sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Para ajudar aéreas, governo defende aumento de participação estrangeira

30/08/2013 - O Estado de S.Paulo

Em vez de um plano de socorro, com redução de impostos para as companhias aéreas, governo federal estuda uma forma de agilizar a aprovação no Congresso de um Projeto de Lei que amplia a fatia de estrangeiros nas empresas nacionais, hoje de 20%
Débora Bergamasco/BRASÍLIA


jf diorio/estadão-3/1/2011
 
Reivindicação. Empresários do setor aéreo se queixam, entre outras coisas,
do aumento do preço do querosene de aviação

Com o cenário de câmbio desfavorável, desaceleração da demanda por viagens aérea se preços mais elevados de combustível, a presidente Dilma Rousseff começa a defender internamente que a melhor ajuda que o Executivo pode oferecer às empresas aéreas é permitir uma maior participação de capital externo nas companhias nacionais.

Hoje, a limitação é de 20% e há consenso no Palácio do Planalto que este número seja elevado para ao menos 49%. O que se discute ainda é se devem ou não ultrapassar este patamar que mantém os estrangeiros como minoritários.

Dilma e a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, concordam que, diante do cenário de urgente restrição fiscal e sem margem de manobra para grandes desonerações de impacto efetivo para o setor,asoluçãode mercado seria amais assertiva.

Depois de cortar impostos de setores tão diversos como o dos fabricantes de linha branca (geladeiras, fogões e lavadoras), o de materiais de construção e de montadoras, o governo precisou apertar o cinto. As manifestações nas ruas em junho, exigindo investimentos em infraestrutura de serviços públicos, como escolas, hospitais e obras de mobilidade urbana, complicaram ainda mais o quadro orçamentário.

Nos bastidores, avalia-se que a principal demanda das companhias aéreas, um valor menor do querosene de aviação, teria um alto custo econômico e político, já que passaria a imagem de um governo preocupado em ajudar quem viaja de avião, enquanto manifestantes pedem mais transporte público urbano. Além disso, a renúncia fiscal seria de bilhões de reais.

Projeto. Uma possibilidade que está sendo avaliada pelo Executivo para implementar essa ideia é costurar com os deputados a aprovação, ainda neste ano, de um projeto de lei que está pronto para ser votado na Câmara, e que tramita há nove anos no Congresso Nacional.

A proposta de modificar o Código Brasileiro de Aeronáutica e aumentar o teto para injeção de dinheiro de fora do País nas companhias aéreas foi apresentada pelo ex-senador Paulo Octávio (do extinto PFL). O texto ficou cinco anos no Senado e, relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), foi aprovado e enviado para a Câmara, onde está há quatro anos.

Jucá defende que o projeto seja colocado em votação e acredita que, com vontade política, a proposta pode caminhar rapidamente para sanção presidencial. O ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), relator do texto na Câmara, apoia a retomada do assunto. "Senoinício, sem a previsão de Copa do Mundo e Olimpíadas já era um tema emergencial, agora tornou se de extrema urgência."No entanto, a discussão ainda não ultrapassou as fronteiras do Palácio do Planalto e a presidente tem dito internamente que apoiará o projeto desde que não tenha de comprar briga com o Legislativo por conta dele.

O fato é que as empresas de aviação estão cobrando uma ação urgente do governo para ajudá-las a conter os prejuízos atribuídos especialmente à alta do dólar, por encarecer o combustível dos aviões e o leasing das aeronaves, e às projeções de crescimento da economia bem abaixo do esperado, com o Produto Interno Bruto (PIB) abaixo dos 2%, ante os 4% calculados anteriormente. As perdas das companhias vêm sendo repassadas ao consumidor com aumento de tarifas, diminuição de oferta de voos, além de demissões em massa.

● Arrastado
Proposta que modifica o Código Brasileiro de Aeronáutica passou cinco anos tramitando no Senado e já está há quatro anos na Câmara dos Deputados.

5,1% foi a retração na oferta de passagens aéreas para voos nacionais entre janeiro e julho deste
ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Anac

PARA ENTENDER
Há dez dias, as companhias aéreas líderes de mercado no Brasil como TAM, Gol e Azul enviaram o presidente da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, para pedir socorro ao ministro da Aviação Civil, Moreira Franco. Elas reivindicam ajuda do governo para reduzir os custos de operação no País especialmente com isenção de impostos. Os empresários do setor aéreo argumentam que a situação, que já não estava fácil, piorou com o aumento do dólar, pois a desvalorização do real gerou impacto direto no preço do querosene de aviação e no leasing de aeronaves, atrelados à moeda americana. Depois da visita de Sanovicz, o governo havia pedido dez dias para apresentar um posicionamento. O prazo vence hoje e até ontem ainda não havia resposta.

American Airlines passa a operar seis voos por semana para o Recife

29/08/2013 - Jornal do Commercio - PE

Empresa aérea acrescenta um voo a mais entre a capital pernambucana e Miami a partir de 21 de novembro

Maria Luiza Borges


Foto: JC Imagem


NOVA IORQUE - A American Airlines vai começar a operar seis voos por semana ligando o Recife a Miami. Atualmente, a companhia tem cinco frequências semanais para a capital pernambucana e vai disponibilizar mais um dia, a partir de 21 de novembro.

Com isso, apenas às segundas-feiras não haverá o voo direto para os Estados Unidos partindo do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freire (atualmente não há voos às segundas e sextas). O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira (29), durante um workshop para operadores de turismo realizado no Yotel, em Nova Iorque.

O workshop foi organizado pela Empetur para divulgar o Estado como destino, dias antes da mais brasileira das festas novaiorquinas, o Brazilian Day, que será realizado domingo, na região conhecida como Little Brazil, na 46º Street.

"Com a nova frequência, vamos disponibilizar mais 168 assentos por semana para o Recife", explicou o diretor de Vendas da American Airlines, Alexandre Cavalcanti. Hoje esse voo tem 80% de ocupação mínima, um número muito bom", acrescenta o executivo.

Ele lembra que esse voo até Miami foi criado em 2008, para servir a duas capitais nordestinas (Recife e Salvador). Quem embarcava no Recife tinha que fazer escala em Salvador na viagem de volta. Quem embarcava em Salvador, fazia escala no Recife na ida.

Em novembro do ano passado a companhia aérea resolveu separar o serviço em dois, um para cada destino. "Essa decisão estratégica aumentou em 40% a disponibilidade de assentos", revela Cavalcanti (foto abaixo).

Os números da Infraero mostram que o Recife tem se tornado um destino importante para a empresa americana. Entre julho de 2012 e julho de 2013, o número de passageiros em voos internacionais cresceu 20%. Foram 143 mil viajantes nos primeiros sete meses deste ano.

AERONAVE - A nova frequência será operada com a mesma aeronave dos cinco demais voos semanais, o Boeing 757. O modelo, considerado ultrapassado, deve sair da frota da American Airlines no próximo ano, segundo Alexandre Cavalcanti.

Ele explica que a companhia já adquiriu 600 aeronaves de vários modelos e está esperando a entrega dos fabricantes para substituir o equipamento que voa para o Recife. A capital pernambucana deverá receber ou um Airbus 321 ou um Boeing 767. o que estiver disponível primeiro. Essa mudança está prevista para acontecer em 2014.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Azul cancela voos em três municípios do AM

28/08/2013 - A Crítica de Manaus

A empresa afirmou em nota que a decisão se dá pelo fato de que adequações de infraestrutura previstas para os aeroportos de Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira não foram realizadas. No caso de Coari, a suspensão é temporária e por ordem judicial
ACRITICA.COM*


Azul Linhas Aéreas cancela voos a partir de 11 de setembro em municípios amazonenses
municípios amazonenses (Reprodução/Internet)

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou, por meio de nota enviada à imprensa, que por conta da não realização das adequações de infraestrutura previstas para os aeroportos de Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira, ambos municípios do Amazonas, a companhia reduzirá suas operações nesses locais a partir do próximo dia 11 de setembro.

A ação foi tomada com base em uma decisão da Superintendência de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (SIA/Anac) devido a falta de adequações previstas no prazo determinado no processo de isenção de requisitos entre a autoridade aeronáutica e as administrações aeroportuárias locais.

Ainda no Amazonas, a partir de 1º de setembro, Coari terá suas operações suspensas em caráter temporário por ordem da Justiça local. Alguns voos que estavam previstos foram cancelados.

*Com informações da assessoria de comunicação da Azul Linhas Aéreas

Azul deixa de operar voos diretos de Uberaba para Belo Horizonte

28/08/2013 - G1

Alteração ocorrerá a partir da próxima quarta-feira (4).

Ligação entre aeroportos será por conexão no aeroporto de Viracopos.
Do G1 Triângulo Mineiro

A empresa Azul Linhas Aéreas Brasileiras informou em nota, nesta quarta-feira (28), que deixará de operar voos diretos entre os aeroportos Mario de Almeida Franco, em Uberaba e o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, a partir da próxima quarta-feira (4). A justificativa são ajustes na malha aérea.

A companhia ressaltou que pediu Horário de Transporte (Hotran) à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar voos entre Uberaba e Belo Horizonte, por meio do aeroporto de Confins, a partir de 4 de outubro.

A Azul também informou que, enquanto aguarda retorno sobre a solicitação, será mantida a ligação entre os aeroportos de Uberaba e da Pampulha, por meio de conexão no aeroporto de Viracopos, em Campinas, onde é possível conectar-se com mais de 50 destinos do Brasil.

Confira as mudanças:
 

De acordo com a Azul, se aprovado o pedido de Hotran à Anac, os clientes de Uberaba terão mais de 28 destinos a partir de Confins.

Galeão: nova pista não afetará comunidade

29/08/2013 - O Globo

Ministro diz que prazo para a construção foi retirado de edital

GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br

DANIELLE NOGUEIRA
danielle.nogueira@oglobo.com.br

 
Localidade de Tubiacanga fica em áreas nos fundos do aeroporto
Marcos Tristão / O Globo

-BRASÍLIA E RIO- O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, assegurou que as famílias da comunidade de Tubiacanga (Ilha do Governador) não serão prejudicadas com a concessão do Galeão à iniciativa privada. Ele destacou que não há mais data para a construção da terceira pista do aeroporto, o que poderia implicar na remoção dos moradores. O leilão do Galeão está previsto para 31 de outubro.

Inicialmente, havia previsão de que a terceira pista estivesse pronta em 2021, com início das obras em 2018. Após as audiências públicas — realizadas em junho e nas quais moradores da comunidade manifestaram receio quanto a seu futuro —, o governo avaliou que não há necessidade da obra nesse prazo, porque o aeroporto tem capacidade para expandir o número de voos.

Consta da proposta do edital final, em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que a terceira pista só será necessária quando o número de movimentos de pouso e decolagem ficar próximo a 260 mil anuais, o que deverá acontecer em dez a 15 anos. Hoje, são cerca de 154 mil por ano, segundo o secretário-executivo da SAC, Guilherme Ramalho.

— É um número muito grande (de movimentos). Não será alcançado do dia para a noite — disse Moreira Franco.

Ele destacou que os moradores de Tubiacanga não precisam ter medo, mesmo que o aeroporto cresça e a terceira pista vire uma necessidade, porque há um compromisso "moral" por parte do governo federal com essas famílias. Foi o governo quem as levou para a área que ocupam hoje, quando da construção do Galeão, mesmo sabendo que a área fazia parte do sítio aeroportuário.

— O governo federal tem responsabilidade moral com essas famílias e vai cumprir. Não vai faltar — disse o ministro.

CONSÓRCIO OUVIRÁ MORADORES
Ele mencionou que o consórcio que arrematar o Galeão terá que oferecer alternativas de habitação em áreas com sustentabilidade econômica, financeira e social, quando for construir a terceira pista. E terá que assegurar a essas pessoas a oportunidade de serem ouvidas antes que qualquer decisão seja tomada. Isso constará do edital e da assinatura do contrato com o vencedor do leilão.

— Nada será feito de maneira abrupta, sem que as pessoa sejam ouvidas. Além disso, o fato de você conceder o aeroporto a um grupo privado não significa que o governo não vá continuar proprietário da área — disse Moreira Franco, acrescentando: — A prefeitura do Rio é a responsável pela ocupação e o uso do solo e pela manutenção de padrões de qualidade habitacionais, de saneamento, saúde, educação. Tenho certeza de que não irá se eximir dessa responsabilidade. ●

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

TAM demite pelo menos 400 pilotos, copilotos e comissários

28/08/2013 - Tam

Meta é de 811 cortes, que inclui quem aderiu a programa de demissão voluntária
LINO RODRIGUES
lino.rodrigues@sp.oglobo.com.br

michel filho/arquivo

Ajuste. Segundo a TAM, as demissões são necessárias por causa da queda na oferta de voos e ao aumento de custos

-SÃO PAULO- A TAM, empresa aérea do grupo chileno Latam Airlines, demitiu ontem pelo menos 400 funcionários, entre comandantes (pilotos), copilotos e comissários de bordo. No início da noite, a TAM confirmou, por meio de comunicado, as demissões, mas alegou que "os números finais (dos cortes) serão divulgados quando do encerramento do processo", o que deve ocorrer ainda esta semana. Segundo a empresa, o ajuste no quadro de pessoal está sendo realizado para atingir a meta de 811 cortes, medida que permitiria à companhia se ajustar à queda de 12% na oferta de voos no país e fazer frente ao aumento de custos. O alto índice de adesões ao programa de demissão voluntária (PDV) e de licença não remunerada, segundo a TAM, ajudaram a reduzir o número de dispensas.

"Com o ajuste, a companhia vai adequar o quadro de comandantes, copilotos e comissários à realidade operacional em vigor na empresa", diz o comunicado da TAM.

BARRADOS NO PRÉDIO
Pela manhã, enquanto os demitidos esperavam embaixo da marquise na entrada do prédio da companhia para serem comunicados da dispensa e prestarem o exame médico demissional, a TAM divulgou nota afirmando que seu PDV havia atingido 50% dos 811 postos de trabalho previstos para serem extintos. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que tinha acordado com a TAM o corte dos trabalhadores, informou que não foi comunicado e que seus diretores estavam em uma audiência pública em Brasília. Mas, também em nota, garantiu que vai fiscalizar o cumprimento da Convenção Coletiva e do acordo firmado junto com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

A companhia aérea montou uma estrutura com recepcionistas e seguranças, na Acadêmia de Serviços Rolim Amaro, na zona Sul paulistana, para evitar manifestações dos aeronautas que foram ao local sem saber que estavam na lista de dispensados. Na convocação da empresa, todos participariam de uma reunião de trabalho. Muitos foram surpreendidos com a demissão.

Em clima de revolta e tristeza, vários aeronautas demitidos reclamaram da forma "arbitrária" como foram dispensados e o tratamento dado pela empresa aos funcionários.

— Fomos convocados para uma reunião de trabalho. A gente desconfiava que seria demitido, porque desde o dia 26 estávamos de sobreaviso. Acho que faltou transparência, e a empresa foi arbitrária ao impedir que entrássemos livremente no prédio — disse um dos demitidos, o comandante Almir Fernandes, com cinco anos de TAM e 36 anos de aviação.

— Nós dirigimos um avião de US$ 100 milhões, e a empresa desconfia que vamos fazer alguma coisa contra ela — lamentou Hamilton Muller, piloto com 32 anos de carreira e cinco anos e meio de TAM.

— É esse o padrão Latam de demissão? Não sei como ainda não aconteceu um acidente devido a tensão vivida pelos tripulantes dos voos — questionou uma comissária de bordo com mais de oito anos de empresa, que pediu para não ser identificada, salientado o alto grau de tensão vivido pelos funcionários por causa da ameaça de demissão em massa. ●

Anac rebaixa aeroporto de Cascavel e voos serão reduzidos

27/08/2013 - G1

Agência Nacional de Aviação Civil considerou que o quadro de bombeiros que atuam no aeroporto é deficitário

LUIZ CARLOS DA CRUZ,
CORRESPONDENTE EM CASCAVEL

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) rebaixou de 5 para 3 o nível de proteção contra incêndios no aeroporto de Cascavel, no Oeste do Paraná, e como consequência o número de voos terão que ser reduzidos. A Azul Linhas Aéreas, única empresa que opera em Cascavel já anunciou que a partir de domingo (12) suspenderá dois dos seis voos que mantém diariamente para Curitiba e Campinas (SP).

O motivo do rebaixamento na classificação se deve a deficiência no quadro de bombeiros que atuam no aeroporto. Quatro homens trabalham no local, mas apenas um é bombeiro. Os demais são guardas patrimoniais cedidos pelo município e que foram treinados para atuar em casos de prevenção e combate a incêndios.

Acontece que a Anac não reconhece o treinamento dos guardas patrimoniais. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) só reconhece o treinamento feito pela Infraero, que tem custo de R$ 8 mil por pessoa. De acordo com Paulo Gorski, presidente da Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito (Cettrans), órgão responsável pela administração do aeroporto, o treinamento vai custar R$ 160 mil.

Por telefone Gorski disse ainda que a Cettrans está trabalhando para se adequar o mais rápido possível, já que há previsão do retorno dos voos da Passaredo a partir da segunda quinzena de maio.

O rebaixamento limita as decolagens e aterrissagens em 700 procedimentos por trimestre - atualmente são 800. A média mensal de embarques e desembarques no aeroporto de Cascavel é de 15 mil passageiros.

Obra do aeroporto vai ser retomada em novembro

10/04/2013 - A Gazeta - ES

Pelo menos é o que garantiu a Secretaria da Aviação Civil em reunião com bancada
Rondinelli Tomazelli
Denise Zandonadi

A retomada das obras físicas do Aeroporto Eurico Salles ocorrerá em novembro deste ano, confirmou ontem o comando do consórcio Camargo Corrêa/Mendes Junior/Estacon, responsável pela ampliação do terminal. Em reunião solicitada pela bancada capixaba, o novo ministro da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Moreira Franco, também garantiu sinal verde para o reinício das obras, inclusive assegurando os aportes para os aditivos.

"Temos o compromisso de resolver o problema do Aeroporto de Vitória. É uma questão de honra para o governo federal e para a Infraero. Isso é uma pedra no nosso sapato e queremos garantir um serviço aeroportuário decente para a população do Espírito Santo", assinalou.

Parlamentares capixabas saíram otimistas do encontro, do qual também participaram técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale.

O imbróglio judicial foi dissolvido com um acordo, homologado pela Justiça, pela permanência do consórcio vitorioso na licitação de modernização, evitando-se uma volta à estaca zero. As obras físicas estão paralisadas desde 2008 após retenção de pagamentos ao consórcio determinada pelo TCU, por suspeitas de superfaturamento e outras irregularidades. A Corte, porém, emitiu acórdão recente permitindo ao consórcio continuar a obra, mediante aprovação dos novos projetos executivos de terminal de passageiros (TPS), pátio de aeronaves e pistas que devem ficar prontos nos próximos meses, segundo cronograma apresentando ontem pelo consórcio.

Além de garantir prioridade na execução do cronograma, Moreira Franco também anunciou, para os próximos dias, visita ao aeroporto em companhia do consórcio, da bancada e do governador Renato Casagrande (PSB).

Incomodando com a "pedra no calo", o ministro admitiu desgaste político do governo federal com os atrasos e ressaltou a interlocução com os órgãos de controle financeiro, como o TCU. Pela primeira vez, o consórcio revelou que, até a paralisação, 40% das obras foram executadas, medidas e pagas.

Nessa fase, foram pagos às empresas cerca de R$ 135 milhões, pois o contrato inicial de 2004 tem R$ 337,4 milhões como valor original. Representantes do consórcio, entretanto, disseram não saber se o valor restante cobrirá todas as intervenções pendentes, razão pela qual Moreira Franco endossou "empenho" do governo. "O governo está disposto a colocar os recursos. Não tem outro caminho: é acreditar".

O presidente da Infraero reiterou constrangimentos. "A situação é preocupante. Só a obra no atual terminal de passageiros não é suficiente".

À medida que o consórcio apresentar os projetos executivos, salientou Gustavo do Vale, serão feitas gestões de celeridade ao ministro-relator no TCU, Raimundo Carreiro. "O TCU vai examinar se os preços estão nos padrões atuais para autorizar a retomada". Apesar de questionamentos, ficou dito que só daqui a um ano será decidida a utilidade da estrutura do atual terminal de passageiros, já que o novo ficará em outro espaço.

Cronograma

Até julho. Elaboração do projeto executivo do terminal de passageiros (TPS) com horizonte de demanda para 2014.
Até setembro. Projeto executivo do pátio de aeronaves e da 2ª pista.
Setembro. Negociação do orçamento das obras do pátio de aeronaves e da 2ª pista.
Até novembro. Projeto executivo do TPS com horizonte de demanda/ 2020.

Fonte: A Gazeta

Aerolíneas Argentinas fará voos a partir de Belo Horizonte

08/05/2013 - G1

Valor OnLine

Executivos da Aerolíneas Argentinas e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), assinaram hoje um protocolo de intenções pelo qual a companhia anuncia o início de voos diretos entre Buenos Aires e Belo Horizonte.

A rota será explorada pela Austral Lineas Aéreas Cielos Del Sur, subsidiária das Aerolíneas, segundo nota divulgada pelo governo do Estado.

O primeiro voo está marcado para 1º. de junho e será entre os aeroportos internacionais Tancredo Neves (em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte) e Ministro Pistarini (Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires). Os voos serão diários.

Minas é hoje o terceiro Estado brasileiro entre os principais destinos do argentinos no país, segundo o governo. Para Anastasia, o número de argentinos em viagem ao Estado deve aumentar com a nova conexão.
De acordo com o governo mineiro, o representante da Aerolíneas, Ariel Rodriguez, informou durante a assinatura do documento que a companhia está iniciando por Belo Horizonte a abertura de mais rotas no Brasil.

O voo possibilitará conexões para a Oceania, Estados Unidos, Europa e também para todo o interior da Argentina e demais países da América do Sul.

Hoje de Confins partem voos internacionais diretos apenas para Lisboa, Miami e Panamá.

Airbus: obras em Guarulhos dariam receita de R$ 16 milhões

27/08/2013 - O Estado de SP

LUCIANA COLLET - Agencia Estado

SÃO PAULO - A antecipação de investimentos em adaptações da pista do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo, poderia permitir que a instalação registrasse uma receita adicional de R$ 16 milhões somente em 2014, estima a Airbus. O valor se refere às tarifas aeroportuárias que seriam arrecadadas com o recebimento de aviões A380, o maior da companhia e que hoje não pode aterrissar no aeroporto por falta de infraestrutura.

"Quatro companhias aéreas internacionais já declararam interesse em trazer suas aeronaves A380 para o Brasil", disse o diretor sênior de Vendas da Airbus, Michel Clanet, citando Emirates, Lufthansa, Air France e British Airways. A partir de 2014, quando o novo terminal 3 do aeroporto ficar pronto, Guarulhos estará apto a embarcar e desembarcar o A380, uma vez que um novo terminal terá quatro plataformas (fingers) que atenderão aos grandes aparelhos. No entanto, o maior avião da Boeing não poderá decolar ou aterrissar porque a pista não estará apta para receber o equipamento.

As obras para a adaptação da pista devem iniciar somente quando o terminal ficar pronto e estão previstas para serem concluídas em 2016. "Esta obra poderia ser antecipada, os investimentos somam US$ 5 milhões, o que representa só 0,7% do previsto para a primeira fase (US$ 800 milhões)", defendeu.

Clanet lembrou que nenhum país da América do Sul recebe atualmente esse avião. "Com os eventos esportivos previstos para acontecer nos próximos anos, o Brasil tem a oportunidade para ser o primeiro a receber o A380", sugeriu. A Airbus não realizou estudos sobre demanda de companhias aéreas por operar voos com o A380 para outros aeroportos brasileiros, mas indicou que Galeão, no Rio, e Viracopos, em Campinas (SP), também seriam candidatos a receber a aeronave. Fora do Brasil, ele destacou o interesse do aeroporto de Ezeiza, Buenos Aires, mas revelou que até agora não houve interesse das companhias aéreas de operar para o destino. O executivo participou do Aeroinvest 2013, que se realiza em São Paulo.

Viracopos negocia para TAM e Gol ampliarem voos

27/08/2013 - O Estado de SP

SÃO PAULO (AE) - A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos negocia incentivos para que TAM e GOL mantenham ou até ampliem seus voos de e para Campinas (SP). A informação é do diretor Comercial da concessionária, Aluizio Margarido. Segundo ele, além de redução de tarifas aeroportuárias, são oferecidas opções de infraestrutura física, como escritório e áreas estacionamento. "Como empresa privada, podemos fazer esse tipo de negociação", disse. Ele garantiu, no entanto, que as condições são isonômicas para as empresas.

Dessa maneira, o aeroporto tenta garantir a receita das duas maiores empresas brasileiras mesmo no momento difícil pelo qual passam as aéreas nacionais, diante de um mercado fraco e da escalada do dólar - cerca de 50% de seus custos são dolarizados. Com o cenário macroeconômico negativo, representantes das companhias já admitiram que estão buscando alternativas para manter suas margens operacionais, o que pode passar por uma reavaliação de suas malhas aéreas e novas reduções na oferta de voos.

Margarido comentou que em Viracopos já se observou uma redução no volume de passageiros e na carga transportada. Ele salientou, no entanto, que a empresa conseguiu manter sua receita no segmento de carga, que responde por 65% de suas receitas totais. "Recebemos predominantemente cargas com maior valor agregado, como eletroeletrônicos e produtos farmacêuticos", explicou.

A Aeroportos Brasil Viracopos é controlada pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI), em parceria com a UTC Participações e a francesa Egis Airport Operational.

Avianca amplia em 6,6% a oferta e em 8,2% a demanda no mês de julho

27/08/2013 - G1

Valor OnLine

A Avianca Holdings, controladora de oito companhias aéreas na América do Sul e Caribe, registrou em julho aumento de 6,6% na oferta medida por assentos disponíveis por quilômetro voado (ASK na sigla em inglês), e expansão de 8,2% na demanda, apurada por passageiros transportados por quilômetro voado (RPK).

Com esse desempenho, a taxa de ocupação em julho atingiu 83,9%, percentual superior à média de 80,2% registrada entre janeiro e julho.

No período dos sete primeiros meses do ano, a demanda cresceu mais que a oferta na companhia, avançando 8,5% e 6,9% respectivamente. Entre janeiro e julho deste ano, a Avianca transportou nas suas companhias 14,142 milhões de passageiros, soma 9% superior ante a mesma base de comparação em 2012.

Contabilizando apenas o mês e julho, a Avianca Holdings registrou o transporte de 2,2 milhões de passageiros, 7,3% mais que no mesmo mês de 2012.

Azul planeja criar rota comercial no aeroporto de Guarapuava, em 2014

27/08/2013 - G1

Empresa demonstrou interesse, mas aeroporto precisa passar por reformas.
Quinze cidades do Paraná devem receber investimento do Governo Federal.
Do G1 PR, com informações da RPC TV Guarapuava

Veja vídeo no site do G1


A empresa Azul Linhas Aéreas demonstrou interesse em implantar uma linha de voos em Guarapuava, na região central do Paraná. A rota dos voos regulares a serem implantados na cidade deve ser de Guarapuava a Campinas, no interior de São Paulo.
Técnicos da empresa devem ir à cidade para fazer um levantamento sobre quais obras serão necessárias no aeroporto do município. De acordo com a empresa, dependendo das negociações, os voos podem ser operados logo no início de 2014.

A administração do aeroporto de Guarapuava informou que algumas obras já começaram a ser planejadas, como a reforma do terminal de embarque e desembarque, instalação de aparelho de raio-x e detector de metais. Além disso, a pista será ampliada de 1.600 metros para 1.800 metros de comprimento.

Também há expectativa sobre a instalação de um terminal de cargas no aeroporto da cidade. "Começamos a incentivar também uma nova cultura de uso deste novo modelo de transporte. Isso é importante e nós sabemos que a classe empresarial vai ser muito beneficiada", declarou o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig), Eloi Mamcasz.

A instalação da companhia aérea em Guarapuava gerou expectativas em vários setores.
O secretário da Indústria, Comércio e Turismo do município, Sandro Abdanur, contou que a prefeitura já começou a planejar uma melhora na estrutura dos potenciais turísticos da região.
Dono de uma agência de turismo da cidade, Douglas Vieira aposta em uma melhora no setor turístico, depois que os passageiros de Guarapuava deixem de depender exclusivamente dos voos que saem de Curitiba para o resto do Brasil. "Hoje a gente fala que a saída é de Curitiba ou Londrina, que são as cidades mais próximas, mas a gente pode falar que tem um voo saindo de Guarapuava e isso é bacana", avaliou o empresário.


Entre as obras previstas no aeroporto de Guarapuava está
a reforma do terminal de embarque e desembarque e a
ampliação da pista. (Foto: Reprodução/RPC TV)

O empresário Luiz Homero viaja a negócios para São Paulo uma vez por mês e acredita que a novidade vai facilitar para muitos empresários de Guarapuava. "A gente só vai uma vez por mês justamente por causa da dificuldade, se tivesse essa linha poderia aumentar o número de viagens e, ao mesmo tempo, São Paulo é ponto de partida para outros lugares do país", considerou.
Investimentos federais

No final de 2012, o Governo Federal anunciou um investimento de mais de sete milhões de reais para a construção de aeroportos regionais. Quinze cidades do Paranáx devem ser beneficiadas.
Além de Guarapuava, as cidades paranaenses Bandeirantes, Campo Mourão, Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Londrina, Maringá, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Toledo, Umuarama, União da Vitória devem receber o investimento.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou que o governo está à disposição da companhia para discutir quais serão as necessidades de melhor estrutura do aeroporto para que a empresa passe a operar em Guarapuava. "É importante porque contribui também para um desenvolvimento econômico mais acentuado de Guarapuava e região", pontuou o governador.

Reforma do Aeroporto Municipal de Vilhena, RO, já dura um ano

27/08/2013 - G1

Projeto deveria ter sido concluído em julho, mas prefeitura pediu novo prazo.
Período de eleição e adequações no projeto teria causado o atraso.
Jonatas Boni
Do G1 RO


Aeroporto Municipal de Vilhena (Foto: Jonatas Boni/G1))

Já dura um ano a obra de reforma do Aeroporto Municipal Brigadeiro Camarão, em Vilhena (RO), que tinha previsão inicial para ser concluída em julho deste ano. De acordo com a prefeitura, o prazo foi prorrogado devido a adequações no projeto. A administração afirma que a obra já esta na reta final. Cerca de R$ 500 mil foram investidos na obra
.
A obra do aeroporto já era para ter sido finalizada, mas a prefeitura pediu prorrogação de 90 dias para a conclusão. Segundo o secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Eliar Celso Negri, foram vários os fatores que prejudicaram a reforma do aeroporto. "No ano passado tivemos eleição, então tudo teve que ser parado. Ao retornar neste ano, vimos à necessidade de fazer novo investimento e ampliar a obra, já que inicialmente o projeto previa mexermos apenas na parte detrás da unidade", justifica o secretário.

Ampliação
De acordo com o diretor do aeroporto, Manuel Alberto Martins Figueiredo Grege, a partir do dia 15 de outubro, a unidade de embarque e desembarque deverá estar funcionando, contando com um novo saguão, sala de espera, equipamentos, como o raio-x, além de novos horários de voos comerciais, dando maior visibilidade do município para as companhias aéreas. "A Agência Nacional de Aviação Civil [Anac] já autorizou a circulação do ATR 72 na cidade, com capacidade para 68 passageiros", explica Manuel, que acredita que, com a mudança, o preço dos bilhetes deve ficar mais barato.

Cade multa companhias aéreas em R$ 289 milhões por cartel em transporte de cargas

28/08/2013 - Agência Brasil

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Quatro companhias aéreas – American Airlines, ABSA Aerolíneas Brasileiras, Varig Log e Alitalia – terão de pagar R$ 289 milhões ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) por formação de cartel no transporte internacional de cargas entre 2003 e 2005. Depois de cinco horas de julgamento, o tribunal do órgão do conselho condenou as empresas por acordo para elevar preços e prejudicar a concorrência.

Executivos e diretores das empresas envolvidas também foram multados. A punição variou conforme o cargo e os salários de cada pessoa, ficando entre R$ 74 mil e R$ 2,3 milhões. Todo o dinheiro irá para o Fundo de Direitos Difusos (FDD), que destina recursos a órgãos públicos e a organizações não governamentais que atuam na defesa dos direitos do consumidor, na proteção ao meio ambiente e na defesa do patrimônio cultural, histórico e artístico.

A companhia aérea alemã Lufthansa, que denunciou o esquema em 2006, e a Swiss Airlines, que também colaborou com as investigações, ficaram livres de punições por causa do acordo de leniência (delação premiada) assinado com o Cade. A Air France e a companhia holandesa KLM, que tinham confessado a participação no cartel, assinaram um acordo com o Cade em fevereiro deste ano e pagaram R$ 14 milhões para encerrar o processo.

Segundo as investigações, durante dois anos, as companhias aéreas trocaram informações para decidir os reajustes de uma taxa de custo do combustível do transporte internacional de carga, que entra na composição do preço do frete. Em conjunto, as empresas reivindicavam ao Departamento de Aviação Civil (DAC), órgão que antecedeu a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o percentual máximo de reajuste autorizado pelo governo, além de combinarem a data do aumento.

A maior multa foi aplicada à Varig Log, que terá de pagar R$ 145 milhões. Em seguida vieram a ABSA (R$ 114 milhões), American Airlines (R$ 26 milhões) e a Alitalia (R$ 4 milhões). Segundo o Cade, os valores das multas foram proporcionais ao faturamento das companhias.

Além da multa, o Cade obrigou as empresas condenadas a publicar a condenação da prática de cartel em meios de comunicação. Na leitura do voto, o relator do processo no Cade, conselheiro Ricardo Ruiz, ressaltou que o esquema de fixação de preço da taxa adicional de combustível resultou em condenações em outros países. Na Europa, 11 companhias aéreas foram multadas em 800 milhões de euros por cartel semelhante entre 1999 e 2006.

Edição: Fábio Massalli

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Infraero confirma aeroporto nas Hortênsias (RS)

08/05/2013 - Infraero

O presidente da Infraero,
Antonio Gustavo Matos do Vale
(foto Sandro Seewald)

O presidente da Infraero, Antonio Gustavo Matos do Vale, esteve em Gramado (RS) nesta segunda-feira (dia 6) para conversar com empresários sobre infraestrutura aeroportuária no Brasil, obras e preparativos para grandes eventos. O principal anúncio foi a confirmação do Aeroporto Regional das Hortênsias com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). No Rio Grande do Sul, serão 15 novos aeroportos, somando investimento de R$ 310,8 milhões.

No Rio Grande do Sul, serão beneficiadas, além da Região das Hortênsias, as cidades de Caxias do Sul, Passo Fundo, Erechim, Santo Ângelo, Santa Rosa, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Bagé, Alegrete, Uruguaiana e São Borja. A aviação regional receberá subsídios e isenções de tarifas para impulsionar negócios.

Em relação aos grandes eventos que o país deverá sediar até 2016, ele apresentou as ampliações previstas para os aeroportos do Brasil e os mecanismos operacionais e de segurança para agilizar o fluxo de aeronaves e de passageiros. "As primeiras licitações devem ser lançadas em janeiro de 2014", garantiu Vale.

O presidente da Infraero esteve acompanhado pelo superintendente da Regional Sul, Carlos Alberto da Silva Souza; superintendente do Aeroporto Internacional Salgado Filho, Jorge Herdina; e gerente regional de Marketing e Comunicação Social, Nathalie Graziani Fonticielha.

Claudio Schapochnik

Viracopos negocia mais voos com GOL, TAM e duas companhias internacionais

27/08/2013 - Melhores Destinos, Denis Carvalho

Os administradores do aeroporto de Viracopos, em Campinas, estão empenhados no projeto de transformar o terminal, a 100 km de São Paulo, no novo hub internacional da América Latina. Segundo revelou hoje a Imprensa internacional, o Consórcio Viracopos, que administra o aeroporto, está negociando incentivos para aumentar o número de voos da GOL e da TAM. Ale´m disso, duas companhias estrangeiras estariam interessadas em começar voos para Campinas antes da inauguração do novo terminal, marcada para maio de 2014.

"Estamos conversando com empresas (brasileiras). Na linha de atração de mais voos domésticos estamos conversando com TAM e GOL e vamos sentar na mesa e dar incentivos para elas", disse diretor comercial do aeroporto, Aluizio Margarido. Atualmente, a Azul é a principal empresa aérea que opera voos de passageiros no aeroporto.Entre os incentivos estariam a redução ou isenção temporária de taxas, que poderiam ser usadas pelas companhias para baratear tarifas e atrair passageiros para VCP.

O executivo também não descartou dar incentivos a empresas estrangeiras para elevar o número de voos internacionais a partir de Viracopos e acrescentou que a concessionária já negocia com duas empresas da América Latina, como parte de sua intenção de atrair estrangeiras para elevar receitas. "Estamos negociando com duas empresas que querem fazer voos já com as instalações existentes, mas grande volume mesmo a gente só vai conseguir com o novo terminal, por causa da infraestrutura".

Segundo ele, a empresa considera atrair voos que atendam os destinos internacionais mais procurados por brasileiros, como Buenos Aires, Nova York e Miami. Após a falência da Pluna e a alteração de um voo da GOL para Buenos Aires, Viracopos tem hoje somente um voo internacional operado pela TAP até Lisboa. vale lembrar que o terminal acaba de inaugurar uma loja free shop, operada pela Dufry, A falta do atrativo era um dos empecilhos apontados pelas companhias estrangeiras.

Além das duas companhias com negociações em andamento, em outubro a Aeroportos Brasil pretende apresentar o Viracopos para outras empresas aéreas do mundo todo durante o fórum World Routes, em Las Vegas. "Queremos nos tornar um hub para voos com origem ou destino na América Latina", disse Margarido.

O grande entrave para o crescimento de Viracopos, continua sendo a falta de transporte público ligando o terminal a São Paulo. TAP e Azul mantêm ônibus gratuitos para atrair passageiros, mas é difícil que outras companhias adotem a tática: "O acesso à Viracopos é para nós uma questão fundamental", disse Margarido, observando que, por enquanto o aeroporto é servido por ônibus fretados. "Com os sucessivos atrasos no processo de licenciamento do trem-bala, a nossa grande esperança agora é o trem regional."

Galeão na neblina

12/05/2013 - O Globo

RODRIGO MAIA

A decisão da TAM de suspender a partir de agosto os voos saindo do Galeão para Paris e Frankfurt serve, no mínimo, de alerta aos governos federal e do estado do Rio. Deve ser analisada com muito cuidado. A maior companhia aérea brasileira busca melhorar a situação financeira depois de amargar um prejuízo de R$ 1,2 bilhão no ano passado. Concentrar essas rotas em São Paulo mostra uma busca por maior eficiência e custos menores. Mas a escolha do aeroporto de Guarulhos mostra, ainda, uma clara preferência por transformar o aeroporto paulista no centro de conexões da empresa das linhas internacionais e das nacionais para o sul e sudeste.

No momento em que se anuncia o modelo de concessão a iniciativa privada do aeroporto internacional maestro Antonio Carlos Jobim, com a construção de uma terceira pista para o Galeão, a decisão comercial da TAM pode significar um esvaziamento e redução na oferta de voos no Rio de Janeiro?

Outros não perdem tempo e buscam conquistar espaço. Brasília passou pela concessão do aeroporto à iniciativa privada e agora se prepara para atrair investimentos e empregos. O governo do Distrito Federal reduziu de 25 para 12 por cento a alíquota do ICMS dos combustíveis de aviação. Assim aumenta a competitividade do aeroporto da capital Federal e abre as pistas para receber os voos de conexão do centro-oeste, norte e nordeste.

O Rio, cidade e o estado dos grandes eventos, cartão postal do Brasil no exterior, não pode ficar fora desta disputa. A sociedade precisa reagir.

O Congresso tem papel fundamental nesta discussão. A Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados vai ouvir representantes das empresas aéreas e do governo federal sobre a crise financeira das companhias nacionais. A partir dessa discussão vai ser possível equacionar a rentabilidade das empresas com a necessidade da população de mais e melhores voos.

Que o Galeão entre na rota e saia da neblina. ●

Rodrigo Maia é deputado federal (DEM-RJ) e presidente da
Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados

Galeão: 3ª pista exige aterro na baía

12/05/2013 - O Globo

Empresa vencedora do leilão deve levar em conta impactos ambientais e sociais
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br

PABLO JACOB/27-12-2012
Galeão. Anac promete
menos filas e mais conforto
para os passageiros

-BRASÍLIA- O modelo de concessão aprovado para o Galeão vai permitir ao consórcio vencedor do leilão escolher o desenho da terceira pista de pouso e decolagem, prevista na ampliação do aeroporto, que será equipado para atender a uma demanda de 60 milhões de passageiros até 2038. A construção da pista implicará o aterro da baía e a desapropriação de áreas do entorno. Quanto será aterrado e desapropriado é uma decisão a cargo da empresa, que terá que levar em conta os impactos ambientais e sociais da obra. O plano de investimentos prevê a construção de mais um terminal de passageiros, informou ao GLOBO o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys.

A previsão é que o edital seja colocado em consulta pública até o dia 24. Guaranys explicou que o edital exigirá distância mínima entre as pistas para que possam operar simultaneamente. A terceira pista não é um investimento imediato, mas necessário para atender a demanda esperada para os próximos 25 anos.

— O desenho (da pista) proposto não será mandatório. As possibilidades que a gente tem são as pistas dentro da área do aeroporto, que podem exigir mais aterro e menor desapropriação, ou uma pista com menos aterro, mas com maior desapropriação — disse Guaranys.

Ele destacou que um dos objetivos é fazer com que o Galeão funcione melhor para passageiros e empresas. A intenção é instalar padrão de operação similar ao dos maiores aeroportos do mundo. A exigência de experiência mínima com terminais de 35 milhões de passageiros, destacou, atrairá um grande operador:

— Queremos uma operação mais voltada para o passageiro e para o uso da infraestrutura. Isso significa mais qualidade, conforto, espaço, processamento rápido, opções de alimentação, menos filas, menos problemas com bagagem. Para as empresas, é preciso garantir segurança e agilidade das operações.●

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aerolíneas Argentinas fará voos a partir de Belo Horizonte

08/05/2013 - G1

Valor OnLine

Executivos da Aerolíneas Argentinas e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), assinaram hoje um protocolo de intenções pelo qual a companhia anuncia o início de voos diretos entre Buenos Aires e Belo Horizonte.

A rota será explorada pela Austral Lineas Aéreas Cielos Del Sur, subsidiária das Aerolíneas, segundo nota divulgada pelo governo do Estado.

O primeiro voo está marcado para 1º. de junho e será entre os aeroportos internacionais Tancredo Neves (em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte) e Ministro Pistarini (Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires). Os voos serão diários.

Minas é hoje o terceiro Estado brasileiro entre os principais destinos do argentinos no país, segundo o governo. Para Anastasia, o número de argentinos em viagem ao Estado deve aumentar com a nova conexão.
De acordo com o governo mineiro, o representante da Aerolíneas, Ariel Rodriguez, informou durante a assinatura do documento que a companhia está iniciando por Belo Horizonte a abertura de mais rotas no Brasil.

O voo possibilitará conexões para a Oceania, Estados Unidos, Europa e também para todo o interior da Argentina e demais países da América do Sul.

Hoje de Confins partem voos internacionais diretos apenas para Lisboa, Miami e Panamá.

Brasileiro viaja cada vez mais dentro do país de avião

17/04/2013 - Jornal Pequeno - MA

O brasileiro está viajando cada vez mais de avião dentro do país. É o que mostra estudo do Ministério do Turismo (MTur), consolidado em março de 2013, com base em dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Em 2012, os aeroportos brasileiros registraram 85.471.710 desembarques de passageiros em voos domésticos, crescimento de 70,94% desde 2007, quando foram registrados 50.002.469 voos.

Os números apresentados reforçam que há um aumento no trânsito de brasileiros dentro do país. "O brasileiro nunca viajou tanto quanto em 2012", observa o ministro do Turismo, Gastão Vieira. "O desafio é transformar esses deslocamentos na ampliação de consumo de serviços de turismo."

O aumento exponencial nos últimos anos foi impulsionado pelo crescimento do poder de compra da classe C, pela queda dos preços das passagens aéreas, junto com uma maior facilidade de financiamento dos bilhetes aéreos e aperfeiçoamento dos programas de milhagem. De 2011 a 2012, o crescimento no número de desembarques foi de 79.244.256 para 85.471.710, um aumento de 7,86%.

Considerando as viagens domésticas, que incluem deslocamentos de carro, ônibus e avião, o aumento também é significativo. O estudo do MTur aponta que de 2007 a 2012 o número de viagens domésticas subiu 26,3%. Em 2012, o número de viagens domésticas realizadas foi de 197 milhões, enquanto que em 2007, 156 milhões.

O secretário de Políticas de Turismo, Vinícius Lummertz, acredita que o Brasil tem potencial de desenvolver ainda mais o turismo dentro do país, mesmo com a concorrência dos destinos internacionais. "Embora observemos um crescimento do emissivo de brasileiros para o exterior, paralelamente percebemos que há um aumento mais expressivo de viagens domésticas. Queremos agora é qualificar o turismo interno, para que o brasileiro passe a gastar mais dentro do Brasil", observa.

O principal motivo das viagens é de lazer, dentro do próprio estado, ou seja, são passeios de curta distância. O meio de transporte mais utilizado pelos viajantes é o carro próprio. Na região Sudeste predomina este tipo de viagem, com 40,8%, seguida do Nordeste com 25,8% e Sul com 17,7%.

O período de maior fluxo de viagens sem dúvida é o de férias, nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho. As principais regiões receptoras de turistas são o Sudeste, com 36,5%, seguido do Nordeste, com 30% e o Sul com 18,5%.

"São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados mais receptores de turistas ao mesmo tempo em que também são os mais emissores", explicou o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do MTur, José Francisco Salles Lopes.

José Francisco acrescenta que o número de turistas enviados do Sudeste ao Nordeste é o dobro do enviado do Nordeste ao Sudeste. Ainda segundo Lopes, o turista do Sudeste gasta, no Nordeste, três vezes mais do que o nordestino no Sudeste. "Dentro da economia, o turista doméstico tem uma expressiva contribuição na renda regional", afirma.

TURISMO INTERNACIONAL
A indústria do turismo no Brasil está crescendo e se consolidando no mercado mundial. O estudo do MTur aponta que os desembarques e gastos de turistas internacionais, no Brasil, tiveram considerável aumento, de 2007 a 2012.

A receita cambial turística registrou US$ 4,9 bilhões, em 2007, contra US$ 6,6 bilhões, em 2012, aumento de 34,18%. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, avalia que, apesar das limitações enfrentadas pelos principais países emissores de turistas, o Brasil teve um bom desempenho na receita do turismo internacional. "É uma demonstração da força do turismo brasileiro, uma atividade que tem evidenciado capacidade de crescimento", disse Vieira.

A pesquisa também considerou dados da Polícia Federal e do Banco Central.

(FONTE: Ministério do Turismo)

Área de embarque e estacionamento do aeroporto interditada nesta terça-feira

07/05/2013 - Diário de Pernambuco

Passagem vai interligar aeroporto com terminal rodoviário e ferroviário.
Foto: Glynner Brandao/DP/D.A Press

Nesta terça (07), a área de embarque e estacionamento do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre será interditada por conta das obras da passarela de conexão com o sistema integrado de ônibus e metrô da linha sul. O bloqueio começa às 22h e segue até as 6h do dia seguinte, uma hora a mais que na última intervenção.

Com o bloqueio na rampa, os passageiros farão o embarque e o desembarque na mesma área, no piso térreo. O acesso para quem pretende estacionar será feito apenas por uma via provisória. A partir da 0h da quarta-feira, a saída do estacionamento será relocada para a mesma porta de entrada dos veículos.

A intervenção será feita para que seja içada a primeira etapa do Módulo 14, que é dividido em dois vãos. O primeiro, que será içado na ocasião, tem aproximadamente 40 metros de extensão e 47 toneladas. O segundo, que fará a interligação com o aeroporto, tem 10 metros e 15 toneladas, mas ainda não tem previsão de execução. Ao todo, 14 vãos formarão a passarela.

Obra
A estrutura metálica tem 22 metros de extensão e 35 toneladas. A previsão é que a obra seja concluída em setembro deste ano. Quando estiver pronto, o equipamento permitirá, a quem desembarca no aeroporto, acesso direto aos terminais da linha sul de metrô e ao Terminal Integrado Aeroporto.

A passarela, orçada em R$ 23 milhões, tem início no aeroporto, na frente do portão B6 (embarque), passa pela Avenida Mascarenhas de Moraes, segue pela Avenida Barão de Souza Leão e entra na rua do Colégio Maria Tereza, até o acesso ao Terminal Integrado do Aeroporto e à Estação de Metrô.

Ao todo serão 461,27m de comprimento, com 9,60m de largura e 15,5m de altura. O equipamento oferecerá esteira rolante, elevador, escada, sala de administração e sala para serviços de manutenção. Além de coberta com telhado de aço e ventilação natural.

Tam cortará oferta de voos domésticos em até 9%

22/08/2013 - Mercado & Eventos

A Tam anunciou que reduzirá de 7% a 9% sua oferta de voos domésticos em 2013 e também cortará a oferta nos voos internacionais, dentro da estratégia de diminuir custos e elevar a taxa de ocupação do aviões, informou a Latam, nessa quarta (22/08). Na área internacional, o corte será possível principalmente por meio de suspensão de voos a partir do Galeão-RJ para a Europa, o que fará com que o aeroporto carioca perca espaço na malha aérea da companhia.

Os cortes na oferta levaram a Latam a reduzir também o tamanho da frota para o triênio 2013-2015. A companhia suspendeu a entrega de 22 aeronaves nesse período. O redesenho da frota permitirá economia de US$ 1,1 bilhão no período. A Latam divulgou um prejuízo de US$ 329,8 milhões no segundo trimestre de 2013, queda de 26,5% em relação ao mesmo período de 2012.

O Globo

Galeão na neblina

12/05/2013 - O Globo

RODRIGO MAIA

A decisão da TAM de suspender a partir de agosto os voos saindo do Galeão para Paris e Frankfurt serve, no mínimo, de alerta aos governos federal e do estado do Rio. Deve ser analisada com muito cuidado. A maior companhia aérea brasileira busca melhorar a situação financeira depois de amargar um prejuízo de R$ 1,2 bilhão no ano passado. Concentrar essas rotas em São Paulo mostra uma busca por maior eficiência e custos menores. Mas a escolha do aeroporto de Guarulhos mostra, ainda, uma clara preferência por transformar o aeroporto paulista no centro de conexões da empresa das linhas internacionais e das nacionais para o sul e sudeste.

No momento em que se anuncia o modelo de concessão a iniciativa privada do aeroporto internacional maestro Antonio Carlos Jobim, com a construção de uma terceira pista para o Galeão, a decisão comercial da TAM pode significar um esvaziamento e redução na oferta de voos no Rio de Janeiro?

Outros não perdem tempo e buscam conquistar espaço. Brasília passou pela concessão do aeroporto à iniciativa privada e agora se prepara para atrair investimentos e empregos. O governo do Distrito Federal reduziu de 25 para 12 por cento a alíquota do ICMS dos combustíveis de aviação. Assim aumenta a competitividade do aeroporto da capital Federal e abre as pistas para receber os voos de conexão do centro-oeste, norte e nordeste.

O Rio, cidade e o estado dos grandes eventos, cartão postal do Brasil no exterior, não pode ficar fora desta disputa. A sociedade precisa reagir.

O Congresso tem papel fundamental nesta discussão. A Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados vai ouvir representantes das empresas aéreas e do governo federal sobre a crise financeira das companhias nacionais. A partir dessa discussão vai ser possível equacionar a rentabilidade das empresas com a necessidade da população de mais e melhores voos.

Que o Galeão entre na rota e saia da neblina. ●

Rodrigo Maia é deputado federal (DEM-RJ) e presidente da
Comissão de Transportes da Câmara dos Deputados

Galeão: 3ª pista exige aterro na baía

12/05/2013 - O Globo

Empresa vencedora do leilão deve levar em conta impactos ambientais e sociais
GERALDA DOCA
geralda@bsb.oglobo.com.br

PABLO JACOB/27-12-2012
Galeão. Anac promete
menos filas e mais conforto
para os passageiros

-BRASÍLIA- O modelo de concessão aprovado para o Galeão vai permitir ao consórcio vencedor do leilão escolher o desenho da terceira pista de pouso e decolagem, prevista na ampliação do aeroporto, que será equipado para atender a uma demanda de 60 milhões de passageiros até 2038. A construção da pista implicará o aterro da baía e a desapropriação de áreas do entorno. Quanto será aterrado e desapropriado é uma decisão a cargo da empresa, que terá que levar em conta os impactos ambientais e sociais da obra. O plano de investimentos prevê a construção de mais um terminal de passageiros, informou ao GLOBO o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys.

A previsão é que o edital seja colocado em consulta pública até o dia 24. Guaranys explicou que o edital exigirá distância mínima entre as pistas para que possam operar simultaneamente. A terceira pista não é um investimento imediato, mas necessário para atender a demanda esperada para os próximos 25 anos.

— O desenho (da pista) proposto não será mandatório. As possibilidades que a gente tem são as pistas dentro da área do aeroporto, que podem exigir mais aterro e menor desapropriação, ou uma pista com menos aterro, mas com maior desapropriação — disse Guaranys.

Ele destacou que um dos objetivos é fazer com que o Galeão funcione melhor para passageiros e empresas. A intenção é instalar padrão de operação similar ao dos maiores aeroportos do mundo. A exigência de experiência mínima com terminais de 35 milhões de passageiros, destacou, atrairá um grande operador:

— Queremos uma operação mais voltada para o passageiro e para o uso da infraestrutura. Isso significa mais qualidade, conforto, espaço, processamento rápido, opções de alimentação, menos filas, menos problemas com bagagem. Para as empresas, é preciso garantir segurança e agilidade das operações.●

Alckmin abandona projeto de trem expresso até Cumbica

10/05/2013 - O Estado de SP

Em decreto publicado ontem no Diário Oficial do Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) enterrou o projeto de levar um trem expresso ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A medida revoga decretos anteriores que versavam sobre a concessão da linha, anunciada na década passada pelo governo como a ligação sobre trilhos da capital até o terminal.

Na justificativa apresentada por Alckmin, está escrito que, "em sua formatação original", esse projeto "não mais atende ao interesse público".

A decisão a respeito do outrora denominado Expresso Aeroporto – que integraria a Linha 14-Ônix da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) – foi tomada após manifestação do secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

O governo já havia anunciado planos de abandonar o projeto de um expresso. Em outubro de 2010, o então governador Alberto Goldman (PSDB) anunciou que o projeto não atraíra o setor privado. O Expresso Aeroporto operaria com Parceria Público Privada (PPP). O governo reconheceu que segurou a licitação por não haver interesse do mercado e culpou o clima de incerteza a respeito de Cumbica.

Demanda. Na época, Goldman afirmou que não havia definição do governo federal sobre a construção do terceiro terminal de passageiros, atualmente em obras. Houve questionamento da demanda.

Em nota, a CPTM informou que Alckmin extinguiu o projeto da Linha 14-Ônix-Expresso Aeroporto porque, por causa do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), que chegará até Guarulhos, "os potenciais investidores perderam o interesse". Além disso, diz a empresa, a Linha 13-Jade – que substituiu a Linha 14 – "atenderá um número maior de usuários, trabalhadores e moradores" e não só os passageiros das companhias aéreas, como seria com a Linha 14.

Com 11 km de extensão e demanda de 120 mil passageiros por dia, as obras da Linha 13 deveriam ter sido iniciadas em março, segundo cronograma do governo.

Aerolíneas Argentinas fará voos a partir de Belo Horizonte

08/05/2013 - G1

Valor OnLine

Executivos da Aerolíneas Argentinas e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), assinaram hoje um protocolo de intenções pelo qual a companhia anuncia o início de voos diretos entre Buenos Aires e Belo Horizonte.

A rota será explorada pela Austral Lineas Aéreas Cielos Del Sur, subsidiária das Aerolíneas, segundo nota divulgada pelo governo do Estado.

O primeiro voo está marcado para 1º. de junho e será entre os aeroportos internacionais Tancredo Neves (em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte) e Ministro Pistarini (Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires). Os voos serão diários.

Minas é hoje o terceiro Estado brasileiro entre os principais destinos do argentinos no país, segundo o governo. Para Anastasia, o número de argentinos em viagem ao Estado deve aumentar com a nova conexão.
De acordo com o governo mineiro, o representante da Aerolíneas, Ariel Rodriguez, informou durante a assinatura do documento que a companhia está iniciando por Belo Horizonte a abertura de mais rotas no Brasil.

O voo possibilitará conexões para a Oceania, Estados Unidos, Europa e também para todo o interior da Argentina e demais países da América do Sul.

Hoje de Confins partem voos internacionais diretos apenas para Lisboa, Miami e Panamá.

Aeroporto de Feira de Santana (BA) é fechado para reparos

08/04/2013 - G1

Interdição foi feita pela Anac e segue até o dia 11 de abril.
Local foi reaberto em setembro de 2011, após passar dois anos fechado.
Do G1 BA

O Aeroporto João Durval Carneiro, que fica na cidade de Feira de Santana, distante cerca de 100 km de Salvador, foi fechado temporariamente na manhã desta segunda-feira (8). De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a interdição foi necessária para que seja feita manutenção na pista de pouso e decolagem.

Aviões de pequeno porte devem voltar a pousar e decolar no local a partir do dia 12 de abril. A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) informou que a intervenção foi feita para obras de sondagens e outros procedimentos.

O aeroporto João Durval Carneiro foi reaberto em setembro de 2011, após ficar dois anos fechado por conta de problemas de estrutura e segurança.

Nova rota aérea entre Passo Fundo e Campinas deve estrear em maio

17/04/2013 - Zero Hora

A Azul Linhas Aéreas disponibilizará dois voos durante seis dias da semana

Passo Fundo, no norte do Estado, está prestes a receber mais uma rota para viagens aéreas. Com estreia prevista para 27 de maio, os voos ocorrerão duas vezes por dia e se destinarão a Campinas, em São Paulo.

Para que a novidade inicie falta somente a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), já solicitada pela empresa responsável pelos voos, a Azul Linhas Aéreas. Atualmente, a companhia já opera em Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas.

São quatro horários previstos. O primeiro seria de Passo Fundo a Campinas, com saída às 6h50min e chegada às 9h09min, e ocorreria todos os dias, exceto aos domingos. Outro horário partindo de Passo Fundo teria saída às 12h30min e chegada às 14h48min, e aconteceria todos os dias, exceto aos sábados. Uma rota com partida de Campinas seria às 9h47min, com chegada às 12h05min, também disponibilizada todos os dias, exceto aos domingos. O último voo iniciaria às 20h02min em Campinas e terminaria às 22h20min em Passo Fundo, todos os dias exceto aos sábados.

ZERO HORA

Airbus negocia parceria com Embraer para serviços de reparo e manutenção de aviões militares

08/04/2013 - O Globo

Unidade de defesa da empresa europeia tem contrato de US$ 500 milhões com governo brasileiro

DANIELLE NOGUEIRA

RIO - A Airbus Military, divisão militar da companhia, está negocianco com a Embraer uma possível parceria para oferecer serviços de reparo e manutenção no Brasil. A ideia é abrir um escritório ou oficina com mão de obra brasileira para prestar este tipo de serviço a clientes do braço militar da Airbus no país. A decisão será tomada ainda neste ano, quando a empresa concluirá a entrega dos últimos três aviões P3 Orion, encomendados pela Força Aérea Brasileira. Este modelo é desenhado para fazer patrulha marítima e tem autonomia de voo de 10 horas.

A Airbus Military tem 110 aviões em operação na América Latina, dos quais 18 no Brasil. Até o fim do ano, serão entregues mais três unidades ao governo brasileiro referentes a uma encomenda de nove P3 Orion firmada em 2005 e avaliada em cerca de US$ 500 milhões. Todos eles são fabricados em uma unidade na Espanha.

— Estamos buscando parcerias. A Embraer é uma das empresas com quem estamos convesando. No momento, também estamos ampliando a base de fornecedores nacionais para nossos aviões — disse Segundo o diretor regional de vendas para a América Latina da Airbus Military, Eduardo Pérez Valverde, que veio ao Rio para participar da LAAD, feita internacional da área de defesa, que começa hoje no Rio centro.
Segundo Valverde, não há perspectivas no curto prazo de abrir uma fábrica no Brasil, mas fontes do setor dizem que a companhia poderá seguir os passos da Helibras, fabricante de helicópteros que pertence ao mesmo grupo da Airbus, o EADS.

Grupo desenvolverá helicóptero no Brasil

Presente no Brasil há 35 anos, a Helibras também fazia serviços de manutenção e montagem, mas acaba de ampliar sua fábrica em Itajubá (SP) para atender à demanda do governo brasileiro, com que fechou uma encomenda de 50 helicópteros até 2015. A empresa, que tinha 260 funcionários em 2009, vai ampliar o quadro de pessoal para mil pessoas em 2014, alcançando um faturamento de US$ 1 bilhão no ano seguinte. Atualmente, a receita da Helibras gira em torno de 30 milhões anuais.

Além das entregas previstas para o governo brasileiro, a companhia tem na carteira uma encomenda de 14 helicópteros para a Leader, com o objetivo de atender a indústria de óleo e gás e se prepara para desenvolver o primeiro helicóptero brasileiro, ou seja, con engenharia nacional. Eduardo Marson Ferreira disse que a novidade está programada para a década de 2020 e que a ideia é que a empresa exporte os modelos que já fabrica aqui e o novo modelo que será projetado.

— Não sabemos ainda se será um helicóptero militar ou civil. Estamos consultando governos e empresas para mapear a demanda — afirmou Ferreira.

O grupo EADS é um grupo europeu de capital misto (espanhol, alemão e francês) e tem sob seu guarda-chuva — além da Airbus e da Helibras — a Cassidian, braço de defesa e segurança, e a Astrium, que atua na tecnologia espacial e se prepara para disputar licitação de satélites no Brasil. O grupo faturou € 1 bilhão em 2012 no Brasil.

Obra do aeroporto tem reinício incerto

09/05//2013 - O Hoje

Cronograma que previa retomada de reforma e construção de novo terminal para o dia 1º de maio foi novamente prorrogado

GALTIERY RODRIGUES

A retomada das obras de otimização e ampliação do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, continua incerta. Ao contrário do que foi estipulado em cronograma divulgado em março pelo governo de Goiás, após reunião em Brasília na sede da Infraero, no qual se colocou o último dia 1º de maio como data de reinício, nada aconteceu e só acontecerá após atualização dos antigos projetos e do parecer favorável do Tribunal de Contas da União (TCU), ainda sem data definida. "É um misto de expectativa e frustração para nós", expressa o secretário estadual de Infraestrutura Danilo de Freitas, diante de mais um atraso.

As obras foram paralisadas em 2007, depois do TCU efetuar auditoria e recomendar a retenção dos recursos que faltavam ser empregados. Hoje, os técnicos da Infraero trabalham na atualização e adequação dos projetos para enquadrá-los nas recomendações feitas pelo TCU e, também, em razão do tempo que obra ficou parada. Os 33% dos serviços executados, entre 2002, quando as intervenções começaram, e 2007, também estão sendo avaliados para definir as ações de retomada da construção e o que precisará ser complementado. Esse porcentual envolve parte dos serviços de infraestrutura (terraplanagem e drenagem), das fundações e a estrutura do terminal de passageiros.

Conforme o cronograma que foi passado para o governo em março, tal fase de análise e atualização do projeto deveria ter sido concluída no dia 30 de mesmo mês. Como isso não ocorreu, retardou todo o processo e, inclusive, o início da avaliação do novo projeto, a ser feita pelo TCU. Matematicamente e de acordo com as datas do cronograma, a expectativa da Infraero é que o Tribunal de Contas demore em torno de 30 dias para receber, estudar e dar o parecer quanto às mudanças feitas no projeto. No entanto, o que se comenta oficialmente nos bastidores da negociação é que é temerário afirmar precisamente o quanto vai demorar a análise do TCU.

Em resposta à reportagem, a Infraero, por meio da assessoria comunicação, informa que está trabalhando para retomar as obras ainda este ano e concluí-las até o final de 2014. No entanto, ressaltou que o reinício depende do tempo que o Tribunal levará para avaliar o projeto e o novo orçamento apresentado, bem como se a Corte do órgão irá concordar com a proposta. É ciente disso que o secretário Danilo de Freitas prefere avaliar a situação com cautela. "Seria como dar pitaco com a pinta dos outros", afirma. Ele diz que estipular um prazo certo seria confiar num ato de boa vontade do TCU, entendendo este a dificuldade de conclusão da obra que se arrasta há mais de 10 anos. "Não tem um obrigatoriedade de prazo", complementa o secretário, que considera os 30 dias um período razoável.

A situação pode se agravar ainda mais em caso de negativa do TCU. Caso ocorra, a Infraero será obrigada a rever todo o planejamento, refazer o projeto e, inclusive, cancelar o acordo feito com o Consórcio Odebrecht / Via Engenharia, que foi o vencedor do edital de licitação da primeira parte da obra do Aeroporto. Já em situação favorável, o projeto será seguido tal qual o planejado, o consórcio é mantido e o Santa Genoveva, que hoje passa por reforma nas pistas, pode se tornar canteiro de obras também no segundo semestre deste ano.

Primeira parte

As obras do Aeroporto Santa Genoveva são divididas em duas partes. A primeira é referente ao projeto original, iniciado em 2002, e a segunda a um outro projeto que foi acrescentado pela Infraero, no decorrer da execução do primeiro, levando em consideração o passar do tempo e prevendo uma necessidade futura de ampliação dos terminais de embarque e desembarque. Trabalha-se, hoje, portanto com dois horizontes: o de conclusão da primeira parte em 2014 e o da segunda parte, somente em 2020.

A primeira parte da reforma, avaliada inicialmente em R$ 257 milhões e que terá tal valor alterado com os reajustes no projeto, já consumiu R$ 109 milhões, quantia gasta entre 2002 e 2007 na execução dos 33% de serviços mencionados anteriormente. Tal fase prevê a construção de 26 mil metros quadrados, com 12 posições de aeronaves, sendo quatro pontes de embarque e oito posições remotas, suficiente para atender a demanda prevista até 2014, que é de 5 milhões de passageiros anuais. Hoje, passam pelo Santa Genovena em torno de 3,5 milhões pessoas por ano.

A segunda fase, a ser concluída em 2020, envolve o acréscimo de mais 15 mil metros quadrados ao terminal de passageiros, que contará com mais quatro pontes de embarque. O projeto de tal fase também já está sendo elaborado e a Infraero pretende encaminhá-lo ao TCU junto ao da primeira parte da obra. A ideia é já conseguir a liberação do Tribunal, agora, para, assim que concluída as obras em 2014, poder lançar um novo edital de licitação e selecionar a empresa responsável pela obra. Não existe portanto, até então, uma previsão orçamentária de quanto será gasto nessa parte.

O secretário de Infraestrutura de Goiás, Danilo de Freitas, conta que o Estado está propenso a atender as solicitações feitas pela Infraero para facilitar o andamento da obra. Foi pedido ao governo de Goiás em reunião, em Brasília, o auxílio estrutural, com fornecimento de energia, água, esgoto e facilitação do acesso aos locais. Isso tudo será assegurado. Na próxima segunda-feira, Danilo retornará a Brasília para tratar do assunto. Ele explica que essa não é uma obra estadual, mas federal, e que não vai descansar enquanto não vê-la retomada.

Voos noturnos voltam a ser operados no próximo dia 9 de junho

Ontem, o presidente da Infraero, Gustavo Vale, informou ao governador Marconi Perillo que os vôos noturnos no aeroporto Santa Genoveva serão retomados antes do prazo exposto, inicialmente. No dia 9 de junho, a pista, que está interditada durante para reforma, voltará a funcionar normalmente. As empresas aéreas foram comunicadas ontem, e isso implica no retorno dos cerca de 40 voos, que tiveram que ser cancelados, pois tinham decolagem e aterrissagem no período de interdição da pista.

O bloqueio começou no dia 1º de março, com previsão de durar por 120 dias. Na época, a Infraero já havia anunciado a intenção de diminuir tal prazo para em torno de 90 dias. Hoje, a pista está parada entre 21h10 e 7h10. O fato foi bastante discutido antes do acerto final do horário de interdição, inclusive com protesto das empresas, que lutaram pelo direito de planejamento para assegurar o prejuízo mínimo.

Gustavo Vale informou a Marconi, ainda, que recebeu ontem o novo orçamento da primeira parte da obra do Aeroporto, repassado pelo Consórcio Odebrecht / Via Engenharia. Ele disse ainda que o projeto foi validado pelos técnicos da Infraero. Perillo e ele marcam, agora, uma audiência com o ministro do TCU, Raimundo Carrero, relator do processo, para entregar o projeto e requerer análise.

Helibrás vai desenvolver helicóptero brasileiro, diz executivo

08/04/2013 - G1

Até o fim de 2013 empresa decidirá classe de aeronave a ser criada.
Helibrás, divisão do Grupo Eads, estará em feira de defesa no Rio.
Lilian Quaino
Do G1, no Rio


Linha de produção do EC725 da Helibrás, o modelo encomendado pelas Forças Armadas
(Foto: Divulgação/Helibrás/M. Jumpei)

A Helibrás vai desenvolver e fabricar um helicópero brasileiro e até o fim de 2013 decidirá que classe de aeronave vai ser desevolvida em sua fábrica em Itajubá, Minas Gerais. Eduardo Marson, presidente da empresa, disse nesta segunda-feira (8) que o modelo deverá ser apto tanto ao uso civil como militar e deve ser capaz de atrair compradores no Brasil e no exterior.

Segundo o executivo, o investimento no helicópero brasileiro, dependendo do modelo a ser desenvolvido, vai variar de € 300 milhões a € 600 milhões. A escolha do Brasil para a criação de uma nova aeronave se deu principalmente pela "disponibilidade de engenharia e pelas escolas fortes", disse Marson.

"A Universidade Federal de Itajubá criou um curso de engenharia de aeronáutica voltado para helicópteros e tem ainda um centro de tecnologia de helicópteros", explicou o executivo, que está no Rio de Janeiro para participar da Latin America Aerospace and Defence (Laad), que começa na terça-feira (9) no Riocentro reunindo empresas do setor de defesa e segurança.

Com uma encomenda de 50 helicópteros para as Forças Armadas – sete deles já entregues e os demais com prazo de entrega até 2017 – a Helibrás espera estar faturando em três anos R$ 1 bilhão. Hoje o faturamento da empresa, que há 35 anos está no Brasil, é de R$ 200 milhões. A empresa vai investir mais forte no setor de serviços, que pesa 30% em seu faturamento.

"Temos que crescer mais no setor de serviços porque o offshore é um heavy user", disse Marson.
O executivo calcula que a indústria de óleo e gás tem um décit de cem helicópteros para o trabalho no offshore brasileiro. E o cenário para a empresa é promissor. Segundo Marson, existe ainda um memorando de entendimento com a Líder para a compra de 14 helicópteros.

A Helibrás é uma das divisões do Grupo Eads e é a única fabricante sul-americana de helicópteros e única subsidiária integral da Eurocopter.

Anne Tauby, vice-presidente sênior para a América
Latina da Eads (Foto: Lilian Quaino/G1)

A empresa, que em 2009 tinha 260 funcionários, hoje tem 769 e vai terminar 2013 com 850, chegando aos mil funcionários em 2014. De sua fábrica saem por ano 40 novos helicópteros pequenos, tipo Esquilo, e 13 de grande porte. Marson adiantou que em 2015 a Helibrás estará produzindo 16 helicópteros de grande porte por ano.

O Grupo Eads considera o Brasil um país estratégico para o desenvolvimento de seus negócios não apenas para atender ao mercado interno, mas também para exportar seus equipamentos, disse Marson.

"Estamos aqui há muito tempo. E estamos alinhados com a estratégia do Brasil no desenvolvimento da defesa e de uma indústria sustentável. O Brasil pode ser um hub", comentou Anne Tauby, vice-presidente sênior para a América Latina da Eads.

A executiva disse que é importante a perspectiva do grupo na América Latina, que representa 11% do total dos negócios da Eads, quando cinco anos atrás sua representação era de 5%. A Eads é líder mundial nos segmentos aeroespacial e de defesa e inclui as empresas Airbus, Astrium, Cassidian e Eurocopter. O grupo tem mais de 140 mil funcionários e registrou uma receita de € 56,6 bilhões em 2012.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Edital para 45 aeroportos regionais sai em novembro

24/08/2013 - O Globo

Nice de Paula
nicedepaulaoglobo.com.br

O governo federal vai lançar em novembro o edital para ampliação e reformas de 45 dos 270 aeroportos regionais que fazem parte de um programa previsto para ser concluído até 2016, informou ontem o ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. A maioria das obras é voltada para a melhorar a estação de passageiros, mas também estão previstas a ampliação de pista e de pátio e melhoria nos equipamentos para segurança de voo. Os aeroportos dessa primeira etapa do programa estão espalhados por várias regiões do país, mas não há nenhum previsto para o Estado do Rio.

Moreira afirmou que o governo não vai injetar dinheiro diretamente no caixa das companhias aéreas, que foram a Brasília na semana passada pedir ajuda para compensar o aumento de despesas gerado pela alta do dólar. O ministro, porém, não descartou a possibilidade de ajuda indireta, por meio de desonerações e redução de taxas.

As companhias têm que ter capacidade de operar seu negócio e as variações com câmbio fazem parte da compreensão desse ambiente de negócios - disse o ministro em palestra no Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) 2013.

Questionado sobre a decisão da TAM de retirar voos internacionais do Rio, Moreira disse que não cabe interferência do governo nesse tipo de escolha.