quinta-feira, 31 de maio de 2012

Passaredo investe em aumento da frota

23/05/2012 - Valor Econômico, Daniela Fernandes

Com planos de dobrar o número de rotas no Brasil no prazo de três anos, a Passaredo anunciou ontem na França um negócio de US$ 450 milhões com o fabricante de turboélices ATR. O contrato prevê a compra firme de dez aviões de última geração, o ATR 72-600, com 70 lugares, e também dez opções de compra do mesmo modelo.

A operação já havia sido concluída no ano passado, mas só foi divulgada ontem. Não foi por esse motivo, no entanto, que o presidente da Passaredo, José Luiz Felício Filho, esteve ontem em Toulouse, no sudoeste da França, onde fica a sede do construtor franco-italiano que afirma ser o líder mundial do mercado de aviões regionais com até 90 lugares.

Felício foi buscar o primeiro de outros quatro ATR 72-600 comprados junto à companhia de leasing americana Air Lease Corporation, também com 70 lugares. Paralelamente, a Passaredo vai operar ainda, por meio de leasing, dois turboélices ATR 72-500. Esses seis aviões integrarão a frota da companhia já neste ano.

Os demais, adquiridos diretamente do fabricante, serão entregues entre 2013 e 2015. Se a opção de compra de dez modelos for confirmada, a Passaredo terá 26 aviões da ATR até esse prazo. Na prática, a companhia aérea substituirá boa parte de sua frota de 14 jatos Embraer ERJ 145 (com 50 lugares) pelos turboélices europeus.

Segundo Felício, alguns aviões da Embraer (o número ainda não foi definido) continuarão na frota e serão utilizados em trajetos mais longos, superiores a mil quilômetros. A partir de 2013, contratos de leasing desses jatos começam a expirar e a companhia aérea vai "devolvê-los", disse o presidente da Passaredo ao Valor.

"Os aviões da ATR permitirão reduzir custos operacionais, com ganhos significativos em termos de combustível e diminuição dos custos de manutenção", diz ele, acrescentando que isso poderia baixar os preços das passagens aéreas da companhia em 15%.

Os turboélices são conhecidos por consumir entre 40% e 50% menos combustível, poluir menos e totalizar só dez minutos a mais de voo em distâncias de até 800 quilômetros. Mas para trajetos mais longos, os jatos são mais rentáveis.

"Somos uma empresa regional e nossas etapas são mais curtas. Os aviões da ATR serão utilizados em rotas já existentes, substituindo os jatos da Embraer, e parte será destinada aos novos mercados onde vamos atuar", diz Felício.

Os projetos de expansão das atividades são ambiciosos. A Passaredo voa atualmente para 26 cidades, como Carajás (PA), Araguaína (TO), Sinop (MT), Ji-Paraná (RO), mas também São Paulo, Rio ou Fortaleza. Felício prevê que até 2015 esse número terá dobrado.

"Com os turboélices, teremos possibilidades operacionais muito maiores. São aviões mais adaptados para pequenos aeroportos com pistas curtas", afirma. Esse é exatamente o tipo de lugar onde a Passaredo quer aterrissar, já que o foco da companhia, diz o presidente, são os "mercados com baixa e média capacidade, com infraestruturas precárias", como localidades nas regiões Norte e Nordeste que ele prefere ainda não revelar por razões estratégicas.

A Passaredo, uma empresa familiar com sede em Ribeirão Preto (SP), representa só 0,72% do mercado aéreo doméstico, mas vem registrando um crescimento excepcional, de quase 62% ao ano, em média, nos últimos quatro anos, segundo o presidente.

A empresa ainda está bem atrás de outras companhias regionais, como a Azul, terceira colocada no ranking nacional, com 9,8% de participação no mercado doméstico no ano passado, ou a Trip, que totalizou uma fatia de 4%, segundo dados da Agência Nacional da Aviação Civil.

Felício diz que a ampliação do mercado da Passaredo ocorrerá "de forma natural". Neste ano, ele prevê crescimento de 23% no faturamento, enquanto o setor prevê expansão de 8% a 10%.

A Passaredo firmou na semana passada a extensão por "longo prazo" de um acordo operacional com a Gol, chamado "interline", que prevê a venda de lugares em trechos operados pela parceira, mas utilizando o próprio código da companhia.

Felício descarta os rumores de que a Gol poderia comprar sua empresa. "O novo acordo torna a relação clara e mostra que a Passaredo possui sua identidade. Ele dá uma visão de longo prazo para fazermos investimentos em rotas e em aeronaves e reforçarmos a parceria com a Gol."

Trip Linhas Aéreas inicia operações em Resende (RJ)

21/05/2012 - Jornal de Turismo

A partir desta segunda-feira, a Trip Linhas Aéreas vai iniciar voos em Resende, um dos maiores municípios fluminenses. Agora, os resendenses terão à disposição voos diretos para São Paulo – Guarulhos (SP) e Juiz de Fora (MG), onde poderão se conectar com rapidez as cidades de Araxá (MG), Ipatinga (MG), Belo Horizonte (MG), Uberlândia (MG), Varginha (MG), Bauru (SP), Marília (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Recife (PE) e Salvador (BA).

Importante pelas atividades industrial, automotiva, metalúrgica e turística, Resende passa a fazer parte da malha aérea da companhia. “Tínhamos muito interesse em iniciar as operações em Resende, por entendermos a necessidade de rápida conexão dos passageiros dessa cidade com o restante do País. Confiamos bastante na demanda e no sucesso das novas rotas”, reforça Rodrigo Mendicino, gerente de Vendas corporativas da Trip.

As passagens para o novo voo, se adquiridas com antecedência de 30 dias, podem ser encontradas com valores promocionais. Destaque para os trechos: Resende/Guarulhos e Resende/Rio de Janeiro com tarifas a partir de R$ 99,90; Resende/Juiz de Fora a partir de R$ 69,90; Resende/ Belo Horizonte a partir de R$ 119,90. As passagens já estão disponíveis para venda e podem ser adquiridas pelo portal www.voetrip.com.br, na Central de Vendas 0300 789 8747 ou 3003 8747 (regiões metropolitanas), nos aeroportos ou nas agências de viagens.

Confira a tabela dos principais voos da Trip Linhas Aéreas em Resende (RJ):

Azul inaugura voo entre SJK e Campinas (SP)

21/05/2012 - Panrotas

A Azul inaugurou ontem (20) o voo que liga São José dos Campos a Campinas. Com a novidade, a companhia passa a oferecer duas frequências diárias entre as duas cidades, no interior paulista. As operações estão sendo realizadas com os turboélices ATR 72-600, com capacidade para 70 lugares.

“Começamos a atender São José dos Campos em outubro de 2010, com voos diários para Curitiba e Belo Horizonte. A nova ligação facilitará o fluxo de passageiros, em ambos os sentidos, além de possibilitar viagens a negócios com ida e volta no mesmo dia para muitas cidades brasileiras”, afirma o vice-presidente comercial, Marketing e TI da Azul, Paulo Nascimento.

GOL e Passaredo reforçam parceria em rotas regionais

18/05/2012 - Jornal do Brasil

A GOL, maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, e a Passaredo Linhas Aéreas anunciaram a assinatura de um novo acordo Interline de longo prazo, a fim de oferecer mais benefícios aos seus clientes. O acordo prevê, ainda, a exclusividade em operações regionais.

“Com o novo acordo, a malha regional será desenvolvida e operada pela Passaredo, que atuará em mercados de média e baixa densidade conectados com trechos operados pela GOL”, destaca Constantino de Oliveira Júnior, presidente da GOL. 

“Nossas redes de linhas serão aprimoradas para proporcionar melhor conectividade, o que vai tornar as viagens mais convenientes aos passageiros”.

Por meio do Interline, a GOL passou a oferecer a seus clientes a opção de voar para os destinos Araguaína, Alta Floresta, Pampulha – BHZ, Barreiras, Carajás, Ji-Paraná, Juazeiro do Norte, Londrina, Cascavel, Ribeirão Preto, Rondonópolis, Vitória da Conquista, São Jose do Rio Preto, Sinop e Uberlândia. Os clientes provenientes de voos operados pela GOL em conexão para os voos da Passaredo podem realizar o check-in apenas uma vez e despachar sua bagagem até o destino final.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Azul e Trip criam nova força no setor aéreo brasileiro

30/05/2012 - Reuters

 “Está nascendo a terceira força da aviação brasileira”, afirmou Renan Chieppe, Presidente do Conselho de Administração da Trip, referindo-se à união das companhias aéreas Azul e Trip, anunciada nessa segunda-feira (28.05). Chieppe passa a fazer parte do Conselho de Holding Azul Trip S.A, a ser presidido por David Neeleman, fundador da Azul.

Esta união dará origem a um grupo com receita de R$ 4,2 bilhões neste ano, e cerca de 15% do mercado doméstico de aviação. O acordo não envolve desembolso de capital; os atuais sócios da Azul terão 66% de holding e os acionistas da Trip 44%.

Chieppe declarou que, desde a semana passada, a Skywest -- empresa que tinha 26% da Trip – não tem mais participação acionária na companhia, após a Trip Participações readquirir a porcentagem por um valor não divulgado.
 
Especialistas vêem esta união como algo positivo para o mercado e percebem uma possibilidade de a empresa passar a ter mais condições de reduzir custos, principal entrave para todo o setor.
"Aumentamos o número de grandes 'players'. Um terceiro (player) seria importante, porque apesar de as empresas já existirem, as participações são muito fracionadas", afirmou o professor Paulo Resende, especialista em transportes da Fundação Dom Cabral. "Azul e Trip juntas terão poder de escala, volume e podem trazer uma concorrência interessante em questão de tarifas e malhas aéreas", completou.
 
Apesar de a liderança ser disputada entre TAM e Gol, com cerca de 40% cada uma, a nova parceria absorve fatia significativa do setor. Segundo a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), a Azul terminou o mês de abril com uma participação de 9,94%, enquanto a Trip, de 4,29%. Com essa união, as duas empresas ficam com 14,2% dos passageiros transportados no Brasil, volume registrado no mês passado.
 
A holding Azul Trip S.A. nasce com 8,7 mil funcionários, 96 destinos e 112 aviões -- sendo 62 da Embraer e 50 turboélices da ATR. São 837 vôos diários e 316 diferentes rotas e, apesar de atualmente, 15% das rotas das duas empresas serem comuns às duas empresas, Neeleman garantiu que a empresa tem como objetivo criar novas frequências, e não reduzir.
As companhias continuarão a operar de forma independente até que o negócio seja aprovado por órgãos competentes como a ANAC e o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A expectativa das companhias é de rápida aprovação da operação.
 
Segundo Neeleman, até 2015, a Azul Trip S.A. não deve adquirir aviões que não sejam Embraer e ATR. "Mas temos tempo para pensar sobre isso", disse, sobre a possibilidade de parceria com outros fabricantes de aeronaves.
 
O presidente da Trip, José Mario Caprioli, afirmou que a nova holding "honrará todos os seus contratos", o que inclui o acordo de compartilhamento de voos previamente feito com a TAM. "O acordo (com a TAM) continua em vigor", afirmou.
 
Em março do ano passado, Trip e TAM iniciaram conversas que poderiam resultar na compra de uma fatia de 31% na primeira pela segunda. Segundo Caprioli, diante da união de Trip e Azul, tal operação com a TAM "não deve prosseguir".
 
Fonte: Agência Reuters
 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Assinada ordem de serviço para obras do aeroporto nesta sexta-feira, 25

25/05/2012 - O Povo

A obra está contemplada no PAC da Copa 2014 e custará R$ 337 milhões. Com as obras, o terminal de passageiros terá a área aumentada dos atuais 38,5 mil metros quadrados para 133,8 mil metros quadrados

Redação O POVO Online

A ordem de serviço para início das obras de reforma, ampliação e modernização do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, será assinada nesta sexta-feira, 25, às 15h. A obra está contemplada no PAC da Copa 2014 e custará R$ 337 milhões. As informações são do blog do jornalista Eliomar de Lima.

O governador Cid Gomes estará presente ao ato que deverá acontecer no mirante do aeroporto.

A reforma e ampliação deve ser iniciada em junho e a primeira fase da obra finalizada em dezembro de 2013. A segunda etapa estará pronta em dezembro de 2016.

Com as obras, o terminal de passageiros terá a área aumentada dos atuais 38,5 mil metros quadrados para 133,8 mil metros quadrados, além de aumentar sua capacidade operacional anual de 6,2 milhões de passageiros para 14,2 milhões.

O diretor de engenharia da Infraero, Jaime Parreira, o superintendente regional do Nordeste, Fernando Nicácio, e o superintendente do Aeroporto, Wellington Santos, participarão do ato.

Azul comemora 3 anos em Campo Grande com novo voo

25/05/2012 - Panrotas, Savia Reis

A Azul comemora, no próximo domingo (dia 27), três anos de operações em Campo Grande. Para marcar a data, a companhia anuncia seu segundo voo diário, ligando a cidade sul-mato-grossense a Cuiabá.

Desde a inauguração da base, a Azul já transportou cerca de 300 mil clientes de/ para Campo Grande com voos diretos para Cuiabá, Maringá (PR), Curitiba e Campinas (SP).

O voo parte de Campo Grande às 7h45 e chega em Cuiabá às 9h. No sentido inverso, sai da capital do Mato Grosso às 19h20, chegando no destino às 20h30.

Demanda aérea cresce 5,3% em abril

28/05/2012 - Valor Econômico

Por Alberto Komatsu

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulga hoje crescimento de 5,33% na demanda por viagens aéreas domésticas em abril, na comparação anual. Embora tenha sido uma recuperação em relação ao avanço de apenas 1,27% de março, foi o desempenho mais fraco para o mês de abril desde 2009, quando o fluxo de passageiros cresceu 2%.

Esse resultado segue em linha com os desempenhos mensais desde setembro. Foi quando a demanda doméstica começou a crescer um dígito, interrompendo um ciclo de 24 meses de expansão vigorosa, de dois dígitos. Em alguns casos, como em fevereiro de 2010, o fluxo de passageiros no país chegou a ter alta de quase 43%.

No primeiro quadrimestre deste ano, apenas fevereiro mostrou crescimento de dois dígitos, de 13,25%. Esse resultado, porém, foi influenciado pelo Carnaval, que em 2011 foi festejado em março.

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 Para o professor da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, especializado em transporte aéreo, o resultado de abril mostra que a aviação está se acomodando a um patamar de crescimento inferior aos dos dois últimos anos, quando o fluxo de passageiros no país, nos meses de abril, teve expansão de 31,4% e 23,4%, respectivamente. Foram resultados vigorosos, apesar de ser o início do período mais fraco para o setor, o segundo trimestre.

"Está havendo uma mudança de patamar. A evolução da demanda não vai repetir os dois anos anteriores. Não se espera que a classe C, que pagou passagens em até 36 vezes, repita a compra", diz Fernandes. Após três anos de forte crescimento anual - 17,65% (2009), 23,47% (2010), e 15,72% (2011) -, em 2012 não se espera que a demanda suba mais que 10%.

A comparação da demanda doméstica acumulada de janeiro a abril também comprova a mudança de patamar. Nos quatro primeiros meses de 2012, o fluxo de passageiros no país acumulou expansão de 6,77%. Em igual período de 2011, a alta foi de 20,22%. Entre janeiro a abril de 2010, de 32,22%.

O desempenho acumulado de janeiro a abril de 2012, porém, se assemelha ao de igual período de 2009. Naquela época, o transporte de passageiros no país acumulou crescimento de 4%. A aviação mundial ainda sofria influência da quebra do banco Lehman Brothers, que deflagrou a crise financeira internacional em setembro de 2008.

A demanda por voos internacionais, em abril, mostrou recuo de 1,49% diante de igual mês do ano passado, com redução de oferta de 1,65%. Em abril de 2011, o fluxo de passageiros ao exterior havia crescido 34,88%, com alta de 18,6% na capacidade dos aviões.

De janeiro a abril, o fluxo de passageiros ao exterior acumula alta de 1,75%. Em igual intervalo de tempo de 2011, o avanço havia sido de 21,28%. "A valorização do dólar reduz certamente a demanda por voos internacionais", afirma Fernandes.

Os dados da Anac de abril também refletem estratégias bem parecidas adotadas por TAM e Gol, com prejuízo combinado de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2011. As duas maiores companhias aéreas do país resolveram conter a oferta para aumentar a rentabilidade.

Com isso, TAM e Gol seguem perdendo participação de mercado diante das companhias de médio porte. O duopólio respondeu por 74,7% da demanda doméstica em abril, recuo de 6,2 pontos percentuais ante igual mês de 2011.

Azul, Avianca e Trip, que mantêm planos de aumentar a oferta, representaram 19,21% do fluxo de passageiros no mês passado, um avanço de 6,5 pontos percentuais, proporcional à perda de mercado de TAM e Gol.

Enquanto a demanda combinada de Gol e TAM recuou 2,47% em abril, ante igual mês de 2011, o fluxo de Azul, Avianca e Trip aumentou 70,22%. O mesmo aconteceu com a oferta de assentos. As duas maiores companhias do país acumularam redução de 0,12%, sendo que as três de médio porte aumentaram a capacidade em 70,92%.

"Essa estratégia [das médias empresas] é oportunista. A Gol, por exemplo, cresceu no vácuo da crise da Varig. Essas empresas terão de se endividar para manter a operação e devem estar mais alavancadas", afirma Fernandes.

Aeroporto Pinto Martins terá obras de ampliação iniciadas em junho

24/05/2012 - Diário do Nordeste Online


Terminal de passageiros passará por ampliação que deve dobrar a área - Arquivo Diário do Nordeste

Uma das principais obras de infraestrutura visando a Copa do Mundo de 2014 começará em junho, antes, porém, nesta sexta-feira (25) a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) assina a ordem de serviço para início das obras de reforma, ampliação e modernização do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Pinto Martins.

A primeira fase da obra está prevista para ser finalizada em dezembro de 2013. A segunda etapa estará pronta em dezembro de 2016. Serão investidos R$ 337 milhões pela empresa.

Com as obras, o Terminal de Passageiros terá a área aumentada dos atuais 38.500 m² para 133.829 m², além de aumentar sua capacidade operacional anual de 6,2 milhões de passageiros para 14,2 milhões.

Além do governador do Ceará, Cid Gomes, é esperada a presença do diretor de engenharia da Infraero, Jaime Parreira, do Superintendente Regional do Nordeste, Fernando Nicácio, e do Superintendente do Aeroporto Wellington Santos. A assinatura acontecerá no mirante do aeroporto, às 15h.

domingo, 20 de maio de 2012

Lan amplia voos e parceria com operadoras para temporada de neve

15/05/2012 - Mercado & Eventos

Leila Melo

Em parceria com as estações chilenas Ski Portillo e Valle Nevado, a Lan ampliou sua oferta de voos para o mês de julho. Durante esse período, teremos 40 frequências semanais e diretas ligando São Paulo a Santiago. Hoje, temos 38 voos. Somente em julho, a meta é transportar em torno de 30 mil passageiros”, afirmou Flavio Passos, diretor comercial da Lan no Brasil, ao MERCADO&EVENTOS nesta terça-feira (15/05) na capital paulista. A Lan também expandiu de 14 para 21 o número de voos por semana conectando Santiago ao Rio de Janeiro.

Para cumprir essa missão, a Lan conta com o apoio das operadoras brasileiras. A companhia oferece uma tarifa diferenciada para que essas empresas comercializem pacotes em conjunto com os centros de esqui. “Temos acordos especiais dependendo do volume de vendas”, acrescentou Passos, ao receber cerca de 50 representantes de operadoras nacionais para um coquetel. Além da capital paulista, participaram profissionais das regiões de Campinas e Ribeirão Preto. As agências são, atualmente, responsáveis por 85% dos bilhetes da Lan no Brasil.

De São Paulo, o voos partem às 14h50, chegando na capital chilena às 18h05; às 4h50, pousando às 08h05, exceto às terças e quartas-feiras). Do Rio de Janeiro, a nova freqüência sai às 19h20 e aterrissa em Santiago às 23 horas. A estação de Ski Portillo estima aumentar em 20% a presença de brasileiros na próxima temporada de neve. De acordo com Susan Espinosa, gerente de marketing de Ski Portillo, o turista brasileiro ganha desconto de 20% no aluguel de equipamentos de esqui e nas aulas do esporte no mês de agosto. A temporada de neve em Ski Portillo começa dia 16 de junho e segue até outubro.

Entre as novidades implantadas, a gerente destacou a revitalização nas quadras de vôlei e futebol e a criação de um aplicativo móvel sobre o centro para smartphones. “É preciso somente baixar o serviço pelo site www.skiportillo.com. Já em Valle Nevado, o visitante do Brasil terá a disposição uma novo teleférico em formato de gôndolas. As cabines são fechadas e podem levar, cada uma, até seis pessoas. “Vamos inaugurá-lo até o início de julho. Será o primeiro nesse estilo instalado no Chile”, ressaltou Ricardo Margulis, gerente geral de Valle Nevado. Segundo ele, 70% dos turistas previstos para a próxima temporada de neve no centro serão brasileiros. “Vamos bater recordes”, completou.

Copa Airlines lança primeiro voo do Recife ao Panamá

17/05/2012 - Diário de Pernambuco

Recife terá a partir do próximo mês seu primeiro voo com destino à América Central. Nesta sexta-feira (18), a Copa Airlines anuncia o novo trecho, que estreará no dia 23 de junho com destino à Cidade do Panamá. O lançamento será feito no Palácio do Campo das Princesas, às 9h.

A capital pernambucana será o primeiro destino da companhia no Nordeste e o sétimo no Brasil, depois de São Paulo, Manaus, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília. E servirá como conexão imediata para 62 destinos em 29 países, como Estados Unidos, México, Canadá e Peru.

No total serão quatro voos semanais, partindo do Recife aos domingos, segundas, terças e sextas, sempre à 1h47min, em aeronaves Boeing 737-700, com capacidade para 124 passageiros.

Com informações do governo do estado

Expansão do Aeroporto de Macaé (RJ) custará R$ 45 miLhões

16/05/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A Infraero divulgou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (dia 11) a contratação de empresa para a construção do novo terminal de passageiros e edificações de apoio do Aeroporto de Macaé, no norte do Estado do Rio de Janeiro. A obra compreende ainda as reformas do edifício administrativo e operacional e do pátio de aeronaves, construção do novo sistema acesso ao aeroporto e novo estacionamento de veículos.

A partir da emissão da Ordem de Serviço, que deve ocorrer até junho deste ano, a empresa contratada terá 990 dias para conclusão e entrega dos trabalhos. Os investimentos estão orçados em R$ 45 milhões.

A obra, com previsão de conclusão para dezembro de 2014, ampliará a área do terminal de 900 m² para 11,1 mil m². O prédio administrativo também será ampliado e receberá a instalação de elevador, além de ampliação e adequação do primeiro pavimento para receber as novas salas para apoio de tripulações e órgãos públicos. Já o pátio de aeronaves ganhará novo layout na via de serviço, incluindo duas rotatórias para aumentar a segurança durante a circulação dos veículos, principalmente dos ônibus. O estacionamento também será expandido, passando das atuais 74 para 460 vagas.

O terminal abrigará operações de embarque e desembarque off-shore (relacionadas às atividades de extração de petróleo), assim como as operações da aviação comercial regular.

American Airlines operará voos diretos do Recife a Miami a partir de novembro

16/05/2012 - Diário de Pernambuco

A American Airlines, uma das principais companhias de aviação norte-americanas, enviou solicitação ao Departamento de Transporte dos Estados Unidos para incrementar em mais 17 voos as frequências entre os EUA e o Brasil, até o fim deste ano.

A empresa, que hoje opera voos diários entre Recife e Miami com escala em Salvador, quer tornar o voo direto, a partir do dia 15 de novembro. Desta forma, seriam voos diários saindo das duas cidades nordestinas, sem escalas, com destino à capital das compras na Flórida.

“O Brasil é um mercado crescente e muito importante para a American Airlines”, disse em nota à imprensa Virasb Vahidi, diretor comercial da American. “Com essas frequências adicionais, planejamos iniciar a operação do novo serviço o mais breve, em 1º de outubro, oferecendo aos nossos clientes ainda mais opções de viagens ao Brasil, que é a maior economia da América Latina”, complementou através de sua assessoria.

O projeto da companhia começará com um segundo voo diário entre o aeroporto JFK (em Nova York) e São Paulo, exatamente no dia 1º de outubro. O incremento nas linhas vai ser implementado aos poucos, trecho a trecho, até o dia 15 de dezembro.

Com mais de 80 voos semanais, a American Airlines opera mais serviços para o Brasil do que qualquer outra companhia aérea americana. Com as mudanças, a empresa oferecerá, já no próximo mês, aproximadamente 800 voos semanais para mais de 40 cidades pela América Latina, incluindo México, América Central e América do Sul.

sábado, 19 de maio de 2012

American solicita ao DOT 17 novos voos para Brasil

16/05/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A American Airlines apresentou hoje um requerimento junto ao Departamento de Transporte (DOT) dos Estados Unidos para o direito de voar 17 frequências semanais adicionais entre os Estados Unidos o Brasil ainda este ano.

A American disse que usará as frequências para aumentar serviços dos hubs de Miami e Nova York (JFK) para cidades no Brasil. A empresa propõe aumentar o serviço atual entre JFK e São Paulo(GRU), assim como entre Miami e Rio de Janeiro. A aérea também propõe converter o voo diário entre Miami para Recife – Salvador, um voo com escalas, para voos diretos cinco vezes por semana, entre Miami e Recife e entre Miami e Salvador.

A American se propõe a iniciar um segundo voo diário entre JFK e São Paulo (GRU) em 1º de outubro; aumentar o serviço entre Miami e Recife, e Miami e Salvador, a partir de 15 de novembro; e adicionar um segundo voo diário entre Miami e o Rio de Janeiro em 15 de dezembro.

“O Brasil é um mercado crescente e muito importante para a American Airlines”, diz o diretor comercial da American, Virasb Vahidi. “Com essas frequências adicionais, ofereceremos aos nossos clientes ainda mais opções de viagens ao Brasil – a maior economia da América Latina.”

A American aumentará o número total de voos semanais entre Dallas-Fort Worth (DFW, no Texas) e São Paulo de sete vezes por semana para 12 vezes por semana, com inicio em 14 de junho. Também, em 14 de junho, voos de Miami para Brasília (BSB) e Belo Horizonte (CNF) aumentarão de cinco e três vezes por semana, respectivamente, para voos diários.

Além dos serviços adicionais entre DFW e São Paulo, a American iniciará um novo serviço que conecta o hub de Miami a Manaus, com início em junho.

American solicita ao DOT 17 novos voos para Brasil

16/05/2012 - Panrotas

Claudio Schapochnik

A American Airlines apresentou hoje um requerimento junto ao Departamento de Transporte (DOT) dos Estados Unidos para o direito de voar 17 frequências semanais adicionais entre os Estados Unidos o Brasil ainda este ano.

A American disse que usará as frequências para aumentar serviços dos hubs de Miami e Nova York (JFK) para cidades no Brasil. A empresa propõe aumentar o serviço atual entre JFK e São Paulo(GRU), assim como entre Miami e Rio de Janeiro. A aérea também propõe converter o voo diário entre Miami para Recife – Salvador, um voo com escalas, para voos diretos cinco vezes por semana, entre Miami e Recife e entre Miami e Salvador.

A American se propõe a iniciar um segundo voo diário entre JFK e São Paulo (GRU) em 1º de outubro; aumentar o serviço entre Miami e Recife, e Miami e Salvador, a partir de 15 de novembro; e adicionar um segundo voo diário entre Miami e o Rio de Janeiro em 15 de dezembro.

“O Brasil é um mercado crescente e muito importante para a American Airlines”, diz o diretor comercial da American, Virasb Vahidi. “Com essas frequências adicionais, ofereceremos aos nossos clientes ainda mais opções de viagens ao Brasil – a maior economia da América Latina.”

A American aumentará o número total de voos semanais entre Dallas-Fort Worth (DFW, no Texas) e São Paulo de sete vezes por semana para 12 vezes por semana, com inicio em 14 de junho. Também, em 14 de junho, voos de Miami para Brasília (BSB) e Belo Horizonte (CNF) aumentarão de cinco e três vezes por semana, respectivamente, para voos diários.

Além dos serviços adicionais entre DFW e São Paulo, a American iniciará um novo serviço que conecta o hub de Miami a Manaus, com início em junho.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Privatização do Galeão e Confins decola este mês

17/05/2012 - O Globo

Crescimento dos aeroportos e a necessidade de investimentos rápidos foram determinantes para a decisão pelo leilão

Geralda Doca

BRASÍLIA — A área técnica do governo está se preparando para o anúncio, ainda este mês, da privatização do Galeão e de Confins, durante a assinatura conjunta dos contratos dos três aeroportos já leiloados (Guarulhos, Brasília e Viracopos). Falta só o sinal verde da presidente Dilma Rousseff, que faz questão de dar a notícia, numa cerimônia no Palácio do Planalto.

Na próxima semana, termina o prazo dado aos novos concessionários para enviar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) os documentos pendentes (acordo de acionistas, estatuto da nova empresa e formação de duas Sociedades de Propósito Específico- SPEs, uma do consórcio e outra com a Infraero como sócia) e, assim, concluir a primeira etapa do processo da concessão.

A conclusão da primeira etapa era exigência da presidente para incluir novos terminais. Segundo interlocutores, a decisão de conceder Galeão e Confins já havia sido tomada na época dos três primeiros aeroportos, mas Dilma achou melhor fazer a privatização por etapas.

Além disso, o plano de outorga dos aeroportos brasileiros, elaborado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) e enviado à Casa Civil, confirma Galeão e Confins como candidatos potenciais à privatização. Pesou na indicação o crescimento rápido dos dois aeroportos e a necessidade de investimentos rápidos para acompanhar a demanda — uma dificuldade que a estatal tem enfrentado, devido às amarras próprias do setor público, como a exigência de licitação, por exemplo e demora na tomada de decisões.

A existência de áreas para expansão das atividades também foi outro fator preponderante para a escolha de quais terminais seriam privatizados. Por esse critério, Congonhas e Santos Dumont, disse uma fonte, vão permanecer na rede da Infraero porque não têm espaço para crescer. O fato de serem altamente lucrativos é importante para a manutenção de outros menos rentáveis.

Segundo ranking da Infraero dos aeroportos que mais crescem no país, o Galeão aparece na segunda posição, tendo recebido no primeiro trimestre deste ano 4,316 milhões de passageiros. Era o quarto no mesmo período do ano passado. A performance do aeroporto em termos de operações (pousos e decolagens) também melhorou, saiu da 8 colocação para a quinta.

Confins é o quinto aeroporto que mais cresce no país, com 2,549 milhões de passageiros. Também está entre os dez, quando se compara a movimentação de aeronaves.

O primeiro da lista é Guarulhos, seguido por Brasília, que fica em quarto lugar, e Confins, no sexto. Eles foram os primeiros a serem concedidos porque apresentam os maiores gargalos, que ,se enfrentados, podem a ajudar a resolver a situação em vários aeroportos brasileiros. A região de São Paulo já está saturada e Brasília funciona como centro de distribuição de rotas para o restante do país.

Embora Salvador também venha crescendo forte (na sétima colocação), a avaliação do governo é que a Infraero tem condições de fazer os investimentos necessários.

Para o vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ainda há tempo para fazer as melhorias necessárias para os Jogos da Copa se a concessão do Galeão for anunciada em breve:

— É tudo o que o Estado quer. A Infraero tem muita obra lá, mas o concessionário privado tem mais agilidade.

O professor da Coppe/UFRJ, Elton Fernandes, tem a mesma avaliação e argumenta que o aeroporto já tem uma infraestrutura pronta:

— A área construída no Galeão é boa. O problema do aeroporto é gestão, conservação, manutenção e melhor aproveitamento dos espaços.

A intenção inicial era prosseguir com o processo de privatização só depois das eleições, mas a presidente, depois de anunciar a mudança na poupança, um tema ainda sensível, não está preocupada com esse calendário, disse uma fonte.

A orientação do governo é começar logo a investir

Por outro lado, o governo quer passar a impressão para os passageiros de que a concessão vai resultar numa melhora imediata dos serviços. Para isso, os concessionários privados que vão assumir os três aeroportos já foram chamados à Brasília e orientados a fazer investimentos imediatos, antes mesmo das obras obrigatórias para a Copa.

A ordem é melhorar a primeira impressão de quem chega aos terminais, com pintura e limpeza das instalações. Estão na lista de prioridades os banheiros, o sistema de ar condicionado, as escadas rolantes e elevadores, os estacionamento, além de e questões de segurança para inibir furtos e pedintes nas dependências dos terminais.

A lista foi decidida com base em pesquisa de satisfação da Infraero.

— Será uma virada de página na infraestrutura aeroportuária — disse ao GLOBO o secretário-executivo da SAC, Cleverson Aroeira.

Anac aloca à TAM 15 frequências de voo para EUA

17/05/2012 - O Estado de São Paulo

REUTERS

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira que alocou à companhia aérea TAM 15 frequências semanais regulares entre o Brasil e os Estados Unidos.

A concessão das frequências ocorre em meio a um acirramento da competição no mercado internacional com a Gol, que mais cedo neste ano pediu à Anac consulta sobre disponibilidade de 14 frequências semanais para os Estados Unidos após fazer uma parceria com a norte-americana Delta Airlines em dezembro .

A agência também alocou à TAM duas frequências semanais entre Brasil e França e três entre o Brasil e a Alemanha, segundo despacho publicado no diário.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Com economia do Rio em alta, Galeão se torna segundo maior aeroporto do país

08/05/2012 - Valor Econômico

Por Daniel Rittner

O aeroporto internacional do Galeão, que vinha operando com quase 20% de ociosidade até o ano passado, passou a ser um dos principais eixos do crescimento da aviação civil no primeiro trimestre de 2012 e já se tornou o segundo maior do país. Com isso, o Galeão subiu duas posições e desbancou Congonhas e Brasília, os dois aeroportos que seguiam Guarulhos na lista dos mais movimentados do sistema nacional.

Em um cenário de pequena redução da oferta e de aversão das companhias aéreas a novas guerras tarifárias, o movimento de passageiros em Congonhas e em Brasília ficou estagnado. Guarulhos sofre com a superlotação e só tem horários pouco atraentes, como a madrugada, para a oferta de novos voos. Quem tem tirado proveito disso é o Galeão, cujo movimento aumentou 19,8% no primeiro trimestre, com 4,3 milhões de passageiros - quase 500 mil a mais do que Congonhas.

Clique na imagem para ampliar
 Para o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, a transformação do aeroporto carioca no segundo maior do Brasil é uma tendência "completamente perceptível" e reflete principalmente a revitalização da economia do Rio, com os negócios petrolíferos e os eventos esportivos à frente, mas evidencia também gargalos do sistema aeroportuário. "Com o esgotamento de Guarulhos, tanto do terminal de passageiros quanto das pistas e de pátios, há uma migração natural para outros aeroportos que possam atender às necessidades."

Uma das alavancas do crescimento no Galeão foi a chegada de companhias aéreas estrangeiras ao aeroporto. A Emirates Airlines inaugurou o voo Dubai-Rio, com extensão para Buenos Aires, no dia 3 de janeiro. Em quatro meses, a taxa de ocupação já alcançou níveis próximos de 70%, meta definida pela empresa.

O diretor-geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasmann, conta que a aérea buscava onde implantar seu segundo voo diário no país - já opera em Guarulhos desde 2007 - e escolheu o Galeão pela facilidade de conexões, além do potencial de atrair passageiros de turismo e de negócios. A segunda frequência no próprio aeroporto de Guarulhos foi descartada, devido à falta de horários comercialmente viáveis para o aumento das operações.

"Sempre tivemos muito apoio da Infraero no Galeão, mas dentro de suas possibilidades e limitações. Um dos exemplos é que, em pleno verão e com temperatura de quase 40 graus, os passageiros embarcam em fingers sem ar-condicionado", diz Aasmann, relatando que os equipamentos estão quebrados. "Esperamos que haja melhorias em breve."

Vale assegura que elas estão a caminho. A parte nova do terminal 2, em processo de ampliação, será inaugurada em julho de 2012. Hoje a capacidade total do aeroporto é para 17,4 milhões de passageiros. Um contrato de R$ 153 milhões para a modernização do terminal 1 já foi assinado e as obras devem começar até o fim do mês. De acordo com o presidente da Infraero, essa será a reforma mais abrangente do primeiro terminal desde a Eco-92.

"O Galeão ainda tem alguma folga no pátio de aeronaves e opera com duas pistas independentes, mas tem que tomar um banho de loja e precisa dar mais conforto aos passageiros", afirma Jorge Eduardo Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP.

O especialista vê o crescimento do Galeão neste ano como um reflexo da saturação dos aeroportos de São Paulo. Ele acredita que as perspectivas de revitalização da economia carioca, com uma avalanche de eventos internacionais e o boom petrolífero, manterá o Galeão atrativo para eventual concessão mesmo depois que Guarulhos e Viracopos forem ampliados. Medeiros apoia a transferência do aeroporto para a administração privada e questiona a capacidade da Infraero em dar conta dos investimentos.

Lembrando que uma decisão sobre isso será tomada somente após a conclusão do plano de outorgas, em fase de elaboração ela Secretaria de Aviação Civil, o presidente da estatal lembra que o Galeão tem um perfil diferente dos três aeroportos recém-leiloados: ainda possui capacidade ociosa e já tem pesados investimentos em curso. Para ele, o aeroporto tende a ser lucrativo e "tudo isso tem que ser pesado" na decisão de concedê-lo ou não.

O fato é que a atração de novas companhias estrangeiras para lá parece continuar: a alemã Condor acertou, com a Infraero e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o início de suas operações. Serão três voos por semana, entre o Rio de Janeiro e Frankfurt, a partir de outubro.

Com economia do Rio em alta, Galeão se torna segundo maior aeroporto do país

08/05/2012 - Valor Econômico

Por Daniel Rittner

O aeroporto internacional do Galeão, que vinha operando com quase 20% de ociosidade até o ano passado, passou a ser um dos principais eixos do crescimento da aviação civil no primeiro trimestre de 2012 e já se tornou o segundo maior do país. Com isso, o Galeão subiu duas posições e desbancou Congonhas e Brasília, os dois aeroportos que seguiam Guarulhos na lista dos mais movimentados do sistema nacional.

Em um cenário de pequena redução da oferta e de aversão das companhias aéreas a novas guerras tarifárias, o movimento de passageiros em Congonhas e em Brasília ficou estagnado. Guarulhos sofre com a superlotação e só tem horários pouco atraentes, como a madrugada, para a oferta de novos voos. Quem tem tirado proveito disso é o Galeão, cujo movimento aumentou 19,8% no primeiro trimestre, com 4,3 milhões de passageiros - quase 500 mil a mais do que Congonhas.

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 Para o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, a transformação do aeroporto carioca no segundo maior do Brasil é uma tendência "completamente perceptível" e reflete principalmente a revitalização da economia do Rio, com os negócios petrolíferos e os eventos esportivos à frente, mas evidencia também gargalos do sistema aeroportuário. "Com o esgotamento de Guarulhos, tanto do terminal de passageiros quanto das pistas e de pátios, há uma migração natural para outros aeroportos que possam atender às necessidades."

Uma das alavancas do crescimento no Galeão foi a chegada de companhias aéreas estrangeiras ao aeroporto. A Emirates Airlines inaugurou o voo Dubai-Rio, com extensão para Buenos Aires, no dia 3 de janeiro. Em quatro meses, a taxa de ocupação já alcançou níveis próximos de 70%, meta definida pela empresa.

O diretor-geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasmann, conta que a aérea buscava onde implantar seu segundo voo diário no país - já opera em Guarulhos desde 2007 - e escolheu o Galeão pela facilidade de conexões, além do potencial de atrair passageiros de turismo e de negócios. A segunda frequência no próprio aeroporto de Guarulhos foi descartada, devido à falta de horários comercialmente viáveis para o aumento das operações.

"Sempre tivemos muito apoio da Infraero no Galeão, mas dentro de suas possibilidades e limitações. Um dos exemplos é que, em pleno verão e com temperatura de quase 40 graus, os passageiros embarcam em fingers sem ar-condicionado", diz Aasmann, relatando que os equipamentos estão quebrados. "Esperamos que haja melhorias em breve."

Vale assegura que elas estão a caminho. A parte nova do terminal 2, em processo de ampliação, será inaugurada em julho de 2012. Hoje a capacidade total do aeroporto é para 17,4 milhões de passageiros. Um contrato de R$ 153 milhões para a modernização do terminal 1 já foi assinado e as obras devem começar até o fim do mês. De acordo com o presidente da Infraero, essa será a reforma mais abrangente do primeiro terminal desde a Eco-92.

"O Galeão ainda tem alguma folga no pátio de aeronaves e opera com duas pistas independentes, mas tem que tomar um banho de loja e precisa dar mais conforto aos passageiros", afirma Jorge Eduardo Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP.

O especialista vê o crescimento do Galeão neste ano como um reflexo da saturação dos aeroportos de São Paulo. Ele acredita que as perspectivas de revitalização da economia carioca, com uma avalanche de eventos internacionais e o boom petrolífero, manterá o Galeão atrativo para eventual concessão mesmo depois que Guarulhos e Viracopos forem ampliados. Medeiros apoia a transferência do aeroporto para a administração privada e questiona a capacidade da Infraero em dar conta dos investimentos.

Lembrando que uma decisão sobre isso será tomada somente após a conclusão do plano de outorgas, em fase de elaboração ela Secretaria de Aviação Civil, o presidente da estatal lembra que o Galeão tem um perfil diferente dos três aeroportos recém-leiloados: ainda possui capacidade ociosa e já tem pesados investimentos em curso. Para ele, o aeroporto tende a ser lucrativo e "tudo isso tem que ser pesado" na decisão de concedê-lo ou não.

O fato é que a atração de novas companhias estrangeiras para lá parece continuar: a alemã Condor acertou, com a Infraero e com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o início de suas operações. Serão três voos por semana, entre o Rio de Janeiro e Frankfurt, a partir de outubro.

Hotel do Galeão

05/05/2012 - O Globo, Flávia Oliveira

A carioca Klacon Engenharia a gaúcha Ivo Rizzo vão construir o GJP Galeão Hotel, projeto da empresa de Guilherme Paulus, fundador e presidente do conselho de administração da CVC. No início deste ano, o grupo venceu licitação da Infraero para erguer o empreendimento de categoria econômica, na via de acesso ao Aeroporto Tom Jobim. O alvo são tripulantes e passageiros trânsito. O projeto, investimento de R$ 25 milhões, equipamentos sustentáveis, como captação de água chuva e painéis de energia Ao todo, serão 162 apartamentos. A concessão é por anos. O hotel fica pronto em meses, antes da Copa 2014. construção será em módulos, como um Lego.
Rio-São Paulo em menos tempo e com menos ruído

06/05/2012 - O Globo

Tecnologia reduz instabilidade de aviões
Rafaella Javoski
rafaella.javoski.rpa@oglobo.com.br 

A ponte aérea Rio-São Paulo vai ficar mais silenciosa e durar menos tempo. Na tarde de ontem, a Gol realizou um voo para apresentar um procedimento durante o pouso no Aeroporto Santos Dumont chamado de Performance de Navegação Requerida, que deve agilizar a viagem entre as duas cidades.

A tecnologia, presente em 23 aeronaves da companhia, otimiza o percurso, criando um túnel virtual a partir do Campo dos Afonsos, na Zona Oeste. Com a mudança, o teto para pouso cai de 1.500 para 300 pés e reduz a viagem em até três minutos. Os ganhos incluem ainda economia de combustível e redução na emissão de gases poluentes. Atualmente, as rotas para chegada ao Santos Dumont sofrem pequenas variações, o que causa aumento do tempo de viagem e maior utilização das turbinas, provocando alto ruído.

Esta é a primeira vez que o procedimento é adotado no Brasil — Austrália e Estados Unidos já o utilizam. O vice-presidente técnico da Gol, Adalberto Bogsan, afirmou que o recurso aumenta a possibilidade de cumprimento dos horários de voos. Além disso, a diminuição de custos pode beneficiar passageiros.

— É possível que haja redução no preço das passagens, mas isso depende do mercado — disse Bogsan.

A previsão é que a Gol comece a realizar voos com o equipamento até julho. A homologação definitiva da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve ser concedida em 90 dias.

Para adotar o procedimento, a companhia aérea passou por cinco etapas de exigências, de acordo com diretor de operações de aeronaves da Anac, Carlos Eduardo Pellegrino.

— A organização precisa certificar o aeroporto, pilotos e aeronaves — esclareceu.

Atualmente, a Gol tem três pilotos treinados para lidar com a nova tecnologia. Um deles é o comandante Pedro Paulo Corano, responsável pelo voo de ontem. Ele comentou que cada um passou por aulas teóricas e simulações, além de voos de testes.

Outra empresa aérea que pretende adotar o sistema é a Azul. De acordo com o diretor de operações de voo da companhia, Ivan Carvalho, as aeronaves já estão com o equipamento exigido.

Gol corta 14 aviões da frota até 2013

07/05/2012 - Valor Econômico

As ações da Gol linhas Aéreas registraram a maior alta do Ibovespa na sexta-feira, de 5,18%, apesar de a empresa ter divulgado prejuízo de R$ 41,4 milhões, revertendo lucro de R$ 69,4 milhões em igual período de 2011. Na visão dos investidores da bolsa, a Gol começa a obter sucesso na política de redução de custos, especialmente com a revisão do seu planejamento de frota, divulgada no mesmo dia, que prevê a redução de 14 aviões até 2013.

A Gol encerrou 2011 com 150 aviões no total, mas terá 138 ao final deste ano. Em 2013, a companhia prevê frota total de 136 aeronaves. Em 2014, a Gol começa a retomar o crescimento de sua frota, com 140 unidades. Esses números incluem a Webjet, adquirida por ela em julho do ano passado.

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 "Esse planejamento de frota confirma que a Gol vai manter a estratégia de redução de capacidade. Assim, ela pode obter uma taxa de ocupação dos aviões e um yield (rentabilidade) mais saudáveis", diz o analista de aviação do banco UBS, Victor Mizusaki.

O diretor financeiro da Gol, Edmar Prado Lopes, estima que a Gol vai deixar de gastar US$ 500 milhões até 2014, com a revisão do plano de frota. Isso vai acontecer porque a empresa, que receberia sete aviões novos da família 737-800, da Boeing, vai repassá-los à Webjet - ou seja, não comprará aviões novos para sua controlada. Webjet opera atualmente com 24 aviões, a maioria de 737-300.

Lopes enfatiza que, apesar da redução líquida no número de aeronaves, a oferta vai se adequar à necessidade da Webjet porque o modelo 787-800 tem cerca de 40 assentos a mais do que o modelo 737-300 e é mais produtivo.

Segundo ele, a Gol não alterou seu pedido com a americana Boeing, que prevê a entrega de 90 aeronaves do modelo 737 até 2018. Os contratos foram assinados antes da compra da Webjet, em julho de 2011.

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, chamou a atenção para a redução de custos no primeiro trimestre. O custo operacional por assento disponível, exceto combustível (CASK ex-combustível) da Gol encerrou o primeiro trimestre em R$ 8,63, redução de 3,9% ante igual período de 2011 e recuo de 8,9% na comparação com o quarto trimestre de 2011. "Isso mostra a direção da empresa no modelo de negócios de baixo custo e baixa tarifa", afirmou Constantino.

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira, destacou a melhora da situação financeira da companhia nos últimos anos. Ele comparou a atual situação da empresa com a de 2008, quando a Gol registrou o maior prejuízo de sua história, de R$ 1,3 bilhão.

Segundo ele, em 2008 praticamente 100% da dívida da companhia era em dólar, mas atualmente esse nível caiu para 70%. Há quatro anos, 30% do endividamento da empresa era no curto prazo, mas hoje em dia essa relação foi reduzida para 10%. Pereira afirmou que o atual caixa da companhia é de R$ 2,2 bilhões, sendo que, em meados de 2008, estava no patamar de R$ 200 milhões.

A participação da Gol linhas Aéreas no mercado doméstico, de 34,44% em março, deverá ficar estável ao longo do ano, segundo Constantino. Para ele, apesar de a Gol esperar um crescimento de demanda doméstica entre 5% e 7% neste ano, sua participação de mercado vai permanecer estável porque a empresa está promovendo uma redução de oferta de até 2% para aumentar a rentabilidade da operação.

"O mercado mostrou na sexta-feira que a Gol pode voltar a ter margem operacional de dois dígitos. O mercado aposta que isso é possível", afirma o analista da Omar Camargo Investimentos, Felipe Rocha.

Gol corta 14 aviões da frota até 2013

07/05/2012 - Valor Econômico

As ações da Gol linhas Aéreas registraram a maior alta do Ibovespa na sexta-feira, de 5,18%, apesar de a empresa ter divulgado prejuízo de R$ 41,4 milhões, revertendo lucro de R$ 69,4 milhões em igual período de 2011. Na visão dos investidores da bolsa, a Gol começa a obter sucesso na política de redução de custos, especialmente com a revisão do seu planejamento de frota, divulgada no mesmo dia, que prevê a redução de 14 aviões até 2013.

A Gol encerrou 2011 com 150 aviões no total, mas terá 138 ao final deste ano. Em 2013, a companhia prevê frota total de 136 aeronaves. Em 2014, a Gol começa a retomar o crescimento de sua frota, com 140 unidades. Esses números incluem a Webjet, adquirida por ela em julho do ano passado.

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 "Esse planejamento de frota confirma que a Gol vai manter a estratégia de redução de capacidade. Assim, ela pode obter uma taxa de ocupação dos aviões e um yield (rentabilidade) mais saudáveis", diz o analista de aviação do banco UBS, Victor Mizusaki.

O diretor financeiro da Gol, Edmar Prado Lopes, estima que a Gol vai deixar de gastar US$ 500 milhões até 2014, com a revisão do plano de frota. Isso vai acontecer porque a empresa, que receberia sete aviões novos da família 737-800, da Boeing, vai repassá-los à Webjet - ou seja, não comprará aviões novos para sua controlada. Webjet opera atualmente com 24 aviões, a maioria de 737-300.

Lopes enfatiza que, apesar da redução líquida no número de aeronaves, a oferta vai se adequar à necessidade da Webjet porque o modelo 787-800 tem cerca de 40 assentos a mais do que o modelo 737-300 e é mais produtivo.

Segundo ele, a Gol não alterou seu pedido com a americana Boeing, que prevê a entrega de 90 aeronaves do modelo 737 até 2018. Os contratos foram assinados antes da compra da Webjet, em julho de 2011.

O presidente da Gol, Constantino de Oliveira Junior, chamou a atenção para a redução de custos no primeiro trimestre. O custo operacional por assento disponível, exceto combustível (CASK ex-combustível) da Gol encerrou o primeiro trimestre em R$ 8,63, redução de 3,9% ante igual período de 2011 e recuo de 8,9% na comparação com o quarto trimestre de 2011. "Isso mostra a direção da empresa no modelo de negócios de baixo custo e baixa tarifa", afirmou Constantino.

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Gol, Leonardo Pereira, destacou a melhora da situação financeira da companhia nos últimos anos. Ele comparou a atual situação da empresa com a de 2008, quando a Gol registrou o maior prejuízo de sua história, de R$ 1,3 bilhão.

Segundo ele, em 2008 praticamente 100% da dívida da companhia era em dólar, mas atualmente esse nível caiu para 70%. Há quatro anos, 30% do endividamento da empresa era no curto prazo, mas hoje em dia essa relação foi reduzida para 10%. Pereira afirmou que o atual caixa da companhia é de R$ 2,2 bilhões, sendo que, em meados de 2008, estava no patamar de R$ 200 milhões.

A participação da Gol linhas Aéreas no mercado doméstico, de 34,44% em março, deverá ficar estável ao longo do ano, segundo Constantino. Para ele, apesar de a Gol esperar um crescimento de demanda doméstica entre 5% e 7% neste ano, sua participação de mercado vai permanecer estável porque a empresa está promovendo uma redução de oferta de até 2% para aumentar a rentabilidade da operação.

"O mercado mostrou na sexta-feira que a Gol pode voltar a ter margem operacional de dois dígitos. O mercado aposta que isso é possível", afirma o analista da Omar Camargo Investimentos, Felipe Rocha.

Aeroporto da Pampulha quer ampliar capacidade de operação

05/05/2012 - Estado de Minas

Às vésperas de completar 80 anos, aeroporto tem projeto para ampliar capacidade para 2,2 milhões de passageiros por ano, mas esbarra na reação de vizinhos
Tiago de Holanda


(Rodrigo Clemente/Esp. EM/D.A Press) 

A grande planície apresentava boa visibilidade, mas estava coberta pelo mato e seu solo era pantanoso. Por isso, a bravura dos dois tenentes de Aviação do Exército impressionou seus colegas de farda. Em fevereiro de 1933, José Sampaio Macedo e Nelson Freire Lavenère-Wanderlei pousaram naquele terreno selvagem pilotando um avião pequeno, do tipo Waco C.S., de dois lugares e sem cabine. Testavam o local escolhido para a construção do aeroporto de Belo Horizonte, que veio a ser inaugurado no mesmo ano.

O aeroporto da Pampulha, como ficou conhecido, em referência à região onde se estabeleceu e à lagoa que o margeia, foi o principal ponto de chegada e partida de aviões de Minas Gerais durante sete décadas, até perder o título para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, maior e mais moderno, situado em Confins, na Região Metropolitana da capital. Se o Pampulha chegou a receber 3 milhões de passageiros por ano, hoje não passa dos 750 mil. Prestes a completar 80 anos em 2013, planeja se expandir, mas enfrenta a oposição de moradores de seu entorno.

Em 2011, o aeroporto de Confins acomodou 9.534.987 passageiros, 12 vezes mais que os 793.305 passageiros recebidos pela Pampulha, de acordo com os números da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A administração do aeroporto menor defende que ele atinja sua capacidade total de 2,2 milhões de passageiros anuais. “As empresas que já operam lá – Trip e Passaredo – têm interesse em aumentar a quantidade de voos, enquanto outras empresas querem entrar”, revela o superintendente da Infraero responsável pela Pampulha, Silvério Gonçalves.

A Infraero espera que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprove, nos próximos meses, nova regulação permitindo que o aeroporto atue no limite de sua capacidade. “Estamos batalhando por isso”, enfatiza Gonçalves. Presidente da Associação Amigos da Pampulha, Flávio Campos é contrário à expansão. “Ela vai causar transtornos no trânsito da vizinhança, intensificar a poluição sonora e atmosférica produzida pelas aeronaves e aumentar o risco de acidentes”, prevê Campos.

O superintendente da Infraero na Pampulha rebate as críticas. “Não haveria qualquer transtorno”, afirma. Segundo ele, o barulho das aeronaves não atrapalharia o sono de ninguém, já que não pode haver voos comerciais na Pampulha após as 22h. Além disso, é quase insignificante a probabilidade de ocorrerem acidentes. “Com mais aviões trafegando, o risco seria maior, mas ainda assim seria muito baixo. Hoje, os procedimentos de pouso e decolagem são muito controlados. No mundo todo há vários aeroportos em regiões densamente povoadas”, argumenta.

Campos não se convence. Ele, que tem 65 anos, reside há três décadas no bairro Enseada das Garças, próximo à Lagoa da Pampulha, e se lembra de quando o aeroporto chegou a receber 2,97 milhões de passageiros em 2003 e 3,2 milhões em 2004, antes de a maioria dos voos serem transferidos para Confins, a partir de 2005. “Era um inferno. A cada dez minutos, passava um avião em cima das nossas cabeças”, descreve.

Incômodos

Atualmente, apesar de receber somente aeronaves de pequeno ou médio porte, que não costumam carregar mais de 70 pessoas, o ruído ainda incomoda. “Os aviões passam em cima do meu apartamento. A gente está vendo TV e não dá para ouvir, tem que esperar o avião passar. Atrapalha um pouco, mas a gente acostuma, né?”, diz Diocésio Reis, de 79 anos, morador da região da Pampulha desde 1951.

Apesar do importúnio, Diocésio lembra com carinho da época em que trabalhou no aeroporto, entre 1951 e 1983. Foi despachante e, depois, supervisor de aeroporto de três empresas de aviação, duas delas já extintas: Vasp e Varig. “Por aqui só havia mato. Para chegar ao aeroporto, vínhamos de ônibus ou bonde. Os ônibus eram muito velhos e não aguentavam subir a Avenida Antônio Carlos. Ali na altura do Corpo de Bombeiros, os passageiros tinham que descer e seguir a pé”, relata.

As memórias de Diocésio fazem parte do livro Aeroporto da Pampulha – BH nas asas do progresso, editado pela Infraero em 1997 e escrito por Lígia Maria Leite Pereira e Maria Auxiliadora de Faria. A obra revela que o aeroporto só teve seu funcionamento suspenso em 1954, quando a barragem da lagoa se rompeu e as águas inundaram as pistas e demais instalações do local.

O aeroporto começou a funcionar com a denominação oficial de Destacamento de Aviação e atendia apenas voos do antigo Correio Aéreo Militar, pertencente ao Exército. Os aviões que pousavam lá haviam partido do Rio de Janeiro e seguiam em direção a Fortaleza. Apenas em 1936, o governo estadual foi autorizado a conceder à extinta Panair do Brasil S/A o direito de explorar comercialmente a linha de comunicação aérea entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. O primeiro voo comercial foi feito em 1937, em um avião bimotor, com capacidade para apenas dois tripulantes e seis passageiros.

LINHA DO TEMPO

1933 > O aeroporto é criado para atender voos do antigo Correio Aéreo Militar, que pertencia ao Exército, e era uma das escalas entre Rio de Janeiro e Fortaleza.
1937 > Primeiro voo comercial, realizado pela extinta Panair do Brasil S/A, ligando Belo Horizonte ao Rio de Janeiro.
1954 > A barragem da Lagoa da Pampulha se rompe e inunda pistas e outras instalações do aeroporto.
1955 > Em um inusitado acidente, um avião com 26 passageiros decolava da Pampulha quando bateu em uma vaca que estava na cabeceira da pista.
1961 > A pista do aeroporto foi reformada e passou a teras atuais dimensões de 2.540 metros de comprimento e 45 metros de largura.
2004 > O aeroporto foi rebatizado para Carlos Drummond de Andrade, em homenagem ao poeta mineiro.
2005 > O número de voos anuais da Pampulha foi reduzido para 40% da quantidade de 2004, de 3,194 milhões para 1,281 milhão, com a crescente transferência das operações para o aeroporto de Confins.

Azul deve acolher tripulantes demitidos da Gol

04/05/2012 - Mercado & Eventos, Rafael Massadar

O Mercado & Eventos foi informado através de colaboradores da Azul Linhas Aéreas Brasileiras que a empresa se manifestou favorável a "abrigar" os tripulantes demitidos pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes no começo do mês de abril. A informação teria vazado do Sindicato Nacional do Aeronautas (SNA) após uma breve negociação entre as companhias.

Durante a reunião realizada no dia 30 de abril entre a chefia de comissários da Azul e Gol, ficou estabelecido que a segunda iria mandar uma listagem com os nomes, e-mails e telefones dos tripulantes demitidos. De acordo com o SNA, a Gol já havia enviado os contatos a chefia da Azul e a mesma entraria em contato com os tripulantes e futuros candidatos, ainda na primeira semana de maio.

Através da sua assessoria de comunicação, a Azul esquivou-se informando que tais candidatos terão que fazer a sua parte, tendo que passar por avaliações. “A Azul Linhas Aéreas Brasileiras tem contratado profissionais do mercado e não de uma empresa específica. Com o constante crescimento interno, a companhia vem contratando profissionais de várias procedências, baseado em sua experiência e perfil. Todos os tripulantes da Azul passam por treinamentos internos antes de iniciar suas funções”.

O SNA, em seu informativo manisfestou agradecimentos as duas companhias pela atitude tomada, prestando um suporte a todos os prejudicados na demissão e não tirando a esperança de muitos profissionais.

Gol reduzirá número de comissários em parte da frota 

07/05/2012 - Folha de São Paulo

A Gol reduzirá a partir de hoje o número de comissários de bordo em 30% de sua frota - em vez de quatro, passarão a ser três.

A mudança será nos Boeings 737-700, com até 144 lugares. Da frota listada no site da Gol, 37 dos 121 aviões da empresa são desse modelo.

A empresa usou norma de 2010 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para implantar a medida, que autoriza aviões com até 150 passageiros a operar com três comissários. A agência autorizou a redução.

Para protestar contra o aval da Anac, o Sindicato Nacional dos Aeronautas articula uma greve nacional de comissários de bordo. Comissários da empresa também criticaram a medida que, segundo eles, "afronta" a segurança.

A Gol disse ter treinado a tripulação para operar com três comissários a bordo, que recorreu a uma prática "adotada internacionalmente" e não haverá risco à segurança.

Um dos passageiros da primeira fila será orientado a ajudar em emergências.

Varig lança novo vôo partindo de São Luís

10/05/2012 - Mercado & Eventos

A Varig inicia na próxima segunda-feira (17/10) a operação de um novo serviço direto e diário saindo de São Luís; no Maranhão; com destino à Brasília. Na capital maranhense; a empresa operava somente com um vôo pela manhã; às 4h40; indo para Fortaleza; Recife; Salvador e São Paulo.

Além de garantir maior conforto aos maranhenses; o novo vôo irá propiciar conexões imediatas em Brasília para os aeroportos das de Congonhas; Guarulhos; Rio de Janeiro e; posteriormente; para o sul do país.

O vôo 2059 sai de São Luís às 14h20; chegando à Brasília às 17h50. No sentido inverso; o vôo 2058 sai de Brasília às 11h31; chegando às 13h na capital maranhense. As tarifas estão a partir de R$523; somente ida; ou 1.046; ida e volta.

Informações: 4003-7000 ou www.varig.com.br

Despreparados para novos voos

10/05/2012 - Zero Hora

Crescimento do mercado leva companhias aéreas a ter interesse em rotas no interior gaúcho, mas falta de estrutura deixa planos no papel

LEANDRO BECKER
leandro.becker@zerohora.com.br 

Esbarra na infraestrutura o avanço da aviação comercial no interior gaúcho. Assusta a precariedade frente à quantidade crescente de passageiros. O resultado é a estagnação. As companhias admitem que o interesse em abrir linhas não se concretiza pela carência que domina os terminais.

Para fazer o setor decolar longe do quase esgotado Salgado Filho, o Estado aposta em um plano: investir em quatro aeroportos. O foco é modernizar, até 2014, terminais considerados estratégicos: Passo Fundo, Rio Grande, Santo Ângelo e Caxias do Sul. A estimativa é de que as reformas nos três primeiros e a construção de um novo terminal na Serra precisem de ao menos R$ 225 milhões, sem contar melhorias nos arredores.

Há voos comerciais regulares em nove aeródromos. Desses, apenas três operam linhas com aviões de maior porte para fora do Estado: Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo. Diante da demanda crescente, a sobrecarga é inevitável.

Conforme o Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), os quatro aeroportos foram escolhidos pela demanda elevada, viabilidade do projeto e porque os municípios são referência em suas regiões.

– Precisamos aproveitar o fato de o Estado ser o início e o fim de rotas domésticas – ressalta Roberto Barbosa Carvalho Netto, diretor do DAP.

Em Caxias do Sul, a meta é atrair companhias e triplicar os quase 200 mil passageiros anuais. A chegada da Azul, que começou a operar há seis meses, fez saltar em 46% o número de embarques sem reduzir o movimento da Gol. Em março, 26 mil passageiros passaram pelo terminal, o dobro do mesmo período de 2011.

À espera de melhorias

Passo Fundo também busca ampliar rotas para melhorar serviços e tarifas. Com a modernização só no papel, as companhias adotam cautela. A prefeitura revela que a falta de estrutura é o principal empecilho para a Azul iniciar as operações no município.

As companhias despistam sobre a ampliação da malha, mas cobram providências para fortalecer a atuação no mercado gaúcho.

Executivos da Azul já se reuniram com prefeituras de Pelotas e Passo Fundo para discutir novas rotas. Em nota, a Trip admite interesse em operar em Passo Fundo, mas enfatiza que a infraestrutura é decisiva.

Principal operadora em mercados de baixa demanda, a gaúcha NHT também planeja expandir a malha, atendendo a pedidos de prefeituras.

– A demanda é imprescindível, mas de nada adianta haver passageiros se não houver estrutura – afirma Jeffrey Kerr, diretor de Planejamento da NHT.

Azul amplia frota e contratações mesmo com desaceleração do setor

10/05/2012 - Valor Econômico

"A economia vai melhorar", disse ontem David Neeleman, da Azul, que planeja contratar cerca de 300 tripulantes

Por Felipe Machado

Apesar da recente desaceleração do fluxo de viagens aéreas no país, a Azul acredita no aumento da sua demanda para os próximos meses. O presidente do conselho de administração e fundador da companhia, David Neeleman, aposta no crescimento das cidades médias, foco da empresa, e prevê um desempenho mais forte do país até o fim do ano.

"A economia vai melhorar", disse ontem. A Azul planeja contratar cerca de 300 tripulantes ao longo do ano, por causa da expansão da sua frota e das rotas que opera. A empresa pretende fechar 2012 com 63 aeronaves, um crescimento líquido de 12 unidades diante de 2011.

A TAM e a Gol estimam redução na oferta de assentos de até 2% em 2012. De janeiro a março, a Gol dispensou 300 tripulantes para se adequar a redução de 10% de sua malha de voos. A demanda doméstica teve alta de só 1,27% em março, na comparação anual, o pior resultado desde maio de 2009.

Para o diretor de comunicação da Azul, Gianfranco Beting, o momento é de expandir. "Quem está na contramão, são eles [os concorrentes]", considera. As companhias aéreas de médio porte foram as que mais cresceram no período. A Avianca teve a maior alta de demanda em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de 131%, seguida de Trip e Azul, com 68,7% e 31,8%, respectivamente.

A Azul anunciou ontem a criação de uma escola para profissionais de aviação, a Academia de Serviços Azul (ASA). O objetivo é facilitar o acesso à formação em uma área cuja demanda não está sendo atendida pelo mercado.

Neeleman diz que, embora não haja compromisso de contratação, a possibilidade dos graduados serem chamados pela Azul é grande, pois a formação é compatível com a demanda atual da empresa. "Nós não vamos treinar mais que precisamos", afirma. Serão abertas, inicialmente, 20 vagas para o curso de pilotos e 25 para o de comissários. As aulas serão feitas em parceria com a EJ Escola Aeronáutica, de Itápolis (SP), e poderão ser financiada pelo Santander. O curso de piloto dura dez meses e o preço das aulas é de R$ 81,6 mil.

A Azul tem cerca de 10% do mercado e, segundo Beting, embora planeje crescer, não o fará a qualquer custo. "Não vamos comprar participação de mercado." A companhia prevê operar em dez novas cidades este ano e não descarta abrir uma rota para Punta del Este, para funcionar na alta temporada.

Azul anuncia inclusão de mais 10 municípios nas rotas da companhia

09/05/2012 - O Globo

Para atender aos novos voos, empresa irá contratar cerca de 300 pessoas

Paulo Justus
Ronaldo D'Ercole

SÃO PAULO — Apesar da queda na demanda de passageiros por voos domésticos, o fundador da Azul Linhas Aéreas, David Neeleman, disse nesta quarta-feira que está feliz com o lucro da companhia e que, segundo ele, "vai muito melhor que a concorrência". Confiante na melhoria da economia e no aumento da procura em cidades médias, ele anunciou a inclusão de mais dez municípios nas rotas da companhia. Os novos destinos, segundo ele, devem levar a empresa a atingir a marca de 150 milhões de passageiros voando pela Azul. Para atender essas novas rotas, a empresa deverá contratar cerca de 300 pessoas.

— Cada aeronave necessita de pelo menos cinco equipes de cerca de cinco pessoas cada, fora o pessoal da manutenção — explicou Neeleman, que anunciou também uma parceria entre a Azul, o Banco Santander e a EJ - Escola de Aeronáutica Civil para a criação de uma academia de formação de profissionais da aviação.

As declarações de NeelemannNeeleman contrastam com os números já apresentados pela Gol, que fechou o primeiro trimestre com prejuízo, e reforçam os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostrando o crescimento de participação de mercado de empresas menores, como a própria Azul e Avianca e a Trip. Juntas, as três passaram de uma fatia de pouco mais de 10% dos voos, em março de 2011, para 15,39% em março deste ano (crescimento de 53,9%), enquanto a participação de Gol (incluindo Webjet) e TAM caiu 86,21% para 79,4% no mesmo período.

Mas a continuidade desse processo é posta em dúvida pela própria Anac, que apontou uma alta de apenas 1,2% na demanda geral por voos doméstico entre janeiro e março deste ano do ano na comparação com 2011 — o menor crescimento desde 2009 —, e por analistas ouvidos pelo GLOBO. Segundo eles, a expansão das companhias menores pode estar sendo feito às custas da rentabilidade dessas empresas. Para André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company, as empresas aéreas que crescem nesse cenário adverso podem ter aberto rotas em destinos ainda não rentáveis ou em vôos que têm sido abandonadas pelas grandes companhias aéreas, apostando no crescimento da demanda futura.

— Empresas que querem comprar "market share" neste momento tendem a ganhar participação. Não quer dizer que vão ganhar dinheiro, porque o mercado brasileiro tem excesso de capacidade e a medida racional hoje é realmente retirar custos — diz ele.

A redução de custos e rotas tem sido a principal receita das grandes companhias depois dos prejuízos registrados no ano passado. Juntas, Gol e TAM tiveram um resultado negativo de R$ 1 bilhão no ano passado (a Gol perdeu R$ 710,4 milhões e a TAM, R$ 335,1 milhões). Neste ano, a Gol eliminou parte de sua malha e demitiu 131 tripulantes. Já a TAM revisou para baixo seu plano de frota em fevereiro, de 163 para 159 aeronaves.

Enquanto isso, a Azul está expandindo a frota em mais 12 aviões e espera crescer acima crescimento do mercado neste ano. De acordo com Gianfranco Beting, diretor de Comunicação e Marca da Azul, isso significa um crescimento de mais de 10% em 2012.

— Nosso crescimento está pautado numa visão focada na estratégia que apostou num modelo único no Brasil. As pessoas que estão fazendo esse tipo de ilação (de que o crescimento da empresa não seria sustentável) não têm os números nas mãos — disse.

Por não abrir os números de seus balanços, há grande desconfiança entre os especialistas dos níveis de rentabilidade com que a Azul vem operando.

— Os custos do setor estão muito altos e a Azul fala em crescer, mas a que custo fará isso. Se as duas maiores empresas estão recuando, é porque o mercado está ruim — diz um analista do mercado.

Para o diretor de avaliação de empresas para a América Latina da Fitch, José Vertiz, o primeiro semestre será bastante desafiador para as companhias aéreas brasileiras, especialmente Gol e TAM, por causa do aumento dos preços da querosene de aviação e da alta do dólar — todos os custos de manutenção e peças do setor são em moeda americana.

— Para a Gol, que possui a maior parte de sua receita no mercado doméstico, isso significa custos maiores e receitas menores — afirma ele.

Azul quer voar para Punta del Este e contratar 500 funcionários

09/05/2012 - Folha de São Paulo

MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO

O presidente da companhia aérea Azul, David Neeleman, informou que pretende lançar, até o final do ano, voos para o balneário uruguaio de Punta del Este.

"Nossos acionistas gostam muito de viajar para Punta del Este", brincou o executivo, que tem como sócios fundos como TPG (Texas Pacific Group), Gávea e Weston Presidio.

Após aumento de tarifas, Azul cobra investimentos em aeroportos

O voo será o primeiro internacional da companhia aérea que tem base em Campinas. Mas o voo não será permanente. Durará apenas o período da alta temporada, de dezembro à março.

TAP

Neeleman afirmou que foi procurado por representantes do governo sobre um eventual interesse em adquirir a companhia portuguesa TAP. "Respondi que não tenho nenhum interesse", disse. "Sempre cresci organicamente."

Em meio à crise fiscal europeia, o governo português pediu ajuda ao governo brasileiro para encontrar um investidor para adquirir a TAP. Mas mesmo com a oferta de apoio do BNDES, a proposta não atraiu nem Azul, nem Gol nem TAM.

CONTRATAÇÕES

Enquanto o clima nas líderes TAM e Gol é de corte de custos, com expectativa de crescimento zero ou negativo este ano, a Azul diz que pretende contratar mais de 500 novos funcionários. A empresa, que detém 10% do mercado doméstico, deve adicionar 12 novos aviões a sua frota (serão 20 aviões novos e 8 devoluções de modelos mais antigos).

A empresa também deve iniciar operações em dez novas cidades.

Sem divulgar números financeiro, o fundador da Azul, David Neeleman, disse que sua margem de lucro nos últimos três trimestres "está melhor do que a da concorrência". Gol e TAM tiveram prejuízo de mais de R$ 1 bilhão no ano passado.

A Azul lançou nesta quarta-feira um programa de financiamento à capacitação de pilotos e comissários. A Academia de Serviços Azul é uma parceria com a EJ Escola de Aeronáutica Civil e o banco Santander, que vai financiar os custos de formação em até 60 meses, com juros de 1,89% ao mês.

No caso de pilotos, o curso custa cerca de R$ 80 mil, incluindo as horas de voo necessárias para a formação. As primeiras turmas começam em junho e julho, com 25 vagas para pilotos e 20 para comissários. As inscrições já estão abertas e devem ser feitas até o dia 20 deste mês.

O curso de pilotos será dado na EJ em Itápolis, interior de São Paulo. Já o curso de comissários acontece em Alphaville, na UniAzul, universidade corporativa da companhia. O curso custa R$ 2.000 e pode ser pago em dez vezes sem juros.

O objetivo é formar profissionais "do zero" e, segundo Neeleman, dar oportunidade para aqueles "que não têm um pai que possa pagar o curso".

A maioria dos formandos deve ser contratada pela Azul. Mas não há garantia de emprego. "O profissional precisará se qualificar e passar nos testes. Não vamos formar mais gente do que precisamos."

Trip retoma operações em Presidente Prudente (SP)

07/05/2012 - Mercado & Eventos, Fernanda Luti

A partir do dia 16 de maio, a Trip Linhas Aéreas vai retomar as operações em Presidente Prudente (SP). Após interrupção para reestruturação da malha aérea, a companhia vai disponibilizar voos diretos para Bauru (SP) e Cuiabá (MT) além de voos para São Paulo – Guarulhos (SP) com apenas uma escala. Outras ligações a partir de Presidente Prudente serão disponibilizadas para Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Ipatinga (MG), Uberlândia (MG), Ji Paraná (RO), Recife (PE), Rezende (RJ), Salvador (BA) e Campinas (SP).

Será a primeira vez que a Trip disponibilizará a ligação entre Presidente Prudente (SP) e a capital mato-grossense, Cuiabá. A conexão direta com Bauru (SP) foi mantida na malha prudentina, assim como o voo para São Paulo – Guarulhos (SP), com apenas uma parada. “As operações em Prudente são muito importantes para a Trip, por isso nossa decisão de estudar a malha para oferecer ligações que realmente atendam a demanda dessa cidade. Deveremos ter ainda mais novidades no decorrer do ano”, afirma Evaristo Mascarenhas, diretor de marketing e vendas da Trip.

As passagens para o novo voo, se adquiridas com 30 dias de antecedência, podem ser encontradas com valores promocionais. Destaque para os trechos: Presidente Prudente/ Bauru com tarifas a partir de R$ 49,90; Presidente Prudente/Cuiabá a partir de R$ 199,90; Presidente Prudente/ Guarulhos a partir de R$ 129,90. As passagens já estão disponíveis para venda e podem ser adquiridas pelo portal www.voetrip.com.br, na Central de Vendas 0300 789 8747 ou 3003 8747 (regiões metropolitanas), nos aeroportos ou nas agências de viagens.

Confira a malha de voos da Trip Linhas Aéreas em Presidente Prudente:

Origem/ Destino/ Partida/ Chegada
Presidente Prudente/ Cuiabá/ 21h10/ 22h25
Presidente Prudente/ Bauru/ 9h52/ 10h40
Presidente Prudente/ São Paulo/ 9h52/ 12h20
Cuiabá/ Presidente Prudente/ 6h15/ 9h30
Bauru/ Presidente Prudente/ 20h00/ 20h50
São Paulo/ Presidente Prudente/ 18h25/ 20h50

Galeão é o 2° maior aeroporto do Brasil

08/05/2012 - Webtranspo

Terminal carioca ultrapassou Congonhas e Brasília -

O aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), passou a ser o segundo maior do Brasil. Com um aumento de 19,8% no movimento durante o primeiro trimestre, o terminal carioca ultrapassou os aeroportos de Congonhas e Brasília e agora só está atrás de Cumbica, em Guarulhos, no ranking dos maiores do País.

"Com o esgotamento de Guarulhos, tanto do terminal de passageiros quanto das pistas e de pátios, há uma migração natural para outros aeroportos que possam atender às necessidades”, diz Gustavo do Vale, presidente da Infraero.

Nos três primeiros meses do ano, o aeroporto do Galeão recebeu 4,3 milhões de passageiros, quase 500 mil a mais do que Congonhas. Um dos principais motivos pelo crescimento foi a chegada de companhias aéreas estrangeiras ao terminal carioca. Em janeiro, a Emirates Airlines inaugurou o voo Dubai-Rio, com extensão para Buenos Aires. Em quatro meses, a taxa de ocupação já alcançou níveis próximos de 70%, meta definida pela empresa.

Com o crescimento, o Galeão está passando por melhorias. Em julho, será inaugurada a parte nova do terminal 2, que está sendo ampliada. Atualmente, a capacidade total do aeroporto é de 17,4 milhões de passageiros. Um contrato de R$ 153 milhões para a modernização do terminal 1 já foi assinado e as obras devem começar até o fim de maio. Segundo o presidente da Infraero, essa será a reforma mais abrangente do primeiro terminal desde a Eco-92.

"O Galeão ainda tem alguma folga no pátio de aeronaves e opera com duas pistas independentes, mas tem que tomar um banho de loja e precisa dar mais conforto aos passageiros", afirma Jorge Eduardo Leal Medeiros, engenheiro aeronáutico e professor da Escola Politécnica da USP.

Com informações do Valor Econômico


 

domingo, 6 de maio de 2012

Azul Linhas Aéreas recebe autorização para operar em Porto Velho

03/05/2012 - Jornal do Brasil

A Azul Linhas Aéreas recebeu autorização da Anac – Agência Nacional de Aviação Civil - para operar em Porto Velho a partir de 20 de junho. A companhia havia solicitado Hotran (horário de Transporte) à agência no mês passado e passará a operar voos diários da capital rondoniense a Manaus e Cuiabá, com voos diretos, oferecendo ainda conexões para 39 destinos a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas. De Cuiabá será possível fazer conexão para Campo Grande. As passagens para o novo destino estão disponíveis em todos os canais de vendas da Azul com tarifas a partir de R$ 159,90 o trecho.

A nova base da Azul será no Aeroporto Governador Jorge Teixeira, o mais importante complexo aeroportuário de Rondônia, localizado próximo ao centro de Porto Velho.

Aeroporto de Viracopos vai perder dois terços dos voos internacionais

 04/05/2012 - Folha de São Paulo

DE CAMPINAS - Dois terços dos voos internacionais do aeroporto de Viracopos, em Campinas (93 km de SP), deixaram de operar ontem. A poucas semanas de inaugurar seu freeshop, o aeroporto terá apenas três voos semanais para Portugal.

Desde 11 de abril, as seis rotas semanais da Pluna para o Uruguai estão suspensas. Segundo a empresa, as atividades não serão retomadas até dezembro devido à manutenção de aeronaves.

Em outubro, será a vez de a TAP suspender os voos para Lisboa por seis meses.

Em nota, a empresa alegou que a demanda para voos para a Europa cai na baixa temporada e que espera que nesse período "sejam criadas condições" para que o aeroporto funcione, como a abertura do freeshop. A Infraero afirmou que a previsão é que o espaço seja aberto neste semestre.

Aviação regional sem plano de voo

03/05/2012 - O Estado de São Paulo

JOSEF BARAT
PRESIDENTE DO CONSELHO DE, DESENVOLVIMENTO DA FECOMÉRCIO, FOI DIRETOR DA ANAC

Faz tempo que não temos políticas consistentes e de longo prazo para o setor aéreo. É uma falha grave, tratando-se de um setor que, pela complexidade e exigência de coordenação dos seus segmentos, necessita de políticas e diretrizes muito bem formuladas. Um dos aspectos mais negligenciados tem sido o da aviação regional, o que é surpreendente, em razão do seu grande potencial de desenvolvimento.

O Brasil, com sua extensão continental, a exemplo do que ocorreu nos EUA, expandiu aceleradamente suas fronteiras agrícolas, ocupando novas áreas e consolidando novas cadeias produtivas. O agronegócio foi um dos grandes responsáveis pelo crescimento econômico, promovendo tanto a redução dos desequilíbrios regionais como a maior inserção na globalização. Consequência importante foi a geração de fluxos não só de mercadorias, mas de pessoas que se deslocam em função das mudanças na configuração econômica do território. Ora, parte importante das pessoas que desbravam o território e alteram os parâmetros econômicos se desloca por meio da aviação regional, executiva e táxis aéreos. O problema é que as infraestruturas aeroportuárias e aeronáuticas não acompanharam, em termos de capacidade e equipamentos, o crescimento da demanda. Esse é um fator restritivo tanto ao desempenho do moderno agronegócio quanto do potencial de especializações regionais e formação de novas cadeias produtivas, polarizadas por cidades de porte médio, dispersas pelo País.

Porém, falta interesse privado em investir na exploração de aeroportos regionais nesses centros de porte médio. A União e os governos estaduais, por sua vez, não têm manifestado interesse em lançar um programa de grande envergadura para promover concessões e parcerias voltadas para a modernização dos aeroportos regionais. Da mesma forma, não existe uma política para a aviação regional que possa balizar este segmento no médio e no longo prazos. Evidentemente, tal política deve ser parte de políticas e diretrizes mais abrangentes para o setor aéreo como um todo.

E por que ela é necessária? Primeiro, em razão da competição predatória que afeta muitas empresas que operam a aviação regional. Aeronaves de grande porte de empresas de âmbito nacional se superpõem às rotas regionais. Beneficiam-se de seu baixo custo marginal para promover a competição com empresas que utilizam aeronaves menores em rotas regionais. Esse problema é particularmente grave para as empresas regionais que operam nas regiões de maior densidade econômica e de deslocamento das fronteiras agrícolas.

Outro aspecto do problema é a questão dos "slots" nos grandes aeroportos. Questão ainda em suspenso, uma vez que a distribuição continua beneficiando mais as empresas que operam rotas de âmbito nacional. Essa é uma grande barreira para que as empresas regionais possam operar o tráfego de coleta e distribuição nos aeroportos aglutinadores, os chamados "hubs".

Por fim, a aviação regional carece, ainda, de políticas tarifárias adequadas. É preciso ter a clareza quanto ao fato de existirem três tipos de aviação regional: 1) a que acompanha o deslocamento das fronteiras econômicas e orienta suas rotas pelo crescimento e potencial da demanda; 2) a que coleta ou distribui passageiros em âmbito mais restrito (um Estado, por exemplo) e que, também orientada pelo potencial de mercado, opera rotas de curto percurso; e 3) a que opera rotas na Amazônia, que nem sempre pode se valer do mercado, pois presta também serviços que podem ser considerados como essenciais e até de caráter social. Neste caso, podem ser necessárias eventuais concessões de subsídio para serviços específicos.

Após tantas atribulações, vivemos um bom momento para pensar na formulação de uma política abrangente para o setor aéreo. É importante contemplar a aviação regional e estabelecer com clareza os objetivos e prioridades do governo. No setor aéreo, parafraseando Millôr, pode-se criar um mundo inteiramente novo. Caos não falta...

Tap encerra operação em Viracopos até março de 2013

03/05/2012 - Mercado & Eventos

Leila Melo

No final de outubro deste ano, a Tap Portugal irá concentrar toda a sua operação da região de São Paulo no aeroporto de Guarulhos. De acordo com comunicado da companhia aérea enviado aos agentes de viagens, as ligações entre Lisboa e Viracopos serão suspensas até final de março de 2013, quando serão retomadas.

Com esta adaptação de sua operação num período de menor procura, a Tap estará em condições de reforçar os seus voos em Guarulhos, correspondendo à maior preferência dos seus clientes. A empresa espera ainda que neste período sejam criadas as condições para que o aeroporto que serve Campinas, resolva alguns problemas e que acabam por tornar sua operação mais cara.

Entre esses problemas estão: a inexistência de seus serviços de catering e a criação de oferta de serviços de "free-shop", indispensáveis em qualquer aeroporto com voos internacionais.

Viracopos vai deixar de ter voos internacionais

03/05/2012 - O Estado de São Paulo

TAP, que oferecia passagens para Lisboa, suspende o serviço em outubro, alegando falta de infraestrutura; Infraero promete abrir um free shop

NATALY COSTA

O Aeroporto de Viracopos, em Campinas - o terceiro maior de São Paulo -, vai deixar de ter voos internacionais. A TAP, que tinha três operações semanais para Lisboa, vai suspender os voos do aeroporto a partir de outubro. A Pluna, que operava diariamente a rota Campinas-Montevidéu, também suspendeu as operações no aeroporto em abril. Cumbica, em Guarulhos, volta a ser o único aeroporto internacional do Estado.

A falta de infraestrutura foi determinante - Viracopos não tem free shop, por exemplo. Segundo o diretor-geral da TAP para a América Latina, Mário Carvalho, os passageiros preferem voar por Cumbica por causa disso. "No geral, o aeroporto tem estrutura precária. Está melhor adaptado para voos domésticos, mas não supre as expectativas de um passageiro internacional", disse.

O free shop foi um dos pedidos da TAP à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) quando começou a operar em Viracopos, em julho de 2010. Foi aberta uma licitação em meados do ano passado, e a loja estava prometida ainda para 2011, mas não foi aberta.

A Infraero afirma que a empresa ganhadora já concluiu as obras para a instalação do free shop, mas ainda aguarda autorização da Receita Federal para operar. A promessa é que seja aberto até o fim deste mês.

Outra dificuldade apontada pela TAP é a falta de uma empresa de catering (apoio para o serviço de alimentação a bordo) no aeroporto. Toda a comida servida nos voos da TAP seguia em um caminhão refrigerado de São Paulo para Campinas, o que representava um custo adicional para a empresa.

A Infraero afirma que há duas empresas que prestam atendimento de catering em Viracopos, mas cabe à TAP escolher quais serviços usar.

Privatização. A companhia acena com a possibilidade de voltar a voar por Viracopos em 2013, quando passar a baixa temporada europeia. "Esperamos que dentro desse período o aeroporto possa melhorar bastante com a privatização", afirmou Carvalho, referindo-se à concessão de Viracopos à iniciativa privada.

O contrato com o Consórcio Aeroportos Brasil deve ser assinado no dia 25 deste mês. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu dois recursos questionando o resultado do leilão - julgou improcedente o primeiro, impetrado pelo Consórcio Novas Rotas (liderado pela Odebrecht), e não reconheceu o segundo, interposto pela ES Engenharia.

A Pluna, que inicialmente voltaria com a rota Campinas-Montevidéu em julho, já fala em dezembro como mês de retorno previsto. A empresa atendia uma média de 3 mil passageiros mensalmente em Campinas, com um voo por dia. A maioria fazia conexão para Buenos Aires e Santiago.

Movimento triplicado. Montevidéu e Lisboa eram as duas únicas rotas internacionais diretas que saíam do aeroporto de Campinas, em um total de dez voos semanais - sete da Pluna, diários, e três da TAP, às terças, quintas e sábados.

Procura. Entre 2010 e 2011, o movimento de passageiros internacionais praticamente triplicou em Viracopos - de 42 mil para 112 mil em um ano. Só a TAP era responsável por 56,6 mil passageiros por ano em Campinas.

"Isso afeta toda a cadeia de turismo do interior. Viracopos era uma ótima opção para desafogar Cumbica", afirma Marcelo Matera, vice-presidente da Associação das Agências de Viagens Independentes do Interior de São Paulo (Aviesp). "Existe ali um potencial muito grande que o governo não soube mensurar."

Embraer avança em projeto do Legacy 500

03/05/2012 - Webtranspo

Programa passou por testes como de taxiamento e GVT -

A Embraer está desenvolvendo um novo jato, o Legacy 500, pertencente à categoria midsize, com alcance de 5.560 quilômetros que deverá alçar voo no terceiro trimestre deste ano. Recentemente, a companhia realizou testes importantes para o avanço do programa, como taxiamento e o início dos GVT (Testes de Vibração em Solo). Além disso, a empresa ainda teve progresso com o segundo e terceiro protótipo da aeronave. Concomitantemente a este projeto, a fabricante deu início a Fase de Definição Conjunta (Joint Definition Phase – JDP) para a aeronave irmã, o jato executivo midlight Legacy 450, com alcance de 4.260 quilômetros.

“Alcançamos marcos importantes que nos deixam confiantes de que poderemos realizar o primeiro voo do Legacy 500 no terceiro trimestre deste ano, conforme planejado”, disse Marco Túlio Pellegrini, Vice-Presidente de Operações e COO da Embraer, aviação executiva. “Os testes demonstram que a aeronave está muito madura em termos de design e integração de sistemas. Enquanto o Legacy 500 inicia a fase de testes, o desenvolvimento do projeto Legacy 450 cresce, com a JDP já bem avançada”, completou.

Os testes de taxiamento e GVT, no primeiro protótipo, se iniciaram em março, alcançando 40 nós e, depois, 80. Simultaneamente, a fabricante realizou os primeiros acionamentos do sistema elétrico e também a junção asa-fuselagem no protótipo dois. Os avanços, no programa, ainda contemplaram a junção de fuselagem do protótipo três, que será o primeiro a ter o interior completo.

A companhia também fez uso nos testes da bancadas de ensaio. Uma das ferramentas utilizadas foi o Iron Bird, uma plataforma integrada para avaliação de comandos de voos, que checou os equipamento e componentes dos comandos de voo fly-by-wire, aviônicos, sistema hidráulico e várias outras interfaces de sistema.

O projeto da aeronave conta com mais de 800 engenheiros que visam conseguir a certificação do jato pela ANAC (Brasil), FAA (EUA), EASA (Europa) e outras autoridades de aviação em mercados-chave em todo o mundo.

Os novos modelos da fabricante brasileira – tanto o midlight Legacy 450 quanto o midsize Legacy 500 – receberam cabines maiores que outras aeronaves de seu segmento e motores mais econômicos.

O midlight Legacy 450 foi desenvolvido para o transporte de até nove passageiros, com alcance variando em função do número de ocupantes. Com quatro pessoas a bordo, o avião tem autonomia de 4.260 quilômetro, já com todos os assentos ocupados, o alcance é de 4.070 quilômetros.

Já o midsize Legacy 500 pode levar até 12 passageiros. Ele é projetado para um alcance de 5.560 quilômetros com quatro passageiros, ou 5.190 quilômetros com oito passageiros.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Trip fará ligação direta de Ipatinga (MG) para o Rio
A partir de 13 de maio, a Trip Linhas Aéreas oferecerá um voo direto de Ipatinga (MG) para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, de domingo a sexta-feira. Será a primeira ligação direta entre as cidades. As operações serão realizadas com o ATR 42.

Os voos partem da cidade mineira às 6h30 e chegam ao aeroporto carioca às 7h56. No retorno, as frequências partem do Santos Dumont às 21h26 e chegam ao aeroporto de Ipatinga às 22h55. A ideia é favorecer principalmente os passageiros que viajam a negócios.