos transportados – RPK) cresceu 6,72% em agosto quando comparada com o mesmo mês de 2011. A oferta (assentos-quilômetros oferecidos – ASK), por sua vez, aumentou 0,6% no mesmo período. Os dados foram divulgados hoje pela Anac.

No mercado doméstico, a Tam manteve-se na liderança com 40,55% dos passageiros transportados no mês passado. A Gol ficou com 34,14%. No acumulado do período de janeiro a agosto de 2012, a participação das líderes alcançou 74%, sendo 40,08% para o Grupo Tam e 33,93% para a Gol.

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), Avianca e Trip destacaram-se com as maiores taxas de crescimento da demanda em agosto de 2012 quando comparadas com o mesmo mês de 2011, passando de 3,56% para 5,10% (crescimento de 43,47%) e de 3,43% para 4,69% (crescimento de 36,58%), respectivamente.

VEJA ABAIXO O MARKET SHARE INDIVIDUAL DE CADA EMPRESA

Tam – 40,55%
Gol – 34,14%
Azul – 9,84%
Avianca – 5,10%
Webjet – 5%
Trip – 4,69%



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sábado, 22 de setembro de 2012

Aeroporto de Porto Alegre terá anel viário

17/09/2012 - Jornal da Band

Obra orçada em R$ 83 milhões terá recursos provenientes de financiamento da Caixa Econômica Federal
Do Metro Porto Alegre
noticias@band.com.br

Condições do terreno encareceram as obras
Gabriela Di Bella / Metro

O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, vai ganhar um "anel viário" a partir da duplicação da avenida Severo Dullius. Na sexta-feira, a prefeitura publicou aviso de licitação para duplicar 2,4 quilômetros ligando a avenida à zona leste da cidade. Com o prolongamento, que ligará a avenida com a Dona Alzira e dali para a zona leste, o aeroporto ganhará acesso direto para todas as regiões da capital. O projeto também permitirá uma ligação entre o aeroporto e a avenida Assis Brasil.

A obra de ampliação está orçada em R$ 72,7 milhões, mas o projeto deverá custar pelo menos mais R$ 10 milhões devido à situação atual do terreno onde será realizada a ampliação da Severo Dullius. As empresas interessadas têm até às 16h de 17 de outubro para apresentar os documentos necessários à declaração de interesse. Os recursos para a obra sairão por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal.

"Queremos fazer um anel viário para o aeroporto. Todo o trânsito que vem pela BR-116 poderá ter a Severo Dullius como alternativa e, com isso, os motoristas evitariam o trânsito do centro", explicou o secretário extraordinário da Copa de 2014, Urbano Schimitt. O principal problema do processo está em preparar o solo da região. Em junho, a prefeitura assinou contrato com a BR Sul Serviços para a substituição do piso onde será implantado o prolongamento, que já abrigou um depósito de lixo. "São as mesmas dificuldades que encontramos nas obras do aeroporto. O custo da obra é alto por que é uma intervenção complexa em um terreno bastante irregular", explica.

As reformas na avenida Severo Dullius integram o projeto de melhorias do Aeroporto Salgado Filho para a Copa de 2014.

Qatar Airways faz sondagem para compra da Gol

17/09/2012 - Mercado & Eventos

Veja

Segundo a revista Veja executivos da Qatar Airways tiveram uma reunião com a diretoria da Gol no último dia 4 para uma sondagem de compra da companhia. Os árabes querem utilizar o mesmo modelo empreendido na fusão da Lan com a Tam para criação da Latam. A diretoria da Gol consultada a respeito desse interesse informou que não tem nada a comentar e que não existem propostas concretas para compra da empresa.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Governo revê novamente modelo para aeroportos 18/09/2012 - Valor Econômico, Daniel Rittner Aeroporto do Galeão, no Rio: como os investimentos para ampliação já foram contratados pela Infraero, a meta agora é melhorar a capacidade de gestão Após ter constatado o desinteresse de grandes operadoras europeias e asiáticas em associar-se à Infraero, com uma participação minoritária, o governo recuou do modelo de concessão de aeroportos que vinha ganhando força nas últimas semanas e já pensa em uma nova alternativa. Agora, a aposta é voltar ao desenho de repassar à iniciativa privada uma fatia majoritária dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG). A presidente Dilma Rousseff resiste em aplicar o mesmo formato do leilão que concedeu três terminais estratégicos, em fevereiro. Ela pretende deixar as empreiteiras fora da disputa e restringir a licitação às operadoras estrangeiras. Também prefere um leilão no qual o vencedor não seja escolhido pelo maior valor de outorga, mas por pontuação que privilegie critérios técnicos. A gota d'água para o abandono da proposta levada recentemente à Europa, por uma comitiva de ministros e altos funcionários encabeçada pela ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, foi o fracasso da consulta feita à Changi - que administra o aeroporto de Cingapura e se associou à Odebrecht para participar da primeira rodada de privatização dos aeroportos, tendo ficado em segundo lugar na disputa por Viracopos. Em teleconferência com autoridades brasileiras, os asiáticos disseram não à proposta de entrar na Infraero com participação minoritária. A apresentação do governo, obtida pelo Valor, previa a criação da Infrapar e a busca de um sócio estrangeiro para ficar com uma fatia de 20% a 49% da nova subsidiária da Infraero. Da mesma forma que já ocorre com a Petrobras e a Eletrobras, a Infrapar estaria livre da Lei 8.666/93, driblando as amarras do regime de contratações públicas. Além do Galeão e de Confins, a subsidiária herdaria as participações da Infraero - 49% do capital - nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. O modelo não agradou a nenhuma operadora. Pelo menos seis administradoras de aeroportos foram consultadas: a alemã Fraport (Frankfurt), a francesa ADP (Paris), a holandesa Schipol (Amsterdã), a britânica BAA (Londres), a coreana Incheon (Seul) e a Changi (Cingapura). Só a BAA, mesmo sem entusiasmo, deixou a porta aberta para eventual associação com a Infraero como minoritária. Ela é controlada hoje pela espanhola Ferrovial. A Fraport surpreendeu os ministros por sua franqueza "germânica" e foi enfática ao defender a retomada do modelo de concessões "puras". Apesar da frustração dos planos, o governo ainda resiste a voltar para esse modelo. Uma terceira opção, que agora começa a ser estudada, envolve o retorno da Infraero à condição de minoritária - com, no máximo, 49% de participação. Mas considera a possibilidade de uma "golden share" para a estatal. Por isso, está sendo chamada no Palácio do Planalto de "modelo Vale " ou "modelo Embraer ", em referência às duas empresas que foram privatizadas nos anos 90, preservando poder de veto ao Estado nas decisões mais estratégicas. A intenção do governo é evitar a participação de empreiteiras, como ocorreu no leilão de fevereiro. Na ocasião, todos os 11 grupos que entraram na disputa tinham a presença das gigantes nacionais da construção. Odebrecht e Queiroz Galvão lideraram seus consórcios diretamente, enquanto outras tiveram participação indireta, por meio da CCR (Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez) e OAS (Invepar). Para Dilma, Galeão e Confins enfrentam menos gargalos do que as três primeiras concessões e os principais investimentos para ampliação de capacidade de seus terminais já foram contratados pela Infraero, tornando dispensável a presença de empreiteiras no negócio. O objetivo maior nesses dois aeroportos, na avaliação da presidente, é melhorar a capacidade de gestão. O próximo leilão também pode aposentar o maior valor de outorga como critério para a definição do vencedor. Auxiliares diretos de Dilma avaliam que isso pode levar à vitória de quem tem mais "bala na agulha" para oferecer ágios robustos, não importa se com propostas viáveis ou não do ponto de vista financeiro, impedindo a escolha das grandes operadoras, que podem transferir mais "know-how" à Infraero. Por isso, a ideia é ter uma disputa em que a proposta técnica defina os vencedores. Outro grupo de assessores presidenciais avalia que há uma forma mais simples de apertar o funil da concorrência: aumentar, de 5 milhões para mais de 40 milhões por ano, o número mínimo de passageiros que um aeroporto estrangeiro precisa movimentar para que sua operadora seja habilitada ao leilão no Brasil. O desenho final do modelo deverá jogar o anúncio do pacote de aeroportos, que deveria sair neste mês, somente para outubro. Além do novo sistema de administração do Galeão e de Confins, o governo pretende anunciar um plano de aviação regional, com investimentos de até R$ 4 bilhões. Também publicará decreto que libera a exploração comercial de novos aeroportos voltados para a aviação executiva. De qualquer forma, segundo avaliam interlocutores de Dilma, não dá mais para insistir na busca de um sócio minoritário para a Infraero. Mesmo alterando o regime estatutário da estatal e liberando-a da Lei de Licitações, ela continuaria sendo submetida a fiscalizações do Tribunal de Contas da União (TCU) e correria o risco de ver projetos parados. Apesar do receio em dizer isso abertamente aos ministros brasileiros, as operadoras estrangeiras comentaram com grupos privados brasileiros qual é a maior preocupação que têm em assumir uma participação minoritária na Infraero: a "falta de liquidez" de um ativo como esse. Um exemplo citado pelas operadoras é o da Hochtief, uma das maiores construtoras da Alemanha, que comprou fatias minoritárias em aeroportos como os de Atenas e Hamburgo - em modelo semelhante ao que o governo brasileiro quer aplicar na Infraero. No ano passado, o grupo espanhol ACS, do empresário Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, fez uma oferta hostil e assumiu o controle da Hochtief, mas não se interessou por esses ativos na área de aeroportos. Desde então, tenta vender a participação nas operadoras de Atenas e Hamburgo, sem sucesso. A Changi rejeitou comparações entre o modelo elaborado para a Infraero e a ofensiva que fez na Rússia, em junho, ao comprar 30% de participação em quatro aeroportos, incluindo o de Sochi, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Embora seja minoritária, a Changi se associou a parceiros locais e esses aeroportos não têm nenhuma participação estatal.

18/09/2012 - Valor Econômico, Daniel Rittner

Aeroporto do Galeão, no Rio: como os investimentos para ampliação já foram contratados pela
Infraero, a meta agora é melhorar a capacidade de gestão

Após ter constatado o desinteresse de grandes operadoras europeias e asiáticas em associar-se à Infraero, com uma participação minoritária, o governo recuou do modelo de concessão de aeroportos que vinha ganhando força nas últimas semanas e já pensa em uma nova alternativa. Agora, a aposta é voltar ao desenho de repassar à iniciativa privada uma fatia majoritária dos aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG).

A presidente Dilma Rousseff resiste em aplicar o mesmo formato do leilão que concedeu três terminais estratégicos, em fevereiro. Ela pretende deixar as empreiteiras fora da disputa e restringir a licitação às operadoras estrangeiras. Também prefere um leilão no qual o vencedor não seja escolhido pelo maior valor de outorga, mas por pontuação que privilegie critérios técnicos.

A gota d'água para o abandono da proposta levada recentemente à Europa, por uma comitiva de ministros e altos funcionários encabeçada pela ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, foi o fracasso da consulta feita à Changi - que administra o aeroporto de Cingapura e se associou à Odebrecht para participar da primeira rodada de privatização dos aeroportos, tendo ficado em segundo lugar na disputa por Viracopos. Em teleconferência com autoridades brasileiras, os asiáticos disseram não à proposta de entrar na Infraero com participação minoritária.

A apresentação do governo, obtida pelo Valor, previa a criação da Infrapar e a busca de um sócio estrangeiro para ficar com uma fatia de 20% a 49% da nova subsidiária da Infraero. Da mesma forma que já ocorre com a Petrobras e a Eletrobras, a Infrapar estaria livre da Lei 8.666/93, driblando as amarras do regime de contratações públicas.

Além do Galeão e de Confins, a subsidiária herdaria as participações da Infraero - 49% do capital - nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. O modelo não agradou a nenhuma operadora.

Pelo menos seis administradoras de aeroportos foram consultadas: a alemã Fraport (Frankfurt), a francesa ADP (Paris), a holandesa Schipol (Amsterdã), a britânica BAA (Londres), a coreana Incheon (Seul) e a Changi (Cingapura). Só a BAA, mesmo sem entusiasmo, deixou a porta aberta para eventual associação com a Infraero como minoritária. Ela é controlada hoje pela espanhola Ferrovial. A Fraport surpreendeu os ministros por sua franqueza "germânica" e foi enfática ao defender a retomada do modelo de concessões "puras".

Apesar da frustração dos planos, o governo ainda resiste a voltar para esse modelo. Uma terceira opção, que agora começa a ser estudada, envolve o retorno da Infraero à condição de minoritária - com, no máximo, 49% de participação. Mas considera a possibilidade de uma "golden share" para a estatal. Por isso, está sendo chamada no Palácio do Planalto de "modelo Vale " ou "modelo Embraer ", em referência às duas empresas que foram privatizadas nos anos 90, preservando poder de veto ao Estado nas decisões mais estratégicas.

A intenção do governo é evitar a participação de empreiteiras, como ocorreu no leilão de fevereiro. Na ocasião, todos os 11 grupos que entraram na disputa tinham a presença das gigantes nacionais da construção. Odebrecht e Queiroz Galvão lideraram seus consórcios diretamente, enquanto outras tiveram participação indireta, por meio da CCR (Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez) e OAS (Invepar).

Para Dilma, Galeão e Confins enfrentam menos gargalos do que as três primeiras concessões e os principais investimentos para ampliação de capacidade de seus terminais já foram contratados pela Infraero, tornando dispensável a presença de empreiteiras no negócio. O objetivo maior nesses dois aeroportos, na avaliação da presidente, é melhorar a capacidade de gestão.

O próximo leilão também pode aposentar o maior valor de outorga como critério para a definição do vencedor. Auxiliares diretos de Dilma avaliam que isso pode levar à vitória de quem tem mais "bala na agulha" para oferecer ágios robustos, não importa se com propostas viáveis ou não do ponto de vista financeiro, impedindo a escolha das grandes operadoras, que podem transferir mais "know-how" à Infraero. Por isso, a ideia é ter uma disputa em que a proposta técnica defina os vencedores.

Outro grupo de assessores presidenciais avalia que há uma forma mais simples de apertar o funil da concorrência: aumentar, de 5 milhões para mais de 40 milhões por ano, o número mínimo de passageiros que um aeroporto estrangeiro precisa movimentar para que sua operadora seja habilitada ao leilão no Brasil.

O desenho final do modelo deverá jogar o anúncio do pacote de aeroportos, que deveria sair neste mês, somente para outubro. Além do novo sistema de administração do Galeão e de Confins, o governo pretende anunciar um plano de aviação regional, com investimentos de até R$ 4 bilhões. Também publicará decreto que libera a exploração comercial de novos aeroportos voltados para a aviação executiva.

De qualquer forma, segundo avaliam interlocutores de Dilma, não dá mais para insistir na busca de um sócio minoritário para a Infraero. Mesmo alterando o regime estatutário da estatal e liberando-a da Lei de Licitações, ela continuaria sendo submetida a fiscalizações do Tribunal de Contas da União (TCU) e correria o risco de ver projetos parados.

Apesar do receio em dizer isso abertamente aos ministros brasileiros, as operadoras estrangeiras comentaram com grupos privados brasileiros qual é a maior preocupação que têm em assumir uma participação minoritária na Infraero: a "falta de liquidez" de um ativo como esse.

Um exemplo citado pelas operadoras é o da Hochtief, uma das maiores construtoras da Alemanha, que comprou fatias minoritárias em aeroportos como os de Atenas e Hamburgo - em modelo semelhante ao que o governo brasileiro quer aplicar na Infraero.

No ano passado, o grupo espanhol ACS, do empresário Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, fez uma oferta hostil e assumiu o controle da Hochtief, mas não se interessou por esses ativos na área de aeroportos. Desde então, tenta vender a participação nas operadoras de Atenas e Hamburgo, sem sucesso.

A Changi rejeitou comparações entre o modelo elaborado para a Infraero e a ofensiva que fez na Rússia, em junho, ao comprar 30% de participação em quatro aeroportos, incluindo o de Sochi, sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014. Embora seja minoritária, a Changi se associou a parceiros locais e esses aeroportos não têm nenhuma participação estatal.

Concessionária apresenta projeto de ampliação do aeroporto de Viracopos

17/09/2012 - G1

Segundo ciclo de obras, que prevê segunda pista, pode ser antecipado. Em 2038 terminal terá capacidade para 80 milhões de passageiros por ano.
Do G1 Campinas e Região

Veja o vídeo no site do G1
A concessionária Aeroportos Brasil apresentou, nesta segunda-feira (17), o projeto de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas (SP) e anunciou a intenção de antecipar a construção da segunda pista de pouso, inicialmente prevista para 2018, quando o número de passageiros deve chegar a 22 milhões anualmente.

A concessionária afirma que o aeroporto será o maior da América Latina em fluxo de passageiros após a ampliação, com a expectativa de chegar a 80 milhões de pessoas por ano em 2038. As obras do novo terminal de passageiros começaram em agosto e a inauguração está prevista para 2014. A construção da segunda pista ainda depende de decisões sobre o eventual desvio de uma linha férrea que cruza o terreno.

O projeto da nova pista também precisa de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mas o presidente do conselho de administração da concessionária, João Santana, confirma a intenção de antecipar o cronograma. "Já começamos a contactar os projetistas", disse. Pelo projeto, as obras não devem atrapalhar as operações no aeroporto. Como a nova pista deve ser construída a 2,5 quilômetros da atual, será possível a operação de partidas e decolagens simultâneas.

saiba mais
VEJA GALERIA DE FOTOS DA PROJEÇÃO DE COMO FICARÁ O TERMINAL
Cetesb exige contratação de mão de obra local para obras de Viracopos

Futuro
Com investimento total estimado em R$ 8,4 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão, o Aeroporto Internacional de Viracopos será preparado para receber 80 milhões de passageiros/ano, segundo a concessionária que venceu o leilão do aeroporto em fevereiro.

O novo aeroporto de Viracopos foi concebido a partir do conceito de 'aeroporto cidade' e prevê, na expansão, também hotéis, shopping center e centro de convenções. O projeto foi desenvolvido em parceria com a projetista holandesa NACO, consultoria especializada na engenharia de aeroportos responsável pelo aeroporto de Schipol, em Amsterdã, e também com a consultoria da Flughafen München GmbH (FMG), operadora do Aeroporto de Munique, na Alemanha, o sexto maior da Europa.


Perspectiva do plano de ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP) (Foto: Divulgação)

Etapas do projeto
O projeto de ampliação de Viracopos terá cinco ciclos de investimentos durante os 30 anos de concessão. O primeiro deles, que segue até maio de 2014, já está em execução. Na primeira etapa, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá aproximadamente R$ 1,4 bilhão na construção de um novo terminal de passageiros com capacidade para o transporte de 14 milhões de passageiros por ano. O prédio terá ainda 28 pontes de embarque, sete novas posições remotas de estacionamento de aeronaves e um edifício-garagem com 4 mil vagas, além da ampliação das pistas de taxiamento de aeronaves, até maio de 2014.

O projeto também destaca a cobertura do telhado desenvolvido captura da energia solar e com o sistema de reutilização da água da chuva. O edifício-garagem será integrado ao novo terminal de passageiros por uma ponte coberta e contará com restaurantes, loja de aluguel de carros e escritórios dos órgãos públicos federais. A estrutura também estará preparada para uma expansão vertical futura, onde poderão ser construídos escritórios comerciais e um hotel.

A concessionária planeja ainda que o novo terminal e as intervenções previstas no primeiro ciclo de investimentos estejam integradas com os prédios atualmente existentes no complexo durante o período de obras, sem o comprometimento das operações do aeroporto até 2014.

Atualmente, a Aeroportos Brasil Viracopos executa obras de preparo do terreno e terraplenagem, que vão movimentar 2,5 milhões de m³ de terra e se estenderão até a primeira quinzena de outubro, quando terá início a etapa de fundação. Nesta semana, o canteiro de obras já conta com o trabalho de 250 operários diretos e indiretos e o pico será atingido ao longo de 2013, com cerca de 3 mil operários em ação.

Ciclos de investimento
Após a primeira etapa de investimento, até 2014, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá mais R$ 7 bilhões no processo contínuo de expansão e modernização do complexo aeroportuário. No segundo ciclo, a capacidade esperada será de 22 milhões de passageiros ao ano, com início das intervenções projetado para 2018 e construção da segunda pista. Já no terceiro ciclo, serão 45 milhões de passageiros, com início das obras previsto para 2024 e construção da terceira pista. O ciclo seguinte tem previsão de 65 milhões de passageiros, com início das intervenções projetado para 2033 e construção da quarta pista. O quinto ciclo, com capacidade esperada para 80 milhões de passageiros ano, tem início das intervenções projetado para 2038.

As datas previstas para os ciclos de investimento levam em consideração uma projeção da demanda de passageiros, podendo ser antecipadas para manter o nível de qualidade e conforto necessários à operação do aeroporto.

Obras de revitalização
Simultaneamente às obras do primeiro ciclo do plano de ampliação, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá R$ 69 milhões na revitalização do atual terminal de passageiros do aeroporto até que o novo terminal esteja em operação. As intervenções foram iniciadas em agosto e serão concluídas no primeiro trimestre de 2013. Além disso, outros R$ 31 milhões serão investidos na readequação do atual terminal de cargas.


Perspectiva do plano de ampliação do aeroporto
de Viracopos,em Campinas (SP) (Foto: Divulgação )

Entre as ações de revitalização previstas está o aumento de 94% da área para sanitários no terminal de passageiros a partir da construção de novos banheiros e da reforma e modernização dos existentes. As áreas de embarque também serão ampliadas em 142%. A concessionária também executará obras complementares no Módulo Operacional Provisório (MOP) para a instalação de esteiras de bagagem, ampliando a capacidade de check-ins.

Na área externa, já estão em andamento as obras para implantação de uma passarela coberta, com cerca de 600 metros de extensão, entre os bolsões de estacionamento e o terminal de passageiros. Outra intervenção prevista para os bolsões de estacionamento é a implantação de guaritas elevadas de vigilância.

Transição da operação
Entre as ações atualmente executadas pela Aeroportos Brasil Viracopos, também está o Plano de Transferência Operacional (PTO) da administração do aeroporto da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária ( Infraero) para a concessionária.

O processo de transição foi iniciado no último dia 13 de agosto e está dividido em duas etapas. Até o mês de novembro, a operação segue sob responsabilidade da Infraero, mas é assistida pela equipe da concessionária, que está se familiarizando com todos os processos do aeroporto para assumir sua operação.

A partir de novembro, a Aeroportos Brasil assume a operação de Viracopos, com a supervisão da Infraero, por um prazo de 90 dias. Em fevereiro de 2013, a responsabilidade da operação de Viracopos passa a ser exclusiva da concessionária.
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Perspectiva do plano de ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP)
(Foto: Divulgação )

Etihad Airways terá voos diretos São Paulo-Abu Dhabi a partir de junho de 2013

17/09/2012 - Folha de São Paulo

DA EFE

A Etihad Airways, companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos, começará a ter voos diretos de São Paulo para Abu Dhabi a partir de junho de 2013, informou a empresa nesta segunda-feira.

A empresa informou, além disso, que está realizando consultas com várias companhias aéreas da América Latina para firmar acordos a fim de ampliar a rede de viagens para todo o continente americano.

O diretor-executivo da Etihad Airways, James Hogan, destacou que a economia do Brasil é uma das mais promissoras do mundo. Em dezembro, o governo brasileiro anunciou que o país se transformou na sexta maior economia do mundo ao superar o Reino Unido.

A troca comercial entre Brasil e Emirados Árabes Unidos chega a quase US$ 3 bilhões (R$ 6 bilhões) ao ano, quantia que, segundo Hogan, as autoridades do país árabe esperam aumentar para US$ 10 bilhões (R$ 20,1 bilhões) nos próximos cinco anos.

Viracopos quer abrir 2ª pista em até 5 anos

18/09/2012 - O Estado de S.Paulo

Concessionária Aeroportos Brasil anunciou que vai antecipar obra de 2023 para 2017
RICARDO BRANDT / CAMPINAS - O Estado de S.Paulo

A concessionária Aeroportos Brasil anunciou ontem que vai antecipar a entrega da segunda pista do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), de 2023 para 2017, o que vai aumentar a capacidade para 22 milhões de passageiros por ano e permitir que o terminal seja o primeiro no País a fazer pousos e decolagens simultaneamente em duas pistas.

Foi anunciada também a construção de uma estação de trem para conectar o aeroporto a dois modais ainda a serem construídos: o trem de alta velocidade (TAV), que ligará Rio-São Paulo-Campinas, e o Trem Expresso, do governo paulista, que ligará São Paulo-Jundiaí-Campinas. O anúncio da concessionária, que venceu o leilão em 6 de fevereiro, foi feito durante a apresentação do projeto do novo terminal de passageiros, que teve as obras iniciadas no dia 31 de agosto e vai ser entregue até maio de 2014 - elevando sua capacidade dos atuais 7 milhões de passageiros/ano para 14 milhões de passageiros/ano, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

Dois fatores levaram o grupo de investidores a antecipar os planos de ampliação: o aumento maior de demanda aeroportuária em relação ao previsto no contrato e a meta de elevar a categoria do aeroporto e, assim, transformá-lo em um ponto de conexão para voos internacionais dentro da América Latina. "Quando o governo começou o processo de concessão, o movimento anual de passageiros colocado em Viracopos era de 7 milhões. Quando a gente assinou o contrato já eram 9 milhões", explicou o presidente do conselho administrativo da Aeroportos Brasil, João Santana. "O principal para ser ter a segunda pista é que ela transforma o aeroporto em um terminal de classe superior, com pistas modernas, que operam simultaneamente, dando oportunidade para que você atraia mais companhias."

Hoje, só a TAP e a TAM fazem voos internacionais por Viracopos. Mas a concessionária afirmou que não acredita em ociosidade de movimento. "O eixo econômico da região de Campinas vai atrair cada vez mais companhias aéreas", afirmou Santana. As obras de ampliação ainda vão mudar o perfil de Viracopos, que atualmente atende mais o movimento de cargas. "No fim do período de concessão de 30 anos essa composição será equilibrada", diz o diretor administrativo financeiro, Roberto Guimarães.

Projeto. A nova pista, que deve custar R$ 500 milhões, está projetada para ser feita a 2,5 km da atual e precisa ser liberada pela Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). Também precisam ser concluídas as desapropriações de terrenos no entorno de Viracopos, feitas pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

O órgão ambiental estadual deu, em 30 de agosto, a licença para a construção da primeira etapa da ampliação. Ela prevê o novo terminal, com 110 mil m² de área, edifício-garagem com três pisos e capacidade para 4,5 mil veículos (o atual suporta 2,1 mil) e 28 posições para estacionamento de aeronaves com pontes de embarque e desembarque (fingers), o que não existe atualmente, além de sete posições remotas (com acesso aos aviões por ônibus).

Sustentabilidade. O projeto do novo terminal, que será entregue até a Copa de 2014, traz também inovações na área de sustentabilidade, como o telhado todo coberto com placas fotovoltaicas para geração de energia solar e a captação de água da chuva para o ar-condicionado. O novo terminal terá ainda esteiras horizontais rolantes para movimentação de passageiros, uma ponte subterrânea para o edifício-garagem, free shop, restaurantes, lojas de aluguel de carros e escritórios para órgãos públicos, além de salas comerciais.


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Voo Rio-Madri da Iberia será diário no próximo mês

18/09/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

O A340-300 que faz o voo Rio de Janeiro – Madri (foto divulgação Iberia)

A partir do próximo mês, a Iberia vai colocar mais um voo semanal entre o Rio de Janeiro (GIG) e Madri. Dessa forma, a aérea espanhola terá um voo diário entre as duas cidades. A operação é feita com o Airbus A340-300.

Aérea do Leste Europeu recebe primeiro Embraer 175

18/09/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A companhia aérea Belavia, da Belarus (Europa Oriental), recebeu o primeiro jato Embraer 175, em cerimônia realizada na sede da Embraer, em São José dos Campos (SP), nesta sexta-feira (dia 14). A aeronave, arrendada junto à Air Lease Corporation (ALC), será utilizada em rotas europeias a partir do Aeroporto Internacional de Minsk, a capital do país. Um segundo E175 deve ser entregue no final deste ano.

O E175 da Belvaia está configurado com 12 assentos na classe executiva e 64 na econômica. Os planos da empresa são utilizar os novos jatos em rotas entre Minsk e Moscou-Domodedovo e São Petersburgo (Rússia), Baku (Azerbaijão), Paris (França), Yerevan (Armênia) e Milão (Itália)

"Este primeiro E175 será fundamental para apoiar o plano de desenvolvimento estratégico de nossa empresa, que nos permitirá adequar a capacidade à demanda em nossas principais rotas europeias", disse o diretor geral da Belavia, Anatoly Gusarov.

Criada em 1996, a Belavia é uma companhia aérea 100% estatal da Belarus. Atende a mais de 30 destinos, principalmente na Europa e Comunidade dos Estados Independentes (CEI). A Belavia tem acordos cooperação (code-share) com as aéreas Azal, Aerosvit, Air Baltic, Austrian, CSA, Finnair, KLM, Lot, Rossiya, Transaero, S7, Air France e Ural Airlines. Site: www.belavia.by.


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Aeroporto de Campinas passará por reforma e terá nova pista de pouso

18/09/2012 - Jornal de Turismo

O projeto de ampliação de Viracopos terá cinco ciclos de investimentos durante os 30 anos de concessão. O primeiro deles, que segue até maio de 2014, já está em execução.

Na primeira etapa, a Aeroportos Brasil Viracopos investirá aproximadamente R$ 1,4 bilhão na construção de um novo terminal de passageiros com capacidade para o transporte de 14 milhões de passageiros por ano.

O prédio terá ainda 28 pontes de embarque, sete novas posições remotas de estacionamento de aeronaves e um edifício-garagem com 4 mil vagas, além da ampliação das pistas de taxiamento de aeronaves, até maio de 2014. O novo aeroporto de Viracopos foi concebido a partir do conceito de 'aeroporto cidade' e prevê, na expansão, também hotéis, shopping center e um centro de convenções.


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Trip amplia opções de voos em Barreiras (BA)

18/09/2012 - Mercado & Eventos

Rafael Massadar

A partir de 20 de setembro, a Trip Linhas Aéreas, amplia suas operações na cidade baiana de Barreiras e disponibiliza voos para Salvador (BA) e Vitória da Conquista (BA). A companhia terá tarifas especiais para marcar o início dos novos voos. O trecho Barreiras – Salvador, realizado sem escalas, pode ser adquirido a partir de R$ 199,80. Para a rota Barreiras – Vitória da Conquista, os valores começam em R$ 239,90. As tarifas são válidas para compras com 21 dias de antecedência, até 20 de outubro, para embarque até 19 de novembro deste ano, exceto em períodos de feriados ou eventos regionais.

"Iniciamos as operações na cidade de Barreiras dia 10 de setembro e já recebemos liberação para ampliar as rotas. Para nós, esse é um importante reconhecimento do trabalho que estamos desenvolvendo no Estado da Bahia. Barreiras já é a sexta cidade operada pela Trip no Estado", afirma o diretor de Relações Institucionais e Infraestrutura Aeroportuária da Trip, Victor Celestino.

Azul Trip comemoram aprovação da Anac com 100 horas de promoção

20/09/2012 - Mercado & Eventos

Luiz Marcos Fernandes

Os passageiros da da Azul e Trip poderão escolher entre 100 destinos para viajar a partir de 2 de dezembro. Com a decisão da Anac – Agência de Aviação Civil – de aprovar o code-share, solicitado em julho as aéreas estão em um processo de associação, o qual aguarda aprovação pelos órgãos competentes. As vendas para os trechos compartilhados já aprovados começam hoje por meio dos canais de atendimento da Azul. E para registrar esse expressivo marco de 100 destinos, as duas companhias farão 100 horas de promoções, divididas em 10 dias, que vão desde descontos em compras de passagens até tarifas especiais. Para descobrir qual está valendo e por quanto tempo é preciso acompanhar a página da Azul no Facebook onde estarão todas as informações e explicações de como participar.

"Azul e a Trip são as empresas do Brasil, pois, ao se unirem pelo compartilhamento de voos oferecerão juntas mais opções de destinos do que qualquer outra companhia oferece hoje. E isso, na prática, facilitará muito a vida dos clientes, que poderão, a partir de dezembro, viajar para mais lugares e com mais comodidade", explica David Neeleman, presidente da Azul e presidente do Conselho de Administração da holding Azul Trip S.A*.

No code-share entre as companhias, a Azul ficará responsável pela comercialização dos trechos de ambas empresas. A Trip continuará a vender normalmente seus voos por meio de seus canais. Embora o acordo seja bilateral, as companhias decidiram concentrar as vendas destes voos em apenas uma empresa, já em preparação para a adoção de uma única plataforma de vendas no futuro. Para o passageiro, o acordo trará vantagens, como um único check-in, único despacho e consequentemente a redução do tempo de voo.


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Fusão entre Gol e Webjet deve ser analisada pelo Cade na quarta-feira

20/09/2012 - G1 Valor OnLine BRASÍLIA - A compra da Webjet pela Gol deve ser analisada pelo plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na sessão da próxima quarta-feira, de acordo com a pauta publicada no Diário Oficial da União de hoje. O negócio foi anunciado em julho do ano passado. O preço inicial total da Webjet, estimado na época do anúncio da operação, era de R$ 310,7 milhões, sendo R$ 214,7 milhões de dívidas. A Gol informou, em março, que concluiu a compra da Webjet por R$ 43 milhões, ante R$ 96 milhões previstos inicialmente. Em outubro, esse valor já havia sido reduzido para R$ 70 milhões. Também em outubro do ano passado, as companhias aéreas assinaram um documento em que a fusão fica suspensa até o órgão antitruste ter uma decisão sobre o caso. O Acordo de Preservação de Reversibilidade de Operação (Apro) é uma medida para garantir que a compra possa ser revertida se o negócio for reprovado pelo Cade. Na última sessão do Cade, em 12 de setembro, o relator do caso, conselheiro Ricardo Ruiz, afirmou que a fusão seria julgada 'com certeza' neste ano, pois havia recolhido todas as informações e documentos necessários para analisar o processo. (Thiago Resende | Valor)

Azul e Trip lançam novo voo: Pampulha – Viracopos

20/09/2012 - Mercado & Eventos Rafael Massadar A partir de 1º de outubro, a Trip começa a voar na frequência Pampulha – Viracopos. Ao todo, serão quatro voos diários operadas por aeronaves ATR. As passagens já estão à venda, somente pela Azul, a partir de R$ 79,90 o trecho. As reservas são obrigatórias, devem ser feitas até este domingo, dia 23, para viagens realizadas entre 1º e 10 de outubro.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Etihad aumenta disputa de aéreas árabes no país

17/09/2012 - Valor Econômico

CEO da Etihad, James Hogan diz que voo para o Brasil será rentável em três anos
Por Alberto Komatsu | De São Paulo

Fundada em 2003, com contribuição de duas aeronaves que eram operadas pela brasileira TAM Linhas Aéreas, a Etihad Airways vai se tornar, a partir de 1º de junho de 2013, a terceira companhia árabe a voar para o país, além de Emirates Airlines e Qatar Airways, aumentando a competição entre as empresas aéreas do Oriente Médio, as que crescem mais rapidamente no mundo, em busca de outros mercados emergentes.

A Etihad pretende estabelecer um elo para os brasileiros voarem para Índia e China a partir de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Serão voos diários a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos. A empresa já emprega em torno de 50 brasileiros, entre eles 18 pilotos e 27 comissários. No total, são 9,8 mil funcionários.

"Nós temos conectividade com a Índia e com a China, então estamos criando uma ponte aérea entre Abu Dhabi e o Brasil para esses importantes mercados, além do Sudeste Asiático" afirmou ao Valor, o presidente-executivo (CEO) da Etihad Airways, o australiano James Hogan.

Segundo o executivo, negociações já estão em andamento para a Etihad aumentar sua conectividade na América do Sul. O objetivo é firmar acordos de compartilhamento de voos (do jargão em inglês "codeshare"). Atualmente, a Etihad desenvolve 38 acordos de "codeshare", que permitem à companhia oferecer aos seus passageiros 323 destinos espalhados pelo mundo. A empresa não faz parte de nenhuma aliança global aérea.

A Etihad voa para 86 destinos, com frota de 67 aeronaves. Segundo Hogan, a companhia deverá encerrar 2012 com cerca de 70 aviões. A Etihad vai operar o voo diário no país com a aeronave A340-600, para 292 passageiros e três classes de assentos.

Em dezembro de 2011, a Etihad anunciou um pedido de US$ 2,8 bilhões à fabricante americana Boeing para a encomenda de dez modelos 787 Dreamliner e dois 777 versão cargueiro. Até 2020, a companhia árabe vai mais do que dobrar o tamanho da atual frota, para 156 aeronaves.

"Olhando para a América do Sul, estamos convencidos de que poderemos alcançar bons resultados, como a taxa média de ocupação dos aviões que precisamos para tornar nossa operação, no Brasil, rentável. Em três anos, isso deve acontecer", diz Hogan, acrescentando que estima uma taxa média de ocupação no país de 78%, em linha com a sua atual média global.

A projeção de Hogan para a taxa de ocupação da rota brasileira está próxima da média mundial da aviação global, de 78,7% de janeiro a julho, segundo a Associação Internacional do Transporte Aéreo (da sigla em inglês Iata).

Neste ano, a Etihad deve faturar US$ 4,9 bilhões. Para 2013, Hogan projeta US$ 6,5 bilhões.

Em nove anos de atividade, a Etihad adquiriu participações em quatro companhias aéreas. Na Airberlin, a empresa árabe tem 29,12% do capital. Também conta com 40% das ações da Air Seychelles, companhia do arquipélago localizado no Oceano Índico.

A Etihad, controlada 100% pelo governo de Abu Dabi, tem, ainda, 2,9% do capital da irlandesa Aer Lingus. Também mantém 10% de participação na Virgin Austrália. Questionado se a Etihad tem interesse em participar de um processo de consolidação na América Latina, especialmente no Brasil, Hogan respondeu: "É muito prematuro. Temos de entrar no mercado primeiro, construir a marca. Os mercados onde já investimos são mercados maduros."

Além da Etihad, a Qatar opera no país um voo diário entre São Paulo e Doha, capital do país árabe Catar. A Emirates opera voos diários para Dubai, um dos sete Emirados Árabes, a partir de São Paulo e do Rio de Janeiro.

SP quer privatizar 30% de seus aeroportos

17/09/2012 - Valor Econômico

Por Guilherme Soares Dias

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), segundo maior administrador aeroportuário do país, pretende passar para a administração da iniciativa privada pelo menos dez de seus 31 aeroportos. O modelo de participação das empresas e a lista dos terminais estão sendo definidos em estudo. A concessão ou a Parceria Público-Privada (PPP) deve envolver os aeroportos de maior movimento de voos comerciais, como Ribeirão Preto, Bauru, Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto e Araçatuba, e os com maior número de pousos e decolagens na aviação executiva, como Campinas (Amarais), Jundiaí, Sorocaba e Bragança Paulista.

O movimento dos aeroportos administrados pelo Daesp cresceu 134% entre janeiro e julho de 2009 e o mesmo período de 2012, passando de 710 mil para 1,6 milhões de passageiros. O Daesp trilha o mesmo caminho feito pela Infraero, administradora de 66 aeroportos, que concedeu à iniciativa privada três no início do ano e estuda modelos de PPP para pelo menos outros três.

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 A rápida expansão da aviação fez com que o orçamento para investimentos nos aeroportos do Daesp triplicasse no período. Até 2010, o Daesp desembolsou R$ 20 milhões anuais na manutenção das estruturas. Em 2011, o órgão destinou R$ 60 milhões, que foram direcionados para melhora da segurança operacional, recapeamento da pista e sinalização.

Neste ano, os desembolsos previstos chegam a R$ 100 milhões e dão prioridade para segurança de voo e elaboração de projetos para aumento de capacidade dos aeroportos, que devem começar a sair do papel no ano que vem. O planejamento prevê aumentar a capacidade dos terminais, atendendo a demanda prevista até 2030. A ampliação dos aeroportos de Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília ainda passa pela fase de projetos e orçamento das obras.

O Daesp não possui estimativa do custo das intervenções, mas prevê que sejam iniciadas em 2013 e concluídas em 18 meses. "Estamos estudando um modelo para PPP. Queremos trazer a iniciativa privada para garantir esse crescimento", afirma o superintendente da Daesp, Ricardo Volpi. Ele lembra que em 2011 os aeroportos regionais viveram um "boom" com o interesse de novas companhias, como a Webjet, nessas cidades. Além disso, Trip, Azul e Passaredo aumentaram suas ofertas nas cidades do interior paulista, com destaque para Ribeirão Preto, onde o terminal recebeu investimento de R$ 10,4 milhões, aumentando a capacidade de 300 mil passageiros anuais para 2 milhões por ano. "Em 2012 há uma acomodação em todas as cidades, mas com acréscimo de 12% em relação ao ano passado", diz.

O estudo que vai levantar a melhor maneira de participação da iniciativa privada aponta ainda a demanda prevista para 2030. "Ele será atualizado a cada cinco anos. Até por que os cenários mudam. Em Ribeirão Preto, prevíamos atingir 1 milhão de passageiros em 2015 e esse patamar foi ultrapassado em 2011", lembra o superintendente do Daesp.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes de São Paulo, Saulo Abreu, a decisão sobre os aeroportos sai até novembro e os contratos devem ser de 35 anos. "Com a chegada da iniciativa privada estamos estudando hipóteses de alguns aeroportos deixarem de existir e construir outros com maior espaço operacional", diz, sem apontar quais seriam as cidades onde isso pode ocorrer.

Aos poucos a aviação comercial também amplia sua presença nas cidades do interior paulista. Bauru ganhou novo aeroporto em 2006, possibilitando a chegada de companhias aéreas.

Em Araraquara, que não possui voos comerciais, o novo terminal começou a ser construído em fevereiro e deve ser entregue em março de 2013. Já há interesse de empresas para operar no local e o terminal terá capacidade para 500 mil passageiros.

Franca, que hoje opera apenas voos executivos, ganhará pista de 1,4 mil metros e também deve receber operação comercial nos próximos meses. Votuporanga, no extremo oeste paulista, está recebendo adaptações para receber um voo diário de uma companhia regional. "Há uma demanda de cidades do Mato Grosso do Sul e de Goiás, que fazem divisa com São Paulo, que serão atendidos por esse aeroporto", diz Volpi.

A operação dos aeroportos regionais, no entanto, requer desafios. Até o ano passado, o Daesp tinha receita deficitária (prejuízo de R$ 6,5 milhões em 2011), passando a registrar lucro apenas neste ano (R$ 2 milhões entre janeiro e julho de 2012).

Alguns empreendimentos, como o de Bauru-Arealva, que foi inaugurado em 2006, continuam não sendo rentáveis. "Conseguimos reverter as perdas na maior parte dos aeroportos, mas ainda há aqueles que precisam de adequação", afirma Volpi.

Para tornar os aeroportos do interior paulista rentáveis, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, defende que haja mais possibilidades de voos para a capital. "Hoje Congonhas e Guarulhos não têm mais espaço. Queremos que o Campo de Marte seja destinado à aviação regional", aponta. Hoje, o aeroporto executivo está reservado para receber a estação de São Paulo do trem-bala, mas Afif lembra que o governo do Estado trabalha junto à União para transferi-la para a estação de trem Água Branca. "Com isso, somado ao fato de a aviação executiva ganhar novos aeroportos privados, os aviões ATR [utilizados em voos regionais] poderiam utilizam o Campo de Marte, dando maior atratividade para idas ao interior", aponta.

Os aeroportos executivos localizados no entorno da capital paulista, que concentram o maior número de pousos e decolagens dessa categoria, também devem passam por reestruturações. Em Campinas, o Campo dos Amarais ganhará ampliação dos sistemas de pistas e pátios. O investimento é de R$ 7,7 milhões e deve ser concluído em março de 2013. As obras preveem ainda infraestrutura para novos hangares com a construção das vias de serviço para veículos e pista de rolamento.

Em Jundiaí, a obra para melhorias nos sistemas de auxílio à navegação foi licitada em agosto e deve custar R$ 4 milhões. Além disso, a pista do aeroporto de Sorocaba está sendo ampliada e há construção de novos hangares, com investimento de R$ 7,1 milhões. "É um dos aeroportos com maior possibilidade de expansão, por conta da demanda e do espaço disponível no entorno do aeroporto", ressalta Saulo Abreu. Já em Bragança Paulista, as adaptações incluem melhorias na estação meteorológica, sinalização e drenagem, com custos de R$ 2 milhões.

Terminal de Ribeirão Preto terá capacidade ampliada

17/09/2012 - Valor Econômico

Por De Ribeirão Preto (SP)

Idelberto Viana da Silva, comerciante de Macapá, ao desembarcar pela primeira vez em Ribeirão
Preto: " Aqui tudo é bonito, lá o aeroporto é uma vergonha"

Apesar de ser o terminal mais movimentado do interior paulista, o aeroporto estadual Leite Lopes, de Ribeirão Preto, ainda mantém clima de tranquilidade. Em uma manhã de quinta-feira, apenas cinco aviões podiam ser vistos na pista - quatro parados em solo e um em procedimento de pouso, trazendo passageiros de São Paulo. Ao desembarcar, os viajantes precisam caminhar por uma área descoberta até o terminal. Tapumes indicam que a área da única esteira de devolução das malas está em reforma, o que não chegar a causar atraso na entrega de bagagens, que demora cerca de 15 minutos.

Ao sair do saguão, a maioria dos passageiros encontra familiares à espera, e alguns se dirigem à única locadora de automóveis instalada no aeroporto. Para conseguir um táxi, é preciso atravessar a rua. Os carros não são padronizados, e parecem ser clandestinos, porém são legais. O ponto é servido por 35 taxistas, número insuficiente para dar vazão ao fluxo de passageiros.

Na cidade de 612 mil habitantes, conhecida pela vocação para o agronegócio e pela riqueza (30º maior PIB do país), a corrida na bandeira 1 custa R$ 5, superior em 22% ao da capital paulista (R$ 4,10), por exemplo.

No terminal, há poucas referências ao Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), que administra o local - o aeroporto não faz parte da rede da Infraero, responsável pela maior parte dos terminais do país. No saguão, um restaurante-lanchonete e uma banca de revistas dividem espaço com um posto policial e lojas de companhias aéreas.

TAM, Webjet, Azul, Passaredo e Trip operam rotas em direção a Ribeirão Preto. Juntas, transportaram 633,8 mil pessoas entre janeiro e julho deste ano, 88,6% a mais do que no mesmo período de 2010. Na comparação com os sete primeiros meses de 2011, quando Webjet e Passaredo aumentaram o número de voos, houve redução de 6,3%, já que as companhias fizeram ajustes na malha, depois de algumas rotas não terem sido consideradas rentáveis - até o fim do mês, a Webjet vai suspender a operação na cidade, por exemplo.

O número de pessoas que passam pelo aeroporto de Ribeirão, no entanto, é superior ao de capitais como Teresina, onde circularam 611 mil pessoas nos sete primeiros meses de 2012.

O voo entre Ribeirão Preto, que fica a 315 km de São Paulo, e a capital paulista dura 50 minutos e as promoções de passagens aéreas tornam os preços próximos da tarifa do ônibus intermunicipal (R$ 60). O administrador Tiago Gouarte passa pelo aeroporto a cada quatro meses, procedente de Belo Horizonte. O destino é Barretos, município próximo a Ribeirão Preto, para onde vai em visita a familiares. "A estrutura do aeroporto é boa, mas falta, por exemplo, um monitor na sala de embarque para acompanhar a situação dos voos", diz. Barretos fica a uma hora de carro do terminal.

Inaugurado em 1939 como aeroclube, o aeroporto possui hoje três portões de embarque e nove posições de aeronaves. O bancário Wagner Lopes Ferreira faz viagens de negócios pelo banco onde trabalha. "Venho sempre de Campinas para cá. Há bom atendimento, mas faltam mais opções de restaurante e uma cobertura para os passageiros entre a aeronave e o prédio", afirma.

Para o comerciante Idelberto Viana da Silva, a estrutura do terminal é bem superior a do aeroporto de Macapá, onde vive. " Aqui tudo é bonito. Lá o aeroporto é uma vergonha."

O comerciante José Antônio Cabreira administra a única lanchonete-restaurante do terminal desde 2003. Diz que nesses nove anos o fluxo de pessoas cresceu e o local foi sofrendo adaptações. "Era pequena e acanhada. Não parecia cafeteria de aeroporto", diz. Cabreira admite que o espaço ficou pequeno para atender a todos os clientes. "O movimento triplicou e, em alguns horários, falta espaço."

Nos próximos meses, o aeroporto recebe R$ 170 milhões para adequações de segurança e aumento da capacidade da pista. Vai avançar 500 metros nas laterais, em uma área hoje ocupada por cerca de 1,5 mil famílias. Pelo menos metade delas vive em áreas regulares, enquanto a outra parte mora em ocupações.

O ajustador mecânico Márcio José Ferreira vive há 17 anos no bairro Salgado Filho I, em uma casa ao lado do aeroporto. "A proximidade faz com a casa vá rachando, mas gosto daqui. Não gostaria de mudar", diz, lembrando que os dois filhos nasceram e estudam na região e que a mulher também prefere morar no local que deve ser desapropriado. O mecânico Sérgio Luiz Leite, 21 anos, vive no bairro desde que nasceu e é vizinho das irmãs. "Tenho toda a família por perto. Gosto daqui e não quero sair para um conjunto habitacional."

Do outro lado da rua, está em construção um armazém alfandegado de cargas, com 10 mil m2 de área e capacidade para abrigar 70 mil toneladas, que será administrado pela empresa Teadi Brasil. A proximidade do terminal com a rodovia Anhanguera é apontada como outra vantagem logística do aeroporto.

O coordenador da Teadi, Rubel Thomas, afirma que a estrutura deve ficar pronta até o fim do ano, mas a operação deve ter início em meados de 2013, após as adaptações da infraestrutura aeroportuária, que estão sendo feitas pelo Daesp. "O terminal receberá cargueiros internacionais e será uma alternativa aos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Estamos numa região muito rica, que precisa de melhor logística", afirma.

Para Thomas uma possível parceria com a iniciativa privada para administrar o terminal é "bem-vinda". "É sempre positivo. Somos da iniciativa privada e sabemos que ela pratica melhor gestão", diz o executivo.

Além do terminal de cargas, um novo hangar de aviação executiva está em construção. A movimentação de helicópteros chegou a 9,7 mil pousos e decolagens nos sete primeiros meses do ano, concentrando uma das maiores frotas do país. Entre os aeroportos que recebem aviação geral, Ribeirão Preto registrou o maior crescimento (29%) em 2011, na comparação com 2010, chegando a 28,8 mil pousos e decolagens de jatinhos e helicópteros, atrás apenas de aeroportos do Rio (Jacarepaguá e Santos Dumont), São Paulo (Campo de Marte e Congonhas), Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Goiânia.

As ampliações do local para atender à demanda crescente confirmam a previsão do taxista José Carlos Rodrigues, que viu o aeroporto se transformar nos últimos 30 anos, período em que trabalha na região. "O movimento aumentou e vai aumentar mais", prevê, lembrando que com frequência leva passageiros para os municípios de Franca, Sertãozinho e Bebedouro.

"Não sou um dos taxistas oficiais do aeroporto, mas fico esperando uma vaga [intervalo em que todos os taxis estão em atendimento] para transportar pessoas e isso sempre ocorre", conta. (GSD)

Aeroportos dificultam crescimento

17/09/2012 - Zero Hora

Enquanto o número de passageiros transportados no mercado doméstico cresceu 7,39% de janeiro a julho em comparação ao mesmo período do ano passado, a TAM avançou apenas 1,27% e a Gol caiu 3,21%.

A perda de participação de mercado, entende Richard Lucht, professor de ambiente de negócios da aviação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), se deve ao esgotamento da capacidade dos principais aeroportos brasileiros. O especialista lembra que, como a economia brasileira se descentralizou nos últimos anos, cidades que não contavam com ligação aérea passaram a ter. E empresas como Gol e TAM, com aviões de maior porte, não tinham como operar nesses mercados.

– Foi um espaço que as outras companhias pegaram nas linhas de média densidade. Cresceram onde os aeroportos estavam lotados – diz Lucht, lembrando que uma das saídas da TAM foi avançar no mercado internacional com a fusão com a chilena Lan.

Para Pedro Galdi, estrategista-chefe e analista do setor aéreo na corretora SLW, a disputa de preços também contribuiu para os prejuízos.

– TAM e Gol fizeram uma guerra tarifária que prejudicou a estrutura de capital das empresas. Quando o dólar e os combustíveis subiram, comeram as margens delas – avalia.

A inclusão do setor na desoneração da folha de pagamento também deverá ser um alívio para as empresas uma vez que o peso do quadro de pessoal corresponde a 20% do custo. Para o professor, Volney Gouveia, da Universidade Anhembi Morumbi, o governo deveria adotar uma política de estabilidade no preço dos combustíveis para evitar as grandes oscilações que causam desequilíbrio financeiro.

Crise abate companhias líderes

17/09/2012 - Zero Hora

CAIO CIGANA
caio.cigana@zerohora.com.br

TAM e Gol amargaram prejuízos e recuos no mercado, enquanto empresas com menor participação avançam no setor de aviação
Apesar do crescimento a jato do mercado doméstico, que dobrou o número de passageiros transportados nos últimos seis anos, o céu não é de brigadeiro para as líderes do setor. Abatidas pela turbulência econômica, TAM e Gol, que já fecharam no vermelho em 2011, amargaram prejuízo somado de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre.

Na tentativa de estancar as perdas, a dupla recorreu ao enxugamento de rotas e, com isso, acelera a perda de participação de mercado para as concorrentes menores.

Para o professor de ambiente de negócios da aviação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Richard Lucht, também diretor-geral da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-Sul), o desastre dos balanços é explicado pela exposição do setor às oscilações da economia. A alta do câmbio, lembra Lucht, afeta os preços do combustíveis e do leasing das aeronaves, o equivalente a 40% do custo operacional das companhias. Com isso, resta para as empresas manobrar com o quadro de pessoal e a malha.

No caso da Gol, que empilha prejuízos a cinco trimestres consecutivos, há ainda o agravante da dívida que chegou a R$ 5,7 bilhões em junho.

Pedro Galdi, estrategista-chefe e analista do setor aéreo na corretora SLW, vê com preocupação o futuro da aérea. A empresa, entende, não deve voltar a ter lucro trimestral antes de 2014.

– A Gol deve 10 vezes mais do que gera de caixa. Grandes empresas de aviação já desapareceram no país – alerta Galdi, que, entretanto, vê numa fusão ou aquisição o caminho natural para a Gol, assim como ocorreu com a TAM e a Lan, do Chile.

Na busca por cortar custos, a Gol anunciou este ano o fim de 80 voos. O número de corte de funcionários poderia chegar a 2,5 mil. Procurada, a TAM informou que, para contornar os resultados financeiros negativos causados por câmbio e alta dos combustíveis, vai reduzir a oferta de assentos entre 2% e 3% este ano. A Gol, por sua vez, não se pronunciou

Para Volney Gouveia, professor de economia e transporte aéreo da Universidade Anhembi Morumbi, apesar do pessimismo reinante com o setor, a crise é fruto de fenômenos econômicos pontuais que atingem o segmento em todo o mundo e, por isso, passageira. De qualquer forma, lembra Gouveia, o mercado de aviação no Brasil é altamente dinâmico quanto ao aparecimento e fim de empresas.

domingo, 16 de setembro de 2012

Novo pacote de R$ 50 bi

11/09/2012 -O Globo, Danilo Fariello e Vivian Oswald

Em uma nova empreitada para estimular a economia, o governo está finalizando um pacote na área de portos e aeroportos, com potencial para atrair pelo menos R$ 50 bilhões em investimentos. As medidas na área dos portos estão mais adiantadas e devem sair em até duas semanas. Além das licitações de terminais novos e antigos com licença vencida e da construção de três novos portos com participação privada no Amazonas, no Espírito Santo e na Bahia, está em discussão no Palácio do Planalto um modelo que prevê a participação da iniciativa privada na gestão dos portos, por meio de sociedades de propósito específico (SPEs).

Por esse modelo, as companhias de docas perderão parte da autonomia que têm hoje. Elas atuariam em parceria com o setor privado na gestão portuária, o que seria viabilizado com a criação dessas SPEs.

- Estamos falando em algo na linha de redefinição de responsabilidades e choque de gestão - explicou uma fonte que participa da finalização do pacote.

O governo avalia que as companhias de docas, empresas subordinadas ao Ministério dos Portos, mas que costumam ser comandadas por políticos dos estados, têm sérios problemas de gestão. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), por exemplo, apresentou prejuízos nos últimos anos, o que reflete as dificuldades na gestão financeira em todos os portos que administra na Região Nordeste. Com melhor gestão nas docas e nos portos, o governo quer elevar a participação aquaviária na matriz de transportes, dos 13% da carga registrados em 2010 para 29% em 2025.

Aproveitamento pleno dos terminais

Uma ala do governo defende a privatização das docas, mas a ideia não tem encontrado eco dentro da equipe da presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, o que o governo indica é a vontade de criar um ambiente mais competitivo para os recursos privados. Faz parte dessa estratégia tanto dar sinais de que não permitirá excessos, como cobranças de tarifas abusivas, quanto de que vai amparar eventuais descompassos nas receitas dos concessionários - um exemplo seria oferecer novas desonerações quando achasse necessário.

- Queremos garantir que os benefícios que estão sendo concedidos cheguem aos clientes desses serviços, no setor produtivo - disse um integrante do governo.

Nessa redefinição de responsabilidades na área de portos, também deverão reformulados os Órgãos de Gestão de Mão de Obra (OGMO) e os Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs). Esses organismos regionais deverão ter seu papel incorporado a uma nova entidade federal.

O governo quer, ainda, garantir que a capacidade plena dos terminais já existentes seja, de fato, aproveitada, sem permitir a existência de brechas para que os concessionários de terminais discriminem clientes. A avaliação é que em terminais de uso privado no Porto de Sepetiba, por exemplo, são criadas dificuldades para o aproveitamento de espaço disponível que acabam prejudicando a competitividade da indústria brasileira - recentemente, em ação similar, uma medida governamental foi adotada a fim de assegurar o aproveitamento máximo das ferrovias.

Transporte marítimo, opção ecológica

No pacote de portos, o governo quer criar incentivos também para a navegação de cabotagem, aquela que é feita entre portos nacionais. Os técnicos que estão formatando o pacote entendem que é mais viável, tanto econômica como ecologicamente, por exemplo, levar cargas da Zona Franca de Manaus para o Rio Grande do Sul pelo mar do que por rodovias. De acordo com dados do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), o custo logístico no Brasil - que inclui transporte, estoque e armazenamento - é de 10,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) brasileiro, enquanto nos Estados Unidos esse percentual é de 7,7%.

Apesar de pressões contrárias à navegação de cabotagem - como de motoristas de ônibus e ferroviários, que temem a concorrência -, o governo já estuda oferecer incentivos tributários e de fomento para viabilizar esse transporte. Isso porque que esse tipo de navegação exige navios específicos, menores do que aqueles para exportações, e tem remuneração diferenciada para os terminais. Estes preferem movimentar os volumes mais expressivos e lucrativos das exportações.

Pacote se soma aos R$ 165 bi para rodovias

Há mais de um mês, o ministro Leônidas Cristino, da Secretaria Especial dos Portos, vem participando quase que diariamente de reuniões na Casa Civil e na Presidência da República para definir o novo modelo de gestão dos portos. Nessas reuniões também estão presentes representantes dos ministérios dos Transportes e da Fazenda.

O pacote de R$ 50 bilhões previsto para portos e aeroportos deve se somar aos R$ 165 bilhões já anunciados para ferrovias e rodovias. O objetivo é a criação de um sistema de logística nacional no qual os modais concorram entre si para oferecer melhores soluções de transporte de carga no país. Isso ajudaria a reduzir o chamado Custo Brasil, elevando a competitividade da indústria brasileira em uma economia global.

Passaredo quer operar no Nordeste em 2013

13/09/2012 - Panrotas

Dirigentes do turismo do Nordeste voltaram a ser reunir nesta quinta-feira (13) na sede da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em Recife. Em pauta, investimentos na malha aérea da região.

O vice-presidente executivo da Passaredo, Eduardo Bush, e o diretor de Planejamento da empresa, Ricardo Merenda, apresentaram na ocasião seus planos para operar no Nordeste a partir de 2013.

A ideia da companhia aérea é transportar 45 mil passageiros no ano que vem em sete Estados da região. A aeronave utilizada será o ATR-72, com capacidade para 70 passageiros.

A Passaredo montou quatro rotas, de Norte a Sul e de Leste a Oeste da região Nordeste. Já a alíquota ficaria unificada em 3% para o QAV
(querosene de aviação), em toda a região.

TAM reduz de 4 para 3 comissários em cada voo

13/09/2012 - Folha de São Paulo

Medida vale para viagens domésticas

Depois de fechar o segundo trimestre com prejuízo de quase R$ 1 bilhão, a TAM reduziu de quatro para três o número de comissários a bordo em um terço dos seus voos domésticos.

Em maio, a Gol havia feito o mesmo em parte da frota.

A iniciativa vale desde o início do mês para todos os voos operados com o Airbus A319, avião que faz, por exemplo, rotas que ligam Congonhas aos aeroportos de Florianópolis, Curitiba e Confins (Minas Gerais).

O A319 tem capacidade para 144 passageiros. Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), 32% dos voos da TAM dentro do território brasileiro usam esse tipo de aeronave.

A companhia decidiu diminuir a quantidade de comissários baseada em uma regra de 2010 da Anac que autoriza o uso de um comissário para cada 50 passageiros em algumas aeronaves.

A prática é adotada no exterior, especialmente por companhias de baixo custo.

No Brasil, a Webjet foi a primeira a obter autorização para usar três comissários, em novembro de 2010.

"A mudança não interfere no nível de serviço e segurança praticados pela companhia e proporciona maior eficiência e rentabilidade às operações", disse a TAM em comunicado à imprensa ontem. Segundo a TAM, não haverá cortes de comissários.

O Sindicato Nacional dos Aeronautas é contra a redução, por avaliar que há prejuízo à segurança operacional.

Desembarques domésticos crescem 180% nos últimos nove anos

13/09/2012 - Mercado&Evento,  Rafael Massadar

Nesta segunda-feira, dia 12, o diretor do Departamento de Infraestrutura Turística do MTur, Neusvaldo Ferreira Lima, na subcomissão temporária sobre Aviação Civil do Senado Federal, anunciou que o Ministério do Turismo investiu R$ 13,2 bilhões nos últimos dez anos para melhorar as condições de infraestrutura em municípios de todo o país. Entre os projetos contemplados, estão os de construção e ampliação de aeroportos nos principais destinos turísticos nacionais. 

“No mercado doméstico, a grande expansão da aviação civil, nos últimos anos, provocou uma ocupação de praticamente toda a capacidade operacional da infraestrutura aeroportuária”, apontou o diretor, mostrando que de 2003 até 2012 os desembarques domésticos crescerem 180% e os internacionais, 84,5%.

Lima falou do bom momento do turismo nacional, em que o aumento da oferta de crédito público e privado permite a expansão dos negócios na cadeia produtiva do setor. Os financiamentos dos bancos federais para hotéis, agências, transportadores turísticos e outras empresas subiram de R$ 1 bilhão, em 2003, para R$ 8,6 bilhões, em 2011. O aumento da renda média dos cidadãos, do consumo das famílias e a ascensão de uma nova classe média são outros fatores que, segundo ele, contribuem para o fortalecimento deste mercado.

Para atender a essa demanda crescente, o MTur tem discutido medidas que promovam, por exemplo, a expansão da aviação regional, o estímulo à retomada do turismo rodoviário e a criação de ligações intermodais nos principais destinos turísticos. “O apoio do Congresso Nacional é fundamental para o aumento da capacidade de investimento do ministério”, afirma o diretor.

O debate faz parte do ciclo de audiências públicas promovido pela subcomissão do Senado para discutir políticas públicas para a aviação civil brasileira. Também participaram do encontro o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antonio Henrique Pinheiro Silveira, e o professor de Direito Aeronáutico da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Georges de Moura Ferreira, além de outras autoridades públicas.

Ministro da Aviação Civil visita aeroporto de Fortaleza

13/09/2012 - Diário do Nordeste

Redação Web

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, visitou nesta quinta-feira (13) o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza/CE, como parte de uma série de inspeções dos aeroportos das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.

Até a Copa do Mundo de 2014 serão investidos R$ 347,78 milhões no terminal aeroportuário. Com a reforma e ampliação, o aeroporto terá a capacidade aumentada em 40% e poderá receber cerca de 8,6 milhões de passageiros ao ano. No primeiro semestre de 2012, cerca de 2,8 milhões de pessoas passaram pelo Aeroporto de Fortaleza, 10% a mais que no mesmo período do ano passado.

Estão previstas, ainda, a ampliação do pátio de aeronaves e a adequação do sistema viário. Além disso, o aeroporto vai receber 50 balcões de check-in, 10 elevadores, 13 aparelhos de raio-X, seis escadas rolantes, três pontes de embarque e duas esteiras de restituição de bagagens. As obras foram iniciadas em junho deste ano e têm previsão de término para dezembro de 2013.

De olho na mala

Foram instalados quatro monitores nas quatro esteiras do desembarque do aeroporto Pinto Martins. As TVs permitem que os passageiros observem em tempo real o trajeto de suas bagagens desde o momento em que elas são postas nas esteiras até serem restituídas.

Outra iniciativa em desenvolvimento no aeroporto de Fortaleza é o projeto Eficiência. O objetivo é diagnosticar, propor e implantar melhorias de curto prazo nos processos de embarque e desembarque de passageiros, no manuseio de bagagens e na gestão do Centro de Gerenciamento Aeroportuário (CGA).

O projeto já foi implantado em Guarulhos/SP, no fim de 2011, proporcionando um incremento de 30% na eficiência dos processos naquele terminal. Neste ano, já receberam o projeto Eficiência os aeroportos de Confins (Belo Horizonte/MG) – com aumento de 47% da capacidade – e do Galeão (Rio de Janeiro/RJ) – com acréscimo de 37%. Até o fim de 2013, todos os aeroportos das cidades-sedes da Copa do Mundo vão receber o projeto.

Investimento

O Governo Federal, por meio do PAC 2, está investindo R$ 4,82 bilhões na expansão da capacidade aeroportuária no Brasil. Isso inclui ampliação ou construção de novos terminais de passageiros e cargas, reforma e construção de pistas, pátios para aeronaves e torres de controle e modernização tecnológica de sistemas operacionais.

Demanda da Gol cai dentro do país e cresce no exterior

14/09/2012 - Folha de São Paulo

DE SÃO PAULO - A demanda de passageiros por voos da Gol caiu 5,6% em agosto ante o mesmo mês de 2011 e 10,4% em relação a julho, anunciou a companhia ontem, citando o fraco desempenho da economia brasileira no período.

Os dados, que incluem os números da empresa adquirida Webjet, indicaram que a demanda da empresa no mercado doméstico encolheu 6,4% na comparação anual e 8,7% sobre julho.

No segmento internacional, a demanda da companhia aérea apresentou elevação de 4,6% sobre agosto de 2011. O resultado foi influenciado por fretamentos para Miami e Orlando, nos Estados Unidos.

Apesar da queda na demanda, o indicador que mede preços médios das passagens do grupo cresceu cerca de 1% no mês passado sobre o resultado um ano antes. Já a receita de passageiros subiu 4%.

Demanda da Gol em agosto cai 5,6% sobre um ano antes

14/09/2012 - Folha de São Paulo

Reuters

A companhia aérea Gol anunciou nesta quinta-feira que a demanda de passageiros por voos do grupo em agosto caiu 5,6 por cento sobre o mesmo período de 2011 e 10,4 por cento sobre julho.

A empresa informou que os dados incluem os números da adquirida Webjet e que o indicador que mede preços de passagens da empresa, yield líquido consolidado, cresceu cerca de 1 por cento no mês passado sobre um ano antes, para entre R$18,1 e R$18,6 centavos.

(Por Alberto Alerigi Jr.; edição Diogo Ferreira Gomes)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Despedida do Concorde gera comoção 30 anos

09/09/2012 - O Globo e Extra

Supersônico da Air France chamava atenção pela austeridade; cariocas lamentaram

VIVIANE FREITAS
viviane.freitas.personale@oglobo.com.br

JORGE MARINHO/31-12-1982

Despedida com estilo. O Concorde parte para seu último voo regular entre Rio e Paris,
no dia 31 de março de 1982. O supersônico era uma atração no aeroporto do Rio de Janeiro

Foi exatamente no dia 31 de março de 1982 — mesmo ano em que surgiram os Jornais de Bairro — que os cariocas se despediram do Concorde da Air France, que fazia a rota Rio-Paris- Rio. Segundo reportagem publicada em O GLOBO, há 30 anos, foi encerrado um ciclo de quase 1.500 voos, duas vezes por semana, durante seis anos. A passagem custava três vezes mais que a dos outros aviões.

Os momentos de pouso e decolagem do supersônico chamavam atenção das pessoas, na época. As turbinas soltavam bolas azuis de fogo, a 360 quilômetros por hora. O Concorde pousava praticamente em pé, como um foguete, para depois encostar o bico no chão.

Morador do Village, o engenheiro José Carlos Cardoso ainda lamenta a extinção do aparelho, que, na época, era uma verdadeira atração.

— Realmente, era um evento ver o Concorde chegando ou partindo do Aeroporto do Galeão. As pessoas ficavam encantadas em vêlo, porque era muito bonito. Era um privilégio viajar nele, apenas quem tinha muito dinheiro conseguia. Decolava quase verticalmente, parecia um foguete. Foi uma pena ter acabado com o Concorde, mas acredito que as pessoas que o utilizavam foram as que mais perderam — lembra o engenheiro.

Os motivos que levaram o governo da França a cancelar os voos para o Rio foram a elevação do preço dos combustíveis e a crescente desvalorização da moeda. 

British Airways reafirma investimentos no mercado brasileiro

11/09/2012 - Mercado & Eventos, Leila Melo

Pela segunda vez consecutiva, o vice-presidente para as Américas da British Airways, Simon Talling-Smith, vem ao Brasil para reforçar a importância desse mercado para os negócios globais da companhia aérea. "O mercado brasileiro apresenta um dos rápidos índices de crescimento. Se comparado aos Estados Unidos, por exemplo, o Brasil vem crescendo em maior proporção", disse Talling-Smith, em encontro com a imprensa nesta terça-feira (11/09) em São Paulo. Na quarta, dia 12, o executivo recebe para um almoço seus parceiros no país. Entre eles estarão agências corporativas, consoldadoras e grandes agências de viagens. "No Brasil, as agências de viagens correspondem a quase 90% de nosso volume de vendas", destacou o vice-presidente, mencionando, no entanto, que a comercialização dos bilhetes via grandes agências onlines como Decolar.com, Viajanet e Submarino.

Desde o ano passado, a companhia investe em suas operações no Brasil. A rota Rio de Janeiro-Londres passou a ser realizada seis vezes por semana - até então eram realizados três frequências semanais. A British tem ainda voos diretos e diários saindo de São Paulo com destino a capital londrina. "Não vamos abrir novas rotas no país, mas estamos avaliando o acréscimo de mais frequências para as rotas já existentes", adiantou Talling-Smith. Ele lembrou que grande parte da demanda na rota São Paulo-Londres é gerada pelo mercado inglês. Apesar os voos da capital paulista serem mais baixos, a taxa de ocupação da empresa nessas duas rotas brasileiras está acima de 80%. "Em São Paulo, a classe executiva viaja lotada", comentou. 

Também nessa rota, a British Airways inovou com uma primeira classe totalmente revitalizada. Operada com o boeing 747, a empresa oferece 14 assentos na primeira classe. Esses passageiros tem à disposição um novo serviço de catering. Ao todo, a companhia captou 5 bilhões de libras em novas aeronaves, novos assentos e tecnologia. "Temos ainda como diferencial a oferta da classe econômica plus. Passamos a oferecer refeições quentes, os assentos são maiores em relação a classe econômica normal e o espaço para as bagagens de mão são maiores", acrescentou José Antonio Coimbra, diretor comercial da British Airways no Brasil. 

Fusões - O vice-presidente falou ainda sobre o mercado global de fusões e aquisições. A British Airways inicou há um ano e meio o processo de joint venture com a Iberia e American Airlines e está em processo de padrão de gerenciamento a fim de manter a eficiência. "Para isso, estamos apostando em receitas geradas com ações de code-share e na diminuição dos custos", afirmou Talling-Smith, citando como exemplos as aquisições bem sucedidas do setor de aviação como Lufthansa/Swiss e AirFrance-KLM. "Elas conseguiram manter suas marcas", completou. A British mantém um escritório integrado com a iberia e a America Airlines em Nova York e provavelmente esse sistema será implantado nas atividades da joint venture no BrasIl. No entanto, ainda não há previsão de quando isso irá acontecer.

A empresa fechou recentemente uma parceria com a Japan Airlines para explorar o tráfego de passagerios na Ásia. "O mercado brasileiro também pode ser servido pela rota Londres-Tóquio. Muitos brasileiros tem interesse em ir para a cidade japonesa", falou Coimbra. A British oferece ainda voos para Seul, na Coréia do Sul. A Latam, companhia criada pea fusão da Tam com a Lan, também foi lembrada pelo executivo. "É a companhia mais valiosa do mercado e espero que ela preferia entrar na aliança OneWorld. Teremos mais força e estamos confiantes com essa operação", completou.

Modernização do aeroporto Salgado Filho decola

12/09/2012 - Zero Hora

Obras para instalar luzes de aproximação e do centro de pista devem ser concluídas até novembro de 2013
Kamila Almeida
kamila.almeida@zerohora.com.br

Troca das torres para iluminação já começou, mas ainda não há previsão para a ampliação da pista
Foto: Mauro Vieira / Agencia RBS

A novela que se estende há 15 anos, cujo enredo inclui promessas e adiamentos para a construção de um sistema que permita operações em dias de nevoeiro no Salgado Filho, pode ter nova data para terminar. Conforme a Infraero, a previsão de entrega das obras de modernização do terminal, avaliadas em R$ 40 milhões, é novembro de 2013.

As melhorias formam os ingredientes necessários para a homologação do Instrument Landing System (ILS, ou sistema de pouso por instrumentos) na categoria 2. Esse equipamento é um sinal eletrônico enviado a partir da cabeceira da pista para direcionar o avião no momento do pouso.

Um dos sistemas em instalação é o ALS 2 (Approach Lighting System, ou luzes de aproximação), que cria uma rampa luminosa para o piloto enxergar a pista. As luzes indicam o eixo, o ponto de toque do avião e a saída em direção ao terminal de passageiros. Para que essa ladeira brilhante funcione, são necessárias diversas adaptações.

A primeira já começou com a substituição das torres de sustentação das luzes de aproximação. Mas as obras mais robustas devem se iniciar até o fim do mês, incluindo a iluminação de LED embutida na pista e o alargamento do acostamento. Hoje, os pousos são feitos com base nas luzes de aproximação antigas, que estão sendo substituídas por lâmpadas mais brilhantes.

– Se o pouso é feito completamente no escuro, não se tem noção de onde se vai, guiado apenas por instrumentos da aeronave. Quando se coloca um sistema de luminárias, o piloto, na hora de descer, verá um campo iluminado. Esse conjunto visual, somado ao de instrumentos, vai proporcionar um pouso mais seguro – explica Adilson Teixeira Lima, gerente regional de engenharia da Infraero.

Quando o novo sistema funcionar, transtornos como os de abril e maio, quando o aeroporto ficou mais de 18 horas fechado, tendem a diminuir.

– A liberação do equipamento é feita pela aeronáutica e pela Anac, que precisarão de algum tempo depois do término da obra para autorizar a utilização do sistema – diz Lima.

A Infraero garante que não haverá a necessidade de paralisar as operações no aeroporto, já que os trabalhos serão realizados da 1h às 5h45min.

PLANO DE VOO

Em andamento
Substituição do sistema Approach Lighting System (ALS, ou luzes de aproximação)
Além de iluminação mais eficiente, os postes são mais adequados para uma cabeceira de pista. Saem as barras rígidas e entram torres frangíveis (que quebram facilmente no caso de um acidente com aeronave). As estruturas foram finalizadas e aguardam apenas a substituição das luminárias.
Valor: R$ 8 milhões

A começar
Alargamento do acostamento
A pista já tem 45 metros de largura necessários para a homologação das autoridades aeronáuticas, mas precisa acrescentar 7,5 metros para cada lado, que servirá de acostamento.
Valor: R$ 9 milhões

Reconstrução do taxilane do terminal 2
É o local onde os aviões circulam antes e depois do pouso. A obra, que compreende área de 9 mil metros quadrados, consiste na substituição dos blocos de concreto com espessura média de 25 centímetros. Serão colocadas placas novas com o dobro do tamanho. Também serão instaladas 35 luminárias de LED de cor verde, com 20 centímetros de diâmetro, chamadas de iluminação de eixo.
Valor: R$ 6 milhões

Luzes no centro da pista
Luminárias embutidas na pista principal e nas cinco vias de taxiway (área para deslocamento antes e depois do pouso), que indicam onde está o centro da faixa, iluminando toda a sua extensão e facilitando a localização também do início e do fim da pista.
Valor: R$ 18 milhões

ZERO HORA

Airbus e Boeing lançam jatos mais eficientes

12/09/2012 - Folha de São Paulo

MARIANA BARBOSA

Com a promessa de redução de custos com combustível da ordem de 13% a 15% nos aviões das famílias 737 e A320, Boeing e Airbus estão batendo recordes de vendas.

A disputa comercial está tão acirrada que as fabricantes estão fazendo propostas agressivas para clientes da empresa concorrente.

A Folha apurou que a aérea Gol, que opera exclusivamente aviões da americana Boeing, foi procurada pelas duas fabricantes e estaria avaliando propostas.

A TAM, que no mercado doméstico opera apenas aviões da europeia Airbus, já se decidiu pelo neo, a versão otimizada do Airbus-A320. A empresa, que agora pertence ao grupo Latam, com sede no Chile, encomendou 22 aviões da nova versão, com entregas previstas entre 2016 e 2018.

Se quiser manter a idade média de sua frota, hoje de sete anos, e manter-se competitiva diante da previsão de redução de custos de sua principal concorrente, a Gol, terá de fazer encomendas antes do fim do ano.

Esse é o prazo para as companhias encaixarem pedidos no cronograma de entregas de 2017. Soma-se a isso o fato de que o último avião que a Gol tem a receber da Boeing, de encomendas passadas, será entregue em 2016.

Procurada, a Gol confirmou que está analisando a possibilidade de encomendar aviões, mas disse que não há nenhuma decisão tomada.
curta distância

O Boeing-737 e o Airbus-A320 são aviões de um corredor, usados em voos domésticos ou de curta distância. Cerca de 70% dos aviões vendidos pela Boeing e pela Airbus são de um corredor.

As fabricantes estimam que, nos próximos 20 anos, as aéreas deverão adquirir entre 19,5 mil e 23,2 mil aeronaves de um corredor, movimentando de US$ 1,6 trilhão a US$ 2 trilhões. A previsão mais otimista é da Airbus.

Max e neo custam cerca de US$ 100 milhões cada, aproximadamente 10% mais do que as versões atuais.

Um mercado de margens extremamente apertadas - de 0,5%, na média global este ano - explica o sucesso de vendas das novas versões, que trazem motores mais eficientes e menos poluentes e são mais silenciosos.

Não por outra razão, o Airbus-A320neo se transformou no avião de maior sucesso na história da aviação: foram 1.534 encomendas em menos de dois anos.

A Airbus se beneficiou da falta de definição da Boeing, que inicialmente planejava desenhar um avião novo. "O modelo novo seria ainda mais eficiente, mas demoraria mais tempo para chegar ao mercado", disse à Folha David Kell, diretor regional de produtos da Boeing, empresa que hoje celebra 80 anos de Brasil. "Nossos clientes indicaram que tinham pressa."

Apesar do atraso, o Boeing-737 MAX vendeu em um ano 649 unidades, pouco menos do que que o 737NG vendeu em cinco anos (724). Lançado em 1993, o 737NG representou uma melhoria, na época, de 14% em relação ao modelo clássico e acumula 6.260 pedidos. O modelo foi sendo atualizado e hoje exibe vantagem de eficiência de 4% sobre o Airbus-A320.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress 

Boeing versus Airbus

Aeroporto Presidente Itamar Franco, na Zona da Mata, completa um ano de voos comerciais 

10/09/2012 - Estado de Minas

O próximo passo para a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos será a internacionalização do aeroporto no transporte de cargas
Estado de Minas

Com 68 mil passageiros atendidos desde sua inauguração, o Aeroporto Presidente Itamar Augusto Cautieiro Franco, localizado entre os municípios de Goianá e Rio Novo, na Zona da Mata, completou, no mês de agosto, um ano de operação de voos comerciais. Agora, novos desafios serão assumidos com a preparação para o transporte de cargas nacionais e internacionais.

"Na logística de Minas não contamos com portos marítimos. Então, associamos rodovias a aeroportos para atender à infraestrutura dos municípios. Somos, segundo a Anac, o estado da União com o maior número de aeroportos públicos homologados, totalizando 93, e o Presidente Itamar Franco é o único administrado pelo Governo de Minas. Com a conclusão dos últimos ajustes para o uso integral da pista em voos noturnos, o transporte de cargas vai ganhar um grande impulso, contribuindo para o desenvolvimento da região", comentou o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles.

Operação e infraestrutura

Com quatro voos diários, a Azul Linhas Aéreas opera no sentido Campinas (Aeroporto Viracopos) – Goianá (Aeroporto Itamar Franco) às 8h25 e às 16h25. No sentido inverso, os voos partem às 11h05 e às 18h15. A taxa média de ocupação das aeronaves, que têm capacidade para 68 passageiros, é de 85%.

O aeroporto possui a segunda maior pista para pouso de Minas Gerais (2.530 metros), compete em extensão com a pista do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, localizado em Confins (3.000 metros). Conta ainda com toda infraestrutura de combate a incêndios, com caminhões especiais, importados da França; equipe de brigada treinada; e preparação do terminal para as atividades de transporte de cargas domésticas e de passageiros. O próximo passo para a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos será a internacionalização do aeroporto no transporte de cargas.

O Aeroporto é gerenciado pela Multiterminais Alfandegados do Brasil Ltda, empresa especializada em logística. Contratada com a tarefa de atrair a distribuição de cargas e realizar administração, conservação e operação deste terminal aéreo, atua desde abril de 2011.

Hub logístico

Para o diretor adjunto da Multiterminais, Denilson Duarte, dois fatores encontrados no aeroporto contribuem para os bons resultados esperados na operação e na sua efetivação como hub logístico, atendendo à região e ao país: presença de uma demanda reprimida de passageiros e localização privilegiada. “Neste primeiro ano de operação, percebemos que cerca de 47% dos passageiros são oriundos das mais diversas cidades da Zona da Mata e Campo das Vertentes, e não somente de Juiz de Fora, cidade polo mais próxima”, comentou Denilson Duarte.

“Para o futuro, quando as operações de cargas estiverem em maior escala, a localização geográfica do aeroporto será o grande diferencial, pois o mesmo encontra-se em uma posição central do país, o que permitirá receber e distribuir, com eficiência, os mais diversos tipos de cargas aéreas. E para os passageiros, está, aproximadamente, de 30 a 40 minutos dos grandes aeroportos, como Confins e Galeão”, finalizou o diretor.

Acesso rodoviário

O Governo de Minas vem dando atenção especial à infraestrutura rodoviária de acesso ao Aeroporto Presidente Itamar Franco, que receberá investimentos para obras de melhorias, implantação e pavimentação.

Em anúncio feito pelo governador Antonio Anastasia de um pacote de obras do Programa Caminhos de Minas, a ligação do entroncamento da BR-040 (Barreira do Triunfo) à MG-353 (distrito de Joaquim Ferreira) foi contemplada. Com 13,8 km, o trecho será pavimentado e a obra já está contratada. Serão realizados trabalhos de desapropriação precedentes ao início das obras, que evitarão que o tráfego pesado de caminhões entre em Juiz de Fora.

Já para o trecho que liga o distrito de Joaquim Ferreira até o aeroporto, com 25,2 km, o projeto de engenharia encontra-se em execução. Após a conclusão do mesmo, a obra poderá ser licitada.