terça-feira, 30 de agosto de 2011

Trip inicia hoje operações em Chapecó (SC)

29/08/2011- Panrotas

A Trip inicia hoje as operações na cidade de Chapecó (SC), a 500 quilômetros da capital catarinense. Com a chegada ao município, a Trip amplia a malha aérea no Estado, onde já opera em Criciúma, Joinville e Florianópolis.

“Apostamos muito no sucesso das operações na cidade. A rota para a cidade certamente auxiliará o tráfego de passageiros a negócios ou a turismo”, afirma o diretor de Marketing e Vendas da Trip, Evaristo Mascarenhas.

A compra de bilhetes pode ser realizada nas agências de viagens credenciadas, pelo portal www.voetrip.com.br, nos aeroportos ou na central de vendas 0300-789-8747 ou 3003-8747 (regiões metropolitanas).

Savia Reis

Após liderar em Viracopos, Azul quer Congonhas

29/08/11 - Alex Ricciardi

São paulo - Encravado na cidade de São Paulo, o aeroporto de Congonhas está na mira da companhia Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que se volta ao terminal após virar dona de 77% do movimento de passageiros do terminal de Viracopos, em Campinas (SP). Hoje, ela tem apenas um voo semanal na capital paulista -aos sábados, para Porto Seguro (BA)-, mas deseja bem mais, e deixa isto claro: "Queremos quebrar o duopólio TAM/Gol em Congonhas. Estas duas empresas detêm muito mais slots [autorizações de pouso e decolagem] ali do que efetivamente usam. A Azul quer aumentar suas operações neste terminal e não pode", afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Produto da companhia. Há expectativa de oferta de novos slots em Congonhas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ainda sem data definida.

Dona atualmente de 9,2% do mercado aéreo nacional, a Azul ressalta que em breve atingirá, pela primeira vez, dois dígitos de participação no mesmo. "Em 60 dias, talvez menos, nossa empresa alcançará 10% de market share na aviação civil brasileira. Nossos estudos internos indicam isto."

Com 40 destinos diferentes, e 39 aeronaves, a companhia começou a voar recentemente para o aeroporto da Zona da Mata, em Juiz de Fora (MG), e planeja aumentar sua oferta. "Até o final de 2011 já teremos ao menos 46 aeronaves em 45 cidades", garante o executivo da aérea.

O grande desafio da Azul talvez seja provar que é viável, a médio e longo prazo, a existência de uma aérea de médio porte em um mercado cada vez mais concentrado, diz Christian Majczak, analista do setor na consultoria GO4!

sábado, 27 de agosto de 2011

Folha de São Paulo
São Paulo, sábado, 27 de agosto de 2011
Cade autoriza a Gol a usar espaços da Webjet
LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA

A Gol deverá receber do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) o aval para usar imediatamente o ativo que a companhia considera mais valioso na compra da Webjet: os slots.
O termo designa horários e espaços para pousos e decolagens. Em aeroportos como Congonhas e Guarulhos, os slots são disputadíssimos pelas empresas aéreas.
Segundo a Folha apurou, a Gol assinará com o conselho um Apro (Acordo de Previsão da Reversibilidade da Operação) em setembro. Esse tipo de acordo é comum nas fusões mais problemáticas (como no caso Sadia-Perdigão) para congelar a operação até ela ser julgada em definitivo.
Isso permite que, caso o conselho decidir vetar o negócio, as duas empresas não estejam totalmente integradas e a fusão possa ser desfeita.
O acordo com a Gol liberará a companhia para usar imediatamente também as aeronaves e a tripulação da Webjet.
A avaliação do conselho é que, assim como os slots, esses ativos são reversíveis, ou seja, em caso de veto à operação, é fácil devolver à Webjet as aeronaves (as duas empresas usam Boeings), slots e funcionários.
O Cade, porém, determinará quais pontos considera irreversíveis para que sejam preservados até o julgamento -que pode levar anos para acontecer.
É o caso da marca Webjet, que não poderá ser abandonada até a análise da fusão. A Gol terá que manter ainda as linhas da aérea comprada nos horários e rotas similares aos que ela opera hoje.

FRETAMENTOS

A companhia terá também que conservar os contratos da Webjet com empresas de turismo e de fretamento.

Outro ponto que poderá ser incluído no acordo é a conservação da mesma participação de mercado detida pela Webjet antes da operação, que é de 5,2%.

A intenção do conselho é garantir que a Webjet não "morra" até o julgamento.
Se considerar que a fusão é prejudicial à concorrência, o Cade poderá determinar que o negócio seja desfeito parcial ou totalmente. Procurada, a Gol informou que, por enquanto, as duas companhias operam separadamente e que nada vai ser feito até a aprovação das autoridades.
A empresa não quis comentar a negociação do acordo com o Cade. A Webjet não quis se pronunciar.

A Gol anunciou a compra da Webjet no início de julho por R$ 96 milhões. A empresa foi avaliada em R$ 310,7 milhões, mas tinha dívidas que somam R$ 214,7 milhões.
Com a compra, a Gol passará a ter mais de 40% do mercado, aproximando-se da TAM, que tem 44%.
Folha de São Paulo
São Paulo, sábado, 27 de agosto de 2011
TAM e Azul oferecem programas de TV
Principal atrativo da TAM é o serviço de telefonia móvel, que deve ser ampliado de 4 para 31 aviões até 2012
Serviço de TV ao vivo da Azul, prometido desde a criação da empresa em 2008, ainda não tem data para sair do papel
DE SÃO PAULO

O principal atrativo da TAM nos voos domésticos é o serviço de telefonia celular.
Lançado no fim do ano passado, ele ainda está limitado a quatro aeronaves, mas a companhia promete ampliar para 31 aviões até o início do ano que vem.
Parceria com a empresa de tecnologia OnAir, o serviço engloba dados e voz, mas ainda é caro. O passageiro paga como se estivesse em roaming internacional, e a fatura vem na conta de telefone. Os preços variam de acordo com a operadora.
Nos voos domésticos, a TAM também oferece monitores de televisão espalhados pelos aviões, com áudio em cada poltrona. O conteúdo, gravado, é produzido pela TV TAM nas Nuvens.
No final de julho, a companhia anunciou que levará o serviço OnAir para seus voos internacionais, em todas as classes. Assim como no doméstico, o serviço será pago.
Por meio da conexão de telefonia, o passageiro poderá falar ao telefone ou acessar a internet a partir de seus próprios aparelhos (smartphones, tablets ou notebooks). Os aviões também terão sinal Wi-Fi pago.

A promessa é que o serviço comece a ser oferecido em um ano. Novas aeronaves já virão com o equipamento instalado. Até 2018, a expectativa é que 80 aviões tenham algum tipo de conectividade a bordo.

TV AO VIVO

Desde que foi lançada, em dezembro de 2008, a Azul promete oferecer TV ao vivo a bordo das aeronaves. O sistema seria similar ao desenvolvido pela americana Jetblue, empresa criada por David Neeleman, dono da Azul.

No entanto, problemas tecnológicos atrasaram a implementação do sistema, e a companhia parou de fazer previsões sobre datas de lançamento. Há cerca de dois meses, porém, foi firmada uma parceria com a Sky, que será a provedora de conteúdo. "A SKY e a Azul divulgarão, em breve, mais informações sobre essa novidade", afirmou a Azul, por meio de sua assessoria.
Todos os aviões da Embraer usados pela Azul oferecem monitores individuais de video. Há sete canais de conteúdo gravado, com programações de Multishow, GNT, SportTV, Nickelodeon e outros. (MARIANA BARBOSA)

Aeroporto da Pampulha ganha com a Copa

26/08/2011 - O Estado de Minas, Junia Oliveira

Uma boa dose de otimismo e um balde de realismo sobre os projetos de Belo Horizonte para o Mundial de futebol de 2014. Por enquanto, vale o que está anunciado, como o BRT (bus rapid transit, na sigla em inglês), com possibilidade de uma ou outra novidade. Mais um a entrar para o time das expectativas é o Aeroporto da Pampulha, na capital. O secretário de estado Extraordinário da Copa, Sérgio Barroso, informou que o terminal também poderá ser beneficiado, pois a Infraero firmou compromisso de fazer investimentos na melhoria da pista, além de aumentar as vagas de estacionamento para aeronaves executivas.

Segundo Barroso, a ideia é evitar o mesmo problema da África do Sul, na última Copa. A expectativa é de que mais de 1 mil aviões executivos sejam usados durante o evento no Brasil e, que desse total, grande parte venha para BH. O custo das obras está sendo avaliado, inicialmente, em R$ 20 milhões e seria bancado exclusivamente pelo governo federal. Ainda não há previsão para início dos trabalhos. Outro espaço que poderia ser usado para dar suporte à demanda é o Aeroporto do Carlos Prates, na Região Noroeste da capital, mas essa possibilidade ainda não foi para a mesa de negociações.

“Não há data para começar, é apenas um compromisso da Infraero de fazer as melhorias até a Copa, algo que poderia ser feito em curto espaço de tempo”, afirmou. Por enquanto, de concreto para o terminal da Pampulha estão definidas obras de revitalização das subestações de energia elétrica principal e do terminal de passageiros. O contrato foi assinado no início do mês, com valor de R$ 2,6 milhões. O serviço contempla, entre outros, a substituição dos painéis elétricos, transformadores, grupos geradores e rede de dutos. A conclusão está prevista para julho de 2012.

A grande preocupação do comitê da Copa é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de BH. “Precisamos dele pronto e não há mais justificativas: o projeto executivo, as liberações, as licenças ambientais, tudo está pronto”, ressaltou. Também é esperado sinal verde para as melhorias na LMG-800, para que a saída do aeroporto não se restrinja à Linha Verde e à Avenida Antônio Carlos, além da expansão da MG-424.

Organizadores das 12 cidades-sedes da Copa estiveram nessa quinta-feira em BH, no seminário “Transporte e tráfego”. No encontro, a BHTrans apresentou o novo centro de controle operacional, que vai proporcionar um monitoramento mais amplo da cidade. Mais câmeras serão instaladas nos pontos estratégicos da cidade. Os agentes de tráfego vão usar mapas digitais e, por meio de palm tops, passarão informações em tempo real para a central. Os atuais 10 painéis de mensagem, informando a situação de trânsito nas principais avenidas, passarão para 19. Os equipamentos vão começar a funcionar até o início de 2013.

Metrô

A Prefeitura de BH (PBH) espera para o mês que vem anúncios do governo federal para o metrô da capital. A expectativa é de que seja divulgado o apoio à proposta de parceria público-privada (PPP) feita pela administração municipal e prefeituras de Betim e Contagem, além do governo do estado. Apesar disso, o secretário Sérgio Barroso foi categórico: “Não conto com o metrô funcionando para Copa”.

O presidente do Comitê Executivo da Copa em BH, Tiago Lacerda, disse que a União marcará a data de anúncio de investimentos ligados ao PAC 2. Segundo ele, os projetos estão avançando, mas não estão mais vinculados à Copa.

As prioridades para o Mundial

A infraestrutura de transporte urbano e intermunicipal no Vetor Norte da Grande BH e no acesso aos centros de treinamento de seleções é a maior preocupação. Veja algumas das intervenções previstas

Implantação de seis terminais de ônibus metropolitanos do sistema BRT (São Benedito/SantaLuzia, Ressaca/Contagem, Morro Alto/Vespasiano, Ribeirão das Neves, Justinópolis/Ribeirão das Neves e Alvorada/Sabará). Outros quatro devem ser modernizados

Melhoraria na LMG-800 para acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves e a destinos turísticos da região metropolitana

Aumento da capacidade da MG-424, via alternativa à Linha Verde para acesso ao aeroporto

Implantação de nova rodovia, com cerca de 15 quilômetros, no contorno norte de Lagoa Santa, ligando a MG-424, nas proximidades do aeroporto, até a MG-010, que dá acesso a destinos turísticos como a Serra do Cipó e o Parque do Sumidouro

Elaboração de diagnóstico sobre os principais acessos a destinos turísticos situados num raio de 100 quilômetros da capital para definição de quais trechos devem ser restaurados

Em BH, o projeto considerado mais importante é a implantação de três BRTs: Antônio Carlos / Pedro I, Área Central e Cristiano Machado. O projeto BRT Pedro II/Carlos Luz foi abandonado

Trip lança voos diretos de Aracaju (SE) para Belo Horizonte (MG) e Maceió (AL)

26/08/2011 - Mercado e Eventos

No dia 11 de setembro, a Trip iniciará novas rotas que vão reforçar as operações da companhia em Sergipe e todo o Nordeste. O Aeroporto Santa Maria, na capital sergipana, terá ligações diretas com Belo Horizonte (MG) e Maceió (AL), além de possibilidade de conexões com Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Montes Claros (MG), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS).

Com o lançamento dos novos voos, a empresa melhora sua conectividade na cidade de Aracaju e amplia frequência de voos. Através da Trip, Aracaju está conectada diretamente a 57 destinos nacionais.

As passagens dos novos voos podem ser adquiridas nas agências de viagens credenciadas, pelo portal www.voetrip.com.br, nos aeroportos ou na Central de Vendas 0300 789 8747 ou 3003 8747 (regiões metropolitanas). Se adquiridas com 30 dias de antecedência, poderão ser encontradas a partir de R$ 99,90.

Voo doméstico da Gol terá entretenimento de bordo

26/08/2011 - Folha de São Paulo

Passageiro poderá acessar programação que será atualizada diariamente

Conteúdo viabilizado por parcerias poderá ser assistido em tablets ou celulares dos passageiros a bordo

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

A partir do dia 1º, passageiros da Gol poderão acessar uma programação de notícias e entretenimento no próprio celular, tablet ou notebook por meio de uma conexão sem fio.
O novo serviço, chamado "Gol no Ar", será gratuito e estará disponível, inicialmente, em 250 voos diários. Até o fim do ano serão 400 voos.
Ao fim de 2012, o serviço deverá atingir a totalidade da malha (cerca de 900 voos).
O conteúdo não é em tempo real, mas a companhia promete atualizá-lo pelo menos uma vez por dia.
A atualização será feita automaticamente toda vez que a aeronave pousar em um dos dez aeroportos equipados com um servidor: Congonhas, Guarulhos, Galeão, Santos Dumont, Confins, Salvador, Porto Alegre, Brasília, Belém e Fortaleza.
A intranet poderá ser acessada inicialmente em aparelhos da Apple (iPhones, iPads e iPods Touch) e também notebooks que usem a tecnologia Wi-Fi.
Outros smartphones, como BlackBerry, terão acesso limitado nesse primeiro momento. Aparelhos com sistema Android terão de esperar até o início do próximo ano.
O conteúdo será fornecido por meio de parcerias com a Globosat (SporTV, Multishow, GNT, Canal Brasil), a editora Abril e as rádios CBN e Globo. Haverá ainda canais de jogos e música.
"Essa é uma plataforma inédita na aviação comercial", diz Claudia Pagnano, vice-presidente de mercado e novos negócios da Gol.

"E ela é condizente com nosso modelo de negócios de baixo custo, sem a necessidade de investimentos em centenas de monitores de TV, fios e todo custo de instalação e manutenção", afirma.

Pagnano diz que a companhia não tem planos, com a tecnologia existente hoje, de permitir acesso à internet. "Não deixamos de vislumbrar essa plataforma, mas os custos hoje seriam muito altos."

A tecnologia permitirá à companhia conhecer o comportamento dos passageiros.
"Eu consigo saber qual conteúdo foi baixado e em que tipo de aparelho", afirma a executiva. "Isso nos permitirá aprimorar o conteúdo, que poderá inclusive ser regionalizado."
A Gol também pretende faturar vendendo espaço publicitário na nova intranet.
A companhia já tem 35 aeronaves habilitadas com o serviço. Um ícone na frente da cabine ajudará a identificar se ele está disponível.
Os primeiros voos com o serviço serão os da ponte aérea Rio-São Paulo. Cerca de 80% dos voos nessa rota irão oferecer o serviço no dia 1º.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sem cara de puxadinho, Viracopos inaugura MOP

23/8/2011 - Panrotas

O MOP amplia a capacidade do aeroporto em 2,5 milhões de passageiros ao ano

CAMPINAS - “Não tem cara de puxadinho como a imprensa disse. Vocês podem ver que se trata de uma obra de engenharia com baixo investimento e construção rápida, a exemplo da melhor tecnologia disponível em países como Alemanha, África do Sul e Portugal”, disse Gustavo Vale, presidente da Infraero, hoje, na inauguração do Módulo Operacional (MOP) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O módulo custou R$ 5 milhões e eleva a capacidade do aeroporto em mais de 2,5 milhões de passageiros ao ano, por meio da ampliação do saguão de check-in. A Gol já está instalada no espaço, no qual já começou a operar hoje pela manhã.

Nos 1,2 mil metros quadrados estão 22 novas posições de atendimento, além de longarinas adequadas com pontos de energia, sistema eletrônico de som, sanitários e monitores com informações sobre voos. Onze posições adaptados para o atendimento às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. As obras do MOP foram iniciadas em janeiro deste ano.

Artur Luiz Andrade

Azul pede autorização para rota entre Bauru e Campinas

23/08/2011 - Fabio Almeida, Valor Online

SÃO PAULO - A Azul anunciou hoje que pediu autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar a rota entre os aeroportos de Campinas, onde está sua base, e Bauru, também no interior de São Paulo.

Contando com a aprovação do órgão de controle, companhia espera inaugurar a rota em 10 de novembro. Serão duas frequências diárias, sempre utilizando aviões turboélice ATR 72-200.

Trata-se do nono destino da Azul para o estado paulista, ao lado de Campinas, Araçatuba, São José dos Campos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Marília, Presidente Prudente e São Paulo.

Azul é a primeira a realizar voos comerciais no aeroporto da Zona da Mata

22/08/2011 - Mercado & Eventos

A Azul inicia hoje (22/08)suas operações no Aeroporto Regional da Zona da Mata, próximo ao município de Juiz de Fora (MG), com um voo diário entre o aeroporto e Campinas, em São Paulo. A rota é diária e os voos são realizados com os turboélices ATR 72-200.

Os clientes da companhia contam com serviço de raslado gratuito nos próximos seis meses em ônibus executivo no sistema leva e traz (aeroporto-rodoviária Juiz de Fora-aeroporto) fornecido pela Multiterminais.

As passagens para a nova rota estão disponíveis para compra a partir de R$ 49,90 no site www.voeazul.com.br.

Consórcio Inframérica arremata novo terminal de São Gonçalo do Amarante por R$ 170 milhões

22/08/2011 - O Globo, Ronaldo D’Ercole, Paulo Justus

SÃO PAULO Oconsórcio Inframérica, formado pelo grupo paulista Engevix e pela argentina Corporación América, foi o vencedor do leilão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte — o primeiro a ser concedido à iniciativa privada no país, dentro do plano do governo de ampliar investimentos no setor antes da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Depois de quase uma hora de leilão, e uma disputa que envolveu 87 lances em viva voz, o Inframérica arrematou a outorga para construir e operar o novo aeroporto por R$ 170 milhões, com ágio de 228,8% sobre o lance mínimo fixado pelo governo, de R$ 51,7 milhões. Do investimento previsto de R$ 650 milhões ao longo da concessão, o BNDES deve financiar 70%.

Quatro consórcios apresentaram propostas no leilão, realizado na BM&F Bovespa: além do Inframérica, o Aeroleste Potiguar (lance inicial de R$ 51,5 milhões); o ATP-Contratec (R$ 62,04 milhões); e o Aeroportos Brasil (R$ 75 milhões). Depois da oferta inicial em envelopes lacrados, o pregão foi para o o viva voz. Nesta fase, o Aeroportos Brasil chegou a R$ 166 milhões.

José Antunes Sobrinho, presidente da Infravix, o braço de concessões do grupo Engevix, disse que o ágio elevado está em linha com as projeções de retorno, de 12%, segundo ele, que a empresa tem para o empreendimento, localizado na Grande Natal.

— Estamos absolutamente confortáveis com o ágio que estamos pagando — disse.

‘Na porta do querido BNDES’

● Rosalba Ciarlini (DEM), governadora do Rio Grande do Norte, que acompanhou o leilão com um grupo de políticos do estado, disse ter cobrado de Sobrinho que o aeroporto esteja pronto até a Copa de 2014. Mas não obteve uma garantia, apenas a promessa de muito esforço:

— Vamos tentar fazer o mais rápido possível porque, comercialmente, é do nosso interesse que esteja operando num momento em que terá um pico de tráfego — disse o executivo.

A Infravix terá 50% do capital da empresa que vai construir e operar o aeroporto nos próximos 28 anos. Os outros 50% ficarão com a Corporación América, que, além dos aeroportos argentinos, opera terminais no Peru, Uruguai, Equador, Itália e Armênia.

— Trazemos a experiência de um operador aeroportuário privado com mais aeroportos no mundo — disse Martín Eurnekian, da Corporación América.

O consórcio vencedor informou que vai investir R$ 325 milhões até 2014, a primeira fase do projeto. O investimento total chega a R$ 650 milhões ao longo de toda a concessão. E o BNDES, como é tradição em privatizações no país, terá papel fundamental no processo: cerca de 70% dos investimentos previstos devem vir dos cofres do banco estatal.

— Esperamos rapidamente assinar os contratos, criar uma empresa de propósitos específicos (SPE) e bater na porta do querido BNDES — disse Sobrinho, ao falar da estratégia para entregar o aeroporto até a Copa.

Apesar do otimismo, alguns analistas não descartam o risco de que seja necessária uma renegociação do contrato no futuro. Eduardo Padilha, da Planos Engenharia, considera que para cobrir o ágio oferecido o consórcio vencedor acredita numa demanda “muito acima do normal”.

— Os padrões exigidos para o projeto são altos, e esse valor (de ágio) é muito caro. Ou se acredita numa demanda muito maior ou vai ter de reequilibrar o contrato no futuro — disse Padilha.

A previsão de movimento no aeroporto de São Gonçalo do Amarante feita pelo governo é de três milhões de passageiros em 2014; 4,7 milhões em 2020; e 7,9 milhões em 2030.

Anac: há garantias para evitar calote

● Para o presidente da Agência nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, o risco de o consórcio ter problemas para pagar um ágio tão alto existe. Mas lembrou que há mecanismos contratuais (multas, execução de garantias e até a retomada da concessão) para evitar calotes.

Apesar da disputa acirrada, nenhuma das grandes empreiteiras nacionais participou do leilão. O grupo Engevix é forte na área de projetos, cresceu e só recentemente passou a investir em concessões. A Infravix Empreendimentos, seu braço em concessões, foi criada ano passado e detém 22% da Via- Bahia, concessão que administra 680 quilômetros de rodovias na Bahia.

Mesmo sem as grandes construtoras e os maiores operadores internacionais de aeroportos, para André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company, o resultado do leilão confirma o interesse dos investidores pela privatização dos aeroportos. E indica que os próximos três leilões previstos para este ano (Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e Juscelino Kubitschek, em Brasília) devem ser bastante disputados.

— Acredito que a concorrência vai ser alta porque são privatizações de destaque internacional. O principal é definir como serão as regras dos projetos, porque são mais complexos se comparados a este primeiro — disse Castellini.

De acordo com o presidente da Anac, os editais para os leilões de privatização de Guarulhos, Campinas e Brasília, marcados para 22 de dezembro, devem ser divulgados e submetidos a audiência pública até meados de setembro.

A única coisa certa nas regras dos próximos leilões, segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, é que a Infraero poderá ter até 49,5% de participação nas concessões.■

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Leilão de “sucatões” cobrirá menos de 1% da dívida da Vasp

19/08/2011 - Portal iG

Empresa tem 27 aeronaves abandonadas, avaliadas em, no máximo, R$ 50 mil cada uma; dívida trabalhista é de cerca de R$ 1,5 bilhão

Marina Gazzoni, iG São Paulo

A venda das aeronaves da Vasp que estão abandonadas nos aeroportos brasileiros terá um impacto pequeno no bolso dos credores. Sem condições de voar e em péssimo estado de conservação, os 27 aviões da empresa viraram sucata e valem hoje entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, segundo laudo do avaliador judicial. Assim, na melhor das hipóteses, o leilão de todos os equipamentos renderá R$ 1,35 milhão.

O valor é pequeno se comparado à dívida da companhia aérea falida. Na época da falência, em 2008, o passivo foi estimado em R$ 3,5 bilhões. Até hoje, a questão está na Justiça e ninguém recebeu um tostão.

Cerca de 8.000 ex-funcionários entraram na Justiça para tentar receber sua parte de uma dívida trabalhista estimada em R$ 1,5 bilhão, de acordo com Vera Salgado, presidente da Associação dos Ex-empregados da Vasp.

As aeronaves da Vasp estão paradas em dez aeroportos brasileiros desde 2005, quando a companhia interrompeu os voos. Uma perícia feita em 2006 pelo escritório Jharbas Barsanti avaliava os aviões da empresa em R$ 16,8 milhões. De lá para cá, uma batalha na Justiça impediu que os equipamentos fossem vendidos. A falência da companhia foi decretada em setembro de 2008.

Falta de espaço nos aeroportos

A realização da Copa e da Olimpíada no Brasil deu à reforma dos aeroportos um caráter de urgência no Brasil. E a remoção dos chamados aviões-sucatas se tornou um pré-requisito para a realização das obras e o melhor aproveitamento da infraestrutura aeroportuária.

Hoje, existem 118 aeronaves paradas – de empresas falidas, particulares e até um modelo da Funai, de acordo com um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em fevereiro deste ano, o CNJ lançou o programa Espaço Livre, que visa viabilizar a retirada das aeronaves paradas dos aeroportos brasileiros. A primeira remoção será na próxima terça-feira, no aeroporto de Congonhas. Há nove aeronaves da Vasp no local, mas só há autorização judicial para remover parte da frota. O número exato ainda não foi confirmado.

“A ação é benvinda, mas chegou tarde”, diz a ex-funcionária Vera Salgado. Para ela, se a iniciativa tivesse ocorrido anos antes, os credores poderiam conseguir valores maiores com o leilão. “Essas aeronaves estavam em operação quando a Vasp parou de voar. Agora, foram depenadas e só restou a sucata”, diz.

Além das aeronaves, os credores tentam confiscar outros bens do empresário Wagner Canhedo, dono da Vasp. A fazenda Piratininga, em Goiás, foi vendida por R$ 310 milhões em dezembro do ano passado, mas o empresário tenta recuperar o bem. A questão ainda está na Justiça.

Veja o número de aeronaves paradas por aeroporto

Aeroporto Quantidade

Manaus 19
Porto Alegre 11
São Paulo (Congonhas) 10
Rio de Janeiro (Santos Dumont) 10
Rio de Janeiro (Galeão) 10
Brasília 10
São Paulo (Guarulhos) 8
Boa Vista 8
Campinas (Viracopos) 7
Salvador 4
Fortaleza 3
São Luís 2
Recife 2
Belém (Internacional) 1
Belém (Julio Cesar) 1
Belo Horizonte (Pampulha) 1
Belo Horizonte (Confins) 1
Campo Grande 1
Cuiabá 1
Curitiba 1
Foz do Iguaçu 1
Goiânia 1
Santarém 1
São José dos Campos 1
São Paulo (Campo de Marte) 1
Tefé 1
Uberlândia 1
Total 118

Guarulhos não tem capacidade para novos voos às 10h

18/05/2011 - O Estado de São Paulo

Outros horários também estão atingindo uma situação quase crítica, com taxa de ocupação de 60% a 80%; aeroporto deve ser privatizado no dia 22 de dezembro

Célia Frouge e Edna Simão, da Agência Estado

BRASÍLIA - O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, que deverá ser privatizado no dia 22 de dezembro, está com sua capacidade de novos voos esgotada de segunda a sexta-feira no período das 10 horas. A informação consta do parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) sobre a união entre as companhia aéreas TAM e LAN, que formou a Latam. Os dados são de fevereiro deste ano, mas, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mudanças de uso de "slots" (autorizações de voos no aeroporto para uma companhia aérea) são pouco frequentes.

Os slots são grandes diferenciais de concorrência, por isso foram analisados pela Seae. "Dentre os aspectos relacionados ao acesso à infraestrutura, a disponibilidade de slots e sua distribuição entre as companhias são, sem dúvida, os mais importantes a serem considerados", escreveram os técnicos da Seae no documento.

Além desse período crítico, em que não há disponibilidade de mais nenhuma criação de rota, há horários em que a situação está beirando uma situação complexa, mas que ainda há slots disponíveis em Guarulhos. É o caso, por exemplo, do período da meia-noite às duas horas da manhã todos os dias da semana e de domingo a quinta-feira, das 18h às 22h. Nesses horários, assim como em alguns outros isolados, a taxa de ocupação dos slots é de 60% a 80%. Os períodos mais tranquilos são das 3 horas às 8 horas da manhã, cuja capacidade de ocupação é inferior a 60% - no período de maior folga há até 41 slots disponíveis para operação.

Ao fazer sua avaliação em relação ao caso Latam, a Seae afirma que, mesmo que em alguns horários a taxa de ocupação seja muito grande, é possível usar outras faixas com disponibilidades de slots, ainda que sejam menos competitivas. "O acesso à infraestrutura aeroportuária pode representar, em certos casos, restrições à entrada de uma companhia numa determinada rota, sendo uma das principais questões objeto de regulação/controle por parte das autoridades públicas, especialmente Anac", consideraram os técnicos da Seae em seu parecer.

"Essas disponibilidades de slots representam uma condição necessária para que uma companhia possa ofertar, num curto espaço de tempo, voos adicionais para Guarulhos, em São Paulo. Ou seja, a posse de certo número de slots ''credencia'' aquela companhia a ser considerada uma potencial rival no curto prazo, bastando solicitar a alteração de voo.

A atenção da Seae se dá pela constatação de sobreposição de rotas de transporte de passageiros de TAM e LAN no caso de saídas de São Paulo para Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru) e Santiago (Chile). Para a secretaria, a disponibilidade de slots não pode ser vista como um fator impeditivo para que uma companhia entre nessas linhas. "No máximo, cabe a ressalva de que os horários disponíveis, dependendo do plano de voo a ser proposto, podem não ser tão bons quanto os horários já ocupados. De qualquer modo, não é possível negar que há disponibilidade de slots em Guarulhos."

TAM tem taxa de ocupação recorde nos voos internacionais em julho

Índice superou 86%; nos voos internacionais operados por empresas aéreas brasileiras, a participação de mercado da companhia foi de 88,01%

18/08/2011 - Agência Estado

SÃO PAULO - A TAM anunciou nesta quinta-feira, 18, que sua taxa de ocupação nos voos internacionais em julho, de 86,2%, foi a melhor já registrada pela empresa. No mercado internacional, comparando com o mesmo mês do ano anterior, houve um aumento na demanda (em RPKs) de 12,3% com um aumento na oferta (em ASKs) de 9,7%, resultando em um aumento de 2,0 pontos porcentuais na taxa de ocupação.

Nos voos internacionais operados por empresas aéreas brasileiras, a participação de mercado da TAM em julho foi de 88,01%.

No mercado doméstico, houve um crescimento na demanda (em RPKs) de 13,7%, combinado a um aumento de 10,6% da oferta (em ASKs), comparado com julho de 2010, o que levou a um aumento da taxa de ocupação em 2,0 pontos porcentuais, atingindo 72,94%. A participação de mercado foi 40,9% no mercado doméstico em julho.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Passaredo passa a operar em Juazeiro (CE) e Fortaleza

18/8/2011 - Panrotas

A partir do dia 22 de setembro, a Passaredo passa a operar em mais duas cidades nordestinas: Juazeiro do Norte (CE) e Fortaleza. Os voos saem de Juzeiro com destino a Salvador, Vitória da Conquista (BA), São Paulo, Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), sempre com escala na capital cearense. As operações serão feitas por jatos Embraer ERJ 145 com capacidade para 50 passageiros.

“Durante o extenso estudo que sempre fazemos em diversas cidades, percebemos que Fortaleza e Juazeiro do Norte são dois municípios que têm uma forte demanda. Por isso, acreditamos que as novas operações serão um sucesso”, afirma o diretor de Planejamento da empresa aérea, Ricardo Merenda.

“Além disso, devido ao acordo comercial com a Gol, esse novo voo dará a oportunidade para os passageiros das cidades cearenses de voarem para diversas localidades do País, fazendo conexões com a Gol através da cidade de Salvador”, conclui o diretor. As passagens já estão a venda pelo site da Passaredo ou com os agentes de viagens.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Disputa adia expansão de aeroporto

17/08/2011 - Valor Econômico

Enquanto o parque tecnológico de São Carlos ganha corpo, a internacionalização e a expansão do aeroporto da cidade, que pode servir como via rápida de importação e exportação para as empresas do complexo - por estar situado a menos de dez quilômetros dali -, estão travadas por causa de antiga disputa entre o governo estadual (PSDB) e a administração do município (PT).
Sob o comando petista há dez anos, a prefeitura de São Carlos está empenhada, desde 2008, em tornar o Aeroporto Estadual Mário Pereira Lopes uma unidade alfandegária e também se movimenta politicamente para convencer o governo do Estado, proprietário do aeroporto, a ampliar a pista dos atuais 1.700 metros para 2.500 metros, para que a cidade possa receber aviões de grande porte.

Com o aeroporto funcionando como rota internacional de cargas e com a pista mais comprida, São Carlos espera atrair mais empresas e aumentar o fluxo de mercadorias na região. A TAM, que opera o seu centro de manutenção de aeronaves de 4,5 milhões de m2 e 1,3 mil empregados no terreno do aeroporto, também é interessada na modernização. A ampliação da pista permitirá que a companhia aumente a movimentação de grandes aviões para manutenção. Já a internacionalização reduz a burocracia para a entrada e saída de aviões estrangeiros que recebem os serviços da TAM.

"Nossos Airbus 340 e Boeing 777 não podem pousar em São Carlos porque a pista é pequena. Com uma ampliação deixaríamos de fazer a manutenção deles no exterior. Se o aeroporto virar uma unidade alfandegária, nossos clientes internacionais não precisariam mais passar por um aeroporto internacional, como Guarulhos ou Viracopos, para passar pela Receita antes de seguir para manutenção no nosso centro", explica Ruy Amparo, vice-presidente da TAM. Com as mudanças, diz, a empresa criaria 500 empregos.

Estudo encomendado pela prefeitura de São Carlos mostra que as dez cidades da região do aeroporto concentram mais de 500 empresas importadoras e exportadoras, responsáveis por um volume de comércio exterior de mais de US$ 3 bilhões. "A maioria das empresas exporta e importa produtos com alto valor agregado, que são mais facilmente transportados a partir de um aeroporto. As empresas perdem tempo e dinheiro e ficam menos competitivas ao mandar mercadorias pelo porto de Santos ou por Viracopos, que é mais perto daqui", afirma Oswaldo Barba, prefeito de São Carlos.

"O desejo de ampliação do aeroporto vem desde 2008. O primeiro documento que eu entreguei foi em 2009. O [ex-governador José] Serra nem considerou. O Alckmin parece mais acessível, espero que possamos sentar e resolver", conta Barba. Segundo ele, a internacionalização já recebeu sinal verde da Receita Federal, mas o processo depende do governo estadual. "O aeroporto é do Estado, não é meu."

Em nota, o governo do Estado informou que vai estudar o caso. O ex-governador José Serra, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não recebeu nenhum pedido do município, formal ou informal, relativo ao aeroporto de São Carlos durante sua gestão. "À época, a TAM manifestou interesse em uma possível ampliação da pista, mas jamais manifestou nenhuma disposição em contribuir materialmente para o empreendimento." (LM)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Infraero põe à venda salas vips de aeroportos do País

16/08/2011 - O Estado de São Paulo

Segundo estatal, empresas aéreas e operadoras de cartões estão pagando preços muito ultrapassados por áreas ''valiosíssimas''

Nataly Costa

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) está revendo os contratos de uso das salas vips nos aeroportos do País. Só no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, salas da Gol, Aerolíneas Argentinas e British Airways já foram fechadas e esperam o resultado de uma nova licitação - que pode ser ganha por qualquer outra empresa que queira explorar comercialmente aquela área, incluindo lojas e lanchonetes.

Em Congonhas, na zona sul de São Paulo, uma área no primeiro andar, anteriormente utilizada por uma operadora de cartão de crédito, também está fechada, aguardando nova licitação. As companhias, principalmente as internacionais ou que voam para fora do País, mantêm salas vips em quase todos os aeroportos internacionais.

Também já estão em processo de licitação salas vips de diversas empresas nos aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, Maceió e Salvador. Segundo a estatal, as empresas aéreas e as operadoras de cartões - que geralmente são as que oferecem esse tipo de serviço - estão usando áreas "valiosíssimas" por preços considerados ultrapassados, que estão sendo reajustados conforme os contratos vão vencendo.

Direito de uso. Com base em uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero entende que as salas vips são áreas comerciais como outras quaisquer. "Qualquer contrato vencido tem de ser novamente licitado, seja sala vip, lojinha de café, livraria. Todos têm o direito de usar aquele espaço", afirma o superintendente de Relações Comerciais da Infraero, Clayton Resende Faria.

Para as empresas aéreas, porém, os espaços das salas vips são de uso operacional, necessários para atendimento do passageiro - não tão essenciais como balcões de check-in, por exemplo, que são concedidos a preços módicos para cada companhia, mas importantes como um "serviço complementar de atendimento". Elas utilizam o Código Brasileiro de Aeronáutica, que prevê a cessão desses espaços para companhias de acordo com um preço preestabelecido. "Não concordamos com isso porque a sala vip nada mais é que um serviço acessório oferecido pelas companhias", afirma o presidente da Junta de Representantes das Companhias Aéreas Internacionais do Brasil (Jurcaib), Robson Bertolossi. "Quando acontecem atrasos ou overbooking, por exemplo, é um direito do passageiro usar essa sala."

Para a Infraero, as áreas são de uso comercial porque as companhias cobram de maneira direta ou indireta do passageiro para usar os privilégios da sala vip. "Se fossem meramente operacionais, todo mundo poderia usar", afirma Clayton Faria.

Justiça. Em nome das companhias, a Jurcaib entrou com uma ação contra a Infraero, pedindo a suspensão da revisão dos contratos com as companhias aéreas internacionais. A liminar foi concedida e a Infraero recorreu. Agora, aguarda decisão de segunda instância.

O valor de cada sala varia para cada aeroporto. Para operar por cinco anos a área de uma antiga sala vip de 89 m² em Maceió, por exemplo, a Infraero pede R$ 4,5 mil mensais de valor inicial.

Nos aeroportos maiores, o preço sobe. Em Porto Alegre, uma área de 125 m² custa R$ 21 mil por mês. Já em Congonhas, para operar um espaço de 160 m², a Infraero pede R$ 315 mil. "São espaços muito valorizados que, uma vez aberta a licitação, rendem muita concorrência", diz Faria. A Infraero não informa quanto as salas custavam antes, mas o acréscimo é de pelo menos 10%. "Fica difícil concorrer com grandes redes que podem oferecer mais pela área", diz Bertolossi.

Trip volta a operar em Ribeirão Preto

15/08/2011 - Mercado e Eventos

A partir de 11 de setembro, a Trip voltará a operar no Aeroporto Dr. Leite Lopes, em Ribeirão Preto, São Paulo. O município terá voos diretos, no período da manhã, para Belo Horizonte (Cofins) e conexões para Recife (PE), Aracaju (SE), Vitória (ES), Carajás (PA), Brasília (DF), Manaus (AM) e Goiânia (GO).

Segundo o diretor de Marketing e Vendas da Trip, Evaristo Mascarenhas, a companhia tem apliado as frequências em São Paulo por acreditar no potencial econômico do interior paulista.

Passagens dos novos voos podem ser adquiridas nas agências de viagens credenciadas, pelo portal www.voetrip.com.br, nos aeroportos ou na Central de Vendas 0300-789-8747 ou 3003-8747 (regiões metropolitanas)

Trip inaugura voos para Marabá

15/08/2011 - Mercado e Eventos

A Trip Linhas Aéreas realizou hoje, 15 de agosto, o batismo da aeronave Embraer 190, no Aeroporto de Marabá, no estado do Pará. A cerimônia marcou a chegada do primeiro voo da empresa na cidade, vindo de Carajás. Estiveram presentes autoridades da região, como Enos Domingues Lima, superintendente do aeroporto de Marabá, além da equipe de aeroportos da Trip, representada por Hugo Luiz de Araujo Pinheiro, gerente de base Parintins, e Rosane Mendonça Camargo, gerente de base Marabá.

O objetivo da nova rota é ampliar as operações da Trip na Região Norte, onde a empresa já conecta as capitais Belém, Manaus, Rio Branco, Porto Velho e Palmas a outros 22 municípios. Os novos voos ligam Marabá diretamente a Belém e Carajás. Eles permitem ainda conexões com Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Vitória (ES) e Campinas (SP). As passagens dos novos voos podem ser adquiridas nas agências de viagens credenciadas, pelo portal www.voetrip.com.br, nos aeroportos ou na Central de Vendas 0300 789 8747 ou 3003 8747 (regiões metropolitanas).

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Balanços de TAM e Gol têm rotas opostas

15/08/2011 - Valor Econômico

A comparação dos balanços do segundo trimestre das duas maiores empresas aéreas do país, divulgados na semana passada, mostra que o desempenho da TAM e da Gol foram opostos no período tradicionalmente mais fraco para a aviação comercial.

Enquanto a TAM reverteu prejuízo de R$ 174,8 milhões para lucro de R$ 60,3 milhões na comparação anual, a Gol multiplicou por sete suas perdas, ao divulgar prejuízo líquido de R$ 358,7 milhões de abril a junho.

Na sexta-feira, os papéis das duas companhias registraram performances diferentes. As ações da Gol recuaram e as da TAM avançaram..

“A guerra tarifária no mercado doméstico tem um pouco de influência. A TAM soube administrar melhor a demanda por viagens a negócios numa época de baixa temporada”, afirma um especialista do setor aéreo, que pediu para não ser identificado.

O desempenho da receita com passageiros em viagens domésticas das duas empresas também foi distinto. Na TAM, o resultado foi de R$ 1,47 bilhão, um crescimento de 3,1% em relação ao segundo trimestre de 2010, quando a empresa gerou vendas de R$ 1,42 bilhão.

Na Gol, a receita com passageiros no segundo trimestre ficou em R$ 1,46 bilhão, diante do R$ 1,51 bilhão do mesmo período do ano passado, um recuo de 3,5%.

“É o mercado internacional que faz a diferença. Tem crescido o número de brasileiros que fazem viagens de longo curso com o dólar desvalorizado. E a Gol só opera na América do Sul”, acrescenta o especialista.

A receita de passageiros da TAM no mercado internacional somou R$ 865,4 milhões, o que representou uma expansão de 18,2% na comparação com o mesmo período de 2010.

A Gol teve receita na América do Sul de R$ 105,7 milhões no segundo trimestre deste ano, diante dos R$ 77,4 milhões de abril a junho do ano passado, o que representou um crescimento de 36,5%.

A receita com passageiros no mercado internacional da TAM foi de R$ 865,4 milhões, com expansão de 18,2% ante os R$ 732,1 milhões do segundo trimestre de 2010.

“O mercado internacional da TAM acaba subsidiando a operação doméstica, depois que o resultado é consolidado”, afirma um analista do setor aéreo, que pediu anonimato.

Segundo essa fonte, no segundo trimestre a TAM teve melhor desempenho que a Gol na gestão de tarifas nos horários fora de pico. Isso porque a TAM tem mais canais de vendas de passagens, com o Multiplus e a rede TAM Viagens, com 100 lojas no país.

“A Gol melhorou a taxa média de ocupação dos aviões, mas o yield [valor que o passageiro paga por quilômetro transportado, referência para reajuste de tarifas] caiu”, diz o analista.
A Gol anunciou na sexta-feira um programa de recompra de até 10% das suas ações preferenciais que estão no mercado. A ideia da empresa é “maximizar a criação de valor para os acionistas em razão da cotação atual”. Segundo a Gol, os papéis serão mantidos em tesouraria para alienação ou cancelamento, sem redução de capital.

“Temos um ano para a operação, mas não decidimos ainda quando ela será realizada”, disse o vice-presidente de finanças da Gol, Leonardo Pereira. Ele também preferiu não estimar o valor que a empresa estaria disposta a desembolsar.

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, espera a aprovação da compra de 100% do capital da Webjet pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) “nas próximas semanas”.
Ele indicou que a negociação, anunciada em 11 de julho, deverá ser concluída no trimestre, prazo estimado para a Gol incorporar o balanço da Webjet.

“A dívida da Webjet não vai alterar o índice de alavancagem da Gol”, respondeu Constantino, ao ser questionado se os R$ 214,7 milhões de dívida da Webjet que a Gol terá de assumir poderiam dificultar a reversão de perdas. A Webjet foi avaliada em R$ 310,7 milhões, sendo R$ 96 milhões de desembolso.

Fonte: Valor Econômico, Por Alberto Komatsu

sábado, 13 de agosto de 2011

Noar desobedeceu normas de manutenção, diz Anac

12/8/2011 - Panrotas

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu hoje um comunicado sobre a auditoria realizada na Noar Linhas Aéreas. Segundo o documento, a empresa não obedecia normas nas áreas de operações e de manutenção da empresa, envolvendo descumprimento de requisitos e procedimentos relativos aos registros de manutenção.

Ainda de acordo com o documento, a Noar já foi notificada sobre o resultado da auditoria e terá 30 dias para exercer o direito de defesa e justificativas. Enquanto isso, os voos da companhia permanecem suspensos.

A Anac também salientou que este processo administrativo não está vinculado às investigações sobre o acidente com a aeronave da companhia, ocorrido no dia 13 de julho, em Recife, e afirmou que este continua em andamento sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Aeroporto de Brasília recebe Licença Ambiental Prévia para obras de ampliação

08/08/2011 - Jornal de Turismo

O Aeroporto Internacional de Brasília/Juscelino Kubitschek recebeu na última terça-feira a Licença Prévia Ambiental para as obras de ampliação do Terminal de Passageiros. O documento foi expedido pelo Ibran (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental).

"A Licença Prévia permite que a Infraero dê continuidade ao planejamento da empresa e inicie os processos de licitação para as diversas obras que integram a ampliação do aeroporto, como expansão do Terminal de Passageiros, construção do Centro de Manutenção e do novo Terminal de Logística de Carga", destacou Mauro Cauville, superintendente de Meio Ambiente da Infraero.

A licitação para contratação das obras de ampliação do Aeroporto de Brasília – orçadas em R$ 742,37 milhões – tem previsão de publicação do edital em outubro de 2011. Em maio deste ano, já foram iniciados os serviços de reforma do Terminal, com término previsto para dezembro de 2011. Além disso, também está em licitação a instalação do segundo Módulo Operacional do Aeroporto de Brasília. O primeiro Módulo está em funcionamento desde novembro de 2010. Após a conclusão dessas melhorias, o Aeroporto de Brasília terá capacidade para atender 26,5 milhões de passageiros por ano.

"O planejamento da Infraero está sendo cumprido com total empenho. E a Licença Prévia é parte fundamental para a continuidade do volume de obras que integram o crescimento do Aeroporto Internacional de Brasília para atender a demanda", disse o superintendente do aeroporto, Antonio Sales.

Azul eleva sua frota para 39 aeronaves

08/08/2011 - O Estado de São Paulo

AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Azul anunciou hoje que recebeu um novo turboélice ATR 72-200. Com a incorporação desse avião, a companhia aérea eleva sua frota para 39 unidades, sendo dez aviões Embraer 190, 21 Embraer 195 e oito ATR 72-200.

O novo avião tem capacidade para 70 lugares e, segundo a companhia, é ideal para rotas com distâncias de até 700 km. A Azul oferece voos para 38 destinos em 37 cidades e realiza 300 voos diários.

Dobram usuários de "aeroportos caipiras"

08/08/2011 - Folha de São Paulo, por José Benedito da Silva

Com preços das tarifas em queda, cada vez mais passageiros optam por utilizar aviões no interior de São Paulo
Demanda recorde nos 31 aeroportos motivou o governo a investir em obras de segurança e de conforto ao passageiro

Preços em queda, novas empresas, mais linhas e mais gente disposta a viajar de avião: a combinação está levando um número recorde de passageiros aos "aeroportos caipiras" de São Paulo.

Em dois anos, o fluxo mais que dobrou: de 598,5 mil no primeiro semestre de 2009 para 1,23 milhão em igual período deste ano (106%).

A alta nos 31 aeroportos administrados pelo Daesp, órgão do governo de São Paulo, supera até mesmo o decantado boom aéreo vivido pelo país.

No mesmo período, o total de passageiros em voos domésticos nos terminais da Infraero (estatal que administra os principais aeroportos do país) subiu 48,6% -nos voos internacionais, 39,3%.

A demanda recorde levou o Daesp a lançar neste ano um pacote de intervenções de R$ 60 milhões para melhorar a infraestrutura desses locais -havia investido R$ 21 milhões em 2009 e 2010.

"Como a projeção para este ano é de um movimento muito maior, há necessidade de investimentos maiores", diz o superintendente do Daesp, Ricardo Volpi.

As intervenções, que começam em setembro, têm como primeira frente melhorar a segurança, com reforma, ampliação e realização de grooving (estriamento) das pistas, mais sinalização (inclusive noturna), novas torres e sistemas de controle e raio-x para bagagens.

A segunda frente envolve o conforto do passageiro: reforma dos terminais, esteiras para bagagens e colocação de câmeras de segurança.

Três aeroportos concentram 80% do fluxo -Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Presidente Prudente, todos com voos diários diretos para os três principais terminais do Estado: Viracopos, Cumbica e Congonhas.

"Há mais empresas operando, e a disputa tarifária vem gerando um aumento da demanda", afirma Volpi.

ÔNIBUS
A Folha fez simulações de viagens de ônibus e avião, sempre com embarque para hoje e passagem só de ida.

Para Ribeirão, é possível viajar pela Azul por R$ 74, a partir de Viracopos, e chegar ao destino em 55 minutos.
De ônibus, a viagem fica mais barata -R$ 54-, mas dura 4h20min a partir do Tietê.

Já para Presidente Prudente, é possível, pela Azul, de Viracopos, gastar R$ 148 e chegar ao destino em uma hora e 20 minutos -de ônibus, do Tietê, gasta-se R$ 104 e leva pouco mais de 7 horas.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Estrangeiras abrem mais rotas e aumentam o número de voos

08/08/2011 - Valor Econômico

O mercado brasileiro virou um novo eldorado para as companhias aéreas estrangeiras, que abrem novas rotas e aumentam o número de voos das ligações já existentes com seus países de origem. Para empresas que têm proximidade geográfica ou cultural com o Brasil, o impacto é ainda maior. "Vocês são o novo motor da América do Sul. O país e o consumo são tão grandes que arrastam todos os vizinhos", define Matías Campiani, sócio e principal executivo da Pluna, a companhia de bandeira do Uruguai.

No primeiro semestre, a aérea faturou US$ 75 milhões e transportou 53% mais passageiros do que em igual período do ano passado.

Nas rotas ao Brasil, o crescimento está muito acima da média: foi de 114% na ligação Montevidéu-Rio e de 75% nos voos Montevidéu-São Paulo. Também foram inauguradas neste ano rotas entre a capital uruguaia e Belo Horizonte, Campinas e Brasília. Isso faz com que quase 50% dos passageiros da empresa seja de brasileiros. "O real está tão valorizado que tudo lhes parece barato. Gente que antes só viajava de ônibus, agora viaja de avião e até se anima a passar um fim de semana em Montevidéu ou em Buenos Aires", nota Campiani.

A portuguesa TAP tem apostado no país há mais de uma década. Desde 2001, saiu de 23 voos semanais entre o Brasil e Lisboa para os atuais 77. Nas próximas semanas, reforça com mais uma frequência suas operações a Porto Alegre, aberta no primeiro semestre, com quatro voos semanais. Além disso, há rotas diretas para São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Natal e Campinas.

A estratégia foi usar Portugal como porta de entrada para a Europa, permitindo aos passageiros fora do eixo Rio-São Paulo fazer suas conexões já em solo europeu, e não nos aeroportos do Sudeste.

"Hoje está todo mundo querendo reforçar suas malhas para cá. A nossa vantagem foi ter saído muito na frente", diz Mário Carvalho, diretor-geral da TAP para a América Latina. Cerca de 10% dos passageiros que passaram pelo aeroporto de Lisboa são provenientes do Brasil. Só a região Norte ainda não tem voos diretos a Portugal, mas Carvalho acredita que existe potencial para isso.

Para as empresas americanas, o mercado brasileiro também ganhou relevância. Na aviação, segundo Luiz Teixeira, diretor regional da Delta Airlines, "o Brasil é o mais emergente dos emergentes". Nas operações internacionais da companhia, o país é o quarto maior mercado em venda de passagens só perde para Japão, Alemanha e Reino Unido.

Até a renegociação do acordo bilateral, em 2008, a Delta voava apenas São Paulo-Atlanta e Rio-Atlanta, com sete frequências semanais cada. Desde então, abriu três novas rotas: São Paulo-Nova York (sete vezes por semana), São Paulo-Detroit (cinco vezes) e Brasília-Atlanta (seis vezes).

Teixeira diz que, em dezembro, as operações ganharão um importante reforço. Todos as rotas passarão a ter sete frequências semanais. O voo para Nova York será operado com aeronaves Boeing 767-400, o que permitirá acrescentar 40 passageiros por voo à capacidade atual, além de oferecer assentos que reclinam até 180º na classe executiva.

Em respostas por escrito a perguntas enviadas pela reportagem, o presidente da TAM, Líbano Barroso, diz que "a consolidação no transporte aéreo mundial é inevitável" e considera a fusão com a chilena LAN como "única maneira de concorrer em um cenário de céus abertos". Quanto à política de liberalização das tarifas internacionais, afirma que "é, e sempre foi, favorável, desde que sejam garantidas às companhias aéreas brasileiras condições que lhes permitam competir em situação de igualdade com as congêneres estrangeiras".

Barroso assegura que todos os destinos operados pela TAM são rentáveis e diz que os voos para o exterior não são menos lucrativos do que os domésticos. "Expandimos as nossas rotas internacionais com cautela, considerando três fatores principais para garantir rentabilidade: demanda de passageiros brasileiros, interesse de público com perfil de negócios e transporte de cargas". (DR)

TAM abandona rotas no interior que eram usadas pela Pantanal

06/08/2011 - Folha de São Paulo

Empresa deixa de operar voos para cidades de SP, do PR e de Minas; justificativa é prejuízo após mudança de avião

Companhia, que comprou a Pantanal em 2009, diz que clientes têm à disposição a Trip, com quem tem parceria

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

Desde o início do ano, o Grupo TAM parou de operar voos da Pantanal para seis cidades do interior de São Paulo (Araçatuba, Marília e Presidente Prudente), Paraná (Maringá) e Minas (Uberaba e Juiz de Fora). A partir do dia 15, serão interrompidos os voos para Bauru.
As rotas eram pouco rentáveis e passaram a dar prejuízos desde que a TAM decidiu substituir, no mês passado, a frota de turboélices da Pantanal (aviões ATRs de 45 lugares) por Airbus (de 144 assentos ou mais).

A TAM afirmou que os cortes resultam da decisão de "modernizar e homogeneizar" a frota da Pantanal. Diz ainda que os clientes dessas cidades "têm à disposição os serviços da Trip", com a qual mantém um acordo de compartilhamento de voos.

Nenhuma das cidades ficará sem ligação aérea regular -além da Trip, Azul e Gol operam em algumas dessas rotas. Mas a concorrência menor pode acarretar em um aumento de tarifas.
"A TAM está adequando a Pantanal à sua forma de operar", diz Christian Majczak, diretor da consultoria Go4!

A TAM comprou a Pantanal em dezembro de 2009. A companhia passava por dificuldades financeiras e seu único grande ativo eram algumas dezenas horários para pouso ou decolagem (os chamados slots) em Congonhas -aeroporto mais concorrido do país.

Da malha original da Pantanal -que era operada na época da aquisição pela TAM- restam ainda São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Pelas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o slot não está vinculado a nenhuma rota.

Portanto, pouco depois de assumir a Pantanal, a TAM transferiu 17 voos regionais para Guarulhos, utilizando os slots de Congonhas para voos para destinos mais concorridos.
Na época, a mudança gerou revolta de empresários locais. Mas a alteração de rotas ou interrupção de voos não configura irregularidade, já que as companhias são livres para estabelecer suas malhas -desde que haja horário disponível nos aeroportos.
O movimento da TAM é tido localizado e não representa uma concentração ainda maior de rotas no país.

"Cidades de média densidade casam com nossa estratégia de operar com os turboélices ATRs, em conjunto com os jatos da Embraer", afirma o diretor de relações institucionais da Azul, Adalberto Febeliano.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Aviação executiva tem 12 mil aeronaves e mil empresas no Brasil

03/08/2011 - IG SP, Marina Gazzoni, iG São Paulo

Primeiro raio-X do setor aponta que frota tem idade média de 25 anos e realizou 834 mil voos em 2010

A frota da aviação executiva brasileira somou 12.310 unidades no Brasil e fez 834 mil voos em 2010. É o que aponta o primeiro mapeamento do setor no Brasil, divulgado nesta quarta-feira pela (Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

O número de aeronaves a serviço da aviação executiva supera de longe as 323 unidades utilizadas pelas 24 companhias de transporte regular de passageiros, carga e mala postal, segundo dados de 2010 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A aviação executiva também sai na frente na quantidade de empresas brasileiras: existem mil companhias dedicadas à aviação executiva no País, de acordo com a Abag.

Os aviões utilizados na aviação executiva, categoria que inclui voos feitos com jatos particulares, táxi aéreo e fretamentos, são mais velhos do que os das companhias aéreas brasileiras. Eles têm, em média, 25 anos de idade e mais da metade da frota possui entre 20 e 40 anos.

Cerca de 85% da frota brasileira de aviação regular, ou 266 aeronaves, é formada por aeronaves da TAM e Gol, que possuem menos de sete anos de idade.

Brasil tem mais de 3.000 pistas de pouso de terra

03/08/2011 - IG SP, Marina Gazzoni

Associação de aviação executiva mapeou cerca de 4.000 aeródromos no País; setor reclama de falta de espaço em aeroportos

As companhias de aviação executiva engrossam o coro contra as deficiências da infraestrutura aeroportuária brasileira e pedem por reformas mais abrangentes. Além dos 66 aeroportos administrados pela Infraero, elas utilizam cerca de 4.000 aeródromos no País, áreas destinadas a pousos e decolagens. Apenas 700 deles têm pista pavimentada. A maior parte dos pousos é feito na terra.

As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), em um estudo sobre aviação executiva no Brasil. Para a entidade, a infraestrutura deficiente trava a expansão do setor e pode prejudicar o crescimento do País.

A razão disso é que 80% das viagens feitas em jatos executivos são realizadas para tomadas de decisão de investimentos, segundo o Ricardo Nogueira, vice-presidente da Abag. “As pessoas não investem em siderurgia, agronegócio ou qualquer indústria sem conhecer pessoalmente o lugar”, diz.

Como as companhias aéreas atendem apenas 2% dos municípios brasileiros, os executivos costumam utilizar jatos executivos para chegar a cidades menores. O Brasil tem 5.565 municípios, mas apenas 128 deles foram atendidos pelas companhias aéreas em 2010. O aeroporto de Congonhas, por exemplo, liga 29 cidades à capital paulista por meio de voos regulares, mas outras 906 receberam voos de jatos executivos que partiram do aeroporto no ano passado.

Com a saturação dos principais aeroportos do País, as pressões para que a aviação executiva ceda espaço para as companhias aéreas ganharam força. O motivo é que um voo fretado ou particular tem, em média, quatro passageiros. O mesmo slot (horário de pouso ou decolagem) poderia ser utilizado para um voo de uma companhia aérea com cerca de 200 assentos disponíveis.

“Há uma briga por slots nos aeroportos e a aviação executiva tem perdido espaço. Queremos entrar no planejamento do governo e mostrar que cumprimos um papel que as companhias aéreas não cumprem. E que é relevante para o investimento do País”, diz Nogueira.

A entidade está participando das discussões com o governo sobre as concessões dos aeroportos para a iniciativa privada e quer pleitear mais espaço nos grandes aeroportos.

Aeroporto de Rio Branco ganhará segunda pista

03/08/2011 - Panrotas, Claudio Schapochnik

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, e o governador do Estado do Acre, Tião Viana, assinaram ontem (terça-feira, dia 2) um Termo de Convênio para elaboração dos projetos de engenharia para a construção da segunda pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Rio Branco/Plácido de Castro (AC).

A nova pista tem extensão projetada de 2,5 mil metros – a atual possui 2,3 mil metros. No total, o convênio prevê o investimento de R$ 5,52 milhões, sendo 90% dos recursos da Infraero e 10% do governo do Acre. “Com essa segunda pista, vamos oferecer um aeroporto mais eficiente para o Estado e, dessa forma, incentivar ainda mais o desenvolvimento da região”, disse Vale.

Companhia aérea El Al encerrará operação Brasil/Israel

03/08/2011 - Folha de São Paulo

ALBERTO KOMATSU
DO VALOR ONLINE

A companhia aérea israelense El Al vai encerrar sua operação no Brasil a partir de 10 de novembro, quando decolará o último voo da empresa entre São Paulo e Israel.

O motivo, de acordo com a empresa, é o alto custo dessa rota.

A El Al começou a operar voos regulares no país a partir de maio de 2009, com três frequências por semana.

Apesar de o voo registrar uma alta média de taxa de ocupação, acima de 85%, os custos com combustível, segurança e comida diferenciada inviabilizaram a operação.

O escritório da El Al em São Paulo vai permanecer aberto, vendendo passagens a brasileiros que queiram viajar com a El Al na Europa, por exemplo.

Em um ano de operação no país, a El Al transportou 30 mil passageiros entre o Brasil e Israel.

Em entrevista ao "Valor" em setembro do ano passado, o vice-presidente mundial da empresa, Itshak Cohen, também diretor-geral para a América do Sul, afirmou que a tendência era a El Al tornar a operação no Brasil praticamente diária, já que a companhia não voa aos sábados, em respeito ao "shabat", dia de descanso na crença judaica.

No mercado, é recorrente a informação de que todos os voos da El Al contam com agentes de segurança, o que lhe rendeu a fama de ser a companhia aérea mais segura do mundo. Além disso, os pilotos da El Al são egressos das Forças Armadas de Israel.

A El Al foi privatizada há cerca de seis anos, mas ainda é considerada a companhia aérea de bandeira israelense.
As dificuldades financeiras da empresa com o aumento dos custos, principalmente do combustível, foram registrados no seu balanço do primeiro trimestre.

Nesse período, a El Al registrou prejuízo líquido de US$ 42,9 milhões, ante perdas de US$ 16,5 milhões do mesmo período do ano anterior. Os custos operacionais da El Al totalizaram US$ 403,4 milhões, ante US$ 363,6 milhões do primeiro trimestre de 2010.

Avião de pequeno porte liga SP a 1.300 destinos no país

04/08/2011 - Folha de São Paulo

MARIANA BARBOSA

A capital paulista tem ligação aérea com mais de 1.300 destinos no país graças à aviação geral, que reúne empresas de táxi aéreo, helicópteros e aviões particulares.

Enquanto a aviação comercial regular voa para apenas 29 destinos a partir de Congonhas, a aviação geral chega a 905 destinos. Do aeroporto Campo de Marte, na zona norte, são realizados voos para 1.344 aeródromos.

Os dados fazem parte do primeiro Anuário Brasileiro da Aviação Geral, compilado pela Abag, entidade que representa o setor.

"A relevância disso é que 80% das viagens de aviões executivos têm como propósito decisões sobre investimentos", diz Francisco Lyra, presidente da Abag.

O setor reclama, contudo, que está sendo preterido pela aviação comercial. O setor que já foi responsável por 20% do movimento de aeronaves em Congonhas hoje está restrito a quatro pousos e decolagens por hora, contra 30 da aviação comercial.

"Se seguirmos as recomendações do estudo que a consultoria McKinsey fez para o BNDES [sobre a situação dos aeroportos], a aviação executiva será banida da cidade de São Paulo", diz Lyra.

O executivo diz que há "constantes pressões" para que a aviação executiva saia de Congonhas, para dar lugar à aviação comercial. E para dar outras destinações para o Campo de Marte.

Apesar das incertezas operacionais, o setor cresce no país a taxa de 20% ao ano.

A Labace, segunda maior feira do setor no mundo, chega à sua oitava edição na semana que vem com a expectativa de movimentar US$ 540 milhões.

O evento acontece no aeroporto de Congonhas, de 11 a 13 de agosto.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Team volta a operar no Rio oferecendo também charter

02/08/2011 - Panrotas

As operações dos voos da Team Brasil voltaram no final de junho, após a empresa cumprir exigências de segurança da Anac. Além de voos diários do Rio de Janeiro, do Aeroporto Santos Dumont, para Campos e Macaé, também é oferecida a opção de fretamento.

A ideia é voltar para o mercado garantindo maior segurança aos passageiros, com a instalação do sistema EGPWS (Sistema de Alerta Sobre Proximidade do Solo), e fomentando novas parcerias.

Aeroporto de Brasília recebe licença ambiental para ampliação

03/08/2011 - Portal 2014

Início das obras ainda depende da licença de instalação; licitação deve ocorrer em outubro

O aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, recebeu ontem (2) a licença ambiental prévia para a ampliação do terminal de passageiros. O início das obras ainda depende de licença de instalação concedida pela Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal e pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibram).

Segundo a Infraero, o processo de licitação deve ocorrer em outubro, no modelo de concessão, que constituirá uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). Ela será constituída por investidores privados, com participação de até 49% da Infraero.

A empresa vencedora vai reformar e operar o aeroporto. O mesmo modelo será usado nos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e de Cumbica, em São Paulo.

De acordo com o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, há empenho para o início das obras. "Queremos dar condições para a Infraero começar seu trabalho o mais rápido possível", afirmou.

Com 80 mil m², a capacidade do terminal é de 10 milhões de passageiros por ano. Após a intervenção, orçada em R$ 749 milhões, a área total passará a 170 mil m², comportando 25 milhões de usuários.

No ano passado, 14,3 milhões de passageiros estiveram no aeroporto, um crescimento de 17,2% em relação ao ano anterior (12,2 milhões).

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Meio caminho

01/08/2011 - Diario de Marilia

Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) negou pedido da Trip para operar na cidade com aeronaves maiores, o que poderia estimular o já crescente mercado aéreo após anos de estagnação devido ao monopólio exercido pela Pantanal desde que os voos diários foram estabelecidos.

Inicialmente a decisão é banho de água fria na possibilidade de expansão do serviço, que já é bem melhor que antigamente. Assim causa decepção a expectativa frustrada, porém pode ser revertida.

Em tese, o pedido foi rejeitado porque falta estrutura aeroportuária. Coincidentemente, a resposta negativa sai três dias depois de o governo do estado anunciar que vai investir R$ 6,2 milhões no aeroporto da cidade.

O que pode garantir que a Trip reverta essa situação e consiga operar com aeronaves maiores, além da reforma que o aeroporto vai receber, são os números das últimas operações.

Somente em junho 2.080 passageiros voaram utilizando o serviço da Trip. De acordo com a própria empresa o volume transportado é superior ao planejado no início das atividades.

Além disso há a concorrência das empresas, que agora são duas. Além da Trip a Azul Linhas Aéreas também opera em Marília e tem tido 80% da ocupação dos vôos preenchida. Ontem completou um mês de atividade e segundo a assessoria também estuda expansão.

Assim, diante dos fatos, talvez o que falte para a cidade ampliar o transporte aéreo oferecendo mais qualidade aos passageiros seja representação em Brasília, onde fica a Anac. Quem sabe com alguém negociando e pressionando politicamente a resposta não seria outra.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Gol anuncia assinatura de compra da Webjet

02/08/2011 - Panrotas

A assinatura do contrato de compra da Webjet foi assinado ontem pela Gol com os acionistas da low cost/low fare. O processo havia se iniciado em 8 de julho e levou menos de um mês. A Gol agora aguarda a aprovação da Anac e do Cade, mas já havia anunciado que no longo prazo a marca Webjet deixará de existir.

A Webjet, que pertencia à GJP Participações, de Guilherme Paulus, foi comprada por R$ 96 milhões em dinheiro e mais R$ 215 milhões em dívidas que a Gol assumirá.

Especialistas veem falha de manutenção na Noar

02/08/2011 - O Estado de Sao Paulo

Troca de e-mails, em 2010, entre o então diretor executivo da Noar Linhas Aéreas, Marjony Camelo, e o então diretor de Operações, comandante Rivaldo Paurílio Cardoso - que morreu na queda do LET410 em 13 de julho, no Recife - mostra falha no setor de manutenção da empresa, segundo especialistas. A Noar disse que só se pronunciará após conclusão de relatório da Anac.
O Estado de S.Paulo
01 de agosto de 2011 | 16h 38
Azul pede autorização para 7º voo entre Campinas e BH
AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Azul Linhas Aéreas pediu autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para inclusão da sétima frequência de voo da companhia entre o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Se aprovada, essa frequência terá início em 10 de outubro. O voo será diário, exceto aos sábados. A partida de Campinas acontecerá às 20h04 e a chegada à capital mineira, às 21h22. Já no sentido oposto, o voo também é diário, exceto aos sábados, com saída prevista para às 21h58 e chegada às 23h02 no aeroporto campineiro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Economia ajuda e Embraer cresce

01/08/2011 - Webtranspo, Joao Vidal

Segundo tri apresentou alta no setor executivo

Foram entregues 25 aviões comerciais no segundo trimestre.
No segundo trimestre deste ano, a Embraer entregou 25 aeronaves comerciais e 23 executivas. A receita líquida, no período, foi de R$ 2,168,6 milhões aumentando a margem bruta de 20,2%, de abril a junho de 2010, para 22,4% no mesmo espaço de tempo deste ano. De acordo com Frederico Curado, diretor presidente da companhia, os números obtidos pela empresa indicam uma melhora do setor no cenário global.

“Nós temos uma perspectiva de aumento de receita na aviação comercial; a executiva deve-se manter e podemos ter uma pequena surpresa positiva na área de segurança”, comentou Curado. No acumulado do ano, a recuperação no setor aéreo no segmento de passageiros rendeu a fabricante 62 novas encomendas de E-Jets, outros 42 jatos podem ser adicionados na carteira de pedidos firmes em breve.

De acordo com o dirigente, a aviação executiva começou a dar sinais de recuperação após a crise econômica mundial, no segundo semestre isso deve se intensificar, porém ainda sem grandes saltos. Neste último trimestre, este segmentou aumentou a participação para 18,1% da receita líquida da empresa, enquanto os setores comerciais e de defesa diminuíram, respectivamente, para 65,4% e 14,7%, outros negócios da companhia atenderam por 1,8%.

Com este desempenho, a Embraer revê a sua previsão para o desempenho no fim do ano, de forma pragmática ainda, segundo seu próprio presidente. A receita esperada para 2011 é de R$ 5,8 bilhões. Com a ascensão do faturamento, a fabricante espera que o resultado e a margem operacional cresçam de US$ 420 milhões e 7,5%, para US$ 465 milhões e 8% respectivamente.

Fábrica na China

A Embraer possui desde julho do ano passado uma planta na China, contudo a unidade ainda não começou a operar. A expectativa é que com confirmação do acordo com a Misheng Financial Leaseing Co., que incluem 20 jatos, algumas aeronaves sejam produzidas em território chinês. “Nós estamos trabalhando na formalização da fábrica”, afirmou Curado.

O executivo explicou que a unidade ainda está recebendo o ferramental necessário e os funcionários estão sendo treinados, a projeção é que as operações na fábrica comecem em 2012 e as primeiras entregas aconteçam em 2013.

Pantanal Linhas Aéreas

31/07/2011 - Aviação Brasil

A Pantanal iniciou vôos em 1991 atendendo as cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Presidente Prudente, Lins e Foz do Iguaçú com seus três Embraer 110. Estas cidades anteriormente eram operadas pela Tam Regional, que através de seu Presidente, Rolim Amaro, abriu mão das linhas para iniciar o projeto de desenvolvimento de pequenas empresas regionais. Sem o esforço de Rolim Amaro, junto a Marcos Sampaio Ferreira, dono da empresa que era uma táxi aéreo, a Pantanal não teria decolado. Em setembro de 2010 as operações da Pantanal foram absorvidas pela TAM Linhas Aéreas. Coincidência ou não, em 1992 a empresa encerrou um acordo com a TAM e adquiriu três Embraer 120, que passaram a voar regularmente em 12 de abril de 1993. Em 1994 a empresa deixou de operar os Embraer 110 definitivamente e incorporou seu primeiro Aerospatiale ATR 42-300. A frota cresceu no final dos anos 90, houve arrendamento de aeronave para a Petrobras, no Amazonas, e padronização em 1998, quando passou a operar somente os ATR-42-300. Um novo acordo com a TAM voltaria a acontecer em 2004, para atender as cidades de Bauru e Marília.

Nos últimos anos não houveram grandes mudanças na empresa porém no início de 2008 a crise financeira e débitos de tributos trabalhistas não recolhidos fizeram com que a Agência Nacional de Aviação Civil não renovasse a concessão de vôo da empresa, que passou a operar através de uma liminar obtida na justiça. O desfecho foi a aquisição da empresa pela TAM. Com isso, em poucos meses, os ATR 42 saíram de cena e 2 Airbus A319 e 1 A320 passaram a operar na Pantanal, arrendados pela Tam Linhas Aéreas, com os quais passaram a ser atendidas novas cidades.

Em 2010 transportou 395.109 passageiros, graças as novas aeronaves e rotas, com média de 55% de aproveitamento.

Frota atual: 02 Airbus A319 e 01 Airbus A320

Cidades Atendidas: Araçatuba, Bauru, Belo Horizonte (CNF), Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Ilhéus, João Pessoa, Juíz de Fora, Porto Alegre, Presidente Prudente, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro (GIG), Salvador, São José do Rio Preto, São Paulo (CGH e GRU), Teresina e Uberaba.

NHT Linhas Aéreas

31/07/2011 - Aviação Brasil

A NHT Linhas Aéreas entrou no mercado regional atendendo a região sul do país em 2007. Em 2010 a empresa transportou 76.926 passageiros, com queda de 30,6% comparado com 2009, seu melhor ano em desempenho até o presente momento, quando transportou 110.904 clientes. No último ano seu aproveitamento foi muito ruim, apenas 35%, enquanto a média nacional foi de 69,48%. Nestes seis primeiros meses de 2011 a empresa já apresenta melhoras, com média de aproveitamento de suas aeronaves em torno de 49,82%.

A frota da empresa até o momento é de 6 Let 410UVP, para 19 passageiros.
Cidades Atendidas: Caçador, Chapecó, Concórdia, Curitiba, Erechim, Francisco Beltrao, Guarapuava, Joaçaba, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo, São Paulo (CGH) e Uruguaiana

Abaeté Linhas Aéreas

31/07/2011 - Aviação Brasil

A Abaeté transportou em 201o um total de 3.572 passageiros com 51% de aproveitamento médio, a bordo de suas duas aeronaves Embraer 110 Bandeirante. O número é longe daquele alcançado em 2002, quando a empresa transportou 9.131 passageiros.
Frota atual: 02 Embraer 110

Aviação regional cresce 4 vezes maior que PIB

29/07/11 - Jornal da Manha, Daniel Lian

No entanto, se os investimentos já são complicados para grandes terminais, imaginem para pequenos?

A aviação regional tem índice de crescimento quatro vezes maior que o do PIB, mas infraestrutura não acompanha o ritmo. Para ajustar as condições dos 180 aeroportos espalhados pelo interior do Brasil, seriam necessários R$ 3 bilhões.

No entanto, se os investimentos já são complicados para os grandes terminais, imaginem para os pequenos? Com o aumento da renda da população, muitas pessoas têm dado preferência a viagens de avião ao invés de enfrentar horas em um ônibus. Publicidade

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Aviação Geral, Francisco Lira, os voos regionais passaram a receber acentuada procura. Lira lembrou ainda a enorme defasagem na infraestrutura aeroportuária e apontou a necessidade de uma resolução urgente. “O Brasil precisa repensar o modelo de investimento em infraestrutura aeroportuaria para acompanhar essa pressão na demanda”.

As rotas regionais registram franca expansão e este novo nicho do mercado tem chamado a atenção das empresas. A Trip Linhas Aéreas aposta suas fichas no segmento, onde dificilmente operam as grandes companhias, como TAM e Gol.

Em entrevista ao repórter Daniel Lian, o diretor de Marketing e Vendas da Trip, Evaristo Mascarenhas, assinalou que o interior tem potencial expressivo. Mascarenhas revelou que rotas de menor densidade acabam esquecidas pelas empresas, por isso, o foco direcionado às pequenas cidades.

Com a industrialização chegando massivamente ao interior do Brasil, as companhias têm aproveitado a situação para expandir suas rotas. Diante do novo cenário, os viajantes podem seguir diretamente aos seus destinos sem precisar passar pelas capitais.

Embraer planeja nova família de aeronaves de grande porte

01/08/2011 - O Vale, Chico Pereira

Empresa ainda defirá se estende o jato 195 ou desenvolve nova plataforma

A Embraer, de São José dos Campos, decide até o final do ano a estratégia futura que pretende adotar para o mercado de aviação comercial.

A empresa analisa as hipóteses de desenvolver um novo avião para disputar o segmento adjacente ao do jato 195, ou o alongamento desse modelo, o maior fabricado pela fabricante, que tem capacidade para 122 assentos.

A companhia consulta a sua base de clientes para tomar uma decisão.

“A Embraer estuda se ingressará ou não num segmento adjacente ao de seu jato 195. Nesse caso, poderia alongar o 195 --com modificações de motor e asa, entre outros componentes-- ou partir para o desenvolvimento de uma nova plataforma”, afirmou ontem o diretor-presidente da fabricante, Frederico Fleury Curado, em teleconferência, ao comentar os resultados financeiros do segundo trimestre.

O executivo ressaltou que a Embraer acompanha a movimentação de outras fabricantes que atuam no segmento e anunciaram que vão colocar novos modelos no mercado.

Concorrência.A norte-americana Boeing anunciou que planeja colocar um novo motor no modelo 737, que permitirá maior economia de combustível, como forma de assegurar uma encomenda de 200 unidades para a American Airlines.

A europeia Airbus anunciou seu novo modelo, o A320neo, avião com novo motor baseado no A320.

Também a canadense Bombardier, concorrente direta da Embraer no mercado de aviões regionais, está desenvolvendo a família de jatos CSeries, de 100 a 149 assentos.

Custos
Segundo Curado, a opção pelo alongamento do jato 195 exigiria menos investimentos, pois aproveitaria a plataforma do jato, ao contrário da opção pelo desenvolvimento de um novo modelo.

“É evidente que quando se parte para um avião novo você tem muito mais flexibilidade de tamanho e pode incorporar aquilo que você quer. A contrapartida disso é que o investimento é muito maior”, afirmou o dirigente da Embraer.

Curado destacou que eventuais mudanças de rumo não significam que a companhia irá deixar de atuar no segmento de aeronaves de 70 a 120 assentos, em que é líder mundial.

“Temos uma base de 60 clientes. Essa base será protegida. A decisão será em consistência e em benefício dos nossos clientes atuais”, disse.

Segundo ele, a família de E-Jets da Embraer tem potencial de mercado para os próximos 30 a 40 anos.

Balanço
Sobre os resultados financeiros da companhia no segundo trimestre, Curado destacou que a revisão para cima da projeção da receita em dólares resultará principalmente dos segmentos da aviação comercial e de defesa.

A empresa projeta uma receita de US$ 5,8 bilhões, ante US$ 5,6 bilhões iniciais.

A fabricante fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 153,8 milhões, com aumento de 51,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Foram entregues 48 aviões no período.

Fábrica chinesa inicia produção de modelos executivos em 2013
São José dos Campos

As negociações da Embraer com a China para a fabricante brasileira produzir jatos executivos no país devem ser concluídas em três meses.

A expectativa da empresa é chegar a um bom entendimento com o governo e parceiros chineses para formalizar o contrato do acordo que possibilitará à indústria dar continuidade aos planos de permanecer em território chinês.

O diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, disse ontem que, se tudo correr de acordo com os planos da empresa, os primeiros jatos executivos começarão a ser produzidos em 2013.

A fabricante pretende produzir modelos da família Legacy. Os modelos que poderão ser fabricados para o mercado chinês são o Legacy 600 e o Legacy 650.

“Foi assinado um memorando de entendimentos com a China. Agora estamos na fase de negociações”, afirmou.

A Embraer acertou em abril a continuidade de sua fábrica na cidade chinesa de Harbin, com a adaptação da unidade para montagem dos jatos executivos Legacy.

A joint-venture chinesa da Embraer com a estatal Avic, criada em dezembro de 2002, produzia o avião comercial ERJ-145, de 50 assentos. Sem novos pedidos, havia o risco de a fábrica fechar.

Balanço

Receita Líquida
2º trimestre: R$ 2,1 bilhões
1º  trimestre: R$ 1,7 bilhão

Lucro Líquido
2º  trimestre: R$ 153 milhões
1º trimestre: R$ 174 milhões

Acumulado
Receita: R$ 3,925 bilhões
Lucro: R$ 328 milhões

Entrega de aeronaves
1º trimestre: 28
2º trimestre: 48
Carteira de pedidos
Valor: US$ 15,8 bilhões

Aeronaves
Comercial: 1.003
Projeção de receita
Inicial: US$ 5,6 bilhões
Revisão: US$ 5,8 bilhões

Mercado
Empresa afirma que o mercado internacional da aviação está se recuperando, após a crise de 2008/2010. No primeiro semestre, a fabricante computou a venda de 62 jatos