quinta-feira, 29 de março de 2012

Gol corta voos depois de prejuízo de R$ 710 mi

28/03/2012 - Folha de São Paulo

Empresa eliminará até cem voos diários, sobretudo à noite, e vai demitir pilotos

A Gol reduziu sua oferta de voos diários na tentativa de estancar o prejuízo na sua operação. Serão eliminados de 80 a 100 voos, de uma malha que contempla de 1.100 a 1.150 voos diários.

A empresa encerrou 2011 com prejuízo de R$ 710,4 milhões. No ano anterior, a Gol lucrou R$ 214,2 milhões.

De acordo com o presidente da companhia, Constantino de Oliveira Júnior, nenhum destino deixará de ser atendido. "Estamos cortando horários de menor demanda, sobretudo voos noturnos."

A empresa parou de vender assentos para os voos a serem interrompidos "faz alguns meses".

O recente aumento no preço de passagens para compensar a alta dos custos operacionais - que subiram 41% no trimestre - gerou impacto na demanda, afirmou o presidente da Gol.

"O mercado hoje não tem o mesmo nível de estímulo e há uma dificuldade de repassar os custos para o preço das passagens", diz ele.

"A redução da oferta é uma forma de minimizar o impacto negativo [da alta de preços] sobre a demanda."

A empresa não revela quantos funcionários serão demitidos para adequar a companhia à oferta menor de voos. Foi lançado um programa de demissão voluntária e, a depender da adesão, a empresa vai realizar demissões. Ele não revela quantos postos serão eliminados. A Folha apurou que o plano é demitir 120 pilotos, de um quadro de cerca de 1.800.

Enquanto reduz a oferta no mercado doméstico, a companhia se prepara para inaugurar, em julho, voos para Miami. "Voar hoje para os EUA é mais rentável do que internamente", diz Constantino Júnior. "Nada mudou no nosso modelo de negócios. Seguimos com a frota padronizada."

(MARIANA BARBOSA)

Infraero recebe propostas para obras em Joinville (SC)

28/3/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A Infraero abriu nesta segunda-feira (dia 26) a licitação para a elaboração dos projetos básico e executivo para a ampliação da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Joinville/Lauro Carneiro de Loyola (SC).

Duas empresas e quatro consórcios entregaram documentação para participar do certame. Na primeira etapa, serão analisadas as habilitações técnicas e financeiras das concorrentes. Em seguida será feita a análise dos preços propostos.

A estimativa é que cerca de R$ 2,1 milhões sejam investidos nos projetos, que deverão ser executados em até 285 dias após a emissão da Ordem de Serviço. Os trabalhos preveem elaboração de projetos para expandir a pista e o sistema de taxiamento do aeroporto, assim como a ampliação das vias de serviço interno, aumento das áreas dos lotes para abastecimento de aeronaves e dos hangares e a recuperação do sistema de luzes de pista e pátio de aeronaves.

Azul recebe 40º jato da Embraer

28/03/2012 - Mercado & Eventos

A Azul Linhas Aéreas coloca em operação esta semana sua 40ª aeronave da Embraer. De matrícula PR-AXD, a aeronave é do modelo E195, configurada para 118 assentos. Batizado de Azulão o jato é um dos mais modernos do mundo em sua categoria e faz parte dos oito aviões do mesmo modelo que a companhia deve receber até o final do ano e dos 17 que chegarão até 2015, conforme já divulgado.

Em fevereiro, a Azul anunciou um novo contrato de US$ 478 milhões com a Embraer, o qual prevê mais dez opções de compra a partir de 2015. Se concretizada a compra, a empresa terá 67 jatos, dos quais 57 E-195 e 10 E-190.

sábado, 24 de março de 2012

Após SP, maior avião de passageiros do mundo decola para o Rio

22/03/2012 - Portal Terra, Vinicius Pereira

O A380 é considerado o maior avião do mundo, com capacidade para tranposrtar 525 passageiros
Foto: Fernando Borges / Terra

Após causar alvoroço entre os estusiastas da aviação nesta quinta-feira em São Paulo, o avião A380, da Airbus, irá desembarcar na sexta-feira no Rio de Janeiro. O "tour" pelo País é parte da estratégia da fabricante francesa em apresentar o modelo aos países da América Latina, região que possui uma demanda de 20 aeronaves de grande porte, como o Airbus A380, nos próximos 20 anos, segundo a empresa.

O A380 é considerado o maior avião do mundo, com capacidade para tranposrtar 525 passageiros, em uma configuração de três classes. O modelo, que possui dois andares - chamados de deques - tem alcance de 15.300 km. Segundo a Airbus, o A380 apresenta menor consumo de combustível por passageiro, além de um reduzido nível de ruídos.

De acordo com o vice-presidente executivo para a América Latina e Caribe da companhia, Rafael Alonso, o Brasil deverá ser o primeiro País da região que irá operar o A380, graças a demanda crescente de passageiros. "A fusão entre TAM e LAN aumenta as chances de vendermos a aeronave. Quando ela se realizar efetivamente tenho certeza que veremos o A380 na região".

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Pluna dobra o número de voos em Florianópolis

22/03/2012 - Mercado & Eventos, Maria Fernanda Gondim

A companhia aérea Pluna, do Uruguai, dobrou o número de voos em Florianópolis, transportando mais de 9.5 mil passageiros. O número representa um crescimento de 90% em relação ao mesmo período no ano passado. Na alta temporada, a companhia opera frequências diárias na rota Florianópolis – Montevidéu, além de oferecer conexões para Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Chile e Paraguai. A frequência de voos na capital catarinense estará disponível até 10 de abril de 2012.

Azul tem novo voo para Brasília aprovado pela Anac

22/03/2012 - Mercado & Eventos, Fernanda Lutfi

A Azul Linhas Aéreas colocou à venda passagens da sexta frequência diária entre Campinas e Brasília. O novo voo foi aprovado pela Anac para iniciar em 21 de maio, e terá trechos disponíveis com tarifas a partir de R$ 105,90.

Setor aeronáutico descarta uso do etanol brasileiro

23/03/2012 - Valor Econômico, Assis Moreira

O etanol brasileiro está fora dos planos da indústria da aviação, que deseja usar combustível menos poluente afim de reduzir as emissões de gases. Entretanto, um dos projetos que a Embraer, Boeing e Airbus vão desenvolver, em parceria, é com base num derivado de cana-de-açúcar, a ser testado nos próximos meses num avião da brasileira Azul.

Construtores de aviões, de motores e companhias aéreas deixaram claro, num encontro ontem em Genebra, que um uso maior de biocarburante tem sido freado não por questões técnicas, e sim pela ausência de produção em larga escala para comercialização a preço competitivo.

A situação é diferente de quatro anos atrás, quando o uso de um bicombustível para fazer avião voar parecia algo difícil. Desde então, a indústria fez mais de 1.500 voos comerciais com diferentes combinações de produtores, motores e companhias com biocombustível 'drop-in'. Isso significa um combustível que serve como substituto direto da querosene, diesel e óleos para jatos, sem qualquer mudanças nas redes de distribuição ou nos motores.

Os preços atuais do custo de biocarburante são três vezes maiores do que o combustível convencional. "As pesquisas são muito caras até se alcançar combustível não apenas eficiente, mas sustentável ambiental e socialmente", afirmou o presidente de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar Silva, depois de assinar acordo para desenvolver a comercialização de biocarburante com o presidente de aviação comercial da Boeing, Jim Albaugh; e o presidente da Airbus, Tom Enders.

Uma das preocupações do setor em relação ao etanol, e que provoca sua exclusão, é primeiro de ordem técnica. "Etanol e diesel não são possíveis", segundo Paul Steelle, diretor do Air Transport Action Group (Atag). Mas há bioquerosene de diferentes elementos agrícolas e de detritos da indústria, por exemplo. "Não queremos fazer combustível e deixar as pessoas morrendo de fome", afirmou Enders, da Airbus.

O diretor de estratégias e tecnologias para o meio ambiente da Embraer, Guilherme de Almeida Freire, destaca a tecnologia aprovada para uso de oleaginosos como biomassa, que só depende da disponibilidade dos produtos. Também há testes para utilização de sacarose para transformar álcool em biocarburante através de modificações químico-físicas. Outro projeto de uso de derivado de cana-de-açúcar substitui a antiga levedura do etanol por levedura geneticamente modificada para chegar a hidrocarbureto, fazer a mistura, equilibrar o produto e fazer o avião voar.

No encontro de Genebra, Airbus e Virgin Australia anunciaram estudo sobre nova maneira de produzir etanol sustentável, a partir de madeira de eucalipto.

Por sua vez, a Lufthansa quer prosseguir com os testes que já vem fez, durante seis meses, usando bioquerosene nos voos entre Hamburgo e Frankfurt.

Latam pode ser primeira aérea latina a operar o A380

23/03/2012 - Valor Econômico, Alberto Komatsu

A Latam, fusão entre a chilena LAN Airlines e a TAM Linhas Aéreas, demonstrou interesse em operar o maior avião de passageiros do mundo, o A380, da europeia Airbus, com capacidade que varia de 525 a 853 passageiros, dependendo da configuração. A informação é do vice-presidente executivo da Airbus para a América Latina, Rafael Alonso, que ontem participou de um evento para apresentar a aeronave em São Paulo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica). O A380 faz uma turnê pela América Latina até o dia 31 de março. Depois de São Paulo, voará para as cidades do Rio de Janeiro, Santiago e Buenos Aires. A América Latina é a única região do mundo onde o A380 ainda não opera.

"Eles [Latam] estão analisando a aeronave de forma detalhada", disse Alonso. A TAM informou, por meio de comunicado, que "no momento não pretende adquirir o A380, conforme plano de frota divulgado no início do ano". A LAN foi procurada, mas não retornou até o momento.

Em nota, a Airbus acrescentou que realiza encontros com diversas companhias aéreas, mas reiterou que isso não significa necessariamente uma venda de aeronave.

A Airbus estima que a América Latina tem demanda para contar com 41 modelos A380 nos próximos 20 anos. Deste total, 26 no Brasil, segundo Alonso. Considerando-se o preço de tabela de US$ 300 milhões de cada A380, a previsão da Airbus para a América Latina significaria um investimento de US$ 12,3 bilhões na região. Apenas no Brasil, seriam US$ 7,8 bilhões.

Alonso estima que a Airbus vai alcançar o "break even" do investimento de US$ 12 bilhões no desenvolvimento do A380 em 2015. Até o momento, 19 companhias aéreas fizeram a encomenda firme de 253 unidades. Estão em operação 71 aviões A380 no mundo, em sete companhias. São 21 unidades na Emirates, 16 na Singapore, 12 na Qantas, oito na Lufthansa, seis na Air France, cinco na Korean Airlines e três na China Southern.

A Emirates é a única companhia aérea que já demonstrou oficialmente interesse em operar o A380 no Brasil. A companhia já recebeu autorização da Infraero para operar essa aeronave no país desde o fim do ano passado, mas ainda não há definição sobre esse assunto.

Também é público o interesse da Lufthansa em operar o A380 no Brasil. A rota mais provável é São Paulo-Frankfurt.

Latam pode ser primeira aérea latina a operar o A380

23/03/2012 - Valor Econômico, Alberto Komatsu

A Latam, fusão entre a chilena LAN Airlines e a TAM Linhas Aéreas, demonstrou interesse em operar o maior avião de passageiros do mundo, o A380, da europeia Airbus, com capacidade que varia de 525 a 853 passageiros, dependendo da configuração. A informação é do vice-presidente executivo da Airbus para a América Latina, Rafael Alonso, que ontem participou de um evento para apresentar a aeronave em São Paulo, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica). O A380 faz uma turnê pela América Latina até o dia 31 de março. Depois de São Paulo, voará para as cidades do Rio de Janeiro, Santiago e Buenos Aires. A América Latina é a única região do mundo onde o A380 ainda não opera.

"Eles [Latam] estão analisando a aeronave de forma detalhada", disse Alonso. A TAM informou, por meio de comunicado, que "no momento não pretende adquirir o A380, conforme plano de frota divulgado no início do ano". A LAN foi procurada, mas não retornou até o momento.

Em nota, a Airbus acrescentou que realiza encontros com diversas companhias aéreas, mas reiterou que isso não significa necessariamente uma venda de aeronave.

A Airbus estima que a América Latina tem demanda para contar com 41 modelos A380 nos próximos 20 anos. Deste total, 26 no Brasil, segundo Alonso. Considerando-se o preço de tabela de US$ 300 milhões de cada A380, a previsão da Airbus para a América Latina significaria um investimento de US$ 12,3 bilhões na região. Apenas no Brasil, seriam US$ 7,8 bilhões.

Alonso estima que a Airbus vai alcançar o "break even" do investimento de US$ 12 bilhões no desenvolvimento do A380 em 2015. Até o momento, 19 companhias aéreas fizeram a encomenda firme de 253 unidades. Estão em operação 71 aviões A380 no mundo, em sete companhias. São 21 unidades na Emirates, 16 na Singapore, 12 na Qantas, oito na Lufthansa, seis na Air France, cinco na Korean Airlines e três na China Southern.

A Emirates é a única companhia aérea que já demonstrou oficialmente interesse em operar o A380 no Brasil. A companhia já recebeu autorização da Infraero para operar essa aeronave no país desde o fim do ano passado, mas ainda não há definição sobre esse assunto.

Também é público o interesse da Lufthansa em operar o A380 no Brasil. A rota mais provável é São Paulo-Frankfurt.

Com a crise mundial, fabricante brasileira prevê estagnação

23/03/2012 - Estado de S.Paulo

A Embraer alerta que a deterioração na situação econômica mundial vai se manter em 2012, afetando mais uma vez o mercado da aviação. Para o presidente da área de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, a crise na Europa, a alta do petróleo, o real valorizado e o crescimento ainda abaixo do potencial dos mercados emergentes serão traduzidos em um ano de estagnação no crescimento das vendas da empresa.

A estimativa é que as entregas da Embraer em 2012 apenas repitam os números de 2011, quando 105 jatos foram fornecidos. Entre 2010 e 2011, a empresa já havia registrado uma queda de seus lucros e 2012 não será, por enquanto, o ano da retomada. "O ambiente está mais complicado e vemos uma deterioração nas condições do mercado", disse o executivo.

Mesmo no Brasil, a taxa de expansão do setor de aviação vem perdendo fôlego. Há dois anos, a expansão do número de passageiros foi de 25%, ante 18% no ano passado. Em 2012, a taxa será de 10%.

Moeda. Outro fator que preocupa a empresa é a taxa de câmbio, que torna as exportações menos competitivas. "O que mais pedimos é uma taxa de câmbio melhor", disse. Segundo ele, 92% da produção da Embraer é para a exportação e, com a elevação do custo de produção no Brasil e a valorização do real em 35% nos últimos anos, o produto nacional foi seriamente afetado. / J.C.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Turismo espacial deve movimentar US$ 1 bi em dez anos, estimam EUA

23/03/2012 - Poertal Uol

Tom Hanks, Angelina Jolie, Brad Pitt e Ashton Kutcher estão entre os primeiros da fila, mas o número de passageiros que irão ao espaço tende a aumentar. O governo dos Estados Unidos estima que a indústria de turismo espacial valerá US$ 1 bilhão (cerca de R$ 1,8 bilhão) em dez anos.

A informação foi divulgada nesta semana pelo chefe da Agência Federal de Aviação norte-americana (FAA, na sigla em inglês).

“Baseado em estudos de mercado, esperamos ver esse tipo de atividade resultando em uma indústria de US$ 1 bilhão dentro dos próximos dez anos”, disse George Nield, um dos chefes da FAA. Os voos comerciais para o espaço devem começar em 2013 ou 2014.

A Virgin Galactic, do megaempresário britânico Richard Branson, está testando suas espaçonaves e promete dar início às viagens em 2013. Cada passeio custa US$ 200 mil.

A empresa é a mais visível entre as que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.
Kutcher é 500º passageiro da Virgin Galactic

O ator americano Ashton Kutcher foi a 500ª pessoa a comprar uma passagem para uma viagem ao espaço a bordo das espaçonaves da companhia Virgin Galactic, uma experiência que também será experimentada por Tom Hanks e Angelina Jolie, informou a revista "People".

Kutcher, de 34 anos, desembolsou US$ 200 mil pelo passeio que o levará entre as camadas mais altas da atmosfera terrestre e o espaço, onde poderá observar a curvatura do planeta e desfrutar de alguns minutos de falta de gravidade.p> "Conversei brevemente com Ashton para dar parabéns e boas-vindas a ele", disse o fundador da Virgin Galactic, Richard Branson.

"Ele está entusiasmado com a ideia de atravessar a última fronteira e experimentar a magia do espaço", acrescentou Branson.

Kutcher atualmente protagoniza a série "Two and a Half Man" e é um dos artistas mais bem pagos de Hollywood.

(Com informações da Reuters e Efe)

quinta-feira, 22 de março de 2012

Embraer, Airbus e Boeing se unem por novo combustível

22/03/2012 - O Estado de São Paulo

As três maiores fabricantes de aviões assinam acordo pela criação de padrão mundial de biocombustível para a próxima geração de jatos 

Jamil Chade

GENEBRA - Diante da alta do preço do petróleo e da crise mundial, as três maiores fabricantes de aviões do mundo - Airbus, Boeing e a brasileira Embraer - se unem e firmam um raro acordo em Genebra para acelerar as pesquisas para criação de um biocombustível para a aviação. O esforço, na prática, caminha para estabelecer um padrão mundial de combustível para a próxima geração de jatos e harmonizar a corrida pela alternativa ao petróleo.

Até hoje, 1,5 mil voos testes foram realizados com biocombustíveis. Em junho, será a vez de a Embraer fazer seu primeiro voo, com a Azul. Mas o grande obstáculo, segundo as empresas, é garantir que haja a produção de um combustível a preço competitivo e um jato possa ser abastecido com o mesmo etanol no Brasil, na África ou na Europa.

"Há muita pesquisa. Mas não existe uma produção em escala que permita que seja econômico", disse ao Estado o presidente da divisão de Aviação Civil da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva. "Hoje, o preço do biocombustível é três vezes maior que o combustível que usamos."

Para superar esses desafios, a estratégia das fabricantes é de unir esforços para convencer governos a financiar pesquisas, dar incentivos a produtores e encontrar parceiros que possam fabricar em grande escala o novo combustível. Na avaliação do executivo brasileiro, o acordo permitirá uma aceleração nos resultados das pesquisas e na adoção do novo combustível no mercado.

Outro fator que promete ajudar é o envolvimento dos três maiores atores do mercado, o que garantirá que o combustível será o adotado por todo o mundo. "Há momentos para competir e há momentos para cooperar", disse Jim Albaugh, presidente da Boeing, que já tem projetos com a Embraer no Brasil.

Juntas, as três empresas concorrem por um mercado anual de US$ 100 bilhões e a disputa principalmente entre a Airbus e Boeing chega a se transformar em batalhas judiciais. Ontem, as empresas colocaram as rivalidades de lado para apostar numa alternativa. "Duas das maiores ameaças à nossa indústria são o preço do petróleo e o impacto do tráfego aéreo comercial no meio ambiente", afirmou Albaugh. Segundo ele, as patentes que sairão dessas pesquisas serão compartilhadas entre as empresas.

O objetivo do plano também é permitir que a meta do setor, de ter um crescimento neutro em emissões de CO2 após 2020, possa ocorrer. Até 2050, a meta é reduzir as emissões em 50%. "A produção de biocombustíveis é fundamental nisso", disse Tom Enders, presidente da Airbus. Para ele, porém, chegou a hora de governos abrirem seus cofres e dar incentivos à empreitada.

Guerra. A união entre as maiores fabricantes não se limita ao combustível. As três gigantes do setor deixaram claro ontem seu apelo para que a Europa abandone a ideia de exigir que empresas aéreas estrangeiras que ultrapassem um teto de emissões de CO2 a partir de 2013 sejam obrigadas a comprar créditos de carbono. China, EUA, Índia, Rússia e Brasil já assinaram um documento se opondo à iniciativa e prometendo retaliações se suas empresas forem multadas pela UE.

Enders, da europeia Airbus, disse ontem que a China já deixou de comprar seus aviões desde que a UE passou a ameaçá-la. O congelamento da encomenda de 55 jatos pode trazer prejuízos de US$ 14 bilhões à empresa e ameaçar 2 mil empregos.

As grandes empresas e governos apelaram ontem para que seja suspensa qualquer medida pelos próximos dois anos, dando espaço a um acordo no marco da Organização d a Aviação Civil Internacional (Icao). "Na prática, alguns de nossos maiores mercados poderão nos retaliar", disse Enders.

A Embraer também é contra a iniciativa. Mas acredita que o Brasil não seguirá o caminho da China de impor retaliações. "O diálogo é a característica do Brasil", disse uma fonte da empresa. Tanto a Boeing quanto a Airbus estimam que o crescimento do PIB brasileiro fará com que empresas aéreas tenham de se equipar no Brasil. "Temos ótimas perspectivas para o Brasil. Sempre que há um crescimento do PIB há um crescimento de passageiros", disse Albaugh.

Pluna transporta mais de 9,5 mil passageiros em Florianópolis

22/03/2012 - Aviação Brasil, Enos Moura

A Pluna, empresa aérea do Uruguai e hoje a companhia estrangeira com o maior número de operações no Brasil, dobrou, em janeiro de 2012, o número de voos em Florianópolis, transportando mais de 9,5 mil passageiros. O número representa um crescimento de 90% em relação ao mesmo período do ano passado.  Na alta temporada, a companhia opera frequências diárias na rota Florianópolis – Montevidéu, além de oferecer conexões para Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Chile e Paraguai. A frequência de voos na capital catarinense estará disponível até 10 de abril de 2012.
A Pluna atualmente liga as cidades de Montevidéu (Uruguai), Punta del Este (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Córdoba (Argentina), Assunção (Paraguai) e Santiago (Chile) a São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Campinas, Foz do Iguaçu e Brasília.

Guarulhos recebe o maior avião do mundo

22/03/2012 - Webtranspo

Airbus A380 vem ao Brasil para evento promocional -

O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP), irá receber, nesta quinta-feira, 22, o maior avião do mundo. Trata-se do Airbus A380, que vem ao Brasil para um evento promocional. Esta é a segunda vez que o terminal paulista recebe a aeronave.

Lançado em 2005, o modelo possui mais de 72 metros de comprimento, leva entre 520 e 800 passageiros e custa, aproximadamente, US$ 375 milhões. O avião ainda não tem previsão para começar a operar no País, já que nenhuma companhia aérea brasileira possui o jato. Em setembro de 2011, a Infraero autorizou a Emirates a operar com o A380 em Cumbica, porém alguns detalhes ainda impedem a conclusão da operação.

"A Emirates faz constantemente pesquisas em aeroportos do mundo inteiro, incluindo o de São Paulo, para saber da viabilidade de operar com o A380, mesmo porque a companhia tem 69 aeronaves A380s sob encomenda e precisa alocá-las em diferentes rotas. O mercado brasileiro é muito importante para a Emirates e pretendemos trazer o A380 no momento oportuno", disse Ralf Aasmann, diretor-geral da companhia árabe no Brasil.

A Emirates opera duas rotas diárias de Dubai, nos Emirados Árabes, para o Brasil, uma em Cumbica e a outra no Galeão, todas com uma grande aeronave – um Boeing 777-300ER de 340 assentos e oito suítes privadas. A empresa pediu autorização para descer com o A380 em Guarulhos às 18h e decolar às 2h. Mas estes horários não são compatíveis com o grande volume de voos no terminal.

Após passar por Cumbica, o A380 também pousará nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), e de Viracopos, em Campinas (SP), ambos nesta sexta-feira, 23. No terminal carioca, a aeronave deve realizar alguns testes de desempenho. Já no interior paulista, serão feitas manobras de toque e arremetida. De lá, o jato volta para Cumbica, onde encerra a sua visita ao País no sábado, 24, quando o modelo decolará rumo a Santiago, no Chile.

Azul terá novo voo ligando Curitiba a Campo Grande

21/03/2012 - Mercado & Eventos

Maria Fernanda Gondim

A Azul Linhas Aéreas vai operar, a partir de 6 de maio, novo voo entre Curitiba e Campo Grande, com frequências diárias. As passagens já estão disponíveis nos canais de vendas da companhia e têm tarifas a partir de R$ 99,90* o trecho.

Por conta do novo voo, a operação batizada de “Trem do Oeste”, que conecta hoje as cidades de Porto Alegre, Curitiba, Maringá, Campo Grande e Cuiabá, terá alterações: a cidade de Maringá deixará de ter voo direto à Campo Grande, o que viabilizará os voos diretos entre a capital paranaense e a sul-mato-grossense. Já as ligações entre Curitiba e Maringá serão mantidas, com uma frequência diária.

Horário e tarifas estão disponíveis para consulta no www.voazul.com.br.

* Tarifa válida por trecho. Promoção válida somente para voos diretos operados pela AZUL. Reservas são obrigatórias e devem ser realizadas até 31/03/2012 , e viagens no período de 09/04 a 04/06/2012. Tarifa sujeita às regras tarifárias e disponibilidade de assentos.

Trip Linhas Aéreas recebe nova aeronave ATR 72 - 600

21/03/2012 - Mercado & Eventos

Maria Fernanda Gondim

A Trip Linhas Aéreas recebeu no último dia 4, seu 37° turbo hélice ATR, um ATR 72-600, nova geração de aeronaves da fabricante francesa Aeroespatiale. Com a nova aquisição, a companhia brasileira que já possui a 3ª maior frota de aeronaves do país, passa a ter, também, a maior frota de ATRs em operação no mundo. Atualmente, a TRIP conta com 56 aeronaves, sendo 18 dos modelos ATR-72, com capacidade para 68 passageiros, 19 do modelo ATR-42, que comporta até 48 pessoas, 9 jatos Embraer 175 e 10 E-jets 190.

As aeronaves ATR são indicadas para voos regionais, ideais para operar rotas de curta distância e baixa densidade de passageiros. Além disso, são mais sustentáveis e emitem menor quantidade de CO2 por passageiro, 20% menos do que os outros modelos. “Os ATRs são mais econômicos, com menor utilização de combustível e importante redução nos níveis de poluição e ruído”, afirma Evaristo Mascarenhas, diretor de marketing e vendas da Trip. O executivo lembra, ainda, que a aeronave não possui poltrona do meio, ‘o que aumenta bastante o conforto do passageiro’, diz.

O novo ATR 72-600 da TRIP irá desempenhar rotas que abrangem as cidades mineiras de Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia. As aeronaves ATR da TRIP Linhas Aéreas são equipamentos turbo-hélices, fabricados pelas empresas Aeroespatiale (França) e Alenia (Itália), que fazem parte do consórcio AIRBUS.

terça-feira, 20 de março de 2012

“Cumbica tem os maiores problemas

19/03/2012 - Webtranspo, Luciana Povreslo

O ex-aeroviário e empresário Wagner Ferreira faz análise dos aeroportos

O Brasil está prestes a receber os maiores eventos esportivos da atualidade, que exigem eficiente infraestrutura para abrigar as competições e seus espectadores, geralmente turistas de todas as partes do mundo, além da gigantesca cobertura da imprensa mundial, que repercutirá como funciona o país-sede.

Hoje em dia é imprescindível que a estrutura aeroportuária seja moderna e que funcione a sua plenitude para que os eventos aconteçam dentro do seu cronograma, com todos os entrelaçamentos e conexões inerentes a Copa do mundo do Futebol e das Olimpíadas.

Para esclarecer algumas dúvidas e opinar sobre a situação atual de nossos aeroportos e companhias aéreas, fomos conversar com um dos mais experientes executivos do setor aeroviário brasileiro. O empresário paulista Wagner Ferreira iniciou sua carreira na Vasp, como auxiliar de reservas, aos 18 anos de idade, passando pela área de Processamento de Dados até chegar ao cargo de Vice-presidente. Em seguida o seu passe foi comprado pela TAM, onde exerceu o cargo de Vice-presidente por nove anos, e a seguir ajudou a estruturar a Webjet, onde assumiu a Presidência e por lá ficou pouco mais de um ano, antes de se dedicar aos seus empreendimentos particulares.

Com toda a bagagem adquirida - são 37 anos de experiência no setor aeroviário -, Wagner Ferreira montou JWF Gestão Empresarial, empresa de consultoria especializada em recuperação e estruturação de empresas em vários segmentos. O polivalente empresário também ministra cerca de duas palestras mensais pelo Brasil, sendo que as mais recentes se referem a infraestrutura aeroportuária.

“Há dois anos eu falei que a privatização era a melhor saída para os aeroportos, e as pessoas achavam impossível por causa da política anti-privatização que o PT sempre pregou. Está aí a prova de que não tinha outra saída”, declara Ferreira.
 

Como você vê o cenário da aviação comercial hoje no Brasil?
O mercado vem caminhando para uma estagnação. Em 2011 o mercado cresceu em torno de 16% em relação ao número de passageiros transportados em 2010. Já para 2012, a expectativa é que o mercado cresça em torno de 7%. Mas eu digo, sem sombras de dúvidas, que isto acontece mais pela limitação da questão de infraestrutura do que pela própria capacidade de crescimento do mercado.
 

Quem vai pagar essa conta?
Eu tenho falado e tenho assustado muita gente, porque é a pura verdade. Se a demanda é maior do que a oferta, o que acontece? Sobe o preço. Tanto é que a aviação, no último trimestre da inflação, já é um dos três itens que contribuíram para o aumento da inflação no Brasil.
 

E a inclusão das classes C e D, que hoje viajam de avião?
O transporte aéreo era uma coisa elitizada no Brasil e agora não é mais. Com a inclusão da classe C e D, passou a ser meio de transporte. Em virtude até da deficiência das nossas estradas, de uma rede ferroviária e fluvial adequadas, o transporte aéreo viveu um boom, porque os preços ficaram mais acessíveis. Neste processo a Webjet teve uma participação fundamental, de desmistificar o transporte aéreo, já que a TAM sempre foi vista como uma empresa de elite. Em qualquer empresa aérea você pode comprar uma passagem e parcelar em oito vezes sem juros. Com preço bom, se você se planejar - e o pessoal da classe C e D têm como se planejar -, comprando com antecedência pagará 20% do preço cheio da passagem.
 

E a estrutura aeroportuária, como está?
Em Cumbica eles criaram o “puxadão”, onde a Webjet está operando, que fica no terminal 4, onde operava o terminal de cargas da Vasp, porém, o gargalo não está sendo no check in, mas sim no estacionamento de aviões e pista. O problema do aeroporto de Guarulhos não está em atender passageiros, o gargalo lá é pousar avião. Ele não faz operação simultânea, enquanto tem um avião pousando, o outro está parado esperando para decolar. No entanto, os aeroportos do Galeão e Brasília têm operação simultânea. Então, para o maior aeroporto da América Latina, o problema é muito complicado.
 

E não dá para fazer a operação simultânea em Cumbica também?
Em Cumbica não dá para construir outra pista. O Governo Federal tem que pensar em construir um novo aeroporto em São Paulo. Uma grande empreiteira, que tem uma área em Caucáia do Alto já sinalizou o desejo de fazer outro aeroporto. E no aeroporto de Viracopos (Campinas) dá para fazer outra pista.
 

Mas no caso de Guarulhos, não tem como resolver, então?
Em minha opinião a situação de Guarulhos é um pouco mais complicada. Lá existe uma limitação de slots, (horário marcado pelas companhias para pousos e decolagens, junto à Infraero). O tráfego aéreo no terminal de São Paulo já está impossível. Eu não vejo grandes problemas em se resolver os problemas de Viracopos e nem de Brasília. O maior problema está em São Paulo. Acredito que para amenizar o problema terão que ser permitidos mais vôos no aeroporto de Congonhas.
 

Congonhas tem estrutura para receber mais voos?
Congonhas tinha 48 movimentos por hora. Na ocasião do acidente com o avião da TAM, o então Ministro da Defesa, Nelson Jobim, baixou um decreto diminuindo a movimentação do aeroporto para 33 movimentos. Então, dá para aumentar mais 15. Lá tem uma pista auxiliar que operou durante 70 anos, até o acidente.
O aeroporto de Congonhas não tem problema de pátio. Eu acredito que até a Copa do Mundo deverão liberar mais slots. Lá já está sendo investido em sistema de monitoramento e gerenciamento de tráfego aéreo. Querem diminuir o espaçamento para menos milhas entre um avião e outro e isso é possível. Se você observar os aeroportos centrais de Nova York, eles operam com intervalos muito menores do que os nossos, com operações seguras. O aeroporto de La Guardia, em Nova York, tem três vezes mais movimentação do que o aeroporto de Congonhas. Então, tem que ter uma vontade política, com muito cuidado para não se tomar nenhuma decisão fora do racional.
 

O que o grupo que ganhou o leilão para ter controle de Cumbica pode fazer então?
Estão dizendo que na primeira fase do projeto eles devem construir o TPS 3. Isso vai resolver problema de pátio, então, o aeroporto deve ficar mais organizado, mas não mais produtivo. Produção significa avião pousar e decolar. Em alguns dias os passageiros chegam a ficar 40 minutos dentro do avião esperando para decolar. Esse problema será muito difícil de ser resolvido, pois já foge do controle da iniciativa privada. Para isto terá que se desapropriar muitas famílias que invadiram terrenos nos arredores do aeroporto. Esta área não poderia ter sido invadida. Quando fizeram o plano diretor tinham que ter cercado aquela região. Agora, não tem como chegar lá e tirar todas aquelas famílias, isto é um problema político e social. A expansão de pista no aeroporto de Guarulhos é muito complicada.
 

O que vai acontecer com essa situação toda?
As passagens aéreas vão subir. E ai, as classes C e D correm o risco de ter que voltar para o ônibus, só que quem experimentou o avião, não quer voltar para o ônibus.
 

Como ficam essas pessoas que já experimentaram o avião?
As classes C e D tinham três bloqueios, um era social, eles achavam que não podiam andar de avião porque era coisa de bacana. Tinham também os bloqueios psicológico e financeiro.
Os aeroportos estão caóticos. Se não possibilitarem que as empresas possam crescer para ter mais aviões circulando, a passagem ficará mais cara e ficará inviável para a classe C e D pagar. Óbvio que existem outras complicações, como se o PIB da indústria e serviços continuarem crescendo também.
 

Nossa infraestrutura está pronta para receber a Copa do Mundo?
A Copa do Mundo não tem só o problema dos aeroportos, tem a própria questão dos estádios de futebol. Quando as delegações tiverem que se locomover é que será um grande problema. Porque atrás de cada delegação vai a sua torcida, repórteres e muitos profissionais.
Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais não tem problema de frequencia de voos, mas no Nordeste não tem quantidade suficiente para deslocar o número de pessoas que são esperadas neste evento. O que existe é uma flexibilidade para remanejar voos de lugares onde não está tendo evento. Por exemplo: Em Florianópolis não vai ter jogo da Copa. Então, de posse do calendário de jogos, será feito o remanejamento a fim de atender essa demanda.
O brasileiro é um povo muito criativo, mas eu vejo com um pouco de preocupação a situação.
 

E como o senhor vê a questão do acesso aos aeroportos de Cumbica e Congonhas?
Isso é um grande problema. Como chegar nestes aeroportos quando chove? Se chove, a Marginal fica intransitável, todo mundo perde avião. E aí, as empresas aéreas são atacadas pela mídia, pois atrasam o voo, mas é lógico! Não tem como decolar com o avião, porque o problema da infraestrutura é da cidade, não tem fácil acesso. Muitas vezes as empresas aéreas põem até helicópteros saindo de Congonhas para levar a tripulação até Guarulhos e fazem decolar os aviões praticamente vazios porque os passageiros não chegaram. Mas, depois que esses passageiros chegam, eles têm que ser atendidos em outros voos e você não consegue colocar a malha aérea em ordem.
 

As companhias aéreas têm estrutura para receber a demanda desses eventos?
Quanto às companhias aéreas, elas já estão se preparando, acho que esse é o problema menor. Porem, elas não estão comprando aeronaves. Ninguém vai comprar avião para deixar na prateleira. Você tem que fazer planejamento. Os indicativos do mercado é que tanto a TAM, quanto a GOL, que juntas têm mais de 80% do mercado, não estão fazendo novas encomendas de aviões. Justamente porque não tem onde colocar os aviões!
Mas isto é o suficiente para atender o mercado hoje. E para a Copa, será o suficiente? Visto que uma aeronave demora mais de um ano para ser entregue depois da encomenda.
Os equipamentos que as companhias aéreas têm hoje atendem a demanda. Durante a Copa do Mundo os brasileiros não irão viajar. Então a demanda já cai automaticamente. Os turistas é que estarão se locomovendo, haverá uma diminuição da demanda de brasileiros durante a Copa do Mundo. Por isso não vejo problemas de grande gargalo durante a Copa neste sentido.

A privatização ajudará a melhorar de fato o sistema dos aeroportos?
Sem dúvida! Teremos menos burocracia, a tomada de decisão é mais rápida. Também tenho certeza de que o custo de uma obra pela iniciativa privada em relação ao que hoje é feito pela Infraero deve cair 1/3, 2/3 mais ou menos.
Se formos analisar hoje, 2012, faltando dois anos para a Copa do Mundo, é faca no dente! Ainda teremos dor de barriga aí. Mas, no final das contas, eu acredito que deva acabar bem.

Infraero quer construir aeroporto no RS

16/03/2012 - Webtranspo

Aeroporto seria alternativa ao Salgado Filho

O secretário de Infraestrutura e Logística do RS, Beto Albuquerque e o presidente da Infraero, Antônio Gustavo Matos do Vale estiveram em reunião, em Brasília, ontem (15). O presidente da Infraero anunciou que o Governo Federal tem interesse em executar o projeto Aeroporto 20 de Setembro, na Região Metropolitana, como alternativa ao Aeroporto Internacional Salgado Filho.

O encontro teve como objetivo atualizar informações sobre a ampliação do Salgado Filho, e também de iniciar as tratativas para a construção de um novo aeroporto metropolitano. Porém, a iniciativa de ampliação encontra dificilmente será ampliado, mais de 2 mil, famílias vivem em seu entorno e seria muito complicado remover todas essas pessoas.

"A decisão da Infraero de assumir e antecipar - para no máximo dois anos - o projeto do novo aeroporto proposto pelo Governo do Estado, é uma vitória da aviação gaúcha", disse Beto.

O secretário entregou ao presidente da Infraero documentação com informações relativas a área proposta para a instalação do 20 de Setembro, que fica entre os municípios de Nova Santa Rita e Portão, ao lado da BR-386 e da futura BR-448 (Rodovia do Parque). O terreno de 1,6 mil hectares foi decretado de utilidade pública em setembro de 2011 pelos prefeitos dos dois municípios para a construção do futuro empreendimento. O titular da Seinfra também pediu a Antonio Gustavo Matos do Vale que seja feita a avaliação do novo aeroporto de Caxias do Sul.

Fevereiro tem recorde de desembarques internacionais: 15,67% maior

19/03/2012 - Mercado & Eventos

Anabel Moutinho

O número de desembarques internacionais registrados no mês de fevereiro de 2012 chegou a 798.950, constituindo o novo recorde da série histórica, que contabiliza os dados desde o ano 2000. O total supera em 15,37% o antigo recorde, de 692.534, obtido no mês de fevereiro de 2011. Os dados, divulgados hoje pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), incluem a entrada de turistas estrangeiros e o retorno de turistas brasileiros.

Somando os dois primeiros meses do ano, os desembarques internacionais chegaram a 1,749 milhão, número que também apresentou crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2011, levando em consideração o mesmos meses, verificou-se o total de 1,565 milhão de desembarques internacionais.

“O aumento desse fluxo de turistas indica que o turismo no Brasil continua em franca expansão, ainda que os desembarques também representem o retorno de turistas brasileiros”, afirma o diretor de Mercados Internacionais da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Marcelo Pedroso. Para ele, os freqüentes recordes dão indícios de que teremos resultados crescentes também na entrada de turistas estrangeiros.

Webjet estreia nova malha a partir do dia 25

19/03/2012 - Jornal de Turismo

A partir do próximo dia 25 de março, a Webjet começa a oferecer dez novos voos. Além disso, a companhia também vai aumentar o número de voos ligando o Rio de Janeiro e o Sul do País. Para marcar a estreia da nova malha, a empresa programou tarifas especiais sobre os preços que já são em média os mais em conta do mercado.

Do dia 25 em diante, a Webjet oferecerá novas viagens entre Ribeirão Preto e São Paulo (Garulhos), Brasília e Goiânia, Fortaleza e Recife, além de São Paulo (Guarulhos) e Natal. Já a Cidade Maravilhosa ficará mais perto de Porto Alegre e Florianópolis com mais voos diários e diretos. Para completar os lançamentos, as novas aeronaves não param de chegar. Os Boeings 737 800 já estão operando entre o Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Salvador, oferecendo aos passageiros um serviço cada vez mais eficiente.

Julio Perotti, presidente da Webjet, acredita que a nova malha aérea trará ainda mais benefícios ao cliente. “A Webjet tem conseguido ótimos resultados operacionais nos últimos meses. Os novos destinos e frequências mostram a preocupação da empresa em atender a demanda de todos os seus clientes da melhor forma possível”. O executivo destaca ainda que, além das mudanças no ar, a empresa vem trabalhando em novidades na terra também. Prova disso foi a inauguração das operações no novo Terminal 4 do Aeroporto de Guarulhos, que ocorreu no último mês.

Exemplos de tarifas nos novos destinos:

De \ Para \ A partir de
Ribeirão Preto \ São Paulo (GRU) \ R$ 89,99
Goiânia \ Brasília \ R$ 67,99
Fortaleza \ Recife \ R$ 129,99
São Paulo (GRU) \ Fortaleza \ R$ 239,99

segunda-feira, 19 de março de 2012

O engenheiro que idealizou a Embraer e viu Ovnis

18/03/2012 - O Globo

PERFIL >> OZIRES SILVA, ex-ministro e ex-presidente da Petrobras e da Varig

Biografia de Ozires Silva revela também bastidores da privatização no Brasil

Gilberto Scofield Jr.
gils@oglobo.com.br

SÃO PAULO. O engenheiro Ozires Silva, de 81 anos, não esquece a mãozinha do destino quando, em abril de 1969, o avião do então presidente Artur da Costa e Silva, impedido de pousar em Guaratinguetá por causa de um nevoeiro, mudou o pouso para São José dos Campos. O então major Ozires era a maior autoridade do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) naquele dia e cabia a ele receber a inesperada visita do presidente. Sem gabinetes, sem protocolos, sem intermediários, lembra Ozires, seria uma oportunidade única para conversar com a maior autoridade do país sobre a indústria brasileira de aviões, uma ideia que havia taxiado no CTA depois da criação do primeiro avião de testes 100% brasileiro, o Bandeirante, mas que não decolava por ceticismo tanto dos militares, quanto do governo.

Durante a hora em que Costa e Silva esteve no CTA, Ozires percorreu os hangares e vendeu ao presidente a ideia de fabricação do Bandeirante para a Força Aérea Brasileira (FAB). Costa e Silva prometeu “examinar a ideia”. No dia 26 de junho daquele mesmo ano, Ozires foi a Brasília explicar a uma turma de ministros o projeto do avião brasileiro. O então ministro da Fazenda, Delfim Netto, de início relutante por causa dos custos de um projeto dessa envergadura, acabou se animando com a ideia.

— E qual seria o nome da nova empresa? — perguntou Delfim.

— Embraer: Empresa Brasileira de Aeronáutica — respondeu Ozires.

Membro da ‘Santíssima Trindade da Aeronáutica’

Nascia ali, finalmente, da obstinação de um grupo de militares do CTA e da quebra de hierarquia de um deles, aquela que se transformaria na terceira maior empresa de aviação do mundo, com um faturamento previsto, em 2011, de R$ 6 bilhões. Essas e outras histórias fazem parte do livro “Ozires Silva: um líder da inovação”, biografia do criador da Embraer, escrita pelo engenheiro Decio Fischetti, que deve ser lançado em abril no Rio.

— O Decio insistiu tanto nessa biografia que eu cedi — conta Ozires, em seu escritório no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, repleto de maquetes e fotos de aviões, incluindo um 14 Bis.

— Ozires faz parte da Santíssima Trindade da Aeronáutica brasileira, juntamente com Santos Dumont e o brigadeiro Casemiro Montenegro Filho, criador do ITA — diz Fischetti.

“Um líder da inovação” poderia render muito mais nas mãos de um escritor/jornalista acostumado com biografias. O texto se mostra muitas vezes confuso. Mas a trajetória de Ozires — que foi presidente da Petrobras no governo de José Sarney (1986-1988), integrou uma missão à China organizada pelo guru da administração Peter Drucker, foi superministro da Infraestrutura no governo de Fernando Collor de Mello (1990-1991), o grande executor da privatização da Embraer (1994) e presidente da Varig (2000-2002) — não tem como não resultar em histórias interessantes, como as brigas com o então ministro de Minas e Energia Aureliano Chaves sobre os rumos do Programa do Álcool, ou o pedido de demissão do governo Collor, incomodado com o grupo da República de Alagoas que levaria o presidente ao impeachment.

— Minha experiência no governo me deixou claro que, se a Embraer queria se modernizar e competir no disputado mercado internacional de aviação, a saída só poderia ser a privatização — diz ele. — O governo é lento e controlador. Essa lógica pode ser aplicada aos aeroportos. O governo tem que melhorar o ambiente de investimento e não controlar setores industriais.

— De uma forma bem objetiva, a Embraer simplesmente não existiria sem o Ozires — diz o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado. — Foi ele quem liderou o time que teve a visão estratégica e conduziu o processo de criação da empresa, em 1969, e se tornou seu primeiro presidente, posição que ocupou por 17 anos. Retornou à empresa em 1991 para levá-la de forma segura e estável à privatização, que ocorreu em dezembro de 1994. Nessas duas fases absolutamente críticas na história da Embraer — seu nascimento e sua privatização — a liderança de Ozires Silva foi fundamental e determinante para seu sucesso.

O livro traz também episódios inusitados. Um deles ocorreu em maio de 1986, quando então presidente Sarney o convocou a Brasília para pedir que assumisse a Petrobras no lugar de Helio Beltrão. Na volta para São José dos Campos, pilotando o próprio avião Xingu da Embraer, ele viveu um episódio conhecido como a “Noite Oficial dos Ovnis”, quando 20 objetos não identificados foram detectados no espaço aéreo pelo Cindacta de Brasília.

Meta é trazer feira de aeronáutica ao Brasil

“Vi um corpo bastante mais alongado, talvez da cor de uma lâmpada fluorescente, e circulei várias vezes o meu avião, olhando para baixo e, sinceramente, não sei dizer o que era efetivamente”, conta.

No dia seguinte, na coletiva de imprensa, Ozires ficou surpreso. Nenhum jornalista queria saber de petróleo, mas de discos voadores: “Aí foi curiosíssimo, pois, felizmente, embora meu conhecimento sobre petróleo fosse acadêmico e distante, as perguntas foram só sobre os UFOs”.

— Sua personalidade altiva, correta, honesta e retilínea não lhe permitiu compactuar com o cenário estranho que já se desenhava naqueles dias — diz o companheiro de CTA, brigadeiro Sócrates Monteiro da Costa, que era ministro da Aeronáutica no governo de Collor de Mello, quando Ozires ocupava a pasta da Infraestrutura.

Nascido em Bauru, cidade com a qual ainda mantém laços fortes (fez um lançamento da biografia lá) e casado há 60 anos com Therezinha, Ozires Silva se tornou há 20 dias bisavô pela primeira vez (são três filhos e sete netos). É sócio de um empresa de biotecnologia — Pele Nova, fabricante de material para reconstrução de tecidos a partir do látex — e um requisitado palestrante sobre inovação. Crítico da falta de investimento do governo em educação e do chamado capitalismo de Estado, acha que o governo deveria se ocupar da regulamentação e da fiscalização da atividade produtiva, deixando os negócios para a iniciativa privada, mais eficaz, ágil e competitiva.

— O setor de aviação é supercontrolado. Por que o governo tem que autorizar uma linha aérea? Se ela não for viável, que a empresa arque com o custo de testar essa linha — afirma.

O projeto mais recente de Ozires é transformar São José dos Campos na sede da maior feira aeroespacial da América Latina.

— Temos um terreno do CTA capaz de abrigar uma feira maior que a de Le Bourget, na França. Vamos ser os maiores do Hemisfério Sul — garante.

Quando os projetos partem do homem que ajudou a transformar ceticismo na terceira maior empresa de aviação do mundo, não há porque duvidar.

domingo, 18 de março de 2012

Novos voos regionais contemplam Fortaleza

18/03/2012 - Diário do Nordeste

As novas rotas aéreas irão ligar a Capital cearense a Recife, em Pernambuco, e a Natal, no Rio Grande do Norte 

A criação de voos regionais partindo de Fortaleza continua acelerada neste início de ano. Depois da TAM, que criou um voo ligando a Capital cearense a Salvador, em janeiro, chegou a vez da Webjet e da Azul Linhas Aéreas lançarem novas rotas. No próximo dia 25, quem precisar ir de Fortaleza para Recife poderá optar pelo novo voo da Webjet, que será inaugurado com tarifas especiais. As passagens poderão ser encontradas por valores a partir de R$ 129,99. 


Além deste voo, a companhia aérea lançará outras nove rotas em todo o País, realizando viagens entre destinos como: Ribeirão Preto e São Paulo (Guarulhos), Brasília e Goiânia, São Paulo (Guarulhos) e Natal, Rio de Janeiro e Porto Alegre e Rio de Janeiro e Florianópolis. 

"A Webjet tem conseguido ótimos resultados operacionais nos últimos meses. Os novos destinos e frequências mostram a preocupação da empresa em atender a demanda de todos os seus clientes da melhor forma possível", afirma o presidente da Webjet, Júlio Perotti. 

Ao todo, a Webjet realiza mais de mil voos semanais e a sua malha cobre 18 cidades do Brasil. Sua frota é composta por 24 aeronaves entre elas, o novo Boeing 737-800, que tem capacidade para 184 passageiros. Desde o início de suas operações, em 2005, a Webjet já transportou mais de 15 milhões de pessoas. 

Novidade 
A partir do dia 20 de abril, a Azul Linhas Aéreas irá inaugurar um voo ligando Fortaleza a Natal. A nova rota marca os três anos de atuação da companhia no Ceará, que serão completados neste domingo (18). De acordo com a empresa, as passagens para o novo trecho já estão disponíveis nos canais de compras da companhia, com tarifas a partir de R$ 99,90. 

Fortaleza foi um dos primeiros destinos atendidos pela companhia no Nordeste. Diariamente, a Capital recebe sete voos da Azul Linhas Aéreas, conectando as cidades de Campinas, Recife, Teresina e Belém. Desde o início das operações no Ceará, a Azul Linhas Aéreas já transportou mais de 430 mil clientes, somando partidas e chegadas no Aeroporto Internacional Pinto Martins. A média mensal é de 22 mil embarques e desembarques no aeroporto. 

Além dos voos diretos para algumas capitais, os passageiros de Fortaleza têm à disposição opções de conexão para vários destinos operados pela Azul, a partir dos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e Confins, na grande Belo Horizonte. Partindo de Campinas, a companhia oferece linhas de ônibus gratuitas para São Paulo, Piracicaba, Sorocaba, Barueri e Santa Bárbara D´Oeste. A Azul Linhas Aéreas também opera voos diários e diretos ligando Juazeiro do Norte a Campinas. 

Com três anos de operações, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras conecta 45 destinos, 44 cidades, com mais de 370 voos diários. Somando-se às oito linhas de ônibus, são 50 cidades brasileiras atendidas pela companhia.

sexta-feira, 16 de março de 2012

ANAC adia assinatura das concessões de aeroportos

15/03/2012 - O Estado de São Paulo

REUTERS

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) adiou de 4 de maio para 21 de maio a previsão de assinatura dos contratos de concessão dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP) e Brasília (DF), conforme informação divulgada no site da agência nesta quinta-feira.

O adiamento ocorreu porque a Anac teve de abrir prazo para apresentação de argumentos, por parte do consórcio vencedor do leilão de Viracopos, contra os dois recursos que questionaram o resultado do leilão do terminal.

Assim, a data de publicação do julgamento dos recursos, pela Anac, foi alterada de 16 de março para 30 de março, afetando em cadeia as outras datas do cronograma, como a assinatura da concessão.

O leilão de Viracopos foi vencido pelo consórcio Aeroportos Brasil, formado pela Triunfo Participações, UTC Participações e pela francesa Egis Airport Operation.

No dia 9 de março, porém, a Anac informou que dois recursos foram apresentados contra a licitação. Um deles veio do consórcio Novas Rotas, liderado pela Odebrecht Transport, que perdeu o leilão, e outro pela empresa ES Engenharia LTDA.
 

Infraero tem o melhor desempenho desde 2008

16/03/2012 - Valor Econômico

Em balanço que divulga hoje, a Infraero teve lucro líquido de R$ 156,8 milhões no ano passado, o melhor desempenho financeiro desde 2008. Esse resultado desconta todos os investimentos feitos com recursos próprios da estatal, que são contabilizados como despesas em ativos da União. Quando esse desconto não é levado em conta, o lucro aumenta para R$ 370,8 milhões e fica 58% superior ao de 2010.

O diretor financeiro da Infraero, Mauro Roberto Pacheco de Lima, considerou "muito bom" o resultado e disse que ele ilustra o funcionamento adequado da gestão aeroportuária. "Notamos que mais uma vez, apesar das análises catastrofistas, o sistema está funcionando. Não negamos os problemas, mas não existe nenhuma restrição às operações do setor aéreo e temos que celebrar isso", ressaltou o executivo.

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Segundo ele, o crescimento de dois dígitos do número de passageiros nos aeroportos brasileiros ao longo dos últimos anos "cria uma situação difícil para qualquer operador", mas esse aumento deve se acomodar "para duas ou, no máximo, três vezes" a expansão do PIB como um todo.

No ano passado, o faturamento da Infraero alcançou R$ 3,7 bilhões. Isso é consequência de um aumento de 15,1% das receitas comerciais e de 29,5% das receitas aeronáuticas. Cada uma corresponde a cerca de metade da receita bruta, mas o crescimento do número de passageiros voando e o reajuste de tarifas cobradas das companhias aéreas - que estavam congeladas desde 1997 - ajudaram a explicar o aumento de receitas aeronáuticas.

Este será o último ano em que a Infraero manterá o tamanho de sua rede atual, com 66 aeroportos. A operação de Guarulhos, Viracopos e Brasília será transferida para a iniciativa privada no segundo semestre, com um período de transição que começa em maio, com a assinatura dos contratos de concessão. O aeroporto de Natal, hoje administrado pela estatal, será desativado quando o de São Gonçalo do Amarante - 100% privado - entrar em operação, o que deve ocorrer até 2014.

O desafio não é pequeno, reconhece Mauro Lima. No ano passado, Guarulhos foi o aeroporto mais rentável de toda a rede, com superávit de R$ 448,2 milhões. Os terminais de Viracopos e de Brasília estão em terceiro e em sexto na lista dos mais lucrativos, respectivamente. Em todos eles, a Infraero ficará com 49% de participação nas concessionárias privadas que ficarão responsáveis por administrar os aeroportos.

O impacto da retirada dessas instalações no balanço da estatal só deve ser plenamente sentido em 2013. Lima admite que, no início da concessão, o pagamento da outorga e os investimentos em ampliação da capacidade vão pesar mais. Ele frisa, no entanto, que "o plano de negócios dos consórcios foi validado por grandes bancos internacionais" e não gerará "prejuízo exagerado" no balanço desses aeroportos nem mesmo no início do contrato.

A Infraero terá que investir R$ 622 milhões para capitalizar as sociedades de propósito específico (SPEs) a serem criadas para administrar Guarulhos, Viracopos e Brasília. Esse desembolso deverá ser feito em até 22 meses. Se houver necessidade de novos aportes no capital social das SPEs, a estatal acompanhará os sócios privados, a fim de manter sua participação no negócio. "A orientação do governo é preservar os 49%."

Mauro Lima afirma que a Infraero se debruça sobre uma série de medidas para permitir o lançamento de ações no mercado, mas sem pressa. "A abertura de capital pode dispersar esforços, que agora precisam estar focados na expansão da infraestrutura", comenta. O objetivo é que essas medidas tenham sido implantadas até o fim de 2013, permitindo a abertura de capital em 2014, mas dependendo de uma decisão política do governo.

Para que isso ocorra, estão previstas ações como a reestruturação do conselho de administração da empresa (o que já foi feito), ajustes no sistema contábil e uma auditoria atuarial no fundo de previdência privada. O governo também precisa transferir formalmente os aeroportos da rede à Infraero. Eles pertencem à União e não existe nenhum contrato de concessão dos terminais para a estatal. O plano de outorgas do setor, que está sendo formulado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), pode abrir caminho para isso. Finalmente, seria preciso elaborar e aprovar no Congresso um projeto transformando a empresa pública em sociedade de economia mista.

Em 2011, os investimentos da Infraero atingiram R$ 1,145 bilhão e chegaram a um patamar recorde. "O objetivo para 2012 é executar todos os R$ 2 bilhões que temos disponíveis", disse Lima. Neste ano, ele garante que terão início obras de ampliação da capacidade nos aeroportos de Foz do Iguaçu, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá. Em 2011, já foram iniciados trabalhos nos terminais de passageiros de Manaus e de Confins. Em Guarulhos, foi concluído o terminal remoto de passageiros e estão em andamento os trabalhos de terraplenagem do terminal 3, além da reforma das pistas. (DR)

Azul Linhas Aéreas inicia operações em Montes Claros nesta quinta

15/03/2012 - Estado de Minas, Marina Rigueira

Companhia vai atuar com duas frequências diárias ligando Belo Horizonte-Confins e mais 38 conexões

O primeiro voo da Azul Linhas Aéreas aterrissa nesta quinta-feira em Montes Claros, o mais novo destino. A companhia servirá a cidade mineira com duas frequências diárias ligando a região Norte de Minas Gerais a Belo Horizonte e mais 38 conexões a partir dos Aeroportos de Confins e Viracopos.

As passagens custam a partir de R$ 79,90 o trecho. Montes Claros é o quinto destino da aérea no Estado mineiro, ao lado de Belo Horizonte-Confins, Uberaba, Juiz de Fora-Zona da Mata e Ipatinga. As operações entre as duas cidades serão realizados com a nova frota de turboélices da Azul, composta pelos equipamentos ATR 72-600.

Tarifa de embarque nos aeroportos sobe 4,4% a partir desta quinta

15/03/2012 - Diário de Pernambuco

Tarifa de embarque no Aeroporto Internacional do Recife passou para R$ 21,57, no caso dos voos domésticos.
 Os passageiros que trafegarem pelos aeroportos brasileiros, a partir desta quinta-feira, pagarão tarifas de embarque mais caras. Nos terminais de maior movimento, como o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes-Gilberto Freyre, a taxa para os voos domésticos passou de R$ 20,66 para R$ 21,57. No caso dos voos internacionais, a tarifa que antes era de R$ 69,88 agora custa R$ 71,50. O aumento foi de 4,4%.

A tabela detalhada no site da Infraero aponta que, no caso dos aeroportos de categoria 2 - a exemplo do de Petrolina -, a taxa de embarque passou de R$ 16,23 para R$ 16,94. Em Fernando de Noronha (aeroporto enquadrado na categoria 3), o reajuste foi de 4,2%. De R$ 13,44, a tarifa doméstica passou a custar R$ 14,04.

A Infraero recebe 73,57% do montante arrecadado com as tarifas aeroportuárias em voos domésticos, enquanto 26,43% são repassados a outros órgãos governamentais, como o Programa Federal de Auxílio a Aeroportos e o Fundo Nacional de Aviação Civil. Quando se trata de voos internacionais, a arrecadação da Infraero cai para 39,15%, cabendo 60,85% a outros órgãos.

A Anac publicou no Diário Oficial da União uma resolução que prevê a aplicação do chamado "fator X" no reajuste das tarifas. O "fator X" reduz o reajuste ao compartilhar com os passageiros os ganhos de produtividade esperados para o setor.

De acordo com a agência, a aplicação do "fator X" permitiu que o reajuste da tarifa válido a partir de hoje caísse de 6,5% (inflação oficial apurada em 2011) para 4,4%.

Webjet é a companhia aérea mais pontual nos últimos 12 meses

15/03/2012 - Mercado e Eventos,  Maria Fernanda Gondim

A Webjet é a companhia aérea mais pontual do mercado brasileiro nos últimos 12 meses. É o que aponta a Infraero através de dados diários publicados em sua página na internet e apurados pela companhia. De março de 2011 até fevereiro deste ano, a companhia mantém um índice de pontualidade superior a 90%, ou seja, de cada 10 voos menos de 1 decola com atraso superior a 30 minutos.

Com o objetivo de continuar na liderança, a companhia acaba de mudar suas operações para o novo Terminal 4 do aeroporto de Guarulhos, espaço que tem dado ainda mais eficiência à empresa em São Paulo. “O caminho que percorremos para conseguir o primeiro lugar em pontualidade nos deu uma expertise única dentro do setor. Hoje, o nosso passageiro já começa a perceber que além de oferecermos as tarifas mais em conta do mercado também somos aquela que tem a viagem dentro do horário previsto”, afirma Julio Perotti, presidente da Webjet.

Até novembro deste ano, a companhia deve receber oito novos aviões o que, para o presidente, reforça o compromisso firmado em permanecer como uma das empresas mais eficientes do setor, já que os 737-800 que chegam a Webjet trazem ainda mais qualidade, conforto e eficiência a toda operação.

Azul chega ao seu quinto destino paranaense: Cascavel

15/03/2012 - Jornal de Turismo
 
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras acaba de iniciar a venda de bilhetes para seu quinto destino servido dentro do Paraná: a cidade de Cascavel, distante cerca de 500 km da capital Curitiba. O primeiro voo será em 22 de maio e as tarifas já estão disponíveis em todos os canais de vendas da companhia a partir de R$ 99,90* o trecho.

Além de Cascavel, localizada na região Oeste do estado, a Azul também opera voos para Curitiba, Maringá, Foz do Iguaçu e Londrina – este último lançado em 2 de fevereiro. “Acrescentamos Cascavel à nossa malha com a mesma expectativa que lançamos Maringá. Um destino que começou com 30 mil passageiros transportados em 2009 e chegou a 70 mil em 2011”, afirma Paulo Nascimento, vice-presidente Comercial, Marketing e TI.

O voo diário partirá do Aeroporto de Viracopos (Campinas) às 12h20, chegando em Cascavel às 14h12. No sentido contrário, a aeronave sairá do Aeroporto Adalberto Mendes da Silva, na cidade da região Oeste do Paraná, às 14h40, com chegada prevista em Campinas às 16h27. Além deste voo, haverá também uma segunda frequência com horários alternados.

Com 300 mil habitantes, Cascavel conquistou a posição de polo econômico regional, com intensa atividade ligada ao agronegócio. Destaca-se também como polo universitário, com mais de 21 mil estudantes de ensino superior em sete instituições de ensino. A nova ligação aérea para Viracopos vai oferecer aos Clientes da região conexão imediata para diversas capitais brasileiras, como: Aracajú, Araçatuba, Brasília, Belém, Cuiabá, Campo Grande, Caldas Novas, Belo Horizonte, Curitiba, Caxias do Sul, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro (Galeão), Rio de Janeiro (Santos Dumont), Goiânia, Foz do Iguaçu, Ilhéus, Juiz de Fora, Juazeiro do Norte, Joinville, João Pessoa, Bauru, Londrina, Manaus, Maceió, Maringá, Marília, Montes Claros, Navegantes, Porto Alegre, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Recife, São José do Rio Preto, Salvador, Uberaba, Vitória, entre outros.

* Tarifa válida por trecho. Promoção válida somente para voos diretos operados pela Azul. Reservas são obrigatórias, as quais devem ser realizadas no período de 13/03 a 09/04/2012 , e viagens realizadas no período de 22/05 a 04/06/2012 ou de 12/06 a 26/06/2012. Tarifa sujeita às regras tarifárias e disponibilidade de assentos.

SALGADO FILHO Obra poderá ficar três vezes mais cara

16/03/2012 - ZERO HORA

Projeto de ampliação de pista será alterado para receber aviões de carga

KELLY MATOS
kelly.matos@gruporbs.com.br

O projeto de ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho terá de ser readequado. Além de atrasar mais uma vez o cronograma para começo das obras, deverá haverá encarecimento dos custos.

A primeira estimativa da União era de R$ 223 milhões – somados os custos do projeto e da própria ampliação. Durante visita a Brasília ontem, o secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, projeta uma elevação significativa do preço da obra.

– Os novos estudos podem triplicar o valor original – avaliou o secretário.

A revisão do projeto, sob condução do Exército, identificou a necessidade de promover adensamento do solo para tornar mais firme a base da nova estrutura. Com isso, a Infraero espera receber o projeto concluído até o fim do mês e planeja, então, lançar o edital de licitação em abril.

– Nós preferimos fazer uma obra mais segura do que tentar adiantar e depois bater em algum obstáculo físico, difícil de superar – explicou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

Caso seja cumprido o cronograma, o governo avalia que as obras possam começar em agosto. Conforme a Infraero, as alterações no terreno são necessárias porque a pista precisa estar em condições de receber aviões de carga.

Nova estimativa
ENTREGA DO PROJETO
- Fim de março
LICITAÇÃO
- Em abril
INÍCIO DAS OBRAS
- Em agosto de 2012

Cidade paulista negocia terminal com investidores

16/03/2012 - O Globo

Obra calculada em R$ 500 milhões poria lbiúna na rota da Copa

Cleide Carvalho
cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br

• SÃO PAULO. O município de Ibiúna negocia a instalação de um novo aeroporto em São Paulo. destinado a dividir a demanda de voos comerciais com os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas. Segundo o secretário de governo da Prefeitura de Ibiúna. Paulo Niyama. o empreendimento, no valor de RS 500 milhões, está sendo negociado com dois grupos de investidores privados, um americano e um nacional.

— O aeroporto deve ter capacidade para 500 pousos e decolagens diários: receberá voos internacionais e atenderá à demanda da região de Sorocaba. Estamos a 70 quilômetros da capital paulista e a intenção é que as operações possam ser iniciadas até a Copa de 2014— diz Niyama.

Ele disse que as negociações começaram há quatro meses e avançam rapidamente. Em fevereiro passado, um decreto do prefeito Coiti Muramatsu declarou ‘área de utilidade pública para fins de interesse social” 1,515 milhão de metros quadrados. O custo de desapropriação da área é estimado em R$ 70 milhões. Niyama disse que a Agência Nacional de Aviação Civil (Ánac) teria dado sinal verde para a negociação.

Embraer fecha compra de participação em portuguesa

16/03/2012 - Folha de São Paulo

MARIA CRISTINA FRIAS
cristina.frias@uol.com.br

A Embraer concluiu na terça-feira a compra da participação da Eads (European Aeronautic Defense and Space Company) na Airholding, SGPS, S.A. O investimento foi de € 13 milhões (cerca de R$ 31 milhões).

A Embraer passa a deter 100% do capital da Airholding e, por consequência, 65% do controle acionário da Ogma (Indústria Aeronáutica de Portugal S.A.).

A Airholding é um consórcio formado em 2005, pela Embraer e pela EADS, constituído em Portugal com o propósito específico de deter 65% de participação acionária na Ogma.

O governo português vai permanecer com 35% das ações da Ogma por meio da Empordef (Empresa Portuguesa de Defesa).

A Ogma, uma empresa de mais de 90 anos, faz manutenção de aeronaves e fabrica segmentos de estruturas para aviões.

"Ampliamos o controle e faremos investimentos adicionais", diz Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança.

A fábrica em Alverca (30 kms de Lisboa) será ampliada para produzir componentes do cargueiro KC-390.

"Será um produto brasileiro. Os aviões serão produzidos aqui, com componentes que virão de lá para cá."

O governo de Portugal vai adquirir os cargueiros no futuro, de acordo com Aguiar.

"Há o compromisso de Portugal, mas ainda não sabemos quantos serão. O contrato será fechado no médio prazo porque ainda estamos desenvolvendo a aeronave."

"O governo português não tem exigência de conteúdo nacional para a aquisição de aeronaves", afirma.

Apenas dois funcionários serão brasileiros.

"Ter um cliente europeu usando um cargueiro nosso é importante para nós. Criamos emprego lá, exportações e serviços. Em contrapartida, geramos dividendos e produzimos aqui também."

Congonhas terá redistribuição de horários

16/03/2012 - O Estado de São Paulo

AYR ALISKI

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai realizar uma redistribuição de slots (autorizações para pouso ou decolagem) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Conforme edital publicado no Diário Oficial da União, a agência decidiu realizar a redistribuição de slots, que ocorrerá por meio de sorteio, marcado para 18 de abril. Mas a Anac só vai divulgar os slots disponíveis no dia 30 de março.

O processo de redistribuição dos slots tem por objetivo, de acordo com a agência, permitir a entrada de novas companhias aéreas no aeroporto. Para isso, serão remanejados horários de voos que não estão sendo devidamente utilizados.

Pelas regras da Anac, cada slot precisa apresentar no mínimo 80% de regularidade mensal, em uma média de 90 dias. Se os cancelamentos superarem 20% dos voos agendados, o slot deve ser devolvido, permitindo que outra empresa o utilize.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Trip passa a ter a maior frota de ATRs em operação no mundo

13/03/2012 - Mercado & Eventos, Larissa D`Almeida

A Trip Linhas Aéreas recebeu, no último dia 4/03, seu 37º turbo-hélice ATR. Com a chegada da aeronave a companhia passa a ter a maior frota de ATRs em operação no mundo.

De acordo com Evaristo Mascarenhas, diretor de marketing e vendas da Trip, a aeronave é apropriada para pousos em pistas mais curtas, como as encontradas em aeroportos de médias e pequenas cidades. Além disso, são mais sustentáveis pois emitem menor quantidade de CO2 por passageiro, 20 % menos do que outros modelos. Mascarenhas destaca que a aeronave não possui poltrona do meio, ‘o que aumenta bastante o conforto do passageiro’, diz.

O novo equipamento da TRIP irá desempenhar rotas que abrangem as cidades mineiras de Belo Horizonte, Uberaba e Uberlândia.

Mais informações: www.voetrip.com.br

Azul: maior número de voos e destinos em um mesmo aeroporto

13/03/2012 - Mercado & Eventos

Maria Fernanda Gondim

Com pouco mais de três anos de operação, a Azul é a companhia com maior número de voos e destinos atendidos a partir de um mesmo aeroporto – Viracopos, em Campinas. Com 131 decolagens diárias (de segunda a sexta) para 40 destinos, a companhia detém 85% de participação em todas as partidas de voos do aeroporto campineiro - a maior participação que Viracopos já atingiu com uma única empresa aérea em toda sua história. “Queremos oferecer em nosso hub o maior número de destinos para nossos clientes, com opções de horários e conexões”, afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da Azul.

Anac libera pista de 2.800 metros em S. Roque

14/03/2012 - O Estado de São Paulo

GLAUBER GONÇALVES

A construtora JHSF recebeu da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a autorização para construir um aeroporto executivo privado em São Roque, a 60 km de São Paulo. A empresa está agora trabalhando no projeto executivo e só depende da obtenção das licenças ambientais para iniciar as obras. A expectativa é de que as permissões sejam dadas até o fim deste ano e a construção comece em 2013.

O documento emitido pela Anac estabelece que o projeto terá de cumprir ainda requisitos de uso de solo e zoneamento urbano estabelecidos em diversas esferas da administração pública. O empreendimento será erguido em um terreno de 7 milhões de m² de propriedade da JHSF, às margens da Rodovia Castelo Branco.

A pista do aeroporto terá 2.800 metros, maior do que a de Congonhas, que tem 1.940 metros. No local, além de um shopping center já em construção, devem ser erguidas também torres comerciais. Procurada, a JHSF não quis comentar.

O aeroporto, que receberá investimentos de R$ 400 milhões, deve ficar pronto entre janeiro e fevereiro de 2014, a tempo de realizar testes de operação antes da Copa. O projeto já recebeu o aval do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo, órgão ligado ao Comando da Aeronáutica.

Para Francisco Lyra, da CFly Aviation, parceira da JHSF no projeto, com a entrega dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília à iniciativa privada, a aviação executiva deve perder espaço nesses locais, o que amplia a demanda por novas estruturas.

"A aviação executiva não vai ter vez (nos aeroportos concedidos), porque não gera um volume alto de receitas", diz. Por enquanto, com o sinal verde recebido da Anac, o aeroporto poderá receber e originar voos executivos domésticos.

Para um especialista em aviação que pediu para não ser identificado, o aval dado ao empreendimento da JHSF dá um alento a outros projetos aeroportuários no Estado de São Paulo. No ano passado, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) descartou o plano de construção de um aeroporto em Caieiras pela Andrade Gutierrez e pela Camargo Corrêa, alegando que poderia interferir nas operações de outros aeroportos.

Terminal de Confins enfrenta atraso em obras, cada vez mais caras e demoradas

15/03/2012 - Estado de Minas

Quadro em Confins é de preocupação

Zulmira Furbino

Com uma taxa de ocupação de 92% de sua capacidade total, o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, está em uma situação considerada “preocupante” pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Boletim Radar: tecnologia, produção e comércio exterior, lançado nessa quarta-feira pela instituição, classificou a capacidade de atendimento de passageiros de 17 dos 20 principais aeroportos brasileiros como “muito grave”. A situação dos equipamentos foi dividida entre adequada (até 80% de ocupação), preocupante (entre 80% e 100%) e crítica (acima de 100%). Segundo o Ipea, apenas três aeroportos brasileiros estão em situação adequada. Em outros cinco, entre eles Confins, a situação é preocupante e em nada menos do que em 12, crítica.

“A situação preocupa porque entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, as etapas previstas para a evolução das obras a cargo da Infraero avançaram pouco”, diz Carlos Álvares da Silva Campos Neto, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea. Com base em dados fornecidos pela própria estatal, segundo ele, houve incremento de R$ 1 bilhão nas estimativas de investimentos e, por outro lado, dilatação dos prazos previstos para conclusão das obras referentes aos terminais de passageiro.

A Infraero prevê a inauguração dessas obras para o fim de 2013, a tempo da Copa do Mundo de 2014, mas os pesquisadores do Ipea afirmam que dos 11 aeroportos que estão recebendo investimentos em terminais de passageiros, oito apresentam poucas condições de conclusão até 2014. Isso levando-se em consideração que a execução das obras relativas à pista, ao pátio e aos terminais provisórios não sofrerão atrasos. O aeroporto de Confins vai receber R$ 508,6 milhões em investimentos até dezembro de 2013. Segundo o superintendente regional da Infraero em Minas, Mário Jorge Oliveira, o terminal fechou o ano de 2011 com capacidade para receber 9,4 milhões de passageiros. A capacidade “teórica” é de 10,2 milhões.

“Dentro da experiência internacional, quando chega esse momento, é hora de fazer uma intervenção para crescer. As obras no terminal 1 foram iniciadas em setembro do ano passado para evitar chegar ao limite da capacidade”, diz Oliveira. De acordo com ele, a reforma do atual terminal fica pronta no final de 2013. “Apesar dessa capacidade nominal, temos bastante faixas de horário nas quais se pode operar novos vôos. Não falo da madrugada, que seria cinismo da minha parte. Tem horários livres à tarde nos quais se poderia operar”. Segundo ele, os piores horários vão das 7h às 11h e das 19h às 23h.

Mudança Em agosto do ano passado, porém, a Infraero alterou a metodologia para calcular a capacidade de atendimento de passageiros de dez dos 13 terminais aeroportuários no Brasil que atenderão à Copa do Mundo. Com isso, a capacidade dos terminais teve um acréscimo médio de 65%, passando de 66,6 milhões para 102,3 milhões de passageiros por ano, sem qualquer investimento. Os maiores aumentos ocorreram em destaques de incremento de capacidade couberam aos aeroportos de Porto Alegre (180,0%), Manaus (156,0%), Fortaleza (106,7%), Confins (104,0%) e Viracopos (94,3%). Para chegar a esses números, a empresa levou em conta a capacidade ociosa nas instalações durante a madrugada.

Oferta de voos

15/03/2012 - Globo, Flávia Oliveira

A Webjet terá mais voos entre as 18 cidades que já atende, a partir do dia 25 deste mês. Ribeirão Preto-São Paulo, Recife-Fortaleza e Brasília-Goiânia estão entre as ligações que terão reforço. Do Rio, haverá saídas sem escala para Florianópolis e Porto Alegre. A voadora completou um ano como a aérea mais pontual no setor.

Atual aeroporto de Viracopos poderá virar pó

15/03/2012 - O Estado de São Paulo

Consórcio vencedor da concessão do terminal, que enfrenta recurso administrativo na Anac, deve descartar edifício e construir um novo, de seis andares

FERNANDO SCHELLER

Dentro de dois anos, no que depender do consórcio vencedor da concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, o atual prédio em que circulam passageiros vai virar pó. O projeto de ampliação do terminal prevê a substituição do atual edifício por um novo, de cinco ou seis andares. O objetivo é que, até 2014, o terminal tenha capacidade de suportar o movimento de 20 milhões de passageiros ao ano (hoje, a estrutura planejada para 4 milhões de pessoas já comporta 7,5 milhões).

O consórcio Aeroportos Brasil, formado por Triunfo, UTC e Egis Airport, trabalha com a empresa de projetos holandesa Naco para ter o desenho do novo aeroporto pronto em 45 dias (a assinatura do contrato com o governo está prevista para o dia 4 de maio). No entanto, antes que o grupo seja sacramentado como operador do maior aeroporto do interior paulista, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai avaliar recurso administrativo da Odebrecht, parte do consórcio rival Novas Rotas, que questiona a capacidade gerencial e financeira do vencedor e tenta anular o resultado.

Apesar da indefinição, a Naco trouxe seis pessoas de sua equipe para arrematar os detalhes do projeto em São Paulo. Segundo Ben Hasselman, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa, o prazo para a execução é apertado. O contrato prevê que a obra esteja pronta até junho de 2014, véspera do início da Copa do Mundo do Brasil. Segundo cálculos de mercado, a primeira fase do novo terminal, que exigirá 120 mil metros quadrados de novas construções, deverá consumir investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

Com 60 anos de mercado, a Naco é basicamente uma empresa de projetos, e não se envolve diretamente na obra. No entanto, funcionários da companhia acompanham os trabalhos para garantir que as empreiteiras sigam o desenho à risca. A empresa participou de projetos de grandes terminais internacionais, como os de Frankfurt, Moscou, Abu Dabi e Pequim. Para a Naco, o Aeroporto de Viracopos é considerado um projeto de médio porte, mas significa a porta de entrada para o Brasil. "Fizemos projetos na Colômbia, no México e na Argentina. Antes desse processo de privatização, o mercado brasileiro esteve fechado para nós", diz o executivo.

Detalhes. Embora o projeto de Campinas ainda vá passar por mudanças, Hasselman diz que ele seguirá algumas características de uma tendência chamada "aeroporto verde". Isso inclui o aproveitamento da luz do dia, para reduzir o consumo de energia elétrica, além de soluções para o descarte do lixo e a redução do desperdício de água.

O projeto prevê ainda a viabilização da conexão com o trem de alta velocidade (TAV) que deverá ligar o Rio de Janeiro a São Paulo, apesar de o governo ter descartado sua conclusão até a Copa do Mundo. Além disso, o desenho dos 28 "fingers" previstos em contratos (que vão levar os passageiros do terminal diretamente ao avião) priorizará a redução do período de taxiamento das aeronaves para reduzir a queima de combustível.

A área comercial deverá ganhar um espaço próprio no novo edifício, segundo o executivo da empresa holandesa. Embora viabilizar operações comerciais seja importante, o especialista diz que é preciso priorizar a circulação. "Não estamos fazendo um shopping. A sinalização precisa estar sempre visível e a propaganda não pode ficar no meio do caminho."

A primeira fase do projeto também já contemplará o que se chamada de "Cidade Aeroporto", com a atração de hotéis, edifícios de escritório e espaços para convenções de forma organizada. Isso evitaria um conflito entre o entorno e o projeto arquitetônico do terminal.

Quanto ao prédio atual, a Naco chegou a cogitar usá-lo como depósito. Entretanto, Hasselman diz que é preciso evitar que a área vire um plantel de "esqueletos" de edifícios. Por ele, o prédio vai ao chão. Isto é, se a Anac der o aval definitivo para o consórcio para o qual trabalha.oderá virar pó
Consórcio vencedor da concessão do terminal, que enfrenta recurso administrativo na Anac, deve descartar edifício e construir um novo, de seis andares
FERNANDO SCHELLER - O Estado de S.Paulo

Dentro de dois anos, no que depender do consórcio vencedor da concessão do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, o atual prédio em que circulam passageiros vai virar pó. O projeto de ampliação do terminal prevê a substituição do atual edifício por um novo, de cinco ou seis andares. O objetivo é que, até 2014, o terminal tenha capacidade de suportar o movimento de 20 milhões de passageiros ao ano (hoje, a estrutura planejada para 4 milhões de pessoas já comporta 7,5 milhões).

O consórcio Aeroportos Brasil, formado por Triunfo, UTC e Egis Airport, trabalha com a empresa de projetos holandesa Naco para ter o desenho do novo aeroporto pronto em 45 dias (a assinatura do contrato com o governo está prevista para o dia 4 de maio). No entanto, antes que o grupo seja sacramentado como operador do maior aeroporto do interior paulista, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) vai avaliar recurso administrativo da Odebrecht, parte do consórcio rival Novas Rotas, que questiona a capacidade gerencial e financeira do vencedor e tenta anular o resultado.

Apesar da indefinição, a Naco trouxe seis pessoas de sua equipe para arrematar os detalhes do projeto em São Paulo. Segundo Ben Hasselman, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa, o prazo para a execução é apertado. O contrato prevê que a obra esteja pronta até junho de 2014, véspera do início da Copa do Mundo do Brasil. Segundo cálculos de mercado, a primeira fase do novo terminal, que exigirá 120 mil metros quadrados de novas construções, deverá consumir investimentos de cerca de R$ 1 bilhão.

Com 60 anos de mercado, a Naco é basicamente uma empresa de projetos, e não se envolve diretamente na obra. No entanto, funcionários da companhia acompanham os trabalhos para garantir que as empreiteiras sigam o desenho à risca. A empresa participou de projetos de grandes terminais internacionais, como os de Frankfurt, Moscou, Abu Dabi e Pequim. Para a Naco, o Aeroporto de Viracopos é considerado um projeto de médio porte, mas significa a porta de entrada para o Brasil. "Fizemos projetos na Colômbia, no México e na Argentina. Antes desse processo de privatização, o mercado brasileiro esteve fechado para nós", diz o executivo.

Detalhes. Embora o projeto de Campinas ainda vá passar por mudanças, Hasselman diz que ele seguirá algumas características de uma tendência chamada "aeroporto verde". Isso inclui o aproveitamento da luz do dia, para reduzir o consumo de energia elétrica, além de soluções para o descarte do lixo e a redução do desperdício de água.

O projeto prevê ainda a viabilização da conexão com o trem de alta velocidade (TAV) que deverá ligar o Rio de Janeiro a São Paulo, apesar de o governo ter descartado sua conclusão até a Copa do Mundo. Além disso, o desenho dos 28 "fingers" previstos em contratos (que vão levar os passageiros do terminal diretamente ao avião) priorizará a redução do período de taxiamento das aeronaves para reduzir a queima de combustível.

A área comercial deverá ganhar um espaço próprio no novo edifício, segundo o executivo da empresa holandesa. Embora viabilizar operações comerciais seja importante, o especialista diz que é preciso priorizar a circulação. "Não estamos fazendo um shopping. A sinalização precisa estar sempre visível e a propaganda não pode ficar no meio do caminho."

A primeira fase do projeto também já contemplará o que se chamada de "Cidade Aeroporto", com a atração de hotéis, edifícios de escritório e espaços para convenções de forma organizada. Isso evitaria um conflito entre o entorno e o projeto arquitetônico do terminal.

Quanto ao prédio atual, a Naco chegou a cogitar usá-lo como depósito. Entretanto, Hasselman diz que é preciso evitar que a área vire um plantel de "esqueletos" de edifícios. Por ele, o prédio vai ao chão. Isto é, se a Anac der o aval definitivo para o consórcio para o qual trabalha.

Crise na Gol chega aos pilotos e comissários

15/03/2012 - O Estado de São Paulo

Empresa espera adesão de 220 a programa de licença não remunerada de um ano

MARINA GAZZONI

Depois de cortar empregos na equipe de solo e até na diretoria em 2011, os pilotos são os próximos alvos da Gol. A empresa abriu no dia 6 de março um programa de licença não remunerada de um ano para pilotos e comissários. A intenção da empresa é evitar demissões, que podem ocorrer se não houver adesão ao programa, diz o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Gerson Fochesatto.

A Gol disse, em comunicado, que "não há reestruturação em curso", mas confirmou a existência de um programa de licenças sem vencimentos. "O programa de licença existe, principalmente, para compensar os períodos de baixa demanda. Ele garante a manutenção do quadro de tripulantes da companhia", afirmou

Segundo o sindicato, a meta da Gol é conseguir a adesão de 120 pilotos ao programa de licenças e mais 100 comissários. Ao todo, a Gol tem 1.800 comandantes e copilotos.

Os funcionários que optarem pelo programa entrarão de licença em 1º de abril e não poderão voltar ao trabalho antes de um ano, de acordo com documento enviado aos funcionários ao qual o Estado teve acesso e que informa as regras do programa. Os funcionários também não receberão benefícios sociais e não terão estabilidade no retorno, segundo o documento.

"O sindicato não apoia a licença não remunerada. É um processo que a empresa abre para evitar demissões. Se não houver adesão, é claro que ela vai demitir", diz Fochesatto.

Custo. As companhias aéreas costumam poupar os pilotos dos planos de demissão. Eles são profissionais caros - a estimativa do sindicato do setor é que o treinamento de cada comandante custe cerca de US$ 50 mil às empresas. As companhias levam cerca de seis meses para treinar um piloto e colocá-lo em atividade em voos regulares.

Pela lei, cada piloto pode voar 85 horas mensais. Mas as companhias costumam manter uma quadro com capacidade maior para assumir os novos aviões assim que eles chegarem. "A decisão de dispensar pilotos mostra que a empresa pisou no freio e não vai voltar a crescer tão cedo", disse um consultor do setor, que não quis se identificar.

A Gol anunciou em fevereiro um plano conservador de expansão da oferta em 2012, entre zero e 2%. Em entrevista em janeiro, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, admitiu que a companhia poderia repassar aeronaves novas que seriam entregues à Gol para renovar a frota da Webjet, formada por aeronaves mais antigas.

Setor. A Gol não está sozinha. A TAM também reduziu seu plano de frota para 2012. Com a oferta mais conservadora, as companhias tentam encher os aviões, pressionando as tarifas.

Mas, além de segurar a expansão da frota, a Gol também admite reduzir frequências neste ano. Em comunicado enviado aos funcionários no último dia 6, obtido pelo Estado, a Gol diz que está "reavaliando a malha aérea e reduzindo os voos com baixo rendimento". Em comunicado, a empresa diz que reduziu sua malha de 940 para 920 voos diários por questões sazonais.

"As companhias aéreas contrataram pilotos para acompanhar um crescimento no setor que não aconteceu. E agora está sobrando piloto", diz Fochesatto.

As empresas aéreas brasileiras perderam dinheiro em 2011. A Gol ainda não divulgou o balanço financeiro do ano, mas registrou prejuízo líquido de R$ 516,5 milhões no terceiro trimestre de 2011. As perdas da TAM somaram R$ 335 milhões.

Viracopos terá terminal ferroviário para passageiros

14/03/2012 - Valor Econômico

SÃO PAULO - Envolvida no projeto de mais de 500 aeroportos pelo mundo, a holandesa Naco (sigla para Netherlands Airport Consultants) foi escolhida pelo consórcio Aeroportos Brasil para realizar o projeto de Viracopos, em Campinas (SP). O conceito geral do projeto ainda não foi definido pelas sócias ganhadoras da concessão do aeroporto (Triunfo Participações e Investimentos, UTC Participações e a operadora francesa Egis). No entanto, segundo o diretor de desenvolvimento de negócios da Naco, Ben Hasselman, algumas características já estão definidas, como a presença de um terminal ferroviário de passageiros dentro do aeroporto.

Segundo ele, o terminal pode ser o do trem de alta velocidade — projeto idealizado pelo governo federal para ligar Campinas a São Paulo. Mas também pode ser de um trem tradicional, como o projetado pelo governo do Estado de São Paulo. Hasselman diz que o projeto pode ter grande sucesso, visto que, em Amsterdã (em aeroporto semelhante ao de Viracopos, segundo ele), 40% dos passageiros do avião usam o trem. “Não sabemos quem vai arcar com os custos [do terminal]. Pode ser apenas o consórcio, ou ele em parceria com a administradora do trem. Não está fechado”.

Também estão previstos no projeto pelo menos um centro de convenções e três hotéis, sendo um deles junto ao aeroporto e outros dois mais afastados. “Ainda é cedo para falar no tamanho de cada um”, afirma. Também não está definido o modelo de exploração comercial desses espaços – se o próprio consórcio administrará ou se venderá a outros interessados.

Para ele, uma das boas características do projeto é sua flexibilidade. É possível, diz, expandir os terminais sem grandes complicações. “Há projetos na Ásia e no Oriente Médio para construir os terminais em forma de pássaros e outras figuras. Eu odeio isso, porque depois você não consegue expandir com facilidade. É preciso, com o aumento da demanda, construir outro prédio. Não faz sentido”, ilustra. Ele ainda diz que o projeto de Viracopos é “praticamente” um green field (projeto construído do zero), por seu potencial de expansão de 7,5 milhões de passageiros ao ano para 80 milhões (até o final da concessão, que dura 30 anos).

Hasselman admite que aeroporto não estará entre os mais modernos do portfólio da companhia. “Será um aeroporto modesto, parecido com o que desenvolvemos em Amsterdã para a Schiphol [administradora do aeroporto holandês]”, diz ele, que enumera como mais complexos terminais desenvolvidos em Beijing e Abu Dhabi. “Nesse caso, foram projetos contratados pelo governo, aí sempre é uma coisa vultuosa. Os empresários costumam ser mais modestos”, afirma. Mesmo assim, diz ele, o projeto será moderno e cumprirá as necessidades dos passageiros.

Segundo Carlos Fernando Valente, diretor de desenvolvimento comercial da UTC Participações (um dos integrantes do consórcio), o prazo para entrega do projeto básico é de 90 dias após a assinatura do contrato de concessão com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Escritório

Hasselman diz que a atuação da empresa está mais voltada a mercados emergentes. Seus escritórios estão localizados no Oriente Médio, na África e na China. Ele ainda revela que a intenção da empresa é abrir um escritório no Brasil. “Já tínhamos essa intenção. Com a entrada no projeto de Viracopos, isso se torna mais real”, diz. Além disso, diz ele, a intenção é que a empresa abra escritórios na Espanha e na Alemanha.

Ele não revela quanto o projeto elaborado para Viracopos vai render à Naco. Mas ele diz que um projeto como o elaborado para a Schiphol, de Amsterdã (mencionado por ele como semelhante a Viracopos) custou cerca de 1 milhão de euros (R$ 2,3 milhões).

quarta-feira, 14 de março de 2012

Guarujá terá aeroporto para 1 milhão de passageiros até a Copa de 2014

14/03/2012 - O Estado de São Paulo

Força Aérea Brasileira vai ceder área de 200 mil m² da Base de Santos para a prefeitura; contrato será assinado em maio

NATALY COSTA

O Guarujá, na Baixada Santista, vai ganhar um aeroporto para 1 milhão de passageiros até a Copa de 2014. O terminal será criado em um anexo da Base Aérea de Santos que, apesar do nome, fica no município vizinho. Dos mais de 2 milhões de metros quadrados da instalação militar, o aeroporto vai usar cerca de 200 mil m² - área similar à do Parque da Independência, em São Paulo. As obras começam em 2013.

Uma licitação será aberta neste ano para oferecer o projeto, já pronto, à iniciativa privada. O documento final de concessão de uso será assinado entre a prefeitura e a Força Aérea Brasileira em maio.

Estudos de demanda feitos pela prefeitura do Guarujá em parceria com empresas aéreas mostram que, se tivesse um aeroporto hoje, a cidade receberia 750 mil passageiros por ano - boa parte seguiria para os cruzeiros que saem de Santos.

Além dos navios de turismo, o fato de o Guarujá ser um dos principais destinos de verão do Estado, atrelado à descoberta de petróleo na camada do pré-sal da Bacia de Santos, deve elevar o movimento anual de passageiros para 1 milhão em poucos anos. A Baixada Santista também concorre para ser subsede da Copa.

A intenção da prefeitura do Guarujá, que firmou uma parceria com a Petrobrás, é a de criar um "aeroporto metropolitano compartilhado" para a Baixada Santista.

"Vai servir tanto de base offshore para os helicópteros necessários à infraestrutura do pré-sal, como de apoio para a Força Aérea e também como um aeroporto metropolitano de passageiros, que é uma grande necessidade da região", diz Dário de Medeiros Lima, assessor de Projetos Especiais da prefeitura.

"Nossa pretensão é ser um aeroporto regional, para atender empresas aéreas de médio porte e aviação executiva", explica Lima. "Em alguns casos, foram as empresas que nos procuraram para demonstrar interesse no aeroporto."

Infraestrutura. Segundo o assessor de Projetos Especiais, o aeroporto terá um pátio de aeronaves "de médio porte" e estacionamento com 300 vagas.

O terminal de passageiros terá entrada independente do restante da base aérea, com acesso à futura ligação seca entre Guarujá e Santos - um túnel ou uma ponte são estudados para a área.

"Em temporada de cruzeiros será um conforto para muita gente, que poderá pegar um voo e chegar ao Guarujá em 40 minutos", diz Lima.

Histórico. Sem projeto, o aeroporto do Guarujá era um plano engavetado há anos pela prefeitura. Em 2008, a então ministra do Turismo Marta Suplicy chegou a anunciar um repasse de R$ 4,4 milhões ao município - a maior parte seria investida na reforma do terminal, o que nunca aconteceu.

Meses depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou o uso da antiga base aérea para aviação geral. A instalação militar hoje recebe apenas alguns grupamentos de busca e salvamento da FAB - a maioria das operações de Santos foi transferida para Natal.

terça-feira, 13 de março de 2012

Azul terá novos voos entre Porto Alegre e Rio de Janeiro

12/03/2012 - Mercado & Eventos, Larissa D`Almeida

Azul Linhas Aéreas solicitou à Anac autorização para operar a 3ª frequência de voo ligando Porto Alegre ao Rio de Janeiro, com escala em Navegantes, a partir de 4/05. Além disso, um segundo voo direto entre a cidade catarinense e o Rio de Janeiro foi solicitado. Atualmente, a companhia oferece dois voos diretos entre a capital gaúcha e a carioca e, se aprovado, serão três voos diários entre as duas cidades. Ainda, a cidade de Navegantes deve ganhar duas ligações com o Rio de Janeiro.

Para Paulo Nascimento, vice-presidente Comercial, Marketing e TI da Azul, os novos voos reforçarão as operações da companhia entre as duas regiões, que apresentaram uma crescente demanda de passageiros nos últimos meses. “As novas ligações deverão trazer mais mobilidade aos clientes dessa importante rota, com mais opções de horários e conexões para outras regiões do Brasil”, declarou.

Mais informações: www.voeazul.com.br