terça-feira, 30 de setembro de 2014

Azul recebe seu segundo A330-200

26/08/2014 - Aviação Brasil (Redação)

Foto: Marcos Junglas
Foto: Marcos Junglas

Ostentando a bandeira do Brasil em sua fuselagem e batizada de "Nação Azul", a segunda aeronave Airbus A330-200 da Azul Linhas Aéreas Brasileiras já está no Brasil e fez sua internacionalização no Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte. O avião, de matrícula PR-AIV, partiu de Lake Charles, nos Estados Unidos, e segue em preparação para operar voos domésticos e internacionais. Outros cinco modelos A330-200 arrendados pela companhia chegarão ao Brasil nos próximos meses para reforçar a frota.

"Essa iniciativa é uma nova homenagem que fazemos a todos os brasileiros e uma forma de reforçar a imagem do nosso país em terras estrangeiras. Chegar aos Estados Unidos com a bandeira do Brasil estampada em um de nossos A330-200 será um momento muito especial. Além disso, damos continuidade à tradição da companhia de personalizar aeronaves e oferecer uma experiência especial aos Clientes", afirma Gianfranco Beting, diretor de Comunicação, Marca e Cultura da Azul. Além da pintura especial no A330-200, arte inspirada pode ser vista em um dos modelos Embraer E195 da companhia. Batizado de "Brasil" e registrado com a matrícula PR-AYV, a aeronave também leva a bandeira nacional em sua fuselagem, desde 2011.

Em abril deste ano, a Azul anunciou a aquisição de sete A330-200 para voos internacionais a partir de 1º de dezembro. Os destinos serão Fort Lauderdale/Miami e Orlando, nos Estados Unidos, com voos diários e diretos a partir de Campinas para cada uma das cidades norte-americanas. Além disso, em 2017, a companhia receberá cinco modelos A350-900, uma das aeronaves mais modernas do mundo.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Terceiro aeroporto em São Paulo depende de avaliação da Casa Civil

23/09/2014 - Valor Econômico

A discussão sobre o terceiro grande aeroporto da região metropolitana de São Paulo passou da fase de avaliações técnicas e agora está sendo analisado pela Casa Civil. A informação foi dada ontem pelo ministro da Secretaria da Aviação Civil (SAC), Wellington Moreira Franco, durante apresentação da concessionária do aeroporto de Guarulhos do plano de investimento de R$ 200 milhões na reforma dos terminais 1 e 2, marcada para começar em outubro.

"Com relação ao terceiro aeroporto, desde que foi colocado esse problema em uma medida provisória, essa situação saiu da área técnica e foi para a área política. Por consequência, essa questão está sendo tocada pela Casa Civil", disse o ministro durante entrevista a jornalistas. A presidente Dilma Rousseff chegou a vetar, neste ano, um artigo da MP 627, que liberava a construção de aeroportos privados para voos comerciais - tratava-se de uma emenda do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), como foi batizado, é um projeto dos grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa a ser erguido no município de Caieiras (SP) com capacidade para 50 milhões de passageiros ao ano. Guarulhos, o maior do país, comporta atualmente 42 milhões de pessoas ao ano e pode chegar a 60 milhões ao fim da concessão.

O Nasp é questionado pelas concessionárias porque - se for adiante - será liberado após os leilões de aeroportos e poderá afetar a demanda das licenças em andamento (além de Guarulhos, estão sob concessão os projetos de Campinas, Brasília, Galeão, Confins e São Gonçalo do Amarante). O empreendimento seria erguido pelo regime de autorização, mas precisa de regulamentação. Hoje, só podem ser autorizados projetos de aviação executiva.

O ministro também respondeu sobre a possibilidade de novas concessões. Na última semana, reportagem do Valor mostrou que o governo enviou ao Congresso informações sobre o Orçamento de 2015, no qual lista como possibilidades de receitas as concessões dos aeroportos de Curitiba (por R$ 1,3 bilhão), Recife (R$ 1,3 bilhão) e Cuiabá (R$ 376 milhões).

"Creio que está absolutamente claro que as concessões são um fato que já está incorporado às políticas brasileiras. No Orçamento tem lá alguns aeroportos, mas não necessariamente serão aqueles. Podem ser outros também. Isso é uma discussão que terá de ser feita posteriormente, mas o que importa é que o princípio [sobre as concessões] está fixado", afirmou.

O ministro ainda lembrou que a estatal Infraero vai receber um novo sócio para administrar aeroportos regionais. Na semana passada, o presidente da Infraero, Antonio Gustavo Matos do Vale, afirmou ao Valor que, de uma lista de nove interessados, há hoje três operadores internacionais pré-selecionados para disputar 49% da Infraero Serviços - empresa que será responsável por prestar consultoria e até administrar aeroportos. Os nomes dos interessados são sigilosos.

Enquanto investimentos em novos aeroportos ainda passam por discussões, o governo comemora os atuais aportes da iniciativa privada no setor. O presidente da GRU Airport, Antonio Miguel Marques, diz que a reforma dos terminais 1 e 2, a partir do mês que vem, já estava prevista e que o capital vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com contrato assinado no início da concessão.

Segundo a concessionária, as ações ampliarão as áreas em setores-chave do aeroporto, como check-in, restituição de bagagem e saguões de embarque e desembarque. Serão removidas as antigas estruturas metálicas, na parte superior dos terminais, e os balcões de check-in que ficam próximos ao centro dos saguões. A largura do corredor vai passar de 3 metros para 7 metros.

Uma das principais mudanças, diz a empresa, será a centralização do setor de raio-X. Hoje, os terminais 1 e 2 têm quatro áreas, duas em cada, considerando voos domésticos e internacionais. No novo projeto, todos os passageiros entrarão por um único local, passam pelo raio-X, e depois migram para o respectivo terminal. O terminal 1 será voltado a voos nacionais. O 2 será destinado a voos domésticos e internacionais de curta distância. Além disso, o mezanino terá uma praça de alimentação.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Linha aérea começa a operar voos entre Cabo Frio e Campinas

17/09/2014 - O Globo online

Desde esta terça-feira, a empresa Azul passou a operar voos diários, exceto aos sábados, entre Campinas e Cabo Frio, na Região dos Lagos. Como a empresa mantém base de operações em Campinas e Belo Horizonte, os passageiros que embarcam no Aeroporto Internacional de Cabo Frio - cuja pista é a segunda maior do estado, com cerca de 2,5 quilômetros de extensão - poderão a partir de escalas nestas duas cidades, viajarem para todo o Brasil e exterior, sem ter que enfrentar o trânsito normalmente congestionado entre a Região dos Lagos e o Rio. Os aviões tem capacidade para 70 passageiros e o tempo de voo direto dura em torno de 90 minutos.

Segundo o prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa, a nova linha vai facilitar a chegada de mais turistas para os municípios de Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios, além de atender aos moradores da Região dos Lagos, Norte e Noroeste do estado em viagens para fora do estado do Rio.

- As condições das estradas, com longos engarrafamentos, sempre foram a maior reclamação dos turistas que nos visitam. Além disso, o aeroporto tem um grande movimento de embarque e desembarque de técnicos da Petrobras e empreiteiras que trabalham nas plataformas de petróleo - afirmou o prefeito.

O ministro do Turismo, Vinicius Lages, e o Secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, visitarão o aeroporto de Cabo Frio nesta quinta-feira. De acordo com Magnavita, além do aeroporto de Cabo Frio, o governo do estado quer aumentar as operações turísticas nos aeroportos de Angra dos Reis e Paraty:

- Com a ampliação e modernização destes aeroportos, estas cidades passarão a ter muito mais competitividade turística no cenário nacional - disse o secretario.

Por enquanto, os voos para Belo Horizonte acontecem somente às sextas-feiras, sábados e domingos. Mas dentro de 15 dias os voos também serão diários. Segundo a prefeitura de Cabo Frio, outra possibilidade, ainda em fase de negociações, é a entrada da Gol Linhas Aéreas com voos aos sábados e domingos no trecho Cabo Frio-Rio-Buenos Aires.

Além dos turistas, as empresas estão de olho no movimento dos técnicos da Petrobras. Atualmente, 800 funcionários embarcam e desembarcam diariamente em Cabo Frio dos helicópteros que ligam o aeroporto às plataformas de petróleo. Os 15 helicópteros realizam cerca 60 viagens diárias.

Um novo pátio está sendo construído para ampliar a operação dos helicópteros. A Associação dos Hotéis de Búzios e o Convention Bureau da cidade estão pedindo ao governador Luiz Fernando Pezão que cumpra a promessa feita pelo seu antecessor, Sérgio Cabral. Ele determinou a pavimentação da estrada de dois quilômetros, entre a Avenida Wilson Mendes e a Estrada do Guriri, para facilitar o trânsito dos veículos que ligam o Aeroporto de Cabo Frio a Búzios. Atualmente o tráfego é feito por uma estrada estreita que corta o bairro do Jacaré.