quarta-feira, 27 de junho de 2012

Embraer realiza primeiro voo do caça A-1M revitalizado

19/06/2012 - Flap

A Embraer anunciou a realização do primeiro voo do protótipo do A-1M na sua planta industrial em Gavião Peixoto/SP. O programa prevê a revitalização e a modernização de 43 caças subsônicos AMX da FAB. Dez aeronaves já se encontram nas instalações da empresa e as primeiras entregas estão previstas para 2013. A ocasião também marcou a entrega do 99º e último turboélice de ataque leve A-29 Super Tucano para a FAB, assim como os dois últimos caças F-5M do primeiro lote modernizado. Por meio do programa AL-X, a FAB tornou-se o cliente de lançamento do Super Tucano, em dezembro de 2003. Atualmente, a aeronave é empregada no treinamento avançado de pilotos de caça e tem atuação importante no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). 

O programa F-5M abrange a modernização e revitalização de 46 caças supersônicos. Cada aeronave recebeu novos sistemas de navegação, armamentos, computadores e radar multimodal. Esses equipamentos, aliados ao reparo estrutural, aumentam a capacidade operacional destes caças por pelo menos, mais quinze anos. Em dezembro de 2010, foi assinado novo contrato para a modernização de 11 aeronaves F-5 adicionais. As primeiras entregas deste segundo lote estão previstas para 2013. Foto: Benito Latorre 

Fonte: Revista Flap
Mundo Aero às 22:47

Avianca Brasil eleva investimentos em 8% até 2016 

20/06/2012 - O Estado de São Paulo

REUTERS

A companhia aérea Avianca Brasil anunciou nesta quarta-feira que elevou seu plano de investimentos no país, de 2,7 bilhões para cerca de 2,9 bilhões de reais até 2016, aumentando a programação de crescimento de sua frota este ano num momento em que está sendo forçada a ceder passageiros a rivais por causa do alto nível de ocupação de seus aviões.

O movimento vai contra estratégias adotadas pelas líderes TAM e Gol, que estão enxugando a oferta de assentos para melhorar a rentabilidade em meio a uma alta nos custos com combustível e à desaceleração da demanda doméstica frente a anos anteriores.

A Avianca Brasil é controlada pelo grupo brasileiro Synergy e ocupa a quinta posição em participação de mercado no país. A empresa elevou de 5 para 8 o número de aviões que pretende incorporar à sua frota este ano.

A companhia havia feito um pedido de 15 Airbus A318 em 2011 e o plano original previa recebimento de 5 unidades este ano e outras 5 em 2013, após entrega de 5 no ano passado. Mas, diante da taxa de ocupação média de cerca de 80 por cento de seus aviões, a empresa resolveu adicionar mais 3 aviões à programação deste ano, sendo 1 A319 e 2 A320.

Com isso, a frota da empresa, que afirma oferecer o maior espaço entre poltronas do mercado brasileiro e refeições gratuitas em voos, vai passar de 26 para 34 aviões em 2012, incluindo 14 Fokker MK28.

As três aeronaves adicionais fazem parte de pedido de 24 aviões feito pelo grupo Synergy no ano passado e que têm entregas previstas para até 2017, disse o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich.

"No início deste ano ainda não tínhamos certeza (sobre o incremento nos planos de frota), mas no meio do ano surgiu a possibilidade de alocar esses aviões para o Brasil", disse Efromovich.

Além da Avianca Brasil, o grupo Synergy detém o controle da aérea latino-americana AviancaTaca, que em 2011 fez pedido de 51 aeronaves junto à Airbus.

"Temos certeza hoje que estamos tendo um 'spill' (excesso de passageiros ante a oferta de assentos) muito maior do que a indústria. Isso é gente que gostaria de voar com a gente, mas que não está podendo", acrescentou o Efromovich, citando que os voos da empresa na ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo estão operando com uma taxa de ocupação média de 90 por cento.

Os novos aviões vão reforçar a atual malha da companhia aérea, o que inclui oferta de voos para Maceió, até agora única capital do Nordeste não atendida pela empresa, a partir de setembro. "Pretendemos interligar com voos diretos as cidades atendidas pela empresa", disse o executivo.

Segundo Efromovich, o restante do pedido de aviões da Synergy pode ser guiado para o Brasil, dependendo do crescimento da Avianca Brasil.

Entre 2008, quando começou a reestruturação da Avianca no Brasil, e 2011, o faturamento da empresa passou de 392 milhões para 876 milhões de reais. Efromovich evitou fazer projeção para 2012, mas citou que a empresa pretende transportar 5,2 milhões de passageiros este ano, ante 3,3 milhões em 2011, um crescimento de 57 por cento.

O executivo afirmou que a Avianca Brasil, que vem apresentando resultados negativos desde 2008, tem "expectativa de estar muito próxima do equilíbrio financeiro", mas não citou quando isso pode ocorrer.

PARCERIAS

Além do aumento na frota, a Avianca Brasil anunciou parceria com a empresa de locação de veículos norte-americana Hertz para concessão de descontos aos passageiros da companhia aérea. Efromovich afirmou que a parceria com a Hertz é a "primeira de muitas" que a empresa pretende firmar.

O executivo comentou que a Avianca Brasil manterá por pelo menos mais um ano o programa de fidelidade "Amigo" da companhia, apesar da AviancaTaca anunciar na quinta-feira o ingresso na aliança internacional Star Alliance.

"A infraestrutura de TI (tecnologia da informação) no Brasil ainda não está pronta. Isso exige muito investimento e tempo para implementar", disse Efromovich. Ele acrescentou que a empresa, por ser independente da AviancaTaca, não "tem obrigatoriedade" de se juntar à Star Alliance se optar por seguir uma aliança internacional.

Atualmente o programa Amigo tem 1,3 milhão de membros e a expectativa da empresa é chegar aos 2 milhões até o fim do ano.

Efromovich afirmou ainda que a companhia irá avaliar os números da aérea portuguesa TAP quando o governo de Lisboa definir o calendário de privatização da empresa.

"Quando ela apresentar os números, nós vamos ver (os dados) como qualquer grupo que participa do mercado de aviação comercial olharia (...) Não somos maior pretendente e nem estamos loucos para comprar alguma empresa", disse o executivo.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Confins se prepara para mudanças

21/06/2012 - Estado de Minas

Geórgea Choucair - Estado de Minas

Os passageiros que forem usar o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, podem esperar: a partir do segundo semestre, irão cruzar com tapumes e canteiros de obras por todos os lados. O terminal se prepara para iniciar três projetos: as obras nos saguões, embarques e balcões de check-in, ampliação e recuperação do pátio e da pista de pouso e decolagem e o início da construção do módulo operacional provisório (MOP), o puxadinho.

Das três mudanças, o maior impacto para o usuário vai ser nas obras dos saguões. “Mas o planejamento da obra vai ser feito de forma a minimizar a rotina dos passageiros. Vamos tentar evitar, por exemplo, as obras nos balcões de check-in durante o período de alta temporada”, afirma Adair Moreira Júnior, gerente de empreendimentos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

Já no segundo semestre, a praça de alimentação de Confins vai ser transferida para o terraço, as lojas vão mudar para o mezanino e o estacionamento 1, que está parcialmente interditado, volta a funcionar normalmente. A reforma do terminal 1 está prevista para terminar em dezembro de 2013, junto com a obra do puxadinho. A obra vai aumentar a capacidade do aeroporto em 1,4 milhão de passageiros e a da MPO em 4,9 milhões.

A Infraero fez ontem uma audiência pública em Confins para apresentar para a sociedade o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (Rima) do terminal de passageiros 2, do terminal provisório, do edifício garagem e sistema viário interno, da ampliação do terminal de cargas e da ampliação do reservatório de água potável, feito pela consultoria Praxis.

Os ruídos no aeroporto, a segurança e a capacidade da estação de tratamento de esgoto (ETE) de Confins foram questionados pelos moradores e representantes dos órgãos ambientais. “O aeroporto está em área de patrimônio mundial. A dois quilômetros da cabeceira da pista tem os sítios arqueológicos que precisam ser observados”, diz Procópio de Castro, membro do Subcomitê da Bacia de Ribeirão da Mata, composta pelos municípios de Santa Luzia, Lagoa Santa, Vespasiano, Confins, São José da Lapa, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Matozinhos, Capim Branco e Esmeraldas. A estação de tratamento de esgoto do aeroporto, ele diz, foi criada para atender 7 milhões de pessoas e está no limite da capacidade. “Se não for ampliada e modernizada o esgoto vai direto para o Rio das Velhas”, afirma.

Adair Júnior afirma que todas as ponderações da audiência serão analisadas. “Mas nosso estudo técnico mostra que a estação tem capacidade para atender o aumento de demanda no aeroporto”, diz. A Infraero deu entrada em toda a documentação necessária para a liberação da licença ambienta do terminal 2 e do provisório. É preciso, agora, esperar pelo sinal verde para poder tocar as obras.

Querosene verde pode reduzir emissões

21/06/2012 - Valor Econômico

Por Ivan Accioly

Uma redução de até 82% na emissão de gases com a substituição do querosene proveniente do petróleo pelo processado a partir da cana de açúcar é o principal benefício apontado pelo estudo "O bioquerosene de aviação proveniente do açúcar da cana - pegada de carbono e padrões de sustentabilidade" apresentado durante o seminário sobre biocombustíveis para aviação realizado na segunda-feira, no Forte de Copacabana.

O trabalho feito pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) foi financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Boeing e Embraer e serviu de base para o debate.

Hoje, segundo dados do Air Transport Action Group (Atag), em todo o mundo o setor de aviação gera cerca de 56,6 milhões de empregos, com um impacto econômico direto e indireto, na casa dos U$ 2,2 trilhões. São 34.756 cidades atendidas, com 3.846 aeroportos com voos comerciais e 1.568 empresas aéreas comerciais, que transportaram em 2011 mais de 2,8 bilhão de passageiros, ou 51% dos deslocamentos turísticos.

As emissões de CO2 pelo setor de aviação em 2011 foram estimadas em 676 milhões de toneladas, cerca de 2% do total de 34 bilhões de toneladas emitidas no mundo. Para chegar a esse total, as empresas de aviação consumiram 271 bilhões de litros de combustíveis.

André Nassar, diretor geral do Icone, explicou que a pegada de carbono do biocombustível foi estudada desde o plantio da cana até a entrega do produto às empresas de aviação nos aeroportos, e comparada à realidade atual do querosene de origem fóssil. Para tanto, foram utilizados parâmetros de processo desenvolvidos pela Amyris, uma empresa que atua com biologia sintética, com projeção de cenário para o ano de 2022.

Entre as conclusões está a de que o biocombustível apresenta riscos que devem ser considerados antes de ser adotado como uma opção competitiva, segundo Nassar. Um deles é a instabilidade da produção agrícola. Ele lembra que a cana é uma cultura de seis anos e no caso de algum problema de clima ou queda de investimentos, o impacto é grande. "Se, por exemplo, houver perda de 15% da produção, a recuperação só ocorre em três anos." Por isso, adverte, serão necessários contratos bem amarrados, para evitar oscilações como ocorrem hoje nos mercados de açúcar e álcool: "A cultura do setor terá que mudar."

Do ponto de vista da indústria, o principal desafio apontado é o da certificação de seus terceirizados. Outros problemas são a legislação brasileira, como, por exemplo, em relação ao código florestal e questões como segurança e saúde no trabalho. "São temas de difícil atendimento no Brasil, mas as empresas da cadeia produtiva estão se esforçando para se adequar, embora, hoje, se tentarmos certificar em 100% das exigências de cada padrão, nenhuma empresa será contemplada", afirma Nassar.

É justamente nesse aspecto que está uma das preocupações levantadas pelo representante do WWF Brasil nas áreas de agricultura e meio ambiente, Edegar de Oliveira Rosa. Ele apoia o projeto como alternativa para redução de emissões, mas apresenta condicionantes à adoção do biocombustível derivado da cana. "Temos que ter segurança de que impactos diretos resultantes do manejo do solo, de agroquímicos, do uso da água e da correta destinação dos resíduos sejam contemplados. Também devemos estar atentos à questão social, que envolve o direito de uso da terra por populações tradicionais e indígenas, além de estrito controle sobre questões trabalhistas", afirma ele.

Rosa sugere ainda que uma possível expansão do plantio de cana, para atender à demanda da aviação, aproveite áreas de pastagens hoje degradadas, que chegam a 30% do total: "Não podemos converter sistemas naturais para produzir biocombustíveis. Queremos que seja assumido um compromisso de desmatamento líquido zero até 2020", afirmou. Outra preocupação foi a de que seja assegurado por meio de políticas públicas que o plantio da cana não concorra com a produção de alimentos.

Adalberto Febeliano, diretor de relações institucionais da Azul Linhas Aéreas, é otimista quanto à possibilidade de utilização comercial do biocombustível em poucos anos, mas aponta os custos como um desafio e reivindica uma política tributária mais favorável junto aos governos federal e estaduais. "Hoje temos o combustível de aviação mais caro do mundo. Tenho consciência de que ninguém optará pelo voo mais caro porque o combustível é sustentável."

Arnaldo Vieira de Carvalho, especialista sênior da divisão de energia do BID, diz o biocombustível terá especificações técnicas da ASTM (órgão de normalização) únicas para todo o mundo e não ficará sujeito a políticas de subsídios como ocorre com os demais combustíveis. Além deste fator que considera positivo, aponta o interesse das empresas em utilizar o biocombustível sob o ponto de vista ambiental. "As empresas aéreas têm um compromisso que o consumidor individual não tem na hora de abastecer seu carro."

Companhias passam por revisão de malha aérea

21/06/2012 - Zero Hora

Analistas do setor aéreo e agentes de viagem ficaram sem compreender a decisão da TAM de suspender o voo Porto Alegre-Buenos Aires. Conforme especialistas, a operação era rentável.

– Os voos alcançavam 92% de ocupação, índice muito satisfatório – afirma uma agente de viagens que prefere não se identificar.

Uma das hipóteses é que a decisão já tenha sido feita devido à fusão da chilena LAN com a companhia brasileira, processo em andamento.

– O Salgado Filho tem um fluxo crescente de passageiros – lembra Ênio Dexheimer, professor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS.

A revisão da malha por parte da TAM reflete um período de reestruturação das companhias aéreas nacionais, atrás de opções cada vez mais rentáveis e concentração de negócios em grandes aeroportos.

Com prejuízo somado de R$ 1 bilhão em 2011, TAM e Gol, líderes do mercado no país, buscam equilibrar as contas. No início do ano, a Gol anunciou a necessidade de reduzir em 10% a quantidade de voos, o que já provocou a demissão de 1,2 mil funcionários.

Copa Airlines terá voos diários de Brasília

20/06/2012 - Jornal de Turismo

A Copa Airlines completa seu primeiro ano de operações em Brasília com resultados acima do esperado e uma grata novidade. A partir do próximo sábado, os passageiros da capital federal passarão a ter um voo diário rumo à Cidade do Panamá, com conexões imediatas para mais de 60 destinos nas Américas do Norte, Central, Sul e Caribe. Até então eram operadas quatro frequências semanais.

“A ocupação expressiva, tanto por parte de passageiros corporativos como de lazer, nos levou a implementar um voo diário na última temporada de férias. A experiência foi tão proveitosa que se tornou definitiva”, celebra o gerente geral da Copa Airlines para o Brasil, Marcos Calixto. 

Os voos tiveram início em 19 de junho de 2011 e absorveram não só viajantes da capital federal, mas também de todo o Centro-Oeste – especialmente de cidades como Cuiabá (MT) e Goiânia (GO). “Todos foram conquistados pelo alto índice de pontualidade da companhia, acima dos 90% e um dos mais elevados da aviação mundial”, acrescenta Calixto.

Outro fator de sucesso foram as conexões imediatas no Hub das Américas do Aeroporto Internacional de Tocumen, que evitam filas de imigração, alfândega e ainda possibilitam boas compras nas lojas duties free. Além disso, facilitam o acesso às praias de Cancún (México), Punta Cana (República Dominicana) e Los Angeles (EUA); às riquezas culturais da Colômbia e de Havana (Cuba); e à intensa vida urbana de Nova York. E a partir de junho, Guanacaste (Costa Rica), Las Vegas (EUA) e a ilha de Curaçao entram na rota. 

O voo CM 204 parte às 2h29 do Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek, com chegada no Aeroporto Internacional de Tocumen (no Panamá), às 6h36. A rota é operada por modernos aviões Boeing 737-700 Next Generation, com capacidade para 124 passageiros, sendo 12 na classe executiva e 112 na econômica.

Azul realiza voo experimental com biocombustível a base de cana-de-açúcar

20/06/2012 - Jornal de Turismo

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras, em parceria com a Amyris Inc., Embraer e GE, realizou na última terça-feira um voo experimental utilizando um combustível renovável inovador, produzido a partir da cana-de-açúcar. Com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, um jato E195 da companhia partiu do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, e fez uma passagem sobre a Cidade Maravilhosa, que recebe nesta semana a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Batizado de Azul+Verde, o projeto teve início em novembro de 2009 com o objetivo de testar um novo conceito de desenvolvimento de combustível renovável para jatos potencialmente capaz de reduzir as emissões de gases que contribuem para o efeito estufa. Além de oferecer uma alternativa para combustíveis derivados do petróleo, a iniciativa representa mais um grande passo em direção a uma indústria de transporte aéreo sustentável.

“O compromisso da Azul em reduzir a utilização de produtos petrolíferos voláteis vai além de diminuir nossos custos. O principal objetivo é inovar na prestação de serviços, empregando as melhores tecnologias para evitar a emissão excessiva de carbono e conscientizar nossos Clientes que eles estão optando por uma companhia aérea que, não só se preocupa com o meio ambiente, mas que está agindo para preservá-lo”, disse Flávio Costa, vice-presidente Técnico-Operacional da Azul.

O estudo realizado pelo Icone - Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais, sobre o ciclo de vida dos gases de efeito estufa do bioquerosene da Amyris mostra que este combustível pode reduzir em até 82% a emissão de dióxido de carbono em comparação ao querosene de origem fóssil.

“O biocombustível da Amyris foi desenvolvido para ser compatível com o querosene de aviação (A/A-1) para jatos. Desta maneira, foram feitos uma série de testes que mensuraram seu desempenho”, disse John Melo, presidente & CEO da Amyrs. “O voo de demonstração é um marco importante no nosso programa de combustível para jatos e nos permitirá prosseguir nos objetivos de aprovação internacional e de comercialização”, conclui Melo.

Esse combustível, chamado de AMJ 700, é feito com o uso de microorganismos modificados que trabalham como fábricas vivas, convertendo o açúcar em puro hidrocarboneto. Tal método resulta em um querosene renovável que, após certificado, atenderá aos padrões mais rigorosos da aviação e da ASTM - American Society for Testing and Materials.

Para o voo experimental, foi utilizada uma mistura equivalente de querosene de aviação comum com querosene renovável obtido a partir da fermentação da cana-de-açúcar (4,5 mil litros), o que torna esse um voo inédito na aviação brasileira.

“Durante os testes realizados no início deste ano, em Ohio, nos Estados Unidos, o biocombustível da Amyris atingiu os requisitos técnicos desejáveis. Em conjunto com as novas tecnologias constantemente empregadas no desenvolvimento e certificação de motores, este bioquerosene certamente ajudará a cumprir as metas ambientais da indústria de aviação”, disse Steve Csonka, diretor da Estratégia Ambiental e de Ecomagination da GE Aviation.

“Desenvolvido a partir do conceito drop-in, não foi necessário implementar qualquer modificação ou adaptação à aeronave antes deste voo demo”, disse Mauro Kern, vice-presidente-executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “Os testes realizados pela Embraer com o biocombustível da Amyris no Brasil foram um sucesso. Isto confirma o potencial de desempenho deste combustível renovável, seja em termos técnicos, seja em termos ambientais. Ficamos felizes com o sucesso técnico deste programa e continuaremos comprometidos com o desenvolvimento de tecnologias de ponta capazes de contribuir com a sustentabilidade da aviação, dentre elas, os biocombustíveis”, concluiu.

“A Azul acredita muito na tecnologia apresentada pela Amyris. O Brasil conta com uma abundância de terra produtiva, o que faz com que o cultivo da cana-de-açúcar não compita com os demais cultivos, como por exemplo, o de alimentos,” afirma Adalberto Febeliano, diretor de Relações Institucionais da Azul. “Esperamos que seja possível adotar esse combustível em voos comerciais no médio prazo, com uma produção em larga escala, sendo economicamente viável”, completa.

Este projeto conta com o apoio institucional do Banco Pine, BR Aviation, Total e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Menos opções para Buenos Aires

21/06/2012 - Zero Hora 

TAM deixará de voar diretamente de Porto Alegre para a capital argentina, mas permanecem os horários de Gol e Aerolíneas

ERIK FARINA
erik.farina@zerohora.com.br 

Gaúchos interessados em passar as férias de julho em Buenos Aires terão uma opção a menos de voo direto entre Porto Alegre e a capital argentina. A TAM, uma das três companhias que operam a rota, anunciou ontem que suspenderá os voos diretos a partir de 2 de julho.

Para embarcar em um avião da companhia com destino a Buenos Aires, os passageiros terão de viajar até os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, ou Galeão, Rio de Janeiro. A estranha opção aumenta o tempo médio da viagem, de uma hora e meia, para pelo menos cinco horas. A empresa não informa se haverá aumento no preço das passagens, mas agentes de mercado acreditam que sim, devido à maior distância percorrida.

Atualmente, os voos da TAM são feitos em Airbus A320, com capacidade para cerca de 174 passageiros. Isso significa que serão extintas mais de 2,4 mil vagas por semana de ida e volta da Capital para Buenos Aires.

As alternativas diretas a partir de Porto Alegre são os voos diários operados pela Gol e pela Aerolíneas Argentinas. Conforme agências de viagem, há oferta de hotéis na capital argentina, mas faltariam opções de voo para o período da alta temporada.

Em comunicado divulgado ontem à tarde, a TAM informou que a suspensão dos voos ocorreu “devido a uma reestruturação estratégica da malha da companhia”. Ainda de acordo com a nota, “a empresa está entrando em contato com os clientes com passagens para voos entre Porto Alegre e Buenos Aires/Aeroparque, a partir de 2 julho, para reacomodá-los em outros voos da própria companhia”.

Outras rotas envolvendo Buenos Aires também foram alteradas ontem pela TAM. Parte dos voos com saída de Guarulhos e Galeão teve os horários modificados, quatro foram cancelados e outros seis foram abertos. A alteração faz analistas do setor avaliarem que a companhia estaria concentrando suas operações em aeroportos centrais.

Passageiros com bilhetes rejeitam ida até São Paulo

O cancelamento coincide com as vésperas das férias de julho, período em que muitos gaúchos procuram agências para encomendar pacotes à capital argentina. Rita Vasconcelos, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens no Estado (Abav-RS), explica que o cancelamento praticamente esgota as opções de passagens para Buenos Aires no próximo mês:

– Já havia poucos lugares, e com o cancelamento será impossível encontrar voo direto em julho para o destino. Infelizmente, os clientes terão de se sujeitar a ir até São Paulo.

Rita lamenta que a Capital tenha perdido mais um voo. Em fevereiro, a Gol cancelou a ligação direta Porto Alegre-Santiago do Chile, lançada sete meses antes.

Clientes já em posse de bilhetes para Buenos Aires foram pegos de surpresa com o cancelamento. Ana Lúcia e Carlos Augusto Müller estavam com passagens compradas para visitar a cidade entre 20 e 25 de julho. Alertados por sua agência sobre a suspensão do voo, rejeitaram a proposta da TAM de redirecioná-los para uma escala em São Paulo.

– Perderíamos um tempo enorme indo até Guarulhos. Achamos melhor pagar US$ 225 a mais por passagem e viajar por outra companhia aérea – afirma Ana.

Da Capital para o mundo

Maceió é o 26º destino atendido pela Avianca Brasil

20/06/2012 - Panrotas

Danilo Teixeira Alves

Além de anunciar a chegada dos oitos aviões, o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, aproveitou a oportunidade para confirmar Maceió como o 26º destino operado pela empresa a partir de setembro. De acordo com Efromovich, no início serão duas rotas: Brasília–Maceió–Brasília e Rio–Maceió–Rio. “Com a implementação dessa operação, passaremos a atender todas as capitais da região Nordeste”, disse. 

Outra novidade na malha será o aumento de frequências entre as cidades que já são atendidas pela empresa. A ideia é ampliar o número de voos diretos entre as principais capitais. “Nosso objetivo é passar de 147 voos diários operados diariamente para 200 até o final de 2012”, concluiu.

Para mais informações: www.avianca.com.br.

Infraero entrega obras da pista do Afonso Pena (PR)

20/06/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A Infraero concluiu hoje as obras de revitalização da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Curitiba/Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR). As melhorias, parte dos investimentos da Infraero para a Copa do Mundo de 2014, foram um investimento de cerca de R$ 20 milhões e tiveram início em setembro de 2011.

Os trabalhos contemplaram o recapeamento de toda a pista, a implantação de grooving (ranhuras cortadas na pista que auxiliam no escoamento de água) e a troca da iluminação. Também foram realizadas adequações da estrutura física para a instalação do ILS (Instrument Landing System, ou Sistema de Pousos por Instrumentos) Categoria III. O sistema, que orienta as aeronaves durante os procedimentos de pouso, permitirá maior visibilidade para estas operações em condições meteorológicas adversas.

TV Azul surpreende em voo experimental da aérea

20/06/2012 - Panrotas

Vera Marcelino

A TV Azul foi outra novidade que a companhia aérea apresentou ontem, aos convidados do voo experimental entre Campinas e o Rio de Janeiro com o biocombustível produzido a partir da cana de açúcar. A TV tem transmissão ao vivo, pela operadora Sky, e oferece 30 canais entre emissoras abertas e pagas (jornalismo, infantil, filmes). 

“Foram quatro anos e alguns milhões de dólares em investimentos”, disse Giancarlo "Panda" Beting, sobre o projeto de entretenimento a bordo. Seis aviões da Azul já dispõem do serviço em teste, que deverá ser estendido a 20 aeronaves até agosto, quando o benefício será apresentado oficialmente ao trade.

TAM conclui troca de ações com LAN e cria gigante da aviação

 22/06/2012 - Folha .com

DA REUTERS

As companhias aéreas TAM e LAN concluíram uma operação de troca de ações nesta sexta-feira, última etapa para a formação de uma das 10 maiores empresas do setor no mundo e uma gigante latino-americana com faturamento anual de mais de US$ 13 bilhões.

A operação foi concluída com uma adesão de 99,9% dos acionistas da TAM participantes da oferta, que aceitaram trocar suas ações por um recibo que equivale a 0,9 ação da LAN. Após a permuta, a TAM, cujas origens remontam a 1961 com a criação da Táxi Aéreo Marília, fecha seu capital no Brasil.

Oferta da TAM soma R$ 3 bilhões e marca fechamento de capital

Com a troca de ações, que acontece cerca de dois anos depois do primeiro anúncio de união de TAM e LAN, as empresas criarão a Latam Airlines Group, prevendo sinergias de US$ 170 milhões a US$ 200 milhões nos primeiros 12 meses após a conclusão da operação.

O montante chegará a cerca de US$ 600 milhões a US$ 700 milhões que serão alcançados totalmente durante o quarto ano, após concluída a associação, informaram as empresas em comunicado.

Do total de sinergias, cerca de 60% virá de aumento na receita nos negócios com passageiros e carga por conta da associação, enquanto o restante será gerado por economias de custo. As empresas não informaram que medidas podem tomar para obter esse percentual.

A união das companhias acontece em um momento em que o altos custos com combustíveis e a fraqueza da economia global tem incentivado consolidação do setor. No Brasil, mais recentemente, a indústria viu a compra da Webjet pela Gol no final de 2011 e no fim de maio Azul e Trip anunciaram uma fusão.

A Latam Airlines terá frota de 296 aviões de passageiros mais 14 cargueiros, a maior da América Latina, superando a British Airways na 11ª posição no ranking apurado pela Iata (Associação Internacional de Tráfego Aéreo), que atribui 242 aeronaves para a companhia britânica. Além disso, o grupo possui 240 encomendas de aviões, das quais 138 da TAM e 103 da LAN.

Em faturamento, segundo a Iata, a combinação de TAM e LAN vai levar as empresas para a nona posição do ranking da entidade que reúne as maiores companhias aéreas do mundo, com US$ 13,5 bilhões, superando a US Airways, que em 2011 teve receita operacional de US$ 13,2 bilhões.

O conselho de administração da Latam será presidido por Mauricio Rolim Amaro, membro da família fundadora da TAM. Enquanto isso, Enrique Cueto, da LAN, será presidente-executivo da companhia combinada, segundo comunicado.

Segundo comunicado, as empresas manterão suas marcas após a fusão.

Azul estreia voo para Porto Velho (RO)

21/06/2012 - Mercado & Eventos, Filipe Cerolim

​A Azul Linhas Aéreas estreou no dia 20 de junho seu primeiro voo rumo a Porto Velho (RO) via Cuiabá. A aeronave, um E-jet 195, de matrícula PR-AXC, com capacidade para 118 assentos, decolou com ocupação acima dos 85%. Na etapa seguinte, partindo da capital rondoniense com destino a Manaus, o voo saiu com 100% de ocupação.

Com voos ligando Porto Velho a Manaus e Cuiabá, a companhia passa a operar em uma rota no Norte do País. “O primeiro dia da nova operação já nos dá uma prévia do enorme potencial da região. Passamos a oferecer um serviço aéreo de qualidade entre três grandes cidades, com horários convenientes e preços muito competitivos”, afirma Paulo Nascimento, vice-presidente Comercial, Marketing e TI da Azul.

Porto Velho é o 49º destino operado pela Azul no Brasil. “A abertura de novas bases vem contribuindo para o incremento de nossa oferta de voos, sobretudo no aeroporto de Viracopos, que hoje é o que oferece o maior número de destinos do País por meio das rotas operadas pela Azul”, completa Nascimento.

Para marcar a data, a Azul está oferecendo passagens de Cuiabá e Manaus a Porto Velho com tarifas a partir de R$149,00 em até 10x sem juros. Assim como o pagamento de passagens aéreas nacionais para qualquer destino operado pela companhia. Até o dia 30 de junho, todos os bilhetes adquiridos podem ser parcelados em até dez vezes sem juros, em todos os cartões de crédito, sem parcela mínima, ou seja, essa condição se aplica a qualquer valor.

Demanda faz Azul trocar ATR por Embraer em SJP (SP)

20/06/2012 - Panrotas

A Azul decidiu trocar o equipamento que opera entre Campinas e São José do Rio Preto, no interior paulista. Por conta da alta demanda de clientes, a companhia substituirá em um de seus voos o ATR por um jato Embraer 190.

“Com a substituição do ATR pelo jato nos horários de pico, nosso objetivo é acomodar os clientes de forma a não deixar ninguém sem passagem”, afirma vice-presidente Comercial, Marketing e TI da Azul, Paulo Nascimento. Para mais informações: www.voeazul.com.br.

Aviação Regional cresce com turbohelices

04/06/2012 - Folha de São Paulo

Até 2015, Brasil vai se tornar o maior operador mundial desse tipo de aeronave, bem mais econômica que os jatos Alta do petróleo tem impulsionado as vendas dos ATRs, uma espécie de fusquinha repaginado da aviação
Eles são uma espécie de New Beetle da aviação, versão moderna de velhos turboélices do passado. E quem voa ou pretende voar para o interior do Brasil ainda vai embarcar num desses.
No país da Embraer, o crescimento da aviação regional na próxima década não se dará com jatos regionais, mas com turboélices da fabricante ATR, empresa europeia do grupo EADS, dona da Airbus.
Azul, Trip e Passaredo investem milhões na compra de ATRs, que consomem bem menos combustível que os jatos. A capacidade deles varia conforme o modelo, entre as faixas de 40 e 80 assentos.
Assim como o novo fusquinha, as novas versões dos turboélices ATRs estão repaginadas, com painel de controle digital e cheiro de novo.
Já são 51 voando no país entre modelos novos e antigos. Outros 56 entrarão em operação até 2015, o que fará do Brasil o maior operador de ATRs do mundo, ultrapassando os EUA e a Índia.
A Embraer, que iniciou com o Bandeirante e depois conquistou o mercado americano com o Brasília, largou o segmento para se dedicar a aviões com motores a jato nos anos 1990, quando lançou os ERJ 140/145 -até 50 lugares.
Rápidos, espaçosos e silenciosos, os jatos regionais de até 80 assentos tiveram sua era de ouro da década de 1990 até meados dos anos 2000, quando o preço do petróleo, abaixo dos US$ 50, estava longe de ser um problema.
"Com o barril do petróleo acima de US$ 120, um jato de menos de 80 lugares não se paga", diz Gianfranco Beting, diretor da Azul, que opera 12 ATR-72 e tem 23 a receber.
Azul e Trip, que anunciaram fusão na semana passada, contabilizam 50 ATRs juntas. Os da Azul são praticamente todos modelo 600, a versão mais moderna -os que não o são estão sendo substituídos. Já a Trip tem modelos novos e antigos.
 
VOO COMPLEMENTAR

A estratégia de Azul e Trip é usar o turboélice de forma complementar à operação do jato Embraer 190/195. Elas levam o tráfego das cidades pequenas e médias para seus principais hubs (centros de conexão) em Campinas, Belo Horizonte ou Brasília. Dos hubs, levam os passageiros de jato para outras capitais.
A ATR reina sozinha no mercado de turboélices. Com a falência da Fokker e a Embraer optando pelos motores a jato, restaram a ATR e a Bombardier. Mas a ATR foi a única que investiu na modernização do avião, que chegou ao mercado repaginado em agosto do ano passado.
 
RECORDE DE VENDAS

Com um bom produto e o barril do petróleo na faixa de US$ 100, a ATR bate recorde de vendas. Dos 164 turboélices vendidos no ano passado, 157 eram da ATR.
Os jatos Embraer 170/175, de até 86 lugares, já viveram melhores momentos. Das 378 encomendas recebidas desde 2001, 327 foram entregues, restando 51 por entregar.
Situação diferente da família 190/195, carro-chefe da aviação comercial da Embraer, de 90 a 122 lugares. Lançado em 2005, os 190/195 contam com 496 unidades entregues e uma carteira de 189.
O presidente da Embraer Aviação Comercial, Paulo Cesar Silva, diz que ainda tem muito mercado para os jatos 170/175. "Vem aí nova onda de companhias americanas recompondo frota, substituindo jatos de 50 lugares por jatos de 70 a 86 lugares."
O executivo diz que a Embraer não cogita hoje voltar a produzir turboélice por ser um mercado pequeno -120 aviões ao ano- e já dominado pela ATR.
"Não faz sentido desenvolver algo para um mercado relativamente pequeno, dada a tecnologia que se tem hoje."
"Se surgir nova tecnologia de motores, o que é esperado lá para 2020, e se esta for realmente inovadora, a gente vai olhar com outros olhos."

PASSAREDO

Homenagem aos Pássaros
 Todas as novas ATRs da Passaredo serão batizadas com nomes de pássaros brasileiros – “Uma homenagem da nossa empresa a fauna nacional e uma alusão ao nome Passaredo, que significa revoada de pássaros”- afirmou Comandante Felicio Filho ao apresentar a nova ATR 72-600, batizada de Bem-Te-Vi. “Este pássaro considerado o mais popular do Brasil é conhecido por seu canto logo ao amanhecer”- explicou.
 A nova aeronave entrará em operação no dia 11 de junho, ligando Ribeirão Preto à Guarulhos e Ribeirão Preto à Uberlândia “Essa nova frota operará em rotas do interior dos estados para as capitais e em rotas de menor alcance para a qual a aeronave ATR 72-600 se apresenta altamente adequada, oferecendo conforto ao passageiro com o menor custo/beneficio do mercado e menor impacto ambiental.”explicou Eduardo Busch – vice presidente executivo da Passaredo.
 Informações sobre o ATR 72-600:
 
A capacidade de passageiros: 70 assentos
Motores: Pratt & Whitney 127m
Potência máxima na decolagem: 2.750 cavalos de potência por motor
Peso máximo de decolagem: 23.000 kg
Carga máxima: 7.500 kg
Alcance máximo com carga total de passageiros: 899 milhas náuticas

Copa apresenta novidades ao mercado em Porto Alegre

19/06/2012 - Mercado & Eventos

Por: Luciano Palumbo

A partir de 27 de junho a Copa Airlines inicia operações para Las Vegas, nos EUA. Hoje, a companhia lança mais quatro frequências semanais saídas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, com rápidas conexões no Hub das Américas na Cidade do Panamá. Do Brasil estarão disponíveis mais de 50 frequências semanais saindo de sete capitais – Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Recife. 

“Las Vegas será uma das rotas cujas operações terão início neste mês de junho, juntamente com Recife, Guanacaste (Costa Rica) e Curaçao (Caribe). Todos esses destinos, somados, acrescentam em 20% a capacidade de assentos disponíveis da Copa, que transportou mundialmente 8,8 milhões de passageiros em 2011”, comenta Alessandra Tortora, gerente de vendas da Copa Airlines.

Segundo a executiva, os voos serão operados em Boeing 737-700 , cuja capacidade é de 124 passageiros – 12 na classe executiva e 112 na econômica. “A frequência com saída de POA beneficia todas as demais cidades brasileiras onde a Copa opera voos. Nessas cidades, serão cinco as frequências semanais. Esta semana, inclusive, estamos realizando eventos de lançamento do destino Las Vegas em Manaus e também Recife”, diz. A tarifa estará disponível a partir de US$ 920 por pessoa, ida e volta.

"Puxadinho" em Confins é adiado de novo

19/06/2012 - Geórgea Choucair - Estado de Minas

A licitação das obras do Módulo Operacional Provisório (MOP) no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, foi adiada para agosto. As obras do chamado “puxadinho”, que vai ser o principal apoio do empreendimento durante o aumento de tráfego na Copa de 2014, estavam marcadas para começar em março e terminar em um ano. Mas já estão atrasadas. A obra vai contar com R$ 100 milhões de investimento e aumentar a capacidade do terminal em 4,9 milhões de passageiros ao ano. 

Amanhã, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) faz audiência pública sobre o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do terminal de passageiros 2 e seus anexos, edifício garagem e sistema viário interno, do “puxadinho”, da ampliação do terminal de cargas e ampliação do reservatório de água potável. Estarão presentes representantes da Infraero, dos órgãos ambientais de Minas Gerais, da consultoria Praxis (responsável pela elaboração dos estudos ambientais) e do governo do estado.

Em setembro, a Infraero planeja iniciar as obras da pista de pouso e decolagem do aeroporto, onde vai investir R$ 169 milhões. Depois das intervenções, a pista vai passar de 3 mil para 3,6 mil metros e o pátio vai aumentar 192,4 mil metros quadrados. A reforma do terminal 1, que vai consumir investimentos de R$ 236,5 milhões, está em curso e vai ser feita em nove etapas.

Aeroporto de Aracati -  99% de terminal estão concluídos

16/06/2012 - Diário do Nordeste

Melquíades Júnior

Aracati. Falta pouco para a conclusão do Aeroporto Dragão do Mar, em Aracati. Passados três anos desde o prazo inicial para entrega, a obra, que custou R$ 23 milhões, será entregue, espera-se que sem mais adiamentos, no início do próximo semestre. De acordo com a Secretaria de Turismo do Estado (Setur), o Terminal de Passageiros está com 99% de conclusão. Além de incrementar o turismo no Litoral Leste, o local será uma alternativa ao Aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.

A TAM Aviação Executiva deverá ter lá um centro de tecnologia, manutenção, comercialização de aeronaves e prestação de serviços. A região litorânea espera receber turistas e mesmo as delegações das seleções que jogarão no Ceará durante a Copa do Mundo.

O aeroporto se chamará "Dragão do Mar". A obra, que custou R$ 23 milhões, será entregue, espera-se que sem mais adiamentos, no início do próximo semestre. Deve receber turistas durante a Copa do Mundo de 2014

O turista que vem ao Ceará para conhecer as belas praias poderá não precisar ir a Fortaleza antes de tudo. O que era apenas uma pista de pouso para aeronaves em situações excepcionais às rotas aéreas cearenses está se tornando num aeroporto propriamente dito. E ficará a um pulo da Praia de Canoa Quebrada, um dos principais destinos praianos do Nordeste.

A pista de pouso possui 2,2 mil metros de cumprimento (somada área de escape) e 30 metros de largura, com vida útil de 20 anos e capacidade para operar até 1.200 movimentos por ano. O pátio de estacionamento de aeronaves terá 13 mil metros quadrados.

Dragão do Mar

O aeroporto do Município de Aracati deverá trazer o nome do filho mais ilustre da cidade: Francisco do Nascimento, ou melhor, "Dragão do Mar". A obra contou com recursos do Ministério do Turismo com contrapartida do Governo do Estado. Foram R$ 16 milhões para a reconstrução da pista e R$ 7 milhões para o terminal de passageiros. O espaço ainda facilitará o escoamento de frutas para exportação - fica a no máximo 100 quilômetros dos dois principais perímetros irrigados do Ceará, o Tabuleiros de Russas e o Jaguaribe Apodi.

A TAM Aviação Executiva assinou neste ano um Memorando de Entendimentos com o Governo do Estado, para instalação de um centro de tecnologia, manutenção e comercialização de aeronaves e prestação de serviços aeronáuticos. A base operacional atenderá o Norte-Nordeste e a América Central, oferecendo serviços técnicos para aviões executivos de pequeno e médio portes. O contrato da TAM com o Governo Estadual incluirá a concessão, por dez anos, de um hangar de 10 mil metros quadrados, com 50% de incentivo estadual - o hangar custará R$ 26 milhões e gerará aproximadamente 150 empregos diretos logo no início das operações.

Segundo o secretário do Turismo Bismarck Maia, as obras fazem parte de uma série de investimentos em macroestruturas que visam desvincular os polos turísticos de Fortaleza. "O turismo do Ceará só cresce de forma sustentável se tivermos vários produtos turísticos, além e independentes de Fortaleza, embora complementares", que esteve nesta semana em Brasília para tratar da continuidade das obras do Aeroporto Internacional de Jericoacoara, em Cruz.

Paralisadas

As obras do Aeroporto de Jericoacoara estão paralisadas há duas semanas. Falta o governo pagar ao consórcio de empresas responsáveis pela obra. É a segunda paralisação só neste ano. Bismarck disse que o atraso só ocorreu porque falta liberação de recursos pelo Ministério do Turismo. Atualmente, 40% da obra está concluída.

Mais informações:
Secretaria do Turismo do Ceará
Setur 
Fortaleza
Telefone:
(85) 3101.4661
I

Azul completa um ano de operações em Juazeiro do Norte

15/06/2012 - Mercado e Eventos

Fernanda lutfi

A Azul Linhas Aéreas comemora nesta sexta-feira (15/06) seu primeiro aniversário em Juazeiro do Norte. A companhia decolou seu primeiro voo rumo à cidade nordestina há um ano. Hoje, a Azul opera um voo diário ligando Campinas, os quais já transportaram mais de 25 mil Clientes. A partir do Aeroporto de Viracopos é possível fazer conexões para várias cidades operadas pela companhia em todo o Brasil.

Avião executivo trava voos comerciais, avalia governo

17/06/2012 - Folha de São Paulo

Em Congonhas, 10% das permissões para jatos e decolagens são para jatinhos
Problema se acentuará na Copa, quando mil aeronaves particulares devem vir ao país; SP é maior foco de gargalo

O foco dos planos do governo federal de permitir que a iniciativa privada explore comercialmente aeroportos particulares será São Paulo.

Isso porque o Estado responde por uma das maiores frotas de aviação geral (a de aeronaves particulares) do mundo.

Não raro, veem-se em Guarulhos (na mesma pista) e Congonhas (na pista auxiliar) aeronaves repletas de passageiros à espera da decolagem de um único jato executivo.

Esse acúmulo, na visão de integrantes do governo, tira oferta das grandes linhas aéreas nos "slots" (permissão para pousos e decolagens).

Em Congonhas, por exemplo, são pouco mais de 10% dos "slots" semanais dedicados a jatinhos e afins.

Estimativas oficiais preveem mil aeronaves particulares estrangeiras aterrissando no Brasil por conta da Copa. Só essa demanda adicional acentuaria o gargalo nos grandes aeroportos, daí a necessidade de estabelecer a nova norma.

(NATUZA NERY)

Trip duplica frequência de voos de Tabatinga (AM) para Manaus (AM)

15/06/2012 - Mercado & Eventos

Fernanda Lutfi

A Trip Linhas Aéreas vai duplicar a frequência de voos para Tabatinga (AM), partindo de Manaus (AM). A companhia disponibilizará, a partir desse domingo (17/06), mais um voo direto que será operado pela manhã. Passageiros que partem de Tabatinga para Manaus poderão seguir viagem até Belo Horizonte com apenas uma conexão e de Belo Horizonte se conectar com outras 80 cidades do Brasil.

As passagens, se adquiridas com antecedência de 30 dias, podem ser encontradas com valores promocionais a partir de R$ 199,80. Os bilhetes já estão disponíveis para venda e podem ser adquiridos pelo portal www.voetrip.com.br, na Central de Vendas 0300 789 8747 ou 3003 8747 (regiões metropolitanas), nos aeroportos ou nas agências de viagens.

Confira os horários dos novos voos da TRIP (horários locais):

Origem/ Destino/ Partida/ Chegada
Manaus/ Tabatinga/ 9h08/ 11h50
Manaus/Tabatinga/ 13h34/ 16h10
Tabatinga/ Manaus/ 12h15/ 14h50
Tabating / Manaus/ 16h40/ 19h29

domingo, 17 de junho de 2012

Viracopos terá novo terminal para 14 milhões até a Copa

15/06/2012 - Valor Econômico

Por De Brasília

A concessionária Aeroportos Brasil, que assume a administração de Viracopos por 30 anos, investirá R$ 1,4 bilhão na construção de um novo terminal com capacidade para 14 milhões de passageiros por ano - quase três vezes acima da exigência do governo na primeira fase do contrato de concessão. A nova estrutura terá 110 mil metros quadrados de área total, edifício-garagem com três pisos e 28 posições para o estacionamento de aeronaves com pontes de embarque e desembarque (fingers), além de sete posições remotas (com acesso aos aviões por meio de ônibus).

A previsão da concessionária é entregar essa nova estrutura em 22 meses, antes da Copa do Mundo de 2014. A exigência do governo, no edital de licitação, era de um terminal com capacidade para 5,5 milhões de passageiros/ano. "As obras devem começar em outubro", diz o presidente do conselho de administração da Aeroportos Brasil, João Santana.

Com essa primeira fase de expansão, que poderá implicar na desativação do atual terminal quando o novo ficar pronto, "talvez tenhamos certa ociosidade no início, mas isso nos dará tranquilidade", segundo Santana.

A nova concessionária - uma aliança entre a Triunfo (45%), a UTC (45%) e a operadora francesa Egis (10%) - promete "melhorias imediatas" em Viracopos. Há um mês, funcionários da Aeroportos Brasil têm dado plantão no terminal, "conhecendo e conversando com a Infraero ". A partir de hoje, uma série de intervenções tem início: mudanças no lay-out da área de embarque, limpeza dos banheiros, troca de sinalização, instalação de guaritas de vigilância e passarelas cobertas na ligação com o estacionamento.

"São dezenas de itens", afirma Santana. A princípio, será usado um projeto desenhado pela própria Infraero nessa etapa inicial, mas que a estatal não conseguia implementar por excesso de burocracia. As intervenções estão orçadas em R$ 69 milhões, mas a concessionária acredita que o valor pode ficar abaixo disso.

Não estão previstas, nos primeiros anos, abertura de capital nem mudanças societárias. Nos planos financeiros da empresa, o equilíbrio operacional será atingido em cinco anos e os dividendos serão pagos a partir do 16º ano de contrato. Em 2011, segundo números da Infraero, a receita de Viracopos alcançou R$ 313,7 milhões e houve despesas de R$ 208 milhões. A operação atual dá lucro, mas o aeroporto entra em um período de fortes investimentos de ampliação, além do pagamento anual de outorga.

Na estrutura da Aeroportos Brasil, o conselho de administração será presidido por João Santana e terá outros oito integrantes - como o presidente da Triunfo, Carlo Bottarelli, e o principal acionista da UTC, Ricardo Pessoa.

Para a presidência-executiva, a concessionária chamou Luís Carlos Kuster, que comandava a implantação da usina hidrelétrica Garibaldi (SC), uma concessão detida pela Triunfo. Carlos Valente, oriundo da própria UTC, trabalhou na montagem do negócio para o leilão e ficou com a diretoria comercial. Marcelo Mota, baiano com experiência de dez anos na operação do aeroporto de Toronto, foi repatriado e assumirá a diretoria operacional. Gustavo Müssnich, da Triunfo, ocupará o cargo de diretor de engenharia. Finalmente, a diretoria financeira ficará com Roberto Guimarães, executivo que vem da HRT e participou da abertura de capital da petrolífera. (DR)

Se é bom sempre pode melhorar

14/06/2012 - O Globo, Eduardo Maia

Conforto atualmente é palavra-chave na aviação. Tanto que não faltam iniciativas das companhias aéreas para tornar o ato de viajar menos desgastante, como a da Virgin Atlantic, que criou a Snooze Class, uma área reservada na executiva para os passageiros que desejem dormir sem serem incomodados. Ou o uso de luminoterapia e aromaterapia para ajudar a relaxar, empregados por Finnair e ANA, entre outras empresas.

Nessa linha, a Lufthansa deu um passo ao inaugurar, no dia 1º, seu Boeing 747-8 Intercontinental, num voo entre Frankfurt e Washington DC. A aeronave, mais espaçosa e silenciosa que as concorrentes, será usada, nos próximos anos, em voos partindo da Alemanha para Nova York Los Angeles, Chicago, Nova Délhi e Bangalore. A empresa alemã também reformulou a primeira classe do voo São Paulo-Munique, operados pelos novos Airbus 340-300. Os assentos, oito no total, têm com 80cm de largura e se transformam em camas de 2,07m de comprimento. Novos sistemas de umidificação do ar e isolamento acústico também colaboram para um sono melhor nas alturas.

Gol e Azul farão voos com biocombustível na terça-feira

14/06/2012 - O Estado de São Paulo

SILVANA MAUTONE - Agência Estado

As companhias aéreas Gol e Azul farão voos utilizando biocombustível na próxima terça-feira (19), durante a Rio+20.

A Gol realizará o voo na rota entre São Paulo (aeroporto de Congonhas) e Rio de Janeiro (aeroporto Santos Dumont). O voo da Azul partirá de Campinas (interior de São Paulo) com destino também para o aeroporto Santos Dumont.

Segundo a Gol, o combustível atende às especificações do protocolo D7566, que trata do processamento de óleo vegetal e gorduras animais para produzir o bioquerosene de aviação.

A Azul informou que o combustível que usará é resultado do projeto Azul+Verde, desenvolvido pela empresa em parceria com a Amyris, a Embraer e a General Electric.

Voz dos aeroportos

15/06/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

Guarulhos e Congonhas não contam mais com a voz inconfundível de Íris Lettieri.

Os aeroportos paulistas rescindiram o contrato com a locutora, que continua no Galeão-Tom Jobim e no Santos Dumont.

Boa viagem.

Aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília cobrarão tarifa por usuário

15/06/2012 - O Globo

Taxa de R$ 7 será paga pelas companhias aéreas, que repassarão novo custo

GERALDA DOCA
PAULO JUSTUS

BRASÍLIA e SÃO PAULO — Com a assinatura dos contratos de concessão de Guarulhos, Brasília e Viracopos, na quinta-feira, pelos novos concessionários, as conexões nesses aeroportos para outros destinos passarão a ser cobradas. Custarão R$ 7 por usuário e serão pagas diretamente pelas companhias aéreas, que pretendem repassar o custo adicional às passagens. A tarifa foi a alternativa encontrada pelo governo durante o processo de privatização para tornar Brasília (importante centro de distribuição de rotas) atraente para o setor privado.

— Os concessionários já podem cobrar a tarifa de conexão, porque ela consta nos contratos — explicou o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, (Anac), Marcelo Guaranys, lembrando que uma norma em consulta pública no órgão vai ampliar a cobrança para todos os aeroportos do país.

Apesar disso, o governo continua afirmando que a concessão do setor não acarretará aumento de custos para os usuários.
Numa cerimônia simples, sem a presença da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, confirmou que as regras para a concessão de novos aeroportos poderão mudar, de acordo com as características de cada terminal. A nova rodada deve ser feita de modo que só permita a entrada no páreo de empresas de maior porte.

— Aperfeiçoamentos podem haver caso hajam novas concessões — disse o ministro, acrescentando, porém que não existe decisão sobre isto.

O atraso de quase dois meses para a assinatura dos contratos pode elevar os custos de construção ou mesmo atrasar a entrega das obras, segundo especialistas ouvidos pelo GLOBO. Leiloados em fevereiro, os terminais deveriam ter sido repassados à iniciativa privada em 20 de março.

Com a proximidade da Copa de 2014, os operadores aeroportuários podem se ver forçados a pagar um prêmio para a entrega antecipada ou tentados a tomar atalhos nas obras, afirmou a agência de classificação de risco Fitch Ratings, no relatório “Alta altitude para aeroportos e companhias aéreas brasileiras”. “Há uma margem limitada de erro para atrasos nas construções”, afirma a Fitch.

Para o consultor aeroportuário e engenheiro de infraestrutura Mozart Alemão, o prazo para entrega das obras deve sofrer atraso. Mas ele não espera aumento no custo das obras:

— As empresas que venceram já tinham a garantia de que assumiriam as concessões, por isso já estavam trabalhando com os projetos desde fevereiro.

Infraero: “Empresários vão ter que fazer”

O engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP Jorge Leal Medeiros espera pequenos atrasos. Mas ressalta que a execução das obras dependerá do aumento da demanda de passageiros:

— Não temos que nos preocupar com os eventos esportivos, e sim com o crescimento da demanda interna. Durante a Copa do Mundo essa utilização vai dar um soluço, uma pequena subida, que deve durar um mês. As empresas estão agindo, não devem atrasar significativamente.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, destacou que a assinatura dos contratos de concessão, embora represente quebra do monopólio da estatal, mostra que as parcerias público-privadas são uma boa alternativa para aumentar a capacidade dos aeroportos.

— A sociedade verá que essa mudança será importante para o país — disse Vale, dirigindo-se aos empresários. — Vocês agora vão ter que arregaçar as mangas e fazer.

Os concessionários terão que investir R$ 4,2 bilhões em obras para preparar os aeroportos para a Copa, em 2014. Representantes dos consórcios vencedores (Invepar, Triunfo e Inframérica) afirmaram que o atraso na assinatura dos contratos não comprometerá o andamento das obras. Estas devem começar ainda durante a transição, de seis meses, para que a Infraero repasse ao sócio privado a operação dos aeroportos.

sábado, 16 de junho de 2012

Obra de expansão em Viracopos vai começar até outubro

15/06/2012 - Folha de São Paulo

Construção de novo terminal foi anunciada ontem, na assinatura da concessão dos três aeroportos leiloados
Cumbica, Viracopos e aeroporto de Brasília passam a ter gestão compartilhada entre Infraero e consórcios

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), terá a construção de seu novo terminal iniciada até o dia 1º de outubro.

Com a obra, a unidade terá a capacidade aumentada de 8,5 milhões para até 14 milhões de passageiros por ano.

A informação foi dada pelo presidente do consórcio Aeroportos Brasil, João Santana, durante a assinatura do contrato de concessão dos três aeroportos leiloados pelo governo, realizada ontem em Brasília.

Além de Viracopos, passam a partir de hoje para a gestão privada os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), e o de Brasília (DF).

Junto ao novo terminal de Viracopos será feito um aumento do pátio de manobras, criando mais 33 posições para aeronaves. Santana afirmou que a conclusão da segunda pista, que no contrato estava prevista para 2023, deverá ser antecipada.

"Isso deverá acontecer por causa do aumento da demanda que esperamos. Se acontecer, será um bom problema", afirmou Santana.

Os representantes de todos os consórcios vencedores afirmaram que vão terminar suas obras obrigatórias para a Copa de 2014 no prazo e que as ampliações estarão funcionando durante o evento.

O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, além de garantir a conclusão do novo terminal de passageiros de Guarulhos para a Copa, anunciou durante a entrevista coletiva que a empresa vai construir mais 10 mil vagas de estacionamento no aeroporto.

A Folha tentou perguntar se a empresa já tem uma previsão de início, projeto ou aprovação do município, mas o presidente da empresa ignorou os questionamentos.

MUDANÇA GRADUAL

Os passageiros não devem sentir grandes mudanças a partir de hoje, quando os consórcios assumem as unidades que representam 30% dos passageiros do país.

Isso porque nos próximos três meses a Infraero, atual administradora e sócia de todos os novos consórcios, se manterá à frente da administração dos terminais.

Nos três meses seguintes, os sócios privados vão assumir a gestão, ainda compartilhando com a Infraero.

Depois desse período, os grupos privados podem assumir o aeroporto diretamente ou pedir que a Infraero permaneça por mais seis meses.

O governo optou por não fazer projetos de obras que os concessionários privados deverão realizar. Os contratos incluem a definição de metas de qualidade que deverão ser cumpridas e cuja fiscalização caberá ao governo.

O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Marcelo Guaranys, que vai fiscalizar as concessões, disse que a agência está se preparando para o trabalho com a contratação de pessoal para a fiscalização, que já tem 220 servidores.

O ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmou que o governo ainda não definiu novos aeroportos a serem concedidos nem quando isso ocorrerá.

A previsão era que novos leilões ocorressem após o lançamento de um plano de aviação civil. O plano, previsto para março, não está pronto.
K

Assinada ordem de serviço para obras no Aeroporto de Florianópolis

06/06/2012 - Infraero

      A Infraero assinou nesta quarta-feira (6/6) a ordem de serviço para o início das obras de terraplanagem, drenagem, pavimentação e balizamento luminoso para a implantação do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Florianópolis/Hercílio Luz. 

       De acordo com o planejamento, a primeira etapa da obra, que começa nesta segunda-feira (11/6), levará 21 meses e será executada pelo consórcio Aeroportos Brasil, vencedor da licitação. O investimento desta nesta etapa será de R$ 117 milhões e consiste na terraplanagem da área onde ficará o novo terminal, execução de nova pista de taxiamento de aeronaves, novo pátio de aeronaves em concreto, com 12 posições para aeronaves de grande porte, sistema de macro drenagem, novo acesso interno e novo estacionamento de veículos.

      O diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira, ressaltou em seu discurso a importância da obra. “É a concretização de um sonho da sociedade catarinense e a materialização do compromisso assumido pela Infraero, com a sociedade”, destacou.

       A solenidade, que contou ainda com a participação do superintendente Regional do Sul, Carlos Alberto da Silva Souza e do superintendente do aeroporto, Antônio Filipe Barcellos, foi realizada na Casa d’Agronômica, na capital catarinense. Participaram ainda o governador do Estado de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o secretário estadual da Infraestrutura, Valdir Cobalchini, entre outras autoridades.

Governo assina contratos de privatização dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas

15/06/2012 - Agência Brasil

Da Redação com Agências
    
Os contratos de concessão para ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos internacionais de Guarulhos (São Paulo), Viracopos (Campinas) e Brasília foram assinados hoje (14) entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e as empresas vencedoras do leilão. Os prazos das concessões são 30 anos para Viracopos, 25 para Brasília e 20 para Guarulhos. Os contratos poderão ser prorrogados uma única vez, por cinco anos.

Os três aeroportos respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do país. Os terminais concedidos serão fiscalizados pela Anac, que também será gestora dos contratos de concessão. As concessionárias deverão concluir as obras de ampliação e modernização previstas até a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso.

O diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, lembrou que o transporte aéreo está cada vez mais acessível à população brasileira, mas a infraestrutura não consegue se expandir na mesma velocidade, resultando em aeroportos mais cheios, com mais filas. “Antigamente, era muito mais confortável voar, mas também era mais caro”. Segundo ele, o objetivo do leilão não foi apenas atender à Copa do Mundo de 2014, mas oferecer aeroportos melhores para a população brasileira.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, destacou o ineditismo da concessão e disse que o resultado do leilão demonstrou que é perfeitamente possível trazer investimentos privados para a estrutura aeroportuária do país. “Nosso casamento é pra valer, e é para durar o tempo da concessão ou mais, se tivermos dispostos a renovar esse casamento”, disse aos representantes das empresas.

A partir da assinatura do contrato de concessão, haverá um período de transição de seis meses, prorrogável por mais seis, no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, o novo controlador assume integralmente as operações do aeroporto. A Infraero segue como administradora de 63 aeroportos do país, responsáveis pela movimentação de 67% do total de passageiros.

O leilão ocorreu em fevereiro e arrecadou R$ 24,5 bilhões pelas três concessões. O Aeroporto Internacional de Guarulhos será operado pelo Consórcio Invepar ACSA e o de Viracopos pelo Consórcio Aeroportos Brasil. O Consórcio Inframérica foi o vencedor da disputa pelo Aeroporto Internacional de Brasília.o

Azul tem novo voo direto entre Confins (MG) e Recife

14/06/2012 - Panrotas

A Azul recebeu esta semana autorização da Anac para operar nova rota entre Belo Horizonte (Confins) e Recife, a partir do dia 4 de julho. A companhia passará a operar voos diários durante a semana e uma frequência aos fins de semana, em voos diretos de Confins ao Recife. Desse terminal a Azul oferece ainda conexões para seis cidades brasileiras.

O voo sai de Confins às 22h01 e chega a Recife à 00h39, com voos que não serão executados somente aos sábados. De Recife, o voo parte às 5h12 e chega a Confins às 7h50, exceto aos domingos.

A operação será executada com jatos Embraer 190/195. Mais informações: www.voeazul.com.br.

Gol suspenderá voos para Santiago, no Chile, em outubro

14/06/2012 - Folha de São Paulo
 
A Gol vai deixar de ter voos para Santiago, no Chile, a partir de 3 de outubro.

"A decisão baseou-se em estudos de viabilidade da rota realizados por departamentos especializados da companhia", informou a empresa nesta quinta-feira.

A Gol também afirmou que está tomando as providências para reacomodar ou reembolsar clientes com passagens compradas após o início da suspensão dos voos.

A empresa aérea tem adotado importantes medidas de redução de custos, buscando elevar sua rentabilidade, como a redução de 80 a 100 voos diários, além de demissão de pessoal.

No início de junho, a empresa demitiu 190 tripulantes, com objetivo de "manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade de sua operação".

No início de abril, já havia informado a efetivação da demissão de 131 funcionários, além de 46 adesões a um programa de licença não-remunerada e 238 pedidos de desligamento voluntário.

Ceará fecha este mês voo semanal de Moscou a Fortaleza

14/06/2012 - O Povo

Representantes do Governo do Estado têm reunião marcada dia 28 de junho, em Moscou, para formalizar voo charter direto da Rússia para Fortaleza

Andreh Jonatha
sandreh@opovo.com.br 

O voo de 72 horas transportará cargas e passageiros

Ainda em 2012, está previsto para ter início um voo charter (fretado) direto de Moscou, na Rússia, para Fortaleza, com frequência semanal. O Governo do Estado enviará representantes à capital russa para oficializar a parceria com a companhia aérea Utair Aviation e a agência de turismo Anextour, próximo dia 28 de junho.

O lançamento comercial do voo está previsto para o dia 18 de setembro, também em Moscou, em um seminário promovido pela Secretaria do Turismo do Ceará (Setur). A data precede o início da Leisure Fair 2012, na mesma cidade, onde estarão presentes mais de cinco mil agentes de viagens para conhecer a novidade. A voo inaugural ainda não está marcado.

Um dos que vão representar o Ceará na reunião da próxima semana na Rússia é o diretor de gestão da Access Brazil Advisors, Fernando Holanda. Ele informa que o transporte de cargas e passageiros será em uma aeronave do tipo Boeing 777, com duração de cerca de 12 horas. “Vai ter direito de tráfego nos dois trechos (ida e volta). Além de passageiros, a gente vai ter que bolar carga para compensar o retorno”, afirma o diretor.

Holanda informou ter sido feito um estudo que comprovou a viabilidade do charter, por conta do Brasil fazer parte do Brics, grupo de cooperação formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“O russo vê o lado econômico também. O Ceará tem boas perspectivas em alguns setores da economia. Nós temos interesse, por exemplo, em levar frutas tropicais e flores para a Rússia”, diz.

Visita
Até agosto, representantes da direção da Utair Aviation virão ao Ceará para conhecer a infraestrutura receptiva.

Para divulgar o novo trecho aéreo, o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) vão investir R$ 1 milhão, por meio do Voe Direto Para o Brasil, um projeto de promoção do País visando a Copa do Mundo de 2014, segundo informa o diretor.

O pleito do Ceará é envolver também negócios com países árabes, que ficam a pouco mais de uma hora e meia de Moscou.

Onde

ENTENDA A NOTÍCIA

Da reunião em Moscou, outro encontro está agendado em Estocolmo, na Suécia, para adiantar as negociações para outro voo direto para Fortaleza. Em seguida, a captação de voo será em Berlim, na Alemanha.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Obra de expansão em Viracopos vai começar até outubro

13/06/2012 - Folha de São Paulo

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), terá a construção de seu novo terminal iniciada até o dia 1º de outubro.

Com a obra, a unidade terá a capacidade aumentada de 8,5 milhões para até 14 milhões de passageiros por ano.

A informação foi dada pelo presidente do consórcio Aeroportos Brasil, João Santana, durante a assinatura do contrato de concessão dos três aeroportos leiloados pelo governo, realizada nesta quinta-feira em Brasília.

Além de Viracopos, passam a partir de amanhã para a gestão privada os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), e o de Brasília (DF).

Junto ao novo terminal de Viracopos será feito um aumento do pátio de manobras, criando mais 33 posições para aeronaves. Santana afirmou que a conclusão da segunda pista, que no contrato estava prevista para 2023, deverá ser antecipada.

"Isso deverá acontecer por causa do aumento da demanda que esperamos. Se acontecer, será um bom problema", afirmou Santana.

Os representantes de todos os consórcios vencedores garantiram que vão terminar suas obras obrigatórias para a Copa de 2014 no prazo e que as ampliações estarão funcionando durante o evento.

O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, além de garantir a conclusão do novo terminal de passageiros de Guarulhos para a Copa, anunciou durante a entrevista coletiva que a empresa vai construir mais 10 mil vagas de estacionamento no aeroporto.

A Folha tentou perguntar se a empresa já tem uma previsão de início, projeto ou aprovação do município, mas o presidente da empresa ignorou os questionamentos.

MUDANÇA GRADUAL

Os passageiros não devem sentir grandes mudanças a partir de amanhã, quando os consórcios assumem as unidades que representam 30% dos passageiros do país.

Isso porque nos próximos três meses a Infraero, atual administradora e sócia de todos os novos consórcios, se manterá à frente da administração dos terminais.

Nos três meses seguintes, os sócios privados vão assumir a gestão, ainda compartilhando com a Infraero.

Depois desse período, os grupos privados podem assumir o aeroporto diretamente ou pedir para a Infraero permanecer por mais seis meses.

O governo optou por não fazer projetos de obras que os concessionários privados deverão realizar. Os contratos incluem a definição de metas de qualidade que deverão ser cumpridas e cuja fiscalização caberá ao governo.

O presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Marcelo Guaranys, que vai fiscalizar as concessões, disse que a agência está se preparando para o trabalho com a contratação de pessoal para a fiscalização, que já tem 220 servidores.

O ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmou que o governo ainda não definiu novos aeroportos a serem concedidos nem quando isso ocorrerá.

A previsão era que novos leilões ocorressem após o lançamento de um plano de aviação civil. O plano, previsto para março, não está pronto.

American inaugura hoje voo diário Manaus–Miami

14/06/2012 - Panrotas

Um dos Boeing 737-800 da frota da empresa, que fará a nova rota (foto divulgação American Airlines)

A American Airlines inaugura hoje a nova rota Manaus-Miami, com voos diários e diretos entre as duas cidades. É a primeira operação da aérea norte-americana na região Norte, e a sétima da empresa no País. As frequências serão operadas com os Boeing 737-800, para 160 passageiros.

“O novo serviço que propomos oferecerá aos nossos clientes ainda mais opções de viagem para o Brasil, que possui a maior economia da América Latina”, destaca o diretor de Vendas e Marketing da American Airlines no Brasil, Dilson Verçosa Júnior.

Aéreas criticam cálculo da Petrobras para querosene

13/06/2012 - Estado de Minas

Agência Estado

O diretor-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), José Márcio Monsão Mollo, criticou nesta quarta-feira a forma como a Petrobras estabelece o preço do Querosene de Aviação (QAV) no Brasil, que, segundo ele, é o mais caro do mundo.

"Apesar de 80% do querosene de aviação ser produzido pela própria Petrobras, localmente, o preço é estabelecido como se ele fosse 100% importado, incluindo custo de frete e de nacionalização", disse Mollo durante seminário sobre transporte aéreo realizado nesta quarta-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). "Isso é uma caixa preta que a Petrobras não abre de forma alguma". Ainda de acordo com o executivo do SNEA, os 20% restantes são importados da região do Caribe e abastecem as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

As despesas com combustíveis representam mais de 30% dos custos totais das companhias aéreas. Segundo Mollo, ao longo de 2011, o preço do QAV no Brasil subiu 33,55% e, neste ano, até maio, a alta acumulada é de 9,19%. A Petrobras reajusta mensalmente o preço do querosene de aviação.

Fechamento de capital da TAM é adiado por 10 dias

13/06/2012 - O Estado de São Paulo

MARINA GAZZONI 

As companhias aéreas TAM e LAN adiaram ontem em 10 dias sua oferta pública de permuta de ações (OPA). A operação resultará no fechamento do capital da TAM na bolsa de valores brasileira, uma das etapas para a criação da Latam, holding formada pela fusão das duas empresas. O cronograma inicial estabelecia que os acionistas poderiam aderir à oferta até segunda-feira e que o leilão seria realizado ontem, mas a adesão ficou abaixo do exigido pela companhia chilena no edital da OPA.

"Como resultado do processo, ao término da oferta, a LAN recebeu aceitação de troca dos acionistas da TAM (incluindo os acionistas controladores da empresa) para trocar 147.836.864 ações, equivalentes a 94,4% da propriedade acionária da companhia brasileira", segundo comunicado da empresa.

Mas a condição imposta pela LAN no edital do processo era de que a operação abrangesse pelo menos 95% das ações da companhia aérea brasileira.

Para viabilizar o fechamento do capital da TAM, a LAN deixou para trás a exigência, segundo comunicado divulgado ontem pela TAM. "Dado o nível de apoio obtido, a LAN decidiu renunciar à condição mencionada e levar a efeito sua oferta, para o que a legislação brasileira exige estender a oferta por um prazo adicional de 10 dias corridos. Portanto, a LAN resolveu estender sua oferta de troca de ações até o dia 22 de junho próximo, data em que espera concluir com êxito sua associação com a TAM", disse a empresa.

Isso significa que a operação será concluída mesmo que a TAM não consiga mais adesões à OPA. A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro e as ações das duas empresas aéreas se valorizaram ontem.

Os papéis da TAM chegaram a subir mais de 9% no pregão de ontem e fecharam com alta de 6,84%, cotados a R$ 44,35. As ações da companhia aérea registraram a maior alta do Ibovespa no dia - o principal índice da bolsa brasileira subiu 1,94% ontem.

Na Bolsa de Santiago, a ação da LAN registrou ontem quase seis vezes o volume de negócios de segunda-feira. Os papéis se apreciaram em 3,32%, ante uma queda de 0,56% do IPSA, o principal índice da bolsa chilena.

O fechamento do capital da TAM é parte do processo de formação da holding Latam, que terá sede no Chile. A fusão das duas empresas aéreas foi anunciada em agosto de 2010 e recebeu o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em dezembro do ano passado. O negócio criará a maior empresa aérea da América Latina. / COM AGÊNCIAS

Embraer e Zodiac fazem parceria para fabricar interiores

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Embraer anunciou nesta terça-feira que firmou acordo com a Zodiac Aerospace para a criação de uma joint venture que irá fabricar componentes de interiores da cabine da família de jatos Embraer 170/190. Operada conjuntamente, a fábrica será instalada no México e reforçará a parceria de longo prazo entre as duas companhias, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a Embraer destaca que o estabelecimento de unidade de interiores no México representa mais um passo importante no processo de globalização industrial da companhia. A empresa tem hoje unidades industriais na China, em Portugal e, mais recentemente, nos Estados Unidos, onde monta o jato executivo Phenom 100.

Embraer e Zodiac fazem parceria para fabricar interiores

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Embraer anunciou nesta terça-feira que firmou acordo com a Zodiac Aerospace para a criação de uma joint venture que irá fabricar componentes de interiores da cabine da família de jatos Embraer 170/190. Operada conjuntamente, a fábrica será instalada no México e reforçará a parceria de longo prazo entre as duas companhias, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a Embraer destaca que o estabelecimento de unidade de interiores no México representa mais um passo importante no processo de globalização industrial da companhia. A empresa tem hoje unidades industriais na China, em Portugal e, mais recentemente, nos Estados Unidos, onde monta o jato executivo Phenom 100.
Embraer e Zodiac fazem parceria para fabricar interiores

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Embraer anunciou nesta terça-feira que firmou acordo com a Zodiac Aerospace para a criação de uma joint venture que irá fabricar componentes de interiores da cabine da família de jatos Embraer 170/190. Operada conjuntamente, a fábrica será instalada no México e reforçará a parceria de longo prazo entre as duas companhias, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No documento, a Embraer destaca que o estabelecimento de unidade de interiores no México representa mais um passo importante no processo de globalização industrial da companhia. A empresa tem hoje unidades industriais na China, em Portugal e, mais recentemente, nos Estados Unidos, onde monta o jato executivo Phenom 100.

Gol começa cobrança a partir do dia 21

13/06/2012 - Folha de São Paulo

A empresa anunciou ontem que cobrará R$ 10 pelos assentos que ficam nas saídas de emergências dos aviões. A venda começará dia 21. A medida foi antecipada pela Folha ontem. A TAM já adota iniciativa semelhante. Segundo a Gol, em alguns tipos de tarifas mais caras haverá isenção da taxa.

TAP diz que Salgado Filho é suficiente

13/06/2012 - Zero Hora

Ao celebrar um ano do voo direto da TAP entre Porto Alegre e Lisboa, ontem, o diretor-geral da companhia para a América do Sul, Mário Carvalho, disse que entende não ser necessário um novo aeroporto.

Ressalvando que era uma opinião pessoal, considerou que o Salgado Filho poderia receber melhorias.

Em 12 meses de operação, a TAP transportou 83 mil passageiros na rota, com taxa de ocupação de 81%. Na carga aérea, a empresa trouxe 950 toneladas de mercadorias. E retornou com 300 toneladas, principalmente calçados, pescado, autopeças e componentes eletrônicos.

Galeão e mais dois aeroportos serão concedidos a consórcios

11/06/2012 - Valor Econômico

Por João Villaverde e André Borges | De Brasília

O governo federal deve anunciar nesta semana a concessão de mais três aeroportos à iniciativa privada. Os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) estão entre os três que a presidente Dilma Rousseff aceitou transferir da Infraero para os consórcios. Dilma deve aproveitar a cerimônia no Palácio do Planalto, na qual serão assinados os contratos dos três aeroportos já concedidos (Viracopos, Guarulhos e Brasília), para anunciar as novas concessões.

O Valor apurou que, ao lado de Galeão e Confins, o terceiro aeroporto a ser concedido deve ser o de Salvador (BA), embora também haja especulações sobre o terminal de Recife.

A decisão de anunciar três novas concessões de aeroportos ocorre num momento em que a presidente Dilma se mostra preocupada com o ritmo dos investimentos, tanto públicos quanto privados. Com as novas concessões, o governo espera "desatar" os investimentos de empresas na área, segundo fonte da área econômica.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o aeroporto de Galeão recebeu 5,7 milhões de passageiros. Já o terminal de Confins recebeu 3,4 milhões de passageiros no mesmo período. Em Salvador, a movimentação entre janeiro e abril chegou a 2,7 milhões de pessoas. Em Recife, atingiu 2,2 milhões de usuários.

Até ontem, técnicos do governo não confirmavam a inclusão do aeroporto de Salvador no pacote de novas concessões. Um técnico afirmou ao Valor que o aeroporto de Recife (PE) não estava descartado, mas que as chances do terminal da capital baiana eram maiores.

A assinatura dos contratos de concessão dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos deveria ter ocorrido no fim de maio, mas foi adiada por 15 dias, prazo para que as empresas concessionárias apresentassem a certidão de registro das juntas comerciais relativa às atas das assembleias de acionistas e ao estatuto social.

Havia a expectativa que os consórcios vencedores chegassem à assinatura dos contratos com os quadros de acionistas alterados, mas há pouca probabilidade de que essas mudanças se confirmem, por conta de entraves regulatórios previstos na lei de licitações.

Paralelamente, os consórcios têm sido categóricos em afirmar que não estão negociando a composição acionária com nenhuma outra empresa. A movimentação dos acionistas, no entanto, deve se intensificar após a homologação das concessões.

Companhias aéreas oferecem iPads aos passageiros para reduzir custos

12/06/2012 - Valor Econômico, Justin Bachman

A Scoot, filial de baixo custo da Singapore Airlines comandada por Campbell Wilson, é uma das empresas que usam tablets em vez de monitores nas poltronas. Foto: Munshi Ahmed/Bloomberg
Os passageiros que viajam em aeronaves da Scoot, empresa de Cingapura e subsidiária de baixo custo da Singapore Airlines que inaugurou seus serviços em 4 de junho, podem se distrair com iPads alugados por US$ 17 e repletos de filmes, músicas, jogos e shows de TV.

No outono passado, a Jetstar, outra companhia de baixo custo, originada da australiana Qantas Airways, também começou a oferecer iPads por US$ 10 a US$ 15 nos voos com duração superior a duas horas. Embora tablets sejam inegavelmente populares, sua disponibilização como entretenimento de bordo tem mais a ver com seu peso.

A eliminação de equipamentos e fiação necessários para o funcionamento de monitores instalados nas traseiras das poltronas das aeronaves, para não falar dos próprios monitores, pode permitir às companhias economizar milhares de dólares na operação de suas frotas — uma redução de peso que se traduz diretamente em menor consumo de combustível de aviação, cujo custo subiu 36% em dois anos.

A Scoot, comandada por Campbell Wilson, informa que a eliminação dos sistemas de entretenimento a bordo (EaB) reduziu em 7% o peso dos seus quatro Boeing 777 – mesmo após a instalação de 40% mais assentos.

As economias são tão significativas porque os sistemas EaB mais antigos podem passar de 13 quilos por assento, diz Neil James, executivo de vendas da Panasonic Avionics, maior fabricante de equipamentos EaB.

Esses quilinhos vão se acumulando rapidamente: os sistemas de entretenimento em um A380 de 526 assentos da Lufthansa, por exemplo, podem facilmente chegar a uma tonelada por voo.

Duas outras companhias aéreas australianas, Qantas e Virgin Australia Airlines, alugam tablets em voos domésticos. Em outubro, a americana Delta Air Lines começou a testar downloads de vídeo em 16 aviões que voam rotas mais longas nos Estados Unidos.

Os passageiros podem baixar filmes e programas de TV em seus laptops por preços entre US$ 0,99 e US$ 6. A Delta permitirá downloads em outros aparelhos ainda este ano.

Mesmo assim, fabricantes de equipamentos de entretenimento, como a Panasonic, Thales, Lumexis, Rockwell Collins e a Live TV, subsidiária da JetBlue Airways ainda não estão preocupados.

Os sistemas instalados nas traseiras das poltronas estão firmemente enraizados na frota mundial atual, e as companhias aéreas estão empenhadas em ampliar sua oferta de entretenimento com requintes inviáveis em aparelhos portáteis.

A Emirates, de Dubai, por exemplo, introduziu recentemente monitores maiores e sensíveis ao toque nos assentos, emulando as interfaces dos atuais smartphones e de outros aparelhos. (Na primeira classe, a Emirates agora apresenta telas de 27 polegadas com alta definição.)

Os mais de 300 filmes e outros conteúdos disponibilizados sob demanda pela companhia aérea exigem 2 terabytes de armazenamento de dados por avião. “Não poderíamos acomodar nossos produtos em um aparelho de mão”, diz Patrick Brannelly, vice-presidente da Emirates que supervisiona os serviços de bordo.

Além disso, para a maioria das companhias aéreas mais importantes do mundo, há uma preocupação ainda mais mundana do que peso: com espaço limitado, como você equilibra um iPad e seu jantar? “Equilibrar uma bandeja no colo enquanto tenta assistir a um filme e comer não propicia uma boa experiência”, diz Brannelly, descrevendo as experiências das companhias aéreas com aparelhos de vídeo portáteis anteriores.

Fabricantes tradicionais de equipamentos EaB também tornaram seus sistemas mais leves e compactos. Distantes estão os dias em que havia uma pequena caixa sob cada assento para alimentar as telas instaladas nas traseiras dos encostos dos assentos.

Os sistemas mais novos incorporam seus processadores no módulo que contém a própria tela, que ficou substancialmente mais delgada graças às novas tecnologias de vídeo.

Alguns fabricantes de equipamentos, como a Lumexis, estão adotando cabos de fibra ótica para disponibilizar entretenimento. Os sistemas mais novos podem pesar pouco mais de dois quilos por assento, diz Harry Gray, vice-presidente de vendas e marketing da IMS, fabricante de sistemas EaB.

À medida que os modernos sistemas instalados nos encostos dos assentos tornam-se cada vez mais conectados à internet, as companhias aéreas vêm explorando maneiras de gerar novas receitas provenientes de publicidade e de comércio eletrônico.

“Nós vemos o sistemas EaB em transição: de entretenimento para, efetivamente, plataforma de negócios”, diz James, da Panasonic, citando estatísticas segundo as quais o tempo médio de voo, levando em conta todas as rotas, é seis horas. Com um público “cativo” durante esses voos, os marqueteiros enxergam aí “uma grande oportunidade”, diz ele.

Especialistas do setor dizem que a evolução mais provável em termos de equipamentos a bordo será uma expansão gradual de opções quanto ao que os passageiros poderão assistir, em função de cada companhia aérea e de suas rotas específicas: downloads para os que querem usar seus próprios aparelhos, uma grande tela pessoal de alta definição nas classes premium e aluguel de tablets para passageiros que prefiram assistir conteúdo em telas maiores do que as instaladas na traseira dos encostos do assentos.

“Em última instância, será uma combinação de diferentes formas de conteúdo”, prevê Russ Lemieux, diretor executivo da Airline Passenger Experience Association.

Embora TV via satélite e tablets possam ser o futuro para algumas companhias aéreas de baixo custo e operadoras em escala regional, os executivos da maioria das empresas aéreas internacionais acredita que os sistemas tradicionais EaB continuam melhorando a experiência a bordo em grau suficiente para compensar seus custos potencialmente maiores. Diz Brannelly: “Ninguém vai descer de um avião e dizer: “Foi uma porcaria de experiência, mas economizou algum peso”".

Embraer estreia jato legacy 650 na CBAA, no Canadá

08/06/2012 - Jornal do Brasil

O jato Legacy 650, da Embraer, fará a estreia na convenção da Canadian Business Aircraft Association nos próximos dias 13 e 14 de junho em Toronto, no Canadá. Além disto, o Phenom 300 estará de volta a esse importante evento da aviação executiva canadense, onde foi apresentado pela primeira vez em 2011.

“Dada a grande diversidade geográfica do Canadá e sua economia em crescimento, a aviação executiva é simplesmente essencial”, disse Robert Knebel, Diretor de Vendas para a América do Norte da Embraer – Aviação Executiva. “A combinação única de baixos custos operacionais, cabines grandes e amplo espaço de bagagem, associada ao notável desempenho, faz com que os jatos da Embraer sejam ideais para esse mercado.”

A Embraer já tem o Phenom 100, da categoria entry level, em operação no Canadá e, recentemente, entregou a um cliente canadense a primeira aeronave destinada ao mercado internacional produzida na fábrica em Melbourne, na Flórida. O jato Phenom 300, da categoria light, está prestes a ser certificado no Canadá, em preparação para a entrega a um cliente canadense no próximo trimestre. Fazendo a estreia no país como parte da turnê mundial, o Legacy 650, da categoria large, estabelece um novo padrão de qualidade para a sua classe ao trazer um interior aprimorado, com sistema de gerenciamento de cabine de última geração, nível de ruído excepcionalmente baixo na cabine e maior eficiência e conforto.

O Legacy 650 entrou em operação em 2010. Baseado na bem-sucedida plataforma do Legacy 600, possibilita viagens mais longas para até 14 passageiros, mantendo o mesmo nível de conforto. Seu alcance de 7.223 quilômetros (3.900 milhas náuticas) com quatro passageiros, ou 7.112 quilômetros (3.840 milhas náuticas) com oito passageiros, ambos com reservas de combustível NBAA IFR, permite voos sem escala de Toronto a Roma e de Vancouver a Bogotá, na Colômbia.

A Embraer promoverá também as melhorias do Phenom 100 e do Phenom 300, entre elas mais opções de assentos para estas aeronaves executivas, desenvolvidas em resposta a solicitações dos clientes.

O Phenom 100 pode acomodar até oito pessoas e tem sete opções de interiores diferentes projetadas em parceria com o BMW Group DesignworksUSA. Seu alcance de 2.182 quilômetros (1.178 milhas náuticas), incluindo reservas de combustível NBAA IFR, permite voos sem escala de Toronto a Melbourne, na Flórida, e de Calgary a Chicago.

O jato Phenom 300 acomoda até 11 ocupantes e é uma das aeronaves mais rápidas na categoria light, alcançando 839 km/h (521 milhas por hora ou 453 nós – KTAS). Pode voar a uma altitude de até 45 mil pés (13.716 metros) e tem alcance de 3.650 quilômetros (1.971 milhas náuticas), incluindo reservas de combustível NBAA IFR, o que permite que a aeronave faça voos sem escalas de Toronto a Calgary e de Vancouver a Toronto.

Latam já é vice-líder em lista global

11/06/2012 - Valor Econômico

Por Alberto Komatsu | De São Paulo

A Latam, fusão entre a chilena LAN Airlines e a brasileira TAM Linhas Aéreas, já é o segundo maior grupo do setor no mundo em valor de mercado, atrás apenas da Air China. A constatação é de um levantamento da consultoria Bain & Company. Por essa análise, feita em janeiro deste ano, a Latam valia € 8,4 bilhões e a Air China € 9,1 bilhões.

O estudo mostra a evolução do ranking dos 20 maiores grupos aéreos do mundo, de janeiro de 1999 a janeiro de 2012. Nesse intervalo, houve uma inversão do perfil do setor. Em apenas 12 anos, a aviação mundial deixou de ser liderada pelo "velho mundo" (empresas americanas e europeias), para ser dominada, agora, por companhias de países emergentes.

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 "Houve uma renovação do ranking, com o desenvolvimento das empresas de países emergentes", afirma o especialista em aviação da consultoria, André Castellini. De acordo com ele, contribuiu para o atual panorama da aviação mundial o fato de muitas empresas terem quebrado e a onda de consolidação, nos últimos 12 anos.

Em 1999, entre as 20 maiores, estavam oito empresas americanas e seis europeias. Entre as 10 maiores por valor de mercado eram cinco dos Estados Unidos e três da Europa.

Seis anos depois, em 2005, três empresas entraram em concordata (United, US Airways e Swiss) e duas foram alvo de consolidação - a Comair, dos Estados Unidos foi comprada pela também americana Delta e a holandesa KLM foi adquirida pela Air France).

"Essa análise comprova a volatilidade do setor e as dificuldades em se ganhar dinheiro na aviação", diz Castellini. No cenário de janeiro de 2012, o especialista enfatiza a maior mudança de perfil. Entre as 20 maiores empresas aéreas do mundo, mais duas pediram concordata (American Airlines e Japan Airlines) e nove estiveram envolvidas em processos de aquisições ou fusões nos últimos anos. Além dos negócios entre Comair e Delta, e Air France e KLM, as americanas United e Continental se uniram, assim como as europeias British Airways e Iberia. A Swiss foi adquirida pela alemã Lufthansa e a NWA se juntou à Delta.

"O levantamento mostra que algumas empresas sumiram, outras reapareceram com acionistas diferentes. Isso comprova como é difícil manter a rentabilidade no setor aéreo no longo prazo", acrescenta Castellini.

Com isso, metade do ranking passou a ser integrado por empresas que ainda não haviam entrado na lista. O destaque fica para as empresas aéreas de países emergentes, com oito empresas da Ásia e do Oriente Médio e duas da América Latina. Só restaram três americanas e duas europeias.

Entre os cinco maiores grupos aéreos do mundo, Castellini chama a atenção para o fato de quatro serem de países emergentes, Air China, Latam, Singapore e Emirates. Nesse grupo, o especialista ressalta que três recebem subsídios governamentais, restando apenas a Latam como companhia aérea totalmente privada e sem ajuda dos governos de seus respectivos países.

Outro dado que chama a atenção no levantamento é a presença, no raking deste ano, de duas empresas aéreas de baixos custos: a irlandesa Ryanair, em sexto lugar, com valor de mercado de € 5,3 bilhões, e a britânica Easyjet, na 19ª posição, avaliada em € 2 bilhões.

Galeão e mais dois aeroportos serão concedidos a consórcios

11/06/2012 - Valor Econômico

Por João Villaverde e André Borges | De Brasília

O governo federal deve anunciar nesta semana a concessão de mais três aeroportos à iniciativa privada. Os aeroportos de Galeão (RJ) e Confins (MG) estão entre os três que a presidente Dilma Rousseff aceitou transferir da Infraero para os consórcios. Dilma deve aproveitar a cerimônia no Palácio do Planalto, na qual serão assinados os contratos dos três aeroportos já concedidos (Viracopos, Guarulhos e Brasília), para anunciar as novas concessões.

O Valor apurou que, ao lado de Galeão e Confins, o terceiro aeroporto a ser concedido deve ser o de Salvador (BA), embora também haja especulações sobre o terminal de Recife.

A decisão de anunciar três novas concessões de aeroportos ocorre num momento em que a presidente Dilma se mostra preocupada com o ritmo dos investimentos, tanto públicos quanto privados. Com as novas concessões, o governo espera "desatar" os investimentos de empresas na área, segundo fonte da área econômica.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o aeroporto de Galeão recebeu 5,7 milhões de passageiros. Já o terminal de Confins recebeu 3,4 milhões de passageiros no mesmo período. Em Salvador, a movimentação entre janeiro e abril chegou a 2,7 milhões de pessoas. Em Recife, atingiu 2,2 milhões de usuários.

Até ontem, técnicos do governo não confirmavam a inclusão do aeroporto de Salvador no pacote de novas concessões. Um técnico afirmou ao Valor que o aeroporto de Recife (PE) não estava descartado, mas que as chances do terminal da capital baiana eram maiores.

A assinatura dos contratos de concessão dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Viracopos deveria ter ocorrido no fim de maio, mas foi adiada por 15 dias, prazo para que as empresas concessionárias apresentassem a certidão de registro das juntas comerciais relativa às atas das assembleias de acionistas e ao estatuto social.

Havia a expectativa que os consórcios vencedores chegassem à assinatura dos contratos com os quadros de acionistas alterados, mas há pouca probabilidade de que essas mudanças se confirmem, por conta de entraves regulatórios previstos na lei de licitações.

Paralelamente, os consórcios têm sido categóricos em afirmar que não estão negociando a composição acionária com nenhuma outra empresa. A movimentação dos acionistas, no entanto, deve se intensificar após a homologação das concessões.

GOL encerra serviço de ônibus gratuito entre aeroportos do Rio de Janeiro

08/06/2012  - Melhores Destinos
 
Passageiros da GOL com destino ao aeroporto do Galeão foram surpreendidos com o fim do serviço de ônibus gratuito que a companhia oferecia entre o terminal e o aeroporto de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. Até agora a companhia não divulgou o fim do serviço, mas já o retirou do seu site, onde agora constam apenas os transfers entre os aeroportos de São Paulo e o do terminal Navegantes à cidade de Blumenau. Não se sabe, contudo, até quando os mesmos serão mantidos.
“Acompanho sempre o Melhores Destinos e não vi nada falando sobre a GOL ter parado com os ônibus que tinha ligando o aeroporto do Galeão ao de Jacarepaguá. Comprei uma passagem pela GOL, mais cara, para usar esse serviço, como sempre faço, e descubro que, no silêncio, a GOL encerrou o serviço em maio e não falou nada! ABSURDO!”, lamentou o leitor Clemente Vieitas Júnior.

A GOL mantinha sete horários de ônibus diários entre o Galeão e Jacarepaguá. A companhia inclusive era a única empresa a manter um terminal de check-in no terminal de Jacarepaguá, que possui ótima localização mas serve apenas a voos particulares. No site da Infraero a GOL ainda consta como única empresa regular a operar no aeroporto – parece que nem ela foi avisada.
Tudo leva a crer que a medida é parte do processo de corte de custos da GOL, que já adotou medidas como o fim dos lanches gratuitos na maior parte das rotas, redução de quatro para três comissários de bordo, suspensão de voos, fechamento de salas VIP e demissão de centenas de funcionários. Segundo a Imprensa, entre cortes e demissões voluntárias a companhia deve ter dispensado quase mil pessoas desde o início do ano.
Como no caso dos lanches, a companhia não é obrigada a oferecer o serviços gratuito, mas mais uma vez erra ao não informar seus clientes como antecedência!
O Melhores Destinos solicitou à GOL mais detalhes sobre o fim dos serviços e atualizaremos este post com as informações assim que forem recebidas.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Embraer renuncia à gama de aviões civis e ambiciona defesa

05/06/2012 - Estado de Minas

AFP - Agence France-Presse

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou nesta terça-feira sua desistência na fabricação de aviões civis de pequeno porte para concorrer com a Airbus e Boeing, mas ressaltou sua ambição no setor da defesa.

Terceira maior fabricante mundial, a Embraer estudou durante dois anos um projeto de aeronaves domésticas de 130 a 160 lugares (sua produção atual para em 120 assentos), que rivalizaria com os menores aviões de corredor único da europeia Airbus e da americana Boeing.

"Não temos planos para desenvolver esta aeronave", declarou o presidente da divisão de aviação comercial, Paulo Cesar Silva, à imprensa em Paris. "Fizemos alguns estudos de mercado, conversamos com muitos clientes... e não vemos justificativa econômica para este projeto".

Airbus e Boeing já garantiram grande parte do mercado ao lançar suas versões remotorizadas das aeronaves de corredor único A320 e 737, o Neo e o Max, e a canadense Bombardier já tem tido dificuldades para ganhar espaço neste segmento com seu CSeries, argumentou.

No entanto, "vamos remotorizar a gama de E-Jets, a fim de manter a nossa posição de liderança no segmento de aeronaves de 70 a 120 assentos", disse César Silva.

Os primeiros modelos batizados G2, redesenhados e remotorizados para consumir menos, devem entrar em serviço em 2018, segundo ele. Os novos reatores serão escolhidos até ao final do ano.

A Embraer oferece quatro modelos de aeronaves domésticas (E170, E175, E190 e E195). Ela entregou 823 em oito anos, e ainda tem 240 encomendadas.

A aviação comercial representa 65% das vendas da fabricante brasileira e continuará a ser a maior parte de sua atividade, à frente da produção para empresas, acrescentou Cesar Silva.

- Divisão de Defesa - A Embraer também criou uma divisão de defesa em 2010, que representa 7% do seu volume de negócios. Esta percentagem deverá atingir 16% em 2012, anunciou o chefe da divisão de segurança e defesa, Luiz Carlos Aguiar, que tem como meta alcançar 25% até 2020.

A companhia já é conhecida por seu turboélice de ataque leve e treinamento avançado Super Tucano. Com 182 exemplares encomendados por uma dúzia de países, venceu em 2011 uma licitação da Força Aérea dos Estados Unidos.

A Arenonáutica americana, contudo, cancelou o contrato em fevereiro, após os protestos da concorrente americana infeliz Hawker Beechcraft, mas abriu um novo concurso, informou Carlos Aguiar, que não quis comentar sobre suas chances.

A Embraer também se lançou no mercado de aeronaves de transporte militar e propõe um sucessor para o C-130 da Lockheed Martin. O KC-390, capaz de transportar uma carga de 23 toneladas, deve fazer seu primeiro voo em 2014 e entrar em serviço em 2016. A Embraer busca de 16 a 18% de um mercado global estimado em 700 aeronaves, um total de 50 bilhões de dólares.

Suas ambições não param por aí. A fabricante está envolvida em dois projetos governamentais de grande porte: o primeiro satélite de comunicações fabricado no Brasil e na implantação de um sistema de vigilância das fronteiras.

Para obter uma quota do mercado de satélites, avaliado em 400 milhões de dólares, a Embraer criou uma sociedade com a empresa de telecomunicações Telebrás. O satélite que terá dupla função, civil e militar, deve ser lançado no final de 2015, disse Carlos Aguiar.

O Brasil tem 17.000 quilômetros de fronteiras. Seu monitoramento exigirá comunicações por satélite, radar, aeronaves não tripuladas, sistemas de comando e veículos blindados, um projeto estimado em quatro bilhões de dólares em dez anos.