terça-feira, 29 de junho de 2010

Obras no Galeão ficam prontas


29/6/2010
Redação Webtranspo


Na última semana, a Infraero finalizou as obras de revitalização do Terminal de Passageiros 1 do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim. A empresa investiu R$ 4,68 milhões na modernização do espaço onde é realizado o embarque doméstico do Setor A (antigo Setor Verde).

A reforma que teve início em abril deste ano integrou a troca do forro e das luminárias, a instalação do granito das colunas, nova sinalização vertical e 1436 novos assentos, entre outras melhorias.

Segundo a Infraero, além do setor A, as salas B e C receberam alimentadores de energia para carregadores de celulares e notebooks, com o objetivo de oferecer conforto. Atualmente, o setor A tem área de 15 mil metros quadrados e cinco canais de inspeção.

Destinos internacionais


O terminal que recepciona os passageiros com destino internacional também passa por revitalizações. Desde a última quinta-feira, 24, o setor B está fechado para adaptações, conforme informou a Infraero. A obra deve ser entregue em 1º de julho.

O objetivo é ampliar a área de embarques. O Terminal de Passageiros 1 passará a contar com três setores de embarque, sendo dois internacionais e um doméstico – um aumento de 12.400 metros quadrados.

“A modernização das áreas dos saguões de embarque proporcionará mais conforto e agilidade operacional ao Aeroporto do Galeão”, diz André Luis Marques de Barros, superintendente do aeroporto.

No total, o investimento na reforma das áreas restritas dos três setores é de R$ 12,5 milhões. Além do Terminal 1, o Terminal de Passageiros 2 do Aeroporto do Galeão está sendo concluído. As duas obras estão orçadas em R$ 566,5 milhões.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Infraero autoriza obras no Maranhão



Pista principal de aeroporto vai ser restaurada
Ordem de serviço assinada por Barboza está estimada em R$ 10,68 milhões
Murilo Marques Barboza, presidente da Infraero, assinou nesta semana, a Ordem de Serviço para a complementação das obras de revitalização da pista principal do Aeroporto Internacional de São Luís/Marechal Cunha Machado, no Maranhão.

Realizadas pelo 2º Batalhão de Engenharia do DEC (Departamento de Engenharia e Construção) do Exército Brasileiro, as obras estão avaliadas em R$ 10,68 milhões, e deverão ser iniciadas em agosto.
“Essas obras são de grande importância para o Estado do Maranhão”, disse Ítalo Fortes Avena, chefe do Departamento de Engenharia e Construção do Exército. A autorização faz parte de um acordo entre a Infraero e o Exército Brasileiro para a complementação das obras da pista principal do Aeroporto de São Luís.
Além disso, será construída uma área de manobras na cabeceira da pista auxiliar. Outros serviços também estão programados para o local, segundo Barboza, como a climatização do Terminal de Passageiros e a revitalização

Estudo sugere acesso ferroviário aos aeroportos


16/06/2010 - Folha de S. Paulo
Estudo encomendado pelo governo à consultoria McKinsey rejeita a hipótese de construção de um novo aeroporto em São Paulo.
Segundo a pesquisa, a construção não é uma alternativa atraente, pois resultaria em maior divisão da demanda e em pior configuração econômica como centro de distribuição de voos.
Segundo a Folha apurou, essa é também a avaliação do governo. Na visão do Ministério da Defesa e da Casa Civil, a exploração de um novo aeroporto pela iniciativa privada em São Paulo neste momento abriria espaço para a canibalização de Guarulhos.
A avaliação é que o modelo está mais em linha com aeroportos menores ou em novos mercados em expansão.
O diagnóstico da McKinsey indica que 13 dos 20 principais aeroportos já têm gargalos. O caso mais crítico é o de São Paulo, que concentra cerca de 25% do tráfego total. O estudo foi financiado com recursos do BNDES.
Para resolver o descompasso em relação ao crescimento da demanda, o estudo afirma que serão necessários investimentos em infraestrutura da ordem de R$ 25 bilhões a R$ 34 bilhões ao longo dos próximos 20 anos.
Uma das conclusões é que os investimentos da Infraero estão abaixo do necessário.
DEMANDA
Em 2009, São Paulo registrou em Guarulhos, Congonhas e Viracopos 38,5 milhões de passageiros, com um crescimento da demanda de 8,1% em relação a 2008.
Nos cálculos da McKinsey, até 2030 a demanda em SP deve atingir 91 milhões. Na prática, é preciso ampliar a capacidade até lá com o equivalente a três aeroportos de Guarulhos. Em todo o país, a estimativa é que a demanda alcance 310 milhões de passageiros por ano até 2030.
Em 20 anos, Guarulhos deveria ter sua capacidade ampliada para ao menos 35 milhões de passageiros, e Viracopos, para 60 milhões. O estudo recomenda ainda que o governo invista no acesso ferroviário aos aeroportos.

Procura por transporte aéreo aumentou em maio



15/06/2010 - Transporte Idéias
A procura por transporte aéreo em rotas domésticas aumentou pela décima segunda vez consecutiva no país. Segundo dados comparativos avançados publicados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em maio último, o crescimento foi de 20,2%, em comparação ao mesmo período de 2009.
Nas rotas internacionais feitas pelas empresas brasileiras, o crescimento foi de 21,03%, em relação a igual mês de 2009. Segundo a Anac, de janeiro a maio deste ano, as companhias aéreas nacionais acumularam crescimento de 29,86% no mercado nacional e 11,69% no internacional. Desde junho do ano passado, o movimento do setor apresenta alta.

sábado, 12 de junho de 2010

Azul e LAN vão operar em Brasília a partir de agosto


12/06/2010 14h21
Priscila rangel
priscila.rangel@jornalalobrasilia.com.br
Os brasilienses terão a partir de agosto mais opções de voos diretos nacionais e internacionais. A empresa aérea Azul, que disponibiliza voos em 21 destinos no Brasil, passa a operar em Brasília a partir de 2 de agosto, com voos diários para Campinas-SP, três vezes por dia, tanto na ida quanto na volta. Outra empresa, a LAN, atuante na América do Sul, inicia trabalhos na capital federal com voos diretos de Brasília para Lima (Peru), três vezes por semana, com duração aproximada de 4 horas e 30 minutos.
 
A LAN vai oferecer, a partir de 1º de agosto, voos diretos de Brasília para Lima e de lá para cá, três vezes por semana, às segundas, quartas e sábados, em aeronaves Airbus 319. A partida para Lima vai ocorrer às 8h30 da manhã (horário de Brasília) e a chegada, por volta de 11h30 (horário de Lima). A volta fica marcada para 0h50, em Lima, com chegada prevista para às 7h05, em Brasília. De acordo com informações do site da empresa, as tarifas podem custar a partir de R$ 400 o trecho – nos casos em que o passageiro compre a ida e a volta e permaneça por no mínimo dez dias.
 
Azul – Os primeiros bilhetes das novas linhas da Azul já podem ser adquiridos, desde o final de maio, por meio do site www.voeazul.com.br . A tarifa promocional do trecho entre Brasília e Campinas, com duração de 1 hora e 10 minutos, custa a partir de R$ 129, se a volta também for comprada. A companhia vai oferecer conexões da capital para outras cidades, a partir de Campinas, como por exemplo Belo Horizonte (a partir de R$ 129); Rio de Janeiro (a partir de R$ 139); e Cuiabá (a partir de R$ 159); sendo que todos os valores referem-se a um trecho de viagem, no caso da aquisição da ida e da volta.
 
A Azul aposta na qualidade do atendimento para fidelizar os novos clientes de Brasília, conhecidos pelo alto nível de exigência para com produtos e serviços consumidos. A empresa vai realizar os voos em jatos Embraer e acomodar os passageiros em assentos de couro, dispostos dois a dois. Além disso, a companhia vai operar no terminal com maior capacidade de operação do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck (JK), o de número 2, e espera com isso proporcionar mais conforto aos passageiros.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novo aeroporto de Natal será concedido à iniciativa privada



11/06/2010
O leilão para a concessão das obras do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte, deve ocorrer no próximo ano. O decreto que autoriza a concessão foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na capital potiguar.
A expectativa é que o edital seja publicado ainda este ano. Segundo o Ministério da Defesa, esta será a única autorização para a concessão de aeroportos à iniciativa privada neste ano. As demais concessões serão definidas pelo próximo governo.
Com a privatização, empresas privadas deverão assumir obras que faltam para a conclusão do aeroporto, especialmente o terminal de passageiros e a montagem dos equipamentos.
O ministério informou que o patrimônio do aeroporto não será privatizado, apenas a gestão ficará a cargo dos investidores. Após o prazo da concessão, o patrimônio será devolvido à União.
Os estudos técnicos e de viabilidade econômica do aeroporto devem estar prontos até o fim deste mês e serão encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que irá colocar a proposta em consulta pública por 30 dias. O projeto também deve ser aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes da publicação do edital de licitação.
Para o professor Respício do Espírito Santo Jr, do Departamento de Transporte Aéreo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a concessão para a iniciativa privada é positiva e deve ser usada para outros aeroportos do Brasil.
“Nós precisamos de uma oxigenação na administração de aeroportos no país. A entrada de novos administradores privados no mercado vai fazer com que a Infraero também fique melhor. De forma alguma a Infraero pode acabar, mas ela não pode ser modernizada sem concorrentes”.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Resolução simplifica consulta de preços em passagens aéreas


10/6/2010
Folha de S.Paulo

Entra em vigor hoje resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que obriga as empresas a discriminar com transparência todas as cobranças relativas ao bilhete aéreo. Só as taxas de embarque, impostos ou outras cobranças governamentais poderão ser tratadas como taxa.
    
A comercialização de serviços como seguro-viagem, ou a cobrança por segunda mala, no caso das companhias estrangeiras, é permitida, mas a cobrança tem que ser feita à parte ou estar discriminada no bilhete.
   
Todos os serviços indispensáveis à realização da viagem precisam ser informados ao passageiro durante todas as etapas da consulta com o agente de viagem ou pela internet, e não só na hora da conclusão da compra.
   
As taxas de cobranças governamentais poderão ser informadas no segundo momento da consulta. Segundo a Anac, isso não vai interferir na consulta porque as cobranças são iguais para um mesmo trecho.
   
A medida busca coibir práticas do mercado em que o consumidor é informado do preço, mas paga um valor diferente no ato final da compra. A mudança facilitará a comparação de tarifas.
   
De acordo com o gerente de regulação econômica da Anac, Rogério Coimbra, as empresas informavam custos de operação como taxas aeroportuárias, o que distorcia o preço real das passagens aéreas.
   
As duas principais cobranças classificadas como taxas eram o custo adicional do combustível para viagens internacionais e a comissão aos agentes de viagens. Somadas, as duas poderiam chegar a representar até 30% do preço do bilhete.
   
"Você tira o incentivo que fazia a empresa menos transparente ganhar mais clientes", afirma Coimbra.


CONCORRÊNCIA

   
Para a coordenadora da ProTeste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), Maria Inês Dolci, a medida beneficiará os consumidores porque vai estimular a concorrência no setor.
  
"Uma coisa que poderia parecer atrativa por causa do preço poderia ficar até mais cara por conta das taxas. Faltava transparência", afirma.
   
Na próxima terça-feira, entra em vigor outra resolução da Anac, que enrijece normas para os atrasos e os cancelamento de voos. As novas regras propõem prazos menores para reembolso e acomodação em novos voos.
   
As empresas aéreas terão de divulgar informações sobre os novos procedimentos, além de distribuir panfletos com direitos dos passageiros.

A crise dos aeroportos


07 de junho de 2010 | 0h 00
- O Estado de S.Paulo
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado no dia 31/5, reconhece a situação de caos do sistema aeroportuário, fala em "apagão aéreo" e na instabilidade da ação reguladora e indica que a capacidade dos principais aeroportos do País ? Guarulhos, Congonhas, Santos-Dumont, Confins, Pampulha, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Manaus e Natal ? é inferior à demanda. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, tentou desqualificar o texto, afirmando, por exemplo, que a capacidade dos aeroportos de Brasília e Manaus é superior à citada.
O documento foi apresentado pelo diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; pelo coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; pelo coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo; e pelo assistente de pesquisa do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), Josef Barat.
Entre os principais riscos que o estudo aponta está o do colapso aeroportuário decorrente do aumento da demanda em eventos como a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016.
Apenas em São Paulo está previsto um acréscimo de 600 mil visitantes em relação à situação atual, o que causará grandes transtornos em Guarulhos e Congonhas, se não forem removidos a tempo os gargalos que afetam os aeroportos.
E não há uma definição clara de estratégias para a aviação civil nos próximos 30 anos nem políticas e regras de regulação econômica que balizem a evolução dos mercados de voos internacionais, domésticos e regionais. Faltou investir em terminais, pátios, pistas e sistemas de aproximação e proteção ao voo.
Entre as hipóteses para superar a crise aeroportuária têm sido mencionadas, segundo o Ipea, a abertura de capital da Infraero; regras para a concessão de aeroportos rentáveis e não rentáveis, com a exigência de investimentos; a ampliação de terminais; e a construção de novos terminais nos aeroportos saturados, por intermédio de Parcerias Público-Privadas.
Sugestões de abertura do capital da Infraero foram feitas, nos últimos meses, com vistas a superar as notórias deficiências de atendimento nos aeroportos por falta de investimentos, como os destinados à construção da terceira pista do Aeroporto de Guarulhos e os necessários para aumentar a segurança do Aeroporto de Congonhas. O ministro Jobim desqualificou essa possibilidade, explicando, com razão, que a Infraero não tem patrimônio nem é detentora de concessões.
Outro estudo, encomendado pelo BNDES à consultoria McKinsey, propõe a transferência, do Ministério da Defesa para o Ministério dos Transportes, da responsabilidade pela aviação civil. Sugere, ainda, transferir da Aeronáutica para uma agência civil o controle do tráfego aéreo. Neste caso, a Infraero seria reestruturada e perderia o monopólio da administração dos aeroportos, que passaria a ser compartilhada com o setor privado.
Segundo a McKinsey, a demanda de transporte aéreo de passageiros quase triplicará até 2030 e existem gargalos críticos em 13 dos 20 principais aeroportos do País. Esses aeroportos precisarão, nos próximos 20 anos, receber investimentos entre R$ 25 bilhões e R$ 34 bilhões, com ênfase em obras nos aeroportos de Guarulhos, Brasília, Viracopos e Confins e acesso mais rápido aos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Galeão.
O estudo da McKinsey, divulgado pelo Globo, apontou a falta de articulação entre os órgãos do setor, além da falta de planejamento para expandir a capacidade dos aeroportos e acompanhar o crescimento da demanda. Não há, segundo o texto, um marco regulatório para o setor, com as regras sobre os contratos de concessão de aeroportos.
O "apagão aéreo", pano de fundo dos estudos do Ipea e da McKinsey, é conhecido por passageiros que viveram situações dramáticas nos últimos anos e de fato pode comprometer o crescimento do País e afetar acontecimentos como as Copas e os Jogos Olímpicos. 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nova resolução da Anac amplia direitos do passageiro


9/6/2010
Jornal de Brasília

Entra em vigor na próxima terça-feira (15) a Resolução 141 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que amplia direitos do passageiro em voos atrasados, cancelados ou em caso de troca de aeronave e overbooking. As principais inovações são a redução do prazo em que a companhia deve prestar assistência ao passageiro, a ampliação do direito à informação e a reacomodação imediata nos casos de voos cancelados, interrompidos e para passageiros preteridos de embarcar com reserva confirmada.
     
A edição da resolução foi amplamente discutida com os órgãos de defesa do consumidor, companhias aéreas e outros interessados. Segundo a Anac, buscou-se criar uma norma equilibrada, que ao mesmo tempo amplia os direitos e que também pode se praticada pelas empresas e cobrada pelos passageiros.
     
De acordo com a antiga norma, a empresa aérea podia esperar até quatro horas para reacomodar o passageiro em outro voo, providenciar o reembolso do valor pago e facilitar a comunicação e a alimentação. A partir do dia 15, o reembolso ao passageiro poderá ser solicitado imediatamente nos casos de preterição, cancelamento do voo e quando houver estimativa de atraso superior a quatro horas. A empresa fará a devolução do valor de acordo com o meio de pagamento efetuado, mas se o bilhete já estiver quitado, o reembolso será imediato. No caso de passagem aérea financiada no cartão de crédito e com parcelas a vencer, o reembolso seguirá a política da administradora do cartão.
 
Esclarecimento
     
Com a entrada da resolução em vigor, nos casos de atrasos, cancelamentos ou preterição, a companhia aérea é obrigada a comunicar os direitos do passageiro, inclusive entregando-lhe folheto com a informação. E mais: se solicitado, a empresa terá que emitir uma declaração por escrito confirmando o ocorrido.
     
A medida ainda prevê que a companhia ofereça outro tipo de transporte para completar o trajeto que tenha sido cancelado ou interrompido, desde que tenha a anuência do passageiro. Caso contrário, ele poderá esperar o próximo voo disponível ou ainda desistir da viagem, com direito ao reembolso integral da passagem.
     
A Resolução 141 substitui parcialmente a Portaria 676-5/2000, no que se refere aos direitos e garantias do passageiro quando o contrato de transporte firmado com a empresa aérea é descumprido, por motivos de atraso, cancelamento de voos ou de preterição de passageiros.
 
 
Assistência deve ser imediata
 
Pela norma anterior, somente após quatro horas do horário marcado para o voo o passageiro tem acesso a facilidades de comunicação (telefone, internet ou outro meio), alimentação e ainda, se for o caso, hospedagem e transporte aeropor-to-hotel-aeroporto. A partir do dia 15, essa assistência será de acordo com o tempo de espera. Depois de uma hora do horário previsto para a decolagem, a companhia deverá oferecer algum meio de comunicação. Após duas horas, alimentação. Esses direitos são garantidos mesmo se o passageiro já estiver dentro da aeronave em solo, no que for aplicável. Após quatro horas, é obrigatória a acomodação em local adequado (salas de espera vip, por exemplo) ou, se for o caso, em hotel.
     
A nova norma também prevê a possibilidade de endosso para outra empresa aérea realizar o transporte,mesmo se não houver convênio entre elas, e proíbe a venda de bilhetes para os próximos voos da companhia para o mesmo destino até que todos os passageiros prejudicados por atraso, cancelamento ou preterição sejam reacomodados.
 

Multas

     
O não cumprimento das normas da Anac configura infração às condições gerais de transporte e podem resultar em multas que variam de R$ 4 mil a R$ 10 mil por ocorrência.

Infraero investirá mais R$ 95 milhões


9/6/2010
Tribuna do Norte (RN)

O presidente Lula assina hoje em Natal o decreto que autoriza a concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, um passo fundamental para que o empreendimento seja concluído e administrado pela iniciativa privada, após licitação que deverá ser aberta em setembro. A expectativa é que em 2011 a empresa vencedora assuma o canteiro de obras, o que não quer dizer, porém, que deixará de entrar, a partir de então, dinheiro público no projeto. Por meio da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), deverão ser investidos ainda, entre 2011 e 2014, R$ 95 milhões no empreendimento.
    
A cifra está incluída no plano de investimentos da Infraero, que prevê destinar cerca de R$ 5,4 bilhões, nesse período, para obras em 14 aeroportos relacionados às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. No caso de São Gonçalo do Amarante, o dinheiro será aplicado na continuidade dos serviços de construção de pistas, pátios e do acesso viário dentro do sítio aeroportuário. Até agora, foram executados 68,57% dos serviços, com investimento que, até abril deste ano, somou R$ 113,1 milhões - foram R$ 51,1 milhões oriundos da Infraero e R$ 62 milhões do PAC. Até dezembro deste ano - data prevista para conclusão dos serviços de terraplanagem, pavimentação, drenagem, proteção vegetal, sinalização horizontal e infraestrutura de auxílio e proteção ao voo - o valor investido chegará a R$ 155 milhões. "As obras estão sendo executadas dentro do cronograma", garante a Infraero, gerente dos serviços, executados, até o momento, pelo Exército.
    
Há mais de um década, no entanto, o aeroporto começou a ser construído. As obras tiveram início em 1998, foram interrompidas em 2003, porque houve a necessidade de adequar o projeto a novos tipos de aeronave, e retomadas em 2004. A expectativa é que a privatização signifique novo fôlego ao empreendimento, já que os governos federal e estadual já deixaram clara a impossibilidade de tocá-lo sozinhos. A porta de entrada dos investidores no projeto será uma concessão.
    
Na prática, eles receberão os direitos de  executar as obras restantes, o que inclui os terminais de cargas e passageiros, e de administrar o empreendimento por um prazo que ainda não foi divulgado. O BNDES, que contratou o Consórcio Potiguar, liderado pela empresa Ernst & Young, para elaborar os estudos técnicos necessários à concessão, diz que os estudos, iniciados em em 2009, tiveram por objetivo, além da analise dos aspectos jurídicos e ambientais, a avaliação quanto à viabilidade econômico-financeira do projeto. O resultado dessa avaliação indicou que o novo aeroporto é viável economicamente sem que haja a necessidade de pagamento de contraprestação pelo governo federal ao futuro concessionário. É por isso que o modelo de concessão, em vez de uma PPP - que exigiria contrapartida pública - foi escolhido. A previsão do governo é de que os estudos estejam concluídos até o final de junho. Em seguida, o BNDES enviará os relatórios à ANAC, que será responsável por cumprir as etapas para que o projeto possa ser levado à licitação.


Terminal aéreo representa um salto de logística
    
O Aeroporto de São Gonçalo do Amarante terá capacidade para receber 3 milhões de passageiros por ano, na primeira etapa, prevista para 2013, mas, sete anos depois, já na segunda fase, 4 milhões e 176 mil passageiros deverão passar pelo terminal,  segundo projeções do estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental do projeto, divulgadas pelo governo do estado. O número é mais que o dobro do que passa, anualmente, pelo Augusto Severo. Aumentar o fluxo de passageiros está longe, porém, de ser o único ganho prometido pelo empreendimento.
    
Para o especialista em comércio exterior, logística e diretor do curso de Relações Internacionais da Universidade Potiguar (UnP), André Lemos Araújo, a expectativa é que, com o novo aeroporto, o fluxo de comércio por via aérea também cresça, com redução de tempo e de custos para os exportadores no transporte das mercadorias. "As empresas reduziriam custos porque não precisariam pagar frete rodoviário para mandar os produtos para exportar, por via área, a partir de outros estados. Além disso, ter uma boa infraestrutura deverá ajudar o Rio Grande do Norte a atrair novas empresas, já que haverá mais facilidade para escoar a produção", diz ele. "O estado vai dar um salto em logística", frisa.


Complemento
    
De acordo com o especialista, o aeroporto não reduziria as exportações realizadas por outros canais, como o Porto de Natal. Seria, na verdade, um complemento, usado para enviar amostras de mercadorias e produtos perecíveis, como peixes, camarões, frutas e flores, que precisam chegar o quanto antes às mãos do mercado consumidor.
    
Araújo não tem dúvida de que a logística seria melhorada. "A logística existe para fazer o produto chegar na hora certa, no lugar certo, na quantidade certa e no tempo programado. Tudo a baixo custo e com alto nível de serviço para o cliente. Hoje, no entanto, o Rio Grande do Norte está trabalhando com uma estrutura aquém de suas necessidades. Isso está mudando, com investimentos que estão sendo realizados no porto, por exemplo. O aeroporto vai  também ajudar a resolver isso", frisa e acrescenta que, com uma boa estrutura logística, o desenvolvimento será  natural.


Assinatura deve dar fôlego à obra
    
Com a autorização da concessão para o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, representantes das classes política e empresarial do estado acreditam que as obras ganharão um novo fôlego. Assim, o empreendimento deverá ser concluído até 2013 e estar em pleno funcionamento durante a Copa do Mundo de Futebol de 2014.
    
Para o presidente da Fiern, Flávio Azevedo, a assinatura do decreto define o início das obras. De acordo com ele, políticos e empresários se uniram em torno da viabilização desse projeto e estão bastante satisfeitos com a autorização da concessão. "As próximas etapas deverão ter um ritmo mais rápido do que o visto até agora, pois a pista e o pátio de manobras, que aparentemente são simples, precisam ser construídos com extremo cuidado", explica.
    
Utilizando o mesmo tom, o presidente da representação potiguar da ABIH destaca que a assinatura do documento significa a definição das regras do jogo. "Pela sua dimensão, o aeroporto será parte da nossa redenção econômica, sendo importante também que ele venha junto com as ZPEs", diz Enrico Fermi.
    
Ainda mais otimista, o secretário estadual de desenvolvimento econômico, Francisco de Paula Segundo, declara que o empreendimento será a maior ação do Governo Federal no RN. "Ao lado das ZPEs, o aeroporto irá alavancar a economia do estado. Mas a obra é tão grandiosa, que não temos nem como avaliar o desenvolvimento que será possível", declara.
    
O diretor técnico do Sebrae RN, João Hélio Costa, conta que o aeroporto atingirá fortemente as micro e pequenas empresas. "Já está influenciando na qualificação de trabalhadores, uma vez que estão sendo oferecidos cursos de línguas, visando o atendimento de empreendedores estrangeiros", completa.


Senadores

    
O senador Garibaldi Alves Filho acredita que o decreto oferecerá condições para a iniciativa privada investir na obra. "Com o aeroporto de São Gonçalo, abrem-se importantes perspectivas para a economia potiguar, pela sua localização estratégica", afirma.
    
Também destacando as melhorias que deverão ocorrer na economia, a senadora Rosalba Ciarline demonstra ansiedade em ver as obras serem tocadas de forma mais acelerada. "O aeroporto será fundamental para o desenvolvimento do estado. Espero que daqui por diante, não haja mais morosidade no que diz respeito às obras e prazos", afirma.
ZPEs devem trazer mudanças em dois anos
    
Com dois projetos de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) aprovados - e cuja sanção está confirmada para hoje -, o Rio Grande do Norte espera avançar. Após receber a assinatura do presidente, as prefeituras das cidades que abrigarão as áreas deverão iniciar a busca por empresas que tenham interesse em se instalar no local.
    
A sanção do presidente às duas áreas vinha sendo aguardada por políticos e empresários, que consideram a iniciativa como o início de um novo cenário econômico no Rio Grande do Norte, estimando que as modificações deverão começar a serem sentidas em cerca de dois anos.
    
O projeto da ZPE de Macaíba começou a ser desenvolvido em 1988, por iniciativa do deputado federal Henrique Alves, em conjunto com a prefeitura do município, o Governo do Estado e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). Já a ZPE do Sertão foi proposta pela senadora Rosalba Ciarline, em 2007.
    
A ZPE do Vale do Açu havia sido aprovada pelo Conselho Nacional das ZPEs em dezembro de 2009 e a de Macaíba, no final do mês passado.
    
A senadora Rosalba Ciarline comemora a assinatura dos projetos, ressaltando que a ZPE do Sertão levará desenvolvimento econômico para o Vale do Açu, região Central do estado e parte do Seridó. "A região de Assu tem potencialidades para a fruticultura, mas destaca-se também pela produção de frutos do mar, produtos químicos, sal e recursos minerais", detalha Rosalba.
    
O forte interesse na ZPE fez com que o prefeito de Assu, Ivan Júnior, se dirigisse a Natal em companhia de autoridades, para participar da solenidade oficial de sanção presidencial ao projeto. Para o prefeito, a ZPE do Sertão será um instrumento transformador para o Rio Grande do Norte e a região Nordeste.


O que é
    
A ZPE é uma área de livre comércio, na qual as empresas produzem e exportam 80% dos seus produtos, com isenção de tributos, impulsionando a geração de emprego e renda para a população.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ministro critica pesquisa do Ipea sobre aeroportos



07/06/2010
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, desqualificou a pesquisa do Instituto Brasileiro de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que apontou limite da capacidade de grande parte dos aeroportos brasileiros. A pesquisa foi divulgada na última segunda-feira.
“O Ipea partiu de diversas falsas premissas e apresentou dados absolutamente errados, resultando em um trabalho totalmente desqualificado”, criticou o ministro.
Jobim informou que o Ipea utilizou informações sobre impostos. De acordo com o ministro, eles já não incidem sobre os terminais aeroportuários há mais de dez anos.
“Quando eu ainda era ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) já havíamos decidido que alguns impostos citados pelo Ipea foram anulados ou reduzidos a zero”, apontou.