sábado, 31 de julho de 2010

Infraero: dificuldades à vista



30/07/2010 - Transporte Idéia

Mantido o ritmo de investimentos realizados pela Infraero, a estatal pode ter dificuldades para tocar as obras necessárias e deixar os aeroportos prontos até a Copa em 2014. Para conseguir executar a sua parte e aplicar R$ 3,14 bilhões de um total de R$ 5,15 bilhões prometidos pelo governo para obras em 13 terminais das cidades-sedes a empresa terá que, em apenas um ano, dobrar os investimentos. O cumprimento da meta exigirá que a Infraero aplique em média R$ 897,57 milhões durante três anos e meio. O valor desembolsado anualmente está muito abaixo disso, segundo análise de dados da própria estatal.
Conforme reportagem de “O Globo”, em 2009, foram desembolsados R$ 425,5 milhões; em 2008, R$ 398,9 milhões. Até junho deste ano, foram gastos R$ 179 milhões apenas. O presidente da Infraero, Murilo Barboza, reconhece que houve desaceleração. Segundo ele, um dos principais motivos foi a paralisação das obras em cinco aeroportos por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), devido a irregularidades nos contratos - se não fosse isso, obras importantes como Guarulhos, Goiânia e Vitória estariam sendo concluídas.
Para o professor da Coppe/UFRJ Elton Fernandes, a meta imposta à Infraero é factível, desde que a empresa tenha uma gestão mais profissional, menos sujeita a ingerências políticas. “Não se mede eficiência só pelo metro quadrado construído, mas também pela forma como se trabalha”, disse o professor, acrescentando que “não há uma sinalização clara do governo sobre o destino da Infraero, diante da necessidade de aumentar a capacidade dos aeroportos brasileiros”.
De 2007 para cá, a estatal teve quatro presidentes, substituições seguidas por trocas nas diretorias e o fim das contratações especiais (indicações políticas com salários acima de R$ 10 mil). O atual gestor garante que a Infraero tem recursos em caixa para tocar as obras importantes para a Copa, mas admite que enfrenta dificuldades por ser uma empresa pública, sujeita às amarras da lei de licitações. Barboza é um dos defensores da autorização especial (sem licitação), a mesma concedida à Petrobras, para realização das obras. Há cerca de dois meses, o governo incluiu no meio da Medida Provisória que cria a Autoridade Pública Olímpica (APO) um artigo dando à estatal autorização na compra de equipamentos e contratação de serviços de engenharia. No entanto, faltou elaborar um regulamento específico, com o detalhamento do que pode ser contratado fora do processo tradicional.
Até agora, a minuta de decreto com essas definições está a cargo do Ministério do Planejamento. Segundo a assessoria, as discussões estão incipientes e não há prazo para que o texto seja concluído. A falta de planejamento governamental para os aeroportos é um dos agravantes, além da falta de articulação entre os órgãos que cuidam do setor aéreo. Essas foram constatações de estudos divulgados recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o BNDES, em parceria com a consultoria McKinsey.
O estudo do BNDES aponta gargalos em 13 dos 20 aeroportos mais movimentados do país e alerta que a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos vão aumentar a pressão sobre a infraestrutura. Segundo o relatório, apesar de a Infraero ter lucrado R$ 400 milhões em 2008, a empresa precisará de transferência do Tesouro para realizar seus investimentos, planejados em R$ 2 bilhões ao ano, nos próximos cinco anos.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Acre: Aeroporto retoma voo internacional



Atividades ficaram paradas por mais de 1 ano
Aeroporto agora conta com toda a estrutura para a operação

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) concedeu ao Aeroporto Internacional de Rio Branco/Plácido de Castro, no Acre, a autorização definitiva para retomar as operações de rotas internacionais.

Com isso, desde esta terça-feira, 27, o aeroporto acreano pode operar voos internacionais de cargas e passageiros, inclusive com aeronaves de grande porte – de acordo com suas características físicas e operacionais, de segunda a sexta-feira, das 10h às 11h30, horário local.
Segundo a Anac, as operações de voos internacionais em Rio Branco estavam suspensas desde março de 2009. O impedimento ocorreu em razão de uma solicitação da Infraero para que todas as providências quanto ao atendimento dos requisitos da legislação, inclusive de segurança, fossem adotadas.
Agora, o aeroporto conta com as estruturas necessárias para o tráfego internacional, como Polícia Federal, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Receita Federal. A autorização está formulada na Portaria nº 1.142, de 16/7/2010.
“Continuaremos a manter bom relacionamento com os órgãos regionais responsáveis pelos controles aduaneiro e migratório. Esta comunicação será fundamental para garantir que as exigências da Anac sejam fielmente cumpridas”, mencionou Daniel Pereira Sobrinho, superintendente da unidade, ao comemorar a retomada das operações.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Passagem aérea nacional caiu 7,5% em abril, diz Anac

22/07/2010 | 16h41  |  Concorrência 





O preço da tarifa média em voos no Brasil atingiu em abril o menor valor este ano e o mais baixo para o mês. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a tarifa média paga pelos passageiros foi de R$ 256,13, uma queda de 7,5% com relação a março e um recuo de 23,9% nos preços em comparação ao mês de abril de 2009.
O preço médio pago por passageiro para cada quilômetro voado – que corresponde ao indicador Yield Tarifa – foi de R$ 0,39, equivalente a um recuo de 24,6% em relação ao mesmo mês de 2009 e de 7,4% ante março deste ano.
Segundo a Anac, a redução dos preços das passagens ocorreu em um mês em que a demanda por voos domésticos havia crescido 23,5% e tem reflexo da concorrência das empresas.
No acumulado de janeiro a abril, a tarifa média ficou em R$ 272,44, o que significa 47% menos quando comparado ao valor acumulado no ano de 2004, quando uma passagem aérea custava, em média, R$ 514,42. O preço por quilômetro voado em 2010 é de R$ 0,40 em média.
Para o levantamento, são computados os valores entre origem e destino do bilhete aéreo, independente das escalas e conexões, comercializado pelas empresas brasileiras em 67 ligações domésticas.
O indicador considera a distância entre a origem e o destino em quilômetros e a quantidade de bilhetes comercializados em cada perfil de tarifa, excluindo as tarifas corporativas (negociadas entre as companhias aéreas e outras empresas), de fretamento (negociadas com as agências de turismo) e assentos oferecidos gratuitamente ou com desconto diferenciado (para tripulantes, funcionários, crianças que não ocupam assentos, programas de milhagem e endosso de passagem).

Da Agência O Globo

Aeroporto de Brasília inicia instalação de módulo operacional provisório



27/7/2010


Foto: Infraero

Canteiro de obras no Aeroporto de Brasília

Para garantir o conforto dos passageiros que utilizam o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), já foi iniciada a instalação do módulo operacional provisório (MOP) no local. A estrutura, de baixo custo de montagem, vai atender a demanda de passageiros com salas de embarque e desembarque temporárias, e oferece o conforto das tradicionais, com sistemas eletrônicos de som, pontos comerciais, salas técnicas e sanitários.

O MOP vai custar R$ 3 milhões, ocupará área de 1,2 mil metros quadrados e terá quatro portões para embarque remoto com 280 assentos. Ele vai funcionar enquanto são realizadas as obras de reforma e ampliação do Terminal de Passageiros e ampliação do sistema de pistas e pátios do aeroporto, tendo em vista a crescente demanda de usuários e também as necessidades para a Copa do Mundo de 2014.

As obras começaram no dia 9 de julho e, na última sexta-feira (23), a montagem teve início com as peças estruturais do módulo operacional. A previsão é que essa primeira unidade entre em operação em setembro deste ano e uma segunda unidade, em 2013.

Investimentos
Modelos similares foram usados na África do Sul neste ano e durante os Jogos Olímpicos da China, em 2008. Um único módulo tem custo de instalação de R$ 2,5 mil por metro quadrado.

Até o fim de 2010, serão investidos R$ 2,8 bilhões para superar os atuais gargalos dos 67 aeroportos administrados pela Infraero. A partir de 2011, R$ 6,5 bilhões movimentarão obras de reforma e construção de terminais nos 16 aeroportos destinados a atender as demandas das cidades sede do Mundial de 2014.

De acordo com números divulgados pela Infraero, os aeroportos brasileiros terão um movimento de 28,7 milhões de passageiros durante os dois meses da Copa do Mundo.


Aerton Guimarães
Redação CNT

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Aumenta número de passageiros da Noar

24/07/2010 – Jornal Vanguarda - Caruaru


A demanda de Caruaru e da região aprovou os serviços da Noar Linhas Aéreas S/A. Operando desde o dia 14 de junho na Capital do Forró, a companhia pernambucana vem contabilizando, a cada semana, um aumento significativo no número de passageiros. Isso porque grande parte dos empresários, executivos, profissionais liberais e turistas do Agreste está adquirindo os pacotes da empresa para se deslocar para outras cidades do Nordeste.Atualmente, a Noar disponibiliza voos regulares para Maceió (AL), Aracaju (SE),  Recife e Caruaru. O empreendimento, que custou nesta etapa inicial R$ 40 milhões, é fruto de uma parceria entre três empresários da Capital do Agreste.O presidente da companhia, Vicente Jorge, confirma o crescimento da demanda."A rota de Caruaru vem aumentando de forma gradativa. Pelo que observamos, o fluxo de passageiros na cidade tem crescido a cada semana.Além de prestarmos serviços para os consumidores da região, muitas pessoas desembarcam no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, onde adquirem passagens para Caruaru. Os pacotes estão sendo procurados pelos públicos das classes A, B e C. Não temos como objetivo principal deslocar os passageiros da escala Recife-Caruaru, até porque eles já estão muito bem servidos pela BR-232. Nosso alvo são os consumidores que têm interesse de desembarcar em outros estados do país."Em funcionamento há pouco mais de um mês, a empresa poderá expandir suas operações até o final de julho. "Deveremos fechar parceira com uma grande empresa de transporte aéreo ainda neste mês. Assim que formalizarmos o acordo, adequaremos ainda mais o nosso sistema de escalas. Ou seja, passaremos a comercializar passagens, por exemplo, para São Paulo e Brasília. Já em agosto, passaremos a oferecer viagens para João Pessoa, Natal, Mossoró e Paulo Afonso", acrescenta Vicente.O empresário ainda destaca a importância da Noar para a economia da região Agreste. "Acredito que após a chegada da empresa no mercado é natural que outras companhias tenham interesse de atuar em Caruaru. Inclusive, já trabalhamos com essa perspectiva. Deveremos ter concorrência, mas isso não será um problema. Nesta primeira etapa, geramos aproximadamente 220 empregos diretos. Mas, quando estivermos com todas as aeronaves à disposição, esse número poderá saltar para 300. Hoje, contamos com dois bimotores L-410. Sem sombra de dúvida, a Noar é uma empresa que vem contribuindo para o desenvolvimento econômico da região Nordeste", complementa Vicente Jorge.O empresário Francisco Silva, 38, está entre os consumidores que já utilizaram os serviços da Noar Linhas Aéreas. Ele revela como a companhia pernambucana vem favorecendo para a manutenção dos seus negócios."Antigamente, quando me dirigia até Maceió com o meu veículo, acabava me desgastando bastante na viagem. Mas agora não. Quando vou fechar negócios naquela cidade sempre me desloco através da Noar. Além de ser mais cômodo e confortável, não perco muito tempo na viagem. Os preços das passagens são atrativos e os serviços são de ótima qualidade", destaca. Francisco atua no setor de confecção em Santa Cruz do Capibaribe há mais de 15 anos.O vendedor Fábio Correia, 30, também planeja ser cliente da Noar. "Vou sair de férias em agosto e decidi que neste ano viajarei para Aracaju de avião e não de ônibus. Estou um pouco ansioso, pois sempre me desloquei para a casa dos meus familiares através de ônibus, mas aposto que vai ser divertido.Como chegarei lá mais cedo, vou ter mais tempo de curtir a minha cidade natal", comenta.AEROPORTOIniciada no segundo semestre do ano passado, a obra para implantação da Secing (Seção Contra Incêndio), no Aeroporto Oscar Laranjeira, em Caruaru, está em fase de conclusão. "Uma equipe do Corpo de Bombeiros sempre se desloca para o aeroporto nos horários em que são realizados os voos da Noar.Ou seja, a companhia vem operando normalmente. Como a Secing já está praticamente pronta, agora o Governo do Estado trabalha para adquirir os equipamentos do mesmo. O processo de licitação já foi iniciado", explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Franco Vasconcelos.Segundo ainda o secretário, a avenida que interliga o aeródromo com as outras áreas da cidade passará por revitalizações. A Locar também poderá funcionar no terminal de passageiros do Oscar Laranjeira. "Essa provável parceria entre a Noar Linhas Aéreas e a outra empresa aérea será de suma importância para a região. Provavelmente, a demanda aumentará ainda mais", finaliza Vasconcelos.

No embalo do interior, aviação regional cresce 16% e atrai novos investidores





25/07/2010 – O Globo

A expansão das cidades médias brasileiras e a escassez de voos para o interior do país estão atraindo grupos de diferentes setores da economia — do varejo às comunicações — para a chamada aviação regional, que atende municípios com demanda de até 80 mil passageiros por ano, entre embarques e desembarques. Já são 15 empresas em operação neste segmento no país, cuja receita, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), deve crescer 16% este ano. Em 2009, elas faturaram mais de R$ 4 bilhões.

Os mais novos membros do clube são a pernambucana Noar, que entrou em operação em junho, e a paranaense Sol, que viu seu primeiro avião decolar em outubro de 2009. As duas resultam de investimentos feitos por grupos sem ligação com aviação e, como ainda engatinham no segmento, operam com bimotores turboélices, com capacidade para até 19 passageiros — a aviação regional usa aeronaves com até cem assentos.

A Noar tem duas aeronaves em operação, que fazem as rotas entre Recife, Maceió, Aracaju e Caruaru (PE). A empresa já pediu autorização para voar para quatro outros destinos no Nordeste (João Pessoa, Natal, Mossoró/RN e Paulo Afonso/BA). O investimento inicial, de R$ 40 milhões, foi bancado pelos grupos Bonanza (varejista de Caruaru) e Vale do Ipojuca (do setor de comunicação, de educação e de hotelaria), além de Mario Moreira, da regional carioca Team. "As conversas começaram pouco antes de estourar a crise financeira em 2008. Os aviões foram comprados no meio do furacão", diz o presidente da Noar, Vicente Espíndola.

Com 40 funcionários e capital inicial de R$ 2,2 milhões, a Sol também é comandada por um empresário egresso do ramo das comunicações. Marcos Solano vendeu uma emissora de rádio em Cascavel (PR) e, agora, busca compradores para seu jornal em Toledo (PR). Assim, pretende levantar fundos para comprar mais aviões. A empresa opera com apenas um turboélice, que faz voos diários entre Cascavel e Curitiba. Em agosto, chegará mais um. A aquisição de um Embraer 145 (com 50 lugares) está em negociação.

Como os aviões regionais transportam poucas pessoas a cada viagem — são cerca de 400 mil passageiros por mês ante 5,3 milhões de todo o setor — o crescimento das regionais não implica grandes alterações na distribuição do mercado. Nos seis primeiros meses do ano, elas detinham 5,43% do mercado, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), contra 4,64% do mesmo período de 2009. De acordo com a Abetar, na década de 60, havia voos regulares para 350 destinos no país. Hoje, são 130. "Foi essa lacuna deixada pelas grandes companhias que proporcionou o desenvolvimento da aviação regional ", diz Apostole Lazaro Chryssafidis, presidente da Abetar.

Gol e Team estudam compartilhamento de voos Para o especialista Andre Castellini, da Bain & Company, as regionais estão tirando proveito do boom do setor de aviação no país. A avaliação da consultoria é que o mercado geral de aviação civil pode triplicar nos próximos 20 anos.

O crescimento da aviação regional já desperta o interesse das grandes empresas. Semana passada, a Azul anunciou que comprará 40 aviões da franco-italiana ATR. Até então, o modelo de negócios da Azul privilegiava aeronaves maiores. E a Gol já pensa em fazer code-share (compartilhamento de voos) com as regionais.

Uma das candidatas é do Rio. Segundo um executivo da carioca Team, “as duas empresas estão negociando as condições da parceria”.

Independentemente dos rumos da negociação, a Team — que opera voos entre Rio de Janeiro e Espírito Santo — aposta no pré-sal para crescer. Para atender a demanda por voos do setor de petróleo, está investindo US$ 18 milhões. "Hoje, transportamos 2,5 mil passageiros por mês. Até o fim do ano, serão entre quatro e 4,5 mil por mês. Em alguns voos já há fila de espera", diz Lygia Moreira Ventura, diretora de Marketing da Team, que espera alta de 20% na receita em 2010.

Atualmente, a Team opera sete destinos, como Rio, Macaé e Angra. Mario Cesar Soares Moreira, diretor-presidente da empresa, ressalta que a companhia está estudando a ampliação de destinos, como São Paulo, Minas Gerais e Itaperuna (ES), além do interior do Rio (Resende).
"O transporte regional vende tempo. A Team nasceu dessa ideia. Estamos nos preparando para aumentar a oferta. Como alguns aeroportos estão cheios, como o Santos Dumont, o jeito é crescer para outros lugares".voltar

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Valor de passagens aéreas no país cai 23,9%




Daniella Jinkings, AGÊNCIA BRASIL

22/07/2010 | 18:05

Brasília - Os preços das passagens aéreas estão mais acessíveis, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em abril, o preço médio das passagens de voos feitos no Brasil teve o menor valor desde 2002 - R$ 256,13. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (22), referem-se às tarifas informadas pelas companhias aéreas à agência.

Em relação a abril do ano passado, a diminuição no valor das passagens foi de 23,9% e, em comparação a março de 2010, a queda foi de 7,5%.
Para a Anac, os preços mais acessíveis demonstram que a concorrência está cada vez mais acirrada no setor, pois a redução dos preços das passagens ocorreu no momento em que a demanda por voos domésticos cresceu 23,5%.
O preço médio pago pelo passageiro por quilômetro voado foi de R$ 0,39, equivalente a um recuo de 24,6% em relação ao mesmo mês de 2009 e de 7,4% comparado a março deste ano.
No acumulado de janeiro a abril de 2010, a tarifa média foi de R$ 272,44. Segundo avaliação da Anac, isso representa baixa de 47% quando comparado ao valor acumulado no mesmo período no ano de 2004, quando uma passagem aérea custava, em média, R$ 514,42.
De acordo com a agência, para o levantamento dos dados, são computados os valores entre a origem e o destino do bilhete aéreo comercializado pelas empresas brasileiras em 67 ligações domésticas
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Noar vai operar mais quatro rotas

 ROCHELLI DANTAS   Folha Radio


A partir de 30 de agosto, a Nordeste Aviação Regional (Noar) dá início a novas rotas. A empresa irá operar voos diários (de segunda-feira a sexta-feira) para João Pessoa, Natal, Mossoró e Paulo Afonso. A Companhia está aguardando a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para divulgar os horários das novas rotas. O valor das passagens também não foi divulgado.

“Além dessas novas rotas, também passaremos a oferecer voos aos sábados e domingos para Maceió e Aracaju. Neste caso, será um voo por dia, mas também não podemos divulgar o horário. O que adiantamos é que o serviço vai estar disponível a partir do dia 6 de agosto”, disse a gerente de Marketing da Noar, Fernanda Bittencourt. A Noar já opera quatro voos diários para Maceió, dois para Aracaju e um para Caruaru. As passagens custam a partir de R$ 67,90 para Caruaru, R$ 99,90 para Maceió e R$ 219,90 para Aracaju.


As novas frequências serão possíveis com a entrada em operação da segunda aeronave adquirida pelo grupo. O plano de ação da companhia inclui a utilização de quatro aeronaves. A previsão é de que os outros dois aviões entrem em operação no próximo ano.

Os aviões são do modelo 410 Let, com capacidade para 19 passageiros e indicado para transporte em pequenas e médias distâncias. “Esta aeronave possui um custo operacional muito abaixo dos seus potenciais concorrentes, o que implica em passagens mais baratas para os passageiros da Noar”, disse o presidente da Noar, Vicente Espíndola. Os tíquetes poderão ser adquiridos no www. voenoar.com.br.

http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/580881?task=view

terça-feira, 20 de julho de 2010

Infraero investe R$ 200 mil em terminal de Várzea Grande


20/7/2010 - Informe CNT


A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária inaugurou, nesta terça-feira (20), o seu 15º Terminal de Cargas Nacional (Teca). Com sede no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande (MT), o espaço é resultado de um investimento de R$ 200 mil e tem capacidade de mil metros quadrados para armazenamento, além de quatro mil metros quadrados para movimentações e atendimento.
 
O Teca está equipado com todos os equipamentos logísticos, como empilhadeira, plataforma e balanças de pesagem. Com a desocupação do antigo espaço, começam as reformas e instalações previstas para ampliar a capacidade operacional do aeroporto.
 
Cerca de R$ 87,5 milhões serão investidos até julho de 2013, quando o aeroporto terá capacidade de receber 2,3 milhões de passageiro por ano.
 

Copa do Mundo


Durante as reformas, o aeroporto contará com a ajuda de um Módulo Operacional Provisório (MOP), estrutura de rápida instalação e baixo custo que deve atender a demanda extraordinária de passageiros também nos dias de jogos da Copa do Mundo de 2014.
 
O terminal provisório, cujos investimentos somam R$ 1,6 milhão, aumentará a capacidade operacional do Marechal Rondon em 700 mil passageiros por ano.
 
 
Marina Severino
Redação CNT

Azul encomenda 40 aviões ATR 72 por US$ 580 milhões


(AFP) – Há 2 horas - 20/07/2010

FARNBOROUGH, Reino Unido — A companhia aérea brasileira Azul Linhas Aéreas encomendou à construtora ATR 20 aviões de transporte regional 72-600 e reservou uma opção de adquirir mais 20, em um contrato que poderá chegar a 580 milhões de dólares, anunciaram nesta terça-feira ambas as empresas no salão aeronáutico de Farnborough (Grã-Bretanha).

A ATR, co-empresa da construtora aeronáutica europeia EADS e da italiana Alenia (Finmeccanica), entregará as aeronaves com hélices a partir do final de 2011.

O pedido foi estimado em cerca de 580 milhões de dólares, incluindo as opções de compra, segundo o preço de catálogo dos aviões.

A Azul é a primeira companhia aérea da América Latina a encomendar os aviões da nova série 600 da ATR.

A companhia conta com essas aeronaves para desenvolver sua rede nacional, que une 21 destinos com aviões da brasileira Embraer.

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp...qZskIiynnJX3Hw

Viracopos terá 3º maior investimento para Copa



20/07/2010 Transporte Idéias
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, vai receber o terceiro maior investimento do governo federal em obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Serão R$ 742 milhões, contra R$ 1,2 bilhão destinado ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o primeiro da lista, e R$ 748 milhões para o Aeroporto de Brasília, o segundo colocado. O anúncio foi feito presidente Luiz Inácio Lula da Silva em solenidade realizada em Brasília. A notícia é do “Correio Popular (SP)”.
O montante destinado a Campinas será cerca de 24% maior do que o total que havia sido previsto em junho pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que era de cerca de R$ 600 milhões. Os investimentos fazem parte de uma medida provisória (MP) editada pelo governo com objetivo de reduzir a burocracia e facilitar o financiamento de obras para a Copa de 2014, que terá partidas em 12 cidades, e os Jogos Olímpicos de 2016, que serão no Rio.
Em Viracopos, foram registrados sérios problemas em embarques e desembarques do primeiro voo internacional a operar no aeroporto, da TAP, para Lisboa.
Entre as cidades que vão receber os investimentos aeroportuários para a Copa, Campinas é a única que não será sede de jogos e é também a única que não é uma capital de Estado. O papel de Viracopos na Copa, segundo a Infraero, será o de apoio à capital paulista. Os recursos serão utilizados na reforma do atual terminal de passageiros, na construção do novo terminal e do novo pátio de aeronaves e na implantação de módulos para a ampliação provisória.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disponibiliza uma linha de financiamento para a construção de estádios e obras no entorno de até 75% do valor do projeto, limitado a R$ 400 milhões. Já as ações de mobilidade urbana contam com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), liberados por meio do Programa Pró-Transporte, para Veículo Leve sobre Trilhos, Monotrilho e Bus Rapid Transit, corredores de ônibus e sistemas de monitoramento.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Aeroportos terão R$ 5,5 bi para Copa 2014

Da Redação - Agencia Rio
O ministro do Esporte, Orlando Silva Junior, assina nesta segunda-feira (19), o termo aditivo à Matriz de Responsabilidade da Copa 2014 que prevê investimentos de R$ 5,5 bilhões para reformas em 13 aeroportos do País, cujos recursos virão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), entre 2011 e 2014. Já os portos terão R$ 740,7 milhões.
Durante a cerimônia, o presidente Lula assinará uma Medida Provisória que propõe um tratamento de excepcionalidade aos municípios que sediarão a Copa 2014 e Jogos Olímpicos 2016 para operações de crédito que se destinem a financiar projetos de infraestrutura, autorizados pelo Conselho Monetário Nacional. A MP não fará qualquer flexibilização dos limites e regras estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal ou pelo Senado Federal, limites aos quais os municípios continuam submetidos.
A medida define os recursos e os cronogramas das obras para as duas áreas. O acordo entre governo federal e os governos estaduais e muncipais das cidades-sede do Mundial será firmado na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Sala Brasília do Palácio do Itamaraty, em Brasília, a partir das 11 horas.
Os recursos para a revitalização dos terminais portuários serão destinados a Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP). Os portos terão um papel importante no turismo porque permitirão aos cruzeiros atracar nessas cidades para servir de leitos temporários no período da Copa do Mundo no Brasil.
Também estarão presentes na solenidade os ministros das Cidades, Márcio Fortes, da Defesa, Nelson Jobim, do Planejamento, Paulo Bernardo, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Integração Nacional, João Santana, e a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Também confirmaram presença o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.
(MG)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont não comportam mais voos em horários de pico



15/07/2010 
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou nota nesta quarta-feira esclarecendo que todas as autorizações para voos no país só são dadas pela agência depois de verificada, junto aos órgãos responsáveis, a capacidade dos aeroportos nos pátios, pistas e terminais. Segundo a Anac, atualmente, apenas os aeroportos de Congonhas (SP), de Guarulhos (SP) e Santos Dumont (RJ) têm capacidade limitada para voos nos horários de pico, embora comportem novas operações nos demais horários.
Terça, a agência reguladora divulgou números sobre o crescimento da demanda do transporte aéreo no país, como faz todos os meses, e esclareceu na nota divulgada que esses dados “se referem unicamente ao comportamento da oferta e da demanda das empresas aéreas, não havendo menção [no relatório, disponível na página da Anac na internet] quanto à capacidade dos aeroportos brasileiros”.
A explicação foi dada a propósito de informações divulgadas sobre a capacidade dos aeroportos brasileiros, em face da previsão de demanda para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com os dados divulgados ontem, em junho, quando normalmente aumenta a demanda pelo transporte aéreo por causa das férias, houve crescimento em relação ao mês anterior de 16,81% nas rotas domésticas e de 22,31% nas internacionais operadas por empresas brasileiras. Conforme os dados divulgados, no primeiro semestre houve aumento, em relação ao mesmo período do ano passado, de 27,58% na demanda interna e de 13,42% nos voos internacionais.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Infraero vai investir R$ 6,5 bi em aeroportos para a Copa 2014



14 de julho de 2010  12h52  atualizado às 12h58  - Terra



LUCIANA COBUCCI
Direto de Brasília
A Infraero vai investir R$ 6,5 bilhões para reforma e ampliação de 16 aeroportos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A informação foi dada pelo superintendente de projetos da Infraero, Jonas Lopes, durante audiência pública da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, realizada nesta quarta-feira. De acordo com o superintendente da Infraero, 61% das obras serão custeadas com recursos da Infraero e o restante com verbas da União.
O anúncio acontece uma semana depois do alerta feito pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Questionado sobre o principal problema do Brasil para a Copa de 2014, o dirigente disse "aeroporto, aeroporto, aeroporto".
Segundo Jonas Lopes, serão 16 aeroportos atuando diretamente no tráfego de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014, que concentram 83% do tráfego aéreo brasileiro. "Além do mês de realização da Copa, nós contamos 15 dias antes e depois do evento, totalizando dois meses de movimentação extra. Nossa estimativa é que nos meses de junho e julho de 2014, teremos até 1,2 milhão de passageiros estrangeiros e até 1,5 milhão de passageiros domésticos", disse.
O superintendente da Infraero afirmou que os investimentos planejados pela empresa não são específicos para a Copa e a Olimpíada de 2016. "Fazemos esse planejamento anualmente e temos investimentos previstos para depois de 2014 também", afirmou.
Para Jonas Lopes, os aeroportos envolvidos no planejamento para atender a demanda da Copa de 2014 têm três pontos que precisam ser observados: a pista, o pátio e o terminal de passageiros.
"Num prazo curtíssimo, temos de acabar com o gargalo de passageiros. Tivemos muitas reclamações sobre o número de balcões de check-in. Um exemplo foi: de 10 disponíveis, apenas cinco estavam em funcionamento, o que gera filas enormes. Por isso, vamos trabalhar com as empresas aéreas maneiras de usar melhor os balcões disponíveis, ampliar os já existentes e incentivar o uso de sistema de auto check-in", afirmou.
Outro problema que deve ser resolvido, de acordo com o superintendente, é o desembarque internacional. "Precisamos desembaraçar a prestação de informações na alfândega, padronizar os formulários que os passageiros internacionais devem preencher", disse.
O superintendente da Infraero afirmou que todas as obras previstas para ampliação da capacidade dos 67 aeroportos brasileiros administrados pela empresa - em especial, os 16 que vão atender à demanda principal da Copa de 2014 - não vão afetar os passageiros. Durante as obras, os embarques de passageiros serão transferidos para terminais temporários chamados de módulos operacionais, que ganharam o apelido de "puxadinhos".
"O módulo custa em torno de R$ 2,5 mil/m². A ideia é distribuir a capacidade, desafogar outros terminais enquanto a ampliação definitiva é feita. É uma solução temporária, que foi usada em Lisboa, por exemplo, durante a Eurocopa", afirmou.
Brasília e Guarulhos
Segundo Jonas Lopes, o aeroporto internacional de Guarulhos, visto como um dos mais problemáticos do País, precisa de reformas específicas para atender aos cerca de 30 milhões de passageiros previstos para 2014.
"Guarulhos é a principal porta de entrada de voos internacionais. Precisa haver uma reforma das salas de embarque e aumentar a capacidade para, pelo menos, mais um milhão de passageiros. O terminal 3 do aeroporto já está com o contrato assinado e a previsão é que 40% da obra já esteja pronta em 2013. Acreditamos que junto com as reformas dos terminais 1 e 2, Guarulhos vai conseguir atender à demanda de 2014", afirmou.
No aeroporto internacional de Brasília, um dos principais pontos de distribuição de voos domésticos do País, segundo a Infraero, a previsão é concluir as obras de ampliação em 2013. "Em 2014 deveremos ter cerca de 18 milhões de passageiros por ano em Brasília e vamos ampliar de 13 para 32 pontos de embarque e desembarque, o que acreditamos que atenderá a demanda prevista para junho e julho de 2014", disse.
Crescimento da demanda
Segundo Jonas Lopes, em 1997, havia uma média de 0,3 passageiro por habitante no Brasil (considerando uma população de 163 milhões). Em 2008, essa relação passou para 0,6, considerando uma população de 189 milhões. "Consideramos que existem 6 milhões de CPFs, ou seja, potenciais passageiros, ou 3,2% da população brasileira usa avião", disse.
De acordo com dados da Infraero, o crescimento no número de passageiros no Brasil entre janeiro e novembro de 2008 e o mesmo período do ano passado aumentou 11,6%, enquanto os outros países registraram uma queda de 3,2% na demanda.
Entre 2009 e 2014, a projeção é que o número de pessoas que viajam de avião no Brasil cresça 8,6% ao ano, chegando a 190 milhões no final de 2014 e 228 milhões em 2020. Ainda de acordo com a Infraero, o aeroporto de Viracopos, em Campinas, será o maior do País em 2030, atingindo um fluxo anual de até 90 milhões de passageiros por ano.
Especial para Terra