quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Viracopos terá estação ferroviária no terminal de cargas

28/01/2013 - Viracopos Portal de Serviços

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos prevê uma estação ferroviária no terminal de cargas, para que as mercadorias que chegam e saem do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), possam ter mais um modal de transporte.

Atualmente, as cargas chegam por aviação ou por rodovia. Dele partirá um ramal para dar acesso ao transporte de cargas do terminal aeroportuário.

Segundo informou o diretor de engenharia da empresa, Gustavo Müssnich, a concessionária está em negociação com a América Latina Logística (ALL), que opera o transporte ferroviário da malha paulista, para alterar o traçado da ferrovia que corta o aeroporto e que leva cargas da região de Campinas e Jundiaí até o Porto de Santos. O remanejamento dos trilhos será necessário à implantação da segunda pista.

A ferrovia será levada para fora do sítio aeroportuário, mas ainda dentro da área em processo de desapropriação. A ferrovia vai cortar o aeroporto e a intenção é aproveitar o potencial dos dois modais.

Além disso, no aeroporto haverá também uma estação ferroviária para passageiros, já prevista no projeto do trem de alta velocidade (TAV).

O trem, conforme o projeto chegará por um túnel que será instalado a partir do Jardim São Domingos, até o terminal.

A realocação da ferrovia é necessária porque ela corta diagonalmente o terreno onde serão instaladas as pontes de embarque e desembarque.

A ferrovia

Segundo o historiador Henrique Anunziatta, a ferrovia foi construída pelas Ferrovias Paulistas S.A (Fepasa) em 1979, como um trecho de exportação entre Uberaba e Santos e, em 2002, foi concessionado para a ALL.

O Corredor de Exportação atravessa Campinas no sentido Norte-Sul, passando por áreas urbanizadas da região do Campo Grande, entre loteamentos ocupados como o Jardim Florence e Satélite Íris, seccionando também o aterro Complexo Delta.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Passagem mais cara e menos voos afastam os passageiros

19/01/2013 - Folha de São Paulo

Movimento de viajantes domésticos recua 2,9% em dezembro, ante 2011
Com perdas bilionárias em 2012, TAM e Gol reduzem oferta de assentos; no ano, setor tem expansão de 6,9%
MARIANA BARBOSA
DE SÃO

Com menor oferta e passagens mais caras, o movimento de passageiros domésticos nos aeroportos brasileiros encolheu 2,9% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2011.

Levantamento feito pela Folha com dados da Infraero mostra que foi o pior desempenho para dezembro desde 2004. Foi também a única retração mensal de 2012. No ano, a demanda cresceu 6,9%.

"A desaceleração é resultado direto da política de redução de oferta e aumento de tarifa", diz Lucas Arruda, consultor da Lunica.

A retração em dezembro se explica pela crise de Gol e TAM, donas de quase 80% do mercado, que acumularam prejuízo bilionário em 2012.

As duas líderes encolheram a oferta de assentos e, nos últimos meses, vêm promovendo reajustes em suas cestas de tarifas numa tentativa de recompor o choque de custos provocado pela alta do combustível e do dólar.

A redução da oferta de assentos levou a um aumento da taxa de ocupação, que ficou em 77,8% em dezembro -um recorde, segundo a Abear, a associação das empresas aéreas.

O consultor técnico da Abear, Adalberto Febeliano, diz que dezembro "não foi tão ruim" e que o volume de passageiros pagos por quilômetro (RPK) aumentou 2,67%, na comparação com igual mês de 2011.

O dado oficial de RPK deve ser divulgado na semana que vem pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O RPK é um indicador de demanda que mede o número de passageiros pagantes multiplicado pela distância voada total. Por isso, ele pode subir mesmo com redução no número de passageiros transportados.

Segundo a Abear, apesar de ter transportado menos gente, as empresas faturaram mais, com tarifas mais altas e voos de maior duração.

Para 2013, mesmo com PIB maior do que no ano passado, o crescimento ficará limitado pela combinação de oferta contida e passagens mais caras. A Lunica prevê alta de 5,5% ou 6,5% para o setor em 2013.

A Abear (associação das empresas aéreas) está mais otimista e projeta alta de 9% para este ano.

Cumbica terá sistema automático de despacho de mala

20/01/2013 - O Estado de São Paulo

AE - Agência Estado

Perder tempo na fila para despachar bagagem e mais tempo ainda para pegá-la de volta vai deixar de fazer parte da rotina do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. Pelo menos para quem viajar pelo futuro Terminal 3. A GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, vai colocar à disposição o sistema de self bag drop, que permite ao passageiro despachar sozinho a própria mala, sem pegar fila do check-in. O Terminal 3 está em fase de construção e tem previsão para ficar pronto até junho do ano que vem, antes da Copa.

O despacho automático de malas vai funcionar assim: com o check-in já feito (via internet ou da maneira tradicional, no balcão da companhia aérea), o passageiro que tiver bagagem para despachar vai até o aparelho e posiciona as malas. Na maioria das máquinas - são vários fabricantes no mundo -, há um leitor de cartão de embarque para coletar informações pessoais e de voo do passageiro.

Caso o limite de peso seja ultrapassado, um alerta sonoro indica ao passageiro que ele terá de ir até o balcão da companhia aérea pagar pelo excesso de bagagem. Alguns modelos mais avançados já vêm com a possibilidade de pagar o excesso com cartão de crédito.

Se estiver tudo certo com o tamanho e o peso das malas, o tíquete é impresso e a bagagem segue para as áreas internas do aeroporto, onde podem ser inspecionadas antes de entrar no bagageiro da aeronave.

Esteiras

Outra dor de cabeça para os passageiros de Cumbica, as esteiras de restituição de bagagens do Terminal 3 devem melhorar. A GRU Airport ainda não dá detalhes sobre o projeto, mas a reportagem apurou que está em análise a implementação de um sistema de leitura ótica do código de barras de cada mala, que a encaminhará para a esteira do voo correspondente. Isso elimina a necessidade de alguém que "joga" as malas nas esteiras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Viracopos cresce acima da média e sobe em ranking de passageiros

20/01/2013 - G1

Aeroporto foi o sétimo mais movimentado do Brasil em 2012.
8,8 milhões de pessoas passaram pelo terminal, em Campinas.

Leandro Filippi
Do G1 Campinas e Região

Saguão do aeroporto de Viracopos, em Campinas
(Foto: Reprodução / EPTV)

Com um crescimento 10% acima da média nacional em 2012, em comparação ao ano anterior, Viracopos subiu duas posições no ranking de movimentação de passageiros. O aeroporto de Campinas (SP) foi o sétimo do Brasil em número de pessoas que passaram pelo terminal.
Em 2011, Viracopos registrou a nona maior movimentação, quando recebeu 7,5 milhões de passageiros e, em 2010, o aeroporto de Campinas não aparecia entre os dez maiores.

No ano passado, 8,8 milhões de passageiros passaram por Viracopos, uma elevação de 16,5%. Os aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) cresceram 6,4%, em média, segundo o balanço mais recente.

Sem pista opcional
Em relação a movimentação de aeronaves, Viracopos recebeu 115 mil em 2012, número 15,5% maior ao do ano anterior. Apesar do crescimento, o aeroporto não oferece uma segunda opção para pousos e decolagens. Após problemas em um avião cargueiro, em outubro, a operação ficou suspensa durante 45h.

A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos afirma que irá recuperar a pista auxiliar até setembro deste ano. A taxiway, que pode ser usada para voos em situações emergenciais, possui um alerta de segurança desde 2006, por conta da precariedade na pavimentação. A previsão é que a segunda pista seja inagurada em 2017.

Novo terminal
Em 2014, com o novo terminal pronto, a expectativa da concessionária que administra o aeroporto de Campinas é receber 14 milhões de passageiros. No fim da concessão, em 2042, estima-se que 80 milhões de pessoas passem em Viracopos por ano.

A iniciativa privada assumiu a administração de Viracopos em 14 de novembro, após o leilão de concessão realizado pelo governo federal em fevereiro. Desde a ocasião, empresas conduzem todas as atividades funcionais do aeroporto.

Demanda por voos cresce 2,37% em dezembro no País

21/01/2013 - A Tarde - BA

Eulina Oliveira - Agência Estado

A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros (passageiros/quilômetros pagos transportados - RPK) cresceu 2,37% em dezembro de 2012, se comparado ao mesmo mês de 2011, de acordo com dados divulgados na manhã desta segunda-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Segundo a agência, trata-se do maior nível de demanda para o mês de dezembro desde o início da série Dados Comparativos, em 2000. Já a oferta (assentos/quilômetros oferecidos - ASK) teve redução de 7,39% no mesmo período.

A taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros (RPK/ASK) alcançou 77,73% em dezembro, ante 70,72% no mesmo mês do ano anterior - aumento de sete pontos porcentuais. De acordo com a Anac, essa é a melhor taxa de ocupação para o período desde o início da série Dados Comparativos.
Em relação à participação de mercado, TAM e Gol lideraram o mercado doméstico em dezembro de 2012, com participação (em RPK) de 43,66% e de 34,42%, respectivamente. A participação das demais empresas apresentou redução de 10,45%, passando de 24,48%, em dezembro de 2011, para 21,92%, em dezembro de 2012.

Entre as empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1% (em RPK), a Avianca e a Trip tiveram as maiores taxas de crescimento da demanda, quando comparadas com o mesmo mês de 2011: 67,96% e 11,42%, respectivamente. As maiores taxas de ocupação em dezembro de 2012 foram alcançadas pela Avianca e pelo Grupo TAM, com 82,27% e 81,89%, respectivamente.

Acumulado
No acumulado de janeiro a dezembro de 2012, a demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros teve crescimento de 6,79%, em relação ao mesmo período de 2011. A oferta de voos avançou 2,72%.
Também no acumulado do ano passado, a taxa de ocupação dos voos domésticos de passageiros cresceu de 70,17% em 2011 para 72,95% em 2012.

No período, as empresas de maior porte alcançaram participação de mercado de 74,69%, sendo 40,79% para TAM e 33,91% para a Gol. A fatia das demais empresas passou de 21,42% para 25,31% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Avianca e a Trip registraram o maior crescimento na participação em 2012, em relação a 2011: a primeira passou de 3,14% para 5,36% e a segunda, de 3,24% para 4,47%.

Internacional
No transporte aéreo internacional, a demanda de passageiros das empresas aéreas brasileiras cresceu 5,95% em dezembro de 2012, se comparada com o mesmo mês de 2011. Já a oferta registrou aumento de 13,20% no mesmo período. Segundo a Anac, são os maiores níveis de demanda e de oferta para dezembro desde o início da série histórica.

A taxa de ocupação dos voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras caiu para 71,75% em dezembro de 2012, contra 76,66% do mesmo mês de 2011.
No acumulado de 2012, a demanda de passageiros das empresas aéreas brasileiras por voos internacionais em 2012 teve aumento de 0,32% em relação a 2011. Já a oferta registrou redução de 0,01% em relação a 2011.

Em Cumbica, ideia é reduzir tempo de embarque em 50%

20/01/2013 - O Estado de São Paulo

Despacho de mala, por exemplo, passará a levar até um minuto – hoje, processo demora de 3 a 5 minutos, sem contar a fila
19 de janeiro de 2013 | 16h 43
Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

Mais tecnologia, menos tempo. A expectativa da concessionária GRU Airport, que administra Cumbica, é de que só a automatização do despacho de malas represente uma economia de pelo menos 50% no tempo de embarque. E o sistema automatizado não será a única opção para o passageiro – os balcões de atendimento comuns vão continuar, embora em menor número.

No melhor dos cenários, o passageiro poderá despachar sua mala em apenas um minuto. Hoje, estima-se que o tempo levado para fazer o check-in e despachar a bagagem seja de 3 a 5 minutos – sem contar o tempo de fila. Para alguns passageiros, como a publicitária Gisela Paludo, de 31 anos, é só isso que falta. "Hoje, só entro em fila se tiver bagagem para despachar. Senão, faço tudo pelo smartphone", conta.

Inicialmente, oito terminais estão previstos para suprir a demanda. Nos próximos meses, reunião com as empresas aéreas vai determinar quantos quiosques serão instalados. "Ainda estamos analisando quantos terminais de self bag drop vão ser necessários", explica Gustavo Figueiredo, assessor da presidência da GRU Airport.

Não será a primeira vez que um aparelho desses entrará em operação no País – um já foi usado, em caráter experimental, pela extinta Webjet no Terminal 4 de Cumbica. Mas não está mais em funcionamento.

Compartilhamento. Para que todas as companhias que operam em Cumbica usem o mesmo o sistema, a GRU Airport vai precisar lançar mão de uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em vigor desde 2011, mas ainda não posta em prática: a do check-in compartilhado. Como explica Gustavo Figueiredo, se as empresas usam a mesma tecnologia de check-in, isso se estenderá ao despacho de malas. "Acredito que será assim em todo o Brasil. Afinal, é uma determinação da Anac."

Regulamentada desde novembro de 2011, a regra diz que cabe ao administrador do aeroporto identificar a necessidade de compartilhamento de guichês nos horários de maior demanda. Assim, quando há filas nos balcões da Gol, por exemplo, a empresa poderia usar guichês ociosos da TAM e acelerar o atendimento.

Para isso se tornar realidade, é preciso que as companhias brasileiras usem o mesmo sistema. Em aeroportos como os de Newark ou o de Las Vegas, ambos nos Estados Unidos, já é possível usar o mesmo totem de autoatendimento para fazer check-in em várias companhias.

Em 2010, a consultoria McKinsey, contratada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para diagnosticar problemas da aviação, afirmou que o compartilhamento seria uma das soluções para reduzir filas em aeroportos.

Aeroporto e rodoviária de Florianópolis têm deficiências de infraestrura

18/12/2012 - Diário Catarinense

Problemas atrapalham a vida de passageiros de aviões e ônibus

Florianópolis tem um aeroporto a moda antiga. Dá para ver a pessoa entrar no avião e assistir a aeronave decolar. Mas o cenário que lembra os tempos românticos da aviação tem suas implicações. Se houver problema, o passageiro não tem escritório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a única alternativa é o 0800.

O terminal conta com somente sete tomadas para carregar celulares ou notebooks, companheiros habituais de passageiros aéreos. Caso dois voos atrasem o saguão não tem cadeiras para todos sentar. Estacionamento, só pagando R$ 6, motivo que faz as pessoas pararem em fila dupla na frente da entrada, o que tira o sossego do policial militar que manda os motorista acelerarem sob pena de multa.

Se o elitizado aeroporto tem seus, a rodoviária não sai ilesa. Ar-condicionado, esquece. A chuva alivia o calor, mas expõe outra deficiência. São tantos buracos no telhado que o chão fica repleto de poças d'água, lembrando a calçada no lado de fora. O sabonete do banheiro é contado. Gerente de uma revistaria, Elio Maurício declara que há dois anos a situação é esta e as goteiras só aumentam.

O funcionário explica que mendigos roubas para lavar vidros em sinaleiras em busca de trocados. O viajante também não tem muitas opções sacar. A rodoviária conta com terminais de auto atendimento do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Banrisul. O restaurante só abre para o almoço e existem duas lanchonetes.

O gerente do terminal, Valdir Konell explica que a desde abril o Departamento de Transportes e Terminais (Deter) está sem presidente. Isto impede a realização de obras e licitações. A concorrência para o conserto no telhado não pode ser aberta por causa deste motivo. A empresa que cercaria o estacionamento foi feita, mas sem a assinatura do presidente a construção não pode começar.

Guilherme Paulus vai investir no Santos Dumont

09/01/2013 - Valor Econômico, André Borges e Alberto Komatsu

A empresa GJP Investimentos venceu a licitação da Infraero para implantação e exploração de um complexo que envolve a construção de um hotel e de um centro de negócios no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O valor global do contrato, que tem prazo de 25 anos, foi firmado em R$ 270 milhões, um ágio de 17,79% sobre o inicialmente previsto pela Infraero, de R$ 229,23 milhões.
A concessão envolve uma área de 4.785 metros quadrados e vai ocupar o espaço dos antigos prédios da Varig e da Vasp, onde serão erguidos o hotel e o centro de negócios. A licitação incluiu também um espaço livre de 8.432 metros quadrados, além de um balcão para reservas localizado no terminal de passageiros do Santos Dumont, totalizando uma área de 13.223 metros quadrados.
A GJP Investimentos já havia arrematado, em fevereiro de 2011, a concessão para construção e exploração comercial de um hotel no aeroporto do Galeão, o qual deverá ser concluído até maio deste ano.
O novo contrato envolve a construção de um hotel de categoria quatro estrelas, com serviço de traslado para o aeroporto e internet sem fio gratuita, entre outros serviços. O centro de negócios funcionará sete dias por semana e contará, por exemplo, com recepcionistas bilíngues, serviços de tradução, concièrge, restaurante, papelaria e loja de conveniência, entre outros.
Nos próximos dois anos, a GJP investirá R$ 96,5 milhões para erguer o complexo. A GJP Investimentos integra a GJP Participações, holding do empresário Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da maior operadora de turismo do país, a CVC. GJP são as iniciais do nome completo dele, Guilherme Jesus Paulus.
Depois que vendeu 63,6% da CVC para o fundo de private equity Carlyle, por R$ 750 milhões, em janeiro de 2010, Paulus iniciou uma investida no setor de hotéis. Com a GJP Hotéis & Resorts, braço do setor hoteleiro, tem um plano de investir R$ 1 bilhão, até o fim de 2014, para ter 25 hotéis. Atualmente, a GJP conta com 15 hotéis em operação. Do plano total de investimento, metade deverão ser recursos próprios da GJP e o restante de parceiros e investidores. Paulus também vendeu a Webjet para a Gol Linhas Aéreas, por R$ 43 milhões, em julho de 2011. Com a negociação da CVC e da Webjet levantou em torno de R$ 800 milhões.
O plano de expansão da GJP Hotéis & Resorts contempla várias frentes. A empresa investe em hotéis próprios, tem participado de concorrências e tem feito parcerias nas quais administra o empreendimento de redes internacionais como a Starwood, dona da marca Sheraton.
Em 2012, a estimativa da GJP é de ter alcançado um faturamento de R$ 100 milhões, o que representaria um crescimento de 17% em relação ao ano anterior
A oferta de hotéis e centros de convenção em aeroportos tende a se tornar uma fonte importante de receita para a Infraero. Hoje a estatal só tem dois hotéis concedidos, mas uma nova leva de projetos sairá no papel neste ano.
Hoje, a estatal deve abrir os envelopes para a construção de uma estrutura hoteleira ligada ao aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Em breve, a Infraero abrirá as proposta do aeroporto de Vitória. Mais seis propostas estão a caminho. Até o fim de julho, estarão na praça os editais de concessões de hotéis para os aeroportos de Congonhas, Salvador, Porto Alegre, Foz do Iguaçu, Manaus e Curitiba.
"Temos buscado novas fontes de recursos e isso é uma prática mundial no setor aeroportuário. Hoje só temos dois hotéis que funcionam em ambiente aeroportuário (Caesar Park de Guarulhos, que foi concedido; e outro hotel no Galeão). Vamos ampliar essas operações, tudo em regime de concessão", disse Claiton Resende, superintendente de negócios comerciais da Infraero.
Apesar de 14 empresas terem avaliado a concessão do complexo hoteleiro no Santos Dumont e oito terem sinalizado interesse no negócio, apenas a GJP apresentou proposta. Durante os 25 anos de concessão, a empresa vai pagar R$ 900 mil por mês à Infraero e deverá concluir a obra em até 16 meses. A concessão não prevê prorrogação.
Mesmo com um único interessado na concessão, a Infraero considerou positivo o resultado da licitação. "Acreditamos que é um investimento extremamente atrativo. A localização no Rio é fantástica. Demos prazo para que todos pudessem se preparar, apresentamos o negócio para o mercado. O edital foi publicado em 24 de outubro. Ms investimento é uma escolha individual", disse Claiton Resende.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Aeroporto internacional no Piauí não recebe voos regulares há 13 anos

17/01/2013 - G1

Terminal para 100 mil passageiros ao ano recebeu 2.828 pessoas em 2012.
Com custo mensal de R$ 320 mil, base com a maior pista do PI dá prejuízo.

Patrícia Andrade e Tahiane Stochero*
Do G1, no Piauí e em São Paulo

Aeroporto Internacional de Parnaíba recebeu menos de 4 voos por dia, em 2012
(Foto: Patrícia Andrade/G1)

O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba (PI), a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até 100 mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004.

O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho – e que "precisam existir" – com verba arrecadada de terminais que dão lucro.
Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico (veja algumas distâncias na tabela ao lado). Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade.

"Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas", afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba.

saiba mais
GALERIA DE FOTOS: Veja imagens do aeroporto

Procuradas pelo G1, as companhias Azul e Trip disseram que novos destinos possíveis estão sendo avaliados, mas que não há previsão sobre o início de operações em Parnaíba. A Gol não quis falar sobre o tema e apenas informou que, "como uma empresa competitiva, está sempre avaliando oportunidades que agreguem valor ao negócio". A TAM disse que não tem interesse em operar no local. Já a Passaredo não se manifestou.

A Avianca disse que trabalha com aviões grandes, como Airbus, que não teriam condições de operar no local. O último voo comercial regular feito no aeroporto, em 2000, foi da Ocean Air, que mudou de nome para Avianca. A assessoria de imprensa da empresa não conseguiu dizer por que as operações foram suspensas na época e qual era o destino do voo.

"Temos recebido consultas de empresas de aviação regional interessadas em conhecer a infraestrutura do aeroporto, mas ainda não há uma confirmação de início de atividades", diz Jorge Tadeu de Andrade, gerente regional de Comunicação Social da Infraero Nordeste.

Maior pista do Piauí
Em 2010, uma reforma ao custo de R$ 7 milhões ampliou a pista do aeroporto de Parnaíba de 1.800 metros para 2.500 metros, superando em extensão os 2.200 metros a estrutura da capital Teresina e alcançando o posto de quarta maior pista do Nordeste – atrás apenas de Recife (3.300 metros), Petrolina (3.250 metros) e Fortaleza (2.545 metros), segundo dados da Infraero.

O governo federal liberou R$ 8 milhões para a construção de um novo pátio para aeronaves, em investimento que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a obra está parada desde agosto de 2011. Segundo a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a empresa responsável pela obra solicitou rescisão contratual com a Infraero por falta de condições técnicas para cumprir o acordo. O processo aguarda decisão judicial.

De acordo com a secretaria, o terminal de Parnaíba está entre os 270 aeroportos brasileiros que o governo listou, em dezembro de 2012, como parte do projeto de desenvolvimento da aviação regional. O espaço, portanto, é considerado prioritário para o avanço do setor, mas futuros investimentos, dentro do pacote federal, ainda vão ser analisados.


Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança"
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba

O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias"
Marco Bona, secretário de Turismo do Piauí


Com 2.500 metros, pista do aeroporto de Parnaíba
é 4ª maior do Nordeste (Foto: Patrícia Andrade/G1)

Risco de acidentes afasta aéreas
A Força Aérea Brasileira vetou, em março do ano passado, a operação por instrumentos no aeroporto de Parnaíba porque há "obstáculos" na região que poderiam provocar acidentes. Segundo a Infraero, o aumento da metragem da pista fez com que algumas edificações da cidade passassem a atrapalhar as operações. Agora, quando as condições meteorológicas são ruins, pilotos estão proibidos de pousar e decolar sem ter uma visão clara da pista.
A mudança não impede voos no local, mas oferece menos segurança às companhias aéreas, que preferem aeroportos em que possam operar com ambas as opções, segundo o gerente de operações Celso Lara Vital. A Infraero afirma trabalhar para recuperar a autorização.

"A Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança. Fora desta área, a cerca de 20 km, há uma usina eólica, que está em uma elevação", explica Vital. "Comunicamos o governo estadual e a prefeitura para tomar providências. Acredito que a FAB já teve o retorno sobre grande parte dos pontos e os que não poderão ser retirados serão informados nas cartas aeronáuticas, para dar ciência aos pilotos".

O secretário de Turismo do Piauí, Marco Bona, afirmou ao G1 que o laudo técnico da FAB apontou a existência de torres de emissoras de rádio em altura irregular e que o governo determinou a resolução do problema. "O laudo não impede em nada as operações. São diferenças de 20 cm em algumas torres. O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias", disse.

Terminal com capacidade para receber até 100 mil
passageiros por ano foi listado como alternativa de
transporte para a Copa (Foto: Patrícia Andrade/G1)

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba, Paulo Meireles, confirmou que a prefeitura foi notificada de obstáculos na área de aproximação dos aviões à pista, mas que alguns dos pontos, como a autorização para a instalação das torres de telefonia móvel e de comunicação, foram previamente autorizados pela Aeronáutica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes do Piauí, o governo ainda irá elaborar um plano de proteção exigido pela Aeronáutica sobre medidas de segurança que deverão ser feitas ao redor do aeroporto.

Alternativa para a Copa de 2014
O terminal de Parnaíba está na lista de alternativas para a Copa do Mundo de 2014, devido à proximidade com Fortaleza (CE), que vai sediar jogos do mundial. A lista foi elaborada pela Secretaria de Aviação Civil e engloba 50 aeroportos de destino para as 12 cidades sedes e mais 42 alternativas para o tráfego de passageiros. A Infraero aponta, porém, que ainda não há uma definição se o aerporto de Parnaíba será usado durante a competição.

O aeroporto não conta com sistema de radares e torre de controle, e a troca de informações com pilotos é feita por estação de rádio, que funciona das 6h às 24h. Para Celso Lara Vital, a estrutura é suficiente para receber voos de passageiros.

Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial.
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba

Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros"
Edilson Morais Brito,
proprietário de agência de viagens

"Temos todas as condições de receber voos regulares, como sistemas de raio-x, de combate a incêndio e de informação sobre a situação dos voos, além de salas de embarque e detectores de metais, todos os mesmos que você vê nos grandes aeroportos, como Guarulhos ou Galeão. O que falta é interesse das empresas de operar aqui".

O número de voos no aeroporto, que já é pequeno, caiu 18% no ano passado – o de táxi aéreo despencou 52%. Celso Lara Vital acredita que a suspensão das operações por instrumentos interferiu pouco na queda, pois as aeronaves que ali pousam são de pequeno porte e atuam com pousos e decolagens visuais. Ele aponta a logística da cidade e a busca por outros terminais próximos como principais fatores que interferiram na queda.

Sem voo regular há 13 anos, terminal é usado para
operações de fretados e de táxi aéreo; Aeronáutica
vetou pousos e decolagens por instrumentos após
identificar "obstáculos" (Foto: Patrícia Andrade/G1)

"Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial. Pretendemos instalar uma lanchonete e caixa eletrônico para o conforto dos passageiros. As empresas aéreas querem fazer voos rentáveis e elas não estão vislumbrando uma quantidade de passageiros na região que permita a realização de voos para cá", afirma.

Objetivo é atrair estrangeiros
Turistas que desejam conhecer o litoral piauiense tem que desembarcar em Teresina ou em Fortaleza e fazer o resto do percurso de ônibus ou carro, com tempo de viagem que pode durar de quatro a cinco horas. De avião, o tempo estimado das citadas capitais até Parnaíba, se houvesse um voo regular, seria de aproximadamente 50 minutos.

Localização do aeroporto é estratégica para turismo
no litoral de três estados (Foto: Patrícia Andrade/G1)

"Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros", diz Edilson Morais Brito, proprietário de uma agência de viagens na cidade.

Apesar de não contar com nenhum voo regional ou nacional diário, o gerente de operações da Infraero Celso Lara Vital sonha com voos internacionais, que estão autorizados desde outubro de 2005 por portaria da Aeronáutica. A última vez que um avião com turistas de outro país pousou no local foi entre o final de 2006 e o início de 2007, com oito voos charters (voos fretados) procedentes de Verona, na Itália.

"Temos um pátio pequeno, mas podemos receber voos internacionais de modelos como o Boeing 767-300, se alguma companhia tiver interesse. Neste caso, como não temos aqui postos de alfândega, da Polícia Federal ou da Anvisa, avisaríamos para os órgãos enviar equipes e atender o voo", diz Vital.

*Colaborou Fábio Amato, do G1 em Brasília.

Plano de aeroportos deve finalizar este ano, diz Gleisi

13/12/2013 - O Estado de São Paulo

RAFAEL MORAES MOURA E RICARDO BRITO - Agência Estado

Em uma rápida coletiva de imprensa, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse nesta quinta-feira (13) que o governo federal está "tentando finalizar para este ano" o plano de investimentos em aeroportos. O Planalto já anunciou programas de logística voltados para rodovias e ferrovias e portos, num esforço para melhorar a infraestrutura do País. "Estamos tentando finalizar para este ano o plano de aeroportos", disse a ministra, ao encerrar coletiva de imprensa na qual anunciou a extensão de crédito para agricultores atingidos pelos efeitos da seca.

Gleisi deve se reunir ainda hoje para tratar do tema com o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt; o secretário executivo da Secretaria de Aviação Civil, Guilherme Ramalho; e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Em visita a França, a presidente Dilma Rousseff prometeu a construção de 800 aeroportos regionais no Brasil e a concessão dos maiores terminais. A ministra se recusou a comentar a possibilidade de o Congresso Nacional derrubar os vetos de Dilma ao projeto que trata da redistribuição dos royalties do petróleo.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Cuiabá recebe ordem de serviço para ampliação do aeroporto

13/12/2012 - Infraero

Cuiabá recebe ordem de serviço para ampliação do aeroporto
Quinta-Feira 13 de Dezembro de 2012 às 18:45
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o governador do estado do Mato Grosso, Silval Barbosa, assinaram nesta quinta-feira (13/2) a Ordem de Serviço para a execução da terceira fase das obras de reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Cuiabá – Várzea Grande/Marechal Rondon (MT).

A terceira fase compreende a ampliação terminal de passageiros, que passará dos atuais dos atuais 5,46 mil m² para 13,2 mil m². A capacidade operacional também aumentará de 2,5 milhões para 5,7 milhões de passageiros por ano. Essas obras receberão investimentos de R$ 77,2 milhões e vão dotar o aeroporto de pontes de embarque, além de reformar e adequar a via de serviço da área restrita do aeroporto, instalar nova sinalização horizontal do pátio de aeronaves. Também estão previstas a reforma, adequação e ampliação do acesso viário do e expansão do estacionamento de veículos.

Após a assinatura do documento, foi inaugurado o edifício administrativo da Infraero, obra que integra o convênio entre Infraero e Governo do Mato Grosso. A obra faz parte do escopo das ampliações previstas para o terminal mato-grossense, com investimentos de R$ 5,8 milhões.

"Todas as obras que já aconteceram no aeroporto, bem como esta que se inicia agora, só estão sendo possíveis graças à parceria existente entre os responsáveis pelo processo, principalmente o Governo do Estado de Mato Grosso. A nossa capacidade de investimentos se torna cada vez maior quando temos a cooperação dos entes envolvidos", afirmou o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

Assessoria de Imprensa – Infraero
imprensa@infraero.gov.br

TAP recebe aporte de Portugal

16/01/2012 - Valor Econômico

Alberto Komatsu

O governo de Portugal fez um aporte de € 100 milhões na TAP para reforçar o caixa da companhia aérea e pretende retomar, neste ano, o seu processo de privatização, adiado em dezembro.

A informação é do secretário de Transportes português, Sérgio Monteiro, em entrevista à agência de notícias Lusa. Segundo ele, a injeção de recursos na TAP foi feita por meio da Parpública, empresa estatal que detém as participações do governo português em empresas de diversos setores.

"Uma vez estabilizado o caixa da empresa, estamos prontos para recolocar o processo de privatização em marcha", disse Monteiro. Segundo ele, assim que for oportuno, será divulgada a data do novo calendário de privatização.

A companhia, nos nove primeiros meses de 2012, acumulou prejuízo líquido de € 50,3 milhões. Em 20 de dezembro, o governo de Portugal rejeitou a proposta do Grupo Synergy, do empresário Germán Efromovich, para comprar a TAP. Com isso, adiou a privatização da empresa aérea portuguesa. Naquela ocasião, a secretária portuguesa do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, afirmou que o Synergy não havia depositado "as garantias adequadas", de € 35 milhões.

Em recente entrevista ao Valor, Efromovich disse estar "surpreso", pois as garantias teriam de ser apresentadas no dia do fechamento do negócio, 27 de dezembro. Ele acrescentou que a disposição para participar de um novo processo de privatização dependeria das condições. "Pode ser que sim ou pode ser que não", afirmou.

Alitalia incia voo Forlatelza-Roma no dia 14

09/01/2013 - Mercado & Eventos

A Alitalia começará a operar a sua nova frequência para o Brasil no próximo dia 14 de janeiro. A companhia italiana ligará de forma direta as cidades de Fortaleza (CE) e Roma. Para celebrar a data, a aérea fará uma cerimônia no Aeroporto Internacional Pinto Martins. O evento acontece pouco antes da decolagem do primeiro voo, às 18 horas e contará com a presença vice-presidente regional para a América do Sul, Antonio Sgro.

Anderson Masetto

Gol muda malha aérea a partir de 23 de fevereiro e Natal vai perder voos

03/01/2013 - Tribuna do Norte

Por Antonio Roberto

O diretor da Wheltour, Wellington Palhano, está preocupado com a nova malha aérea que a Gol estréia no dia 23 de fevereiro. Segundo o experiente agente de viagem, Natal terá perdas.

Numa rápida simulação, dá para observar que todos os horários de voos mudam e que Natal ficará com dois voos diretos para São Paulo e dois para o Rio de Janeiro. Ganhará também boas ligações com Belo Horizonte e Goiânia.

No geral, porém, segundo análise de Palhano, Natal perde frequências diretas e ganha voos de São Paulo com escala em Fortaleza, o que operacionalmente não é indicado.

Ele sugere que os dois secretários de Turismo – Renato Fernandes (RN) e Fernando Bezerril (Natal) – procurem a direção da Gol o quanto antes para tentar melhorar a nova malha aérea para a capital potiguar.

Embraer assina contrato de até US$ 1,56 bi com empresa da Irlanda

17/01/2013 - Folha de São Paulo

A Embraer informou nesta quinta-feira que assinou contrato com uma empresa de leasing da Irlanda, a Aldus Aviation Limited, para a venda de 20 aviões E-Jets, jatos da categoria de 70 a 120 assentos. O valor total do negócio pode alcançar US$ 1,56 bilhão.

O contrato contempla também 15 direitos de compra para qualquer um dos modelos da família de E-Jets.

Entre os 20 E-Jets, há cinco aviões Embraer 175 (com até 88 assentos) e 15 Embraer 190 (até 114 assentos).

Os pedidos firmes (confirmados) já estão inclusos na carteira de pedidos a entregar da Embraer do quarto trimestre de 2012, listados como "cliente não divulgado".

A Aldus Aviation opera uma frota 100% de aviões fabricados pela Embraer, informou em nota Paulo Cesar Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial.

Desde 2004, a Embraer diz que entregou mais de 900 E-Jets. Atualmente, 63 companhias aéreas em 43 países operam a categoria de quatro aeronaves.

FAB

A Embraer Defesa e Segurança e a FAB (Força Aérea Brasileira) assinaram um contrato para modernização de cinco aeronaves.

O contrato, avaliado em aproximadamente R$ 430 milhões, prevê a atualização dos sistemas de guerra eletrônica, sistemas de comando e controle, sistemas de contramedidas eletrônicas e do radar de vigilância aérea.

Azul quer mais voos a partir de Guarulhos (SP)

17/01/2013 - Panrotas

A Azul Linhas Aéreas pediu autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar dois novos destinos a partir do aeroporto de Guarulhos (SP). São eles: Belo Horizonte (Pampulha) e Curitiba. Quando aprovados, os voos serão diários. A Azul também pretende aumentar o número de frequências diárias ao Rio de Janeiro (Santos Dumont) e Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Os novos voos e frequências têm previsão de inicio em 18 de fevereiro e serão operados com as aeronaves Embraer 195, com capacidade para 118 clientes. Já os voos ao aeroporto da Pampulha, serão operados pelos turboélices ATR, com capacidade para 70 clientes, e têm inicio previsto para 20 de fevereiro.

Aeroporto internacional no Piauí não recebe voos regulares há 13 anos

17/01/2013 - G1

Terminal para 100 mil passageiros ao ano recebeu 2.828 pessoas em 2012.
Com custo mensal de R$ 320 mil, base com a maior pista do PI dá prejuízo.

Patrícia Andrade e Tahiane Stochero*
Do G1, no Piauí e em São Paulo

Aeroporto Internacional de Parnaíba recebeu menos de 4 voos por dia, em 2012
(Foto: Patrícia Andrade/G1)

O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba (PI), a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até 100 mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004.

O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho – e que "precisam existir" – com verba arrecadada de terminais que dão lucro.
Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico (veja algumas distâncias na tabela ao lado). Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade.

"Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas", afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba.

saiba mais
GALERIA DE FOTOS: Veja imagens do aeroporto

Procuradas pelo G1, as companhias Azul e Trip disseram que novos destinos possíveis estão sendo avaliados, mas que não há previsão sobre o início de operações em Parnaíba. A Gol não quis falar sobre o tema e apenas informou que, "como uma empresa competitiva, está sempre avaliando oportunidades que agreguem valor ao negócio". A TAM disse que não tem interesse em operar no local. Já a Passaredo não se manifestou.

A Avianca disse que trabalha com aviões grandes, como Airbus, que não teriam condições de operar no local. O último voo comercial regular feito no aeroporto, em 2000, foi da Ocean Air, que mudou de nome para Avianca. A assessoria de imprensa da empresa não conseguiu dizer por que as operações foram suspensas na época e qual era o destino do voo.

"Temos recebido consultas de empresas de aviação regional interessadas em conhecer a infraestrutura do aeroporto, mas ainda não há uma confirmação de início de atividades", diz Jorge Tadeu de Andrade, gerente regional de Comunicação Social da Infraero Nordeste.

Maior pista do Piauí
Em 2010, uma reforma ao custo de R$ 7 milhões ampliou a pista do aeroporto de Parnaíba de 1.800 metros para 2.500 metros, superando em extensão os 2.200 metros a estrutura da capital Teresina e alcançando o posto de quarta maior pista do Nordeste – atrás apenas de Recife (3.300 metros), Petrolina (3.250 metros) e Fortaleza (2.545 metros), segundo dados da Infraero.

O governo federal liberou R$ 8 milhões para a construção de um novo pátio para aeronaves, em investimento que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a obra está parada desde agosto de 2011. Segundo a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a empresa responsável pela obra solicitou rescisão contratual com a Infraero por falta de condições técnicas para cumprir o acordo. O processo aguarda decisão judicial.

De acordo com a secretaria, o terminal de Parnaíba está entre os 270 aeroportos brasileiros que o governo listou, em dezembro de 2012, como parte do projeto de desenvolvimento da aviação regional. O espaço, portanto, é considerado prioritário para o avanço do setor, mas futuros investimentos, dentro do pacote federal, ainda vão ser analisados.


Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança"
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba

O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias"
Marco Bona, secretário de Turismo do Piauí


Com 2.500 metros, pista do aeroporto de Parnaíba
é 4ª maior do Nordeste (Foto: Patrícia Andrade/G1)

Risco de acidentes afasta aéreas
A Força Aérea Brasileira vetou, em março do ano passado, a operação por instrumentos no aeroporto de Parnaíba porque há "obstáculos" na região que poderiam provocar acidentes. Segundo a Infraero, o aumento da metragem da pista fez com que algumas edificações da cidade passassem a atrapalhar as operações. Agora, quando as condições meteorológicas são ruins, pilotos estão proibidos de pousar e decolar sem ter uma visão clara da pista.
A mudança não impede voos no local, mas oferece menos segurança às companhias aéreas, que preferem aeroportos em que possam operar com ambas as opções, segundo o gerente de operações Celso Lara Vital. A Infraero afirma trabalhar para recuperar a autorização.

"A Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança. Fora desta área, a cerca de 20 km, há uma usina eólica, que está em uma elevação", explica Vital. "Comunicamos o governo estadual e a prefeitura para tomar providências. Acredito que a FAB já teve o retorno sobre grande parte dos pontos e os que não poderão ser retirados serão informados nas cartas aeronáuticas, para dar ciência aos pilotos".

O secretário de Turismo do Piauí, Marco Bona, afirmou ao G1 que o laudo técnico da FAB apontou a existência de torres de emissoras de rádio em altura irregular e que o governo determinou a resolução do problema. "O laudo não impede em nada as operações. São diferenças de 20 cm em algumas torres. O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias", disse.

Terminal com capacidade para receber até 100 mil
passageiros por ano foi listado como alternativa de
transporte para a Copa (Foto: Patrícia Andrade/G1)

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba, Paulo Meireles, confirmou que a prefeitura foi notificada de obstáculos na área de aproximação dos aviões à pista, mas que alguns dos pontos, como a autorização para a instalação das torres de telefonia móvel e de comunicação, foram previamente autorizados pela Aeronáutica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes do Piauí, o governo ainda irá elaborar um plano de proteção exigido pela Aeronáutica sobre medidas de segurança que deverão ser feitas ao redor do aeroporto.

Alternativa para a Copa de 2014
O terminal de Parnaíba está na lista de alternativas para a Copa do Mundo de 2014, devido à proximidade com Fortaleza (CE), que vai sediar jogos do mundial. A lista foi elaborada pela Secretaria de Aviação Civil e engloba 50 aeroportos de destino para as 12 cidades sedes e mais 42 alternativas para o tráfego de passageiros. A Infraero aponta, porém, que ainda não há uma definição se o aerporto de Parnaíba será usado durante a competição.

O aeroporto não conta com sistema de radares e torre de controle, e a troca de informações com pilotos é feita por estação de rádio, que funciona das 6h às 24h. Para Celso Lara Vital, a estrutura é suficiente para receber voos de passageiros.

Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial.
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba

Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros"
Edilson Morais Brito,
proprietário de agência de viagens

"Temos todas as condições de receber voos regulares, como sistemas de raio-x, de combate a incêndio e de informação sobre a situação dos voos, além de salas de embarque e detectores de metais, todos os mesmos que você vê nos grandes aeroportos, como Guarulhos ou Galeão. O que falta é interesse das empresas de operar aqui".

O número de voos no aeroporto, que já é pequeno, caiu 18% no ano passado – o de táxi aéreo despencou 52%. Celso Lara Vital acredita que a suspensão das operações por instrumentos interferiu pouco na queda, pois as aeronaves que ali pousam são de pequeno porte e atuam com pousos e decolagens visuais. Ele aponta a logística da cidade e a busca por outros terminais próximos como principais fatores que interferiram na queda.

Sem voo regular há 13 anos, terminal é usado para
operações de fretados e de táxi aéreo; Aeronáutica
vetou pousos e decolagens por instrumentos após
identificar "obstáculos" (Foto: Patrícia Andrade/G1)

"Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial. Pretendemos instalar uma lanchonete e caixa eletrônico para o conforto dos passageiros. As empresas aéreas querem fazer voos rentáveis e elas não estão vislumbrando uma quantidade de passageiros na região que permita a realização de voos para cá", afirma.

Objetivo é atrair estrangeiros
Turistas que desejam conhecer o litoral piauiense tem que desembarcar em Teresina ou em Fortaleza e fazer o resto do percurso de ônibus ou carro, com tempo de viagem que pode durar de quatro a cinco horas. De avião, o tempo estimado das citadas capitais até Parnaíba, se houvesse um voo regular, seria de aproximadamente 50 minutos.

Localização do aeroporto é estratégica para turismo
no litoral de três estados (Foto: Patrícia Andrade/G1)

"Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros", diz Edilson Morais Brito, proprietário de uma agência de viagens na cidade.

Apesar de não contar com nenhum voo regional ou nacional diário, o gerente de operações da Infraero Celso Lara Vital sonha com voos internacionais, que estão autorizados desde outubro de 2005 por portaria da Aeronáutica. A última vez que um avião com turistas de outro país pousou no local foi entre o final de 2006 e o início de 2007, com oito voos charters (voos fretados) procedentes de Verona, na Itália.

"Temos um pátio pequeno, mas podemos receber voos internacionais de modelos como o Boeing 767-300, se alguma companhia tiver interesse. Neste caso, como não temos aqui postos de alfândega, da Polícia Federal ou da Anvisa, avisaríamos para os órgãos enviar equipes e atender o voo", diz Vital.

*Colaborou Fábio Amato, do G1 em Brasília.

Novas aeronaves estão sempre sujeitas a pequenos problemas

18/01/2013 - Folha de São Paulo

Os incidentes com o novo avião da Boeing, o 787, de certa maneira refletem como a aviação é conservativa no seu desenvolvimento. Tudo, é claro, em prol da segurança.

Projetos de aeronaves em que há quebra muito acentuada de paradigmas estão sujeitos a pequenos problemas no início de suas operações.

Até um novo modelo, mas que usa tecnologias mais maduras, está sujeito a um amadurecimento durante seus primeiros meses de operação.

As maiores indústrias aeronáuticas, a Boeing e a Airbus, lançaram novos aviões, o 787 e o A380, e enfrentaram vários pequenos problemas, pois tentam paulatinamente alinhar seus novos projetos aos desafios ambientais das próximas décadas.

Daqui a 30 anos, os aviões deverão emitir 80% menos de oxido nitroso, 20% menos de gás carbônico (CO₂) e diminuir o ruído externo em dez decibéis, consumindo 20% menos de combustível.

Tudo isso reduzindo seus custos de produção e tempo de desenvolvimento em 35% e 20%, respectivamente.

Esses desafios hoje parecem impossíveis, mas aeronaves como o 787, o A380 e o novo avião em desenvolvimento pela Airbus, o A350, já incorporam algumas soluções para que parte desses requisitos seja atendida: novos materiais, novos motores, sistemas eletroeletrônicos sofisticados etc.

Os requisitos de ruído externo são um gargalo importante, tanto que a Embraer desenvolve com as universidades brasileiras projetos na área de aeroacústica para que seus produtos sejam aceitos de maneira competitiva.

Essas novas aeronaves são, em média, 15% melhores em todos os quesitos que aquelas da geração anterior.

No futuro, os aviões deverão ser bem diferentes para atender tais requisitos. Asas voadoras, motores elétricos, biocombustíveis, aviões sem piloto, voo em formação e muitas outras tecnologias.

FERNANDO CATALANO é professor titular Ph.D e chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Construção de novo aeroporto pode desativar Salgado Filho (RS) em 2023

17/01/2013 - Transporta Brasil

Novo terminal terá duas pistas, que atenderão as necessidades tanto em termos de cargas quanto em termos de passageiros

Silas Colombo, repórter do Portal Transporta Brasil

Um projeto para a construção de um novo aeroporto na região Metropolitana de Porto Alegre foi apresentado ao governo do Estado do Rio Grande do Sul esta semana. A proposta indica que com o funcionamento do novo terminal aéreo, em 2023, o Aeroporto Salgado Filho será desativado.

O estudo foi elaborado em quatro semanas pelo escritório da consultoria PwC, encomendado por meio de um convênio entre a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS). O documento foi entregue ao Executivo pelo presidente da Fiergs, Heitor Muller.

A previsão é de que o empreendimento tenha capacidade para o transporte de 20 milhões de passageiros. Uma das localidades cogitadas para receber o terminal é Nova Santa Rita, a 23 quilômetros da Capital. Porém, conforme o titular da Secretaria do Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, o local ainda não está confirmado. Segundo ele, outras três cidades estão sendo consideradas: Guaíba, Canoas e Viamão.

Conforme Knijinik, o aeroporto Salgado Filho não atende o transporte de cargas das empresas, o que ocasiona custos mais elevados para importação e exportação. A atual capacidade do terminal, principalmente o tamanho da pista, impede que a exportação seja feita 100% pelo Rio Grande do Sul – 75% é realizada pelos aeroportos de São Paulo (50% por Guarulhos e 25% por Campinas). Segundo o estudo, o novo aeroporto terá duas pistas, que atenderão as necessidades tanto em termos de cargas quanto em termos de passageiros.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Investimentos de R$ 700 milhões beneficiarão 20 aeroportos na Bahia

15/01/2013 - Bahia Econômica

Aeroportos baianos terão investimentos que ultrapassam R$ 700 milhões em ampliação e modernização. Serão beneficiados mais 20 aeroportos regionais, entre os quais, os da capital baiana e de Barreiras, além de um novo terminal, em Vitória da Conquista. Somente no Aeroporto Internacional de Salvador, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 100 milhões. Desse total, R$ 87 milhões são destinados a modificações no terminal de passageiros, e o restante está sendo aplicado na construção da nova torre de controle, já iniciada.

As ordens de serviço para as reformas dos equipamentos da capital e de Barreiras e para a construção do aeroporto de Conquista foram assinadas ontem, pelo governador Jaques Wagner, pelo secretário executivo da Aviação Civil, Guilherme Ramalho, e pelo presidente da Infraero, Antonio Gustavo do Vale. A solenidade aconteceu, no Salão de Atos Baiana de Acarajé, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.

O governador disse que os investimentos vão contribuir para o desenvolvimento da aviação regional na Bahia. "Os empresários querem saber, antes de investir, como está a infraestrutura das cidades, como estão as estradas, os aeroportos, o sistema de abastecimento. Esperamos em breve entregar estes 20 terminais, que são fundamentais para os municípios. Temos serviços, comércio e precisamos dinamizar a hotelaria, o turismo na Chapada Diamantina, o enoturismo no oeste baiano. Também estamos buscando avançar em polos como Paulo Afonso, Lençóis e Teixeira de Freitas."

Aeroporto de Ponta Grossa passa por reforma emergencial

16/01/2013 - G1

Objetivo é garantir que a pista não seja interditada pela Anac.
Prefeitura estuda ampliar o local para que volte a receber voos comerciais.
Do G1 PR, com informações da RPC TV Ponta Grossa

Veja vídeo no site do G1
O aeroporto de Ponta Grossa, na região central do Paraná, começou a passar por reformas para voltar a receber voos comerciais. Há 12 anos, ele foi fechado para esse tipo de operação e serve atualmente apenas para receber pequenos aviões e para o aeroclube que existe na cidade.
As obras foram uma exigência da Agência Nacional de Aviação (Anac), que ameaçou interditar o local. Nas laterais da pista, o mato não era cortado há quase um ano. Além disso, várias poças se formaram com as chuvas. Os técnicos contratados pela prefeitura também devem cobrir bueiros, que estão abertos no local.

Essa primeira etapa de obras é considerada emergencial e deve ficar pronta até setembro de 2013. Após a finalização dos trabalhos, a prefeitura deve iniciar adequações para voltar a receber os voos comerciais.

As obras serão feitas com uma verba de R$ 1,5 milhão, que foi liberada pelo governo do estado. O valor será utilizado para uma reforma na sala de embarque, compra de equipamentos mais modernos, reparos na pista e para a instalação da iluminação, que vai permitir ao aeroporto receber voos noturnos.

Ainda não há prazo definido para o fim dessa segunda etapa. Muitos dos procedimentos necessitam de licitação. "Nós temos que dar mobilidade ao pontagrossense, às indústrias que estão aqui. Então, pelo menos, um voo daqui a São Paulo e que se distribua em São Paulo para outros lugares, nós precisamos ter", afirma Álvaro Scheffer, secretário municipal de Indústria e Comércio.

OLHAR PARA O FUTURO

17/01/2013 - Zero Hora

Novo aeroporto excluirá o atual
Estudo encomendado pelo governo gaúcho e entidades empresariais vê viabilidade em novo terminal somente se houver o fechamento do Salgado Filho
CAIO CIGANA
caio.cigana@zerohora.com.br

Considerado a única saída para suportar o crescimento do número de passageiros e de cargas no Estado nas próximas décadas, o projeto de construção de um novo aeroporto na Região Metropolitana tem uma premissa básica para ser viável: o fim do Salgado Filho. A conclusão é de um estudo encomendado pelo governo gaúcho e entidades empresariais à consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC) e apresentado ontem.

– Essa é uma decisão fundamental. Se ficar no meio termo, não atrairá investidores – aponta Carlos Biedermann, sócio para a Região Sul da PwC, referindo-se à intenção de atrair o capital privado para o projeto.

Devido às limitações do aeroporto da Capital, como a impossibilidade de construção de uma segunda pista e a novela para a ampliação da atual, erguer uma nova estrutura também seria imprescindível para a atração de investimentos. Elaborado pelo escritório especializado no setor aéreo da consultoria em Londres, o trabalho aponta que o Estado perde cerca de 75% das exportações aéreas, principalmente para os aeroportos paulistas de Guarulhos e Viracopos. A causa é a limitação da extensão da pista, que impede aviões de decolarem com carga completa e a operação com aeronaves de maior porte.

O estudo, diz Biedermann, indica que o novo aeroporto – investimento avaliado entre US$ 800 milhões e US$ 1,4 bilhão – só seria economicamente viável se não dividisse cargas nem passageiros com o Salgado Filho. O atual terminal não poderia operar sequer com aviação executiva.

O fim do Salgado Filho no futuro, entretanto, não exclui a necessidade dos investimentos previstos para o aeroporto da Capital. Cálculos da Agenda 2020, por exemplo, indicam que a limitação da pista atual gera perdas de R$ 3 bilhões ao ano em negócios para o Rio Grande do Sul.

A intenção gaúcha de apostar em setores de elevada geração de receita, como semicondutores e fármacos, torna essencial ter transporte aéreo competitivo, avalia Marcus Coester, presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI). A agência encomendou o estudo junto com a Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) e a Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado (Fecomércio-RS).

– Com aviões de maior porte e carga completa, também teremos um frete mais barato – sustenta Heitor Müller, presidente da Fiergs.

Associação vê importância em aeroporto central

Para o superintendente do Salgado Filho, Jorge Herdina, hoje não haveria espaço para dois aeroportos de grande porte no Estado, mas só o comportamento do mercado nos próximos anos poderia confirmar a inviabilidade das duas operações.

– Mas a cidade concorda? O Estado quer isto? Restam algumas perguntas – diz Herdina.

Claudio Candiota, presidente da Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transportes Aéreo (Andep), prega a coexistência dos dois aeroportos.

– Sob o ponto de vista do usuário, acesso ao Salgado Filho é melhor. Qualquer cidade do mundo gostaria de ter um aeroporto próximo do centro – afirma.

Possíveis locais

Obra deve demorar mais de 15 anos
As projeções da PwC indicam que a capacidade do Salgado Filho de atender ao crescimento do volume de passageiros se esgotaria em um prazo de 10 a 15 anos, mas o novo aeroporto dificilmente ficará pronto a tempo.

Para Carlos Biedermann, um prazo factível para a construção do terminal da Região Metropolitana seria de 15 anos a partir da data em que o governo federal bater o martelo e definir o modelo de negócio. E isso, admite, ainda não é possível saber quando será.

– Para se fazer um aeroporto novo na Europa se leva entre 15 e 20 anos. A dúvida é quanto tempo levaria no Brasil – questiona Ronald Krummenauer, diretor executivo da Agenda 2020, lembrando os recorrentes entraves ao andamento de obras no país.

Apesar da ideia já existente no Estado de implantar um aeroporto em Nova Santa Rita, inclusive já batizado de 20 de Setembro, o novo estudo não aponta um local. O trabalho lista ainda outras quatro possibilidades: uma em Canoas, outra em Viamão e duas em Guaíba.

O projeto será agora analisado por uma série de órgãos e secretarias do Estado e depois discutido com o governo federal e autoridades aeronáuticas.

A consultoria PwC alerta que existe a necessidade de celeridade em função de projetos de novos aeroportos no Paraná e no interior de São Paulo.

EMBRATUR VAI PROPOR ‘CÉUS ABERTOS’ A GOVERNO

17/01/2013 - O Globo

Flávio Dino sugere que voos domésticos, hoje exclusivos das brasileiras, sejam franqueados a empresas sul-americanas

FLÁVIA OLIVEIRA

O presidente da Embratur, Flávio Dino, vai propor ao governo uma política limitada de "céus abertos" no país. É reação à alta exagerada no preço das passagens aéreas tanto no período das festas de fim de ano quanto na temporada do verão 2013. Técnicos da autarquia, subordinada ao Ministério do Turismo, já trabalham no projeto. A intenção é liberar voos domésticos para companhias sul-americanas, como LAN Chile, Aerolíneas Argentinas e Taca (Peru). Hoje, o mercado interno só pode ser explorado pelas empresas brasileiras. "Não será difícil para o governo mudar o Código Brasileiro de Aviação e adotar um modelo parcial de céus abertos, como existe na Europa. Como não se cogita tabelamento nem controle de preços, o caminho será a ampliação da concorrência, uma das virtudes do bom capitalismo", diz Dino. Filiado ao PCdoB, o presidente da Embratur se indignou com as empresas nacionais ao pesquisar nos sites de Gol, TAM e Azul preço de passagens Brasília-São Luís-Brasília no fim de semana. Em nenhum, o bilhete saía por menos de R$ 3 mil. Para ele, as tarifas empurram os brasileiros para o exterior: "Ir ao Maranhão custa o mesmo que ir a Milão

+17,12%
EM DEZEMBRO
Foi o aumento no preço das passagens aéreas no IPCA. Segundo o IBGE, a alta elevou em 0,10 ponto percentual o resultado da inflação. Em novembro, o reajuste fora de 11,8%, também o maior do mês.
Responsável por Galeão e Santos Dumont quer espera menor por bagagem

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Gol completa 12 anos de operações hoje

15/01/2013 - Mercado & Eventos

Aeronave da Gol em pleno voo

A Gol Linhas Aéreas está comemorando o seu 12º aniversário nesta terça-feira (15/01). Neste período, a companhia ampliou sua frota operacional de seis para 127 aeronaves e conta hoje com cerca de 40% de participação no mercado doméstico no Brasil. Além disso, a aérea também voa para dez destinos da América do Sul, Caribe e Estados Unidos.

O ano passado foi marcado pela aquisição da Webjet, aprovada pelo Cade em outubro, e a redução gradativa da demanda. Em julho, Paulo Kakinoff assumiu a presidência da Gol enquanto Constantino de Oliveira Junior passou a presidente do Conselho de Administração da companhia.

Outro destaque do ano passado foram as mudanças do Smiles, programa de relacionamento da companhia. Ele se tornou uma unidade de negócios independente, lançou parcerias para compartilhamento de milhas com a Qatar Airways e de acúmulo com a Iberia, registrando no ano o crescimento de 49,9% na quantidade de resgate de milhas. "Esse crescimento, se deve, principalmente, à criação da plataforma online de resgate de milhas desses parceiros", ressaltou Kakinoff.

A Gol também iniciou, em dezembro, voos regulares diários de São Paulo para Orlando e do Rio de Janeiro, para Miami, com uma parada em Santo Domingo (República Dominicana). Em 2012 a Gol teve um prejuízo líquido de R$ 309 milhões. Kakinoff revelou que em 2013 a oferta continuará sendo reduzida.

Anderson Masetto

Aeroporto de Aracaju teve o maior crescimento do Nordeste

15/01/2013 - Mercado & Eventos

Dados divulgados pela Empresa Brasileira da Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto de Aracaju teve um crescimento de 25,64%, muito acima de aeroportos com movimentações razoáveis, a exemplo de Maceió (10,5%) e bem acima da média total dos aeroportos nordestinos, que tiveram um crescimento médio de 4,81%.

"Tudo isso a gente vê refletido na ocupação hoteleira, que também vem superando a média nacional e na grande movimentação de turistas em nosso estado", revela o secretário de Turismo de Sergipe, Elber Batalha.

Ainda de acordo com a Infraero, em relação à variação bruta do número de passageiros, o Aeroporto Santa Maria teve um acréscimo de 280.225 mil passageiros, ficando atrás apenas do Pinto Martins, em Fortaleza (317.119).

"Fechamos o ano de 2012 com aproximadamente 1,4 mil passageiros movimentando o aeroporto Santa Maria, sendo que, em relação a 2011, conseguimos atingir um milhão de passageiros já no mês de setembro. Esses dados só comprovam como o Turismo em Sergipe está em franco crescimento e que as políticas para o Turismo do Governo de Sergipe só tem alavancado o setor no estado", destacou o secretário.

Rafael Massadar

Sindicatos e Gol divergem sobre recontratação

11/01/2013 - Valor Econômico

Por Alberto Komatsu

Gol diz que reintegrou os 850 demitidos da Webjet, conforme determinou a Justiça

Enquanto ainda não há uma decisão final da Justiça sobre a recontratação de 850 funcionários da Webjet, que haviam sido demitidos no fim de novembro, após a extinção da companhia pela Gol Linhas Aéreas, sindicatos e a Gol travam um duelo que coloca mais dúvidas sobre esse processo.

De um lado, sindicatos de trabalhadores do setor aéreo afirmam que a reintegração não ocorreu, pois os funcionários da Webjet não estão trabalhando e não recebem salários. A Gol, por sua vez, informa que reintegrou os profissionais da Webjet e que está realizando os pagamentos normalmente. Na próxima segunda-feira as duas partes encontram-se para uma nova rodada de negociações, no Rio.

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac) e o Sindicato Nacional dos Aeroviários vão protocolar uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), do Rio de Janeiro. Querem um aumento da multa diária, que agora é de R$ 1 mil por empregado, porque defendem que está havendo descumprimento de decisão judicial.

"Não houve a efetiva reintegração. Eles [funcionários da Webjet] não estão trabalhando. Foi uma simulação de reintegração", disse o advogado dos dois sindicatos, Álvaro Quintão, que planejava protocolar a denúncia no MPT ontem.

No dia 6 de dezembro, a 23ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro publicou decisão liminar determinando a reintegração. A Gol entrou com um mandado de segurança seis dias depois, mas a Justiça manteve a liminar.

No dia 18 de dezembro, houve uma audiência de conciliação, que fixou a atual multa. Naquele dia determinou-se prazo de oito dias, a partir da notificação, para o cumprimento da liminar. A juíza titular da 23ª Vara do Trabalho, Simone Poubel Lima, fixou prazo de 10 dias corridos, a partir do dia 14 de janeiro, para as partes se manifestarem. Ela vai proferir sua decisão após essa etapa.

Quintão afirmou que a Gol também não está pagando salários. Segundo ele, no quinto dia útil de janeiro a Gol não depositou os rendimentos de dezembro.

"Quando eles [funcionários da Webjet] foram demitidos, a empresa depositou os salários daquele mês e teria feito algum outro depósito, ninguém sabe exatamente do que se trata porque não houve homologação de rescisão. E a empresa está dizendo que esse valor seria todo descontado. Consequentemente, não teve salário", disse o advogado.

"Como houve um processo de desligamento, todos receberam as indenizações de rescisão. Com o cancelamento das demissões e a reintegração, débitos e créditos foram compensados na folha de janeiro. As informações para os profissionais estão absolutamente claras nos respectivos holerites, disponíveis no canal padrão da companhia", respondeu a Gol.

A Webjet foi comprada pela Gol em julho de 2011 por R$ 43 milhões, mais a assunção de dívidas de R$ 200 milhões. Quando a negociação foi anunciada, a Gol chegou a informar publicamente que a marca Webjet seria extinta, mas a companhia reviu essa decisão. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, então, a compra da Webjet pela Gol.

No fim de novembro, a Gol justificou a extinção da Webjet por motivos econômicos. A frota da Webjet era composta por 20 aviões antigos (737-300, da Boeing), que serão devolvidos. São aviões que consomem mais combustível e cuja manutenção é mais cara.

Azul e Trip anunciam a integração do serviço de bordo

16/01/2013 - Folha de São Paulo

A Azul Linhas Aéreas e a Trip Linhas Aéreas anunciaram nesta quarta-feira mais um passo do seu processo de fusão, anunciado em maio do ano passado. As duas companhias integraram o serviço de bordo.

Juntas, passaram a oferecer aos seus passageiros o mesmo padrão e a mesma quantidade de opções de pacotes de salgadinhos e de biscoitos, 12 no total, que variam de acordo com a rota ou aeronave operada.

Em novembro, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu autorização prévia para a fusão entre as companhias aéreas. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ainda precisa aprovar a associação entre elas.

Após isso, as empresas passarão a operar com o nome de Azul apenas e será uma companhia aérea com 840 voos diários, 116 aviões e 9.000 funcionários. A nova Azul será responsável por 29% das decolagens realizadas no Brasil.

Os acionistas da Azul terão 67% de participação na holding, enquanto os da Trip ficarão com os 33% restantes.

A Azul e a Trip utilizam as mesmas aeronaves --Embraer e ATR--, o que facilita a união das operações.

O perfil da Trip, com foco na aviação regional, complementa os negócios da Azul, que voa tanto para os grandes centros como para destinos mais distantes.

Fundada em 2008 pelo brasileiro David Neeleman, a Azul avançou rapidamente e atingiu participação de mercado próxima de 10% nos voos domésticos.

Aéreas europeias avaliam possibilidade de atuar no Uruguai

09/01/2013 - Mercado & Eventos

A Air France e a Air Europa estão de olho no mercado uruguaio. Segundo informações do jornal local El Observador, a companhia francesa pode operar um voo de Buenos Aires a Paris com conhexão em Montevidéu. Já a Air Europa mantém seu interesse na rota da capital uruguaia para Madri, na Espanha, anteriormente operada pela Iberia.

Ambas empresas comunicaram ao governo do Uruguai que analisam a viabilidade destas frequências fazendo ligação para a Europa. Uma reunião entre as partes deve ocorrer nos próximos dias para avançar as negociações. Atualmente, a Iberia é a única que liga o país à Europa com voos diretos. Mas, por conta de sua situação financeira, a aérea pode cancelar as seis frequências semanais que opera.

Para incentivar a vinda de outras companhias, o Ministerio de Transporte y Obras Públicas e a concessionária do Aeropuerto de Carrasco, Puertas del Sur, acenaram a possibilidade de oferecer benefícios como subsídio para o custeio do combustível das aeronaves.

Outra companhia que deve iniciar a rota Montevidéu-Madri é a uruguaia BQB.

Informações do jornal El Observador

Aeroporto Hercílio Luz (FLN) terá novo acesso

15/01/2013 - Panrotas

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o secretário da Infraestrutura do Estado, Valdir Cobalchini, entregaram hoje a ordem de serviço para o início das obras de acesso ao Sul de Florianópolis e ao novo terminal do Aeroporto Internacional Hercílio Luz.

O investimento nessa primeira etapa de obras, segundo o governo catarinense, que inclui o acesso ao Sul da Ilha de Santa Catarina e ao novo terminal do aeroporto de Florianópolis, será de R$ 54 milhões. A ponte e o elevado estão orçados em cerca de R$ 18 milhões, e as obras destinadas a pedestres na rodovia SC-405 somam R$ 1,8 milhão. O prazo para a conclusão das obras é de 24 meses.

Claudio Schapochnik

Cumbica agora tem ala 'vip' no estacionamento

Cumbica 16/01/2013 - O Estado de São Paulo

Deixar o carro mais perto dos terminais sai R$ 3 mais caro; quem para errado toma advertência
16 de janeiro de 2013 | 2h 01
NATALY COSTA - O Estado de S.Paulo

Além de ganhar 500 vagas, o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, agora tem uma ala vip no estacionamento. Quem quer parar mais perto do aeroporto, nas vagas premium, a poucos metros da entrada dos terminais, paga R$ 12 pela primeira hora e R$ 70 a diária. Na ala comum do bolsão - cerca de 200 metros mais longe -, são R$ 9 a hora e R$ 50 o dia.

A divisão aconteceu há pouco mais de uma semana. Para ganhar vagas, a concessionária GRU Airport, nova administradora do aeroporto, fez pequenas reformas nos bolsões. Tirou, por exemplo, canteiros que ficavam no meio das vagas e resumiam a imagem do caos no aeroporto superlotado: era sobre eles que alguns motoristas costumavam estacionar quando não achavam um espaço.

Também foram criadas vagas em 45.º em áreas antes ociosas. O bolsão principal tinha 2.940 vagas. Agora, são 3.500 - 2.080 na ala comum e 1.420 na premium. O departamento de engenharia da concessionária diz que ainda há espaço para criar mais posições.

Outra novidade no estacionamento é que agora usuários do sistema Sem Parar têm entrada liberada. A GRU Airport também promete que a ala premium do estacionamento terá um serviço de valet, ainda sem prazo.

O estacionamento continua lotado - um edifício-garagem para mais 3 mil carros deve ficar pronto ainda neste semestre. Mas passageiros aprovam a nova divisão.

"A diferença de preço é pequena e parar aqui é mais fácil e mais perto", afirma o designer Márcio Villar, de 35 anos. Villar foi direto para o premium, mas alguns não conseguem vaga na ala comum e seguiram para a vip.

"Não tinha vaga lá atrás e aqui é mais rápido. Sobra tempo até para tomar um café ", conta a arquiteta Rita de Cássia Escobar, de 52 anos, acompanhada da filha Aline, de 26.

Advertência. Os apressados que continuam parando em locais proibidos dentro do estacionamento - no meio de rotatórias, por exemplo - agora levam uma "bronca" por escrito da empresa que administra o estacionamento, a Estapar.

Parecidos com multa de trânsito, bilhetes de advertência são afixados no para-brisa dos carros, informando ao motorista a "infração": parar em via de circulação e estacionar fora dos limites, entre outros. O papel não tem caráter punitivo, é somente uma advertência. "É para educar o pessoal que para errado", conta um funcionário.

Recuperação. Com as vagas novas, Cumbica recupera as que perdeu em setembro. Na época, o Estado revelou que o aeroporto estava com 556 vagas a menos, porque desativou um dos bolsões e transformou outro em pátio de táxis.

Agora, além dos 3.500 espaços para estacionamento no bolsão principal, na frente dos Terminais 1 e 2, o aeroporto tem mais 790 vagas.

Elas estão divididas em dois bolsões diante do Terminal 4 - um de 550 e outro de 240 vagas.

TAM quer estimular utilização de check-in online

26/12/2012 - Jornal de Turismo

A TAM Linhas Aéreas quer estimular a utilização do check-in pela Internet ou pelo celular durante a alta temporada. Até 13 de janeiro, serão oferecidos 50 pontos Multiplus, creditados no programa TAM Fidelidade, para todo passageiro que utilizar um desses serviços em qualquer voo operado pela companhia.
Os pontos estão sendo creditados automaticamente desde o dia 14 de dezembro. Basta que o cliente informe o seu número TAM Fidelidade no momento do check-in por estes canais. A única ressalva é que esses pontos não são válidos para a pontuação exigida para upgrade de categoria do programa.

Uma alta utilização do check-in pela Internet e pelo celular deve resultar em um melhor fluxo de passageiros nos aeroportos, além de agilizar o atendimento e o embarque de todos os clientes. Ambos os serviços são oferecidos no site da TAM e por meio do aplicativo TAM Mobile, disponível para iOS, Windows Phone e BlackBerry.

Governo transfere administração do Aeroporto de Botucatu para o município

26/12/2012 - Governo SP

Convênio atende solicitação da prefeitura, que responde pela manutenção e operação do aeroporto perante os órgãos da Aeronáutica

A partir do primeiro trimestre de 2013, a administração do Aeroporto Estadual Tancredo de Almeida Neves, em Botucatu, será feita pela prefeitura local. O convênio para transferência da administração foi assinado nesta quarta, 26, entre o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de Botucatu, João Cury.


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O documento será encaminhado pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) para a Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República para colher a assinatura do órgão. O Daesp, que administra o aeródromo desde 1981, coordena todo o processo de transferência.


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"Hoje é um dia histórico, nós estamos fazendo a delegação do Aeroporto de Botucatu para o município. Aerovia é o modal de transporte que mais cresce, aeroporto é o equipamento mais importante. Nós vamos ajudar com uma bela parceria", destacou o governador. O convênio atende a uma solicitação da prefeitura, que responde pela manutenção e operação do aeroporto perante os órgãos da Aeronáutica.

Do Portal do Governo do Estado

TAM quer estimular utilização de check-in online

26/12/2012 - Jornal de Turismo

A TAM Linhas Aéreas quer estimular a utilização do check-in pela Internet ou pelo celular durante a alta temporada. Até 13 de janeiro, serão oferecidos 50 pontos Multiplus, creditados no programa TAM Fidelidade, para todo passageiro que utilizar um desses serviços em qualquer voo operado pela companhia.
Os pontos estão sendo creditados automaticamente desde o dia 14 de dezembro. Basta que o cliente informe o seu número TAM Fidelidade no momento do check-in por estes canais. A única ressalva é que esses pontos não são válidos para a pontuação exigida para upgrade de categoria do programa.

Uma alta utilização do check-in pela Internet e pelo celular deve resultar em um melhor fluxo de passageiros nos aeroportos, além de agilizar o atendimento e o embarque de todos os clientes. Ambos os serviços são oferecidos no site da TAM e por meio do aplicativo TAM Mobile, disponível para iOS, Windows Phone e BlackBerry.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

São Luís recebe melhorias após a reabertura do terminal de passageiros

07/01/2013 - Jornal de Turismo

O Aeroporto Internacional de São Luís/Marechal Cunha Machado recebeu uma série de melhorias após a conclusão das obras de reforma do terminal, em agosto de 2012. Desde a sua reabertura, os passageiros e usuários passaram a contar com novos equipamentos e instalações de apoio.

O aeroporto recebeu um novo balcão de informações, adaptado ao atendimento de pessoas com deficiência e com nova sinalização, o que auxilia na identificação do local. A acessibilidade também foi contemplada com a instalação de piso táteis ao longo do saguão, o que auxilia o trânsito de pessoas com deficiência visual.

Os passageiros também terão 500 novos carrinhos para transporte de bagagem, que começaram a substituir os atuais. Além disso, um novo fraldário foi instalado no aeroporto. Localizado no saguão, o espaço conta com todos os itens básicos de primeira necessidade, além de ducha quente e fria e cadeira para descanso e amamentação. Outra melhoria foi no sistema de ar condicionado, que ficou mais eficiente após a fechamento lateral do saguão.

O superintendente do aeroporto, Hildebrando Correia, ressalta a importância dos investimentos para os passageiros. "Essas melhorias são fundamentais para propiciar conforto e estamos trabalhando para aperfeiçoar ainda mais os serviços".

Embraer eleva carteira de pedidos após um ano

15/01/2013 - O Estado de S.Paulo

Empresa recebeu encomenda de 20 aeronaves no quarto trimestre e conseguiu fechar 2012 com pedidos estimados em US$ 12,5 bilhões

TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO-1/10/2012

Alívio. Mesmo com cenário difícil em 2012, Embraer atingiu meta para entregas de jatos

A Embraer, maior fabricante de jatos regionais do mundo, elevou sua carteira de pedidos no quarto trimestre pela primeira vez em um ano, com uma encomenda de 20 aviões feita por um cliente não identificado pela empresa. As ações da companhia reagiram bem à notícia e fecharam em alta de 2,7% ontem.

A empresa anunciou a venda de 15 jatos regionais E-190 e 5 E-175, encerrando um jejum de grandes encomendas por companhias aéreas que já durava cerca de um ano.

Com as novas encomendas, a carteira de pedidos da fabricante teve leve crescimento, passando de US$ 12,4 bilhões, no fim de setembro, para US$ 12,5 bilhões, em dezembro.

O volume de entregas da Embraer no quarto trimestre caiu cerca de 7% sobre o mesmo período de 2011, para 76 jatos. Mas, na comparação com as 40 unidades despachadas no terceiro trimestre, os envios quase dobraram nos três últimos meses de 2012.

A companhia entregou 23 jatos para o segmento comercial e 53 unidades par aviação executiva no quarto trimestre, contra 32 jatos comerciais e 50 executivos no mesmo período de 2011.

Em todo o ano de 2012, a Embraer entregou 205 jatos, dos quais 106 comerciais e 99 executivos. Em 2011, as entregas somaram 204 unidades. A carteira de pedidos firmes terminou o ano passado com 185 jatos a entregar e 1.093 pedidos.

O piso da meta para entrega de aviões comerciais em 2012 era de 105 unidades, enquanto na aviação executiva, a meta mínima era de 90 unidades.

"A empresa conseguiu atingir a estimativa de entregas. Mesmo com cenário difícil em 2012, ela conseguiu ter números fortes", disse Luis Gustavo Pereira, estrategista na Futura Corretora.

Perspectivas. "No setor em que se encontra a Embraer é menos relevante o impacto no balanço no curto prazo do que a perspectiva da empresa no longo prazo", diz o sócio-diretor da empresa de análise econômica Pezco Microanalysis, Cleveland Prates Teixeira, em referência à expectativa de investimentos na aviação regional do País.

No dia 20 do mês passado, o governo federal anunciou um pacote para a aviação regional com investimentos de R$ 7,3 bilhões. "Os aviões da Embraer se adaptam melhor à aviação regional", afirma. "É bem provável que a demanda pelo tipo de aeronave da Embraer aumente significativamente nos próximos anos", explica.

Pereira,da Futura, diz que o mercado estava cético com a ação da empresa, mas os dados trazem certo alívio ao investidor. "O cenário continua desafiador, mas mercado está dando um voto de confiança", afirmou.

Em dezembro do ano passado, o presidente executivo da empresa, Frederico Curado, afirmou a jornalistas que a Embraer continuava com a estimativa de manter estável a produção em 2013. A escassez de pedidos vinha provocando questionamentos por parte de investidores sobre a possibilidade de interromper a produção./ REUTERS e AGÊNCIA ESTADO

Voos crescem fora do eixo Rio-São Paulo, diz Anac

13/01/2013 - A Gazeta de Alagoas

O propulsor desse movimento é o aumento da renda no País nos últimos anos
Por: GLAUBER GONÇALVES
AGÊNCIA ESTADO

Rio – A oferta de voos internacionais nos aeroportos fora do eixo Rio-São Paulo mais que quadruplicou entre 2000 e 2012, conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Embora os aeroportos de Guarulhos (SP) e do Galeão (RJ) continuem sendo as principais portas de entrada no País, a quantidade de voos semanais do Brasil para o exterior que não passam por eles saltou de 44 para 188 no período.

O propulsor desse movimento é o aumento da renda no País nos últimos anos. Diante de uma demanda potencial que justifica voos em outras praças, as companhias aéreas, especialmente as internacionais, resolveram lançar operações em destinos como Porto Alegre e Manaus. "Esses aeroportos começaram a criar um volume de passageiros que justifica mais voos internacionais", explica o especialista em transporte aéreo Anderson Correia.

A saturação de Guarulhos potencializou o movimento. O aeroporto internacional de São Paulo recebeu 30 milhões de passageiros em 2011, acima de sua capacidade de 24,9 milhões, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso acabou empurrando voos internacionais para outros Estados.