domingo, 30 de maio de 2010

Preços em queda, aviões lotados


Compra antecipada reduz passagem área em até 75% e anima mais gente a voar pela primeira vez

POR TAMARA MENEZES - O Dia - 29/05/2010
Rio - Uma nova classe de passageiros embarca em voos domésticos no Brasil. É gente que visita a família, tira férias e aproveita a lua de mel cada vez mais longe de casa, graças à estabilidade econômica, ao parcelamento de passagens e à valorização do salário mínimo. Para esse público, o acesso ao crédito faz diferença e o parcelamento viabiliza o lazer em outra cidade. E os novos passageiros já estão antenados com as dicas de viajantes mais experientes: comprar com antecipação — uma estratégia facilitada pelo acesso à Internet — virou hábito que garante redução entre 15% e 75% no preço da passagem.
Iniciativas como a parceria entre Caixa Econômica Federal e TAM, por exemplo, realizam sonhos em 24 vezes. Itaú e Banco do Brasil financiam a operação em até 48 parcelas. As aéreas fazem sua parte dispensando juros em algumas compras à prestação. “Vou fazer minha terceira viagem a Salvador. Quando cheguei ao Rio, passei nove anos sem visitar a família por causa da condição financeira. Agora, vou todo ano”, conta Paulo Sergio, 42 anos, que trabalha em concessionária de carros.

Em simulação no site da Gol, uma viagem entre Rio e Salvador pode sair por R$ 577,24 (ida e volta, entre os dias 7 e 14 de junho) ou R$ 427,24 (os dois trechos, entre 5 e 12 de julho) — com taxas incluídas.

A pesquisa é fundamental. Pelo comparador de preços “Decolar”, é fácil descobrir variações de até 37% nos mesmos trechos e datas. Também verifica-se que restam poucas vagas com preços mais baixos para julho. Para destinos menos tradicionais, como Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, ainda é possível encontrar bilhetes de ida e volta por menos de R$ 300, que podem ser parcelados.
Previsão: bilhete mais caro 5% este ano
Os preços das passagens aéreas caíram 24,1% entre junho de 2009 e este mês. Um ano antes, a queda foi de 17,1%. Ainda assim, a expectativa é de alta de 5% nos valores das viagens dentro do País em 2010. André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que os preços dos bilhetes estão em queda desde o ano passado. “Em 2008 e 2009, as pessoas não queriam se endividar por causa da ameaça de recessão, e os preços caíram. Este ano, a economia se reergueu, mas aumentou a concorrência, o que garantiu preços mais em conta”, analisa o economista. O aquecimento atual da economia também pode pressionar o aumento das tarifas. 

“A redução da taxa de desemprego e o aumento da massa salarial elevam a demanda por serviços, que estão ficando mais caros. As passagens estão na contramão devido à forte competição, mas isso deve se acomodar”, acredita Braz.

O vendedor Paulo Sergio elogia a estabilidade econômica e a redução no preço das passagens. “O governo tenta ajudar a classe de menor renda a ter condição melhor de vida, mas a gente também precisa de lazer. Está na Constituição”, argumenta Paulo, que costuma aproveitar o crédito bancário para pagar viagens sem que pesem no bolso.

sábado, 29 de maio de 2010

Contra lotação, Cumbica terá três miniterminais


26/05/2010 às 09:45
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Agência Estado
Para conter a lotação nos principais aeroportos e suprir a demanda da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) aposta em 15 miniterminais em 12 aeroportos - três em Cumbica. Eles custam até três vezes menos que uma estrutura definitiva, mas têm vida útil de no máximo 15 anos. O Módulo Operacional Provisório (MOP) é o nome do galpão pré-moldado que a Infraero vai espalhar pelo País.

O planejamento da estatal para 2014, discutido ontem no Rio de Janeiro, mostra que o maior deles, com área de 14 mil metros quadrados, será erguido em Cumbica, a partir de julho, e terá capacidade para receber três milhões de passageiros por ano - o equivalente ao movimento atual de Viracopos. O menor será em Ilhéus (BA), com capacidade para 250 mil passageiros por ano. 

O investimento total em MOPs será de R$ 114,9 milhões - R$ 68 milhões só em Cumbica, segundo o diretor de Engenharia da Infraero, Jaime Parreira, informou ontem na Cúpula União Europeia-América Latina de Aviação Civil, no Rio. "A vida útil dos MOPs vai de 10 a 15 anos, e eles podem ser mudados de local", ressalta. O custo é de R$ 2.500 por metro quadrado - ante R$ 7 mil de uma estrutura definitiva.

Viracopos

O plano de obras da Infraero para a Copa de 2014 não deixa dúvidas: o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, será o terceiro grande terminal de São Paulo - depois de Congonhas e Cumbica. Dos R$ 5,3 bilhões que serão investidos a partir do próximo ano nos 16 terminais das 12 cidades-sede do mundial, R$ 651 milhões (12%) vão para a ampliação do terminal.

Pelas projeções da estatal, às vésperas do mundial o aeroporto terá mais do que o triplo da capacidade atual, saltando dos atuais 3,5 milhões de passageiros por ano para 11 milhões. A primeira fase de obras está prevista para terminar em novembro de 2013. Até lá, a Infraero espera ter reformado o terminal de passageiros existente, erguido um módulo operacional provisório, finalizado 25% do novo terminal de passageiros, o pátio deaeronaves e seis pontes de embarque. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Galeão abrigará SGTAI da Infraero



Unidade vai abrigar centro da empresa
Aeroporto controlará informações de todas as unidades ligadas à Infraero


A Infraero escolheu o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim para acolher o seu centro do SGTAI (Sistema Gerenciador de Telecomunicações Aeronáuticas).

Segundo a empresa, esse sistema possibilita uma interligação via internet com toda a rede de mensagens aeronáuticas da Infraero, oferecendo maior segurança no caso de algum problema técnico.
O programa possibilita controlar o tráfego de mensagens aeronáuticas de toda a Rede, o que permite ao Galeão, como Centro Nacional de Monitoração do Sistema, ter uma interação direta com todas as localidades e empresas aéreas ligadas à Infraero.
De acordo com as informações da Infraero, o sistema já possui instalação no aeroporto. Para aprimorar o trabalho, a empresa está adquirindo novos nobreaks com maior capacidade de estabilização, para eventuais quedas de energia.
Criado em 2002, hoje o SGTAI possui, ao todo, 193 terminais de controle, distribuídos entre aeroportos e empresas privadas, e 56 terminais de interligação entre sistemas. No Galeão, uma equipe de 11 profissionais será responsável pelo controle das informações, 24 horas por dia. Aproximadamente 20 mil mensagens passam pelo sistema diariamente, entre enviadas e recebidas.

Aviões do Santos Dumont usam rota indevida


28/5/2010
O Globo

Um monitoramento realizado pela Secretaria estadual do Ambiente (SEA) revelou que a rota 2 - que passa sobre pelo menos seis bairros da Zona Sul - continua a ser utilizada pelo Aeroporto Santos Dumont, mesmo em condições de tempo favoráveis. No fim do ano passado, segundo a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, a restrição foi acordada em ata com os órgãos responsáveis pela operação do aeroporto.
   
Segundo o chefe de fiscalização do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Carlos Fonteles Souza, os órgãos aeroportuários entendem como condições adversas ventos a partir de 5 nós (9,26 km/h). Num dos períodos analisados, durante toda a manhã, a rota 2 foi utilizada com ventos de 3 nós (5,56 km/h). Marilene, no entanto, afirma que será preciso criar padrões mais específicos para definir a condição de "mau tempo".
   
Esses e outros dados foram apresentados ontem à tarde numa reunião em que participaram Marilene e representantes da Infraero, Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA), da Aeronáutica, e de outros órgãos. Segundo a secretária, as entidades se comprometeram a passar para o estado o histórico de pousos e decolagens e das condições atmosféricas de janeiro a abril, para cruzar as informações e verificar possíveis falhas na operação.
   
Por trás da discussão, está o licenciamento ambiental do Santos Dumont - até hoje, o aeroporto não tem autorização para operação. As restrições se tornarão definitivas quando estiverem na licença.
   
Ontem, Marilene deu um prazo final para os órgãos, que preparam estudos de impacto de ruído para contrapor com as informações apresentadas pela secretaria.
   
- Eles apresentaram os resultados de apenas um ponto (o Hospital Quarto Centenário, em Santa Teresa), em que a variação de ruído foi de apenas 10% com os aviões. Para quem deseja a licença, eles deveriam ter mais celeridade.
   
Dei prazo até 13 de junho para apresentarem resultados. No dia 20, faremos uma reunião definitiva. As condicionantes da licença serão dadas a partir das informações disponíveis.
Procurada pelo jornal, a Infraero informou estar empenhada na conclusão dos estudos do monitoramento de ruído das aeronaves, para entregálo até o dia 13. Em seguida, as novas informações obtidas serão avaliadas.
   
Durante a reunião, a secretaria apresentou ainda um estudo sobre a percepção de ruídos de aeronaves por 600 moradores de alguns bairros afetados pela rota 2 - Botafogo, Urca, Laranjeiras e Santa Teresa -, realizada após as restrições impostas pela Secretaria do Ambiente. Surpreendentemente, os moradores ficaram divididos: 53% se manifestaram incomodados com os ruídos, 45% disseram não ter problema e 2% não opinaram

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cumbica terá 60% da verba para terminais



27/5/2010
Folha de S.Paulo

A Infraero pretende investir R$ 68,4 milhões para instalar três módulos provisórios no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, até a Copa de 2014, que será disputada no Brasil.
   
O valor representa 59,5% dos investimentos da estatal em estruturas temporárias para atender à alta da demanda. O aeroporto receberá três terminais provisórios, que elevarão em 6,5 milhões de passageiros/ano a atual capacidade, de 21 milhões.
   
"Recorremos aos módulos porque houve uma explosão de demanda de transporte aéreo no Brasil", disse Jaime Parreira, diretor de engenharia da Infraero. Segundo a empresa, a abertura da licitação será publicada em julho.
   
Os módulos são estruturas metálicas com revestimento e sistema de refrigeração e duram de 10 a 15 anos.
Os mais simples são iguais a uma sala de embarque. Já os mais complexos são similares a um galpão, com estrutura de check-in, esteiras de bagagens, lojas, restaurantes e guichês para passagens.
   
Módulos provisórios serão instalados em Brasília, Goiânia, Vitória, Macapá, Ilhéus, Imperatriz (MA), Juazeiro do Norte (CE), Teresina, Campinas, Cuiabá, São Paulo (aeroporto de Congonhas) e São José dos Campos.
   
Os investimentos em pátios, pistas, construções e reformas de terminais e módulos até 2014 somam R$ 5,4 bilhões -R$ 952 milhões serão aplicados em Cumbica.

Espaço aéreo de SP terá o dobro de capacidade em 2012



27/05/2010 - Transporte Idéia
A capacidade de voo no espaço aéreo de São Paulo será duas vezes maior do que a atual em dois anos. A afirmação foi feita pelo chefe de Operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Luiz Cláudio Ribeiro, durante a Cúpula União Europeia – América Latina da Aviação Civil, no Rio de Janeiro.
Ribeiro explicou que uma das medidas adotadas para atingir a meta será a implantação de um sistema conhecido como Performance Baseada em Navegação (PBN). Diferente do que acontece hoje, quando as informações ainda partem apenas de equipamentos instalados no solo, o PBN permite que as informações sobre navegabilidade cheguem às aeronaves também a partir de satélites.
O mecanismo elimina problemas de comunicação entre os equipamentos em solo e a aeronave em função de relevos, por exemplo, como montanhas que podem comprometer o sinal. Partindo dos satélites as informações são mais precisas podendo tornar as trajetórias menores, otimizando o trabalho do controle de tráfego aéreo. Com a redução do tempo de um avião no ar, o número de aeronaves que poderá operar na região será maior.
“O PBN cria procedimentos que usam toda a tecnologia a bordo das aeronaves, permitindo voos mais precisos, o que aumenta a eficiência e quando fala-se em eficiência, fala-se em meio ambiente e também em tempo e conforto”.
O sistema já foi testado e implantado em Brasília e Recife. A expectativa é concluir a implantação no Rio de Janeiro em 2011 e em São Paulo em 2012. E, posteriormente, em Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Curitiba.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Governador Sérgio Cabral inaugura obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Cabo Frio


25/05/2010 - 16h29 - Secretaria de Estado de Transportes

Nesta quarta-feira (26/05), governador Sérgio Cabral e o secretário estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues, um conjunto de melhorias que vão ampliar a capacidade e melhorar o nível de atendimento do Aeroporto Internacional de Cabo Frio, que é o maior operador de cargas aéreas administrado pela iniciativa privada no país. Só em 2009, ele arrecadou R$ 53 milhões em ICMS.Nesta quarta, o governador inaugura as obras de pavimentação da estrada que dá acesso ao aeroporto; a ampliação do terminal de cargas, que ganhou mais 10 mil m2 de área coberta; ampliação de área de pátio de aeronaves; um novo terminal exclusivo para atender a Petrobras, que inclui um pátio para pouso e decolagem de helicópteros; e um novo prédio administrativo para os órgão de fiscalização, como Receita Federal, Polícia Federal, Anvisa e Vigiagro. Hoje, a maioria das cargas que chegam ao aeroporto atendem à industria do petróleo, na Bacia de Campos e Santos. Por semana, o aeroporto recebe dois cargueiros internacionais, a maioria deles com origem nos EUA.
O Aeroporto Internacional de Cabo Frio teve um crescimento de 65% em volume de cargas de 2008 para 2009, o que resultou em um faturamento de R$ 40 milhões, apesar da crise mundial. Em 2007, a receita bruta do aeroporto era de pouco mais de R$ 9 milhões. Em 2008, a cifra aumentou para R$ 14,5 milhões, chegando aos R$ 40 milhões no ano passado, mais do que o dobro do ano anterior. Em volume, foram transportadas 15,7 mil toneladas em 2009, contra 9,5 mil toneladas em 2008. Também em 2009, o aeroporto movimentou, em carga, mercadorias no valor de US$ 525 milhões, o que gerou uma receita tributária de R$ 157 milhões.

Azul lança passaporte por R$199 para apenas um trecho



















































A Azul começou vender um novo tipo de Passaporte Azul. Pagando R$199 você pode voar quantas vezes quiser entre Campinas e Cuiabá e no trecho inverso durante 23 dias.
Você também receberá R$50 de crédito no programa de fidelidade da Azul, com isso você acaba pagando R$149 para voar várias vezes nesse trecho.
Muita gente vai reclamar porque a Azul não lançou esse passaporte no trecho de sua preferência. Certamente eles estão testando, se o resultado for interessante é possível que repitam com outros destinos.
Periodo para comprar: até 28/05/2010.
Periodo para viajar: de 07/06/2010 a 30/06/2010.
A compra pode ser feita diretamente pelo site da Azul sem nenhum custo adicional ou através do atendimento telefônico com custo de +10% do valor do passaporte.
Todas as informações podem ser obtidas em https://apps.voeazul.com.br/PassaporteAzul/
Antes de finalizar a compra, leia todas as regras pra evitar surpresas depois.

Santos Dumont dá um nó no trânsito no Centro

SEM SAÍDA


Publicada em 26/05/2010 às 23h34m
Ludmilla de Lima - O Globo - 26/05/2010
    VISTA AÉREA do congestionamento: Infraero diz que está licitando a construção de um edifício garagem / Foto de Genilson Araújo
    RIO - De segunda a sexta-feira, pela manhã, quem precisa seguir pelos acessos do Aterro do Flamengo ao Aeroporto Santos Dumont e Elevado da Perimetral encontra a mesma cena: trânsito lento ou parado, provocado pela superlotação do estacionamento administrado pela Infraero. Como o espaço é fechado sempre que não há mais vagas, os motoristas que aguardam do lado de fora acabam formando uma imensa fila, que bloqueia a passagem para o Santos Dumont e, consequentemente, todo o fluxo até as pistas do Aterro.
    Mesmo quem vem da Zona Sul em direção ao Elevado da Perimetral sofre com o verdadeiro nó no tráfego que tem início no aeroporto. Ontem, entre 8h e 9h, mais uma vez, o problema se repetiu, com carros de passeio, ônibus e táxis parados nos retornos.
    Evento no MAM pode agravar o problema
    E há o risco de o tráfego no entorno ficar ainda mais caótico a partir de hoje, quando o Museu de Arte Moderna (MAM), próximo ao aeroporto Santos Dumont, passa a sediar o III Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, promovido pela ONU, e que vai até sábado.
    A engenheira Valéria Valentim trabalha em São Paulo, mas passa os finais de semana no Rio. Ela costuma desembarcar e embarcar no Santos Dumont, cujo estacionamento ela evita utilizar.
    - O estacionamento está sempre lotado. Pego, atualmente, táxi até o aeroporto. Um dia eu fui de carro, mas, se eu fosse ficar na fila, perderia o vôo. Tive que parar o carro perto do Clube Santa Luzia (que fica nas imediações do aeroporto), sem qualquer segurança - conta a engenheira.
    A administração do Aeroporto Santos Dumont confirmou, em nota, que o estacionamento é fechado, de forma temporária, nos momentos em que há maior quantidade de veículos, como ocorreu ontem pela manhã. Segundo o aeroporto, está em andamento o processo de licitação para a concessão da área, que inclui a exploração do estacionamento, com capacidade para 1.047 veículos, e a construção de um edifício-garagem, que ampliará em duas mil o número de vagas.
    CET-Rio convoca reunião para discutir o caso
    A CET-Rio informou, pela assessoria de imprensa, que já havia detectado o problema e que entrará em contato com a Infraero, ainda esta semana, para marcar uma reunião. O órgão adianta que irá propor a mudança da entrada do estacionamento para um outro local, mais distante do Aterro. Representantes da CET-Rio também pedirão à Infraero informações sobre o perfil dos usuários das vagas, que podem estar sendo utilizadas por motoristas que não são passageiros nem funcionários do aeroporto.

    Acordo ampliará voos para a Europa


    26/5/2010
    Folha de S.Paulo

    O governo brasileiro definiu as bases para um acordo com a União Europeia com o objetivo de ampliar o número de voos entre o Brasil e os países da região.
       
    A partir do final do ano, as companhias aéreas europeias passarão a ser classificadas como "comunitárias". A mudança de nomenclatura permitirá a realização de mais voos diretos para as capitais europeias.
       
    Atualmente, a definição de voos entre o Brasil e os países da região é negociada por acordos bilaterais discutidos com cada país.
    Pelas regras atuais, hoje um voo direto entre o Brasil e a França, por exemplo, só pode ser realizado por empresas brasileiras ou francesas.
       
    Após a mudança, qualquer empresa europeia interessada em operar essa rota poderá criar voos diretos.
       
    A condição é que se disponha a contar com alguém que possa responder juridicamente pela empresa no país de onde sai o voo.
       
    Segundo Bruno Dalcolmo, superintendente de Relações Internacionais da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a tendência é que a mudança contribua para a redução dos preços das passagens aéreas.
       
    "A expectativa é de aumento do número de voos, da conectividade e do número de passageiros transportados", disse Dalcolmo.


    MERCADO DOMÉSTICO
       
    Dalcolmo ressalta que as mudanças não incluem a possibilidade de operação de rotas no mercado doméstico pelas empresas europeias. "Esse tipo de operação é salvaguardada por lei e cabe a empresas brasileiras", disse.
       
    O comissário de Transportes da União Europeia, Siim Kallas, não descarta o eventual interesse das companhias europeias por esse segmento no futuro.
       
    "Por que não? Essa é uma questão de abertura de mercado, que normalmente gera mais competição, tecnologia e desenvolvimento", questionou Kallas.
    A questão é particularmente sensível para as empresas nacionais, que temem a entrada das estrangeiras no mercado doméstico.
       
    Para Kallas, trata-se de uma questão de competitividade e preços em conta.
       
    Até agora as discussões se restringem à harmonização de padrões de segurança e regras operacionais.
       
    Segundo Kallas, o estreitamento das relações entre Brasil e UE no setor aéreo é uma demanda das empresas e dos turistas, em busca de preços e horários razoáveis.
       
    Além do aumento do número de voos, o acordo com a União Europeia permitirá a certificação no Brasil de produtos aeronáuticos, uma medida que, segundo a presidente da Anac, Solange Vieira, beneficiará as exportações da Embraer.
       
    A expectativa é que haja um aumento de 20% nos negócios e redução do prazo para exportação e importação de equipamentos.

    Aeroportos mais chiques


    26/5/2010
    Jornal de Brasília

    As melhorias previstas nos 16 aeroportos brasileiros vinculados às 12 cidades que vão sediar a Copa do Mundo vão absorver investimentos de R$ 5,4 bilhões até 2014, incluindo obras de infraestrutura e instalações de módulos temporários para aumentar a capacidade de trânsito de passageiros. O diretor de engenharia da Infraero, Jaime Parreira, disse que do total de investimentos previstos, 61% serão realizados pela própria empresa e 39% pela União, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
       
    Os módulos que serão construídos em aeroportos como o de Gua-rulhos   consistem   em   estruturas
       
    pré-fabricadas nos moldes da instalada no aeroporto de Florianópolis (SC). A vantagem desse tipo de construção, segundo ele, é a rapidez do empreendimento e o preço mais baixo. A estimativa é que esse tipo de módulo, que pode consistir apenas em sala de espera de passageiros, mas, também, em terminais com check in, café e restaurantes tenha custo de R$ 2.500 por metro quadrado, enquanto uma infraestrutura definitiva tem custo de R$ 6 mil a R$ 7 mil por metro quadrado.
       
    A durabilidade dessas estruturas é de 10 a 15 anos e, de acordo com o executivo, elas podem ser deslocadas para outros aeroportos, se necessário. A construção das obras definitivas e dos módulos nos aeroportos das cidades-sede da Copa visam não só a realização do evento esportivo, mas, também, o crescente aumento da demanda no setor aéreo do País.


    ARGENTINA

       
    Aliás, o aumento do número de brasileiros que viajam para a Argentina já provoca gargalos nas companhias aéreas, que desejam ampliar as frequências para o país vizinho. O governo argentino vem se recusando a ceder aos pedidos da Anac, segundo a diretora-presidente do órgão, Solange Vieira. Ela disse que as saídas para o mercado argentino, que representam 16% dos voos internacionais, têm forte potencial.
       
    São 133 frequências semanais para a Argentina. A Anac já solicitou mais 30 ao governo de Cristina Kir-chner, que mostra-se reticente, temendo prejudicar as companhias locais. "As empresas estão no limite de frequências para a Argentina e a demanda continua crescendo. Espero que o governo de lá pense, porque eles estão perdendo ao segurar o aumento de voos do Brasil'', disse Solange, durante a conferência de aviação civil entre Brasil e União Europeia, no Rio de Janeiro. Os voos para os EUA representam 23% do total que sai do Brasil, seguido pela Argentina (16%) e Portugal (10%). Com o incremento de 10% nas frequências, a proporção para a Argentina pode subir para 18%.

    Aeroportos vão ganhar salas provisórias de embarque e desembarque na Copa de 2014



    26/05/2010
    Os aeroportos brasileiros vão ganhar módulos provisórios de embarque e desembarque para atender o maior volume de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, as estruturas vão substituir os terminais que não puderem ser construídos em função de dificuldades impostas pelo orçamento ou por barreiras legais, como as que vêm dificultando a construção de um novo terminal no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
    “São soluções provisórias e temporárias, mas que não alteram o conforto dos passageiros. É muito melhor para os passageiros ter esses módulos do que não ter. Isso vai nos dar condições [de atender a demanda]”, explicou Jobim.
    Outra medida anunciada pelo ministro para garantir a tranquilidade nos aeroportos durante a Copa é a desconcentração dos voos alugados (charter), deslocando essas operações para os horários de menor movimento. Jobim ressalvou que o Brasil precisa se preocupar não apenas com a Copa ou com as Olimpíadas (de 2016), mas com o crescimento significativo da aviação civil no país, estimada em 10% só este ano. Jobim disse que toda a previsão de crescimento da aviação civil brasileira, doméstica e internacional, está sob controle. Mas destacou que é preciso apontar uma alternativa para a aviação geral, como os serviços de táxi aéreo e a aviação executiva, que não signifique onerar os cofres públicos.
    “O setor privado deve ter seus próprios aeroportos. Não se justifica o investimento de dinheiro público para melhoria de aeroportos para servir uma aeronave que conduz 3 a 4 pessoas. Nós temos é que nos preocupar é com aeronaves que conduzam mais de cem pessoas”, disse o ministro. Para ele, o setor privado deve dar “solução a ele mesmo e não esperar que o Estado ou o contribuinte brasileiro vá dar a solução”.

    terça-feira, 25 de maio de 2010

    Ibram autua Infraero por poluição sonora


    • Pousos e decolagens de aviões no aeroporto de Brasília emitem níveis sonoros acima do permitido

      A fiscalização do Instituto Brasília Ambiental (Ibram)  emitiu auto de infração (n° 768/2010) para a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) por emissão de ruído proveniente da operação de aeronaves no Aeroporto Internacional de Brasília e descumprimento do auto de infração n° 325, de 21 de outubro de 2008, que solicitava plano de metas a serem cumpridas para adequação dos níveis de emissão sonora permitidos.

      O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também foram autuados. Estas instituições têm o prazo de 30 dias para apresentarem um plano de metas que contemple a redução de ruído nas proximidades do aeroporto.

      As penalidades aplicadas estão previstas na Lei nº 4092/2008, que dispões sobre o controle da poluição sonora e os limites máximos de intensidade da emissão de sons e ruídos resultantes de atividades urbanas e rurais no Distrito Federal.

      De acordo com o fiscal do Ibram, Aldo Fernandes, a partir do dia 1° de junho fica determinado à interdição da operação de aeronaves do tipo Boeing 707, 727, 737-200, DC-8, DC-9, HS-125 e Learjets das séries 20, no período compreendido entre 22h e 7h (horário local), incluindo as aeronaves equipadas com atenuadores de ruídos ou hush-kits.

      O descumprimento da interdição implicará em multa diária, além de outras sanções previstas na legislação. A interdição não se aplica às aeronaves re-motorizadas com turbinas que possuam bypass ratio, bem como aeronaves militares em comprovado exercício ou operação de guerra.

      Histórico

      A fiscalização do Ibram, no segundo semestre de 2008, realizou diversas operações para captar os níveis de ruído em diversos pontos localizados no entorno do sítio aeroportuário de Brasília.

      Em decorrência das ações foi emitido o auto de infração n° 325/2008 solicitando à Infraero a elaboração de um plano de metas que contemplasse a adequação dos níveis de emissões sonoras provenientes do aeroporto em um prazo de 30 dias.

      Desde a autuação, reuniões foram realizadas e a Infraero alegou que o plano solicitado de metas deveria também envolver a Anac e Decea.

      Durante todo este tempo as denúncias oriundas dos moradores que vivem ao redor do aeroporto continuaram sendo registradas pela ouvidoria do Ibram. Fiscais do Instituto constataram que o fato que gerou ruídos acima do permitido nas capturas em 2008 continuava existindo em 2010, ou seja, as operações de aeronaves cargueiras de tecnologia mais antigas no período noturno durante pouso e decolagem.


      Com informações da Ascom/Ibram