sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Aérea brasileira suspende operações a partir de janeiro

23/12/2015 - Panrotas

Danilo Teixeira Alves Danilo Teixeira Alves

A Anac informou hoje que a Sete Linhas Aéreas decidiu suspender, por tempo indeterminado, o serviço público de transporte aéreo regular de passageiros e carga. A suspensão dos serviços terá início a partir de 1º de janeiro de 2016 e atingirá todas as rotas operadas pela empresa.

Segundo a aérea, durante o período de suspensão das operações, realizará estudos para a substituição das aeronaves atualmente utilizadas e para readequação da malha aérea atendida A decisão não afeta a prestação de serviços na modalidade de táxi-aéreo, realizada pela Sete Táxi Aéreo. 

Os passageiros que já adquiriram bilhetes para voar após a data da suspensão das operações poderão optar entre ser acomodados em voos de outras companhias aéreas, caso estejam disponíveis e conforme a conveniência do passageiro, ou pelo reembolso integral dos trechos não executados. A Anac irá monitorar e fiscalizar os procedimentos realizados pela empresa na prestação de assistência aos passageiros.

Parte da obra de ampliação do Aeroporto Afonso Pena é entregue

22/12/2015 - G1 PR

Passageiros de voos domésticos devem embarcar na área nova.

Obra deve ser concluída em março de 2016, de acordo com a Infraero.

Projeto de amplicação do Afonso Pena contempla nova área de desembarque (Foto: Fernando Castro/ G1)
Projeto de amplicação do Afonso Pena contempla nova área de desembarque (Foto: Fernando Castro/ G1)

Desde a 0h desta terça-feira (22) está em funcionamento parte dos novos saguões de embarque e desembarque e das novas salas de embarque e desembarque do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

A principal mudança para os usuários é que o embarque para voos domésticos ocorre na ala nova. O saguão antigo é destinado a voos internacionais. Os balcões de check-in da Azul e da Avianca estão operando na área nova, assim como alguns estabelecimentos comerciais.

Diante das mudanças, o terminal passa pela chamada "Operação Assistida" que visa verificar o funcionamento do aeroporto após as mudanças.

Também foram entregues, de acordo com a Infraero, oito pontes, escadas rolantes, elevadores e balcões de check-in. Tudo faz parte de um pacote de obras, que visa dobrar a capacidade do Afonso Pena, segundo a Infraero. 

A obra não foi totalmente concluída. Isso deve ocorrer em março de 2016. O custo total é de R$ 246 milhões.

Novas áreas do Aeroporto Afonso Pena passam por um período de teste (Foto: Fernando Castro/ G1)
Novas áreas do Aeroporto Afonso Pena passam por um período de teste (Foto: Fernando Castro/ G1)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

AVIÕES DA EMBRAER EM COMBATE

21/12/2015 - Airways

Aeronaves produzidas no Brasil já participaram de guerras e conflitos isolados com diversos países e até nas mãos de rebeldes

THIAGO VINHOLES  

O Super Tucano pode ser equipado com uma combinação letal de mísseis e canhões (Embraer)
O Super Tucano pode ser equipado com uma combinação letal de mísseis e canhões (Embraer)

A Embraer é atualmente a terceira maior fabricante de aviões do mundo, atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus. Nos últimos 20 anos, a empresa brasileira se especializou na produção de aeronaves executivas de variados portes e os chamados “jatos regionais”, que voam em rotas curtas com média demanda de ocupação de passageiros.

Outra importante fonte de renda da fabricante é o setor militar, onde atende pelo nome “Embraer Defesa & Segurança”. Essa divisão da Embraer entrou em operação no final dos anos 1960 e tomou forma em 1971, com o EMB-326 Xavante, o primeiro avião com motor a jato fabricado no Brasil. O modelo era a versão nacional do italiano Aermacchi MB-326.

Depois do Xavante vieram o Tucano, o caça-bombardeiro AMX e aeronaves de vigilância desenvolvidas a partir de modelos civis, como o “avião-radar” E-99, operado pela Força Aérea Brasileira e capaz de localizar aviões invasores a mais de 300 km de distância. Outro produto de defesa consagrado da Embraer é Bandeirulha, utilizado em operações navais.

Existem caças e bombardeiros, que embora fossem avançados e muito bem armados, passaram toda sua carreira sem disparar um único tiro em combate real. Esse, porém, não é o caso dos aviões militares desenvolvidos pela Embraer, que já participaram de guerras e conflitos isolados com diversos países. Conheça abaixo cada um desses casos:

Batismo de fogo nas Malvinas

O primeiro avião militar da Embraer que participou de um combate real foi o EMB-111 Bandeirulha, a versão de vigilância naval do modelo civil EMB-110, o Bandeirante. Em 1982, a Fuerza Aérea Argentina solicitou um empréstimo de dois Bandeirulhas para reforçar seu esquadrão de vigilância naval, então operado por apenas dois P-2 Neptune.

Os Bandeirulhas chegaram à Argentina no auge da Guerra das Malvinas, em abril de 1982 (FAA)
Os Bandeirulhas chegaram à Argentina no auge da Guerra das Malvinas, em abril de 1982 (FAA)

As aeronaves chegaram à Argentina no auge da Guerra das Malvinas, contra a Inglaterra, em disputa pelas Ilhas Falkland. Sem armamentos, os aviões da Embraer atuaram no conflito em busca de embarcações britânicas que posteriormente poderiam ser atacadas por caças da marinha ou da força aérea argentina.

Durante o conflito, os EMB-111 voaram mais de 200 horas com as cores da Argentina e não registraram nenhum problema ou avaria. Em 1983 foram devolvidos: o comando argentino não ficou satisfeito com as capacidades do radar de busca que equipava a aeronave na época.

O empréstimo dos aviões da Força Aérea Brasileira irritou o parlamento britânico, que convocou o embaixador do Brasil em Londres na época para prestar explicações. A Argentina estava proibida de comprar material bélico pela comunidade internacional e para se reforçar durante o conflito com Inglaterra apelou para fontes clandestinas. Líbia e Peru foram alguns dos “colaboradores”.

Os ingleses ainda levantaram a hipótese de que os Bandeirulhas utilizados na Argentina foram operados por tripulantes da Força Aérea Brasileira.

Super Tucano contra a FARC

Depois do Brasil, a Colômbia é o segundo maior operador do EMB-314 Super Tucano, com 25 aparelhos. Atualmente uma das aeronaves mais letais no combate a guerrilhas, o turbo-hélice militar da Embraer já entrou em combate em pelo menos quatro ocasiões contra as FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia), a partir de 2007.

A força aérea da Colômbia conta com 25 Super Tucano na frota (FAC)
A força aérea da Colômbia conta com 25 Super Tucano na frota (FAC)

Os Super Tucanos foram utilizados nas operações Vuelo de Angel, Thanatos, Júpiter e Fenix, esta última em território do Equador. Em todas essas missões, as aeronaves foram armadas com bombas Mk 82 e também abriram fogo com canhões de 20 mm.

A operação Fenix, realizada na madrugada de 1 de março de 2008, foi a maior incursão das forças armadas da Colômbia já efetuada contra o exército rebelde. Nessa operação, os aviões da Embraer realizaram um bombardeiro massivo contra um acampamento das FARC que deixou 24 mortos.

Tucanos no Cenepa

A Guerra do Cenepa, conflito travado entre Equador e Peru em 1995, envolveu uma série de aeronaves, entre elas o EMB-312 Tucano. A aeronave da Embraer, a serviço das força aérea peruana, participou de somente uma ação durante os combates, um bombardeiro noturno contra posições equatorianos sem grandes danos.

A força aérea do Peru possui 24 Tucanos, hoje utilizados principalmente em treinamentos (Chris Lofting)
A força aérea do Peru possui 24 Tucanos, hoje utilizados principalmente em treinamentos (Chris Lofting)

Além na guerra contra o Equador, os Tucanos da Fuerza Aérea del Perú também são ferozes combatentes do narcotráfico. Desde que entraram em operação no país, em 1987, os aviões da Embraer já abateram mais de 70 aeronaves transportando drogas.

Taleban na mira do Tucano

Entre 2000 e 2001, os Tucanos da força aérea do Irã atacaram posições do grupo terrorista Taleban dentro de seu próprio território. Os resultados das ações são desconhecidos.

Os Tucanos do Irã também já abateram aviões de baixa performance carregando drogas. O país possui uma frota com 25 aeronaves da Embraer.

AMX no Afeganistão

O caça-bombardeiro AMX, lançado em 1986 pela Embraer em parceria com as fabricante italianas Aermarcchi e Aeritalia (hoje Alenia Aeronautica), já participou de combates com as cores da Itália no Kosovo, Líbia e Afeganistão, em 2009, onde realizou ataques com bombas guiadas a laser.

Os AMX italianos realizaram mais de 700 missões no Afeganistão (Aeronautica Militare)
Os AMX italianos realizaram mais de 700 missões no Afeganistão (Aeronautica Militare)

A aeronave acumulou mais de 5.000 horas em missões de bombardeiro contra posições do grupo terrorista Al Qaeda no Afeganistão, em apoio a coalização da OTAN. Nenhuma aeronave foi perdida ou danificada durante o conflito.

Tucanos africanos

Diversos países na África contam com o Embraer Tucano em suas forças aéreas e pelo menos dois países já os utilizaram em combates: Mauritânia e Angola.

A força aérea de Angola opera os modelos Tucano e Super Tucano (Embraer)
A força aérea de Angola opera os modelos Tucano e Super Tucano (Embraer)

Em 2012, Tucanos a serviço da força aérea da Mauritânia bombardearam com sucesso uma base do Estado Islâmico em Mali. Já os modelos angolanos participaram de diversas operações contra insurgentes na década de 1990 durante a longa guerra civil que assolou o país, que começou em 1975 e terminou definitivamente somente em 2002.

Os impetuosos Tucanos de Honduras

O governo de Honduras considera inadmissível o sobrevoo de aeronaves em seu território sem autorização prévia. O avião que invadir os céus do país na América Central pode acabar sofrendo a fúria dos Tucanos da Fuerza Aérea Hondureña. E isso já aconteceu.

É melhor não provocar os Tucanos hondurenhos... (Nelson Mejía)
É melhor não provocar os Tucanos hondurenhos… (Nelson Mejía)

Em abril de 2003, um bimotor Aero Commander 500 invadiu o espaço aéreo de Honduras e ao recusar os pedidos por rádio de se identificar foi rasgado por tiros de canhão de um Tucano e caiu, matando os dois ocupantes, que eram colombianos. Nos destroços da aeronave foram coletados quase 1.000 kg de cocaína.

A mesma situação se repetiu em 2012, quando um pequeno Cessna carregando 500 kg de cocaína entrou em Honduras sem autorização e acabou abatido por um Tucano. Um dos dois ocupantes da aeronave invasora era um agente norte-americano disfarçado do DEA, a divisão federal dos EUA de combate ao tráfico de drogas.

Na maioria dos casos os aviões da força aérea de Honduras apenas interceptam as aeronaves invasoras e as obrigam a pousam o mais rápido possível. No entanto, o avião que desrespeitar o pedido pode acabar crivado de balas.

FAB contra traficantes

Os Super Tucano da Força Aérea Brasileira já realizaram interceptações de aeronaves de baixa performance voando sem autorização no espaço aéreo brasileiro, a maioria na região da Amazônia. Nenhuma das situações, entretanto, levou ao abate dos aviões invasores. Na maioria dos casos, os modelos, quase sempre carregando drogas, foram forçados a pousar.

O Super Tucano pode ser empregado em missões de ataque ao solo e até como caça (FAB)
O Super Tucano pode ser empregado em missões de ataque ao solo e até como caça (FAB) 

Recentemente, porém, um Super Tucano abriu fogo contra um pequeno monomotor durante uma perseguição nos céus do Mato Grosso – a ação foi registrada em vídeo. A FAB não confirmou o abate, mas afirmou que a aeronave “evadiu” para o Paraguai.

Em 1991, seis Tucanos da FAB participaram da “Operação Traíra” contra as FARC na fronteira com a Colômbia. Os Super Tucano do Brasil também já destruíram pistas clandestinas na Amazônia e Roraima construídas para operações de narcotráfico.

Tucano Rebelde

O Embraer Tucano caiu nas mãos de oficiais da força aérea da Venezuela simpatizantes do golpe de estado pretendido por Hugo Chavez, que já havia falhado na primeira tentativa, em fevereiro de 1992, e acabou preso.

A Venezuela conta atualmente com 12 Tucanos, usados em treinamentos (Garcia Rivera)
A Venezuela conta atualmente com 12 Tucanos, usados em treinamentos (Garcia Rivera)  

Um Tucano e outros dois AV-10 Bronco foram utilizados por oficiais rebeldes na segunda tentativa de derrubar o governo do então presidente Carlos Andrés Pérez. As aeronaves atacaram prédios da polícia e do governo em Caracas com foguetes e bombas. As três aeronaves acabaram abatidas por mísseis disparados por caças F-16 da própria força aérea venezuelana – parte da ação foi acompanhada ao vivo pelos canais de televisão da Venezuela.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

FLYWAYS LINHAS AÉREAS RECEBE PERMISSÃO PARA DECOLAR


Empresa é liberada pela ANAC para marcar horários de voos e emissão de bilhetes

17/12/2015 - Airways

 THIAGO VINHOLES  

O ATR-72 (ex-Azul) já recebeu as cores da Flyways e todos as mudanças a bordo (Flyways)
O ATR-72 (ex-Azul) já recebeu as cores da Flyways e todos as mudanças a bordo (Flyways)

A Flyways Linhas Aéreas, nova companhia aérea baseada no Rio de Janeiro (RJ), recebeu nessa quarta-feira (16) a concessão da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para iniciar suas operações. O documento, que é válido por 10 anos e pode ser renovado, libera a empresa para reservar os “Horários de Transporte” (Hotran) e após a aprovação das rotas a venda dos bilhetes pode ser iniciada – o processo de solicitação e autorização pode levar até 30 dias.

Os voos da Flyways, que devem começar somente em janeiro de 2016, serão operados com pelo menos duas aeronaves ATR-72-500. A princípio, as viagens da nova empresa vão partir do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), e terão como destinos cidades no estado de Minas Gerais, como Ipatinga, Uberaba e Belo Horizonte, onde pousará no aeroporto da Pampulha – outras companhias enviam seus voos para Confins, mais distante do centro metropolitano de BH.

Eliane Garlene, diretora comercial da empresa, já revelou em entrevista ao Airway que a empresa também negocia para operar no Aeroporto Santos Dumont (RJ).

Os ATR-72-500 adquiridos pela Flyways eram operados pela companhia Azul, que recentemente padronizou sua frota de aeronaves turbo-hélices passou a utilizar somente aparelhos ATR-72-600. O avião da nova empresa carioca tem cabine com 68 assentos e alcance de 1.500 km, ideal para rotas de curta distância e baixa demanda de ocupação.

O site oficial da Flyways já está no ar e com todas as ferramentas preparadas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

TAM pede autorização para atuar entre Cuiabá e Rio de Janeiro

04/12/2015 - Campo Grande News

Jean Sampaio

A companhia TAM Linhas Aéreas fez uma solicitação para operar voos entre Cuiabá, capital do Mato Grosso, e Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2016. O pedido de autorização feito na última sexta-feira, 27 de novembro, será analisada pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil.

De acordo com a Hotran (Horário de Transporte), a TAM irá operar o voo JJ3073 saindo todas as segundas, quintas, sextas e domingos. O avião sairá às 21h45 do Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, e tem chegada prevista para as 23h01, em Cuiabá. O voo de volta, o JJ3074, será feito todas as segundas, terças, sextas e sábados, saindo da capital do Mato Grosso às 5h20 e chegará às 8h25 na cidade carioca.

Com capacidade para até 174 passageiros, a rota será operada pelo Airbus A320. As primeiras viagens serão feitas a partir de fevereiro, se aprovada pela ANAC. A TAM deixará de ter um voo entre Cuiabá e Guarulhos, em São Paulo, e passará a ter apenas uma frequência diária. Ainda não existem informações de preços de passagens aereas para a nova rota.

No mesmo dia, a GOL também fez uma solicitação para atuar entre Cuiabá e o Rio de Janeiro. A companhia já tinha o direito de atuar nesta rota, mas decidiu cancelar os voos em agosto.

O Boeing 737-800, com capacidade para 177 passageiros, será o avião utilizado nas viagens. O voo GLO1067, que serão feitos de domingo a sexta, sairá às 17h30 de Cuiabá e tem previsão de chegada às 20h59 no Rio de Janeiro. O caminho contrário, o GLO1974, terá frequência diária e sairá às 22h06 do Galeão e chegará às 00h58, no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá). No sábado, o GLO1974 sairá às 11h20 da capital mato-grossense e chegará às 14h59 na capital carioca

Avianca Brasil e Air Europa iniciam acordo de codeshare

03/12/2015 - Revista Flap Internacional

As companhias aéreas Avianca Brasil e Air Europa firmaram acordo de codeshare, que entrou em vigor no último dia 2 de dezembro. O objetivo é fazer com que ambas reafirmem o compromisso de expandir a oferta internacional e melhorar a conectividade aérea entre o Brasil e a Europa. Pelo acordo, a transportadora aérea brasileira colocará seu código nos voos operados pela Air Europa ligando Salvador e São Paulo a Madri, de onde poderão se conectar a outros destinos espanhóis onde a empresa opera, como Barcelona, Palma de Mallorca, Valencia y Bilbao. Por sua vez, a companhia aérea espanhola colocará seu código nos voos domésticos operados pela Avianca Brasil entre São Paulo e Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro, totalizando 64 voos semanais operados pela empresa brasileira. Mais informações no portal www.avianca.com.br. Foto: Paulo Berger 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Embraer entrega à Azul o jato 1.200 da família de E-Jets

30/11/2015 - Aviação Brasil


A Embraer entregou hoje, em cerimônia realizada na sede da Empresa, em São José dos Campos, o jato de número 1.200 da família de E-Jets. A aeronave comemorativa, do modelo E195, foi recebida pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., empresa que opera a maior frota de jatos desse tipo no mundo.

“É uma alegria poder dividir um momento tão importante do programa de E-Jets com os nossos amigos da Azul”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente & CEO, Embraer Aviação Comercial. “Assim como os E-Jets foram chave no crescimento e na consolidação da Azul, a empresa aérea foi fundamental na popularização dos E-Jets junto aos passageiros brasileiros, que descobriram um novo jeito de voar, com TV ao vivo e sem o assento do meio, entre outras inovações. Juntas, as duas empresas elevaram os conceitos de eficiência e conforto na aviação brasileira. A entrega deste E-Jet é uma demonstração do carinho e da admiração da Embraer, e de seus funcionários, com todos os que transformaram a Azul em um grande sucesso.”

“Esse é um momento especial para Azul e para a Embraer. Somos hoje os maiores operadores de E-Jet 195 do mundo e temos muito orgulho disso. Transportamos todos os dias milhares de brasileiros em aeronaves genuinamente brasileiras, oferecendo muito conforto e segurança”, disse Antonoaldo Neves, Presidente da Azul. “Temos a certeza de que a escolha pelos aviões da Embraer na fundação da Azul foi decisiva para o sucesso da companhia. Os E-Jets são reconhecidamente aeronaves muito confiáveis e versáteis.”

A primeira entrega de um E-Jet à Azul ocorreu em dezembro de 2008, sendo a primeira companhia aérea brasileira a operar os aviões desta família de jatos comerciais. O contrato inicial previa 36 pedidos firmes, sendo 31 jatos E195 e cinco E190. A companhia aérea brasileira tem hoje um total de 88 E-Jets em operação sendo que a Azul detém 66 unidades do modelo 195 e 22 unidades do modelo 190, que contam, em sua maioria, com um exclusivo sistema de TV ao vivo em parceria com a SKY. Até 2020, a companhia começará a receber as aeronaves da segunda geração de jatos da Embraer, os E195-E2. O contrato prevê a encomenda firme de 30 unidades e mais 20 opções de compra.

Em maio de 2015, a Embraer e a Azul assinaram contrato para até 50 jatos E195-E2, sendo 30 pedidos firmes e 20 direitos de compra adicionais. A primeira entrega está prevista para o segundo trimestre de 2020.

A Embraer é a única fabricante a desenvolver uma família de quatro jatos especificamente para o segmento de 70 a 130 assentos. Desde o lançamento formal do programa, em 1999, os E-Jets redefiniram o conceito tradicional de aeronaves regionais por operarem em outros tipos de mercados, voam com empresas aéreas tradicionais, de baixo custo e regionais, bem como empresas de voos fretados.

JATO COMERCIAL REALIZA PRIMEIRO POUSO NA ANTÁRTICA

Boeing 757 da companhia Icelandair pousa pela primeira em uma pista de gelo

29/11/2015 - Airway

THIAGO VINHOLES 

O Boeing 757 levou quatro horas e meia para voar de Punta Arenas, no Chile, até a Antártica (ALE)
O Boeing 757 levou quatro horas e meia para voar de Punta Arenas, no Chile, até a Antártica (ALE)

Voos para a Antártica são realizados atualmente somente por aeronaves militares, como o famoso cargueiro Lockheed C-130 Hércules. Mas isso pode mudar em breve. Um Boeing 757-200 da companhia aérea Loftleidir Icelandic, uma subsidiária da IcelandAir, da Islândia, pousou pela primeira vez em uma pista de gelo na região de Union Glacier, no continente gelado.

O pouso ocorreu na última quinta-feira (26) e serviu para comprovar a viabilidade na utilização de aeronaves de passageiros convencionais na Antártica. O projeto é uma parceria entre a companhia aérea islandesa e a agência Antarctic Logistics & Expeditions (ALE), que já leva turistas para o continente de gelo por via marítima e por “carona” em aviões cargueiros.

A aeronave que voou para a Antártica foi um Boeing 757-200ER configurado com 62 assentos de classe executiva. O jato da Icelandic decolou de Punta Arenas, no sul do Chile, e levou quatro horas e meia para chegar ao destino.

A agência de turismo ainda está estudando a possibilidade de utilizar jatos comerciais no polo sul, tanto para transportar passageiros como também cargas. Se for aprovada, essa será a primeira linha aérea regular comercial para a Antártica.

“Além de apoiar visitantes e expedições científicas, voos regulares para a Antártica também ampliam a capacidade de evacuação na região, garantindo ainda mais segurança as operações”, aponta o site da ALE.

O jato pousou na pista em Glacier Union sem problemas (ALE)
O jato pousou na pista em Glacier Union sem problemas (ALE)

Union Glacier é um dos pontos agitados da Antártica, onde também foi montado o maior aeroporto do continente, que possui uma pista de gelo com 3 km de extensão. O aeródromo, que é operado justamente pela agência ALE, é certificado pelo departamento de aviação do Chile, e recebe aeronaves do mundo inteiro em missões de apoio a suas bases do polo sul.

A pista de gelo onde o Boeing 757 pousou possui 3 km de extensão (ALE)O jato que viajou para a Antártica é equipado com 62 assentos de classe executiva (ALE)A empresa de turismo ainda analisa a possibilidade de criar uma linha regular para a Antártica (ALE).

O pouso do Boeing 757, porém, não foi o primeiro de um jato comercial no continente de gelo Em 2009, um Airbus A319 do governo australiano, portanto uma aeronave oficial e não comercial, viajou da Austrália e aterrou em Casey, outra região movimentada da Antártica que também possui um aeródromo de grande capacidade.

Flyways deve operar no aeroporto de Uberaba a partir de 15 de dezembro

30/11/2015 - JM Online

Gisele Barcelos 

Foto/ Arquivo
Movimento no aeroporto de Uberaba deve aumentar com o início das operações da Flyways


Flyways planeja início de operações no aeroporto de Uberaba a partir do dia 15 de dezembro. A informação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes, que conversou com os dirigentes da empresa na semana passada. A companhia aérea deverá ofertar voos diretos para o terminal da Pampulha, em Belo Horizonte, e também conexões para o Rio de Janeiro.

Gomes informa que a empresa já começou os preparativos para realizar o voo de teste na rota Uberaba-Belo Horizonte, mas a data para o procedimento ainda não foi confirmada. A Infraero, responsável pela administração do aeroporto local, também não foi comunicada ainda sobre o início das operações na cidade. No site da Flyways, já aparecem opções para voos de Uberaba para Belo Horizonte e para o Rio de Janeiro, mas a venda de passagens ainda não está disponível.

Autorizada no ano passado para se instalar no Brasil, a nova empresa também já está certificada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para início das operações no país.

A empresa anunciou que vai ofertar dois horários por dia para o aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O primeiro avião decolará de Uberaba às 11h30 e tem chegada prevista na capital mineira por volta de 12h45. Outra opção de voo sairá às 20h45 do aeroporto local e desembarca às 21h55 no terminal da Pampulha. Para retornar de Belo Horizonte, o passageiro terá opção de embarque às 9h55 e 19h10. Os voos pousam em Uberaba, respectivamente, às 11h05 e 20h20. No site, a empresa informa que os horários ainda podem sofrer alterações.