segunda-feira, 25 de maio de 2015

Novo concorrente coloca à prova liderança da Embraer na China

25/05/2015 - Valor Econômico

Por Marcos de Moura e Souza
De Pequim


Com 15 anos de operação no mercado chinês, a Embraer tem no gigante asiático cerca de 80% do segmento de aviões para voos comerciais com até 130 lugares

Com o domínio quase completo do mercado de aviões regionais na China, a Embraer deve ganhar um novo concorrente a partir do segundo semestre. A fabricante chinesa Commercial Aircraft Corporation China (Comac) fará sua estreia em voos comerciais com o modelo ARJ21-700. É um aparelho que vai disputar clientes chineses com os aviões da companhia brasileira que comportam até 130 passageiros.

"Sem dúvida que esse avião pode concorrer conosco, principalmente dentro da China", disse em entrevista ao Valor o presidente da Embraer China, Guan Donuau. O ARJ21-700 já está voando no país, mas ainda não pode ser vendido nos EUA e na Europa, e tampouco cobrir rotas comerciais em aeroportos chineses, segundo Guan.

Com 15 anos de operação no mercado chinês, a Embraer tem cerca de 8o% do segmento de aviões para voos comerciais com até 130 lugares no país, justamente onde a companhia chinesa passará a atuar com o novo modelo. A Embraer China, que iniciou suas operações em 2000, já entregou 154 aviões para clientes no país. Desse total, 28 foram de jatos executivos. Os demais, para voos comerciais.

Alguns de seus principais compradores são Tianjin Airlines, a China Southern, que é a maior da China, e a HeBei Airlines.

A anunciada chegada do jato chinês se dará num momento em que a economia local cresce num ritmo um pouco mais lento do que anos atrás. Isso não impede, no entanto, o mercado aeronáutico continuar bastante demandante, diz Guan.

A Embraer vê o seguinte o cenário para o mercado de aviões no país: nos próximos 20 anos, a demanda por aviões comerciais será de 1.020 unidades. Uma média de 50 por ano. Guan aposta que a empresa brasileira terá muito espaço para avançar em seu volume de vendas em função dessa disposição que se espera nos próximos anos. "É por isso que estamos aqui."

A previsão já leva em conta uma restrição de algo básico atualmente no negócio da aviação na China: gente capacitada para trabalhar e que fale inglês. "A demanda por pilotos, engenheiros, mecânicos, gente especializada em geral nesse setor, é enorme. Os recursos humanos estão bastante escassos nesse mercado."

Como o número de profissionais é menor do que o mercado teria condições de absorver, empresas aéreas se veem muitas vezes limitadas a ampliar o número de voos e rotas, o que, por consequência, afeta a expansão mais acelerada das encomendas aos fabricantes de aviões, afirma Guan.

Mas ele procura mostrar confiança ao falar da condição privilegiada de liderança da Embraer no segmento de jatos comerciais. Procura mostrar otimismo também ao falar da futura nova concorrência que deve ter em breve. "A Embraer está acostumada a concorrência ao longo de sua história. Enfrenta fabricantes do Canadá, Alemanha, Holanda. Esse setor, como todos, sempre tem concorrência. Para nós, o principal é prover melhor produtor e melhor serviço"

A Embraer China tem cerca de 50 funcionários na área técnica que estão dedicados a dar suporte a seus clientes. Não há plano em curso para aumentar agora essa estrutura, disse Guan. "Não. Isso depende do tamanho da frota". O total da companhia na China é de 8o funcionários. Há mais 200 trabalhando em companhias que têm parceiras com a Embraer no país.

Até 2020, a empresa se programa para entregar 62 aviões na China. Somados aos 154 já entregues, a Embraer China recebeu 216 encomendas, o equivalente a US$ 9 bilhões. Sua operação no país começou em 2015.

Todos os aviões por entregar são jatos executivos. Essa é uma categoria em que a Embraer ocupa um espaço bem menor no mercado chinês do que o que tem no mercado de aviões maiores, para voos comerciais regionais. A empresa teve no ano passado uma fatia nesse segmento io% na China.

O mercado de jatos executivos atende a empresas de táxi aéreo e a empresários que querem e precisam voar na hora que bem entenderem para, virtualmente, qualquer lugar.

"Um dos nossos clientes de jatos executivos é, em geral, o empresário privado, dono de empresa. Muitas vezes empresa com capital aberto", diz Guan. Mesmo com a economia se acomodando a um ritmo um pouco mais lento que o da década passada, esse segmento segue intocado. "Isso não afeta a aquisição de aviões. Tem muitas empresas fazendo oferta pública de ações na bolsa e os empresários se transformando em bilionários do dia para noite."

Quanto às empresas de táxi aéreo, uma delas, a Boha Leasing participa, com o BNDES, Export-Import Bank e Embraer, de uma negociação de FINANCIAMENTOde US$ 1,25 bilhão. Esse acordo, ainda em fase de costura, foi anunciado na semana

passada durante visita do primeiro-ministro da China, Li Kieqiang, ao Brasil.

FINANCIAMENTOSpara operações que envolvem Embraer China têm vindo da própria China. "Em termos de recursos financeiros, tudo tem vindo da China. A China é rica e tem reservas estrangeiras. Muitos bancos oferecem financiamentos", afirma Guan.

A Embraer fabrica aviões executivos na China. E não há, no momento, planos de ampliar sua produção aqui. Dos 156 aviões entregues desde 2000, 44 saíram nas linhas de montagem da companhia em solo chinês.

"Nesse momento, não. Não temos nenhuma intenção de aumentar a produção", disse Guan ao ser perguntado sobre um dos modelos "made in China", o Legacy 650. "Nenhum outro modelo que sai daqui deve ter uma produção aumentada no culto prazo. Há alguns obstáculos para produzirmos na China por causa da estrutura de impostos chinesa", disse o executivo. "O custo para produzir na China é mais alto do que produzir no Brasil", acrescentou.

Guan classifica esses impostos altos pagos pela companhia brasileira como um desafio para a produção local de aviões. "Mas outro grande desafio é, sem dúvida, que estamos lidando cada vez mais com concorrência, especialmente de produtos locais".
O repórter viajou a convite da Huawei

PF realiza busca e apreensão na casa do ex-dono da Vasp

22/05/2015 - O Estado de S.Paulo

Wagner Canhedo Filho seria o chefe de um grupo de empresários que teriam constituído empresas de fachada; objetivo era movimentar livremente recursos da ordem de R$ 875 milhões

ERICH DECAT

(Texto atualizado às 16h20, para correção de informações)

BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a operação Patriota com o objetivo de apurar um esquema de fraude à execução fiscal, lavagem de capitais, formação de quadrilha e falsidade ideológica realizada por gestores de um grupo empresarial comandado por Wagner Canhedo Filho, ex-dono da Vasp.

Segundo o Estado apurou, agente federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Canhedo Filho, em Brasília. No local, foram encontradas armamento sem documentação, o que poderá levar à prisão, em flagrante, do empresário por porte ilegal de armas. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados judiciais, sendo 18 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

As investigações, iniciadas em meados de 2014, revelam que os gestores do grupo empresarial comando por Canhedo Filho constituíam empresas de fachada, em nome de "testas de ferro", o que possibilitava movimentar livremente os recursos que deveriam saldar suas dívidas, dentre as quais as tributárias, que somam aproximadamente R$ 875 milhões.

Após escândalos, Vasp decretou falência em 2008

ESTADÂO ACERVO

O empresário Wagner Canhedo foi o protagonista da nebulosa venda Vasp em 1990. O consórcio Voe-Canhedo foi o único participante do leilão realizado em 4 de setembro de 1990. O grupo Aeropart, formado por funcionários da empresa e Wagner Canhedo, adquiriu 60% das ações por US$ 43 milhões, equivalente a 10% do valor da empresa.

A polêmica da compra começou já no mês de setembro, quando o empresário conseguiu vantagens exclusivas para rolar a dívida da Vasp. O Banco do Brasil concedeu três empréstimos a diferentes empresas de Canhedo totalizando mais de Cr$ 1 bilhão.Em seguida, a Vasp já privatizada, conseguiu refinanciar a dívida de US$ 276 milhões em condições de empresas estatais. Com os benefícios da dívida rolada e com o dinheiro dos empréstimos, Canhedo colocaria na sua nova empresa, Cr$ 2,9 bilhões.

Em maio 1992, foi instalada a CPI da Vasp, e se revelou os bastidores e o jogo político que deu suporte a Canhedo para comprar a empresa. A comissão provou que as empresas de Canhedo receberam dinheiro no período do leilão. Um dos depósitos veio do amigo PC Farias, o ex-tesoureiro de Fernando Collor. Ele fizera um depósito Cr$ 250 milhões, de através de sua empresa da EPC, para outra de Canhedo.

Durante a CPI também foi descoberto que o governador de São Paulo, Orestes Quércia, aceitou os bens de Canhedo superavaliados para serem usados como contrapartida da compra. O laudo de 600 páginas sobre os bens do empresário foi aprovado em apenas um dia. A Vasp decretou falência em 2008.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Azul confirma compra de aviões da Embraer

21/05/2015 - Valor Econômico

Por João José Oliveira



Neves, da Azul: demanda por viagens de negócios começou a reagir e maio

A Azul, terceira maior companhia aérea brasileira, assinou ontem contrato que confirma a encomenda de 50 aeronaves da Embraer, do modelo 195-E2, sendo 30 pedidos firmes e outros 20 em opção de compra, em um negócio estimado em US$ 3,2 bilhões pelo valor de tabela dos aviões.

A encomenda fora anunciada em carta de intenção, assinada em julho do ano passado. Mas em novembro, a Azul ameaçou interrompera compra se o governo não implementasse o programa de aviação regional – plano federal de investir R$ 7,2 bilhões em aeroportos de cidades secundárias e subsidiar passagens para esses destinos para estimular o transporte aéreo no país. E no mesmo mês, anunciou encomenda de 68 aviões da Airbus, modelos A320 e A350, o que aumentou as dúvidas sobre o negócio com a Embraer.

"A gente tinha uma carta de intenções. Agora é contrato. O plano de aviação regional influenciou nossa decisão de manter a compra, especialmente porque o texto sancionado manteve aquilo que defendemos, dando subsídio dentro de uni limite de 6o assentos ou até 50% da ocupação da aeronave", disse o presidente da Azul, Antonoaldo Neves. Sem esse limite do subsídio a 6o assentos, observou, as aeronaves maiores, da Boeing e da Airbus, seriam mais competitivas nas rotas regionais que as da Embraer.

O presidente da Azul disse que independentemente do plano de aviação regional, a companhia está pronta para seguir aumentando a oferta no médio e longo prazos. Por isso, a aquisição das aeronaves Airbus, que transportam mais de 200 passageiros. 'Não estamos aqui pelo curto prazo. Nossa estratégia não muda de acordo com a variação do câmbio ou da demanda".

Neves disse que as aeronaves da Airbus vão atender às rotas domésticas de maior densidade e aos voos internacionais.

A frota da Azul atual é formada por 143 aeronaves, sendo 54 modelos da italiana ATR, 82 da Embraer e 7 da Airbus. "Temos modelos para cada tipo de rota. Por isso atendemos mais rotas que os concorrentes", disse Neves.

A Azul voa para 103 destinos – ante cerca de 50 cidades atendidas por Gol e TAM. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, a Azul cresceu 10,7% em março em termos de demanda, tendo transportado 5,i6 milhões de passageiros. A empresa tem participação de 17% no mercado doméstico brasileiro.

Neves afirmou que a demanda por viagens de negócios começou a reagir em maio. "Houve uma fase em que vimos muita migração de corporativo para lazer. Mas estamos percebendo alguma reação do mercado corporativo. Alguns mercados estão apresentando tração. E não estou vendo um viés de baixa", afirmou o executivo.

A melhora demanda associada à expectativa de que o programa de aviação regional seja implementado ainda este ano leva o presidente da Azul a projetar espaço para aumento na oferta de destinos e a descartar corte de pessoal. "Nós até aumentamos um pouco nosso quadro este ano", disse Neves, sobre o quadro de ii mil funcionários.

Gol inicia venda da rota Brasília-Buenos Aires (EZE)

21/5/2015 - Panrotas


Rodrigo Vieira

A Gol iniciou hoje a venda de bilhetes para sua nova rota direta, entre Brasília e Buenos Aires (EZE). A partir de 2 de julho a aérea passa a operar quatro voos semanais entre os destinos, às segundas, quintas, sextas e domingos. As passagens já podem ser adquiridas pelos canais de vendas da companhia (www.voegol.com.br), agentes de viagem e lojas Voe GOL.

A importância do voo, segundo a Gol, é a maior facilidade no deslocamento dos clientes que viajam a negócio e lazer. "Além disso, os argentinos terão opções de voos com conectividade no aeroporto Internacional de Brasília para cidades das regiões Norte, Centro Oeste e Nordeste, facilitando o deslocamento dentro do Brasil", afirma a companhia, em comunicado oficial.

Os trechos serão realizados com aeronaves Boeing 737-800.

Azul Linhas Aéreas disponibiliza Airbus 330 aos sábados para Natal

21/05/2015 - Jornal de Hoje – RN

Iniciativa é reflexo da iniciativa do Governo do RN em reduzir a alíquota de ICMS sobre o combustível de aviação em novos voos

Portal JH



A Azul anuncia o Airbus 330-200 nos voos aos sábados entre Campinas e Natal. A novidade entra em vigor em 27 de junho e já está aprovada pela Anac. Com capacidade para até 272 passageiros, o A330 substituirá o Embraer E195, com 118 assentos, utilizado atualmente na frequência que parte de Campinas pela manhã e faz o trajeto inverso à tarde.

"Nada mais justo do que oferecermos ainda mais assentos em uma rota que registra alta densidade ao longo de todo o ano. A inclusão do A330 permitirá transportarmos mais que o dobro de clientes que o habitual, possibilitando a mais pessoas aproveitar as belezas de Natal", afirma Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul.

A iniciativa da Azul também é reflexo da iniciativa do Governo do Rio Grande do Norte em reduzir a alíquota de ICMS sobre o combustível de aviação em novos voos. A operação do A330-200 será compartilhada com a Azul Viagens, operadora de turismo da Azul, que a partir de uma possível maior demanda deverá aumentar seus pacotes para Natal.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Azul obtém FINANCIAMENTO de US$ 200 milhões para oito aeronaves

19/05/2015 - Mercado & Eventos


Embraer E 195

A Azul fechou hoje um acordo de leasing no valor de US$ 200 milhões com o Industrial and Commercial bank of China (ICBC) para o FINANCIAMENTO de oito aeronaves da Embraer, modelo E195, com capacidade para até 118 assentos. Até o fim deste ano, a Azul deve receber mais seis aeronaves do modelo E195, totalizando 88 aviões da Embraer em sua frota.

O negócio foi assinado por David Neeleman, CEO da Azul, e pelo presidente do ICBC durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do primeiro-ministro da China, Li Keqiang, e a presidenta Dilma Rousseff.

Do total, três unidades são novas e fazem parte da atual encomenda da Azul com a fabricante brasileira, as quais serão entregues ao longo deste ano. A outras cinco unidades já estão em operação na frota da companhia e serão refinanciadas com o banco chinês.

"Estamos muito felizes em fechar mais um acordo de leasing com o ICBC para o financiamento de nossas aeronaves. Ele reflete a crença de ambas as empresas no potencial econômico e de desenvolvimento do Brasil. INVESTIR no setor aéreo é investir no crescimento de um país", afirma David Neeleman, CEO da Azul. ​

Pedro Menezes

Embraer fecha venda de 22 aeronaves para a chinesa Tianjin Airlines por US$ 1,1 bilhão

19/05/2015 - O Estado de S.Paulo

Acordo entre as duas empresas para 40 aviões havia sido anunciado durante visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil

FÁTIMA LARANJEIRA – O ESTADO DE S. PAULO

SÃO PAULO – A Embraer e a chinesa Tianjin Airlines, subsidiária do Grupo HNA, assinaram nesta terça-feira, 19, acordo final para a venda de 22 aeronaves. O contrato, com valor estimado em US$ 1,1 bilhão pelo atual preço de lista, compreende 20 E195 e dois E190-E2, o que tornou o Grupo HNA Tianjin Airlines a primeira companhia aérea chinesa a adquirir os E-Jets E2.

O acordo entre as duas empresas para 40 aviões havia sido previamente anunciado durante a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil, em julho de 2014. Segundo a empresa brasileira, os 18 jatos E190-E2 restantes farão parte de uma segunda aprovação das autoridades chinesas em fase posterior.

Segundo a Embraer, os 18 jatos E190-E2 restantes farão parte de uma segunda aprovação das autoridades chinesas

O primeiro E195 será entregue em 2015, e o primeiro E190-E2 tem entrega programada para 2018. Este pedido será incorporado à carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer do segundo trimestre de 2015.

De acordo com a Embraer, a Tianjin foi o cliente-lançador do E190 na China e opera a maior frota de E-Jets na Ásia, com 50 jatos E190. Também foi a primeira empresa chinesa apontada como Centro de Serviço Autorizado pela Embraer no país.

Azul. Deve ser assinado hoje, no Palácio do Planalto, um contrato de FINANCIAMENTO de leasing operacional entre a Azul Linhas Aéreas e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC). O texto, obtido com exclusividade pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, era dado como negociado pelas autoridades brasileiras ontem à noite, mas ainda não foi oficializado.

O documento prevê o leasing de oito aeronaves. O contrato faz parte de uma série de atos que serão assinados durante a viagem de Li Keqiang, primeiro ministro da China, e mais 150 empresários ao Brasil.
(Com informações de Victor Martins, Ricardo Della Coletta e Rafael Moraes Moura)

terça-feira, 19 de maio de 2015

Azul chega a 100 milhões de passageiros transportados em seis anos

18/05/2015 - Mercado & Eventos


O marco fez a companhia pintar uma de suas aeronaves

A Azul chega, nesta segunda-feira (18/05), à marca de 100 milhões de passageiros transportados. O número é atingido em pouco mais de seis anos de história da companhia. Para celebrar o marco, a empresa realizou uma "invasão" no Aeroporto de Viracopos, em Campinas – maior hub de operações –, com uma festa no saguão do terminal, e personalizou um de seus jatos Embraer 195.

"Atingir a marca de 100 milhões de clientes em pouco mais de seis anos torna a Azul uma das poucas companhias no mundo a chegar a este número em tão pouco tempo. Queremos fazer um grande agradecimento a todos pela confiança e por terem escolhido nossa companhia. Isso representa nosso compromisso de leva-los de Norte a Sul do Brasil e, desde dezembro, também ao exterior", afirma Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

Atualmente, são mais de dez mil colaboradores que permitem à empresa cumprir mais de 900 voos diários. Dos números, aproximadamente 40 milhões de passageiros passaram por Campinas-SP – são 56 destinos atendidos, sendo dois internacionais, a partir do terminal paulista – e 13 milhões por Confins-MG.

"Estamos muito felizes e sem dúvida continuaremos o trabalho com o máximo esforço de todos os mais de dez mil colaboradores, sempre com o objetivo de oferecer um serviço cada vez melhor a nossos Clientes. Todo o trabalho impecável dos profissionais da Azul ao longo deste período culmina neste momento tão especial", completou Neves.

No ano passado, para atender a ainda mais passageiros e expandir operações, a companhia estreou voos internacionais com destino a Fort Lauderdale/Miami e Orlando, nos Estados Unidos. Em âmbito nacional, teve o melhor índice de pontualidade na decolagem de suas aeronaves. Com este resultado, a Azul recebeu autorização para estrear em Congonhas, onde opera voos para BH, Porto Alegre e Curitiba.

Manaus vai ganhar voo direto para a ilha de Curaçao, no Caribe

19/05/2015 - O Tempo – MG

Destaques, Economia


Até o dia 14 de junho, os preços das passagens para Curaçao, pela Insel Air, serão promocionais – foto: divulgação


O amazonense terá, ainda este ano, mais uma opção de voo direto para o Caribe. A Companhia Aérea Insel Air, que no início do ano começou a operar na região com o voo Manaus-Aruba, oferecerá, a partir do dia 4 de julho, voos semanais partindo da capital amazonense direto para a ilha de Curaçao.

O anúncio foi feito pela empresa no último dia 15, durante um jantar oferecido aos representantes de operadoras e AGÊNCIAS DE TURISMO local.

Segundo o supervisor de base da Insel Air em Manaus, Rodson Gonzaga, o voo terá duração de menos de três horas e será operado às terças e aos sábados, no período noturno.

As vendas já estão disponíveis e o custo das passagens de ida e volta gira em torno de US$ 240, US$ 340 e US$ 440, dependendo do dia da viagem. "Os valores dos bilhetes serão os mesmos praticados hoje para Aruba", afirmou.

No entanto, Gonzaga salientou que esse preço será praticado até o dia 14 de junho. Segundo ele, a partir do dia 15 de junho, as tarifas iniciais sofrerão reajustes e o menor preço ficará em torno de US$ 440, mais taxas.

O evento que reuniu diversas operadoras e agências de turismo do Amazonas teve como principal objetivo divulgar a ilha de Curaçao. Na ocasião, representantes de HOTÉIS e demais empresas ligadas ao turismo da ilha apresentaram as belezas e a comodidade do local.

"Aruba é um destino que por si só se vende. Curaçao nós estamos trabalhando justamente para ter o nivelamento que Aruba tem no mercado", declarou o supervisor da Insel Air.

Preço acessível

Ele ressaltou que a ilha de Curaçao tem as mesmas belezas de Aruba, inclusive é um destino certo para aquela pessoa que não quer gastar muito. "Como Aruba é uma ilha muito luxuosa, você tem a opção de Curaçao, com as mesmas belezas naturais e a mesma comodidade que Aruba tem, mas com um preço mais acessível", avaliou Gonzaga.

O supervisor da Insel Air disse que a procura do manauense pelos destinos caribenhos aumentou desde que a companhia inaugurou, em janeiro deste ano, voos de Manaus a Aruba.

"Como Aruba é um destino fácil de vender, a aceitação foi muito tranquila e boa. Não tivemos muitos problemas. Inclusive, a lotação do voo está boa. Esperamos que o voo de Curaçao seja a mesma coisa, com o mesmo sucesso que temos com o de Aruba", salientou.

Para a executiva de contas da operadora de turismo BWT, Fernanda Oliveira, a nova rota é tão bem vista que as empresas em breve vão disponibilizar pacotes aos clientes que queiram visitar ou conhecer a ilha de Curaçao.

"Será mais uma opção às pessoas que gostam de viajar. Além disso, é um destino bem procurado e agora com o treinamento que eles fizeram para os agentes dará para fazermos boas vendas", completou.
Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

Embraer aposta no apetite americano por jatos

19/05/2015 - Valor Econômico

Por Assis Moreira

A Embraer espera vender mais jatos executivos nos Estados Unidos este ano para compensar o menor apetite por aeronaves de milionários do Brasil, China, Rússia e outros emergentes. Segundo o presidente executivo da Embraer Jatos Executivos, Marco Tulio Pellegrini, somente o mercado americano está crescendo nesse segmento. Na zona do euro, mesmo com previsão de crescimento econômico, as vendas continuam estagnadas. E nos emergentes, a queda continua.

Para o executivo, a queda de 14% nas vendas globais do segmento foi urna "grande surpresa". Na Embraer, o recuo foi maior, mas as vendas se aquecem mesmo ao longo do ano, ressaltou durante o Salão Europeu de Aviação Executiva (Ebace, em inglês), em Genebra.

A concorrente Bombardier anunciou corte de produção e demissão de 1.750 empregados por causa das turbulências no segmento. Já Embraer vai transferir a produção do Phenom para os Estados Unidos, para a linha de produção no Brasil ser usada na fabricação de jatos da comerciais da nova geração (E2) e maiores.

O Brasil foi o segundo país a mais comprar jatos executivos (não regionais) no mundo, atrás apenas dos EUA, entre 2010 e 2013. Nesse período de alta demanda, os jatos Embraer correspondiam por mais de uni terço da preferência dos clientes brasileiros e seu jato leve Phenom 100E dominou a frota do país.

Em média, o mercado brasileiro comprava 50 jatos executivos por ano. Com o fim do "boom", a demanda caiu para cerca de uni terço desse valor desde 2014. Hoje, a frota de jatos executivos em operação no país é de 8o aeronaves, sendo 190 fabricados pela Embraer.

"O mercado de jatos executivos é impulsionado pela confiança", disse Pellegrini. "E as empresas estão adiando INVESTIMENTOS (no Brasil). Nos Estados Unidos é o contrário. Mas espero que em breve a economia brasileira retome o crescimento".

A Embraer destaca, contudo, que sua base de cliente é global, com presença em mais de 60 países e que a tendência é que em 2015 seja superada a entrega de ii6 jatos executivos registrada no ano passado. A meta é de entregar entre de 8o a 90 jatos executivos leves e de 35 a 40 jatos executivos grandes, podendo gerar receita entre US$ 1,7 bilhão e US$ 1,85 bilhão neste ano. Com isso, o segmento deverá aumentar sua participação na receita global da companhia, de 26% em 2014 para 28%. Há dez anos, a aviação executiva representava apenas 796 do faturamento total.

O segmento de jatos privados vem sofrendo ainda pressão de preços, pressionados para baixo por conta da oferta elevada de modelos usados, diz Pellegrini. Por outro lado, o executivo nota que o tráfego aéreo está aumentando nos Estados Unidos e o número de milionários aumentou 14%, alcançando 13,6 milhões de pessoas. Nesse cenário, projeta que até 2024 sejam entregues 9.250 jatos executivos, ao valor de US$ 265 bilhões, por todos os construtores do segmento.

Hoje, em Genebra, a Embraer vai anunciar a transferência do centro de serviços para jatos executivos no aeroporto Le Bourget, em Paris, para uma área com o dobro do tamanho. Também vai anunciar a venda de uni Legacy 500, com preço oficial de US$ 31 milhões, para uni cliente europeu. A companhia MEA, do Líbano, está comprando uni Legacy 500 para começar a operar no último trimestre.

Projeto do aeroporto internacional irá à consulta pública em Pouso Alegre

19/05/2015 - G1

Administração municipal espera concluir licitação em até 65 dias.

Empreendimento deve atender parte da demanda de outros 5 aeroportos.

Daniela Ayres

Do G1 Sul de Minas

Projeto de aeroporto internacional de Pouso Alegre,

MG, está mais perto de sair do papel


O projeto de construção do primeiro aeroporto internacional de cargas do Sul de Minas deverá ir à consulta pública nos próximos dias em Pouso Alegre (MG). Esta é uma das etapas exigidas pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), órgão ligado à Presidência da República, para que a proposta saia do papel. A consulta deve durar, no mínimo, 30 dias.

Nesta segunda-feira (18), a prefeitura já protocolou na Câmara Municipal o projeto de lei que autoriza o município a adotar o modelo de Parceria Público Privada (PPP) para a execução do empreendimento. Este é outro requisito necessário para que a cidade abra o processo licitatório até o início do segundo semestre.

"Eu espero que tudo, autorização da Câmara, consulta pública e licitação, leve no máximo 65 dias", estimou o prefeito Agnaldo Perugini (PT) em reunião técnica realizada semana passada.

R$ 500 milhões em INVESTIMENTOS

Na última quinta-feira (14), empresários, moradores, autoridades e políticos da cidade e da região se reuniram para discutir o assunto. Economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que auxilia as autoridades de Pouso Alegre na concepção do contrato, foram chamados para explicarem os principais aspectos do empreendimento.

"É um aeroporto histórico de cargas e passageiros e será construído com capacidade para absorver parte da demanda de outros aeroportos", disse o economista Francisco Humberto Vignoli em referência aos aeroportos de Viracopos, Cumbica, Congonhas, Confins e Galeão. "Vai bastar literalmente uma viradinha de asa para os aviões optarem por Pouso Alegre."

Com INVESTIMENTO inicial orçado em R$ 541.366.703,55, o aeroporto internacional planejado para Pouso Alegre deve ocupar uma área de pouco mais de 5 milhões de m² próxima à Rodovia Fernão Dias. A empresa que ganhar a licitação, vai receber em troca a área de 350 mil m² ocupada pelo atual aeroporto do município, que faz transporte de passageiros em aviões de pequeno porte, e ter direito a explorar outras atividades no entorno do novo aeroporto por um período de 30 anos.

Projeto

A proposta de construção do empreendimento, que deverá receber o nome de Aeroporto Internacional Senador José Bento Ferreira de Mello, começou a ser discutida em 2012, mas a outorga por parte da SAC só saiu em maio de 2014. Nesse meio tempo, informações divergentes sobre área de construção, INVESTIMENTOS e até o nome da empresa que controlaria o aeroporto foram divulgadas. A passagem de técnicos da FGV pelo município teve o objetivo de esclarecer detalhes dessa operação.


Moradores da região de cinco bairros de Pouso Alegre, MG, estão na área de novo aeroporto

O aeroporto deverá ficar na área próxima aos bairros Cidade Vergani, Curralinho, Fazendinha e Cajuru, declarados como zonas aeroportuárias em projeto de lei aprovado pela Câmara em outubro de 2013. Nesta área, o município calcula gastar R$ 205.874.576 em desapropriações, medida também autorizada pelos vereadores por meio de projeto que tramitou no Legislativo em fevereiro de 2013.

Desapropriações

"A gente não sabe como vai ser essa desapropriação. Eu passei por dificuldade financeira, precisei vender uma parte do meu chacreamento, mas agora tudo parou porque a prefeitura não define para a gente o que vai acontecer", diz o produtor Célio Fernandes, de 59 anos, que possui um imóvel na área prevista para a construção do aeroporto.

O aposentado José Ângelo da Silva, de 75 anos, tem dois filhos no local destinado ao aeroporto e muitos amigos estão em situação semelhante. Para ele, que já foi presidente da associação de moradores, a preocupação é com o impacto da obra sobre o meio ambiente.


Moradores do Bairro Fazendinha, uma das áreas de desapropriação, pedem mais informação


"Se prejudicar a natureza dali, vai ser ruim para a cidade", avalia José Ângelo. "Com a seca que está aí, as nascentes da minha região produzem 5% da capacidade normal. Então você já imagina como a situação é delicada. Tem a questão do barulho das turbinas dos aviões, que é muito alto. E, além disso, tem gente que morou a vida toda lá e não quer abandonar sua casa", pondera o aposentado. Só na Fazendinha, estima-se que 50 famílias tenham que ser deslocadas.

Os moradores da região do novo aeroporto reclamam de não terem sido informados oficialmente das pretensões do município. No entanto, a burocracia que envolve a execução da obra pode explicar a demora nas negociações.

Negociação política

A outorga concedida em 2014 pela SAC para construção e administração do aeroporto é importante, mas não garante que o empreendimento saia do papel. A prefeitura ainda precisa que os vereadores apoiem o modelo de PPP para o contrato, cumprir com o período de consulta pública e abrir licitação. Definida a empresa gestora, uma das preocupações passa a ser a obtenção do licenciamento ambiental.


Prefeito de Pouso Alegre, MG, negocia com a Câmara próxima etapa para viabilizar aeroporto internacional


Uma reunião com o Legislativo também foi realizada para garantir esse apoio. No entanto, os vereadores ainda se mostram reticentes em relação à pauta. Além da resistência natural que a administração municipal enfrenta junto à oposição, parte dos vereadores de base diz que ainda não conhece bem o projeto para votá-lo.

Presente ao encontro técnico com empresários e moradores, o presidente da Câmara, Rafael Huhn (PT), disse que só vai comentar o assunto depois de conhecer os pormenores da proposta. Liderança do prefeito na Casa, Maurício Sales (PSOL), observou que o projeto é muito complexo para que ele se manifeste neste momento. "Eu prefiro esperar. Não conheço o projeto ainda."

Latam terá voo entre Punta del Este e São Paulo a partir de julho

18/05/2015 - Folha de São Paulo

DA EFE

A companhia aérea Latam Airlines operará a partir do próximo dia de 2 de julho a conexão entre Punta del Este, no sul do Uruguai e considerado o principal balneário turístico estival do país, e São Paulo, informou o Ministério do Turismo uruguaio na última sexta-feira (15).

"Esta é uma notícia muito importante para nós porque nos permite nos conectarmos com mais de 100 cidades e mais de 34 países", disse à Agência Efe a ministra do Turismo, Liliam Kechichián, em relação à grande quantidade de destinos que o aeroporto de São Paulo opera.

O acordo para esta ponte aérea foi assinado pelo grupo Enjoy Conrad, que administra um cassino e um HOTEL em Punta del Este, e a companhia aérea Latam Airlines, que oferecerá dois voos semanais entre as cidades, quantidade que pode aumentar na alta temporada.

Kechichián disse hoje que nos quatro primeiros meses de 2015 houve um crescimento "substancial" de turistas brasileiros ao país. "Trata-se de um mercado em que não temos teto e podemos continuar a crescer", concluiu.

Daniel Caselli/AFP

Família de turistas na praia Jose Ignacio, próxima a Punta del Este e a 150 quilômetros de Montevidéu

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Gol inicia vendas para novo voo Belém-Paramaribo

14/5/2015 - Panrotas

Artur Luiz Andrade

A Gol Linhas Aéreas inicia vendas de passagens para Paramaribo, capital do Suriname, sendo a única companhia aérea brasileira a voar para este país. O novo destino terá inicio no dia 25 de agosto, com duas frequências semanais partindo do aeroporto de Belém, Pará, às terças-feiras e aos sábados. As passagens já podem ser adquiridas pelos canais de vendas da companhia (www.voegol.com.br), agentes de viagens e lojas Voe Gol.

"A Gol tem investido constantemente para conectar seus clientes a novos destinos, expandindo sua presença no mercado internacional", explica Claudio Borges, diretor de Planejamento de Malha da Gol. "O novo voo visa atender aos 15 mil brasileiros que vivem em Suriname e que se locomovem entre o país e o norte do Brasil. Somente em 2014, cerca de 350 brasileiros voaram semanalmente para essa localidade".

A rota também permitirá a ligação com as diversas cidades operadas pela Gol na América do Sul, Caribe e Estados Unidos, e com a companhia parceira KLM, que opera quatro vezes por semana entre Amsterdã e Paramaribo. "A conexão com a aérea parceira holandesa será uma das maneiras mais rápidas para que nossos clientes de Belém e da região norte voem para a Europa", finaliza o executivo.

RN ganha voo semanal para Milão a partir de setembro

14/05/2015 - Mercado & Eventos


Meridiana Fly operará rota

O RN ganhou mais um voo internacional, resultado da política do Governo do Estado de incentivo à promoção e divulgação em feiras e eventos de turismo internacionais. A Linea Aerea Meridiana Fly vai ligar os natalenses á Itália, por um voo charter semanal. As passagens jã estão a venda e voo terá início no dia 14 de setembro. Segundo estimativa do secretário, este voo Milão-Fortaleza-Natal-Milão deixará mais de R$ 7 milhões na economia do RN. O voo será realizado no Boeing 767-300.

"Este voo é uma nova opção de conexão direta de Natal com a Europa, o que só vinha sendo possível com o desembarque em Lisboa. O trabalho que estamos realizando no setor turístico, com divulgação e incentivos proporcionou mais essa boa notícia", destaca o governador Robinson Faria.

Com mais essa conquista, o Governo do Estado soma quatro voos novos com início ainda este ano: Campinas-Natal, Belo Horizonte-Natal, Buenos Aires-Natal e, agora, Milão-Natal. Há ainda expectativa para outros voos internacionais diretos, partindo de Natal: Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha) e ainda para Roma, também na Itália.
Pedro Menezes

Setfor tenta viabilizar 2º voo para Miami

14/05/2015 - Diário do Nordeste

Atualmente, essa rota é realizada uma vez por semana, às sextas-feiras, pela TAM Linhas Aéreas


De acordo com o titular da pasta, Elpídio Nogueira, será feita uma "força-tarefa" para transformar Fortaleza num "hub" da TAM

A Secretaria Municipal de Turismo de Fortaleza (Setfor) vai tentar viabilizar a segunda frequência do voo Fortaleza – Miami, que hoje é realizado uma vez por semana, às sextas-feiras, pela empresa TAM Linhas Aéreas. De acordo com o titular da pasta, Elpídio Nogueira, que partiu ontem em viagem de trabalho à Portugal, na próxima quarta-feira, ao retornar da Europa, ele marcará uma audiência com a companhia aérea para explicitar os motivos do pleito.

"Existem estatísticas que mostram que os turistas de Miami não viajam com maior frequência ao nosso destino porque só há um voo por semana, dificultando o retorno deles antes desse prazo", explica.

O secretário adiantou também que vai fazer uma "força-tarefa" para transformar Fortaleza num "hub" da TAM e de outras companhias aéreas para receber turistas estrangeiros com destino ao Nordeste. Entre as ações, Elpídio Nogueira diz que quer também dar sequencia as conversações com a Emirates Airline – empresa aérea asiática, com a qual ele iniciou contato em recente missão realizada à Dubai.

"O fato é que entrando no Brasil por Fortaleza, as aeronaves da Emirates diminuem dois mil quilômetros no voo. Então eles economizarão combustível e tempo. E para nós será um parâmetro para colocar Fortaleza a frente de todas as negociações para ter um "hub". Afinal temos a melhor localização", argumenta Nogueira.

Segundo ele, na viagem realizada ontem à Europa, sua missão será consolidar contatos feitos anteriormente pela Prefeitura com Cabo Verde e Lisboa. "Empresários desses lugares querem trazer vinho e azeite para Fortaleza e também demonstram o interesse em produtos nossos, como confecções. Nessa viagem vamos levar sugestões e tentar trazer empresários de lá para firmar parcerias com empresários da Capital", informa.

Atualmente, a Capital cearense reúne sete voos regulares para o exterior partindo do Aeroporto Internacional Pinto Martins. Além da linha da TAM semanalmente às sextas-feiras para Miami, nos Estados Unidos (EUA), outros destinos com saída direto de Fortaleza são Frankfurt (Alemanha), Buenos Aires (Argentina), Milão (Itália), Bogotá (Colômbia), cidade de Praia (Cabo Verde) e Lisboa (Portugal).

Segundo a Infraero, os respectivos voos são realizados por diferentes empresas como Condor, Gol, Meridiana, Avianca, TACV e TAP possuem frequências variadas, como quinzenais, semanais e até diários.

TACV

A partir do próximo dia 5 de junho a companhia aérea TACV Cabo Verde Airlines passará a ter conexões a partir de Cabo Verde para Lisboa, Paris e Amsterdã, na Europa. De outubro em diante, a operação ganha mais duas conexões, ligando Cabo Verde à Frankfurt, na Alemanha, e a Londres, na Inglaterra.

De acordo com o diretor da TACV para o Brasil, José Luís Sá Nogueira, "em apenas uma hora o voo deixará Cabo Verde em direção a um dos destinos na Europa. Tudo isso com uma tarifa mais barata do mercado".

Segundo ele, as conexões ajudarão também a atrair europeus para o Ceará e Pernambuco, onde a companhia inicia linha regular para Cabo Verde também no próximo dia 5. "Principalmente porque os voos (da Europa) para o Nordeste ficarão mais em conta. Sobretudo, nesse momento em que o custo Brasil está tão elevado". Conforme o diretor, uma passagem de ida e volta Fortaleza – Lisboa, pela TACV, sairia hoje por US$ 370,00 mais as taxas dos aeroportos, em torno de US$ 100,00, o valor ficaria por US$ 470,00. "Não existe tarifa igual no mercado nesse trecho. Então com a conexão ficará bem mais barato", reforça, segundo quem a partir de outubro há possibilidade de a companhia operar voos para outros destinos na Região, como Natal, João Pessoa e São Luís do Maranhão.
Ângela Cavalcante

Repórter



Teresina terá novo voo diário e sem escalas para Recife

13/05/2015 - O Dia

Nova ligação terá início em 3 de julho, após aprovação da Anac.


Cícero Portela

cicerolago@gmail.com


Teresina ganhará, a partir do próximo mês, uma nova linha aérea sem escalas até Recife. Será o segundo voo diário e direto feito entre as capitais do Piauí e de Pernambuco pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

A solicitação da nova linha foi encaminhada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e a empresa anunciou que o voo entre as duas cidades será feito por jatos Embraer 190, de 106 assentos. A primeira viagem ocorrerá no dia 3 de julho.

De acordo com Marcelo Bento, diretor de Planejamento e Alianças da Azul, a decisão de implantar a nova linha veio após um minucioso estudo que constatou a demanda não atendida no trecho Teresina – Recife.

"Com o acréscimo de um voo diário entre Recife e Teresina, teremos 12 ligações semanais nesta rota e mais de 1,2 mil novos assentos. A novidade é resultado de uma série de estudos de malha realizados constantemente pela companhia, o que garante que mais Clientes possam ser transportados entre duas das cidades mais importantes do Nordeste", afirma Marcelo Bento.

Na capital pernambucana, os clientes de Teresina contam com conexões para 15 destinos pela Azul, entre eles Fernando de Noronha, Salvador e Uberlândia. Já na capital piauiense, a empresa oferece uma ligação para Parnaíba.

Alta temporada – Entre 1º de julho e 2 de agosto, a Azul contará com o segundo voo de Campinas para Teresina e o quarto com destino ao Recife. A novidade atenderá à demanda de julho, devido ao período de recesso escolar. Ambas as operações, que ainda dependem de aprovação da Anac, serão diárias e sem escalas.

Em Teresina, a Azul oferece, em média, cinco operações diárias. Os destinos atendidos de forma direta são: Brasília, Fortaleza, Parnaíba, Recife, São Luís e Campinas. A companhia iniciou a oferta de voos na capital piauiense em 1º de setembro de 2010.

Anac libera voos da TAM para República Dominicana e da Oceanair para Chile

13/05/2015 - Correio do Povo – RS

Companhia planeja operar as quatro frequências semanais na rota Brasília-Punta Cana

AE

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a TAM Linhas Aéreas a voar para a República Dominicana, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira. A agência liberou quatro voos semanais da companhia para a realização de serviços mistos aéreos entre o Brasil e o novo destino.

A TAM já havia anunciado nessa terça-feira o aval do órgão regulador. A empresa também informou que ainda espera as aprovações das autoridades da República Dominicana para implementar o lançamento da rota. A companhia planeja operar as quatro frequências semanais na rota Brasília-Punta Cana.

Também na edição desta quarta do DOU, a Anac liberou um voo semanal da Oceanair Linhas Aéreas entre Brasil e Chile para serviços aéreos exclusivamente cargueiros.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Embraer produzirá o Phenom nos EUA

12/05/1975 - O Estado de S.Paulo

Segundo sindicato dos metalúrgicos, fabricante vai transferir a produção do avião executivo para sua unidade americana no próximo ano

Luciana Collet

A Embraer vai transferir a produção do avião executivo Phenom para sua unidade nos Estados Unidos a partir de 2016. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ontem e teria sido confirmada pela própria empresa na última sexta-feira, durante reunião entre a companhia e o sindicato. Procurada, a Embraer preferiu não comentar o assunto.

O sindicato informou que a alegação da fabricante é que a transferência faz parte de uma estratégia de mercado e do projeto de ampliação do espaço físico da matriz, em São José dos Campos (SP).

Mas a entidade considera que a medida faz parte do processo de desnacionalização dos aviões da Embraer e trará consequências diretas aos trabalhadores, como fechamento de postos de trabalho e interferência no plano de carreira dos funcionários que hoje atuam na produção do modelo.

"O Sindicato vai dar início a uma campanha, junto com os trabalhadores, para manter a produção do Phenom no Brasil. Vamos fazer assembleias na fábrica e lutar em defesa do emprego", afirmou o vice-presidente da entidade, Herbert Claros, em nota. "É um absurdo a Embraer continuar com essa política de desnacionalização, que tanto prejudica o País quanto os trabalhadores."

De acordo com o sindicato, o setor que produz o modelo emprega cerca de 1,5 mil trabalhadores, direta e indiretamente.

O sindicato avalia que a desnacionalização dos aviões também trará impactos para as empresas da cadeia produtiva do setor aeronáutico e lembra que a C&D – que realizava em Jacareí (SP) a fabricação dos interiores das aeronaves Phenom 100, Phenom 300 e dos E-Jets 170 e 190 –, já transferiu sua produção para uma joint venture entre Embraer e a C&D Zodiac, no México.

Entregas. No ano passado, a Embraer entregou 73 jatos leves Phenom 300. Segundo a empresa, foi o jato executivo com o maior número de entregas no mundo. Além disso, a fabricante brasileira entregou outros 19 Phenom 100, jato considerado de porte básico. Parte dessas aeronaves já é produzida na unidade da companhia em Melbourne (Flórida), nos EUA.

O jato Phenom 100 transporta de seis a oito pessoas, enquanto o Phenom 300 transporta até nove pessoas e tem fuselagem e envergadura maior e se maior alcance do que o Phenom 100.

De acordo com dados da Embraer, no final de 2014, a frota de jatos Phenom 100 consistia em mais de 300 aeronaves distribuídas em 27 países e a frota do Phenom 300 contava com mais de 250 jatos distribuídos em 23 países.

TAM passa a operar em Juazeiro do Norte

Diário do Nordeste

13/05/2015 - Diário do Nordeste


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a companhia a operar no Município a partir do dia 1º de julho

Juazeiro do Norte. A empresa TAM Linhas Aéreas abriu, na última segunda-feira, a comercialização de bilhetes para voos com destino a este Município da região do Cariri. Com a operacionalização da companhia no Município, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes passa a contar com a oferta de pousos e decolagens de aeronaves das quatro maiores companhias aéreas do País.

A perspectiva do trade turístico na região do Cariri é que haja incremento do setor a partir do segundo semestre do ano de cerca de 5%. Também é esperado aumento no fluxo mensal de passageiros no equipamento aeroportuário num volume de até 7 mil pessoas. Os voos da TAM acontecerão a partir do dia 13 de Julho. Porém, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou a companhia a operar no Município a partir do dia 1º de julho. As vendas de passagens pela companhia estão acontecendo, neste primeiro momento, por meio de agências de viagens. Os voos serão diários e diretos para Brasília e Recife. Também serão disponibilizados trechos em conexões como Juazeiro do Norte/São Paulo ou Juazeiro do Norte/Fortaleza, por exemplo, com preços de R$ 578,00 (ida e volta) e R$ 400,00, respectivamente.

As negociações em torno da operacionalização da TAM em Juazeiro do Norte acontecem desde outubro de 2014. Na ocasião, a companhia GOL havia anunciado que deixaria de operar o trecho entre Juazeiro do Norte e Recife, o que resultaria na visão de empresários e lideranças locais, em prejuízo ao Município, tendo em vista a existência da ligação da região do Cariri com a capital do Estado de Pernambuco.

Abertura de mercado

Para o coordenador de turismo de Juazeiro do Norte, Roberto Celestino, a chegada da nova companhia pode significar, ainda, a possibilidade de abertura do mercado internacional ao turismo da região. "Nós agora passamos a contar com a operacionalização das quatro maiores companhia do País na região do Cariri, a partir do Aeroporto Orlando Bezerra. Em relação à empresa TAM, a malha internacional que a companhia possui pode, sem dúvida, oferecer aos turistas estrangeiros a oportunidade de conhecer a região do Cariri com muito mais conforto e comodidade", disse.

Segundo ele, como o aeroporto passará a operar com oito voos diários, a expectativa é de que haja aumento no fluxo de passageiros do equipamento. "A gente espera um aumento de cerca de 20% no volume diário de passageiros no terminal. Isso deve significar algo em torno de 7 mil novos usuários do equipamento", disse.

Somada ao aumento no número de passageiros, também há expectativas quanto à ampliação de negócios que envolvam o trade turístico na região. Só a rede hoteleira, na opinião do coordenador, deve observar, a partir do segundo semestre do ano, crescimento de até 5% na ocupação de apartamentos. "A previsão é que todo o trade turístico seja beneficiado. No entanto, até por conta da construção de novos empreendimentos do setor hoteleiro em Juazeiro do Norte, a expectativa é de que o crescimento destes nicho em especial seja um pouco maior".

Pista de pouso

Além da operacionalização da nova companhia aérea, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes deverá, em breve, ser beneficiado com os resultados dos estudos de viabilidade para realização das obras de aumento da pista de pouso e decolagem e construção de um novo terminal de passageiros que estão sendo realizados pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.

Roberto Crispim

Colaborador

Aeroporto Castro Pinto, PB, registra alta de 18% no fluxo de passageiros

12/05/2015 - G1

Aumento foi registrado nos quatro primeiros meses de 2015.

Dados foram levantados pela Infraero.

Do G1 PB


Movimentação do Aeroporto Castro Pinto teve um aumento de 18,31%, diz Governo do Estado


O movimento de passageiros no Aeroporto Internacional Castro Pinto, na grande João Pessoa, teve um aumento dfe 18,31% nos quatro primeiros meses de 2015, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo informou o Governo do Estado nesta terça-feira (12). Os dados foram levantados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) com base em informações fornecidas pelas companhias aéreas que operam no aeroporto.

No total, conforme o levantamento, houve um movimento de 512.019 passageiros nos quatro primeiros meses do ano, enquanto que no mesmo período de 2014 havia sido registrada a passagem de 432.752 pessoas nos portões de embarque e desembarque.

Segundo a presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, os dados divulgados pela Infraero representam o sucesso das ações realizadas ao longo dos últimos anos. "Nada acontece por acaso", diz a ela. Segundo a dirigente, a PBTur tem intensificado as ações junto aos agentes e operadores de Turismo do Brasil, promovendo uma série de capacitação do Destino Paraíba.

De acordo com a nota divulgada pelo governo, a previsão é que o aeroporto registre 1,6 milhão de passageiros embarcando e desembarcando até o final deste ano. Em abril, o número de passageiros embarcados registrou uma alta de 25,57%, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram apontados 61.922 embarques em 2015 contra 49.312 em 2014. Já em relação ao número de desembarques, a Infraero registrou um crescimento de 22,49%, comparados os mesmos períodos. Foram 60.026 desembarques em abril de 2015 contra 49.006 registrados em abril do ano passado.

Neeleman avalia fazer proposta pela compra da TAP

13/05/2015 - O Estado de S.Paulo

Empresário estuda se unir a fundos de private equity para participar da nova tentativa de privatização da companhia aérea portuguesa

Marina Gazzoni

A companhia aérea portuguesa TAP receberá até sexta-feira as propostas para aquisição da empresa em uma nova tentativa de privatização. O governo português espera que o empresário David Neeleman, controlador da Azul, e os irmãos Gérman e José Efromovich, da Avianca, apresentem propostas para comprar a companhia, segundo fontes de mercado.

Procurado pelo Estado, Neeleman confirmou que está avaliando o negócio, mas não garantiu se apresentará uma proposta. "Estamos avaliando. É interessante porque eles têm uma operação forte no Brasil e teria uma boa conectividade com a Azul. Mas, por outro lado, é um negócio complicado", disse.

Se optar por disputar a empresa, Neeleman deverá se unir a um grupo de fundos de private equity, em uma operação semelhante a que fez para a criação da Azul, que também tem como sócios os fundos Bozano, Weston Presidio, Texas Pacific Group (TPG) e Gávea. A proposta de compra, no entanto,será feita por uma nova empresa, e não pela Azul.

O grupo Synergy, controlador da Avianca, já tentou comprar a TAP no fim de 2012. O Synergy foi o único a seguir na fase final do processo de privatização à época, mas o governo português recusou a oferta. Na semana passada, em Lisboa, Gérman Efromovich afirmou que ainda tem interesse na companhia.

Além deles, um grupo formado pelo empresário português Miguel Pais do Amaral e o americano Frank Lorenzo, ex-presidente do conselho da Continental Airlines, também reuniu informações sobre o negócio.

Condições. O governo português pretende vender 61% da TAP a um ou mais investidores, que terão preferência de compra em uma nova rodada de capitalização da empresa no futuro. A intenção é escolher um investidor até o fim de junho.

A estruturação das propostas deve ser feita para atender ao limite de capital estrangeiro das empresas aéreas europeias, de 49%. Os irmãos Efromovich devem usar sua cidadania polonesa para seguir com a proposta. Já o grupo de David Neeleman poderá utilizar a cidadania italiana de um dos sócios dos fundos parceiros, segundo fontes de mercado.

Privatização. O governo português tenta há mais de dez anos privatizar sua companhia aérea estatal. A empresa acumula dívidas superiores a € 1 bilhão. O negócio precisa de capital e depende da venda para obter dinheiro novo.

Nos últimos quatro anos, representantes do governo português têm feito reuniões com aéreas brasileiras e membros do governo para pedir a participação de investidores nacionais na privatização da TAP. Eles tentam convencer as empresas brasileiras de que comprar a companhia aérea portuguesa é um caminho para dominar a rota entre Brasil e Europa.

A TAP é forte nesse mercado, atendendo dez destinos no Brasil, a maior capilaridade entre empresas aéreas estrangeiras no País. No ano passado, as rotas entre Brasil e Europa responderam por 39% do tráfego de passageiros da empresa.

Galeão receberá mais R$ 1,6 bilhão do BNDES

14/05/2015 - O Globo

O empréstimo de longo prazo do BNDES para a Rio Galeão, concessionária que tem como sócios Odebrecht, Infraero e Changi, de Cingapura, que assumiu o aeroporto em agosto, está em fase final de detalhamento. O crédito será da ordem de R$ 1,6 bilhão, e a expectativa é que o desembolso comece no fim do ano, segundo a Rio Galeão. Além do empréstimo, a concessionária pretende emitir R$ 400 milhões em debêntures (títulos de dívida de empresas para captar recursos do mercado), operação da qual o BNDES poderá participar. O crédito será usado em melhorias de infraestrutura do aeroporto.

As condições financeiras do crédito estão em análise na área técnica do banco, informou o BNDES, mas já está definido que a concessionária terá 20 anos para pagar — o prazo de concessão é de 25 anos. Segundo o BNDES, ao receber a primeira parcela do crédito de longo prazo, a Rio Galeão terá de quitar o empréstimo-ponte de R$ 1,1 bilhão, aprovado em agosto de 2014.

Desde 2012, quando o BNDES iniciou o apoio financeiro a aeroportos privatizados, foram aprovados R$ 7,8 bilhões para São Gonçalo do Amarante (RN), Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas), Brasília e Galeão. A conta inclui o empréstimo-ponte liberado para o aeroporto carioca. O banco analisa ainda o pedido de crédito da BH Airport, concessionária de Confins (MG).

Além do empréstimo de longo prazo, as concessionárias têm apoio do BNDES na emissão de debêntures. No caso de Guarulhos, além dos R$ 3,4 bilhões concedidos pelo banco, a BNDESPar, braço da instituição que atua no mercado de capitais, adquiriu R$ 100 milhões dos R$ 300 milhões emitidos. Na operação liderada por Viracopos, a BNDESPar comprou a totalidade dos R$ 300 milhões em títulos.

A primeira leva de obras para a qual o Galeão já vem usando recursos do BNDES incluiu a ampliação do estacionamento, reforma do terminal 2 e construção do chamado píer — estrutura em que haverá 26 pontes de embarque, ampliando a possibilidade de embarque e desembarque simultâneo. Hoje são 33 pontes. A promessa da concessionária é que o pacote de obras estará pronto até abril de 2016.

— Vamos substituir as pontes de embarque, o que não estava previstos no edital — disse Luiz Rocha, presidente da Rio Galeão.

Concessionária deve assumir R$ 130 milhões em obras

Execução caberia à Infraero. Operadora buscará ressarcimento

A Rio Galeão, concessionária liderada pela Odebrecht que opera o aeroporto carioca, deve assumir obras avaliadas em R$ 130 milhões que são de responsabilidade da Infraero, porque a estatal está com dificuldades para executá-las. As obras incluem a troca de escadas rolantes, esteiras e reformas no terminal de passageiros. Algumas estão atrasadas em pelo menos um ano e meio.

Desde o início desta semana, a Rio Galeão assumiu a substituição das esteiras rolantes do corredor que conecta os terminais 1 e 2. Segundo fontes, elas não foram instalados por falta de pagamento à empresa responsável pela manutenção. A Rio Galeão prevê concluir a instalação em julho. O serviço teria que ter sido finalizado antes do leilão de concessão do aeroporto, em novembro de 2013.

A concessionária também está em fase final de negociação com a estatal para assumir a instalação das novas esteiras de bagagem do terminal 2, que deveria ter sido concluída em julho de 2014, antes de o consórcio assumir a operação do aeroporto. A Rio Galeão reúne a Odebrecht, a Changi, de Cingapura, (juntas com 51%) e a Infraero (49%). A Odebrecht também negocia com sua sócia a troca de comando em obras pendentes como a reforma do terminal 1, a substituição de escadas rolantes e intervenções no sistema de pistas.

— Vamos reavaliar a real necessidade dessas obras e pedir o ressarcimento dos valores — disse Luiz Rocha, presidente da Rio Galeão.

INFRAERO: VALOR SERÁ DISCUTIDO

Nos cálculos da concessionária, o saldo remanescente da Infraero é de R$ 130 milhões. Para algumas obras, o reembolso pela Infraero está previsto em edital. A substituição das esteiras do corredor de conexão dos terminais de passageiros e parte da reforma do terminal 1, porém, estão fora dessa lista.

Segundo a Infraero, o atraso na execução das obras deve-se à reprogramação de cronogramas devido a eventos de grande porte como a Copa do Mundo, à perda de receita com a concessão dos aeroportos e a problemas com fornecedores. A estatal diz ainda que o valor devido será definido após consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Anac e Infraero não se entendem sobre as condições da Pampulha para receber aviões de grande porte

10/05/2015 - Estado de Minas

Depois de informar não haver restrição a pousos no terminal, agência reguladora voltou atrás

Pedro Rocha Franco

Com o troca-troca autorizado à Azul, os voos para o interior serão transferidos para o aeroporto de Confins. De um lado, os passageiros reclamam da distância e dizem ser pouco vantajoso viajar de avião para descer no aeroporto internacional. De outro, o maior número de voos permite aos usuários fazerem conexão com outros aeroportos mais facilmente. O argumento da companhia é que uma parcela dos passageiros das rotas regionais não tem como destino Belo Horizonte e que isso facilita a conexão.

"Parafraseando um amigo nosso, 'nunca antes na história deste país' foi tão fácil voar de Montes Claros para Porto Alegre. Ou, se você está em Montes Claros e quer ir para Curitiba, agora é questão de horas para trocar de aeronave", afirma o diretor de comunicação, marca e produtos da companhia aérea, Gianfranco Beting. Outra parcela dos passageiros, como o técnico em metalurgia João Carlos Oliveira, questiona a transferência das linhas regionais. Ele trabalha em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, em uma prestadora de serviços da Usiminas. Semanalmente vem a Belo Horizonte a trabalho.

Com o desembarque na Pampulha, em alguns minutos um táxi o deixa na sede da siderúrgica. A partir da semana que vem, com a mudança dos voos, o avião pode não ser tão vantajoso. Na estrada, são quatro horas. No céu, 40 minutos. Mas será outro tanto no trânsito urbano. "Ficou ruim sair de Ipatinga e descer em Confins", reclama, citando o considerável aumento dos gastos com transporte. A corrida de táxi passará a custar mais de R$ 100.

Posicionamento

A Gol tentou seguir o mesmo rumo da Azul. A companhia apresentou pedido para operar Boeings 737-700 e 737-800 na Pampulha, que foi negado. O aeroporto tem condições operacionais para o primeiro modelo, segundo a Infraero, apesar de a decisão final ser da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Inicialmente, a agência informou que não havia qualquer tipo de restrição para o modelo no aeroporto. Representantes da Infraero também disseram o mesmo.O órgão regulador disse repetidas vezes ao Estado de Minas que a portaria que restringia a operação a aeronaves com até 77 passageiros foi revogada em 2010. "Não existem restrições de pouso no aeroporto da Pampulha", disse nota do órgão regulador. Apesar disso, os voos da Gol não foram aprovados.

Representantes dos dois órgãos se reuniram na quarta-feira, dia seguinte à audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater o tema. Na sexta-feira, houve mudança de posicionamento da Anac. "A restrição atual na Pampulha se dá pelos seguintes motivos.

O primeiro deles é devido ao bloqueio de slots no terminal por conta do Termo de Ajustamento de Conduta estabelecido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente." O trecho refere-se ao TAC assinado pelos órgãos para conceder a licença de operação ao aeroporto. Até 2012, o acordo restringia a operação a até 77 passageiros. Com a concessão de licença ambiental, o termo foi extinto, assim como as suas recomendações.

O segundo, diz a agência, "o aeródromo não dispõe de infraestrutura suficiente para operar o tipo de aeronave solicitada à Anac. Dessa forma, para que a restrição seja retirada, o operador precisa comprovar infraestrutura compatível para os tipos de modelos de aeronaves solicitadas". O posicionamento é completamente diferente do anterior. Um dia depois de a Gol solicitar os voos o EM questionou sobre a viabilidade da operação. A resposta dada era de que a portaria havia sido revogada e que seria possível operar aviões de grande porte.

Mas, segundo a agência, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) teria vetado o pedido. Outro erro da Anac. Segundo a Aeronáutica, não foi feita qualquer análise. O órgão nem recebeu o pedido. "Verificamos que existe um erro referente aos pedidos em análise no aeroporto da Pampulha. Diferentemente do que está publicado na tabela à qual a assessoria de imprensa tem acesso, não há nenhuma restrição por parte do Decea", diz nota da Anac divulgada na sexta-feira.

Com isso, aeronaves de grande porte permanecem vetadas nas atuais condições da Pampulha. Isso fará a Azul reinar no aeroporto. A empresa é a única das três maiores companhias a operar com aeronaves capazes de voar na Pampulha.

Questionamento

A Gol questiona a situação. O diretor de relações institucionais de aliança da companhia aérea, Alberto Fajerman, afirma que "tranquilamente" a empresa poderia voar com aviões de grande porte. "Achamos que não deve haver nenhuma medida artificial que diga qual é o máximo de passageiros e o tamanho dos aviões. Se tecnicamente o avião puder pousar lá, não deve haver nenhuma outra restrição", questiona a companhia. Outro argumento é o fato de aviões maiores já terem pousado em Confins, entre eles o da Presidência da República. "A pista não tem restrição técnica (…) Jamais operaríamos sem ter absoluta certeza da segurança do voo", afirma Fajerman, ressaltando ser necessário fazer adequações no terminal de passageiros.