terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Azul pede autorização para lançar um novo destino: Uberlândia

28/02/2012 - Melhores Destinos

A Azul Linhas Aéreas quer aumentar sua presença em Minas Gerais por meio de um novo destino: Uberlândia. A companhia acaba de solicitar autorização para a Anac (Agência de Aviação Civil) e, se aprovado pedido, espera conectar o Aeroporto de Uberlândia, o terceiro maior do estado, com Campinas e Belo Horizonte (Confins).

A previsão é que os voos sejam operados a partir de 21 de maio. A intenção da Azul é manter três operações diárias em Uberlândia, sendo duas para o Aeroporto de Viracopos e uma para o Aeroporto de Confins. Por enquanto apenas o pedido para a cidade paulista consta no site da Anac, com saídas previstas às 6h30 e 18h11 de Campinas e 8h05 e 20h25 de Uberlândia. O tempo de voo entre as cidades é de 1h40.

Os voos diretos serão realizados com os jatos da Embraer modelo 190 e 195, com capacidade para transportar 108 e 116 passageiros respectivamente.
Recentemente, a Azul  iniciou a venda de passagens para seu quinto destino mineiro, Montes Claros. Os voos para esta cidade começam em 15 de março a partir de Belo Horizonte. Além de Belo Horizonte-Confins e Montes Claros, a companhia também atua em Ipatinga, Juiz de Fora e Uberaba.

Embraer vende quatro aeronaves à Estonian Air

27/02/2012 - Folha de São Paulo

DA REUTERS

A Embraer vendeu três aeronaves E175 e uma E190 para a Estonian Air, que também contratou outras oito aeronaves, quatro E170 e quatro E190, por meio de acordos de leasing com outras empresas.

O negócio com a Embraer depende de aprovação do Conselho Supervisor da Estonian Air, informou a fabricante brasileira nesta segunda-feira.

No início do mês, a Estonian Air tinha fechado o leasing de quatro aviões da Embraer originalmente entregues à Finnair, tendo afirmado que pretendia adicionar outros oito jatos da fabricante brasileira à frota.

"O primeiro dos quatro E170 arrendados da Finnair está entrando em operação neste mês, e o início das entregas das novas aeronaves está previsto para o segundo semestre de 2014", detalhou a Embraer nesta segunda-feira em comunicado.

"Continuamos acreditando no grande potencial das empresas que operam na Europa, com a substituição de aeronaves mais antigas e a adesão ao conceito do redimensionamento da frota", afirmou o presidente da Embraer do segmento de aviação comercial, Paulo Cesar de Souza e Silva.

A Estonian Air operará três dos quatro modelos da família de E-Jets. Todos os jatos serão configurados em classe única, com 76 assentos para os E170, 88 para os E175 e 112 para os E190.

TAM e Gol perderam mercado em janeiro

28/02/2012 - O Estado de São Paulo

As gigantes da aviação brasileira TAM e Gol mantiveram a liderança do mercado doméstico em janeiro, mas perderam participação para empresas menores, de acordo com dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A TAM se manteve na liderança, mas sua parcela recuou de 43,42% em janeiro do ano passado para os atuais 40,71%. A Gol, por sua vez, teve queda na participação de mercado, de 37,45% para 34,13%. Se for considerado o desempenho da Webjet, adquirida pela Gol em julho do ano passado, o market share da companhia sobe para 39,54%, ainda abaixo do registrado pela TAM.

A Azul se manteve como terceira colocada, com 9,78% do mercado doméstico, um crescimento em relação à fatia de 7,72% que tinha em janeiro de 2011. Avianca e Trip também ganharam mercado e encerram o mês passado com, respectivamente, 4,64% e 4,07% de participação em voos domésticos. / REUTERS

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Obras vão ampliar capacidade do Aeroporto Internacional de Cabo Frio

25/02/2012 - Agência Rio

O Aeroporto Internacional de Cabo Frio, na Região dos Lagos, que tem o foco principal no transporte de cargas, vai melhorar o desempenho no embarque e desembarque de passageiros e no apoio offshore ao setor de petróleo. Em razão das demandas da Copa do Mundo e Olimpíadas e da exploração do pré-sal, o governo do estado do Rio assinou convênio com a prefeitura da cidade para realizar mais uma série de obras no terminal, no valor de R$ 8 milhões.

Cerca de R$ 5,6 milhões serão financiados pelo Programa de Auxílio a Aeroportos (Profaa), da Secretaria Nacional de Aviação Civil, e o restante caberá ao governo do estado.

Licitadas pela prefeitura, as obras  devem começar dentro de um mês, com previsão para conlusão  em dezembro deste ano. As melhorias consistem em ampliar o pátio de aeronaves em 56 mil metros quadrados de área construída, implantação de duas pistas de taxi, sinalização horizontal, painéis de sinalização vertical e sinalização luminosa no pátio de aeronaves.

Segundo a Secretaria de Transportes, a ampliação beneficiará em especial o transporte de pessoas que trabalham nas plataformas marítimas de exploração de petróleo. Na área de apoio offshore ao setor petrolífero, a previsão é passar a capacidade de pouso atual de 10 para 30 helicópteros por dia, praticamente triplicando o número de passageiros, hoje estimado em 500 pessoas. Esta será a quarta etapa de obras que o governo do estado faz no aeroporto, desde a sua construção, na década de 1990, a terceira só na atual administração.

“As obras de agora vão dar ao terminal capacidade para receber um número bem maior de aviões de cargas e de passageiros e helicópteros”, afirmou o subsecretário de Transportes, Delmo Pinho.

Terminal pode ser alternativa para a Copa

O coordenador-geral de Indústria, Comércio, Trabalho e Pesca de Cabo Frio, Ricardo Azevedo, disse que o plano é transformar o aeroporto em porta de entrada e de saída para voos internacionais executivos e privados em função dos megaeventos esportivos.

O aeroporto recebeu no ano passado 140 mil passageiros transportados por empresas aéreas regulares, mas também por aeronaves executivas e voos charters vindos da Argentina, Uruguai e Chile, especialmente durante o verão.

“Nas Copas da Alemanha e da África do Sul houve congestionamento de aviões executivos e de voos charters nos grandes aeroportos. Queremos viabilizar o Aeroporto de Cabo Frio como alternativa para a Copa”, disse o coordenador Ricardo Azevedo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cabo Frio sai na frente na privatização de aeroportos

20/02/2012 - O Globo

Na Região dos Lagos, no Rio, aeroporto Costa do Sol, lucra com carga e turismo
Henrique Gomes Batista - Enviado especial

CABO FRIO - Os grupos que ganharam as concessões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília não serão os primeiros a operar terminais internacionais privados do Brasil. Uma experiência na Região dos Lagos mostra que é possível um aeroporto ser funcional, lucrativo, com baixos custos e... privado. É claro que os desafios da Costa do Sol, que administra o aeroporto de Cabo Frio são diferentes dos recém-privatizados, que passam às mãos dos novos donos em maio. Em Cabo Frio, os investidores já planejam o crescimento do negócio, com olhos em pré-sal, Copa, Olimpíadas e no potencial turístico de Búzios e região.

No ano passado, o aeroporto de Cabo Frio transportou 140 mil passageiros, obteve uma receita de R$ 45 milhões, recebeu os maiores aviões cargueiros do mundo e ganhou novos voos regulares. Com isso, a empresa, que já investiu R$ 35 milhões no projeto, além dos R$ 50 milhões de investimentos públicos, tornou-se a maior geradora de ICMS na cidade (graças ao aeroporto foram recolhidos R$ 80 milhões no ano passado) e a empresa chegou, pela primeira vez, no topo do ranking de maior contribuinte de ISS do município.

Aeroporto já é lucrativo

Com três frentes de atuação — cargas, passageiros e apoio offshore para o petróleo, com o embarque diário de quase 500 pessoas em helicópteros — a empresa é, há quatro anos, lucrativa e enxerga um bom potencial para os próximos anos. Mas nem sempre foi assim.

Privatizado pela prefeitura de Cabo Frio em 2001, o aeroporto era focado em turistas. Mas a crise argentina — que tirou turistas internacionais das praias da Região dos Lagos, os atentados do 11 de Setembro e problemas com o tamanho da pista tornaram o aeroporto um “mico”, gerando prejuízos mensais, por muitos anos. Diversos sócios saíram do consórcio que administrava o terminal. Mas a inauguração de uma nova pista e o foco em cargueiros fez o aeroporto crescer.

Além de contar com um voo regular de carga semanal de Miami da ABSA — empresa da LAN, agora sócia da TAM — a empresa, que conta com cerca de 500 funcionários, incluindo terceirizados, recebe cerca de 10 voos semanais com cargas, em frete. Trip e Azul voam regularmente para lá — esta última, a princípio, apenas na alta temporada — mas muitos voos charters de Argentina, Uruguai e Chile aterrissam lá no verão, chegando a três pousos internacionais por sábado.

Sucesso vem do transporte de carga

Carga é a grande chave do sucesso do aeroporto. Graças à atuação mais ágil dos órgãos federais — Polícia Federal (PF) e Receita Federal — na região, Cabo Frio foi sido escolhido por diversas empresas como porta de entrada de mercadorias no país, tirando espaço do Galeão.

— Muitos clientes preferem aqui, porque uma mercadoria pode demorar dez dias para ser liberada no Galeão ou no Porto do Rio. Já tive um cliente que precisava levar umas peças para Angra dos Reis, mas preferiu que a carga viesse para cá em vez de descer no Rio — afirmou o contador Felipe Miranda, que representa seis empresas de petróleo na região.

O aeroporto de Cabo Frio também tem sido usado para alfândega de produtos que chegam pelo Porto do Rio ou pelo Galeão, já que as empresas podem escolher onde querem fazer a aduana. Como o terminal recebe mais material ligado à indústria de petróleo, os procedimentos são acelerados, pois a carga específica não tem que disputar espaço com cargas em geral do Galeão ou dos outros portos do estado.

— Fico feliz com este crescimento da carga. A cidade de Cabo Frio tem o direito de pleitear o posto de hub (centro de distribuição) de cargas no Estado do Rio — disse Francisco Pinto, um dos sócios da Costa do Sul, ao ser questionado se pretende transformar o aeroporto em uma espécie de "Viracopos fluminense" (o Aeroporto de Campinas é o principal ponto para aviões cargueiros em São Paulo). — Não faz sentido empresas do Rio utilizarem aeroportos paulistas para cargas — completa.

A atividade de offshore também está em franca expansão. A atual capacidade de dez helicópteros será triplicada até julho e a Petrobras terá um novo terminal no local. O total de pessoas transportadas passará de 500 para 1.200 por dia. A proximidade com os campos do pré-sal devem fazer a cidade crescer e, com ela, o aeroporto. Para isso, ainda este ano deve sair o projeto de criação de um Condomínio Logístico e Industrial na cidade:

— O governo do estado, como a Codin (Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio), está finalizando o acerto da área junto ao aeroporto para este condomínio de empresas. Acredito que ainda neste ano isso será realidade — conta Ricardo Valentim de Azevedo, secretário de Indústria, Comércio, Trabalho e Pesca de Cabo Frio.

Mas como é a experiência privada para os passageiros? Cátia Silva, moradora de Cabo Frio, gosta da funcionalidade do local:

— As malas chegam logo e o embarque não tem muita complexidade.

A ex-pecuarista Mônica Neiva, moradora de São Paulo, sempre utiliza o aeroporto para chegar mais rápido à sua casa em Búzios. Embora goste do aeroporto, sente alguns problemas:

— Tudo funciona bem, mas faltam alguns itens, como escada rolante ou elevador para o segundo andar, onde está a lanchonete.

Mas isso pode mudar em breve se um novo projeto da Costa do Sol sair: transformar Cabo Frio em um portal de aviação executiva, com foco na Copa e nas Olimpíadas. A ideia é dividir com o Galeão o recebimento de voos internacionais, sejam fretados ou executivos. Após todo o desembaraço no local, os aviões poderiam pousar diretamente no Santos Dumont, que não é um terminal internacional.

— Em todas as Copas e Olimpíadas, sempre houve problemas com estes voos. Nossa ideia é resolver isso, criando um pátio para até 300 aviões, que ficariam estacionados aqui durante o evento, além de permitir o recebimento de voos e passageiros. Para isso, criaríamos um novo terminal de passageiros, mais amplo e confortável — afirma Francisco Pinto, da empresa que administra o aeroporto.

Assim, Cabo Frio ganharia uma nova estrutura para avançar no recebimento de passageiros — que deve ser impulsionado com a criação do Club Med na região, o que pode atrair outros quatro grandes hotéis para a localidade — e o terminal funcionaria como uma nova forma de entrada do país para voos fretados e executivos, que poderia até mesmo desafogar Guarulhos em dias de pico em São Paulo, como em dias de Fórmula 1.

— Este projeto está pronto, estamos conversando com o governador e com a CBF. Acredito que tem tudo para sair, será bom para o país e vai dar um salto na qualidade do estado e da cidade — afirmou Azevedo, da prefeitura local.

Para Pinto, da Costa do Sol, o aeroporto de Cabo Frio é um exemplo de como a iniciativa privada consegue dar respostas rápidas e eficientes nos terminais aéreos. Ele afirma que a estrutura do local é, hoje, melhor que a do Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, que não chega a ser muito maior que o de Cabo Frio e que já recebeu centenas de milhões em investimentos. Ele lembra que as obras privadas costumam ser mais baratas que a públicas e que empresas privadas são mais hábeis para criar fontes alternativas de renda. Enfim, justamente os argumentos dos grupos que pagaram ágios de mais de 600% nos aeroportos privatizados no começo de fevereiro.

Pinto acredita que a concessão dos aeroportos será um sucesso e que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) será fundamental neste processo, criando um ambiente de negócio e de operações que permitirá um novo salto de qualidade na aviação civil brasileira. Entusiasta das privatizações, Pinto acredita que aeroportos pequenos podem estar no radar da companhia, que, recentemente, recebeu a entrada do Grupo Libra, dono de um terminal portuário no Rio de Janeiro, que agora detém 60% da Costa do Sol.

— Há vários aeroportos pequenos no país que hoje são considerados inviáveis e que podem ser mais lucrativos — resume o executivo.

Desembarques batem recorde em janeiro

20/02/2012 - Mercado & Eventos

Rafael Massadar

Início de ano promissor para a aviação brasileira. Os desembarques nacionais e internacionais alcançaram recordes históricos já no mês de janeiro. Cerca de 7,5 milhões de desembarques domésticos representam um aumento de 0,41% em relação ao recorde anterior, apurado em julho de 2011. Em relação a janeiro do ano passado - quando a movimentação foi de 6,88 milhões - a variação positiva é de 8,55%.

Os desembarques internacionais tiveram o melhor desempenho dos últimos 12 anos. Os 950 mil desembarques internacionais, registrados no mês passado, superam em 8,9% o recorde da série histórica de janeiro de 2011, quando a movimentação foi de 878 mil passageiros desembarcados.

“Esses primeiros resultados do ano demonstram a força do turismo brasileiro, uma atividade que tem demonstrado capacidade de crescimento mesmo em um período de crise na economia mundial”, afirmou o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

Metrô-SP adapta pontos comerciais para atrair franquias

23/02/2012 - Portal Terra

A Gol Linhas Aéreas já tem quatro pontos de venda funcionando no Metrô de São Paulo, onde são fechados cerca de 100 negócios diariamente em cada um

O Metrô de São Paulo recebe um fluxo diário de aproximadamente 4 milhões de pessoas. É um enorme público consumidor para os cerca de 330 pontos de venda disponíveis nas 64 estações da malha metroviária paulistana, entre lojas e quiosques promocionais. A título de comparação, um centro comercial paulistano como o Shopping Center Norte - um dos dois maiores da capital paulista, ao lado do Shopping Aricanduva - recebe cerca de 150 mil pessoas no mesmo período.

O perfil dos passageiros é principalmente de usuários das classes C e D, mas há também integrantes das classes A e B, como explica Aluizio Gibson, gerente de negócios do Metrô paulistano. Segundo ele, pontos de venda estão sendo unificados para abrigarem empreendimentos de maior porte, em especial franquias. Em alguns anos, a expectativa é trocar as lojinhas atuais por vitrines de marcas mais conhecidas.

Isa Gernania Andrade Silveira, consultora da Avance Franchising, avalia que há poucos negócios do gênero atuando no Metrô de São Paulo e atribui isso ao fato de que a maior parte das franquias são voltadas para as classes A e B. "Pelo crescimento da classe C, pode-se dizer que isso é um erro", afirma.

Segundo dados do Metrô, 64% dos usuários pertencem às classe B1, C1 e C2; 34% às classe A e AB; e 2% às classes D e E.

Um fator que dificulta a atuação de franquias, no entanto, é o espaço reduzido que muitos dos pontos possuem. Gibson explica que tem interesse em trazer franquias e redes de lojas para os pontos comerciais do Metrô, por julgar que esses negócios tendem a oferecer um serviço de melhor qualidade. "O que antigamente era uma área pequena, com duas ou três lojas num mesmo espaço, estamos unificando à medida do possível", explica. Com espaços mais atraentes, a expectativa é trazer mais lojas franqueadas.

Chegando às classes C e D

Algumas empresas, no entanto, já vêm aproveitado o potencial comercial do Metrô, como a Gol Linhas Aéreas. Fundada em 2001, a companhia cresceu ao entrar no mercado com preços atraentes para voos domésticos, competindo até mesmo com o transporte rodoviário. "Hoje, é uma realidade: se o passageiro comprar uma passagem de avião com antecedência, vai chegar no Nordeste em duas ou três horas em troca de uma viagem de ônibus que demoraria dois ou três dias, incluindo várias paradas e o custo de alimentação", explica André Matos, gerente comercial da Gol no setor da nova classe média.

Ele destaca que desde 2007 as classes C e D passaram a representar 57% do consumo interno. A empresa percebeu que havia um grande público potencial para seus voos, ao qual meios de venda de passagem como o site da companhia não chegavam. "São pessoas que precisam de intermediação humana na hora da compra", explica. A estratégia criada, então, foi abrir pontos de venda em locais de grande fluxo de pessoas das classes C e D.

"São Paulo tem uma malha de Metrô que integra bem a cidade e têm um fluxo diário de passageiros absurdo. Um shopping center ou uma loja de varejo dificilmente terão um fluxo tão grande", compara. Hoje, além de lojas em shoppings populares, a Gol tem quatro quiosques funcionando no Metrô de São Paulo, onde são fechados 100 negócios por dia cada um.

Matos explica que 10% do público que voa com a Gol é composto de passageiros de primeira viagem. "Nas lojas, esse número sobe para 25 a 40%", destaca, como sinal de sucesso da estratégia de atração de novos clientes.

Ele conta que muitos clientes vão em busca de passagens para visitar suas famílias no Nordeste, mas que tem observado cada vez mais integrantes das classes C e D fazendo viagens a turismo.

Como montar sua loja no Metrô

O gerente de negócios do Metrô, Aluizio Gibson, explica que os pontos de venda são disponibilizados através de licitações públicas, que acontecem conforme são abertos novos espaços ou outros ficam vagos. Nas licitações, são especificados exatamente qual loja ou grupo de lojas estão disponíveis. Às vezes, há um direcionamento do tipo de negócio que deve ser aberto no local - mas há também pontos sem especificações desse tipo. "Quando vemos que há uma vocação para papelaria ou para uma farmácia num ponto de venda, determinamos o ramo de atuação do ponto", explica.

Os editais são publicados no Diário Oficial da União e no site do Metrô, com periodicidade variável. Em alguns casos, as licitações podem ser divulgadas também por meio de outros veículos.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Série: Especial Aeroportos – Aeroporto de Campos – Bartolomeu Lizandro

19/02/2012 - Aviação Brasil

Foto Eleita para a Série: Enos Moura Filho (SBGR)

Embarcando pouco mais de 17 mil passageiros por ano, a Aeroporto de Campos, que recebe apenas voos da TRIP e TEAM, foi inaugurado em 19 de outubro de 1952. Idealizado pelo deputado federal Bartolomeu Lisandro de Albernaz, este aeroporto é localizado numa área de 957.347,97 m² nas margens da BR-101, no trecho que liga Campos a Vitória.
Análise dos Dados – Campos

Estatísticas (Fonte Infraero, Análise de dados – Aviação Brasil)
Sítio Aeroportuário
Área:     949.114,04 m²
Pista: 07 e 25
Dimensões(m):     1.544 x 45
Frequência de Comunicação: Rádio Campos 125,700 mhz
Terminal de Passageiros
Capacidade/Ano:
Área(m²):     459
Estacionamento
Capacidade:     41 vagas
Estacionamento de Aeronaves
Nº de Posições:     4 posições *as posições podem ser alteradas conforme o mix de aeronaves *
Rodovia BR 101 Km 05
Trecho Campos/Vitória ” Bonsucesso
Campos dos Goytacazes – RJ
CEP:28070-490
PABX:(22) 2726-6400
FAX:(22) 2733-1531
Distância do Centro: 7 km
Fonte: Infraero (editado por Aviação Brasil)

Veja também:
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto Internacional de Boa Vista
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto de Aracaju
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto de Campina Grande
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto de Belo Horizonte/Pampulha
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto Internacional de Belém
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto Internacional de Brasília
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto de Altamira
-Série: Especial Aeroportos – Aeroporto Internacional de Campinas/Viracopos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Plano de Vôo

15/02/2012 - O Globo, Flávia Oliveira

Adalberto Febeliano, diretor da Azul, passou a segunda-feira em Campos (RJ). Em reunião com a prefeita Rosinha Garotinho e empresários locais, avisou que a aérea terá voos regulares do Rio para o município ainda no primeiro semestre. Vai concorrer com a Trip. Outros destinos estão em estudo.

Sata pede autorização para voos regulares de Portugal para Brasil

14/02/2012 - Mercado & Eventos

Anabel Moutinho

A Sata Internacional, companhia aérea açoriana, pediu licença ao Instituto Nacional de Aviação Civil (Português) para explorar serviços de transporte aéreo regular na rota Lisboa/Salvador/Lisboa e Lisboa/Recife/Lisboa, segundo o Diário da República de Portugal. Com a aprovação desta licença, a Sata vai estrear voos regulares para o Brasil.

Embarques da Pluna crescem 50% em Porto Alegre

14/02/2012 - Aviação Brasil

A Pluna, empresa aérea do Uruguai e hoje a companhia internacional com o maior número de operações no Brasil, apresentou crescimento de 50% em Porto Alegre na receita referente ao número de embarques, transportando mais de 50 mil passageiros na rota em 2011.

Para 2012, a expectativa é embarcar na região algo em torno de 75 mil passageiros.

Há quase três anos em operação na capital gaúcha, a Pluna conecta Porto Alegre a Montevidéu (Uruguai) com dois voos diários, além de oferecer conexões aos seus passageiros para Buenos Aires, Córdoba, Assunção e Santiago do Chile.

Aeroporto de Congonhas é tombado por órgão municipal de São Paulo

14/02/2012 - O Estado de São Paulo

Para Infraero, decisão do Conpresp após 8 anos dá flexibilidade para obras estruturais
Nataly Costa e Rodrigo Brancatelli - O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO - Parte do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, foi tombada ontem pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de São Paulo (Conpresp). Um processo de tombamento já estava aberto desde 2004, e mantinha o aeroporto "congelado" para grandes reformas. Congonhas recebe 16 milhões de passageiros por ano e é o segundo aeroporto mais movimentado do País, atrás apenas de Cumbica, em Guarulhos.

Hélvio Romero/AE

Saguão do Aeroporto de Congonhas, agora tombado

Agora, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), vai existir mais "flexibilidade" para intervenções estruturais no aeroporto. A explicação dada pela estatal é que, enquanto estava congelado, não havia uma definição de quais elementos seriam tombados no aeroporto. Por isso, não se mexia em nada.

Com o tombamento definitivo, restringiram-se as áreas a serem preservadas como patrimônio histórico: o Pavilhão das Autoridades (prédio anexo ao aeroporto onde acontecem eventos), o terminal de embarque e desembarque de passageiros e uma estrutura de metal em arco triarticulado no hangar do aeroporto.

Apesar da definição, o tombamento dificulta planos da Infraero de ampliar o saguão de embarque - a obra teria de ser submetida à aprovação dos conselheiros do Conpresp.

É também um balde de água fria definitivo nos planos do Metrô, que planejava construir no entorno do aeroporto uma estação de monotrilho da futura Linha 17-Ouro. Com a iminência do tombamento, a ideia já estava sendo repensada pela Secretaria dos Transportes.

Como em todo processo de tombamento, a área envoltória do aeroporto também está protegida - por isso a dificuldade em se criar uma estação ali. O entorno da Avenida Washington Luís na frente do terminal, entre a Avenida dos Bandeirantes e a Rua Vieira de Morais, também foi tombado com o aeroporto.

O que foi tombado. No Pavilhão das Autoridades, ficam preservados o conjunto de oito espelhos decorados no bar do Salão Nobre, de autoria do arquiteto francês Jacques Monet. Está tombado também um painel de 3,5 metros de altura por 16 metros de extensão atribuído a Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.

No terminal de embarque e desembarque, a preservação é das "características externas das fachadas da edificação voltadas para a Avenida Washington Luís" e dos "espaços internos e elementos arquitetônicos e artísticos do saguão central, antigo salão de dança e restaurante".

Obras de arte como o mosaico Mapa Mundi, criado pelos arquitetos Hernani do Val Penteado e Raymond Alberto Jehlen, e um busto do aviador Santos Dumont também estão tombadas.

No papel. Diversos planos de expansão do aeroporto, já saturado, jamais saíram do papel por razões variadas. A ampliação das pistas e a desapropriação de cerca de 2 mil imóveis para a criação de uma área de escape foram deixadas de lado em 2009 por pressão dos moradores do entorno.

Um estudo feito pela consultoria McKinsey em 2010 que previa 20 novos balcões de check-in e o acréscimo de 20% na capacidade também esbarrou na burocracia e não foi para frente.

Aeroporto em Guarujá pode sair neste ano

15/02/2012 - Folha de São Paulo

Governo incentiva operação, que começaria com terminal para 500 mil passageiros/ano, podendo chegar a 1 mi

Aeroporto absorveria a crescente demanda da região, especialmente da Petrobras devido ao pré-sal em Santos

DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA

O governo está incentivando o início de operação, ainda para este ano, de um novo aeroporto de passageiros em Guarujá (SP).

O projeto começaria com um terminal para 500 mil passageiros ao ano e poderia chegar à capacidade de 1 milhão, absorvendo a demanda da região, que hoje usa os aeroportos da capital, e também da Petrobras. A estatal será parceira na utilização da unidade, aproveitando-a para a operação do pré-sal na bacia de Santos.

A prefeita de Guarujá, Maria Antonietta de Britto, reuniu-se no início deste mês em Brasília com o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e representantes da Aeronáutica e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para apresentar o projeto da nova unidade, que seria feita na base aérea da cidade que hoje é subutilizada.

"A intenção é ainda neste ano começar com uma pequena operação para receber voos fretados com passageiros de transatlânticos", disse a prefeita após o encontro.

Na reunião, o ministro disse que pretende usar a experiência de Guarujá para incentivar outras parcerias entre Estados, municípios e iniciativa privada para cumprir seu projeto de desenvolver a aviação regional.

Após o leilão dos aeroportos federais, Bittencourt afirmou que a prioridade para o uso dos R$ 24,5 bilhões que serão obtidos com as concessões ao longo de 30 anos será investir no aumento da qualidade e da capacidade desse tipo de terminal.

Segundo Bittencourt, o país tem hoje 720 aeroportos, mas apenas 130 têm voos regulares de empresas aéreas.

O projeto de Guarujá é desenvolvido numa parceria da prefeitura com o Sindicato Nacional das Empresas de Administração Aeroportuária. O projeto prevê receber 17 voos regionais por dia de aeronaves de, em média, cem passageiros. O investimento previsto na adaptação da base aérea é de R$ 64 milhões.

PISTA

A pista tem 1.320 metros e já está com projeto pronto e com recursos para aumentá-la para 1.600 metros. Ela continuará sendo usada pela Aeronáutica, que manterá lá a Base Aérea de Santos.

Segundo o presidente do sindicato, Pedro Azambuja, a ideia é conceder a unidade para a iniciativa privada operar, desenvolvendo o aeroporto por terminais modulares de longa durabilidade para que ele possa crescer conforme a demanda de passageiros.

Os dois grandes aeroportos de São Paulo (Cumbica e Congonhas) receberam, respectivamente, 30 milhões e 7,5 milhões de passageiros em 2011.

O funcionamento do aeroporto de Guarujá como de passageiros depende de algumas autorizações, entre elas a da Aeronáutica, que informou na reunião que a expectativa é que até abril ela esteja pronta.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Azul compra mais 10 jatos Embraer 195

14/02/2012 - Portal Aviação Brasil

Apenas quatro meses após adquirir 11 jatos Embraer 195 em outubro de 2011, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras confirmou hoje mais dez opções para a aquisição de jatos do mesmo modelo para serem utilizados em sua malha a partir de 2015. O acordo eleva o total de aviões contratados para 62 (57 E-195 e cinco E-190), dos quais 33 já estão em operação, juntamente com outros cinco E-190 adquiridos pela Azul de outras empresas.

O valor total do negócio, a preço de lista, é de USD 478 milhões. Os novos E195 serão configurados com 118 assentos em classe única e apoiarão o futuro crescimento da Azul, que em pouco mais de três anos de operação, transportou 15 milhões de pessoas. A terceira maior companhia aérea do Brasil atende atualmente 44 destinos, com mais de 350 voos diários no país, e é responsável por quase 10% do tráfego doméstico de passageiros.

David Neeleman, fundador e presidente do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, destaca que essa nova compra reforça o vínculo da companhia com a fabricante, uma vez que se refere a um plano de expansão de frota para 2015. “Este pedido enfatiza nossa crença de que os E-Jets são os aviões certos para o desenvolvimento das operações da Azul no Brasil para os próximos anos. Esta capacidade adicional nos ajudará em nosso crescimento e em nossa missão de trazer segurança, conforto e transporte aéreo acessível para o País.”

Companhia aérea Azul compra mais 10 jatos Embraer 195

14/02/2012 - Reuters

A Embraer anunciou nesta terça-feira que a companhia aérea Azul acertou a compra de mais 10 jatos modelo 195 via confirmação de opções, quatro meses depois de ter adquirido 11 aviões do mesmo modelo.

O valor da última encomenda da terceira maior companhia aérea do país, a preços de tabela, é de US$ 478 milhões. Os dez aviões terão 118 assentos em uma única classe, e as entregas começarão em 2015.

O acordo eleva o total de aviões Embraer contratados pela Azul para 62, dos quais 57 do modelo 195 e 5 do modelo 190. Segundo a fabricante, do total de jatos, 33 estão em operação, juntamente com outras cinco unidades do 190 adquiridos pela Azul de outras empresas.

Separadamente, a fabricante brasileira anunciou que a companhia aérea Belavia, da Bielorrússia, fez acordo durante a feira de aviação de Cingapura para operar dois jatos modelo 175, com parte de programa de renovação de frota. A empresa arrendou os jatos Embraer da Air Lease Corporation, dos Estados Unidos. O primeiro avião tem entrega prevista para setembro de 2012.

Além disso, a chinesa Minsheng Financial Leasing, uma das maiores empresas de leasing de jatos executivos da China, assinou acordo envolvendo três jatos Lineage 1000 da Embraer.

A empresa confirmou um memorando de entendimentos acertado em julho do ano passado, quando mostrou interesse nos jatos executivos da Embraer. O Lineage pode transportar até 19 passageiros.

Infraero faz licitação para nova torre em Macaé (RJ)

13/02/2012 - Panrotas, Claudio Schapochnik

A Infraero abriu nesta sexta-feira (dia 10) processo licitatório para contratação de empresa para execução das obras e dos serviços de engenharia para construção da nova torre de controle, instalações administrativas do Grupamento de Navegação Aérea (GNA) e controle de aproximação do Aeroporto de Macaé (RJ). O investimento será de R$ 13,1 milhões.

A nova torre terá 31 metros de altura e permitirá a ampliação das operações de controle de tráfego aéreo no local, aumentando o campo de visão dos controladores de tráfego aéreo e proporcionando novas posições operacionais, bem como a implantação de equipamentos de navegação aérea.

A abertura dos envelopes contendo as propostas de preços só será realizada após a análise dos documentos de habilitação pela Comissão de Licitação. Todo o processo segue os prazos determinados em lei.

Trip quer aumentar capacidade de operação em Criciúma (SC)

13/02/2012 - Mercado & Eventos

Anabel Moutinho

A Trip pediu autorização para a Anac para aumentar a capacidade de operação em rota que liga Criciúma (SC) a Guarulhos (SP), com escala em Joinvile (SC). Se aprovado pedido, essa rota passará a ser operada pelos turbo propulsores ATR 72, com capacidade para 68 passageiros. A substituição de aeronave é resultado da alta demanda de Criciúma por ligações intra estaduais e por conexões com a capital paulista.

Ampliação de pista do Salgado Filho segue parada

14/02/2012 - Zero Hora

Novo atraso

O mais recente prazo estimado pelo Exército para entregar à Infraero o plano de engenharia para ampliação da pista do aeroporto Salgado Filho não foi respeitado ontem. Após descumprir o calendário pela sétima vez, a instituição não promete novas datas.

De acordo com o Departamento de Comunicação da Infraero no Salgado Filho, o projeto não foi apresentado em Porto Alegre ou Brasília. O Exército não atendeu ao pedido de informações da reportagem quanto à situação do estudo e novos prazos para sua conclusão.

Na superintendência da Infraero em Porto Alegre, a opinião corrente é de que o projeto chegará a qualquer momento. As informações são de que estaria no estágio final. A espera se arrasta desde março do ano passado, primeiro prazo para a conclusão do estudo que orientará a extensão da pista de 2,28 mil para 3,2 mil metros.

Embora não estime data limite, Jorge Herdina, superintendente do Salgado Filho, diz que é preciso que o estudo chegue logo para haver tempo de preparar o edital para março. Só assim será possível concluir a expansão em dezembro de 2013.

Não bastasse a corrida contra o relógio, a prefeitura de Porto Alegre começa a se preocupar com a possibilidade de invasão de famílias na área para a construção, de onde foram retiradas no ano passado.

– Esse risco existe, e também por isso estamos preocupados com o início da obra – afirma Urbano Schmitt, secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico da Capital.

Infraero vai bancar, indiretamente, ágio de 348% do leilão

14/02/2012 - O Estado de São Paulo

A Infraero vai bancar, indiretamente, metade do ágio médio de 348% pago pelos consórcios que venceram o leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. O preço mínimo, fixado no edital do leilão, era de R$ 5,5 bilhões, mas eles foram concedidos por R$ 24,5 bilhões.

Isso vai ocorrer porque o valor da outorga será pago com as receitas obtidas pelas empresas que vão administrar os aeroportos, as Sociedades de Propósito Específico (SPEs), onde os consórcios vencedores têm 51% e a Infraero, 49%. Ou seja, não há impacto direto no orçamento da Infraero. Isso só vai ocorrer se a SPE tiver prejuízo. Segundo fonte envolvida no processo, o alto valor da outorga reduz a lucratividade e os dividendos da Infraero porque eleva as despesas.

Por outro lado, a leitura é de que a União não sairá perdendo. Isso porque o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac) receberá integralmente o valor da outorga no período de concessão, que varia de 20 a 30 anos.

A participação da Infraero, sem poder sobre o plano de negócios da futura empresa concessionária, foi duramente criticada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O modelo de participação estatal em concessões é inédito. / EDNA SIMÃO E MARTA SALOMON

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

TAM encerra 2011 com prejuízo de R$ 335,1 milhões

13/02/2012 - Valor, Letícia Casado

SÃO PAULO - A companhia aérea TAM registrou prejuízo de R$ 335,1 milhões no ano passado, ante lucro em 2010 de R$ 637,4 milhões. Em comunicado, a aérea informa que o resultado foi prejudicado principalmente por causa do aumento no preço do combustível.

“Em 2011, na comparação com o ano anterior, a TAM também registrou elevação de 21,3% nos gastos com combustível e de 10,1% no volume consumido, ao mesmo tempo em que o preço médio do WTI (West Texas Intermediate) aumentou 19,5%. Impactaram ainda o resultado final o aumento de 11,9% nos custos com tarifas de decolagem, pouso e navegação e de 15,8% com pessoal, em razão do crescimento de 5,6% do número de funcionários e do reajuste salarial de 8,75% aplicado a partir de dezembro de 2010.”

Outro fator que impactou seu resultado foi a apreciação do dólar, diz a TAM. “A forte apreciação do dólar durante o segundo semestre, que chegou a R$ 1,88 no final de 2011, causou o maior impacto na última linha do balanço. Apenas a título de comparação, uma variação cambial de dez centavos impacta os resultados financeiros da TAM em cerca de R$ 400 milhões, para mais (se há valorização do real) ou para menos (quando a moeda brasileira perde valor)”.

O lucro operacional da companhia aérea TAM ficou em R$ 977,1 milhões em 2011, mesmo patamar que em 2010, quando também atingiu R$ 977 milhões. A margem operacional ficou em 7,5%, um ponto percentual a menos do que na comparação com o ano anterior.

No ano passado, a receita bruta da empresa somou R$ 13,5 bilhões, 14,9% a mais que de 2010. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da TAM subiu 1,8%, para R$ 1,7 bilhão. O Ebitdar - dado que considera o aluguel de aeronaves – apresentou alta de 0,5%, para R$ 2,1 bilhões.

A TAM transportou 37,7 milhões de passageiros em 2011, 9,1% a mais de pessoas do que em 2010. Dentre os clientes da empresa, 31,8 milhões viajaram pelo Brasil (8,8% a mais que no ano anterior), e 5,8 milhões foram ao exterior (aumento de 10,6% sobre 2010).

4º trimestre

No quarto trimestre, o lucro líquido da TAM recuou 36,4%, para R$ 95,5 milhões. De acordo com a companhia aérea, entre outubro e dezembro, os gastos aumentaram, principalmente, em decorrência da alta dos preços dos combustíveis.

Em comunicado, a TAM informou que a companhia gastou R$ 1,2 bilhão no período, ou 31,6% a mais nesse quesito, “principalmente pelo aumento de 28% no preço médio por litro, que reflete a alta de 10,0% no preço do WTI  médio do trimestre contra o mesmo período do ano anterior; pela apreciação do dólar frente ao real em 6,1% na média do período e pelo aumento de 3,1% no volume consumido, devido ao aumento de 1,8% na quantidade de horas voadas”, diz a empresa.

Já o lucro operacional da companhia foi de R$ 297,9 milhões, 36,5% a mais do que no período de 2010, com margem de 8,3% e receita bruta de R$ 3,7 bilhões. No último trimestre do ano passado, o Ebitda ficou em R$ 485,9 milhões, 23,3% a mais que 2010. Já o Ebitdar alcançou R$ 611,9 milhões, alta de 20,7% sobre o ano anterior.

(Letícia Casado | Valor)

Infraero poderá operar aeroportos de outros países

11/02/2012 - Folha de São Paulo

DA EFE

A Infraero pretende expandir sua atuação para outros países, sobretudo da América Latina, depois da recente privatização de três importantes aeroportos, informou neste sábado o presidente da estatal, Gustavo do Vale.

"A quebra do monopólio (da Infraero) vai nos fazer ser mais criativos. Vou ter que buscar mercado, e nós vamos atrás de mercado, seja aqui ou no exterior", disse Vale.

O presidente da Infraero qualificou como uma "decisão estratégica" a intenção de prestar serviços como contratada para administrar um determinado aeroporto. Vale acredita que a estatal teria facilidades, por exemplo, em realizar negócios em outros países da América Latina.

"A Infraero tem expertise adquirido ao longo do tempo que ninguém (no Brasil) tem", ressaltou.

O governo privatizou na segunda-feira passada três dos principais aeroportos do país para poder acelerar os investimentos, atender a crescente demanda aérea e oferecer a infraestrutura necessária para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Os consórcios que adquiriram as concessões - por períodos que variam entre 20 e 30 anos - dos aeroportos de Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e de Brasília ofereceram pelas licenças um total de R$ 24,535 bilhões, valor 347,9% superior ao mínimo exigido, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O aeroporto de Guarulhos, que atende à cidade de São Paulo e é o de maior movimento do Brasil, será administrado nos próximos 20 anos por um consórcio que tem entre seus sócios a sul-africana Airport Company South Africa, operadora de 11 aeroportos na África do Sul e um na Índia.

O terminal aéreo de Brasília será operada nos próximos 25 anos pelo mesmo consórcio que adquiriu em agosto do ano passado a concessão do aeroporto de Natal e que tem como sócio a argentina Corporación América, que opera aeroportos na Argentina, Equador, Peru e Itália.

Já o aeroporto de Campinas, grande terminal de carga a 90 quilômetros de São Paulo, será administrado durante 30 anos por um consórcio cujo operador é o grupo francês Egis Airport Operation, que detém as concessões de 11 aeroportos em diferentes países.

Galeão: entre obras e desperdícios

12/02,2012 - O Globo

Cobiçado por empresas, terminal é visto como ‘salvação’ pela Infraero

O aeroporto do Galeão tem tudo para ser o novo palco de batalha do setor: empresários enxergam oportunidades de negócio na sua privatização, enquanto parte da Infraero se agarra a ele para manter um grande terminal sob sua gestão. Para isso, faz obras que prometem melhorá-lo como nunca visto antes, dando padrão “internacional” ao velho Tom Jobim. Mas mesmo essa frente esbarra em desperdício e falta de planejamento.

A estatal quer, até o fim de 2013, finalmente estrear todo o Terminal 2, o único com voos internacionais, e ter novo nível de conforto. Vai ainda reformar todo o Terminal 1, e preparar pistas e pátios para receber o A380, o maior avião de passageiros do mundo, contando com novo tipo de controle de tráfego que será dos mais modernos, igual aos grandes terminais do mundo. Pretendem elevar a capacidade de18 milhões de passageiros por ano para 44 milhões.

— Com as obras o Galeão ficará pronto e em boas condições. O terceiro terminal só será necessário em 2025 — diz Abibe Ferreira Jr., superintendente regional da Infraero, que não se posiciona sobre a privatização do aeroporto, acrescentando que isso é uma decisão de governo.

Analistas: investimentos não serão suficientes

Mas as obras — que serão mais sentidas a partir de abril, quando inaugura a primeira nova parte do Terminal 2 e fecha um trecho do 1 — ainda mostra absurdos da administração estatal. O sistema de refrigeração central do Terminal 2 quebrou e, em vez de arrumá- lo, a estatal comprou dezenas de aparelhos de ar-condicionado do tipo split, espalhando pelo teto do terminal (foto acima). Além de inadequados a esses ambientes, eles consomem mais energia. Esses aparelhos já estão no ar da nova parte do terminal a ser inaugurada em abril:

— Foi emergencial, não tínhamos tempo para consertar, fazer licitação. Então compramos esses aparelhos. Mas não será desperdício, quando arrumarmos o sistema central vamos repassar esses aparelhos a outros terminais pelo país — diz Ferreira.

Além disso, especialistas dizem que o investimento de R$ 813,27 milhões no Galeão não será suficiente. Eles ressaltam, por exemplo, que seria necessário construir um novo terminal, por até R$ 2 bilhões.

Renaud Barbosa, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), da FGV, diz que para o Galeão estar entre os melhores do mundo é preciso melhorar o atendimento e reforçar suas instalações, como elevadores, arcondicionado e escadas rolantes. Ele questiona ainda a capacidade do aeroporto em 2014 só com reformas em dois terminais.

— Para a Copa, o Galeão pode estar preparado, mas não para os Jogos. Será preciso novo terminal.

Marcos José Barbieri Ferreira, professor da Unicamp, lembra que as atuais reformas em curso podem ser insuficientes para receber os Jogos. Apesar de os investimentos da Infraero mais que dobrarem a capacidade do Galeão, o espaço do pátio para aeronaves permanecerá igual, em 712.895 metros quadrados.

— O Galeão tem projeto para ter até quatro terminais. Em algum momento, a expansão será necessária. Além dos eventos esportivos, há o crescimento da economia e o pré-sal. (Henrique Gomes Batista e Bruno Rosa)

TAM muda de presidente para se fundir com LAN

11/02/2012 - O Globo

Líbano Barroso sai do comando da aérea, que volta a ser ocupado por Marco Antonio Bologna

Henrique Gomes Batista, henrique.batista@oglobo.com.br

A proximidade com a finalização da fusão com a LAN, quando será criada a LATAM, gerou uma dança de cadeiras na TAM. As mudanças já eram previstas desde outubro, mas foram oficializadas em reunião de diretoria ontem. Líbano Barroso sairá da presidência da TAM para ser vicepresidente financeiro e de Relações com os Investidores da TAM, enquanto não assume o principal cargo financeiro do futuro grupo chileno-brasileiro. Para seu lugar, voltará Marco Antonio Bologna, que atualmente já é presidente a holding TAM, cargo que será acumulado por ele.

Estas mudanças são mais um passo na criação da maior companhia área da região, que será a 11+ do mundo em número de passageiros transportados e a 15+ em receita.

Bologna já presidiu a área entre 2004 e 2007 — e esteve à frente da companhia na época do acidente em Congonhas (SP) que matou 199 pessoas. Em nota, Bologna elogiou Líbano e disse que ele será muito útil na conclusão da fusão com a LAN. Recentemente, a TAM informou que os ganhos com a fusão serão maiores que o esperado. Por outro lado, reduziu a expectativa de aeronaves em operações até 2014 e indicou que não pretende criar novas rotas neste ano.

Azul está com novas rotas a partir de Confins

11/02/2012 - Mercado & Eventos, Ana Elisa Teixeira

A Azul Linhas Aéreas está com novas opções de voos a partir de 15 de março. São dois voos diários de Belo Horizonte para Ribeirão Preto e Belo Horizonte para Montes Claros. Tarifas a partir de R$59,90.

Maior oferta de voos deve levar ao menos 2 anos Obras de grande porte só após este período

12/02/2012 - O Globo

Cleide Carvalho
cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br

SÃO PAULO. A concessão dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Brasília poderá melhorar o conforto dos passageiros, mas não significará uma oferta maior de voos regulares nos próximos dois anos. Pelo contrato fechado com as concessionárias, apenas em 2016 os três aeroportos poderão aumentar o número de pousos e decolagens por hora, com maior eficiência no uso das pistas e redução da distância entre um avião e outro, que passará de cinco milhas para três. Campinas passará dos atuais 26 para 67; Guarulhos, de 44 para 58; e Brasília, de 45 para 67. Para a Copa, os voos terão de ser charters, fora dos horários mais movimentados.

— Haverá um ganho de eficiência com redução de filas no check-in, mais agilidade na entrega de bagagens e mais facilidade de estacionamento, por exemplo. Também devem ser reduzidas as filas na Receita e na Aduana — diz Anderson Ribeiro Correia, do Departamento de Transporte Aéreo do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Correia lembra que a gestão da Infraero era nacional. Para ele, os aeroportos com gestão descentralizadas são mais eficientes.

Um estudo sobre produtividade e eficiência de aeroportos mostra que o internacional de Guarulhos operava em 2007 com 111 movimentos por funcionário, bem longe dos 741 movimentos na América do Norte, considerado um padrão alcançável pelo Brasil. A arrecadação com tarifas nos voos internacionais, por passageiro, era de US$ 36, acima dos US$ 35,4 do aeroporto de Nova York. Um Boeing parado dez horas pagava em Guarulhos US$ 12 de taxa de permanência, mais do que o valor pago pelas aéreas em Paris, Londres e Frankfurt e abaixo apenas do aeroporto de Nova York, o mais caro.

Na primeira etapa de metas das concessionárias, há compromissos de aumentar os pátios de aeronaves, os terminais para passageiros, fingers e vagas de estacionamento, por exemplo. O prazo é de 22 meses. Para alguns especialistas, faltará tempo hábil para obras de grande porte. Em alguns casos, podem prevalecer os chamados “puxadinhos”.

Apenas depois deste período de dois anos é que começarão as obras de maior porte, com construção de pistas e áreas de taxiamento, que devem ser acompanhadas por aumento de pessoal e tecnologia de tráfego aéreo.

Elton Fernandes, do Núcleo de Estudos em Tecnologia, Gestão e Logística da UFRJ diz que o maior incremento estará na capacidade de gestão da iniciativa privada.

— Há um problema de circulação dentro desses aeroportos e as concessionárias deverão fazer um novo lay-out para ocupar melhor os espaços. Além disso, vai facilitar o diálogo com as companhias aéreas, pois as concessionárias não vão querer perder voos para outros aeroportos.

Carlos Ebner, diretor no Brasil da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) — que representa 240 aéreas —, diz que o perigo é as concessionárias não cumprirem os compromissos e aumentarem tarifas operacionais:

— Nos aeroportos modernos, 70% das receitas devem vir de áreas comerciais. As tarifas correspondem a 30%.

Pelo contrato, a Agência Nacional de Avião Civil pode interferir e regular sempre que houver abuso nas tarifas.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Não haverá mais privatizações de aeroportos, avisa Mantega

08/02/2012 - Agência Brasil

Wellton Máximo e Luciene Cruz

Repórteres da Agência Brasil

Brasília – A concessão à iniciativa privada de outros aeroportos está descartada, garantiu hoje (8) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele negou que o governo pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Rio de Janeiro (Galeão-Tom Jobim) e de Confins, em Minas Gerais. O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de aeroportos regionais para estados e municípios. “Vamos consolidar aquilo que está sendo feito”, destacou.

O ministro descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas dos aeroportos de Brasília, Guarulhos e Campinas serem usados para reforçar o superávit primário, que é a economia de recursos que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.

De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de aeroportos regionais. “O dinheiro não será utilizado para pagamento de dívida ou coisa parecida. Por lei, os recursos têm de entrar na conta única [do Tesouro Nacional], mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade menor e não são passíveis de concessão”, declarou.

O ministro ressaltou ainda que o modelo atual de privatizações é diferente do adotado no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. “A nossa concessão é diferente da praticada no governo Fernando Henrique, em que a lei estabelecia que as receitas arrecadadas com concessões e privatizações tinham a obrigação de serem usadas para pagar a dívida [pública]”, comentou. “A nossa forma de concessão não vai para superávit primário.”

Pelos critérios do Tesouro Nacional, os recursos obtidos nos leilões são registrados como receitas primárias e, em princípio, poderiam ser usados para abater os juros da dívida pública. Mesmo se a equipe econômica pretendesse reforçar o superávit primário, isso só poderia ser feito a partir de 2013 porque o próprio edital da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece que a primeira parcela do pagamento só será paga 12 meses depois da assinatura do contrato.

O ministro disse ainda que as empresas vencedoras serão avaliadas e que elas devem ter capacidade própria de investimento e gerenciamento dos aeroportos, apesar da ajuda do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco estatal de fomento vai financiar até 80% dos investimentos previstos para ampliação e modernização dos terminais. “A parte operacional é tão importante quanto a parte financeira e de sustentabilidade. A empresa tem de ter condição financeira para fazer investimento porque todos os aeroportos exigem investimentos. Ela tem de ter capacidade operacional para que nós tenhamos excelente serviço nos aeroportos brasileiros”.

Sobre os cortes no Orçamento da União, o ministro disse apenas que o valor não está definido, mas que o contingenciamento (bloqueio de verbas) seguirá o modelo adotado em 2011. “O contingenciamento será da mesma forma do ano passado, com outros valores, mas será dentro dos moldes do ano passado. Haverá [superávit] primário cheio [sem recursos contábeis] e contingenciamento suficiente para gerar esse resultado”.

Edição: Vinicius Doria

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Azul comemora 15 milhões de clientes transportados

09/02/2012 - Mercado& Eventos, Ana Elisa Teixeira, de Campinas

A Azul Linhas Aéreas completou hoje (09) 15 milhões de clientes transportados. A comemoração aconteceu esta manhã no Aeroporto Viracopos em Campinas (SP) e contou com a presença do fundador da companhia, David Neeleman, o diretor de Comunicação e Marca, Gianfranco Beting e o vice-presidente comercial, marketing e TI, Paulo Nascimento.

A companhia preparou uma grande festa no check in do aeroporto com direito a banda e premiação. A bióloga e sorocabana Rute Carvalho, 33, bateu a nova marca da empresa e ganhou um ano de passagem grátis com acompanhante para qualquer lugar do Brasil. "Estou indo para Fortaleza à trabalho e estou surpresa com o prêmio. É a primeira vez que estou indo viajar pela Azul e espero aproveitar muito a companhia este ano", comemora Rute.

De acordo com David Neeleman, a Azul Linhas Aéreas estima mais 20 aeronaves para este ano. "Estamos com 50 aeronaves e esperamos mais 20 totalizando em 70. Estamos interessados em pousar em aeroportos menores e estamos em contato com a Anac atrás de novas rotas e novas cidades", conta.

A partir da próxima semana a Azul Linhas Aéreas terá totalizado 50 destinos. Semana passada lançaram Londrina (PR), ontem (08) lançaram o destino de Bauru (SP) e semana que vem está previsto lançar Ipatinga (MG).

Avianca Brasil deixa de voar ao Exterior este mês

09/02/2012 - Panrotas

A Avianca Brasil deixará de voar para Bogotá, na Colômbia, no final deste mês. “A partir do dia 27 de fevereiro, toda operação internacional será realizada pela Avianca Taca”, explica ao Portal PANROTAS o vice-presidente da Avianca Brasil, Tarcíso Gargioni.

A Avianca Brasil opera um voo diário entre São Paulo (GRU) e Bogotá – o voo 8504 na ida e o voo 8503 na volta. “Como o nome denota, a Avianca Brasil somente atuará em território brasileiro”, enfatiza Gargioni, que esteve ontem (quarta-feira, dia 8) no Workshop & Trade Show CVC.

NOVO VOO

Gargioni diz ainda que a Avianca Brasil terá um novo voo a partir do dia 19 de março. É o Congonhas – Santos Dumont – Brasília – Salvador (ida e volta), com o Airbus A319.

Claudio Schapochnik

Invepar já traça o futuro de Cumbica

10/02/2012 - Valor Econômico, Vera Saavedra Durão

A gestão de Guarulhos, o maior aeroporto do país, também conhecido como Cumbica, por onde circulam anualmente 30 milhões de pessoas, não assusta Gustavo Rocha, o presidente executivo da Invepar -Investimentos e Participações em Infraestrutura. "O foco agora é preparar o aeroporto para a Copa de 2014", disse ao Valor. Os investimentos previstos para reforma, modernização e expansão do aeroporto até lá somam R$ 1,8 bilhão e desse total, 51% ou R$ 918 milhões serão aportados pela Invepar e sua sócia privada, a operadora sul-africana ACSA. Os restantes 49% pela Infraero, sócia minoritária na futura Sociedade de Propósito Específico (SPE), a concessionária a ser formada até maio para operar o aeroporto.

O executivo defende de imediato e como mais urgente para aumentar o faturamento de Guarulhos até a Copa erguer um estacionamento com capacidade para 15 mil carros, ante os atuais 4 mil. "Essa é uma questão gritante do aeroporto. Muita gente acaba pagando estacionamento nas redondezas. Isso é receita perdida". O terminal 3 também é urgente, pois prevê um aumento entre 10% e 15% no número de passageiros no aeroporto no ano da Copa, indo próximo de 35 milhões de pessoas. Segundo diz, a cada mês há cerca de 10 pedidos de novos voos, mas não se abre espaço porque a capacidade está estrangulada.

O aeroporto tem limite de expansão de capacidade de passageiros em 55 milhões, a qual deverá ser atingida entre 2020 e 2022, segundo Rocha. Ele também não ignora que o sítio onde fica Guarulhos não tem muitas áreas virgens para explorar, como tem Viracopos, em Campinas. E carro-chefe de sua receita são ganhos tarifários - 60% do total, ante 40% dos não tarifários. Diz que contraria a tendência dos melhores aeroportos do mundo. "Nossa meta é inverter isso nos próximos três a quatro anos".

Os estudos da Invepar apontam oportunidades de negócios não tarifários em mix de lojas, praças de alimentação e investimentos na área de construção de hotéis no entorno de Guarulhos. "Hoje não há quase hotéis próximos ao aeroporto e as pessoas em trânsito têm de ir dormir em São Paulo".

A receita prevista para o maior aeroporto do Brasil em 2012 é de R$ 1,1 bilhão ante R$ 900 milhões no ano passado, alta de 10% a 12%, por causa do novo valor da tarifa, projeta Rocha. "Até 2013, a gestão do aeroporto não vai mudar muito, vai crescer entre 8% a 10% e não vai dar saltos. Vamos assumir a operação do negócio em setembro e até 2014 nossa prioridade é a Copa. Só vamos conseguir pagar a outorga da concessão com retorno do negócio a partir de 2014. Antes, vamos ter que assumir este ônus".

O lance de R$ 16,2 bilhões dado para arrematar o aeroporto e que surpreendeu o mercado não compromete a saúde financeira da empresa controlada pelos fundos de pensão Previ, Petros e Funcef e pela OAS, afirma o executivo. A empresa não vai arcar sozinha com o pagamento da outorga e dos investimentos nos 20 anos de concessão, com renovação de mais cinco. "O pagamento anual da outorga, no valor de R$ 800 milhões, será feito pela concessionária que vai administrar o aeroporto, conforme previsto no plano de concessão publicado em anexo ao edital". A parte privada da SPE terá 45,9% da Invepar e 5,1% da ACSA.

Os investimentos ao longo da concessão são estimados em R$ 4,1 bilhões, abaixo dos R$ 4,7 bilhões em valor constante previstos pelo edital. A ideia dos sócios é pegar recursos do BNDES dentro dos limites de 80% oferecidos pelo banco. O montante de capital próprio será de no mínimo R$ 570 milhões, sendo $ 250 milhões da Invepar. Rocha prevê que esse valor será maior por causa do plano de negócios.

"Vamos estudar opções de financiamento com dívida e estamos trabalhando para abrir o capital da empresa em Bolsa nos próximos 12 a 24 meses". A planeja fazer neste ano um aumento de capital, cujo valor ainda não foi fixado, para equalizar a participação dos acionistas em 25%. Com isso, a Previ, dona de 36,85% do total, vai sofrer diluição, enquanto Funcef (hoje com 20,48%) e OAS (com 17,67%) vão ampliar suas parcelas para 25%, se igualando a Petros e Previ.

A Invepar tem hoje uma dívida líquida de R$ 2,5 bilhões, equivalente a 6 vezes o seu Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Rocha não está preocupado com o fato. "Temos que olhar o perfil do endividamento e o nosso é acima de 10 anos. Prefiro ter um perfil de dívida de longo prazo numa relação de 6 vezes o Ebitda do que o de uma vez com perfil de curto prazo de endividamento", diz Rocha.

A entrada em Guarulhos, segundo ele, só reforça o fato de que o investimento em infraestrutura de transporte - foco da Invepar - é intensivo em capital e tem rentabilidade crescente no longo prazo. No caso de Cumbica, a expectativa de retorno da Invepar e de seus acionistas é superior à média mundial de 8% de investimentos em aeroportos semelhantes.

Receita líquida da Embraer deve ser de US$ 6,2 bi no ano

09/02/2012 - O Estado de São Paulo

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Embraer anunciou hoje ao mercado que pretende registrar em 2012 receita líquida entre US$ 5,8 bilhões e US$ 6,2 bilhões. Desse total, a Aviação Comercial deve responder por US$ 3,7 bilhões até US$ 3,85 bilhões; a Aviação Executiva, por US$ 1,1 bilhão até US$ 1,3 bilhão; e o negócio de Defesa e Segurança deve contribuir com US$ 900 milhões até US$ 950 milhões. Além disso, a receita esperada de outros negócios será de aproximadamente US$ 100 milhões. As receitas de serviços estão inclusas nas receitas de cada uma das unidades de negócio e devem totalizar entre US$ 750 e US$ 800 milhões. A empresa anunciou ainda que espera atingir uma margem operacional entre 8% e 8,5% em 2012 e a margem Ebitda esperada deve atingir entre 11,5% e 12,5%.

Em 2012, o investimento total esperado deve totalizar US$ 650 milhões, dos quais as despesas com pesquisa pré-competitiva devem atingir US$ 100 milhões, as despesas com desenvolvimento de produtos, US$ 350 milhões e o total de CAPEX, US$ 200 milhões. A empresa salienta que, em 2011, conseguiu antecipar US$ 70 milhões de contribuição de parceiros, o que reduziu o total de investimentos inicialmente previstos para o ano passado. Assim, os investimentos em desenvolvimento de produtos em 2012 serão quase que integralmente incorridos pela Embraer. Por fim, a Embraer espera entregar em 2012 de 105 a 110 jatos comerciais; de 75 a 85 jatos executivos leves; e de 15 a 20 jatos executivos grandes.

Azul teme aumento de custo com privatização

1/02/2012 - O Estado de São Paulo

David Neeleman, fundador da empresa, apoia a concessão de aeroportos, mas diz que ágio pago foi alto, o que pode provocar alta das tarifas
SILVANA MAUTONE - O Estado de S.Paulo

Apesar de considerar a privatização dos Aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília positiva, o fundador da Azul, David Neeleman, se diz preocupado com o possível aumento de custos para as companhias aéreas. "O ágio pago foi grande e as empresas têm de ter retorno do investimento. Quando os custos dos aeroportos são altos, as passagens sobem e menos pessoas viajam", diz. Segundo ele, se isso ocorrer, o alto valor arrecadado pelo governo com o leilão será apenas um benefício de curto prazo para o governo.

O edital de privatização dos aeroportos estabelece que as tarifas pagas pelas companhias aéreas, como de pouso e decolagem, continuarão controladas. Mas outras, como por exemplo o aluguel cobrado pelas áreas de check-in e serviços de carregamento de bagagem, poderão ser estabelecidas livremente pelos consórcios vencedores. Há ainda o risco de custos indiretos. Empresas que fornecem combustível para os aviões, por exemplo, hoje pagam um porcentual da receita para a Infraero e, nos aeroportos privatizados, passarão a pagar aos consórcios. Se essa taxa subir, o preço do querosene de aviação também subirá, o que pode ter grande impacto nas finanças das companhias aéreas, já que cerca de 30% dos seus custos totais referem-se a despesas com combustível.

Por outro lado, Neeleman acredita que os avanços na infraestrutura podem ser significativamente positivos. No aeroporto de Campinas, que serve de base para a Azul, ele disse haver necessidade de ampliação não só do terminal - mais estacionamento, salas de espera, restaurantes -, mas também no espaço chamado de pátio, onde as aeronaves são estacionadas, e no número de pistas (o que é previsto no contrato).

Segundo o vice-presidente comercial da Azul, Paulo Nascimento, investimentos em pátios, por exemplo, contribuem para acelerar os procedimentos de pouso e decolagem, pois facilitam a liberação das pistas. "É menos tempo com o motor ligado, menos tempo gastando combustível."

Ao ser questionado sobre o consórcio ganhador da concessão de Campinas, Neeleman disse estar "satisfeito". "Achamos que ele tem condições de cumprir as exigências do contrato", afirmou. O consórcio é formado pela Triunfo (45%), a UTC Engenharia (45%) e a operadora aeroportuária francesa Egis (10%).

Investimentos. Neeleman quer que o governo consulte as empresas aéreas antes de decidir onde aplicar os recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, destinado para investimentos em aeroportos. Ele já esteve em Brasília esta semana conversando com representantes da Anac. "É importante consultar as áreas para aplicar esse dinheiro onde é importante." Neeleman disse que a Azul tem interesse de passar a operar em mais aeroportos regionais, mas não revelou onde. Porém, segundo ele, os aeroportos precisam de investimentos em infraestrutura.

Azul teme aumento de custo com privatização

1/02/2012 - O Estado de São Paulo

David Neeleman, fundador da empresa, apoia a concessão de aeroportos, mas diz que ágio pago foi alto, o que pode provocar alta das tarifas
SILVANA MAUTONE - O Estado de S.Paulo

Apesar de considerar a privatização dos Aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília positiva, o fundador da Azul, David Neeleman, se diz preocupado com o possível aumento de custos para as companhias aéreas. "O ágio pago foi grande e as empresas têm de ter retorno do investimento. Quando os custos dos aeroportos são altos, as passagens sobem e menos pessoas viajam", diz. Segundo ele, se isso ocorrer, o alto valor arrecadado pelo governo com o leilão será apenas um benefício de curto prazo para o governo.

O edital de privatização dos aeroportos estabelece que as tarifas pagas pelas companhias aéreas, como de pouso e decolagem, continuarão controladas. Mas outras, como por exemplo o aluguel cobrado pelas áreas de check-in e serviços de carregamento de bagagem, poderão ser estabelecidas livremente pelos consórcios vencedores. Há ainda o risco de custos indiretos. Empresas que fornecem combustível para os aviões, por exemplo, hoje pagam um porcentual da receita para a Infraero e, nos aeroportos privatizados, passarão a pagar aos consórcios. Se essa taxa subir, o preço do querosene de aviação também subirá, o que pode ter grande impacto nas finanças das companhias aéreas, já que cerca de 30% dos seus custos totais referem-se a despesas com combustível.

Por outro lado, Neeleman acredita que os avanços na infraestrutura podem ser significativamente positivos. No aeroporto de Campinas, que serve de base para a Azul, ele disse haver necessidade de ampliação não só do terminal - mais estacionamento, salas de espera, restaurantes -, mas também no espaço chamado de pátio, onde as aeronaves são estacionadas, e no número de pistas (o que é previsto no contrato).

Segundo o vice-presidente comercial da Azul, Paulo Nascimento, investimentos em pátios, por exemplo, contribuem para acelerar os procedimentos de pouso e decolagem, pois facilitam a liberação das pistas. "É menos tempo com o motor ligado, menos tempo gastando combustível."

Ao ser questionado sobre o consórcio ganhador da concessão de Campinas, Neeleman disse estar "satisfeito". "Achamos que ele tem condições de cumprir as exigências do contrato", afirmou. O consórcio é formado pela Triunfo (45%), a UTC Engenharia (45%) e a operadora aeroportuária francesa Egis (10%).

Investimentos. Neeleman quer que o governo consulte as empresas aéreas antes de decidir onde aplicar os recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil, destinado para investimentos em aeroportos. Ele já esteve em Brasília esta semana conversando com representantes da Anac. "É importante consultar as áreas para aplicar esse dinheiro onde é importante." Neeleman disse que a Azul tem interesse de passar a operar em mais aeroportos regionais, mas não revelou onde. Porém, segundo ele, os aeroportos precisam de investimentos em infraestrutura.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Consórcio de aeroportos já definido

06/02/2012 - Webtranspo

Aeroportos terão novos administradores

Guarulhos, Viracopos e Brasília serão leiloados hojeOs aeroportos de Brasília (DF), Viracopos (Campinas-SP) e Guarulhos (SP) foram leiloados na manhã de hoje (06/02) e a partir dos próximos meses passarão a ser administrados por concessionárias. O principal aeroporto do Brasil, Guarulhos passará a ser administrado pela Concessionária Invepar, da Corretora Gradual, que fez o lance máximo do dia, no valor de 16.213 bilhões de reais.

Na segunda fase do leilão, quando as empresas começaram a dar lances em viva voz, o Aeroporto Juscelino Kubitschek, de Brasília (DF), que tinha variação entre um lance e outro no valor de 200 milhões de reais e ágil de 673,39%, deu início à disputa entre o Grupo Votorantim, a Corretora Citi e a Corretora Mundinvest, as três empresas que continuaram ativas no leilão, tendo, as três, passado para esta segunda fase do processo. A disputa ficou acirrada entre o Grupo Votorantim e a Corretora Citi, lance em cima de lance as empresas estavam mesmo dispostas a ter o controle do aeroporto da capital do Brasil. O leilão foi vencido pelo Grupo Citi, que deu lance de 4.501.132.500 bilhões de reais e administrará o aeroporto por 25 anos.

Já os aeroportos de Guarulhos e Viracopos não receberam mais nenhum lance a viva voz, permanecendo assim o lance inicial dado na primeira fase do leilão.

O aeroporto de Guarulhos teve variação de 800 milhões de reais e ágil de 373,5%, e o controle ficou com a Concessionária Invepar, da Corretora Gradual, que deu lance inicial de 16.213 bilhões de reais e terá o controle do aeroporto durante 20 anos. As outras empresas que passaram para a segunda fase do processo de leilão para este aeroporto foram: Operadora Brasileira de Aeroportos (OBA), do grupo Votorantim e  Aeroportos do Brasil, da Corretora Ativa.

Já o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), teve variação de 400 milhões de reais e ágil de 159,7%, ficou sob controle da Corretora Planner, do Consórcio Aeroportos Brasil, que deu lance de 3.821 milhões de reais e terá o controle deste aeroporto por 30 anos. As outras empresas que participaram da segunda fase do leilão deste aeroporto foram: Consórcio Novas Rotas, do Grupo J. Safra e Operadora Brasileira de Aeroportos (OBA), do grupo Votorantim.

Um dos objetivos das concessões é acelerar a execução das obras necessárias ao atendimento da demanda atual e futura pelo transporte aéreo, onde se incluem grandes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Até o final da concessão de cada aeroporto estão previstos investimentos da ordem de R$ 4,6 bilhões em Guarulhos, R$ 8,7 bilhões em Viracopos e R$ 2,8 bilhões em Brasília. Além disso, os contratos assinados determinam o estabelecimento de padrões internacionais de qualidade de serviço.

Guarulhos, Viracopos e Brasília, três dos maiores aeroportos do país, respondem, conjuntamente, pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves do sistema brasileiro. Os aeroportos concedidos serão fiscalizados pela ANAC, também gestora dos contratos de concessão.

Sistemática do leilão - Cada proponente pode apresentar proposta para todos os aeroportos, mas somente poderá ser o vencedor de um deles. O leilão dos três aeroportos será simultâneo. Primeiramente serão abertos os envelopes com as propostas econômicas escritas entregues na BM&FBOVESPA no dia 02/02. Irão à viva voz todas as ofertas iguais ou superiores a 90% da maior proposta. Caso não existam pelo menos três ofertas nesse intervalo, irão à viva-voz as três melhores ofertas de cada aeroporto. As demais serão desclassificadas. A composição dos consórcios participantes somente será conhecida ao final do certame. Esse modelo de leilão foi escolhido para aumentar a competitividade do certame, maximizando a concorrência a fim de obter a maior contribuição fixa ao sistema aeroportuário possível.

Valores mínimos - Os valores mínimos são de R$ 3,4 bilhões para o aeroporto de Guarulhos, R$ 1,5 bilhão para o de Campinas e R$ 582 milhões para o de Brasília, com contribuição fixa mínima ao sistema aeroportuário de R$ 5,477 bilhões. Serão vencedores os proponentes cujas maiores propostas, somadas, representem a maior contribuição fixa ao sistema aeroportuário.

Fundo Nacional de Aviação Civil – Além da contribuição fixa (preço arrecadado com o leilão), que será paga em parcelas anuais corrigidas pelo IPCA, de acordo com o prazo de concessão de cada aeroporto, os concessionários também recolherão anualmente uma contribuição variável ao sistema, cujo percentual será de 2% sobre a receita bruta da concessionária do aeroporto de Brasília, 5% de Viracopos e 10% de Guarulhos. A arrecadação será direcionada ao Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), que vai destinar recursos a projetos de desenvolvimento e fomento da aviação civil. O objetivo é garantir que os demais aeroportos do sistema aeroportuário nacional também se beneficiem dos recursos advindos da iniciativa privada, especialmente, o sistema de aviação regional. O fundo é administrado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC).

Prazos de concessão - Os prazos das concessões são diferenciados por aeroporto: 30 anos para Viracopos, 25 anos para Brasília e 20 anos para Guarulhos. Os contratos só poderão ser prorrogados, uma única vez, por cinco anos, como instrumento de recomposição do equilíbrio econômico-financeiro em caso de revisão extraordinária.

Cronograma previsto - A ANAC publicará, no dia 17/02, a ata de julgamento relativa à análise dos documentos de habilitação da proponente classificada em primeiro lugar de cada um dos três aeroportos. De 23 a 29 de fevereiro é o prazo para pedido de vista de documentos referentes ao julgamento da proposta econômica e de habilitação. Interposição de recursos referentes aos documentos anteriores poderá ser feita de 1º a 7/03, e a publicação dos julgamentos desses pedidos está prevista para 16 de março. A homologação do resultado do certame pela diretoria da ANAC deve ocorrer em 20/03. A convocação para celebração do contrato deverá ser publicada no dia 4/05. A assinatura dos contratos deverá ser feita até 45 dias após a homologação do leilão.

Transição - A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de seis meses (prorrogável por mais seis meses), no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a INFRAERO, detentora de participação acionária de 49% em cada aeroporto concedido. Após esse período, o novo controlador assume o controle das operações do aeroporto. A gestão do espaço aéreo nos aeroportos concedidos não sofrerá mudanças e continuará sob controle do Poder Público.
Infraero - A Infraero, empresa pública federal, continuará operando 63 aeroportos no país, responsáveis pela movimentação de 67% do total de passageiros. Os dividendos decorrentes de sua participação acionária serão utilizados para investimentos nos demais aeroportos da rede. As obras em curso nos aeroportos concedidos continuarão a ser executadas pela Infraero. As novas serão de responsabilidade da concessionária de cada aeroporto.

Investimentos até a Copa do mundo - A concessionária de cada aeroporto deverá concluir as obras para a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é de R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso. Para o Aeroporto de Brasília, estão previstos nesta fase R$ 626,53 milhões em investimentos, incluindo um novo terminal para, no mínimo, dois milhões de passageiros/ano. Para Viracopos, os investimentos até a Copa somarão R$ 873,05 milhões, com novo terminal para, no mínimo, 5,5 milhões de passageiros/ano. No caso de Guarulhos, os aportes até a Copa serão da ordem de R$ 1,38 bilhão, incluindo o novo terminal, com capacidade para sete milhões de passageiros/ano. Além dos terminais, estão previstas obras em ampliação de pistas, pátios, estacionamentos, vias de acesso, entre outras

Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (Guarulhos/SP)
Preço mínimo: R$ 3,4 bilhões
Prazo de concessão: 20 anos
Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 1,38 bilhão
Investimentos totais: R$ 4,6 bilhões
Contribuição anual ao FNAC: 10% da receita bruta

Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek (Brasília/DF)
Preço mínimo: R$ 582 milhões
Prazo de concessão: 25 anos
Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 626,53 milhões
Investimentos totais: R$ 2,8 bilhões
Contribuição anual ao FNAC: 2% da receita bruta

Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas/SP)
Preço mínimo: R$ 1,5 bilhão
Prazo de concessão: 30 anos
Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 873,05 milhões
Investimentos totais: R$ 8,7 bilhões
Contribuição anual ao FNAC: 5% da receita bruta

Aeroportos de Guarulhos, Campinas e Brasília são leiloados por R$ 24,5 bilhões

06/02/2012 - Agência T1

Os aeroportos de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos) e Brasília (JK) foram leiloados nesta segunda-feira (06), na sede da BM&FBOVESPA, em São Paulo.

A assinatura dos contratos deverá ser feita até 45 dias após a homologação do leilão. No total, o governo arrecadou R$ 24.535.132.500 com os três terminais.

O aeroporto de Guarulhos recebeu R$ 16,213 bilhões pelo consórcio Invepar – ACSA, representado pela corretora Gradual. Valor cinco vezes maior do que o estabelecido pelo governo: R$ 3,4 bilhões. Um ágio de 373,5%.

A disputa mais acirrada ficou por conta do aeroporto de Brasília (JK), que foi arrematado por R$ 4.501.132.500 bilhões.

O lance foi feito pelo consórcio Inframerica Aeroportos, representado pela corretora Citi, teve um ágio de 673,30%. O valor mínimo do aeroporto estava estipulado em R$ 582 milhões.

Já o aeroporto de Campinas (Viracopos) recebeu a oferta de R$ 3,821 bilhões do Aeroportos Brasil, representado pela corretora Planner. Um ágio de 159,75%, considerando o valor inicial de R$ 1,5 bilhão estabelecido pelo governo.

Os prazos de concessões para os aeroportos serão: 20 anos para o de Guarulhos (SP), 30 anos para Viracopos (SP), e 25 anos para Brasília (DF). Os contratos só poderão ser prorrogados, uma única vez, por cinco anos.

Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro (Guarulhos/SP)

Preço mínimo: R$ 3,4 bilhões

Preço alcançado: R$ 16,213 bilhões

Prazo de concessão: 20 anos

Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 1,38 bilhão

Investimentos totais: R$ 4,6 bilhões

Contribuição anual ao FNAC: 10% da receita bruta

Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek (Brasília/DF)

Preço mínimo: R$ 582 milhões

Preço alcançado: R$ 4,5 bilhões

Prazo de concessão: 25 anos

Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 626,53 milhões

Investimentos totais: R$ 2,8 bilhões

Contribuição anual ao FNAC: 2% da receita bruta

Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas/SP)

Preço mínimo: R$ 1,5 bilhão

Preço alcançado: R$ 3,821 bilhões

Prazo de concessão: 30 anos

Investimentos até a Copa do Mundo: R$ 873,05 milhões

Investimentos totais: R$ 8,7 bilhões

Contribuição anual ao FNAC: 5% da receita bruta

Agência T1, Por Bruna Yunes

Heliponto na Lagoa vira alvo de protesto

06/02/12 - O Globo

Irritados com barulho e preocupados com riscos, moradores do Humaitá e do Jardim Botânico pedem fim de decolagens

Mariana Belmont

Moradores do Humaitá e do Jardim Botânico na manifestação: eles alegam que heliponto é irregular


Paulo Nicolella / O Globo

RIO - Associações de moradores do Humaitá e do Jardim Botânico fizeram, na manhã de domingo, uma manifestação em frente ao heliponto da Lagoa, na Avenida Borges de Medeiros, contra os pousos e decolagens naquele local. Cerca de 50 pessoas participaram do protesto, organizado pela Associação de Moradores e Amigos do Alto Humaitá (Amah), Associação de Moradores e Amigos do Humaitá (Amahu) e pela Associação de Moradores do Jardim Botânico (Ama-JB).

Conselheira da Amah, Cinthia Barki afirma que o problema vai além do intenso barulho provocado pelas aeronaves. Ela alega que o heliponto funciona de maneira irregular desde 1990. Segundo Cinthia, a empresa de turismo de helicópteros que opera o espaço, a Helisul, iniciou suas atividades sem licitação.

— Moramos numa região em que o som das aeronaves ecoa, porque é um vale. Há uma rota que cruza o Humaitá, os helicópteros passam por cima de muitos prédios — disse a conselheira da Amah.

Ruído dos helicópteros chegaria a 185 decibéis

De acordo com Cinthia, o barulho provocado pelo pouso ou pela decolagem de um helicóptero chega a 185 decibéis, o que causa danos à audição.

— Uma série de normas não está sendo seguida. Além de incomodar os moradores da região, o barulho causa desequilíbrio ecológico. O local no qual o heliponto está instalado é uma área de proteção ambiental. Há uma ação correndo no Ministério Público estadual, apresentada pelo promotor Carlos Frederico Saturnino em 2008, que tem como objetivo o fechamento do heliponto — informou.

Moradores da Rua Viúva Lacerda, no Humaitá, o cineasta e professor de filosofia Geraldo Motta e sua mulher, a professora de ioga Deborah Weinberg, aderiram à causa. Há três semanas, eles criaram no Facebook a página "Rio livre de helicópteros", que tem 83 membros.

— Estamos extremamente incomodados com a quantidade de helicópteros que passam diariamente sobre nossas cabeças. Antigamente, helicóptero era um veículo de uso eventual, para uma emergência — afirmou Motta.

O GLOBO fez, no domingo, várias ligações para a Helisul, mas nenhum funcionário da empresa foi localizado para comentar o assunto.

Anac certifica Azul para utilizar o EFB nos jatos Embraer

04/02/2012 - Mercado & Eventos

A Azul é a primeira companhia aérea do país a receber autorização para utilizar integralmente o EFB (Eletronic Flight Bag Class II), equipamento que funciona como uma “central eletrônica de informações”, dispensando o uso de papéis a bordo.

O EFB é uma avançada tecnologia de bordo onde são disponibilizados documentos e manuais eletrônicos, software para cálculos de desempenho, peso e balanceamento, cartas eletrônicas para navegação, além de várias outras funções importantes nas operações de vôo.

Os EFBs classe II estão presentes em todos os jatos da companhia, e funcionam como um painel adicional do avião que, ao contrário dos demais EFBs (classe I), permitem eliminar 100% dos papeis a bordo, exceto os guias de referência rápida de voo (QRH).

Além dos jatos Embraer, a companhia aguarda a aprovação da ANAC para certificar também a frota dos novos turboélices ATR 72-600, equipados com o mesmo modelo de EFB. Quando aprovado, a companhia deverá passar a utilizar o EFB em toda sua frota até o final de 2012.

Larissa D`Almeida

Em leilão, metade da receita com os aeroportos do País

05/02/2012 - Estado de Minas

Agência Estado

Como nas grandes privatizações da década de 1990, o leilão de concessão dos aeroportos brasileiros promete transformar a sede da BM&F Bovespa, na capital paulista, em uma grande arena. A partir das 10 horas de segunda-feira, pelo menos 11 grupos vão se enfrentar na disputa pelo controle de três aeroportos brasileiros: Guarulhos, Viracopos e Brasília, que, juntos, representam quase metade das receitas totais do setor e um terço da movimentação de passageiros no País.

Os três terminais vão render, no mínimo, R$ 5,5 bilhões aos cofres do governo federal, que manterá participação de 49% por meio da Infraero (a estatal será parceira dos vencedores). O mercado calcula, no entanto, que o preço estipulado tenha ágio significativo, a exemplo dos leilões do final da década de 1990 - como os do setor elétrico e ferroviário ou o da Vale, vendida por R$ 3,38 bilhões.

Vencerá a concessão dos aeroportos quem der a maior oferta. “Vai ser uma guerra e vai demorar para terminar (a expectativa é que dure seis horas)”, prevê o advogado Floriano Azevedo Marques Neto, sócio da Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia. A aposta baseia-se no elevado número de interessados, que tem nomes de peso, como Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa - representadas por CCR -, Odebrecht, Queiroz Galvão e Ecorodovias.

Os grupos ainda contam com o reforço de grandes operadoras estrangeiras, com vasta experiência no setor aéreo. A lista de empresas inclui nacionalidades diversas, como americana, francesa, espanhola, suíça, sul-africana, inglesa e alemã.

Por trás de tanto apetite está o potencial do mercado doméstico. Junta-se a isso a falta de oportunidades no exterior, que vive a maior crise das últimas décadas. fo“Na Europa, por exemplo, os mercados estão consolidados e não há a mesma oportunidade de negócio como a que está se abrindo aqui” afirma o advogado Fábio Falkenburger, do escritório Machado Meyer. Ele e outros especialistas ficaram surpresos com a demanda de estrangeiros em busca de informações pelos ativos internos. “O Brasil está na moda. Ninguém quer ficar de fora, mesmo tendo de virar sócio da Infraero.”

Embraer analisa novo jato

03/02/2012 - Valor Econômico

A Embraer analisa a possibilidade de desenvolver uma versão mais alongada do jato 195 para até 130 passageiros numa configuração econômica. A versão existente hoje no mercado pode ser configurada para até 122 assentos. Segundo o vice-presidente executivo para o mercado de aviação comercial da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, a decisão sobre o novo avião deve sair até o fim deste ano, mas a empresa está ouvindo as sugestões dos clientes. No total, 65 empresas aéreas já foram consultadas a respeito do interesse no projeto, a performance e o número de assentos que teria o novo avião.

Bulgaria Air encomenda 9 aviões da Embraer

03/02/2012 - Jorna do Brasil

Agência AFP

A companhia nacional aérea Bulgaria Air anunciou nesta sexta-feira que vai comprar nove aviões da Embraer nos próximos dois anos.

Os primeiros quatro Embraer-190 integrarão a frota da Bulgaria Air no final deste ano, e outros cinco serão entregues em 2014, indicou o presidente executivo da companhia aérea, Yanko Gergiev, em entrevista ao site www.investor.bg.

Uma porta-voz da companhia confirmou à AFP o pedido, que foi negociado em outubro passado durante a visita oficial à Bulgária da presidente Dilma Rousseff. Nenhum detalhe financeiro sobre a operação foi divulgado.

A privatizada Bulgaria Air opera atualmente com 22 aeronaves para 28 destinos regulares na Europa e Oriente Médio.

Massificação do serviço

05/02/2012 - Folha de São Paulo

É nos momentos de caos que ficam evidentes as deficiências dos aeroportos

VAGUINALDO MARINHEIRO

Virou moda dizer que os aeroportos do Brasil se transformaram em rodoviárias, o que significaria lugares lotados, sujos e "com gente feia", como definiria uma das integrantes do "reality show" "Mulheres Ricas", da Band.

Culpa da popularização dos voos, com o inchaço da classe média, afirmam.

Se antes voar era coisa de rico, hoje há venda de passagens aéreas dentro da estação Sé do Metrô.

O total de passageiros no Brasil saltou de 71 milhões em 2003 para 179 milhões no ano passado -crescimento de 152%, segundo a Infraero.

Bom para o país, mas apareceu um efeito colateral indesejado: como quase sempre acontece, a massificação do serviço foi acompanhada de queda na qualidade.

Há vários critérios internacionais para avaliar um aeroporto, e os brasileiros apresentam problemas em vários.

Da falta de vagas em estacionamento à disponibilidade de carrinhos para malas cujas rodas funcionem até a limpeza de banheiro e o preço praticado por bares e restaurantes. Fora sinalização deficiente, transporte público precário e filas para táxi.

O Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica) é o mais movimentado da América Latina e também aquele que apresenta maior percentual de voos atrasados entre os maiores do país, afirma a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

No último relatório disponível consta que cerca de um quarto dos voos saiu com atraso em 2010.

Pelos critérios da agência, é considerado pontual o voo doméstico cuja "partida dos motores ocorra até 10 minutos antes ou até 15 minutos após a hora prevista". No caso de voos internacionais, a tolerância é de 30 minutos.

O número destoa da percepção dos passageiros porque a Anac não coloca em suas estatísticas os atrasos provocados por problemas climáticos nos locais de partida ou chegada.

ENTRETENIMENTO

É nos momentos de caos, quando muitas partidas são canceladas, que ficam mais evidentes as deficiências dos aeroportos.

Alguns pelo mundo tentam minimizar os efeitos, com restaurantes melhores, cinema, área de entretenimento para crianças e até academia de ginástica. Mas esses confortos pouco ajudam aqueles que querem apenas sair logo dessas ''rodoviárias".

"Se antes voar era coisa de rico, hoje há venda de passagens aéreas dentro da estação Sé do Metrô"

Ponte aérea entre Campinas e SP estreia com voo de 25 minutos

05/02/2012 - Folha de São Paulo

MARÍLIA ROCHA

Vinte e cinco minutos. Esse foi o tempo de voo para os 70 passageiros que estrearam no último sábado a primeira rota da Azul Linhas Aéreas que liga Campinas (93 km de São Paulo) a São Paulo.

A rota, semanal, será feita aos sábados. O preço da passagem depende da disponibilidade de assentos. Custa a partir de R$ 46,13 -incluindo a taxa de embarque de R$ 16,23 no Aeroporto de Viracopos. O valor de uma passagem de ônibus é de R$ 22,80.

Mas o tempo total do deslocamento entre as duas cidades, no entanto, pode ser de até duas horas, mesma quantidade de horas gasta em uma viagem de ônibus.

Isso porque é preciso chegar ao aeroporto uma hora antes do embarque e aguardar a liberação de bagagens, entre outros procedimentos antes da decolagem.

VOO BAIXO

No voo inaugural, entre Viracopos e Congonhas, a maioria dos passageiros partiu de cidades como Juiz de Fora (MG) e Caxias do Sul (RS) e fazia conexão para São Paulo.

O avião, um turboélice, é menor e voa mais baixo do que a maioria dos jatos.

Durante a viagem, não dá tempo para servir um lanche. No desembarque, os passageiros recebem biscoitos.

O dentista Walter Miranda Júnior, 53, saiu do Rio de Janeiro com destino a São Paulo. Disse que optou pela escala em Campinas porque a viagem ficou mais barata, apesar de levar mais tempo.

"Não sei se para quem é de Campinas vai valer a pena, mas para quem vem de outros lugares e tem tempo pode ser uma boa", afirmou.

A advogada Mônica Souza, 27, escolheu a nova rota, vindo de Cuiabá (MT) com destino a São Paulo, para evitar o desgaste do trajeto terrestre, que sempre fazia anteriormente. "Achei mais prático", afirmou.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aeroportos terão de reduzir tempo de espera de passageiros

05/02/2012 - Folha de São Paulo

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
RICARDO GALLO
DE SÃO PAULO

Nove dos principais aeroportos brasileiros terão metas de atendimento e tempo máximo de espera dos passageiros nas filas. Mais movimentado do país, o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), é o primeiro da lista.

Veja imagens do aeroporto de Cumbica

Ali as metas já estão estabelecidas: a Gol terá 39 minutos para atender o passageiro na fila do check-in doméstico; a TAM, 29 minutos.

Há parâmetros para imigração, inspeção e Receita Federal, entre outros.

A experiência pretende melhorar a eficiência dos aeroportos sem recorrer necessariamente a obras.

A iniciativa, da Secretaria de Aviação Civil, se estenderá em março ao Galeão e a Confins. Até o final do ano, serão mais seis aeroportos; a lista não está definida ainda.

Lalo de Almeida/Folhapress

Centro de Gerenciamento Aeroportuario do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo
A Folha obteve acesso a estudo inédito da secretaria em Cumbica que mede o périplo do passageiro desde o momento do check-in até a chegada da bagagem. Esse levantamento subsidiou a definição das metas --a serem atingidas já a partir desse mês.

Não haverá pena por descumprimento, a princípio. A ideia, diz a SAC, é melhorar o nível de atendimento.

Antes da medição, a Gol atendia o passageiro na fila do check-in em até 49 minutos, quase o tempo de voo entre São Paulo e o Rio. Com o acompanhamento da secretaria, reduziu para 46 --ainda distante dos 39 que o governo federal quer.

A TAM, por sua vez, já conseguiu atingir a sua meta de 29 minutos no atendimento. A companhia, de acordo com a secretaria, terá de manter esse índice.

Eduardo Anizelli/Folhapress

Movimento no saguão do terminal dois do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo
Por ser um projeto piloto, só as duas empresas serão cobradas inicialmente. A proposta é estender a iniciativa para as demais.

Tornar mais rápido o atendimento depende de as empresas aéreas colocarem mais funcionários para ficar nos balcões de check-in, aponta o estudo.

A Gol, que não atingiu a meta do governo, informou ter 579 funcionários no aeroporto, nem todos de check-in, e que dimensiona a equipe conforme a demanda.

Diz incentivar ainda outras formas de check-in, como os feitos por celular, internet e totens de autoatendimento. A companhia aérea não comentou o estudo da SAC.

Na relação de metas, um dos setores mais críticos, o de imigração, terá que atender o passageiro em 17 minutos. O trabalho cabe a uma empresa terceirizada pela Polícia Federal; na última quinta, funcionários em Cumbica haviam faltado, e policiais federais tiveram que fazer o trabalho. Resultado: fila.

Também um item constante de reclamações, a devolução de bagagem ficou de fora das metas da SAC. O trabalho chegou a ser medido: a demora máxima para a mala chegar foi de 26 minutos.

Segundo a secretaria, um novo sistema de esteira será instalado em Cumbica.

Excesso de compras no exterior já obriga aviões a usar mais combustível

05/02//2012 - O Estado de São Paul

Os 18 milhões de passageiros rumo ao exterior que passaram pelos aeroportos do País em 2011 não se contentaram apenas em visitar a Estátua da Liberdade ou tirar fotos com o Mickey. Eles compraram, e muito. A ponto de a TAM ter de recalcular a calibragem de suas aeronaves e aumentar a quantidade de combustível por causa do excesso de peso dos voos que voltam de Miami. E de o número de retenções de bagagem "excedente" em Cumbica pela Receita Federal ter crescido 60% em um ano.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou um aumento de 226 mil toneladas de bagagem transportada ao longo do ano passado. Além dos bagageiros de avião e esteiras de aeroporto, tanto peso acaba se refletindo na alfândega. Engana-se quem pensa que as malas dos viajantes internacionais voltam cheias de "muambas" - tablets, perfumes, eletrônicos em geral. A sala de retenção da Receita Federal, para onde vai a bagagem "excedente" apreendida, está repleta de roupas e acessórios. São sacolas e mais sacolas de camisetas de todas as marcas, cores e tamanhos, roupa de criança, vestidos de festa e bolsas femininas.

Nova regra. Uma mudança recente na legislação impulsionou esse cenário. Em outubro de 2010, começaram a valer as novas regras de bagagem, que tornaram câmera, relógio de pulso e celular "itens de uso pessoal", livres de tributação, desde que o viajante tenha apenas um de cada. Segundo o chefe da Receita Federal em Cumbica, André Luiz Martins, isso criou uma confusão na cabeça das pessoas. "Acham que tudo é uso pessoal. E, além da cota de US$ 500, ninguém fixou outra parte importante da regra, que é o limite de quantidade", afirma Martins.

É permitido trazer 20 itens acima de US$ 10 e mais 20 abaixo desse valor - é a "cota dos presentes". Acima disso, é obrigatório declarar. Mas 90% dos viajantes internacionais ainda não fazem declaração de bagagem.

"Antes, quem não declarava e era pego na fiscalização só pagava multa. Agora, os itens excedentes são retidos e sujeitos a perdimento", diz Martins. O destino das roupas retidas pela alfândega: doação e trituração.

Parâmetros. Apesar das regras rígidas, a Receita faz análises caso a caso. "Tiramos da conta todo o vestuário e acessórios que foi comprado e usado na viagem, levando em conta o tempo que a pessoa ficou fora. Ninguém acha que precisa declarar roupa, mas precisa."

Dois casos clássicos, conta Martins, são o das grávidas e o das noivas. As primeiras perdem a conta nos sapatinhos de bebê e roupas para os primeiros anos de vida da criança - como são itens baratos, geralmente extrapolam em quantidade. Já as noivas trazem vestidos acima de US$ 500 e esquecem de declarar.

"É importante que as pessoas leiam o papel da Receita que recebem no avião. Se não tiverem o que declarar, nem precisam entregá-lo. Isso facilitou a saída do aeroporto, mas deu mais responsabilidade ao passageiro."